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PRONAC 262368Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Festival Fervinho - Formação e difusão musical com foco em diversidade

CASA DAS POC - PRODUCOES CRIATIVAS LTDA
Solicitado
R$ 485,4 mil
Aprovado
R$ 485,4 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação Música Popular Cantada
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Festival, bienal, festa ou Feira
Ano
26

Localização e período

UF principal
CE
Município
Fortaleza
Início
2026-08-01
Término
2028-07-31
Locais de realização (1)
Fortaleza Ceará

Resumo

O projeto visa à realização do Festival Fervinho, com apresentações musicais de DJs e cantoras, performances de artes cênicas e feira queer de economia criativa. A proposta inclui programa de formação em música e produção de eventos, com oficinas em discotecagem, produção sonora, sonorização, produção cultural, iluminação e técnica vocal, além de ações formativas em acessibilidade e diversidade, culminando em vivência prática dos participantes no festival.

Sinopse

O Festival Fervinho é um festival de música e artes com foco na cena LGBTQIAPN+ e periférica de Fortaleza, composto por um programa formativo e um evento de artes integradas com atividades artísticas por três dias, tais como: apresentações musicais de DJs e cantoras, performances de artes cênicas e a realização de uma feira queer com empreendimentos criativos de mulheres, pessoas negras, LGBTQIAPN+ e periféricas. Este programa formativo desenvolve-se com seis oficinas teórico‑práticas em música, sendo, Iniciação à discotecagem, Música: produção sonora técnico‑política, Iniciação à sonorização, Produção cultural para eventos e shows musicais, Produção musical com Ableton Live e Técnica vocal, além de duas ações formativas específicas sobre acessibilidade e promoção da diversidade em eventos culturais. Parte das pessoas formandas participa de vivência prática durante o festival, atuando em funções de produção, técnica, discotecagem e apoio à feira queer. Assim, o programa formativo articula-se com a programação de shows, discotecagens e intervenções de palco em equipamento cultural público, com medidas de acessibilidade arquitetônica, comunicacional e de comunicação acessível. Abaixo, damos informações de cada um dos produtos:Produto 1: Festival, bienal, festa ou feira (somente estrutura)O Festival Fervinho é um festival de música e artes com foco na cena LGBTQIAPN+ e periférica de Fortaleza. A estrutura do evento compreende montagem de palco, som, luz, backstage, camarins, áreas de convivência e acessibilidade, bem como a infraestrutura necessária para receber apresentações musicais, performances de artes cênicas, feira queer e vivência prática de participantes do programa formativo em equipamento cultural público.Produto 2: Apresentação MusicalAs apresentações musicais do Festival Fervinho reúnem DJs e cantoras LGBTQIAPN+, negras e periféricas em shows e sets de música pop, eletrônica, brega, funk e outros ritmos urbanos brasileiros. A programação combina discotecagens autorais, performances musicais ao vivo e cruzamentos entre voz e pista, evidenciando repertórios da cena local e de artistas convidados, com ênfase em narrativas dissidentes e na construção de experiência sonora contínua ao longo do festival.Produto 3: Espetáculo de Artes Cênicas (performances)As performances de artes cênicas do Festival Fervinho incluem intervenções de artistas drag, dança, teatro, circo e outras linguagens performativas, intercaladas à programação musical. As ações de palco exploram corpo, gênero, sexualidade e território em chave crítica e festiva, criando uma dramaturgia contínua entre as apresentações, o público e o espaço urbano, reforçando o caráter híbrido do festival entre música e artes da cena.Produto 4: Exposição Cultural / de Artes (Feira Queer)A Feira Queer é uma feira de economia criativa voltada a empreendimentos de mulheres, pessoas negras, LGBTQIAPN+ e periféricas, com exposição e comercialização de produtos autorais em áreas como moda, artes visuais, design, acessórios, gastronomia e impressos. Integrada ao festival, a feira promove circulação de produtos, fortalecimento de redes e geração de renda para pequenos negócios dissidentes, articulando fruição artística e sustentabilidade econômica.Produto 5: Curso / oficina / capacitação (Programa de Formação)O Programa Formativo do Festival Fervinho é composto por seis formações teórico‑práticas presenciais nas áreas de iniciação à discotecagem, produção sonora técnico‑política, iniciação à sonorização, produção cultural para eventos e shows musicais, produção musical com Ableton Live e técnica vocal, destinadas prioritariamente a pessoas negras, mulheres, LGBTQIAP+ e periféricas. As oficinas abordam competências técnicas, artísticas e de organização do trabalho em música, com metodologia participativa e culminância em vivência prática durante o festival, quando parte das pessoas formandas atuará, sob supervisão, em funções de produção, técnica, discotecagem e apoio à feira queer.

