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A mostra de artes nortista ONEA _ (O Norte É Agora) é um projeto de circulação cultural que promove a difusão da produção artística amazônica por meio de uma programação integrada de shows, painéis, workshops, exibições audiovisuais e ações de formação profissional. Realizado em Belém, Rio Branco e São Paulo, o projeto articula fruição, formação e mercado, conectando artistas do Norte a novos circuitos nacionais. A proposta inclui apresentações musicais, atividades formativas, experiências culturais ligadas ao território amazônico e ações de internacionalização e difusão. O ONEA busca fortalecer a economia criativa, ampliar o acesso à cultura e reposicionar a produção nortista no cenário brasileiro e global.
A Mostra de Arte Nortista é um projeto cultural multidisciplinar que reúne música, audiovisual, artes visuais, formação e experiências culturais em um formato de circulação nacional. A proposta apresenta a diversidade da produção artística da região Norte por meio de diferentes frentes programáticas integradas.A programação musical é composta por shows de artistas dos estados da Amazônia brasileira, estruturados em noites com múltiplas apresentações, priorizando diversidade estética e forte conexão com o público. Os espetáculos combinam diferentes linguagens da música amazônica contemporânea — como brega, carimbó, guitarrada, tecnobrega e pop amazônico — criando uma experiência dinâmica e representativa da identidade cultural da região. Cada noite conta com aproximadamente quatro apresentações, intercaladas por DJs que exploram sonoridades nortistas, como aparelhagem e vertentes eletrônicas regionais. Classificação indicativa: livre.A mostra audiovisual apresenta filmes, videoclipes e produções independentes com foco na Amazônia e em narrativas periféricas brasileiras, promovendo o acesso a conteúdos pouco difundidos nos circuitos comerciais. As sessões são acompanhadas por debates e encontros com realizadores, ampliando a reflexão crítica e o diálogo com o público. Classificação indicativa: livre a 14 anos, conforme a obra exibida.A vitrine de arte nortista reúne artistas e empreendedores criativos das áreas de artes visuais, moda, design e literatura, promovendo a exposição e comercialização de produtos culturais. O espaço funciona como uma plataforma de visibilidade e geração de renda, conectando criadores locais a novos públicos e mercados. Classificação indicativa: livre.As atividades formativas incluem palestras, workshops e rodas de conversa com profissionais da indústria cultural, abordando temas como produção cultural, mercado da música, audiovisual, circulação artística e economia criativa. O objetivo é capacitar artistas, produtores e jovens interessados em ingressar no setor cultural. Classificação indicativa: livre.O projeto também incorpora experiências culturais ligadas ao território amazônico, incluindo vivências que aproximam o público das práticas culturais e dos saberes locais, fortalecendo a relação entre cultura, identidade e território.Com essa estrutura, o ONEA se configura como um festival que vai além da fruição artística, atuando como plataforma de formação, difusão e desenvolvimento da cultura amazônica no Brasil e no mundo.
