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O projeto YE’PÁ — "Cobra Canoa: do Rio Negro ao Rio Tiquié" consiste em uma exposição fotográfica itinerante que reúne 90 obras em fine art (120x80 cm). As imagens, capturadas por Taira Yūji, Iberê Perissé e Juliana Valbert, registram a jornada ritual e espiritual realizada em 2025 no Alto Rio Negro junto aos povos Ye’pá Mahsã (Tukano) e Tuyuka. A mostra circulará por São Paulo, Brasília e Curitiba, com temporadas de dois meses por cidade.A expografia utiliza molduras de madeira produzidas pelas próprias comunidades e oferece acessibilidade integral com audiodescrição e textos ampliados. Além da exibição, o projeto prevê ações formativas (palestras e debates), a produção de um artbook com tiragem de 600 exemplares, catálogo digital e folders. O objetivo é valorizar o patrimônio imaterial indígena e promover a democratização do acesso à cultura através da itinerância e gratuidade
"YE’PÁ — Cobra Canoa: do Rio Negro ao Rio Tiquié" é uma exposição fotográfica composta por 90 obras em grande formato (fine art), que registram uma jornada ritual e espiritual realizada em 2025 no Alto Rio Negro. Através do olhar dos fotógrafos Taira Yūji, Iberê Perissé e Juliana Valbert, a mostra apresenta a cosmologia dos povos Ye’pá Mahsã (Tukano) e Tuyuka, centrada na imagem-força da "Cobra Canoa" — o princípio transformador que deu origem aos territórios, línguas e saberes ancestrais.A exposição utiliza uma expografia artesanal, com molduras produzidas pelas próprias comunidades indígenas, e propõe um diálogo entre a arte contemporânea e o patrimônio imaterial da Amazônia. Itinerante, a obra percorre quatro cidades brasileiras, acompanhada de um livro de arte (artbook) e ações educativas, promovendo a visibilidade da cultura indígena sob uma ética de escuta e autorrepresentação.
Objetivo GeralRealizar e circular a exposição fotográfica itinerante YE’PÁ, estruturada a partir de uma viagem coletiva e ritual no Alto Rio Negro, reunindo 90 obras em fine art (120 cm x 80 cm) para exibição em três cidades (São Paulo, Brasília e Curitiba), promovendo a valorização dos conhecimentos ancestrais e o acesso público gratuito.Objetivos Específicos Curadoria e Edição: Selecionar, editar e realizar o tratamento final de 90 fotografias que compõem o percurso visual da mostra.Produção Expográfica: Produzir impressões em fine art de grande formato e confeccionar molduras de madeira artesanais através das comunidades Ye’pá Mahsã, integrando saberes tradicionais à expografia.Itinerância: Viabilizar a circulação da exposição por 3 cidades (São Paulo, Brasília e Curitiba), com temporadas de 2 meses em cada localidade.Acessibilidade: Implementar recursos de audiodescrição em todas as obras (via QR Code) e disponibilizar textos curatoriais e legendas em formato ampliado no site criado para isso.Ações Educativas: Realizar uma palestra de abertura seguida de bate-papo com a equipe e artistas em cada uma das cidades da itinerância, visando a formação de público.Produção Editorial: Produzir e distribuir 600 exemplares de um livro de arte (artbook), site e 2.400 folders informativos.Comunicação: Estruturar a divulgação do projeto em canais locais e nacionais, garantindo o registro audiovisual de todas as etapas para prestação de contas e memória do projeto.
O projeto YE’PÁ fundamenta-se nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91:Inciso I - Contribuir para facilitar a todos o acesso às fontes da cultura: Ao promover itinerância gratuita em São Paulo, Brasília e Curitiba, a proposta remove barreiras financeiras e geográficas.Inciso II - Estimular a produção e difusão de bens culturais: O projeto gera conteúdos inéditos, como o artbook, catálogos e a própria exposição fotográfica.Inciso IV - Apoiar, preservar e difundir as manifestações culturais: Foca na salvaguarda dos conhecimentos dos povos Ye’pá Mahsã e Tuyuka, como os cantos dos Bayaroá e práticas de cura.Inciso V - Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira: O projeto valoriza a estética e a cosmologia indígena, combatendo a invisibilidade dessas populações. Alcance dos Objetivos do Artigo 3ºA proposta cumpre as finalidades do Art. 3º da referida norma ao:Inciso I - Incentivar a formação artística e cultural: Através das palestras e bate-papos de abertura que promovem a mediação entre o público e a temática indígena.Inciso II - Fomentar a produção cultural e artística: Ao financiar a cadeia produtiva que envolve desde os fotógrafos até as comunidades que confeccionam as molduras tradicionais.Inciso IV - Preservar o patrimônio cultural material e imaterial: Ao registrar e documentar rituais e línguas do Rio Tiquié em suporte duradouro (fotografia e livro).Inciso VI - Estimular a regionalização da produção: Embora as sedes sejam em grandes polos, o projeto leva para esses centros a produção estética originada em território remoto (São Gabriel da Cachoeira/AM).
