Início: 23/04/2027Término: 23/01/2028Aceite: 06/02/2024
O ponto de cultura Coletivo Fora de Frequência (CFF) é fundador e gestor do Centro Cultural Mocambo e visa através deste projeto garantir a continuidade das ações realizadas no espaço. A proposta em questão contempla eventos, oficinas, podcasts, simpósio e workshop. As atividades apresentam intervenções de artes visuais, música e dança por meio dos 05 elementos fundamentais do Hip Hop (DJ, MC, Breaking, Graffiti e Conhecimento), contribuindo também na formação artística, educacional e empreendedora de jovens em estado de vulnerabilidade social. O público terá acesso gratuito a toda programação, e participantes dos ciclos das oficinas ofertadas receberão bolsas. Mocambo Vivo: Hip Hop, Pluralidade e Empreendedorismo em Território Periférico contribui para a democratização do acesso a cultura e do direito de produzi-la, movimentação da economia criativa em regiões a margem dos grandes centros, prezando pela diversidade étnica/racial, identidades de gênero, etária e pela inclusão de PCDs.
Objetivo geral Garantir a continuidade, fortalecimento e diversificação da programação do Centro Cultural Mocambo, com intuito de instigar a interação artística entre diferentes atores, semeando espaços para diálogo, articulação, produção, formação e fruição de bens culturais produzidos nas periferias da cidade. E ainda, promover o acesso gratuito à cultura e arte-educação a moradores do distrito do Jd. Ângela, criando espaços de lazer e expansão de repertório, viabilizando a valorização e geração de renda aos trabalhadores envolvidos neste projeto, contribuindo na movimentação da economia criativa de regiões a margens dos grandes centros. Buscando também, ampliar os impactos e visibilidade das ações compartilhando-as para outras regiões de São Paulo e do território nacional por meio da internet. Objetivos específicos - Pagar 12 meses de aluguel e despesas referente ao imóvel que abriga o Centro Cultural Mocambo; - Comprar material de consumo, equipamentos e acessórios; - Realizar 08 eventos no período de 12 meses; - Organizar 01 simpósio de Hip Hop com duração de 04 dias; - Articular 16 oficinas Hip Hop cultura periférica empreendedora (DJ, MC, Breaking e Graffiti);- Viabilizar 01 workshop em escolas públicas; - Produzir 08 podcasts/rodas de conversa; - Propiciar 08 oficinas - Descomplicando elaboração de projetos; - Articular e contratar 257 profissionais, entre artistas, arte-educadores, mediadores, produtores culturais, técnicos e intérpretes de libras; - Equilibrar n˚ de contratações de profissionais de diferentes etnias/raça prezando pela diversidade geracional;- Promover equidade entre mulheres, homens cis e pessoas da comunidade LGBTQIA+; - Praticar inclusão profissional por meio da contratação de artistas PCDs p/ eventos; - Garantir acessibilidade a pessoas com deficiência; - Realizar pagamentos e organizar prestação de contas mensalmente; - Organizar reuniões avaliativas todo final de mês; - Difundir de maneira robusta todas às ações do projeto, via plataformas audiovisuais, redes sociais e sites especializados; - Contribuir na democratização do acesso a recursos públicos voltados à cultura; - Gerar trabalho e renda a profissionais da cultura residentes de regiões periféricas; - Fortalecer a econômia criativa territorial; - Preparar e executar reuniões avaliativas e pedagógicas periodicamente; - Fomentar processos de troca de experiência e produção entre diferentes atores culturais; - Promover o acesso gratuíto a cultura e a arte-educação a moradores do distrito do Jd. Ângela e territórios vizinhos; - Criar espaços de lazer e ampliação de repertório; - Estimular a interação entre comunidades e seus artistas; - Instigar a fruição artística periférica e a profissionalização de seus protagonistas; - Utilizar a cultura como ferramenta educacional e econômica em prol da transformação social; - Instigar a formação de novos coletivos culturais; - Organizar e apresentar prestação de contas.