Objetivo Geral Promover a valorização, difusão e inserção da produção cultural da região Norte no circuito nacional e internacional, por meio da realização de um festival itinerante que integra fruição artística, formação profissional e articulação de mercado, contribuindo para o fortalecimento da economia criativa amazônica e a redução das desigualdades regionais no acesso à cultura. Objetivos Específicos • Realizar 3 edições do Festival ONEA nas cidades de Belém (PA), Rio Branco (AC) e São Paulo (SP), ampliando o alcance territorial da produção cultural nortista.• Promover uma programação artística com apresentações musicais de artistas da região Norte, incentivando a circulação e a geração de renda para profissionais da cadeia produtiva da cultura.• Desenvolver atividades formativas (palestras, workshops e rodas de conversa) voltadas à capacitação de jovens, artistas e produtores culturais, com foco na profissionalização e sustentabilidade da carreira artística.• Fomentar a inclusão social e diversidade no setor cultural, incentivando a participação de mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ (com atenção especial à população trans), pessoas negras e periféricas nas atividades do projeto.• Realizar exibições audiovisuais com foco na produção amazônica e nacional, promovendo a difusão de narrativas regionais e o fortalecimento do audiovisual independente.• Estimular a criação de redes e conexões entre artistas, produtores, investidores e agentes culturais, fortalecendo o ecossistema da economia criativa.• Promover experiências culturais integradas ao território amazônico, incluindo atividades de ecoturismo, vivências em comunidades locais e valorização dos saberes tradicionais.• Implementar ações de acessibilidade, incluindo recursos de comunicação acessível, inclusão de profissionais PCD e democratização do acesso ao público.• Gerar empregos diretos e indiretos na cadeia produtiva cultural, abrangendo áreas como produção, técnica, comunicação, logística e serviços.• Ampliar a visibilidade nacional e internacional da produção cultural amazônica por meio de estratégias de comunicação, press trips e ações com influenciadores e veículos de mídia especializados.• Estruturar oportunidades de mercado para artistas do Norte, especialmente na edição em São Paulo, funcionando como vitrine para circulação nacional e internacional.• Incentivar a sustentabilidade econômica do setor cultural, promovendo a conexão entre cultura, turismo e desenvolvimento local.• Documentar e difundir os resultados do projeto por meio de registros audiovisuais e conteúdos digitais, ampliando o alcance e a perenidade das ações.
O Festival ONEA _ O Norte É Agora se insere em um contexto histórico de desigualdade estrutural no acesso à cultura no Brasil, especialmente no que diz respeito à região Norte. Apesar de sua imensa riqueza simbólica, estética e cultural, a Amazônia permanece sub-representada nos circuitos de difusão, financiamento e consumo cultural do país.De acordo com dados do IBGE e do Observatório Itaú Cultural, a maior parte dos investimentos culturais no Brasil se concentra nas regiões Sudeste e Sul, enquanto o Norte apresenta índices significativamente inferiores de acesso a equipamentos culturais, formação técnica e circulação artística. Essa concentração é resultado de fatores históricos, econômicos e geográficos, incluindo o isolamento territorial, os altos custos logísticos e a ausência de políticas estruturantes contínuas para a região.Pesquisadores como Bertha Becker e Eduardo Viveiros de Castro apontam que a Amazônia é frequentemente tratada como periferia estratégica — rica em recursos, mas marginalizada nos processos decisórios e simbólicos do país. No campo cultural, isso se traduz em um apagamento sistemático das narrativas amazônicas no que se convencionou chamar de "cultura brasileira", majoritariamente construída a partir de referências do eixo Rio-São Paulo.Nesse cenário, o uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto na Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), torna-se fundamental para viabilizar iniciativas que enfrentem essas assimetrias. O projeto se enquadra diretamente nos objetivos do Art. 1º da referida lei, especialmente nos incisos que tratam da democratização do acesso à cultura, da valorização da diversidade cultural brasileira e do incentivo à produção e difusão de bens culturais.Além disso, o ONEA atende aos objetivos estabelecidos no Art. 3º da Lei Rouanet, ao contribuir para: • a promoção e valorização da cultura nacional em sua diversidade regional; • o estímulo à produção cultural independente; • a difusão de bens culturais e a ampliação do acesso da população; • a formação e capacitação de profissionais da cultura; • o fortalecimento da economia criativa como vetor de desenvolvimento social e econômico.A itinerância do projeto — com edições no Norte e no Sudeste — responde diretamente à necessidade de criar pontes entre territórios historicamente desconectados. Enquanto Belém e Rio Branco fortalecem a base produtiva local, a edição em São Paulo atua como plataforma estratégica de inserção em mercados mais consolidados, ampliando oportunidades de circulação e sustentabilidade para artistas nortistas.O projeto também dialoga com uma agenda contemporânea de desenvolvimento sustentável, reconhecendo a cultura como elemento central na construção de alternativas econômicas para a Amazônia. Conforme defendido por autores como Carlos Nobre e Manuela Carneiro da Cunha, o futuro da região passa necessariamente pela valorização de seus ativos socioculturais e pela promoção de modelos econômicos baseados na floresta em pé e na diversidade cultural.Dessa forma, o Festival ONEA não se limita à realização de um evento, mas se posiciona como uma estratégia estruturante de fortalecimento da cultura amazônica, contribuindo para a redução das desigualdades regionais, a geração de renda e a construção de uma narrativa mais plural e representativa do Brasil.O apoio via Lei de Incentivo à Cultura é, portanto, essencial para garantir a viabilidade do projeto, ampliar seu alcance e assegurar que seus impactos sociais, culturais e econômicos sejam efetivamente realizados.