Objetivos

Objetivo GeralRealizar o Festival Fervinho em Fortaleza, articulando apresentações musicais, performances de artes cênicas e feira queer com um programa de formação em música e produção de eventos, de modo a qualificar participantes para a cadeia da música e fortalecer a cena queer e periférica local.Objetivos específicos1) Objetivo do Produto FESTIVAL, BIENAL, FESTA OU FEIRA (SOMENTE ESTRUTURA)Estrutura para a realização do Festival Fervinho em 3 dias no Complexo Cultural Estação das Artes, incluindo montagem de palco, som, luz, áreas de convivência e espaço para feira queer.2) Objetivo do Produto APRESENTAÇÃO MUSICALRealizar apresentações musicais de 06 DJs e 04 cantoras ao longo dos 3 dias de programação do Festival Fervinho.3) Objetivo do Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICASRealizar 06 performances de artes cênicas (como drag, dança, teatro, circo e performances de rua) integradas à programação artística do festival.4) Objetivo do Produto EXPOSIÇÃO CULTURAL / DE ARTES (Feira Queer)Realizar uma feira queer com até 20 expositoras(es) mulheres, pessoas negras, LGBTQIAP+ e/ou periféricas(os), voltada à economia criativa e à circulação de produtos culturais.5) Objetivo do Produto CURSO / OFICINA / CAPACITAÇÃO _ MÚSICA / PRODUÇÃO CULTURALRealizar 06 formações teórico‑práticas nas áreas de produção cultural, mixagem e discotecagem, produção sonora, sonorização, iluminação e técnica vocal, com até 120 participantes ao longo do programa formativo.6) Objetivo do Produto CURSO / OFICINA / CAPACITAÇÃO _ ACESSIBILIDADE E DIVERSIDADERealizar 01 ação formativa sobre acessibilidade em eventos culturais e 01 ação formativa sobre promoção da diversidade em eventos culturais, integrando participantes do programa e profissionais da cadeia da música.7) Objetivo do produto VIVÊNCIA PRÁTICA / PRÁTICA PROFISSIONAL SUPERVISIONADARealizar uma vivência prática para participantes das formações durante o Festival Fervinho, com atuação supervisionada em funções de produção, técnica, discotecagem, mediação e apoio à feira queer.

Justificativa

O Festival Fervinho se apoia em uma trajetória de cerca de dez anos do Fervinho como espaço seguro e afirmativo para a comunidade LGBTQIAPN+, negra e periférica em Fortaleza, atuando como palco de fruição artística, mecanismo de geração de trabalho e renda na cadeia da música e laboratório de tecnologias sociais de cuidado, acessibilidade e diversidade. O projeto articula, em uma mesma proposta, um programa de formação composto por 06 formações teórico‑práticas (discotecagem, produção sonora técnico‑política, sonorização, produção cultural, iluminação/produção técnica e técnica vocal) e a realização de uma edição do Festival Fervinho, de três dias, no Complexo Cultural Estação das Artes, com apresentações de DJs, cantoras, performances de artes cênicas e feira queer com empreendedoras(es) da economia criativa. Essa articulação das formações como parte integrante de um festival de música responde diretamente à carência de percursos estruturados de qualificação e de circulação para DJs, produtores, técnicas(os) e artistas de grupos historicamente marginalizados, que em geral acessam o conhecimento de forma fragmentada, informal e atravessada por barreiras econômicas, territoriais e simbólicas.Nos termos do artigo 1º da Lei 8.313/91, a proposta se fundamenta especialmente nos incisos I, II, III e IV. Em relação ao art. 1º, I, o projeto "contribui para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais" ao garantir gratuidade em todas as ações (formações e festival), ocupar equipamento cultural público com acessibilidade arquitetônica, adotar medidas de acessibilidade comunicacional (Libras, comunicação acessível, recursos para pessoas com deficiência) e priorizar, na equipe, mulheres, pessoas LGBTQIAPN+, negras, periféricas e com deficiência. Quanto ao art. 1º, II, "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais", o Festival Fervinho valoriza a produção musical e a cena queer e periférica de Fortaleza, trabalhando com artistas, técnicos, formadores e empreendedores locais, e estruturando um percurso de formação e difusão enraizado nas experiências culturais da cidade e de seus territórios. O inciso III ("apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores") se materializa na própria natureza do festival, que coloca artistas, DJs, performers e empreendedores dissidentes no centro da programação e da curadoria, ampliando sua visibilidade e circulação. Já o inciso IV ("proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional") é atendido ao tomar as expressões musicais, performáticas e de economia criativa LGBTQIAPN+ e periféricas não como nicho, mas como eixo central do projeto, garantindo a esses grupos espaços de fala, criação e decisão raramente disponíveis em festivais de médio porte.No que se refere ao artigo 3º da Lei 8.313/91, o projeto atende, pelo menos, aos incisos I, c; II, c; e V, b. Em relação ao art. 3º, I, c, o Festival Fervinho realiza "instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura", ao oferecer 06 formações teórico‑práticas, com carga horária definida (120h/a no total), programas pedagógicos, ementas, metodologias e critérios de seleção que priorizam mulheres, pessoas negras, LGBTQIAPN+ e periféricas, qualificando DJs, produtores, técnicos de som e artistas para atuação na cadeia da música.No campo do art. 3º, II, c, o projeto se enquadra na "realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore" por meio da realização de uma edição do Festival Fervinho, com apresentações musicais (DJs e cantoras) e espetáculos de artes cênicas (performances drag, dança, teatro, circo), ocupando equipamento cultural público e compondo o calendário cultural da cidade com um evento que conjuga música, performance e economia criativa.Já o art. 3º, V, b é atendido pela "contratação de serviços para elaboração de projetos culturais" e pela estrutura de gestão do festival, que envolve coordenação geral, produção executiva, produção de palco, comunicação, acessibilidade e consultorias específicas, configurando uma ação complexa de elaboração e execução de projeto cultural voltado à formação, difusão, acessibilidade e diversidade.A necessidade de utilização dos recursos públicos via mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais decorre da escala e do desenho do projeto e da opção política pela gratuidade e pela democratização do acesso. A implementação de um programa formativo com 06 cursos presenciais, ajuda de custo para permanência de participantes em situação de vulnerabilidade social, ações específicas de acessibilidade (Libras, audiodescrição, comunicação acessível, consultoria especializada) e a estruturação física de um festival de três dias em equipamento público de grande porte, com palco, som, luz, equipe artística e técnica, feira queer e medidas de cuidado e segurança, demanda um volume de recursos que não poderia ser viabilizado apenas por meio de bilheteria ou recursos próprios sem comprometer as metas de acesso universal e os recortes de diversidade propostos. Ao recorrer ao incentivo fiscal, o projeto cria condições para que todas as ações permaneçam gratuitas, para que se mantenha o foco em públicos e trabalhadores da cultura historicamente afastados de percursos formativos e de grandes palcos, e para que se consolide o Fervinho como tecnologia social queer de impacto cultural, social e econômico, fortalecendo a cadeia da música, gerando trabalho e renda e reduzindo desigualdades no acesso a direitos culturais em Fortaleza.

