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O Programa "REDE ESTAÇÕES CRIATIVAS - REC" tem como missão implementar um polo regional de Economia Criativa com foco estratégico na conexão dos setores do Audiovisual e da Inovação. Como um potente arranjo criativo e produtivo regional, o Programa "REC" irá reunir a criatividade, o conhecimento e a inovação de três cidades-redes: Juiz de Fora, Barbacena e Cataguases. Potentes territórios criativos de trajetórias reconhecidas, como agentes protagonistas de fluxos entre pessoas, produtos e bens de consumo, informações e tecnologias locais. Como projeto de impacto estruturante na região, o programa terá quatro eixos: Formação para Competências Criativas; Geração de Conhecimento; Fomento de Empreendimentos Criativos; e Governança Participativa. Um conjunto de ações integradas que irão gerar e impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento humano, cultural, social e econômico, sustentável e inclusivo para as regiões da Zona da Mata e Vertentes de Minas Gerais.
O REDE ESTAÇÕES CRIATIVAS - REC corresponde a um Programa integrador de projetos voltados para o desenvolvimento territorial da região da Zona da Mata e Vertentes de Minas Gerais, com ações integradas a partir de três cidades-polo: Juiz de Fora (Estação Central), Barbacena (Estação Conexão) e Cataguases (Estação Conexão). O REC tem um cronograma de execução previsto para quatro anos, de 2026 a 2027.Seu objetivo central é a implementação de projetos com ênfase no fortalecimento e desenvolvimento do setor AUDIOVISUAL e setores criativos relacionados na região, buscando construir um ecossistema de criatividade e inovação que forme profissionais de excelência e um ambiente favorável para o desenvolvimento de negócios inovadores e sustentáveis. O Programa se estruturará por meio de uma rede de parceiros estratégicos sob a liderança da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (FUNALFA), integrante da REDE CRIATIVA, Câmara Intersecretarial junto à Secretaria de Turismo (SETUR) e à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Inovação e Competitividade (SEDIC), pastas vinculadas à Prefeitura de Juiz de Fora.Além deste atores ligados a Prefeitura de Juiz de Fora, a REDE ESTAÇÕES CRIATIVAS tem como parceiros estruturantes (iniciais): Pró reitoria de Cultura (Procult), Pró reitoria de Inovação (Proinova), Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt) e Parque Científico e Tecnológico da Universidade Federal de Juiz de Fora (Partec); do Sebrae Minas Gerais; do Instituto Fábrica do Futuro; da Bituca – Universidade da Música Popular; do Instituto Cidades Culturais e Instituto Albert Sabin; do Moinho Hub de Inovação; e Tempo de Hermes Projetos Criativos.O Programa REC está estruturado em quatro eixos de atuação prioritários e articulados. O EIXO I – FORMAÇÃO PARA COMPETÊNCIAS CRIATIVAS propõe um conjunto de ações formativas inovadoras para o audiovisual, abrangendo desde o desenvolvimento de competências técnicas e de criação artística até a gestão de negócios inovadores. Entre os produtos entregues neste eixo, destacam-se o CENTRO REGIONAL DE INOVAÇÃO AUDIOVISUAL – CRIA JF, com as residências criativas (criação de roteiros e desenvolvimento de projetos, videomakers comunitários, animação), os cursos especializados, ministrados por profissionais renomados (Direção de Ficção/Documentários, Direção de Arte, Produção Executiva, Fotografia, Preparação de Elenco e Atuação, Trilha Sonora, Som para Games, Elétrica e Maquinária, Produtoras Vocacionadas, Audiovisual e Inovação, Economia Criativa e Indústria do Audiovisual), e em Barbacena o PROGRAMA BITUCA MUSICAL que oferece formação de alta performance com 14 (quatorze) cursos de especialização (Baixo elétrico e acústico; Bateria; Canto; Clarinete; Cavaquinho; Engenharia de áudio & produção musical; Percussão; Piano e teclado; Saxofone; Violão e guitarra; Percepção musical; Musicalização pelo método Kodály; Prática de conjunto; Preparação para o palco. Já o EIXO II – GERAÇÃO DE CONHECIMENTO visa gerar as bases para a futura criação do Observatório de Economia Criativa (OBEC REC), por meio da realização de Pesquisa-diagnóstico Rede Estações Criativas, com abordagem quantitativa e qualitativa, que contemplará o mapeamento do campo da economia criativa nos municípios do REC, com foco na