Início: 01/03/2027Término: 31/08/2027Aceite: 20/05/2025Arquivada: 10/06/2025
Com foco em inovação, juventude e transformação social, este projeto investiga os caminhos futuros da culinária amazônica frente aos desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas, a urbanização e a perda de saberes tradicionais. Serão produzidos episódios documentais e um documentário de longa-metragem, explorando experiências de chefs, cozinheiros populares, jovens empreendedores e comunidades tradicionais de Rondônia e Roraima. A proposta inclui oficinas de formação em audiovisual e gastronomia sustentável, promovendo protagonismo juvenil e intercâmbio entre saberes ancestrais e práticas contemporâneas. Conteúdos digitais e estratégias de distribuição em redes sociais e plataformas de streaming ampliarão o alcance do projeto, dialogando com novos públicos. O objetivo é posicionar a culinária amazônica como força cultural dinâmica, capaz de inspirar práticas alimentares inovadoras e contribuir para o desenvolvimento sustentável da região.
Com um olhar para o futuro, a série documental e a média-metragem abordam a transformação da culinária amazônica, os desafios ambientais e a criatividade de jovens chefs e cozinheiros populares. As oficinas estimulam novas gerações a se conectarem com os saberes da floresta e desenvolverem práticas sustentáveis. Classificação: Livre.
Objetivo GeralInvestigar, registrar e difundir as transformações contemporâneas da culinária amazônica, valorizando práticas inovadoras e o protagonismo de jovens e comunidades tradicionais diante das mudanças ambientais e sociais. Objetivos EspecíficosProduzir 5 episódios da série documental e 1 documentário de longa-metragem (80 minutos);Realizar 3 oficinas de formação audiovisual e gastronomia sustentável com jovens da região;Produzir e divulgar conteúdo digital em redes sociais e plataformas de streaming;Aplicar recursos de acessibilidade em todas as peças audiovisuais;Distribuir os produtos gratuitamente para escolas, centros culturais e instituições formativas.
O presente projeto utiliza o mecanismo de incentivo fiscal previsto na Lei Rouanet como instrumento estratégico para viabilizar financeiramente ações voltadas à preservação, valorização e difusão do patrimônio cultural imaterial brasileiro. Em conformidade com o disposto no Art. 1º da referida legislação, especialmente nos incisos I e III, a proposta contempla atividades de formação, produção e difusão cultural, ao mesmo tempo em que promove e valoriza expressões da cultura popular e tradicional, muitas vezes negligenciadas nas políticas públicas de fomento à cultura. Adicionalmente, o projeto contribui diretamente para o cumprimento dos objetivos estabelecidos no Art. 3º da Lei Rouanet. O inciso II é atendido por meio de ações formativas que transmitem conhecimentos e práticas culturais de natureza ancestral, fortalecendo o vínculo entre as novas gerações e os saberes de suas comunidades. O inciso V se materializa na preservação ativa da memória social e do patrimônio imaterial, por meio do registro, da prática e da circulação desses saberes. Já o inciso VII se concretiza por meio da democratização do acesso às atividades culturais, todas gratuitas e planejadas com critérios de acessibilidade, com foco na inclusão social e no alcance de públicos historicamente afastados dos circuitos tradicionais da produção cultural. Com essa abordagem integrada, o projeto reforça o papel da cultura como vetor de desenvolvimento humano e coesão social, ao mesmo tempo em que responde a uma demanda urgente de salvaguarda de manifestações culturais ameaçadas de desaparecimento. Trata-se, portanto, de uma ação comprometida com a diversidade cultural brasileira, que reconhece o valor dos saberes tradicionais como parte essencial da identidade nacional e como um legado vivo que deve ser protegido, compartilhado e transmitido.
