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PRONAC 262015Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Preservação da Memória e da Espiritualidade Afrodescendente na Igreja de Santa Efigênia em Ouro Preto/MG

INSTITUTO BASE
Solicitado
R$ 2,14 mi
Aprovado
R$ 2,14 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Intervenções em bens imóveis tombados/acautelados
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Patrimônio cultural
Ano
26

Localização e período

UF principal
DF
Município
Brasília
Início
2026-06-01
Término

Resumo

A proposta visa elaborar os projetos necessários à criação de memorial e exposição permanente na Igreja de Santa Efigênia, com foco na preservação da memória, espiritualidade e legado cultural da presença negra em Minas Gerais. Construída entre os séculos XVIII e XIX pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, a igreja simboliza a resistência de negros escravizados e libertos, que criaram um espaço próprio de fé, identidade e acolhimento. A iniciativa será desenvolvida em duas etapas: a primeira contempla pesquisa histórica, inventário de bens móveis e integrados, projetos do memorial e da exposição, sinalização, conservação de mobiliário e indumentárias, criação de site e recursos de realidade aumentada, além de projetos elétrico e execução de serviços de conservação de pintura e limpeza das cantarias. A segunda etapa prevê a execução das obras após aprovação nos órgãos competentes.

Sinopse

Informação não existente.

Objetivos

Objetivos Gerais: O objetivo é realizar os projetos necessários e a execução para preservação da memória, espiritualidade e legado cultural resultante da presença negra ao longo do tempo na Igreja de Santa Efigênia, em Ouro Preto, Minas Gerais. Objetivos específicos: Criar memorial que evoque a trajetória dos grupos afro brasileiros na Igreja de Santa Efigênia; criar instrumentos para melhoria do acesso à informação sobre o legado afro-brasileiro; divulgar os valores imateriais da Congada; promover a acessibilidade ao legado material dos grupos afro-brasileiros em Ouro Preto; contribuir para a sustentabilidade e ressignificação do bem cultural tombado.

Justificativa

A Igreja de Santa Efigênia, em Ouro Preto, é um dos mais fortes testemunhos da presença africana em Minas Gerais. Edificada pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, entre os séculos XVIII e XIX, o templo nasceu da devoção e do trabalho de negros escravizados e libertos que, excluídos das irmandades brancas, criaram um espaço próprio de fé, identidade e acolhimento. Desde sua origem, a escolha da padroeira foi carregada de significado: Santa Efigênia, princesa etíope convertida ao cristianismo, e São Elesbão, rei também africano, representavam a possibilidade de ver a negritude santificada e honrada nos altares. Nesse gesto, a comunidade negra projetava na religião católica a sua própria imagem, afirmando sua dignidade em meio a uma sociedade marcada pela escravidão.A religiosidade cultivada nesse espaço unia práticas oficiais do catolicismo a referências culturais africanas. As festas, procissões e rituais promovidos pela irmandade eram marcados por cantos, danças e ritmos trazidos da África, criando uma espiritualidade híbrida, na qual tambores e ladainhas dialogavam como expressões de fé e resistência. A Igreja de Santa Efigênia, assim, se tornou não apenas um templo, mas também um lugar de preservação de memórias, gestos e sons que remetiam ao continente de origem.Ao longo dos séculos XIX e XX, mesmo com as transformações sociais, a igreja permaneceu como ponto de referência para a comunidade negra de Ouro Preto. Ali se mantiveram tradições, celebrações e devoções que reafirmavam a força da presença africana, mesmo diante da marginalização e do apagamento cultural.Desde 1939, a Igreja de Santa Efigênia é reconhecida como patrimônio histórico e cultural pelo Iphan, mas sua importância ultrapassa o valor arquitetônico. Ela é memória viva da resistência, da religiosidade e da criatividade da população africana e afrodescendente em Minas Gerais. Em cada imagem, em cada festa e em cada canto que ecoou em seu interior, a igreja guarda o testemunho de uma espiritualidade marcada pela luta, pela afirmação da identidade e pela esperança. As imagens sacras são representações de santos negros com ênfase em figuras etíopes no altar-mor que funcionam como símbolos da ancestralidade africana.A decoração, muitas vezes associada às condições de vida da irmandade, é também interpretada como uma marca da religiosidade popular afro-brasileira, e marca uma vivência comunitária.Dentre as práticas religiosas e culturais destacam-se os instrumentos como tambores, danças, cânticos e cortejos que misturavam liturgia católica e tradições afro. Sendo a Irmandade do Rosário dos Homens Pretos a mantenedora além do aspecto religioso, como rede de solidariedade, assistência e preservação cultural, resguardando vínculos comunitários herdados da África. Dessa forma, dentro do espaço católico, preservaram-se memórias de espiritualidades africanas, reinterpretadas nos rituais e celebrações.Atualmente, a própria existência da igreja, erguida por escravizados e libertos, uma construção coletiva da irmandade de homens pretos já é um signo cultural da presença africana em Ouro Preto.Assim, a Igreja de Santa Efigênia não se limita a ser um monumento de pedra e cal. Ela é herança simbólica e espiritual, um espaço que traduz a capacidade de um povo de transformar dor em devoção, exclusão em comunidade e fé em resistência.O Bairro de Santa Efigênia, onde está localizada a Igreja de Santa Efigênia, é ainda limite do centro histórico para a parte de Ouro Preto com maior população em situação de vulnerabilidadeSocial, a população negra da cidade. E, a criação do memorial e os outros serviços contemplados no projeto, além de ressaltar a importância simbólica e histórica de sua memória, tem ainda a intenção de proporcionar uma distribuição maior do fluxo turístico em Ouro Preto, atuando como agente de desenvolvimento econômico e social.O projeto se insere no parágrafo 1º da Lei 8313/91, em especial, nos incisos III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro. Ainda se enquadra no artigo 215 e 216 da Constituição Federal de 1988.VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;