METAS GERAIS:Metas de Produção M01 - Exposição Itinerante: Realizar 01 (uma) exposição fotográfica itinerante, composta por 90 obras originais em fine art, percorrendo 03 (três) cidades (São Paulo, Brasília e Curitiba).M02 - Molduras Artesanais: Produzir 90 molduras de madeira confeccionadas por artesãos das comunidades Ye’pá Mahsã, fomentando a economia local indígena.M03 - Publicação Editorial: Produzir e imprimir 600 (seiscentos) exemplares do livro de arte (artbook) do projeto.M04 - Material Gráfico e virtual: Produzir site com informações e 2.400 (dois mil e quatrocentos) folders para distribuição gratuita ao público.Metas de Difusão e AcessoM05 - Alcance de Público: Atingir um público estimado de, no mínimo, 6.000 (seis mil) visitantes presenciais somando as três capitais/cidades da itinerância.M06 - Ações Educativas: Realizar 03 (três) palestras/bate-papos de abertura (um por cidade) com a participação da equipe técnica e artistas.M07 - Democratização: Distribuir gratuitamente exemplares do artbook para bibliotecas públicas, escolas e instituições culturais.Metas de AcessibilidadeM08 - Acessibilidade de Conteúdo: Disponibilizar 90 (noventa) faixas de audiodescrição (uma para cada obra) via QR Code.M09 - Sinalização Acessível: Instalar 100% da sinalização de parede (legendas e textos curatoriais) com fontes ampliadas para pessoas com baixa visão.Conceito curatorialA curadoria de YE’PÁ propõe um percurso visual guiado pelo deslocamento dos rios como forma de pensamento e transmissão: uma travessia que articula território, espiritualidade, memória e atualidade, construída a partir da oralidade, das conversas, das cerimônias, dos encontros e dos silêncios. A Cobra Canoa é aqui o eixo conceitual e simbólico: não como metáfora distante, mas como um movimento coletivo de povos, capaz de alinhar, fortalecer e atualizar práticas ancestrais diante do presente, reafirmando a floresta e os territórios como vivos, resistentes e contínuos.As imagens destacam, como eixo central, o fortalecimento das práticas ancestrais: benzimentos, cantos, danças, assopros de cura, plantas medicinais, chás, banhos e a importância de reativar e fortalecer as casas cerimoniais, entendidas como espaços de transmissão de valores, proteção espiritual e equilíbrio comunitário. Ao lado disso, a exposição registra reflexões sobre o presente e o futuro — escuta, troca e pensamento coletivo sobre caminhos para o fortalecimento da economia familiar, da agricultura familiar e de formas de economia comunitária que respeitem modos de vida tradicionais.O percurso expográfico reconhece a diversidade e a força das comunidades ao longo do Rio Tiquié, incluindo registros de Serra do Mucura, Comunidade Pirarara, e, com ênfase, Pari Cachoeira e São Pedro, território e comunidade do povo Tuyuka (Tuyuka Mopoea), onde emergem temas decisivos como educação indígena, transmissão de conhecimentos e fortalecimento das crianças como continuidade do mundo. A exposição também enfatiza a presença dos Bayaroá, mestres de cantos e danças do povo Ye’pá Mahsã, como núcleo de força cultural e sensível da mostra.Assim, os grandes destaques visuais de YE’PÁ são: fotografias de cerimônias, registros dos Bayaroá, retratos e cenas com integrantes das comunidades, momentos de troca de presentes, a presença das crianças, e a própria viagem como experiência de deslocamento, cuidado e relação — um registro vivo de povos em movimento e de conhecimentos que permanecem ativos, sendo afirmados e renovados no presente.A materialidade expográfica integra o conceito: as obras serão apresentadas em molduras de madeira produzidas pelas comunidades Ye’pá Mahsã, conectando imagem e território também no plano físico, e reforçando a exposição como gesto de presença cultural compartilhada, alinhado à autonomia narrativa e ao respeito aos protocolos e valores comunitários.Plano de circulação Cidades previstas: São Paulo, Brasília e CuritibaDuração por cidade: 2 mesesA exposição será apresentada em espaços culturais e/ou institucionais a definir em cada cidade, priorizando locais com capacidade técnica para grandes formatos, acessibilidade arquitetônica e potencial de formação de público. Compromissos éticos e autorizaçõesO projeto será conduzido com respeito às comunidades e aos protocolos culturais envolvidos, assegurando autorizações de uso de imagem e voz quando aplicável, bem como cuidados de contextualização, crédito e apresentação pública do material, evitando usos indevidos e garantindo integridade e reconhecimento das pessoas e territórios retratados.