Outras Informações – Projeto "O Norte é agora"O Norte é agora não é apenas um projeto de circulação musical, mas uma iniciativa que representa um movimento estratégico de valorização e fortalecimento da produção cultural da Região Norte, muitas vezes invisibilizada nos circuitos artísticos nacionais. A proposta busca evidenciar a relevância simbólica, estética e social dos artistas nortistas, ao mesmo tempo em que promove políticas de descentralização cultural e formação de redes.A seguir, destacamos informações complementares importantes para a compreensão da abrangência, consistência e impacto desta proposta: 1. CURADORIA E REPRESENTATIVIDADE NORTE-AMAZÔNICAO projeto garante, em sua estrutura, a representatividade de todos os nove estados da Região Norte. A curadoria dos artistas é pensada a partir da diversidade cultural do território: carimbó, tecnobrega, batuque, boi-bumbá, marabaixo, música indígena contemporânea, rituais afro-amazônicos, sonoridades urbanas e experimentações contemporâneas fazem parte da proposta artística.Além disso, a escolha de Belém como cidade-sede fixa permite uma ancoragem sólida no principal centro cultural da Amazônia brasileira, reconhecido como Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO, com forte capital simbólico e logístico para conectar artistas e redes da região. 2. SENSO DE PERTENCIMENTO E INICIATIVA DE BASEO Norte é agora nasce de dentro da cena cultural nortista, articulado por artistas, produtores e coletivos com histórico de atuação local e nacional. É uma proposta que emerge de um movimento orgânico, que já se desenvolve em iniciativas como:Toró Produções (gestora do projeto);Circuito Mangueirosa (maior carnaval de rua do Pará);Projetos anteriores com artistas como Raidol, Fafá de Belém, Gang do Eletro, Arraial do Pavulagem, Dona Onete, entre outros.Esse acúmulo de experiências garante à proposta não apenas estrutura, mas legitimidade e conexão com os territórios. 3. INCLUSÃO COMO PILAR CENTRAL DO PROJETOO projeto adota, desde a sua concepção, ações concretas de inclusão, tanto nas equipes quanto no acesso do público. Entre os compromissos firmados estão:Contratação de profissionais PCDs e de perfis sub-representados (mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIA+, periféricas);Estruturação técnica com foco em acessibilidade universal (rampas, banheiros, espaço PCD, Libras, audiodescrição);Prioridade para o atendimento de escolas públicas, jovens de comunidades vulneráveis e coletivos culturais.A cultura como direito e como instrumento de transformação é a base de todas as decisões do projeto. 4. IMPACTO DIGITAL E MEMÓRIA PÚBLICAO projeto prevê um forte investimento em memória digital, garantindo que todo o material gerado (shows, oficinas, entrevistas, bastidores, fotografias) esteja disponível de forma gratuita, acessível e permanente:Criação de um acervo audiovisual com licença Creative Commons, acessível em Libras, com audiodescrição e legendas;Produção de um e-book final gratuito, com conteúdo pedagógico e artístico para escolas, universidades, coletivos e bibliotecas;Manutenção de uma plataforma digital de acesso público com atualizações em tempo real e relatórios públicos de impacto. 5. DIÁLOGO COM POLÍTICAS PÚBLICAS E COMUNIDADESEm cada cidade onde o projeto passa, há um esforço para se conectar com as políticas públicas locais e com a rede cultural do território. O projeto busca sempre:Trabalhar em parceria com escolas públicas, secretarias municipais e estaduais de cultura, pontos de cultura e associações comunitárias;Identificar e contratar fornecedores e técnicos locais, gerando circulação de renda e desenvolvimento econômico nos municípios;Dialogar com agentes culturais de base para construir pontes duradouras após a realização do projeto. 