Pré-produção (1 mês): Seleção de participantes jovens, chefs locais e locações; roteiro da série e da média-metragem.Execução (4 meses): Filmagens da série e média-metragem; realização de oficinas de audiovisual e gastronomia sustentável.Pós-produção (1 mês): Montagem, trilha, acessibilidade e veiculação digital do conteúdo com campanhas promocionais.
O projeto contempla a contrapartida social direta às comunidades envolvidas, promovendo não apenas a documentação, mas também o retorno do conteúdo produzido, por meio de exibições locais, oficinas e materiais pedagógicos. A equipe técnica será composta, prioritariamente, por profissionais da região Norte, com valorização de saberes locais e incentivo à formação de jovens em audiovisual e comunicação comunitária. Os projetos também contam com um Plano de Sustentabilidade que prevê parcerias com instituições públicas e privadas para continuidade da difusão dos conteúdos após o encerramento do ciclo financiado. Além disso, os produtos contarão com versões em inglês e espanhol, ampliando o alcance internacional e promovendo a culinária amazônica como expressão cultural relevante no cenário global. Por fim, todas as etapas de produção seguirão princípios de sustentabilidade ambiental, com práticas de filmagem de baixo impacto, compensação de emissões de carbono e uso de materiais biodegradáveis na produção gráfica e nos kits educativos.
Série documental: 5 episódios de 26 minutos com captação híbrida (terra e drone), trilha sonora original.Média-metragem: 15 minutos, formato híbrido com narrativa documental e ensaio visual.Oficinas de formação: 3 encontros com jovens (15 a 29 anos), carga horária total de 12h.Conteúdo com LIBRAS, audiodescrição, legenda e versão internacional (EN/ES).
ASSISTENTE DE CENOGRAFIA: César Nogueira - MontadorCésar Nogueira é fotógrafo, diretor de fotografia, montador e produtor cultural da Artrupe Produções. No audiovisual desde 2006, quando entrou no curso de jornalismo da UFAM, já fotografou curtas como "Terra Nova", "Enterrado no Quintal" e "A Menina do Guarda-Chuva", longas documentários como "Kandura" e "O Tukano e o Onça", clipes como "Lulu", da banda Luneta Mágica, a série de ficção para TV "Boto", premiada no Prodav 08/2015, da Ancine, e montou curtas como "O Barco e o Rio", "A Hespanhola" e dezenas de vídeos institucionais. Faz parte da equipe de imagem do site Amazônia Real, onde é responsável pela montagem de vídeos. Pós-graduado em artes visuais pelo Senac e em gestão e produção cultural pela UEA, Nogueira é autor do fotolivro "Centroso 092". Como profissional freelancer, já trabalhou para parceiros como ACNUR Brasil, Fundação Vitória Amazônica, Mongabay, Le Monde Diplomatique e PADF. Seu trabalho já apareceu em todas as regiões do Brasil, além de Japão, Estados Unidos, Grécia, Irã, Reino Unido e Canadá. CINEGRAFISTA: Orlando Júnior - Videomaker - Orlando Júnior tem 27 anos de experiência no audiovisual, é graduado em Comunicação Social/Jornalismo, em 2002, e pós-graduado em Comunicação Empresarial, em 2003, pelo Centro Universitário Nílton Lins (AM). Fez também pós-graduação em cinema pela escola Rizoma em 2022.Prestou serviços para a Rede Globo de Televisão, para o canal temático Amazon Sat e Rede Amazônica, onde trabalhou por 25 anos na função de repórter cinematográfico e supervisor de imagens. Foi instrutor da Fundação Rede Amazônica durante sete anos, nas disciplinas de Técnicas de Filmagem e Fundamentos de câmeras, para cursos de Locução, Apresentação, Produção de TV e Cinegrafia.Como realizador, fez os seguintes documentários:Medição Oficial do Pico da Neblina, expedição liderada pelo Instituto