1. Exposição Fotográfica (Produto Principal)Quantidade de Obras: 90 fotografias originais.Técnica de Impressão: Impressão em Fine Art (padrão museológico de conservação e fidelidade de cor).Dimensões: 120 cm x 80 cm (cada obra).Acabamento/Molduras: Molduras artesanais confeccionadas em madeira pelas próprias comunidades Ye’pá Mahsã, integrando o saber tradicional ao suporte artístico.Cenografia/Expografia: Inclui 16 adesivos de grandes dimensões (210 cm x 210 cm), sendo 4 adesivos instalados por cidade da itinerância.2. Livro de Arte (Artbook)Tiragem: 600 exemplares.Conteúdo: Registro fotográfico da jornada, textos curatoriais e ensaios sobre a cosmologia da Cobra Canoa.Especificações sugeridas (padrão editorial): Formato fechado estimado em 21x28cm ou similar, papel de alta gramatura para reprodução fotográfica, capa dura ou brochura com acabamento especial.3. Materiais Gráficos e Informativossite contendo o guia da exposição e textos de apoio.Folders: 2.400 unidades (800 por cidade), em papel couchê, com informações gerais, mapa da exposição e créditos.4. Recursos de AcessibilidadeAudiodescrição: Conteúdo digital acessível via QR Code impresso em etiquetas fixadas ao lado de cada uma das 90 obras.Textos Ampliados: Painéis e legendas impressos em fontes com corpo mínimo que atenda aos critérios de acessibilidade para baixa visão e idosos.5. Itinerância e LogísticaLocais: Brasília, São Paulo e Curitiba.Duração: 60 dias de exibição em cada localidade.Logística: Transporte especializado para obras de arte e infraestrutura técnica de montagem/desmontagem adequada a espaços culturais de grande porte.
Acessibilidade de Conteúdo e Comunicação Audiodescrição: 100% das obras fotográficas contarão com audiodescrição, acessível ao público por meio de QR Codes instalados junto às peças ou pontos de escuta específicos no espaço expositivo.Textos Ampliados: Toda a sinalização expográfica, incluindo textos curatoriais e legendas das 90 fotografias, será produzida com fontes ampliadas para atender pessoas com baixa visão e idosos.Mediação Qualificada: As ações educativas (palestras e bate-papos) contarão com mediação preparada para contextualizar o conteúdo da exposição a diferentes perfis de público, promovendo inclusão e compreensão dos saberes tradicionais.Acessibilidade Física e Arquitetônica Seleção de Espaços: A itinerância priorizará centros culturais e espaços institucionais que possuam infraestrutura adequada, como rampas de acesso, elevadores, banheiros adaptados e livre circulação para cadeirantes.Desenho Expográfico: A montagem das obras (120 x 80 cm) e a sinalização de parede serão planejadas em altura e disposição que permitam a visualização confortável tanto por pessoas em cadeiras de rodas quanto por pessoas com mobilidade reduzida.Fluxo de Visitação: O projeto prevê adequações complementares de fluxo e orientação ao público dentro das salas de exposição para garantir segurança e autonomia no deslocamento.
