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O projeto "Plataforma-Japão" consiste em promover um evento tendo como tema a cultura, as artes e as humanidades japonesas. Nesta edição de 2026, o local de realização será na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. As atividades se concentrarão no Centro de Artes UFF, espaço vinculado à Universidade Federal Fluminense. O tema será "Nito-herói/Niterói", em referência ao famoso Cine Niterói que funcionou na cidade de São Paulo, exibindo inúmeros filmes japoneses ao longo das décadas de 1950 a 1980. Nesse sentido, a programação deste primeiro ano será focada no cinema nipônico, dialogando com as artes visuais e música. O período previsto para a realização do projeto é a janela de 8 a 14 de novembro.
O projeto “Plataforma Japão” pretende organizar a cada dois anos um evento tendo como base a cultura, as artes e as humanidades japonesas, podendo adentrar campos como a literatura, a filosofia, o cinema, as artes visuais, dança e performance, além da gastronomia. Para cada edição, será eleito um tema condutor da programação e o local de realização poderá ser itinerante, aportando em diferentes cidades brasileiras, e estabelecendo diálogos com as localidades anfitriãs. A primeira edição do projeto está prevista para o período de 8 a 14 de novembro de 2026, a ser realizada em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro em conexão com a cidade de São Paulo (SP). O tema “Nitoherói - Niterói”, é uma referência ao Cine Niterói, um empreendimento cultural pioneiro da família Tanaka, que chegou ao Brasil em 1923 e trabalhou no cultivo de feijão e café. O Cine Niterói foi inaugurado em 1953, na rua Galvão Bueno, no bairro da Liberdade, em São Paulo. O edifício contava com uma sala de cinema com capacidade para 1500 pessoas, um restaurante, hotel e um salão de festas. A sala exibia películas japonesas, sobretudo da produtora Toei e chegou a trazer atores e atrizes, estrelas dos filmes, para as estreias. Anos mais tarde, o prédio teve que ser desapropriado por conta de uma grande obra pública e o cinema foi transferido para uma sala menor na Avenida Liberdade, onde funcionou até 1988. Os irmãos Tanaka explicavam a origem do nome do estabelecimento. Niterói seria a junção de dois nomes – Nito (sol do Leste / Japão) + herói, o herói do Japão. O Cine Niterói foi de grande importância para a comunidade japonesa e para os apreciadores de cinema, constituindo um formador de público para os filmes japoneses no Brasil e influenciando o aparecimento de outras salas dedicadas ao segmento como os cinemas Tokyo (1954), Jóia (1958), Shochiku e Nippon (1959). A penetração e repercussão dessa cinematografia entre nós perpassou décadas, desde os anos 1950, mobilizando críticos e influenciando cineastas, antes mesmo da consagração de nomes como Kurosawa e Mizoguchi nos festivais europeus, sobretudo Veneza e Cannes. Vale lembrar aqui que a Universidade Federal Fluminense, através do seu Cine Arte UFF, realizou em 1983 uma pioneira mostra intitulada Cinema Japonês Contemporâneo, organizada pelo Professor João Luiz Vieira com a colaboração entusiasmada do Sr. Augusto Tanaka, gerente e programador do Cine Niterói e representante no Brasil dos estúdios Toho e Toei.O evento “Nito-herói/Niterói”, terá como tema condutor, portanto, o cinema japonês, sobretudo a partir da história de sua inserção no Brasil. A programação contará com uma mostra de cinema, mesas expositivas, oficinas e apresentações musicais.Em paralelo, haverá exposições no espaço da galeria, a serem organizadas a partir dos materiais visuais dos filmes, cartazes de época e fotografias documentais desse período áureo das salas de exibição orientais.O encerramento se dará em uma celebração aberta no jardim, com apresentações tradicionais de taikô, danças e grupos musicais, uma feira gastronômica, finalizando a noite com a exibição ao ar livre de um filme da programação. Haverá também um braço do programa acontecendo em São Paulo, no bairro da Liberdade, em um tour guiado pelas antigas salas de cinema, uma verdadeira excursão arqueológica em busca do cinema nipônico perdido, finalizando com uma experiência gastronômica em um izakaya.