Militar deEngenharia e IBGE, em 2004.Caminhos de Orellana, expedição que saiu de Quito no Equador em direção a Belém do Pará, em julho de 2006.Rota Para o Pacífico, registrando a construção da estrada interoceânica, que liga Brasil ao Peru saindo de Rio Branco no Acre no ano de 2008. COORDENADOR DO PROJETO: Manuella Barros - jornalista, especialista em Gestão e Produção Cultural, atua na área de assessoria de comunicação, produção de conteúdo para diferentes plataformas, articulação de pautas, edição, revisão de textos, atendimento à imprensa e gestão de equipe. DIRETOR CINEMATOGRÁFICO: Jimmy ChristianDiretor e Roteirista de cinema - nasceu em Manaus no Amazonas no ano de 1973, graduado pela Universidade Federal do Amazonas em Ciências Sociais participou da fundação do Núcleo de Antropologia Visual (NAVI) 2006 por orientação da Professora Doutora Selda Vale. Defendeu a tese “Fotoetnografia do Beiradão Urbano”, abandonou a carreira de policial militar para se dedicar exclusivamente a fotografia tornando-se repórter fotográfico premiado com diversas exposições nacional e internacional. Atualmente tem se dedicado exclusivamente ao cinema desde 2006 quando produziu o primeiro curta "Beiradão Urbano" e vem realizando obras como 'Arapaima Gigas" 2010, "Fogo no Cerrado" 2013, "Bodó com Farinha" 2014, "Ruas de Rio 2015", o longa "Opala Conexão Amazônia" 2016, "Tucandeira" 2019, "Zico o Jabuti" 2020, "COVID" 2020, “O Pulo do Gato”2021, “Reflexus da Cheia” , “Desentupidor” e em fase de finalização o longa-metragem “MAWÉ”. DIRETOR DE ARTE:Michael Dantas - FotógrafoNatural de Manaus, Michael Dantas, 37, trabalha como repórter fotográfico há mais de 15 anos, período em que atuou em alguns dos principais veículos de comunicação da região Norte, além de colaborar com agências internacionais de notícias como a Associated Press (AP), Agence France-Presse (AFP) e a Reuters. As fotografias de Michael Dantas renderam ao jovem fotógrafo o Prêmio Megafone – Primeiro prêmio de ativismo brasileiro em 2022; o Pakuá – 1º Prêmio Brasileiro de Fotografia Aérea em 2020; a posição de finalista com duas fotografias no 42º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos; Prêmio Osvaldo Paquetá (Melhores do MMA nacional) em 2017; menção honrosa no Prêmio New Holland de Fotojornalismo de 2016; Prêmio Correios de Fotografia de 2014; além do Prêmio New Holland de Fotojornalismo de 2014 e de uma menção honrosa no Concurso Fotográfico Leica-Fotografe, em 2009. EDIÇÃO DE IMAGEM: JAYTH CHAVES NETO - EDITOR FINALIZADOR E MOTION GRAPHICS - Editor de vídeo certificado pela DRC - São Paulo desde 2013. Experiência no audiovisual em área jornalística, produções musicais, shows, lives e materiais institucionais, incluindo animações de VTs. Atualmente cursando a graduação de Design de Animação 3D na Faculdade Melies - São Paulo. No momento atual com projetos voltados à educação à distância e trabalhos institucionais, atuando com edição, finalização e animação (motion praphics / 2D / 3D). EDIÇÃO DE SOM: Bruno Kelly, fotógrafo e videomaker, formado em jornalismo, pela UNIVAP (Universidade do Vale do Paraíba). Se mudou para Manaus em 2009, onde desenvolve trabalhos para a agência internacional de noticias Reuters, a agência de jornalismo independente Amazônia Real e demais veiculos de imprensa do Brasil e exterior, além de ONGS que atuam em prol da floresta Amazônica e de suas populações tradicionais. Entre os prêmios já recebidos estão o prêmio HSBC/Jornalista e Cia de Sustentabilidade de 2012, com reportagem sobre o guaraná da Amazônia e o prêmio Sebrae de Jornalismo, em 2014, com reportagem sobre o manejo do Pirarucu. Em 