Estratégia de execução

PROJETO PEDAGÓGICO – PROGRAMA FORMATIVO FESTIVAL FERVINHO1. APRESENTAÇÃO E JUSTIFICATIVAO Programa Formativo do Festival Fervinho surge da percepção das lacunas e potências identificadas ao longo das edições do festival. Existe em Fortaleza uma cena cultural vibrante, composta por artistas, DJs, produtoras(es) e técnicas(os) oriundos das periferias e das dissidências, no entanto, são escassos os percursos formativos estruturados, gratuitos e politicamente situados para quem deseja atuar profissionalmente na cadeia produtiva da música e que, no ato desta formação, traga elementos contraculturais, antirracistas e de empoderamento de populações vulneráveis integrados a estes processos formativos.O acesso ao conhecimento técnico e artístico nas áreas de produção sonora, sonorização, produção cultural e performance vocal costuma ocorrer de forma fragmentada, informal e, frequentemente, atravessada por marcadores de exclusão de raça, gênero, classe e território. Este projeto justifica-se, portanto, pela necessidade de democratizar o acesso a saberes especializados, promover a qualificação técnica com consciência política e fomentar a diversidade e a equidade no cenário musical local, fortalecendo redes de apoio e profissionalização.2. OBJETIVOS2.1 Objetivo GeralQualificar até 120 pessoas, com prioridade para grupos historicamente sub-representados, por meio de 06 formações teórico-práticas nas áreas técnicas e artísticas da música, articulando conhecimento técnico, prática supervisionada e organização do trabalho, visando a inserção profissional e o fortalecimento de redes na cena cultural de Fortaleza.2.2 Objetivos EspecíficosOferecer 06 cursos de formação específica, com 20 horas-aula cada, nas seguintes áreas:Iniciação à Discotecagem.Produção Sonora Técnico-política.Iniciação à Sonorização.Produção Cultural para Eventos e Shows Musicais.Produção Musical com Ableton Live.Técnica Vocal.Garantir que 100% das vagas sejam ocupadas por pessoas autodeclaradas negras, mulheres, LGBTQIAPN+, residentes em periferias ou pessoas com deficiência.Articular, em cada formação, conteúdos artísticos, técnicos (manuseio de equipamentos/softwares) e de gestão/organização do trabalho na música.Proporcionar vivência prática supervisionada durante o Festival Fervinho, integrando a aprendizagem à realidade de um evento de grande porte.Estimular a criação e o fortalecimento de redes de colaboração entre participantes, formadores e agentes da cena musical local.3. PÚBLICO-ALVO E CRITÉRIOS DE SELEÇÃOPúblico-Alvo: Pessoas jovens e adultas autodeclaradas negras, mulheres, LGBTQIAPN+, residentes em periferias ou pessoas com deficiência, a partir de 18 anos, residentes em Fortaleza e região metropolitana, com interesse em atuar profissional ou artisticamente na cadeia da música (discotecagem, produção, técnica, gestão cultural, performance).Critérios de Seleção (Priorização):Perfil Sociodemográfico: Autodeclaração como pessoa negra, mulher, pessoa LGBTQIAPN+, residente em periferia ou pessoa com deficiência.Motivação e Trajetória: Análise do formulário de inscrição quanto ao interesse e experiência prévia (não obrigatória).Diversidade Territorial: Busca por equilíbrio na representatividade de diferentes bairros e regiões de Fortaleza.Equilíbrio de Turmas: Composição final das turmas observando paridade de gênero e diversidade racial.Processo Seletivo: Realizado via formulário de inscrição online público, com questões de perfil sociodemográfico (autodeclaração), texto curto de interesse e breve questionário sobre disponibilidade. 4. ESTRUTURA, CARGA HORÁRIA E PROFISSIONAIS ENVOLVIDOSEstrutura: 06 (seis) cursos independentes, mas complementares.Carga Horária por Curso: 20 horas-aula.Carga Horária Total do Programa: 120 horas-aula.Vagas: Até 20 participantes por turma (total máximo de 120 participantes).Local: Espaços culturais ou formativos em Fortaleza, equipados para aulas práticas.Profissionais Envolvidos por Curso:Coordenador(a) Pedagógico(a): 1 profissional responsável pela concepção, supervisão e articulação de todos os cursos.Formador(a) Principal por Curso: 1 profissional especialista na área, como DJ experiente, produtora musical, técnica de som, produtora cultural, professora de canto). Total: 6 formadores.Assistente de Coordenação Pedagógica: 1 profissional para apoio logístico, operacional e pedagógico durante as aulas.Supervisor(es) de Vivência Prática: Equipe técnica e de produção do Festival Fervinho que acompanhará os participantes durante a atividade prática no evento. 5. METODOLOGIAA abordagem será teórico-prática com base na aprendizagem experiencial, priorizando a mão na massa e a reflexão coletiva. Estratégias incluem:Aulas expositivas dialogadas: Introdução de conceitos com espaço permanente para perguntas e debates.Exercícios práticos individuais e em grupo: Manipulação de equipamentos (controladoras DJ, mesas de som, microfones), softwares (Ableton Live, Rekordbox), e realização de simulações.Escutas coletivas e análises críticas: Discussão sobre referências sonoras e técnicas.Rodas de conversa e estudos de caso: Discussão sobre cenário local, organização profissional, questões raciais e de gênero no mercado.Elaboração de instrumentos práticos: Cronogramas, orçamentos, planilhas e checklists para produção de eventos.Exercícios vocais e corporais: Para o curso de técnica vocal.Demonstrações ao vivo e feedbacks coletivos: Correções e trocas entre pares e formadores.Vivência Prática Supervisionada (Culminância): Participação ativa e orientada em funções específicas durante a realização do Festival Fervinho, aplicando os conhecimentos adquiridos.6. MATERIAL DIDÁTICO E RECURSOSMaterial de Apoio: Sempre que houver, os materiais de apoio terão seus conteúdos em formatos digitais (PDFs, apresentações) e, quando necessário, impressos acessíveis, com linguagem clara, diagramação de fácil leitura e contraste adequado. Incluirá bibliografias, tutoriais básicos e modelos de documentos.Equipamentos e Insumos Técnicos (para práticas): Controladora DJ, fones, computador com softwares necessários, mesa de som analógica/digital, caixas acústicas ativas/passivas, microfones, cabos, material para exercícios de respiração e aquecimento, quadro branco, material de escritório (blocos, canetas), acesso a planilhas eletrônicas e modelos de projetos.Espaço Físico: Salas arejadas com infraestrutura para projeção (datashow) e tomadas, adaptadas para práticas com som.7. AVALIAÇÃO E CERTIFICAÇÃOTipo de Avaliação: Formativa e processual, focada no desenvolvimento contínuo do participante, não em notas.Instrumentos de Avaliação:Registro de Frequência: Controle de presença em cada aula.Observação Direta: Acompanhamento do engajamento e da evolução nas atividades práticas.Roda de Conversa Final: Sessão de avaliação coletiva do curso, colhendo impressões e sugestões.Certificação:Será emitido Certificado de Participação para cada participante que atingir frequência mínima de 75% (15 horas) da carga horária do curso.Os participantes que cumprirem a Vivência Prática no Festival Fervinho terão essa atividade descrita em campo específico no certificado, podendo utilizá-la como comprovação para portfólio profissional.Este projeto pedagógico está alinhado com a missão de transformar o Festival Fervinho em um agente de formação, inclusão e geração de oportunidade, contribuindo para uma cena musical mais diversa, técnica e politicamente consciente.