identificação de atividades, redes, circuitos produtivos e dinâmicas socioculturais que estruturam o ecossistema dessas cidades-polo, realizada com o objetivo principal de oferecer um conjunto de contribuições estratégicas capazes de orientar, qualificar e fortalecer a formulação de políticas públicas e a atuação dos gestores públicos e institucionais envolvidos no desenvolvimento do ecossistema de criatividade e inovação na região, assim como funcionar como mecanismo de avaliação, monitoramento e transparência do Programa. O EIXO III – FOMENTO A EMPREENDIMENTOS CRIATIVOS se propõe a ofertar um conjunto de ações para o fomento e fortalecimento da REC e seus agentes econômicos, estimulando, promovendo, desenvolvendo e/ou fortalecendo empreendedores criativos da região, por meio de processos de mentoria, ideação, incubação, aceleração, missões empresariais, além do fortalecimento de um circuito exibidor e da criação de um ambiente virtual (Plataforma PALCO) para ampliação e fortalecimento das conexões em redes de negócios, conhecimentos e formação. O LABI.EC - Laboratório de Inovação e Economia Criativa coordenado pelo CRITT - Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia-UFJF, oferecerá pré-aceleração, aceleração e incubação de empreendimentos; o projeto FÁBRICA DO FUTURO LAB 2C, coordenado pelo Instituto Fábrica do Futuro, no Animaparque em Cataguases, realizará residências criativas de animação e o registro da comunidade criativa regional, fomentarão a criação de Propriedades Intelectuais (IPs) originais e um Guia de Profissionais, Locações e Serviços (GPLS); o PALCO DIGITAL (Plataforma de Articulação, Liderança e Colaboração Organizacional) será uma plataforma integrada com módulos de Gestão de Projetos, Formações, Portfólios e Business Intelligence; já o projeto CINE ESCOLA, coordenado pelo Instituto Cidades Culturais, irá realizar um programa de formação de plateia, voltado para exibição de filmes brasileiros para estudantes do ensino fundamental do município de Juiz de Fora. O EIXO IV – GOVERNANÇA PARTICIPATIVA visa a efetivação de um pacto de cooperação entre os agentes territoriais, sendo estratégico para a sustentabilidade e continuidade do Programa REC após os dois anos de implementação, apresenta um conjunto de ações estratégicas coordenadas (seminários, fóruns e workshops) voltado para a articulação e ampliação de uma rede de parceiros fundamentais, o fortalecimento, sustentabilidade e continuidade do ecossistema de criatividade e inovação desenvolvido pelo Programa REC na região da Zona da Mata e Vertentes de Minas Gerais. Tem como propósito essencial promover um processo de construção colaborativa de um modelo institucional de governança, replicável, com a definição de instâncias consultivas e deliberativas, além de mecanismos de captação e fomento para garantir a sustentabilidade financeira do Programa REC no médio e longo prazo. O potencial de sustentabilidade pós-implementação do Programa REC será assegurado pela constituição desse modelo de governança territorial colaborativa e democrática, baseada em princípios de cooperação, transparência e accountability. O modelo, por meio da definição de uma personalidade jurídica estratégica e de mecanismos de captação, buscará garantir que a estrutura de coordenação e as iniciativas persistam após o financiamento inicial. A integração do modelo de governança com o PALCO DIGITAL será vital, pois a plataforma fornece o instrumento tecnológico para o monitoramento em tempo real de gestão de projetos e ações, indicadores de impacto e sustentabilidade, fortalecendo a gestão e a transparência, além de oferecer uma ambiência favorável potencialização de conexões geradoras de negócios e acesso a novos mercados. Deste modo, os impactos esperados para o desenvolvimento da região são múltiplos: no aspecto cultural e social, há a formação de profissionais de excelência, o fortalecimento das identidades locais e a promoção da diversidade regional; e no âmbito econômico, a criação e a consolidação de negócios inovadores, com o aumento da competitividade dos empreendimentos no setor audiovisual, de inovação e setores criativos relacionados, por meio da elevação da produtividade, do fomento ao uso de tecnologias emergentes, ampliando a oferta de bens e serviços competitivos nos mercados nacional e internacional.