Fomentar a manutenção do Centro Cultural Mocambo é de suma importância, pois o mesmo, é o único espaço especializado na promoção do desenvolvimento da Cultura Hip Hop no distrito do Jd. Ângela (território com 600 mil habitantes), numa gama de poucos centros culturais na região, tanto públicos quanto autônomos. Em cinco anos de atividades no local foram alcançados impactos positivos importantes envolvendo 23 mil moradores de mais de 50 bairros do distrito, esses tiveram acesso gratuito a arte, educação e cultura, por meio de 407 ações entre eventos, oficinas e formações, frutos do investimento de R$800.000,00 advindos de diversos editais e prestações de serviço. Durante o primeiro semestre da pandemia foram distribuídos seis toneladas de alimentos e inúmeros kits de limpeza viabilizados por organizações parceiras que somam no enfrentamento aos efeitos sociais causados pela covid-19. A respeito da valorização de artistas, arte educadores, produtores e técnicos periféricos o Coletivo Fora de Frequência (CFF), ao longo dos anos, vem tendo o cuidado de prever nos planejamentos orçamentários de seus projetos a contratação dos serviços de tais trabalhadores. Com isso, atingiu nas últimas propostas contempladas 207 grupos artísticos (com 536 artistas envolvidos), 40 arte-educadores/as/es, 80 produtores/técnicos/as/es, os quais, fazem parte indígenas, membros da comunidade LGBTIQA+, mulheres e homens cis na maioria preto/as/es. Assim, fomentando uma quebra de paradigmas significante, proporcionando espaços de visibilidade e efetivando a validação profissional de tais protagonistas via contratação, na contramão da cultura de apenas "dar espaço", a qual, se utiliza da potência de tais sujeitos, mas não apresenta contrapartida que os reconheça como protagonistas essenciais para o sucesso de determinada ação. A partir da fundação do Cento Cultural o Mocambo o CFF aumentou a contribuição para a movimentação da economia da criativa territorial e, consequentemente, na ressignificação da relação profissional entre artistas, arte-educadores, técnicos e contratantes e/ou possíveis contratantes de seus serviços, a tornando mais justa. E ainda, amplificou a conexão entre público e artistas residentes do Jd. Ângela e territórios vizinhos. Ou seja, o projeto está totalmente integrado a região e vem exercendo papel sociocultural relevante aos beneficiados como pode ser conferido nas redes sociais e portfólio apresentado com a proposta. Desde o período da pandemia enfrenta-se dificuldades para garantir o pagamento das despesas do Centro Cultural Mocambo, ou seja, aluguel, água, luz, telefone e internet, passando pela equipe administrativa, até a remuneração de artistas, técnicos e arte-educadores que permeiam a programação do espaço. Enxerga-se no presente edital a oportunidade de assegurar, fortalecer, amplificar e diversificar as ações, dando continuidade a promoção dos direitos previstos na Constituição Brasileira, como referido a seguir: "Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais". Apesar do artigo citado acima explicitar a obrigatoriedade do Estado Brasileiro em garantir acesso pleno à cultura, segundo a Rede Nossa São Paulo (sigla RNSP) não existe nenhum teatro, centro, casa, espaço cultural ou biblioteca pública no distrito do Jd. Ângela (a não ser os CEU’s), mesmo a região tendo o segundo maior índice populacional da cidade. Em pesquisa realizada pela mesma organização o território aparece com o terceiro maior índice em desigualdade social, constando 21 vezes entre os 10 piores distritos de São Paulo de 48 itens levantados (site: nossasaopaulo.org.br). Após a apresentação da proposta e de todos os fatores mencionados acima, é possível comprovar a importância de se garantir a manutenção do espaço em questão, pois os trabalhos realizados pelo CFF no mesmo, contribuem na efervescência cultural e econômica de localidades afastadas dos grandes centros, valorizando artistas periféricos e sua diversidade, fortalecendo a categoria e a difusão dos seus trabalhos, contribuindo na democratização do acesso a bens culturais e recursos públicos. O que revela o compromisso do proponente em minimizar as desigualdades, acessando políticas públicas que possibilitem a movimentação da economia criativa e a inclusão produtiva através da arte e cultura.