Especificação técnica

Produto 1: FESTIVAL, BIENAL, FESTA OU FEIRA (SOMENTE ESTRUTURA)O Festival Fervinho é programa formativo totalizando 120 h/a, e evento de música e artes de três dias de duração, realizado no Complexo Cultural Estação das Artes, em Fortaleza, equipamento público com acessibilidade arquitetônica implantada. A estrutura do evento compreende montagem e desmontagem de palco principal, sistema de som profissional (PA, retorno, subwoofers), sistema de iluminação cênica e de evento, backline básico, camarins com infraestrutura para artistas, área de credenciamento, cercamento e controle de acesso, banheiros, mobiliário de convivência, sinalização interna e acessível, equipe de segurança e brigadistas. A estrutura contempla ainda área específica para a Feira Queer, estrutura de expositores e circulação de público. Todas as áreas do festival serão estruturadas com rotas acessíveis, reserva de espaço para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, sinalização acessível e Quiet Room (espaço de calmaria) para pessoas autistas e com hipersensibilidade sensorial. Produto 2: APRESENTAÇÃO MUSICALAs apresentações musicais do Festival Fervinho reúnem 06 apresentações de DJs e 04 apresentações de cantoras ao longo dos três dias de programação. Os sets de DJs exploram música popular urbana contemporânea, com ênfase em música pop, funk, brega, tecnobrega, eletrônica e ritmos afro-brasileiros, articulando pesquisa de repertório, narrativa sonora e referências da cena queer, negra e periférica. As apresentações de cantoras incluem shows de música popular cantada, com repertório próprio e/ou interpretativo, em formato de show com banda ou base eletrônica. Todas as apresentações ocorrem em palco principal no Complexo Cultural Estação das Artes, com sistema de som e iluminação profissional, e contam com intérpretes de Libras em momentos selecionados da programação. As apresentações não são exclusivamente instrumentais e não se enquadram como música regional conforme a Súmula 32 da CNIC, tratando-se de música popular cantada e de sets de discotecagem com repertório diversificado, predominantemente de música popular urbana contemporânea. Produto 3: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS (Performances)As performances de artes cênicas do Festival Fervinho compreendem 06 intervenções artísticas intercaladas à programação musical ao longo dos três dias de festival. As linguagens contempladas incluem drag art, dança contemporânea, teatro, circo e performance de artes visuais, com ênfase em criações que articulam corpo, gênero, sexualidade e território em chave crítica e festiva. As performances ocorrem na frente do palco principal e/ou em espaços de convivência do festival, com duração variável entre 15 e 40 minutos cada, e são selecionadas por curadoria artística realizada pelo DJ Silas, priorizando artistas LGBTQIAPN+, negros, mulheres e periféricos. As apresentações contam com estrutura de som e iluminação do festival, com adaptações cênicas conforme a demanda de cada artista, e recursos de acessibilidade (Libras, audiodescrição) em momentos selecionados. Produto 4: EXPOSIÇÃO CULTURAL / DE ARTES (Feira Queer)A Feira Queer é uma feira de economia criativa integrada ao Festival Fervinho, em funcionamento ao longo dos três dias de festival no Complexo Cultural Estação das Artes. Reúne até 20 expositoras(es) com prioridade para mulheres, pessoas negras, LGBTQIAPN+ e periféricas(os), com produtos autorais nas áreas de moda, design, artes visuais, acessórios, gastronomia e impressos. A seleção das(os) expositoras(es) é realizada por chamada pública ou convite organizado, com critérios alinhados ao recorte de diversidade do projeto. A estrutura da feira inclui mesas, expositores e sinalização, com rotas acessíveis e circulação livre de público. A Feira Queer não prevê cobrança para feirantes e nem ingresso para acesso do público visitante e funciona como espaço de geração de renda e visibilidade para pequenos negócios da cena criativa dissidente local. Produto 5: CURSO / OFICINA / CAPACITAÇÃO – PROGRAMA DE FORMAÇÃOAPRESENTAÇÃO:O Programa Formativo do Festival Fervinho é composto por 06 formações teórico‑práticas presenciais em Fortaleza, totalizando 120 horas-aula (20h/a cada), distribuídas nas áreas de iniciação à discotecagem, produção sonora técnico‑política, iniciação à sonorização, produção cultural para eventos e shows musicais, produção musical com Ableton Live e técnica vocal. O programa nasce das lacunas e potências percebidas ao longo das edições do Fervinho: há uma cena vibrante de artistas, DJs, produtoras(es) e técnicas(os) oriundos das periferias e das dissidências, mas são escassos os percursos formativos estruturados, gratuitos e politicamente situados para quem deseja atuar na cadeia da música. O acesso ao conhecimento sobre produção sonora, sonorização, produção cultural e técnica vocal costuma se dar de forma fragmentada e atravessada por marcadores de exclusão de raça, gênero, classe e território.OBJETIVOSRealizar 06 formações teórico‑práticas de 20h/a cada, nas áreas de iniciação à discotecagem, produção sonora técnico‑política, iniciação à sonorização, produção cultural para eventos e shows musicais, produção musical com Ableton Live e técnica vocal; qualificar até 120 participantes prioritariamente pessoas negras, mulheres, LGBTQIAPN+, periféricas e com deficiência; articular conteúdos artísticos, técnicos e de organização do trabalho em música; promover vivência prática supervisionada de participantes durante o Festival Fervinho; e estimular a criação e o fortalecimento de redes entre participantes, formadores e agentes da cena local.PÚBLICO ALVO E CRITÉRIOS DE SELEÇÃOJovens e adultos a partir de 18 anos, com interesse em atuar na cadeia da música, da discotecagem, da produção cultural e da técnica. O processo seletivo dará prioridade a pessoas negras, mulheres, LGBTQIAPN+ e periféricas, bem como a pessoas com deficiência. A seleção será feita por formulário público de inscrição com autodeclaração de pertencimento a grupos prioritários, observando ainda diversidade territorial (diferentes bairros e regiões de Fortaleza) e equilíbrio de gênero e raça nas turmas.ESTRUTURA E CARGA HORÁRIA06 formações | 20h/a cada | 120h/a total | até 20 participantes por turma | até 120 participantes no total.METODOLOGIAAulas teórico‑práticas com metodologias de aprendizagem experiencial, incluindo aulas expositivas dialogadas, exercícios individuais e em grupo, práticas em equipamentos (controladoras, mesas de som, softwares), escutas coletivas, rodas de conversa, estudos de caso, elaboração de cronogramas e orçamentos, exercícios vocais e corporais, demonstrações e feedbacks coletivos. A culminância é a vivência prática supervisionada durante o Festival Fervinho.Material Didático de apoio, quando houver, será em formatos digitais e impressos acessíveis (linguagem simples, contraste adequado); equipamentos de áudio, controladoras, softwares de mixagem e produção musical, mesas de som, microfones e demais insumos técnicos disponibilizados para as práticas; planilhas, modelos de documentos e roteiros de produção cultural para as oficinas de evento.A avaliação será formativa e processual, com registro de frequência, observação das atividades práticas e rodas de conversa de fechamento. Certificado de participação para quem atingir frequência mínima de 75% da carga horária de cada oficina. Participantes que atuarem na vivência prática do Festival Fervinho poderão incluir essa experiência no certificado e no portfólio.ACESSIBILIDADEAs formações serão realizadas em espaços com acessibilidade arquitetônica; haverá contratação de intérpretes de Libras e serviços de audiodescrição conforme demanda; materiais de comunicação acessíveis (linguagem simples, descrição de imagens, legendagem de conteúdos em vídeo); e ambiente afirmativo e de acolhimento a pessoas negras, mulheres, LGBTQIAPN+ e periféricas, e Quiet Room (espaço de calmaria) durante os 3 dias de evento.