OBJETIVO GERAL:Implantar um programa de economia criativa e inovação para o desenvolvimento regional da Zona da Mata e Vertentes de Minas Gerais, contemplando as cidades de Juiz de Fora, Barbacena e Cataguases, promovendo a criação de um ecossistema de criatividade e inovação, de excelência, no setor do audiovisual, gerando competitividade nos mercados nacionais e internacionais, cooperação entre agente territoriais e sustentabilidade para o desenvolvimento do território e de seus negócios criativos no médio e longo prazos.OBJETIVOS ESPECÍFICOS:· Promover uma formação de excelência para o desenvolvimento de competências criativas de empreendedores e profissionais, atuantes no audiovisual e setores relacionados, por meio da oferta de uma programação de cursos livres de qualificação técnica e artística;· gerar conhecimento sobre o setor e suas dinâmicas produtivas nos territórios de Juiz de Fora, Barbacena e Cataguases, por meio da realização de pesquisas de diagnóstico, mapeamento dos principais agentes criativos locais;· fomentar a criação e o desenvolvimento de negócios inovadores e articulados em rede, por meio da incubação de empreendimentos criativos, registro audiovisual de comunidades criativas, residência criativa para produção de conteúdo de animação e ações de formação de público;· promover a criação e a articulação de um sistema de governança territorial integrado, a partir do desenvolvimento de uma plataforma digital de gestão e monitoramento, visibilidade e oferta de um ambiente digital para conexões entre profissionais e negócios da região, além da realização de eventos de mobilização para a criação de uma rede de cooperação e sustentabilidade para o desenvolvimento dos empreendimentos e territórios contemplados pelo Programa REC, em médio e longo prazo.
O Programa REDE ESTAÇÕES CRIATIVAS - REC propõe a implementação de um polo regional de Economia Criativa e Inovação voltado à articulação do setor Audiovisual e setores criativos relacionados, integrando três cidades-polo, de relevância cultural e produtiva na região da Zona da Mata e Vertentes de Minas Gerais, com potencial de mobilização: Juiz de Fora, Barbacena e Cataguases. Composto por quatro eixos estruturantes — Formação para Competências Criativas; Geração de Conhecimento; Fomento a Empreendimentos Criativos; e Governança Participativa, o Programa tem como finalidade a criação e o desenvolvimento de um ecossistema criativo e inovador capaz de estimular novos ciclos de desenvolvimento humano, cultural, social e econômico de forma sustentável, inclusiva e territorialmente integrada.A natureza e os objetivos do REC enquadram-se plenamente no escopo do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), conforme previsto no Art. 1º da Lei nº 8.313/1991, atendendo especialmente aos seguintes incisos: Inciso I _ estimulação da produção, promoção e difusão de bens culturais, contemplada pelo fortalecimento do audiovisual, da inovação cultural e da circulação de conteúdos e saberes criativos; Inciso II _ proteção e preservação do patrimônio cultural, material e imaterial, reforçada pelo reconhecimento das trajetórias culturais das cidades-polo; Inciso III _ promoção da diversidade cultural e regional, com valorização das identidades e expressões culturais da Zona da Mata e Vertentes; Inciso V _ ampliação do acesso à cultura, assegurada por atividades formativas, experiências de participação social e ações de democratização cultural; Inciso VII _ desenvolvimento da economia da cultura, materializado pela criação de um polo regional estruturado de economia criativa e inovação e pelo fomento a empreendimentos culturais e inovadores.O Programa contribui diretamente para o alcance dos objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/1991, ao: facilitar o acesso da população às fontes da cultura e aos bens culturais (Inciso I); promover a regionalização da produção cultural e artística (Inciso II); apoiar, valorizar e difundir manifestações culturais brasileiras em