6. ESCALABILIDADE E SUSTENTABILIDADEO Norte é agora é um projeto pensado para ter continuidade e crescimento, tanto em escopo quanto em formato. Sua concepção prevê:Realização de edições anuais;Criação de produtos derivados, como documentários, séries e exposições;Possibilidade de edições especiais voltadas a públicos específicos (infantil, rural, indígena, LGBTQIA+);Parcerias com universidades e institutos de pesquisa para articulação acadêmica e formação continuada.O projeto busca, por meio deste incentivo, consolidar sua estrutura para se tornar uma plataforma permanente de articulação cultural amazônica. 7. COMPROMISSO COM A DIVERSIDADE ARTÍSTICAA diversidade de gêneros musicais e expressões artísticas é uma prioridade. A curadoria do projeto garante:Participação equilibrada entre artistas mulheres e homens;Representação de artistas LGBTQIA+, indígenas e negros;Equilíbrio entre linguagens tradicionais, populares e experimentais.Esse cuidado permite que O Norte é agora se firme como um projeto que amplia horizontes, representando a pluralidade real da Região Norte. Essas informações complementares demonstram o compromisso da equipe com os princípios da democratização da cultura, acessibilidade, descentralização territorial e fomento à economia criativa da Região Norte. Mais do que um projeto artístico, O Norte é agora é uma afirmação coletiva da potência cultural de uma região que pulsa, resiste e transforma.
A Mostra de Artes Nortista ONEA é um projeto cultural multidisciplinar estruturado a partir de diferentes produtos integrados, com especificações técnicas definidas para garantir qualidade de execução, mensuração de resultados e aderência às diretrizes da Lei de Incentivo à Cultura.1. PROGRAMAÇÃO MUSICAL (SHOWS)• Quantidade: mínimo de 8 a 12 apresentações por cidade; • Formato: 2 a 3 dias de programação por edição; • Estrutura: aproximadamente 4 shows por noite; • Duração média por show: 50 a 70 minutos; • Intervalos: 10 a 20 minutos com apresentações de DJs; • Duração total diária: 5 a 7 horas de programação contínua;Os shows serão realizados em palco estruturado com rider técnico compatível com apresentações de médio e grande porte, incluindo sistemas de som, iluminação cênica, painéis de LED e infraestrutura de palco. A curadoria prioriza artistas da região Norte, garantindo representatividade territorial e diversidade de linguagens musicais (carimbó, brega, tecnobrega, guitarrada, pop amazônico, entre outros).As apresentações serão registradas em áudio e vídeo para fins de difusão digital e prestação de contas.Classificação indicativa: livre. 2. PROGRAMAÇÃO FORMATIVA• Quantidade: 6 a 10 atividades por cidade; • Formatos: palestras, workshops e rodas de conversa; • Capacidade média por atividade: 40 a 100 participantes; • Duração por atividade: 1h30 a 3h; • Carga horária total estimada por cidade: 12 a 24 horas;A programação formativa será estruturada com foco na inserção de profissionais da região Norte no mercado de trabalho da indústria cultural, abordando conteúdos práticos e estratégicos, tais como:• Produção executiva e gestão de projetos culturais; • Captação de recursos e leis de incentivo; • Distribuição e circulação artística; • Mercado da música e posicionamento artístico; • Produção audiovisual e estratégias digitais; • Comunicação, branding e construção de carreira;As atividades serão conduzidas por profissionais experientes do mercado cultural e criativo, promovendo troca direta com os participantes e fortalecimento de redes.Os participantes receberão certificação de participação (quando aplicável), e as atividades poderão ser registradas e disponibilizadas posteriormente em formato digital.Classificação indicativa: livre. 