Gratuidade e Condições Populares: O projeto prioriza a visitação gratuita ou em condições populares, dependendo da negociação com os espaços parceiros em cada cidade.Itinerância Territorial: A exposição circulará por 3 cidades (São Paulo, Brasília e Curitiba), o que amplia o alcance geográfico e permite que diferentes públicos regionais tenham acesso ao conteúdo.Distribuição Gratuita de Materiais: Como contrapartida e fomento à leitura e memória, o projeto prevê a distribuição gratuita e mensurável de materiais educativos e artísticos:Artbook (Livro de Arte): Distribuição de 600 exemplares para bibliotecas, escolas, universidades, coletivos culturais e exemplares para o Instituto e comunidades indígenas envolvidas.Catálogo digital: gratuito e virtual.Folders: Distribuição de 2.400 unidades em pontos estratégicos e equipamentos culturais locais.Ações Formativas Abertas: Realização de palestras e bate-papos de abertura com tradução e mediação cultural em todas as cidades, incentivando a participação de estudantes, pesquisadores e a comunidade local.Comunicação Acessível: Uso de peças digitais, redes sociais e assessoria de imprensa para garantir que a informação sobre a exposição chegue a diversos estratos da sociedade
Taira Yūji (Karaí Jekupé) — fotógrafo e diretorTaira Yūji é diretor e realizador audiovisual com atuação em cinema documental e projetos autorais de relevância sociocultural. Em 2024, dirigiu Mundos Cruzados (premiado pela ONU/UNAOC e pelo HIFF) e Ninguém Respeita a Areia (realizado via Lei Paulo Gustavo e premiado em Peruíbe). Em 2025, lançou Invisible Shore (Margem Invisível), premiado pela ONU/UNAOC no PLURAL+ 2025, e realizou os filmes União dos Povos e COPARENTE para a COP30, consolidando uma trajetória marcada por pesquisa, sensibilidade estética e compromisso ético com território, cultura e direitos.Iberê Périssé — fotógrafoIberê Périssé é diretor de fotografia, documentarista e produtor; graduado em Comunicação Social (UNIARA) e especializado em Documentário pela Academia Internacional de Cinema (AIC). Atua na intersecção entre espiritualidade, culturas populares e questões socioambientais. Assina a direção de fotografia dos documentários Sou Luz Dou Luz, Amazon Rasta, Fé Cria Beleza e Santo de Casa; dirigiu o curta Festa de Pajés (2023), filmado no Alto Rio Negro (AM). Participou da produção executiva de Cobra Canoa com Álvaro Tukano. É coidealizador do Canal Jagube na Amazônia, ministra oficinas audiovisuais para jovens da Vila Céu do Mapiá e colabora com o Instituto Nova Era.Juliana Valbert — fotógrafa e artista visualJuliana Valbert é artista visual e realizadora audiovisual; mestra em Processos Artísticos Contemporâneos (UNICAMP, 2025) e licenciada em Artes Visuais (UDESC, 2022). Sua prática articula desenho, pintura, fotografia e cinema experimental, investigando relações entre arte contemporânea, ancestralidade, espiritualidade e natureza. Atua em parceria com lideranças indígenas do Alto Rio Negro em projetos culturais e audiovisuais voltados à autonomia narrativa indígena. Participou do desenvolvimento da Casa Ʉhtã Bo’ó Wi’í em São Gabriel da Cachoeira/AM, onde realizou oficinas e produziu um curta documental com recursos da Lei Paulo Gustavo. Vive e trabalha em Campinas/SP.Bu’ú Kennedy — presidente do Instituto Ʉhtã Bo’ó Wi’í - curadorBu’ú Kennedy é líder espiritual, artista e inovador cultural do Alto Rio Negro, na Amazônia brasileira. Membro do clã Uremirĭ Sararó do povo Ye’pá Mahsã, foi tradicionalmente treinado como Yaí (onça), integrando saberes ancestrais a projetos sociais, expressões artísticas e iniciativas educacionais. Em sua atuação, combina arte, espiritualidade e educação, fortalecendo a identidade cultural de seu povo e contribuindo para a preservação dos saberes originários da Amazônia.Daiara Tukano (Duhigô) — vice-presidente do Instituto Ʉhtã Bo’ó Wi’í - curadoraDaiara Tukano é artista, curadora, professora e ativista, integrante do clã Eremiri Hãusiro Parameri do povo Ye’pá Mahsã do Alto Rio Negro. De linhagem de conhecedores tradicionais, é graduada em Artes Visuais e mestra em Direitos Humanos pela Universidade de Brasília (UnB), dedicando sua pesquisa ao direito à memória e à verdade dos povos indígenas. Também é membro fundadora da Conferência Indígena de Ayahuasca e Conselheira Nacional de Cultura, atuando na articulação de políticas culturais e no fortalecimento da presença indígena em espaços institucionais de decisão.
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