diferentes linguagens e formatos (Inciso III); proteger e fortalecer expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira (Inciso IV); estimular processos de formação cultural e qualificação profissional no campo da economia criativa (Inciso V); fomentar a projeção e a circulação das produções regionais em diálogo com circuitos nacionais e internacionais (Inciso VII).Diante desse conjunto de propósitos e impactos, o REC configura-se como um projeto de relevância cultural estratégica, coerente com as diretrizes do Pronac e com as políticas públicas de fomento ao desenvolvimento cultural, à inovação e à economia criativa no Brasil. A utilização do Mecanismo de Incentivo Fiscal da Lei Rouanet mostra-se, portanto, essencial para assegurar a viabilidade financeira, a amplitude territorial e a sustentabilidade das ações propostas, garantindo sua efetividade como programa estruturante para o fortalecimento da cultura, da inovação e do audiovisual na região
Nos trilhos da Zona da Mata e do Campo das VertentesEntre os trilhos que cortam a Zona da Mata e o Campo das Vertentes, formou-se um território de invenção, memória e transformação. A ferrovia, que no final do século XIX trouxe o café, as mercadorias e a modernidade, hoje reaparece como metáfora de um outro fluxo: o da criação artística, do encontro e da produção cultural que atravessa Juiz de Fora, Cataguases e Barbacena. É nesse percurso que se inscreve o projeto Estações Criativas, reconhecendo nessas cidades os nós de uma rede viva de Territórios Criativos.A Zona da Mata Mineira, moldada pelo ciclo do café e pela chegada dos trilhos das estradas de ferro Leopoldina e Dom Pedro II (posteriormente Central do Brasil), cresceu sobre o ritmo dos trens que ligavam Minas à capital do Império, o Rio de Janeiro. Com a Estrada União Indústria, ligando Juiz de Fora à Petrópolis, amplia as conexões com a primeira estrada pavimentada do país. Ferrovias e estradas que não apenas transportaram riquezas: estruturaram cidades, aproximaram pessoas, difundiu ideias e consolidou uma economia urbana que ultrapassou o ciclo cafeeiro. E mais, colocou definitivamente a região em contato com o mundo.Em Juiz de Fora, os trilhos se combinaram à energia elétrica e à indústria têxtil, criando uma das primeiras economias urbanas de Minas Gerais. Uma cidade que já nasce com vocação cosmopolita, na Cultura sua trajetória é também pioneira com a primeira exibição de cinema no interior do país em 1897, a inauguração do Cine Theatro Popular em 1927, o “Cine Jornal” de João Carriço e na primeira transmissão pública de TV da América Latina (1948). Neste novo século, a cidade mantém sua vocação de centralidade regional de posição geográfica privilegiada e importância econômica e política, com polos de saúde e inovação, educação e tecnológica, com destaque e Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF e o Parque Científico e Tecnológico de Juiz de Fora – PARTEC.Em 2022, buscando entrar no trilho potente da Economia Criativa, a Prefeitura de Juiz de Fora realiza o “Fórum Próximo Futuro” em parceria com o Sebrae e o Instituto Fábrica do Futuro e, a partir de 2025, com a implantação do POLO AUDIOVISUAL DE JUIZ DE FORA, constitui a Câmara Intersecretarial de Economia Criativa, a CRIATIVA, que reúne a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage, a Secretaria Municipal de Turismo e a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Competividade e da Inovação. A algumas estações de distância, a 110 km, está Cataguases, também pioneira na indústria têxtil e energia elétrica, sintetiza o encontro entre a ferrovia e o cinema. A chegada da Estrada de Ferro Leopoldina, em 1877, impulsionou a industrialização e transformou o município em um polo de cultura e modernidade. Ali, a literatura reuniu os jovens escritores “Ases de Cataguases” (1922-1927), cinema encontrou solo fértil e foi o cenário para “o pai do cinema nacional”, Humberto Mauro (1925-1930) e, uma verdadeira transformação urbana destacou a cidade