3. MOSTRA AUDIOVISUAL• Quantidade: 4 a 8 sessões por cidade; • Formato: exibição de filmes, curtas, videoclipes e conteúdos experimentais; • Duração média por sessão: 60 a 120 minutos; • Capacidade estimada: 50 a 150 pessoas por sessão;A mostra prioriza obras produzidas na região Norte, além de produções nacionais e internacionais alinhadas à proposta curatorial do projeto. As sessões poderão incluir:• Curadoria temática (identidade, território, diversidade); • Exibição de videoclipes de artistas participantes; • Sessões comentadas com realizadores;Os conteúdos poderão contar com recursos de acessibilidade (legendagem e audiodescrição, conforme disponibilidade orçamentária).Classificação indicativa: variável (livre a 14 anos, conforme classificação das obras exibidas). 4. VITRINE DE ARTE NORTISTA (ARTES VISUAIS, MODA, DESIGN E LITERATURA)• Quantidade: 10 a 20 expositores por cidade; • Formato: espaço expositivo e de comercialização; • Duração: funcionamento contínuo durante os dias do festival (6 a 8 horas por dia);A vitrine será estruturada como um espaço de exposição e comercialização de produtos culturais, incluindo:• Artes visuais (ilustração, pintura, fotografia); • Moda autoral e design amazônico; • Publicações independentes e literatura;O espaço contará com estrutura modular (stands, iluminação e sinalização), permitindo a circulação do público e incentivando a geração de renda direta para os artistas participantes.Classificação indicativa: livre. 5. EXPERIÊNCIAS CULTURAIS E TERRITORIAIS• Quantidade: 2 a 4 atividades por cidade (com maior incidência em Belém); • Formato: vivências culturais e experiências imersivas; • Duração: 2 a 4 horas por atividade;As experiências incluem atividades que conectam o público ao território amazônico, podendo envolver:• Vivências culturais e práticas tradicionais; • Atividades de ecoturismo e integração com o ambiente local; • Experiências com foco em identidade e cultura amazônica contemporânea;Essas ações poderão ser direcionadas a públicos específicos (como convidados, imprensa e participantes inscritos), conforme planejamento.Classificação indicativa: livre. 6. DIFUSÃO DIGITAL E REGISTRO AUDIOVISUAL• Formato: captação, edição e distribuição de conteúdo; • Produtos: vídeos institucionais, registros de shows, conteúdos formativos e materiais para redes sociais; • Quantidade estimada: 20 a 30 peças de conteúdo digital;O projeto prevê a documentação audiovisual das atividades, com objetivo de:• Ampliar o alcance do projeto para além do público presencial; • Registrar a produção cultural amazônica; • Disponibilizar conteúdos formativos e artísticos online;Os conteúdos poderão ser distribuídos em plataformas digitais como YouTube, Instagram e outras redes. 7. DURAÇÃO GLOBAL DO PRODUTO• Duração por edição: 2 a 3 dias de festival por cidade; • Duração total do projeto (considerando todas as fases): aproximadamente 12 meses; 8. INTEGRAÇÃO DOS PRODUTOSTodos os produtos do projeto são interligados e estruturados de forma complementar, criando uma experiência cultural integrada que articula:• fruição artística (shows e audiovisual); • formação profissional (atividades formativas); • geração de renda (vitrine criativa); • difusão e memória (conteúdo digital);Essa integração garante não apenas a realização de um evento, mas a construção de uma plataforma de desenvolvimento da cultura amazônica, com impacto cultural, social e econômico mensurável.