Objetivos Gerais: - Promover um evento bienal de arte, cultura e humanidades japonesa em cidades brasileiras; - Contribuir para o intercâmbio cultural e artístico Brasil-Japão; - Proporcionar ao público brasileiro contato e reflexão com o pensamento e artes japonesas; - Celebrar o cinema de rua na cidade de Niterói.Objetivos Específicos: - Promover um evento em novembro de 2026, voltado para a cultura japonesa e o intercâmbio artístico e cultural Brasil-Japão;
Até 1975, Niterói foi a capital do Estado do Rio de Janeiro. Localizada a 15km da cidade do Rio e junto a Baía de Guanabara, é um dos municípios com maior qualidade de vida do país. O audiovisual, desde sempre, figura com destaque, sobretudo com a presença pioneira do curso de cinema da Universidade Federal Fluminense, fundado por Nelson Pereira dos Santos. O cinema de rua é vivo por aqui, com destaque para o Cinearte UFF e o Reserva Cultural. Há ainda a previsão de reabertura do Cinema Icaraí para o segundo semestre de 2026, a partir de uma parceria da Universidade Federal Fluminense e Prefeitura de Niterói. O Cinema Icaraí, uma edificação em estilo art déco, funcionou de 1945 a 2006, sendo uma das áreas de encontro e lazer mais tradicionais da cidade. Tombado como patrimônio cultural pelo INEPAC, o prédio vem sendo restaurado e abrigará, além de duas salas de exibição, uma sala-concerto para a Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, um piano bar e um mirante com vista para a orla. Ainda nesse fluxo de Niterói com o audiovisual, está em fase de desenvolvimento o Museu do Cinema Brasileiro, a ser sediado no conjunto de equipamentos culturais do Caminho Niemeyer no bairro de São Domingos. Nesse sentido, em Niterói, é tempo de celebrar o cinema e sobretudo o cinema de rua.Ademais o cinema, as artes e manisfestações culturais japonesas desde sempre influenciaram a produção cultural brasileira, seja pelo intercâmbio com imigrantes que fazem parte da formação do Brasil desde 1908, seja pelos fluxos vindos diretos do Japão. Nesse sentido, esse projeto está em consonância com o que prescreve a Lei de Incentivo à cultura por atender os seguintes dispositivos: - No artigo 1, incisos (IV) - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional e (VII ) - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;- No artigo 3, incisos (II-c) fomento à produção cultural e artística, mediante a realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore e (IV-a) estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante a distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
O projeto “Plataforma Japão: Nitoherói – Niterói” concentrará suas atividades no Centro de Artes UFF. O Centro de Artes UFF é um equipamento cultural vinculado a Universidade Federal Fluminense aberto a todo público. Localizado na Praia de Icaraí, em Niterói, é composto de espaços de teatro, galeria, cinema e jardim. Além de sua programação cotidiana, o CEART-UFF abriga eventos ao longo de todo ano, como mostras de cinema e festivais de cultura, com destaque para o Interculturalidades, que no ano de 2025 chegou a sua 14ª edição. Todas as atividades desse projeto serão gratuitas. Cinema - capacidade: 290 lugares Teatro - 344 lugares
Mostra de Cinema Japonês e nipo-brasileiro Uma seleção de cerca de 15 filmes passará pela mostra de cinema, dividida entre títulos de repercussão exibidos nos cinemas da Liberdade nas décadas de 1950-1980, obras contemporâneas e realizações de cineastas nikkeis brasileiros, organizadas em três linhas curatoriais. A primeira destacará os cruzamentos estéticos e relações orgânicas entre cinema e música, para compor com a programação musical do evento. Filmes como, entre outros, A partida (Okuribito, 2008) e Furyo, em nome da honra (Merry Christmas Mr. Lawrence, 1983), centralizarão programas especiais que homenageiam compositores como, respectivamente, Joe Hisaichi e Ryuichi Sakamoto. A segunda linha curatorial apresentará um panorama do cinema japonês a partir de gêneros como o cinema experimental e a avant-garde; o drama clássico e o filme de família das décadas de 40 e 50; a ficção-científica; o cinema de animação e o horror, cobrindo um período histórico que vai das décadas de 1920 aos dias de hoje. A sessão de abertura deste ciclo acontecerá com a exibição de Uma página de loucura (Kurutta Ippejii, 1926), com acompanhamento musical. E uma terceira linha proporá algo ainda inédito em termos de transversalidade intercultural: filmes japoneses ambientados no Brasil, como O samurai de Copacabana (Rio no Wakadaishi, 1968) e, no caminho inverso, filmes brasileiros que tematizam o Japão, como Meu Japão brasileiro (1965, com o ator Mazzaropi), Gaijin–os caminhos da liberdade (1980), (além de uma programação de curtas e médias metragens como Chá verde e arroz (1989) e Amarela (2024). Mesas e conferências Essas atividades acontecerão no espaço do teatro, com mesas formadas por até três participantes, com temas relacionados a cinematografia japonesa, a receptividade do público brasileiro em relação a essas obras, a influência da linguagem nipônica nos filmes brasileiros. Tem-se