nacionalmente também como berço da arquitetura modernista brasileira (1940-1950). Neste início de século Cataguases se destaca novamente com um “Programa de Cultura e Desenvolvimento Local: Humberto Mauro, um foco no futuro”, que em duas décadas se consolida como um dos principais arranjos produtivos regionais do setor audiovisual em funcionamento contínuo no país. Entre 2010 e 2025 foram realizadas 86 produções, sendo 33 longas metragens e séries de televisão, em parceria com importantes produtoras nacionais, e 53 curtas metragens de jovens talentos formados na região. Em 2023 foi inaugurado o Estúdio Escola ANIMAPARQUE, onde funcionam as produções da Fábrica do Futuro e o curo de “Tecnologias em Cinema e Animação” da Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG. A cidade abriga a incubadora cultural FABRICA DO FUTURO, que ganhou destaque como um dos primeiros “pontos de cultura” do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura com foco no setor audiovisual e novas tecnologias.No Campo das Vertentes, a antiga Estrada de Ferro Dom Pedro II também foi determinante para integrar a região ao Rio de Janeiro e fomentar o crescimento urbano e econômico. A 80 Km de Juiz de Fora, está Barbacena, com uma história que se embaraça com a imigração italiana em Mias Gerais, 1888, com desenvolvimento industrial do início do século XX, com o trabalho feminino no Brasil. Na antiga estação ferroviária da cidade um novo destino ganha destaque com a formação em 1980 do Grupo Ponto de Partida, uma das principais companhias brasileiras de teatro, colecionando diversos prêmios no Brasil e no exterior. O nome do grupo ecoa o papel simbólico da estação: um ponto de partida para novas viagens, agora guiadas pela cultura e pela imaginação. Agora, imagine uma escola de música popular brasileira, profissionalizante, no interior de Minas Gerais, instalada num complexo arquitetônico do século passado, cercada por Mata Atlântica, onde os mestres são, ao invés de acadêmicos, músicos renomados e os cursos são inteiramente gratuitos. Imagina? Essa escola existe! É a BITUCA: UNIVERSIDADE DE MÚSICA POPULAR, criada em 2004 pelo grupo Ponto de Partida. Desde então, a Bituca tornou-se uma referência no ensino de música popular no Brasil, tendo hoje cerca de 80% de seus ex-alunos inseridos no mercado de trabalho.A ferrovia que um dia uniu café, indústria e intercâmbio cultural entre pessoas do Brasil e do exterior, é hoje o eixo simbólico que conecta linguagens, territórios e saberes. Assim, a REDE ESTAÇÕES CRIATIVAS, pretende reativar esse movimento, transformando as antigas rotas econômicas em potentes corredores de cultura, economia criativa e inovação. Juiz de Fora, Cataguases e Barbacena formam, juntas, um território em que o passado ferroviário se converte em rede criativa: linhas de encontro entre arte, memória e futuro, recolocando a região no cenário nacional e internacional.
1. Cursos / Residências / Capacitações O Programa REDE ESTAÇÕES CRIATIVAS - REC tem no Eixo Formação para Competências Criativas, um conjunto de iniciativas voltadas para a formação e qualificação profissional de alta performance (cursos, residências e capacitações) de adultos, de qualquer gênero, residentes na região da Zona da Mata e Vertentes de Minas Gerais, que tenham, pelo menos, nível profissionalizante no campo do audiovisual ou com ensino médio completo, com experiência profissional comprovada de, no mínimo, 1 ano no audiovisual ou em setores criativos correlatos (ex.: música, design, artes cênicas e produção cultural), seja como empreendedor ou como profissional contratado. As cidades de Juiz de Fora e Barbacena funcionarão com bases estruturantes dessas formações por meio da inauguração do CRIA – CENTRO REGIONAL DE INOVAÇÃO AUDIOVISUAL, sediada em Juiz de Fora, e da BITUCA – Universidade da Música Popular, escola reconhecida nacional e internacionalmente, sediada Barbacena. 