A Mostra de Arte Nortista ONEA (O Norte É Agora!) assume a acessibilidade como um dos pilares estruturantes do projeto, compreendendo-a não apenas como obrigação normativa, mas como diretriz ética e estratégica para a democratização do acesso à cultura na região amazônica e nos demais territórios de realização. O projeto adota uma abordagem integrada, contemplando tanto a acessibilidade física quanto a acessibilidade de conteúdo, garantindo condições reais de participação para pessoas com deficiência (PCDs), mobilidade reduzida e diferentes perfis sensoriais e cognitivos.No que se refere à acessibilidade física, todas as estruturas do festival serão planejadas e executadas em conformidade com as normas técnicas vigentes (ABNT NBR 9050), priorizando espaços acessíveis desde o acesso até a permanência do público. Serão implementadas rampas de acesso, pisos regulares e antiderrapantes, áreas de circulação ampliadas, sinalização adequada e banheiros adaptados. Haverá também áreas reservadas próximas ao palco para pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes, garantindo visibilidade e conforto durante as apresentações.A sinalização do evento será pensada de forma inclusiva, com uso de linguagem simples, pictogramas e contraste visual adequado, facilitando a orientação no espaço. Sempre que possível, serão adotados recursos como mapas táteis e apoio de equipe treinada para atendimento ao público com necessidades específicas. O projeto também prevê capacitação da equipe de produção e atendimento para acolhimento inclusivo, assegurando que todos os profissionais estejam preparados para lidar com diferentes públicos com respeito, empatia e eficiência.Em relação à acessibilidade de conteúdo, o ONEA implementará um conjunto de soluções que visam garantir a plena fruição das atividades culturais e formativas. As principais ações incluem:• Tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais) em atividades formativas, como palestras, workshops e rodas de conversa, além de conteúdos institucionais estratégicos; • Legendagem descritiva em conteúdos audiovisuais exibidos durante o festival, incluindo filmes e registros; • Produção de materiais informativos em formatos acessíveis, incluindo versões digitais compatíveis com leitores de tela; • Adaptação da comunicação do projeto com uso de linguagem clara e acessível, ampliando a compreensão para diferentes públicos;Além disso, o projeto buscará implementar experiências sensoriais inclusivas sempre que possível, especialmente nas atividades culturais e vivências territoriais, considerando as especificidades do público e do espaço.O ONEA reconhece que a região Norte enfrenta desafios estruturais adicionais no campo da acessibilidade, incluindo escassez de profissionais especializados e custos logísticos mais elevados. Por isso, a estratégia adotada prioriza soluções de alto impacto e viabilidade técnica, garantindo um equilíbrio entre qualidade e eficiência de recursos.Importante destacar que o projeto está estruturado de forma escalável no que se refere à acessibilidade. Ou seja, quanto maior for o volume de recursos captados, maior será a ampliação das medidas de acessibilidade implementadas, podendo incluir:• Ampliação da cobertura de intérpretes de Libras para toda a programação; • Produção de materiais em Braille e expansão de recursos táteis e parcerias com a comunidade de pessoas com deficiência visual; • Implementação de tecnologias assistivas adicionais; • Criação de áreas de acolhimento sensorial para pessoas neurodivergentes; • Contratação de consultoria especializada em acessibilidade cultural para aprimoramento contínuo do projeto;O compromisso do ONEA é garantir que a acessibilidade não seja tratada como um elemento periférico, mas como componente central da experiência do público. Dessa forma, o projeto contribui diretamente para a construção de um ambiente cultural mais inclusivo, diverso e representativo, alinhado às diretrizes da Lei de Incentivo à Cultura e às boas práticas contemporâneas do setor.Com essa abordagem ampla, o projeto O Norte é Agora – Turnê Nacional assegura não apenas o acesso, mas o direito pleno à vivência cultural em suas múltiplas dimensões – física, sensorial, cognitiva e simbólica.