Estratégia de execução

Contrapartida Social: Oficina com roda de conversa e transmissão de saberes com artesãos locais sobre as indumentárias e objetos simbólicos utilizados nos festejos da Congada. Os participantes serão 40 (quarenta) membros da comunidade, com duração de dois encontros de 04 (quatro horas).

Especificação técnica

Informação não existente.

Acessibilidade

Os projetos culturais a serem desenvolvidos incluirão estudos específicos para garantir a acessibilidade, em conformidade com a legislação aplicável ao bem tombado. As ações terão como referência a NBR 9050/2020, que trata da acessibilidade em edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, estabelecendo critérios e parâmetros técnicos a serem observados nos projetos, construções, instalações e adaptações do meio urbano, rural e de edificações. Serão contemplados elementos que assegurem a plena acessibilidade de pessoas com deficiência visual, auditiva e intelectual, promovendo a inclusão e a fruição equitativa do patrimônio cultural por todos os públicos.

Democratização do acesso

O projeto se insere no parágrafo 1º da Lei 8313/91, em especial, nos incisos III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro. Ainda se enquadra no artigo 215 e 216 da Constituição Federal de 1988.VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;

Ficha técnica

Sylvio Carneiro de FariasCoordenador Geral Atividades exercidas no projeto cultural: Mestre em arquitetura pela Universidade de Brasília (UnB). Sua atuação se dá na área de projetoseducacionais e culturais para organismos internacionais (PNUD, UNESCO e UNOPS) e, nos Ministérios da Educação e da Cultura do governo federal entre 1999 e2022, tais como: Consultor de infraestrutura física no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Programa de Melhoramento e Expansão doEnsino Médio (Projeto Escola Jovem) do Ministério da Educação; Consultor de patrimônio cultural e coordenador técnico pela Organização das Nações Unidas paraa Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Programa Monumenta do Ministério da Cultura/IPHAN. Coordenador-geral e diretor substituto do Departamentode Projetos Especiais do IPHAN, coordenando o PAC Cidades Históricas. Assessoramento técnico à fiscalização da restauração das fachadas do Edifício-Sede doSupremo Tribunal Federal. Coordenador da obra de restauração do Theatro Sebastião Pompeu de Pina de Pirenópolis/GO, pela Construtora Biapó (2020 a 2021).Atualmente trabalha como consultor do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), em projetos e obras de infraestrutura social, projeto deorçamentação para obras de restauração do patrimônio cultural e coordenando a elaboração dos projetos de restauração da Embaixada do Paraguai, em Brasília.Trabalha como consultor de patrimônio da UNESCO no projeto de reconstrução e restauração do Museu Nacional.Celma de Souza PintoSupervisor do Projeto Atividades exercidas no projeto cultural: Historiadora, doutoranda em Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo da Faculdade deArquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Mestre em Arquitetura e Urbanismo (FAU/UnB), ambos trabalhos acadêmicos sobre a paisagem industrial deCubatão.Trabalhou no Arquivo Histórico de Cubatão, vinculado à Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal, onde desenvolveu projetos e atividades culturais, como oRoteiro Histórico para estudantes da rede pública e ensino. Atou como técnica do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Instituto do PatrimônioHistórico e Artístico Nacional (IPHAN), com atividades voltadas para apoio técnico