2. Pesquisas As pesquisas realizadas dentro do Programa REC tem um papel fundamental no sentido de mapear, conhecer e aprofundar a leitura do território e de suas potencialidades no campo da economia criativa na região, considerando-se aspectos qualitativos e quantitativos relacionados com os atores econômicos, suas dinâmicas, circuitos e sistemas organizados em redes, distritos e ecossistemas de criatividade e inovação, associados às vocações locais e regionais. Além disso, o próprio impacto do Programa no desenvolvimento regional será medido dentro de um processo de avaliação e aperfeiçoamento do Programa. 3. Plataforma DigitalPALCO DIGITAL (Plataforma de Articulação, Visibilidade, Liderança e Colaboração Organizacional). O território criativo da Zona da Mata e Vertentes de Minas Gerais se consolida e se amplia por meio da PALCO DIGITAL, uma plataforma que, mais do que um núcleo gestor, coordenador, integrador e monitorador das ações implementadas pelo Programa na região, funcionará como espaço de conexão e geração de negócios, nos mercados nacional e internacional, para os profissionais e empreendedores beneficiados direta ou indiretamente pelo REC. 4. Rede EmpreendedoraSerão destaques: o projeto FABRICA DO FUTURO LAB 2C que irá gerar conteúdos audiovisuais originais por meio da Residência Criativa da Animação, com o registro das Comunidades Criativas e criação do Guia de Profissionais, Locações e Serviços (GPLS), especialmente nas cidades-polos de Juiz de Fora, Cataguases e Barbacena; a realização do CINE ESCOLA com o acesso a filmes da produção audiovisual brasileira por estudantes da rede de ensino de Juiz de Fora; e LABI.EC de incubação e aceleração de negócios de economia criativa do audiovisual e inovação, oferecido pelo Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia - Critt – da Universidade Federal de Juiz de Fora.5. Seminários / Fóruns / Workshops A governança do Programa será modelada e articulada com os agentes territoriais vinculados por meio de ações e projetos de natureza estruturante. A articulação e a ampliação da rede de parceiros serão fundamentais para o sucesso do REC na perspectiva técnica, política e/ou financeira. Serão realizados uma série de seminários, fóruns e workshops com a finalidade de mobilizar, cocriar e implementar ações concertadas, dentro de um pacto territorial, para o desenvolvimento, plano de sustentabilidade e a consolidação do REC no médio e no longo prazo.
O Programa REDE ESTAÇÕES CRIATIVAS - REC garantirá que todos os eventos, cursos, pesquisas e plataformas digitais sejam plenamente acessíveis. A proposta inclui a exigência de adaptações físicas, comunicacionais, tecnológicas e pedagógicas em todas as atividades, eventos e ações do REC, que busque atender plenamente pessoas com deficiência, TEA e diferentes níveis de compreensão.Acessibilidade nos Espaços: Os ambientes contarão com piso tátil, sinalização em Braille, iluminação adequada, mobiliário adaptado e um espaço de acolhimento sensorial.Equipe Preparada: Todos os profissionais serão treinados em atendimento inclusivo, uso básico de LIBRAS e adaptação de materiais.Materiais e Avaliações Acessíveis: As atividades oferecerão alternativas como vídeos, áudio, linguagem simples, LIBRAS, legendas e materiais em formatos acessíveis, incluindo Braille e audiodescrição.Tecnologias Assistivas: Serão disponibilizados leitores de tela, transcrição automática e recursos de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), com pranchas visuais, tablets e ícones acessíveis.Acessibilidade em Eventos e Cursos: Haverá intérpretes de LIBRAS, legendas, audiodescrição, instruções visuais simplificadas, apoio individual e ambientes sensorialmente controlados.Acessibilidade na Plataforma Digital: O site e o aplicativo terão contraste adequado, ampliação de fontes, navegação simplificada, descrição de imagens e vídeos com legendas e LIBRAS.Participação e Ajustes Contínuos: Serão oferecidos canais acessíveis de feedback em áudio, LIBRAS e pictogramas, além de testes prévios com pessoas com deficiência para garantir melhorias constantes.