A Mostra de Arte Nortista ONEA (O Norte É Agora!) foi concebida a partir do princípio da democratização do acesso à cultura, entendendo que a fruição artística, a formação cultural e o acesso às oportunidades de mercado devem ser ampliados para além dos centros tradicionais de produção cultural no Brasil. Nesse sentido, o projeto estrutura suas ações de forma a garantir amplo acesso do público às atividades, com estratégias que envolvem gratuidade, descentralização territorial, formação e difusão digital.A principal medida de democratização do acesso adotada pelo projeto é a gratuidade da maior parte da programação, especialmente nas cidades da região Norte (Belém e Rio Branco), garantindo que públicos diversos possam acessar apresentações musicais, atividades formativas e experiências culturais sem barreiras econômicas. Essa decisão é estratégica e responde diretamente ao contexto socioeconômico da região, onde o acesso a eventos culturais de grande porte ainda é limitado.Além da gratuidade, o projeto prevê a realização de atividades em espaços públicos e de fácil acesso, ampliando a participação de públicos periféricos e de diferentes faixas etárias. A escolha dos territórios de realização também reforça esse compromisso, ao promover circulação cultural em regiões historicamente menos atendidas por grandes eventos.No campo da formação e capacitação, o ONEA realizará palestras, workshops e rodas de conversa com profissionais da indústria cultural, oferecendo conteúdo gratuito e acessível para jovens, artistas e produtores culturais. Essas atividades têm como objetivo reduzir as barreiras de entrada no setor, ampliando o acesso ao conhecimento técnico e às oportunidades de inserção profissional na economia criativa.O projeto também contempla a realização de uma mostra audiovisual com foco na produção amazônica e independente, ampliando o acesso a narrativas que raramente chegam aos circuitos comerciais tradicionais. As exibições serão abertas ao público e acompanhadas de debates, fortalecendo o pensamento crítico e a valorização da diversidade cultural.Outra frente importante de democratização do acesso é a difusão digital do projeto. Parte da programação será registrada e disponibilizada em plataformas online, permitindo que pessoas de diferentes regiões do Brasil — e até do exterior — possam acessar os conteúdos produzidos. Essa estratégia amplia significativamente o alcance do projeto e contribui para a circulação da produção cultural nortista em escala ampliada.O ONEA também desenvolverá ações específicas para ampliação de acesso, como:• Transmissão online de painéis e conteúdos formativos; • Disponibilização de registros audiovisuais pós-evento; • Criação de conteúdos digitais para redes sociais (incluindo série audiovisual derivada do projeto); • Realização de atividades abertas e interativas com o público;A dimensão territorial do projeto é outro elemento central na democratização do acesso. Ao realizar edições em Belém, Rio Branco e São Paulo, o ONEA cria um fluxo de circulação cultural que conecta diferentes regiões do país. Enquanto as edições no Norte ampliam o acesso local, a edição em São Paulo funciona como uma plataforma de visibilidade e inserção no mercado, garantindo que artistas amazônicos acessem novos públicos e oportunidades.O projeto também atua na democratização do acesso sob a perspectiva da representatividade, ao priorizar a participação de artistas da região Norte e de grupos historicamente sub-representados, incluindo mulheres, pessoas negras, populações indígenas e pessoas LGBTQIAPN+, com atenção especial à população trans. Essa escolha amplia o acesso não apenas ao consumo cultural, mas também à produção e geração de renda no setor.Adicionalmente, o ONEA articula ações de integração entre cultura e turismo, promovendo experiências acessíveis que conectam o público ao território amazônico, seus saberes e suas práticas culturais. Essas experiências contribuem para ampliar o acesso a uma compreensão mais profunda da Amazônia contemporânea, para além de estereótipos.Assim como na acessibilidade, o projeto adota uma lógica escalável para a democratização do acesso. Com maior captação de recursos, será possível ampliar significativamente o número de atividades gratuitas, a abrangência das transmissões digitais, o volume de conteúdos disponibilizados e o alcance das ações formativas.Dessa forma, o Festival ONEA se posiciona como uma iniciativa estruturante para a ampliação do acesso à cultura no Brasil, contribuindo para a redução das desigualdades regionais, a valorização da produção cultural amazônica e a formação de novos públicos e profissionais para o setor cultural.