às superintendências regionais do Iphan; participação como membro emGrupos de Trabalhos objetivando a realização de políticas públicas culturais com foco na diversidade cultural brasileira. Trabalhos de pesquisa; elaboração depareceres em processos de tombamento; apoio junto ao Conselho Consultivo do Iphan, interface com trabalhos relacionados às candidaturas de bens culturaiscomo patrimônio mundial pela UNESCO. Foi Coordenadora da Coordenação de Identificação e Reconhecimento do IPHAN, no suporte, análise e parecer emprocessos de tombamento em âmbito federal.Possui três publicações sobre o município: Cubatão, história de uma cidade industrial; no qual recebeu o Prêmio Afonso Schmidt; Meu lugar no mundo, Cubatão e Anilinas.CARLOS FERNANDO DE MOURA DELPHIM Arquiteto e Conselheiro do Instituto Base, é Arquiteto da Paisagem. Dentre as incontáveis atividades profissionais, trabalhou no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Planejou e trabalhou pela preservação de sítios de valor histórico, natural, paleontológico e arqueológico em cidades dos estados de RS, SC, SP, MG, RJ, ES, BA, GO, MT, MS, AM, PA, MA, PI, CE, PB, AL e no DF. Projetou vários jardins para Oscar Niemeyer, a exemplo do Memorial da América Latina. Criou jardins botânicos em muitas cidades brasileiras. Possui inúmeros prêmios nacionais e internacionais. É Membro-Honorário do Comitê Brasileiro do International Council on Monuments and Sites – ICOMOS. Prestou consultoria no projeto dos jardins do Museu Nacional (RJ). ANNA DE GRAMMONT Coordenação TécnicaArquiteta e Engenheira Civil, é Doutora em Gestão de Cidades Históricas pela Universidade de Málaga, Mestre em Cultura e Turismo pela Universidade da Bahia – UFBA/UESC e Especialista em Cultura e Arte Barroca pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP. Possui mais de vinte anos de experiência no desenvolvimento e execução de obras relacionadas ao Patrimônio Cultural. Coordenou o Programa de Aceleração do Crescimento de Cidades Históricas de Mariana, onde geriu contratos de elaboração de projetos de restauração de 18 monumentos, projetos museológicos de 3 museus, além da fiscalização de Obras Estruturais e de Restauro de Elementos Artísticos em Igrejas e Casarões do séc. XVIII. Foi Membro do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS-BRASIL). Atuou como Consultora na empresa C&T - Diretor Luiz Fernando de Almeida, e Idealizou e Coordenou o Projeto Estrada Parque Caminhos da Mineração, finalista nacional e ganhador do Prêmio Prefeito Empreendedor do Sebrae MG. Autora dos livros: Gestión Pública del Turismo y del Patrimonio Cultural Arquitectónico en Brasil; El Desarrollo Urbano y Turístico de Ciudades Históricas Brasileñas – El caso de Salvador, Rio de Janeiro y otras ciudades; Hotel Pilão - um incêndio no coração de Ouro Preto, sobre a relação da população com seu patrimônio histórico, e do livro infantil O que é Patrimônio Cultural?!. Em 2017 e 2018, recebeu Moção de Agradecimento pelo trabalho em Prol do Patrimônio Cultural desenvolvido em Ouro Preto e em Mariana. Foi professora do curso Guardiões do Patrimônio, promovido pela UNESCO e financiado pelo Programa Monumenta - Minc, BID e Prefeitura de Ouro Preto.

Providência

Abertura de conta bancária de livre movimentação em 24/04/2026. Solicitamos ao proponente que compareça a sua agência de relacionamento e faça a regularidade do cadastro com a apresentação de documentos e assinaturas (conformidade das contas). Para que seja possível prosseguir com o recebimento de aporte e a transferência de recursos.

2029-12-28
Locais de realização (1)
Ouro Preto Minas Gerais