Quanto Democratização do acesso, em atendimento ao artigo 47 da IN 23/2025, o programa REDE ESTAÇÕES CRIATIVAS – REC prevê a oferta dos seguintes itens abaixo: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos, em especial, resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, além do previsto no art. 46, inciso III, totalizando 20% (vinte por cento); Todos os produtos audiovisuais do projeto REC, em especial, micronarrativas de animação e mini documentários da Comunidade Criativa estarão 100% disponibilizados publicamente na Plataforma Digital Palco, bem como, serão envidados para rede de ensino das cidades-redes do projeto. III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos seminários, fóruns, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; Todos os produtos audiovisuais do projeto REC, em especial, micronarrativas de animação e mini documentários da Comunidade Criativa, resultado de pesquisas, produções audiovisuais de divulgação, as publicações e relatórios serão publicados na Plataforma Digital PALCO, aberto para consulta pública e amplamente divulgado, bem como, disponibilizados em formados e aplicações que sigam a legislação pertinente de acessibilidade para pessoas com deficiências. V - Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas; Todas as atividades, eventos, fóruns e ações de formação e qualificações profissionais serão oferecidas de forma gratuita. VIII - estabelecer parceria visando à formação de agentes culturais em iniciativas financiadas pelo poder público: Todos os cursos oferecidos serão gratuitos e acessíveis, com disponibilidade de vagas para empreendedores criativos das cidades-redes.
Proponente: FUNALFA A Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage, a FUNALFA é praticamente sinônimo de cultura em Juiz de Fora. Instituída através da Lei 5.471, em 14 de setembro de 1978, e tendo iniciado suas atividades em 1º de janeiro de 1979, a Funalfa é a entidade pública da administração indireta, vinculada à Prefeitura de Juiz de Fora, responsável pelas políticas culturais da cidade. Pioneira, já que foi a primeira fundação municipal responsável por cultura criada em Minas Gerais, a FUNALFA tem como competências:– formular, implementar e fiscalizar políticas públicas que garantam a democratização e acesso universal aos meios de fruição e produção cultural, desenvolvendo ações para formação de público;– realizar ações que promovam a diversidade cultural em todas as suas linguagens e nos variados territórios do município;– colaborar com iniciativas que visem a criação de um polo de economia criativa no município;– gerir o investimento de recursos municipais em realizações artísticas e culturais;– gerenciar os recursos do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (Fumic), por meio do Programa Cultural Murilo Mendes;– gerenciar os recursos do Fundo Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural (Fumpac), por meio da execução de programas próprios;– preservar o Patrimônio Cultural material e imaterial do Município, resguardando bens, documentos, acervos, atividades, saberes e tradições, ligados à memória comum.Além de responder pelas políticas culturais de Juiz de Fora, a Funalfa é responsável por administrar espaços de grande importância como o Teatro Paschoal Carlos Magno, o Museu Ferroviário, o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), a Biblioteca Municipal Murilo Mendes, o Beco da Cultura, o Mercado Cultural AICE, o Centro Cultural Dnar Rocha, a Casa de Leitura Delfina Fonseca Lima (em processo de reestruturação) e, mais recentemente, o Mercado Cultural AICE. A Fundação também é responsável por secretariar as atividades junto do Conselho Municipal de Cultura (Concult), do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) e do Conselho Gestor do Centro de Artes e Esportes Unificados (Conceu).A Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage – FUNALFA transcende o papel de administradora de equipamentos públicos, consolidando-se como a principal arquiteta e executora das políticas culturais de Juiz de Fora, possuindo uma relevância que se irradia por toda a região da Zona da Mata Mineira, chegando até a região do Campo das Vertentes. Sua importância é plenamente demonstrada pela capacidade de formular e implementar programas estratégicos de fomento e democratização cultural, como o desenvolvimento, iniciado e implementado pela atual gestão, do Polo Audiovisual de Juiz de Fora, o Polo JF Cine.Rogério Freitas: Diretor-geral da Funalfa. Possui graduação em Licenciatura em Educação Artística pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1994), especialização em Arte-Educação Infantil (2000) e mestrado em Educação pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2007). Tem