Ficha Técnica – Mostra de Arte Nortista ONEA (O Norte É Agora!) Atuação da Instituição Proponente:A instituição proponente atuará de forma direta em todas as fases do projeto, sendo responsável por sua idealização, curadoria, gestão administrativa, produção executiva, articulação institucional e implementação das ações culturais, pedagógicas e de acessibilidade. A proposta conta com uma equipe principal experiente, comprometida com a valorização da cultura amazônica e com um histórico consolidado de atuação em grandes projetos na Região Norte. Atividade do Dirigente:O dirigente e idealizador do projeto é Gustavo Brito Moreira, produtor cultural, sócio da Toró Produções e um dos principais articuladores da cena cultural amazônica contemporânea. Gustavo atuará como diretor geral e gerente de projetos, sendo responsável por:Coordenar a execução técnica e artística do projeto;Estabelecer conexões com instituições públicas e privadas em cada cidade da turnê;Supervisionar a equipe, os cronogramas e o orçamento;Garantir a articulação entre artistas, coletivos locais e parceiros regionais;Representar o projeto institucionalmente em todas as etapas. Equipe Principal – Currículos ResumidosGustavo Brito Moreira – Diretor Geral e Idealizador Produtor cultural e empresário do setor de eventos, com foco de atuação na Região Norte, especialmente em Belém do Pará. É sócio da Toró Produções e cofundador do Circuito Mangueirosa, maior evento de carnaval de rua da cidade. Atua como gerente de projetos, captação de patrocínios, articulação institucional e consultor de grandes marcas, agências e produtoras de cinema e cultura. Gustavo também participa da gestão de carreiras de artistas nortistas, como Raidol, e de projetos com Fafá de Belém, Arraial do Pavulagem e Festival The Town. É o responsável direto pela concepção e coordenação geral do projeto O Norte é Agora.Gustavo Saboia de Oliveira – Juca Culatra Função: Produtor Executivo Músico, produtor cultural e diretor de audiovisual. Formado em Produção Cultural pela Universidade da Amazônia (2008), atua há mais de 20 anos na cena paraense com destaque em projetos de circulação, gravação de álbuns, shows e videoclipes. Lançou três discos autorais e participou de projetos com Gang do Eletro, Boi Pavulagem, Dona Onete e outros artistas da Amazônia. Foi editor do longa Boi Pavulagem, dirigido por Ursula Vidal. No projeto, será responsável pela produção executiva, controle de metas, articulação técnica e coordenação de equipes locais.Willian Pereira Domingues – Will Love Função: Diretor Artístico Artista natural de Abaetetuba/PA, DJ e produtor musical, conhecido nacionalmente por sua atuação no grupo Gang do Eletro, com o qual circulou por festivais de grande porte no Brasil e no exterior. Suas músicas integram trilhas de filmes, séries e novelas. Atua como diretor musical e artístico em projetos de cultura urbana, tecnobrega e caribenhos. Produziu as web séries Sampleados e Encantada do Brega e assina a direção musical de artistas da cena independente. No projeto, responde pela direção artística dos shows e construção das performances ao vivo.Raidol Torres Saldanha Neto – Raidol Função: Direção Artística Cantora, compositora, roteirista, diretora criativa e produtora cultural. É uma das vozes emergentes da nova música da Amazônia. Foi indicada ao Prêmio Multishow e integrou o line-up do Festival The Town. Raidol é formada em Direito pela Universidade da Amazônia e em Produção Cultural pela Universidade Cidade de São Paulo. Atua com protagonismo em projetos de música, audiovisual e educação. É sócia da Toró Produções e trabalha com curadoria, direção de arte e mediação com públicos diversos. No projeto, irá codirigir a curadoria artística e participar das formações culturais. Princípios da EquipeA equipe será contratada respeitando os princípios de equidade, inclusão e descentralização regional. Profissionais negros, indígenas, mulheres, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência terão prioridade nas contratações. O projeto também contará com uma equipe de acessibilidade (Libras, audiodescrição, materiais em Braille), técnicos de som e luz, cinegrafistas, fotógrafos, coordenadores pedagógicos e produtores locais em cada cidade.
Proposta transformada em projeto e encaminhado para assinatura.