Acessibilidade

O projeto Festival Fervinho adotará medidas de acessibilidade conforme abaixo:Aspecto arquitetônico: As atividades formativas serão realizadas em equipamentos culturais de Fortaleza que já dispõem de acessibilidade arquitetônica (rampas, sanitários acessíveis, circulação adequada), e a culminância do projeto ocorrerá no Complexo Cultural Estação das Artes, equipamento público com infraestrutura acessível para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida ou idosas. Serão observadas sinalização adequada, reserva de espaços para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida e rotas de circulação sinalizadas, protegidas e desobstruídas.Aspecto comunicacional e de conteúdo: No festival, haverá equipe de intérpretes de Libras durante falas de palco, mediações e momentos de destaque da programação. Serão previstas ações de audiodescrição para o ambiente e para momentos selecionados da programação, a fim de ampliar o acesso de pessoas cegas ou com baixa visão ao conteúdo artístico. Será organizada uma Quiet Room / espaço de calmaria, ambiente acolhedor para pessoas autistas, pessoas com hipersensibilidade sensorial ou pessoas em sofrimento psíquico, permitindo pausas e retornos seguros à programação. Nas ações formativas, serão utilizados recursos de linguagem simples, objetividade de conteúdos, materiais de apoio acessíveis e, sempre que necessário, acompanhamento por intérprete em Libras de acordo com a demanda dos participantes.Comunicação e divulgação acessíveis: A comunicação digital do projeto adotará descrição de imagens e texto alternativo nas peças gráficas, uso de #pratodomundover ou recursos equivalentes, legendas em conteúdos audiovisuais e cuidado com contraste de cores e tamanho de fonte. As peças de divulgação indicarão de forma clara os recursos de acessibilidade disponíveis em cada atividade (Libras, audiodescrição, acessibilidade arquitetônica, Quiet Room).Além dessas medidas, o projeto realizará uma ação formativa específica sobre acessibilidade em eventos culturais, voltada a participantes das oficinas e profissionais da cadeia da música, contribuindo para a formação de multiplicadores e para a adoção de práticas acessíveis em outros eventos culturais da cidade.