experiência profissional na área de gestão pública e interesse por estudos nos temas que dizem respeito a integração na administração com ênfase na educação pública, na cultura e na inovação social.Cesar Piva: Coordenador Geral do Programa REDE ESTAÇÕES CRIATIVA - RECGestor Cultural desde 1994, especialista em Programas de Cultura e Desenvolvimento. Atua desde 2008 como diretor-presidente do Instituto Fábrica do Futuro e a partir de 2016 da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais, ambas instituições com sede em Cataguases. É graduado em Sociologia com especialização em “Cultura e Educação” pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais – FLACSO, atualmente, cursa pós-graduação em “Inovação e Empreendedorismo” na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo – EACH-USP. Atualmente é Assessor Especial para Desenvolvimento do Polo Audiovisual de Juiz de Fora, e coordena a CRIATIVA – Câmara Intersecretarial da Prefeitura de Juiz de Fora.Luciana Guilherme - Consultora Técnica do Programa REDE ESTAÇÕES CRIATIVA - RECDoutora em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (PPED/UFRJ). Professora e pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Economia Criativa, Estratégia e Inovação (PPGECEI) e coordenadora do Laboratório de Economia Criativa, Desenvolvimento e Território (LEC) da ESPM Rio. É sócia fundadora da Tempo de Hermes Projetos Criativos, atuando como consultora em políticas públicas de cultura, economia criativa e desenvolvimento, tendo atuado como consultora do Ministério da Cultura de Cabo Verde na formulação do Plano Cabo Verde Criativo - Plano Estratégico Integrado para o Desenvolvimento das Economias Criativas de Cabo Verde (2014) e como consultora do Programa Indicativo Plurianual da Cooperação PALOP e Timor Leste com a União Europeia (PALOP-TL/UE) em 2015/2016. Foi Diretora de Empreendedorismo, Gestão e Inovação da Secretaria Nacional da Economia Criativa (SEC/MinC) no período de 2011 a 2013; Assessora de Marketing da Secretaria da Cultura do Ceará de 2004 a 2006; e Assessora de Marketing e Comunicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial SENAC-CE entre 2002 e 2003. Áreas de interesse: políticas públicas de cultura e economia criativa, territórios criativos e ecossistemas de inovação, empreendedorismo e gestão de negócios criativos, economia criativa e desenvolvimento sustentávelMarcos Pimentel: Coordenador de Formação Profissional do Programa REDE ESTAÇÕES CRIATIVA - RECDiretor e Documentarista formado pela Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV – Cuba) e especializado em Cinema Documentário pela Filmakademie Baden-Württemberg, na Alemanha. No Brasil, também é graduado em Comunicação Social pela UFJF e em Psicologia pela CES – da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF. Diretor e roteirista de filmes que foram exibidos em mais de 700 festivais de 54 países e ganharam 103 prêmios por festivais internacionais. Foi curador do CINEPORT – Festival de Países de Língua Portuguesa (2005 a 2014) e do FESTIVAL VER E FAZER FILMES (2008 a 2024). Sócio da Tempero Filmes e Diretor de formação da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais. É co-diretor e professor da Residência de Escrita de Projetos de Documentário da EICTV, programa de 4 meses de formação que acontece nas dependências da renomada Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV – Cuba), instituição em que Marcos Pimentel ministra aulas há 16 anos.Claudio Santos - Coordenação de Design Multimídia - Plataforma PALCO do Programa REDE ESTAÇÕES CRIATIVA - RECGraduado em Comunicação Social pela PUC-MG (1993) e Mestre em Design pela ED/UEMG (2015). Professor na Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG e no Curso de Tecnologia em Cinema e Animação em Cataguases-MG. Pesquisador no grupo _grafia: Estudos da Linguagem / Educação, Audiovisual e Narrativas Transmídia. Foi professor de pós-graduação em Processos Criativos em palavra e imagem no IEC/PUC. É CTS (Certified Tecnology Specialist) pela Infocomm International. Diretor de criação da Voltz Design onde desenvolve projetos de design audiovisual, design de interação, redes socias/educativas, museu expandido, animação e tipografia. Realizador de vídeos e instalações audiovisuais exibidas e premiadas no Brasil e Exterior. Integrante da Rede Latinoamericana de Cultura Gráfica. Através do coletivo F.A.Q se apresentou em performances audiovisuais no Brasil, França, Holanda e África do Sul. Como diretor e produtor multimidia do Instituto Fábrica do Futuro, Residência Criativa do Audiovisual, da estruturação do Estúdio-Escola ANIMAPARQUE no Polo Audiovisual da Zona da Mata de MG.
Proposta transformada em projeto e encaminhado para assinatura.