2020 participou da exposição Luz do Norte, do Festival de Fotografia de Tiradentes e em 2021 lançou o livro, Arapaima, que retrata o manejo comunitário do Pirarucu, realizado pelas populações ribeirinhas do Amazonas. PRODUTOR MUSICAL: Fernando Crispim - Operador de Drone e Produtor Audiovisual - Com 13 anos de experiência em audiovisual, Fernando Crispim é técnico em técnico em Produção para Rádio e TV pela Fundação Rede Amazônica em 2010 e tecnólogo em Produção Audiovisual pela Universidade de Estado do Amazonas em 2016.Ao terminar o curso de Rádio e TV, foi contrato como editor de imagens no Amazon Sat em 2010, onde também fez seus primeiros trabalhos como editor, cinegrafista e produtor.Em 2013 passou a ser editor de imagens na então Secretaria de Estado Cultura do Amazonas (SEC), no projeto PRATICARTE de educação a distância voltado para o ensino de diferentes artes em Manaus e cidades do interior.Paralelo à SEC, inicializou serviços como freelancer em diversas áreas (clipes musicais, shows, documentários, institucionais, curta metragens, longa metragens) e funções (editor, cinegrafista, produtor, som direto, operador de drone) do audiovisual.Em 2014, juntamente com Orlando Júnior e Jayth Chaves Neto, fundou a La Xunga Produções, cujo objetivo sempre foi retratar a Amazônia e toda sua diversidade e beleza. SONOPLASTA: Empresa a ser contratada.
O projeto garantirá acessibilidade física sempre que houver realização de oficinas, exibições ou encontros presenciais, com a escolha de espaços que possuam rampas de acesso, banheiros adaptados e sinalização tátil para pessoas com deficiência visual, sempre que possível. Para atividades em comunidades tradicionais onde tais estruturas não existam, a equipe realizará adaptações temporárias para garantir a participação de todos, com apoio local. Em relação à acessibilidade de conteúdo, todos os produtos audiovisuais (série documental, curta-metragem, média-metragem, websérie e podcasts) contarão com: Tradução para LIBRAS (inserção de intérprete nos vídeos); Audiodescrição para pessoas com deficiência visual; Legenda descritiva (LSE) para surdos e ensurdecidos; Versões em formatos acessíveis (como texto em Braille digital e leitura em áudio para materiais educativos e e-books); Site e plataformas digitais com navegação adaptada para leitores de tela. Essas ações garantem que os conteúdos sejam compreensíveis e acessíveis a públicos diversos, promovendo inclusão cultural efetiva.
Os produtos culturais gerados pelo projeto terão distribuição gratuita e ampla, tanto no ambiente físico quanto no digital. A série documental, o curta-metragem, o média, os vídeos da websérie e os podcasts serão disponibilizados: Em plataformas públicas de streaming (como YouTube e Vimeo);Em canais de televisão educativa e cultural (TV Brasil, Futura, entre outros);Em redes sociais, com cortes e trechos adaptados para circulação em diferentes públicos e formatos.Além disso, cópias físicas (pendrives e DVDs) serão distribuídas gratuitamente para escolas públicas, bibliotecas comunitárias, centros culturais, universidades e secretarias de educação dos estados participantes. Para ampliar ainda mais o acesso, serão realizadas: Oficinas gratuitas de culinária, audiovisual e educação alimentar nas comunidades atendidas;Sessões abertas com exibição dos filmes em espaços comunitários, seguidas de rodas de conversa;Lives, palestras e transmissões ao vivo com chefs, pesquisadores e representantes das comunidades, com tradução simultânea em LIBRAS.Essas medidas garantem que o conhecimento gerado seja devolvido à sociedade de forma inclusiva, educativa e descentralizada.