Democratização do acesso

O projeto adotará múltiplas medidas de ampliação do acesso, conforme art. 47 da IN 23/2025, com foco em gratuidade, formação e inclusão de públicos prioritários.1) Gratuidade integral das ações: Todas as atividades do projeto (formações teórico‑práticas, ações formativas temáticas (acessibilidade/ diversidade), vivência prática, Feira Queer e Festival Fervinho) serão totalmente gratuitas, sem cobrança de ingresso ou taxa de participação, garantindo acesso universal, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade econômica.2) Atividades paralelas gratuitas (art. 47, V): Além do festival e das 6 formações principais, o projeto realizará gratuitamente:– 01 ação formativa temática sobre acessibilidade em eventos culturais;– 01 ação formativa temática sobre promoção da diversidade em eventos culturais;– Feira Queer sem cobrança de quaisquer taxas a expositoras(es) mulheres, pessoas negras, LGBTQIAPN+ e/ou periféricas(os), que irão participar contando com uma estrutura digna e segura montada pelo Festival, sendo esta Feira voltada à economia criativa e à circulação de produtos culturais cuja idealização ou gestão desses empreendimentos participantes seja de pessoas dentro da comunidade LBGTQIAPN+, mulheres, pessoas negras e pessoas periféricas.– Vivência prática supervisionada durante o Festival Fervinho para participantes das oficinas.Essas atividades configuram ações paralelas, porém integradas ao evento principal, com caráter formativo e de qualificação da cadeia da música.3) Formação de públicos prioritários e bolsas/apoio à permanência (art. 47, VI, VIII e IX): As formações terão processo seletivo público com prioridade para pessoas negras, LGBTQIAPN+, mulheres, pessoas periféricas e pessoas com deficiência, contribuindo para a formação de públicos e profissionais historicamente excluídos da cadeia da música. Será oferecida ajuda de custo para deslocamento aos participantes, posto que o projeto tem como premissa a diminuição das barreiras financeiras, o que impacta na mobilidade dos participantes e suas permanências nas atividades de formação, caracterizando assim, como uma medida de apoio à permanência e de bolsas de formação voltadas a públicos prioritários.4) Registro e disponibilização de conteúdos (art. 47, III): As principais atividades do projeto (formações e festival) serão registradas em foto e vídeo, e parte desses conteúdos será disponibilizada na internet, com recursos de acessibilidade (legenda e, quando possível, Libras e audiodescrição), ampliando o alcance para públicos que não possam estar presencialmente nas atividades.5) Outras medidas (art. 47, X): O projeto adotará, ainda, a política de composição de equipe e curadoria com maioria de pessoas LGBTQIAPN+, negras, mulheres e periféricas, e a estruturação de espaço de calmaria (Quiet Room) no festival, entendidos como medidas de ampliação de acesso simbólico, seguro e concreto para públicos dissidentes. Assim como, para o espaço da Feira Queer, será pensada, de forma gratuita, o oferecimento de estrutura de mesas e cadeiras, apoio de produção, banheiros acessíveis e fornecimento de água potável para beber (estação de hidratação).