a expectativa de viabilizar a participação de pelo menos um cineasta do Japão. Apresentações musicais As apresentações musicais estarão em diálogo com a programação da mostra de cinema, a partir do trabalho de compositores como Ryuichi Sakamoto, Joe Hisaishi, Toro Takemitsu e Toshiro Mayuzumi em suas conexões com o cinema. A ideia também é convidar grupos e músicos que transitam pelas sonoridades de Brasil e Japão, seja a partir da combinação de instrumentos ou repertórios. ExposiçõesAs exposições que ocuparão a galeria seguirão a mesma linha de conexão com a mostra. Cartazes dos filmes e fotografias documentais dos antigos cinemas da Liberdade farão parte da seleção. Oficinas Realização de três oficinas de iniciação às artes japonesas e instrumentos musicais, com o objetivo de envolver o público e estimulá-lo a continuar seus estudos após o evento. A ideia é proporcionar os primeiros conhecimentos de instrumentos como o koto, shakuhachi e shamisen, em oficinas de três horas de duração. JardimGrande parte das atividades acontecerão dentro do Centro de Artes UFF, nos espaços do cinema, do teatro e da galeria. A ideia é iniciar e finalizar o evento no jardim. A abertura da programação se abre com um taikô ao ar livre, convidando a cidade a adentrar o espaço como um ritual. O encerramento se dará em dia festivo, como uma feira, com comidas e artigos japonesas em pequenos estandes e apresentações. Haverá uma exibição de um filme ao ar livre, com o público à vontade no gramado. *Toda a programação será gratuita
O Centro de Artes UFF (Niterói, RJ), local onde se realizará o evento, tem suas estruturas adaptadas quanto a acessibilidade física em todos os seus ambientes. Quanto a acessibilidade de conteúdo, todos os filmes serão legendados e as mesas, conferências e apresentações musicais contarão com intérpetre de libras. Outras medidas adicionais poderão ser adotadas, por meio da consultoria de profissional da área.
Todas as atividades desse projeto serão gratuitas. As mesas e conferências serão disponibilizadas no canal do youtube do Centro de Artes UFF.
A empresa proponente realizará a captação de recursos e a coordenação geral do projeto. EQUIPE ORGANIZADORA E CURADORA Amanda HadamaAmanda é produtora cultural. Realizou quatro edições do Festival de Cultura Japonesa na Ilha Grande (Angra dos Reis, RJ) e o documentário sobre a imigração oriental nessa mesma Ilha, “No Tempo do Dashico”, por meio do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial do IPHAN. [disponível no seguinte link: https://drive.google.com/file/d/1FPZZHBB0OTZbBm3aPzl9NZugdJOb-GGT/view?usp=sharing]Produziu a série audiovisual “Um dia na vida”, em oito episódios, sobre o modo de vida e o cotidiano de grupos caiçaras, indígenas e quilombolas em Ilha Grande e Paraty (RJ), território que foi reconhecido como patrimônio mundial pela Unesco. O projeto foi realizado por meio do Programa Bndes mais cultura. [https://umdianavida.com/]Jo TakahashiJo é administrador e produtor cultural. Atuou por trinta anos como diretor de arte e cultura da Japan Foundation São Paulo. Atualmente é diretor da Dô Cultural e autor de três livros sobre gastronomia “A Cor do Sabor: a culinária afetiva de Shin Koike”, “Izakaya: por dentro dos botecos japoneses” e “Ramen/Lámen”. João Luiz Vieira João Luiz é professor titular do Departamento de Cinema e Vídeo e do PPGCine-Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense (UFF). Doutor pela Universidade de Nova York e com pós-doc pela Universidade de Warwick, tem vastos estudos e pesquisas na cinematografia japonesa, atuando na curadoria de mostras e ministrando cursos nessa área. Kayami SatomiKayami é violoncelista nipo-paraibano, professor de violoncelo da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), músico do Cello Jazz Quartet e maestro. Tem participado de inúmeros projetos musicais enfocando os diálogos entre Brasil e Japão, como o espetáculo “Brasil-Japão: atravessando o tempo e o oceano”, junto com a pianista Yuka Shimizu e a cantora Mako. Leonardo GuelmanLeonardo é professor no Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Superintendente do Centro de Artes UFF. Tem larga experiência na concepção e realização de projetos culturais, entre eles o “Interculturalidades” que já conta 14 edições. Foi também responsável pela restauração dos murais do profeta Gentileza no Centro do Rio, cujos desdobramentos resultaram no tombamento do conjunto como patrimônio cultural da cidade. Pedro Gradella Pedro é Coordenador de Artes no Centro de Artes UFF, formado em Ciências Sociais e com mestrado em Cultura e Territorialidades pela UFF. Atua na curadoria e produção de projetos culturais, dentre eles o “Prospecção e Capacitação em Territórios Criativos”, junto ao Ministério da Cultura.
Abertura de conta bancária de livre movimentação em 15/04/2026. Solicitamos ao proponente que compareça a sua agência de relacionamento e faça a regularidade do cadastro com a apresentação de documentos e assinaturas (conformidade das contas). Para que seja possível prosseguir com o recebimento de aporte e a transferência de recursos.