Ficha técnica

Proponente / Gestão GeralCasa das POC Produtora (CNPJ) – Proponente do projeto, responsável pela gestão técnico‑financeira, administrativa e pela tomada de decisões estratégicas relativas ao Festival Fervinho, incluindo coordenação geral, contratações, execução do plano de trabalho, acompanhamento das medidas de acessibilidade e democratização de acesso e prestação de contas junto ao MinC.Coordenação GeralThyago Ribeiro, Homem cis gay branco, é Produtor Cultural e Gestor da Casa das POC Produtora, com atuação em música, cultura LGBTQIAP+ e artes integradas. Responsável por projetos aprovados em editais como Mecenas do Ceará, Para as Artes, Ceará das Artes, entre outros, com experiência em coordenação de festivais, produção de shows, gestão financeira de projetos culturais, articulação com equipamentos públicos e implementação de ações de acessibilidade. No projeto, responde pela coordenação geral, articulação institucional, gestão de equipe, cronograma e orçamento e interface com o MinC.Coordenação de Produção e FormadoraCamila Guerra, mulher cis, bissexual, branca, é Produtora e Gestora Cultural da Casa das POC Produtora, com atuação em música e festivais, com experiência em elaboração de projetos, captação de recursos, planejamento, produção e avaliação de eventos em equipamentos culturais públicos e iniciativas independentes. No projeto, responde pela produção executiva geral (planejamento operacional, cronograma de execução, logística, acompanhamento de orçamento e contratos) e ministra a oficina de Produção Cultural para Eventos e Shows Musicais, articulando teoria e prática com foco na cadeia da música, tratando de idealização, cronograma, orçamento, logística, comunicação, segurança e protocolos de acessibilidade em eventos musicais.Coordenação Pedagógica / Programa FormativoCamila Alves Moreira, Mulher cis, bissexual, parda é Arte‑educadora, produtora e gestora cultural, com ampla trajetória na interseção entre educação, gestão cultural e produção executiva. Doutora e mestre em Arte e Cultura Visual (UFG), licenciada em Artes Visuais e em Letras-Português, atuou como coordenadora de Formação da Escola Porto Iracema das Artes (Instituto Dragão do Mar), coordenando cursos básicos, programas formativos em diversas cidades do Ceará e ações educativas em museus e projetos de arte urbana. No projeto, é responsável pelo desenho pedagógico do Programa Formativo, articulação entre as 6 formações, acompanhamento didático, integração com as ações de acessibilidade e diversidade e mediação entre formadores, equipe e participantes.Curadoria / Direção ArtísticaDJ Silas (João Silas Victor da Costa), Homem cis gay e pardo, é DJ, produtor cultural, fotógrafo e designer, com cerca de 10 anos de atuação na cena musical de Fortaleza. Residente do Baile Mambembe desde 2016 e idealizador do Fervinho, já se apresentou em espaços como Mambembe, The Lights Bar, Lions Bar, Jegues Club, Pirata Bar, Estação das Artes, Theatro José de Alencar, Parada Pela Diversidade Sexual de Fortaleza, Dragão Fashion Brasil, entre outros, além de abrir shows de artistas como Sandra de Sá, Seu Jorge, Valesca Popozuda e Tati Quebra Barraco. No projeto, assina a direção e curadoria artística do festival, seleção de artistas e DJs, desenho da experiência sonora e acompanhamento da integração entre programa formativo e festival.Produção ExecutivaVictor Hugo Leite, Trans não-binárie, homossexual, branca é Produtora executiva com experiência em gestão de projetos culturais, elaboração e acompanhamento de orçamentos, formalização de contratos, controle de cronograma físico‑financeiro e prestação de contas em editais públicos e iniciativas privadas. No projeto, responde pela produção executiva, com foco em gestão orçamentária, elaboração e acompanhamento do plano financeiro, fluxo de pagamentos, contratos com prestadores de serviços e organização dos insumos necessários à execução das formações, festival e feira queer, em diálogo direto com a coordenação geral e a coordenação de produção. Demais Formadores(as) das Oficinas (Programa de Formação)DJ Bugzinha (Bianca Ellen) – Formadora da oficina Iniciação à DiscotecagemMulher cis, bissexual, negra, DJ atuante na cena de festas independentes e LGBTQIAP+ em Fortaleza, com experiência em discotecagem em casas de show, festivais e eventos públicos. Desenvolve pesquisa em música pop, funk, brega e sonoridades periféricas. No projeto, ministra oficina de iniciação à discotecagem, abordando fundamentos da discotecagem, construção de set e narrativa sonora, com culminância prática no festival.DJ Viúva Negra – Formador da oficina Música: Produção Sonora Técnico‑PolíticaJoão Lohr Carolino, homem trans, heterosseual, negro, DJ e produtor com atuação na cena de música eletrônica e urbana, com pesquisa em sonoridades negras e periféricas. Trabalha cruzando referências de tecnologia, política e música, com foco em narrativas dissidentes. No projeto, ministra oficina de produção sonora técnico‑política, articulando história da discotecagem, leitura de público, criação de sets e discussão crítica sobre raça, gênero e território.Gabriel Arcanjo – Formador da oficina Iniciação à SonorizaçãoHomem cis, heterossexual, negro, Técnico de som com experiência em sonorização de shows, festivais e eventos em equipamentos culturais públicos e independentes. Atua em montagem, operação e manutenção básica de sistemas de som. No projeto, ministra oficina introdutória em sonorização, abordando conceitos básicos de som, equipamentos, montagem de PA e procedimentos de soundcheck.Fyl Ferro – Formador(a) da oficina Produção Musical com Ableton LiveTrans não-binárie, homossexual, branca, Produtora musical e artista sonora, com atuação em criação de faixas autorais, trilhas e remixes, utilizando softwares como Ableton Live. Desenvolve trabalhos em música eletrônica e experimental e ações formativas em produção musical. No projeto, ministra oficina de produção musical com Ableton Live, abordando criação, edição de áudio, sampler, mixagem básica e noções de masterização.Beatriz Bandeira – Formadora da oficina Técnica VocalMulher cis, homossexual, branca, Cantora e educadora vocal, com experiência em performance musical, grupos vocais e formações em técnica vocal aplicada à prática de palco. Atua em projetos de música popular e oficinas de canto, com foco em saúde vocal e presença cênica. No projeto, ministra oficina de técnica vocal, abordando fundamentos da voz, cuidados, projeção e uso da voz em shows, discotecagens e mediações.Ações Formativas Temáticas“Acessibilidade em eventos culturais”Thamyle Vieira Mulher cis, heterossexual, branca, pessoa cega, profissional com atuação em acessibilidade cultural, coordenação de núcleos de acessibilidade em equipamentos públicos e formação de equipes para implementação de recursos acessíveis em eventos. No projeto, ministra ação formativa sobre acessibilidade em eventos culturais, voltada a participantes das oficinas e profissionais da cadeia da música, articulando marcos legais, recursos práticos e protocolos de cuidado.“Promoção da diversidade em eventos culturais”Dediane Souza é travesti e preta, jornalista, mestra em antropologia UFC/UNILAB e doutoranda em Antropologia Social - PPGAS/UFRN. Ativista das pautas de direitos humanos de travestis e transexuais, produtora cultural e filiada a Rede Trans Brasil e diretora do Grupo de Resistência Asa Branca - GRAB, foi Coordenadora do Centro de Cidadania LGBT Arouche, equipamento de direitos humanos de São Paulo, gestora de políticas públicas em Fortaleza e com uma vasta experiência em trabalhos com as temáticas de Direitos Humanos. No projeto, conduz ação formativa sobre promoção da diversidade em eventos culturais, trabalhando interseccionalidade e práticas antidiscriminatórias no ecossistema da música e dos festivais.

Providência

Abertura de conta bancária de livre movimentação em 01/05/2026. Solicitamos ao proponente que compareça a sua agência de relacionamento e faça a regularidade do cadastro com a apresentação de documentos e assinaturas (conformidade das contas). Para que seja possível prosseguir com o recebimento de aporte e a transferência de recursos.