Início: 31/03/2027Término: 31/12/2027Aceite: 26/09/2025
O projeto Roda Cultural _ Engenho do Mato nasce do desejo de fortalecer a juventude do território e valorizar sua potência criativa, conectando arte urbana, sustentabilidade e memória ancestral. A iniciativa propõe uma experiência imersiva que alia cultura, educação, inclusão e turismo comunitário, apresentando a região a partir do olhar dos próprios jovens moradores.
Temáticas abordadas nas atividades, classificação indicativa
Objetivos específicos:1 - Caminhada ecológica pela Serra da Tiririca: percurso guiado por jovens do território, abordando preservação ambiental e práticas sustentáveis, com versões adaptadas para diferentes públicos, garantindo acessibilidade física e sensorial, com visita às comunidades tradicionais do Quilombo do Grotão e da Pesca Artesanal da Resex Itaipu: vivência comunitária com almoço ancestral, resgatando saberes afro-brasileiros e caiçaras, oferecendo cardápios ancestrais e acessibilidade comunicacional (intérprete de Libras).2 - Oficinas e rodas de conversa: temas como meio ambiente, saúde mental, racismo e juventude, conduzidos por educadores e artistas, com participação de profissionais e jovens com deficiência, integrados à equipe como mediadores culturais.3 - Cine-debate na Biblioteca Comunitária: exibição de filmes sobre racismo, violência urbana e pobreza, com recursos de acessibilidade como legendas descritivas, audiodescrição e intérprete de Libras.4 - Roda Cultural: encontro artístico no território com DJs, batalhas de rima e shows de artistas convidados, em espaço preparado com sinalização tátil, área reservada para cadeirantes e tecnologia assistiva. (produto principal)5 - Transporte ( com acessibilidade) tipo City Tour: ônibus adaptados irão buscar grupos em pontos turísticos estratégicos de Niterói (Museu de Arte Contemporânea, Campo de São Bento, Praça Araribóia, etc.), conduzindo visitantes até o Engenho do Mato. Durante o trajeto, jovens guias do território apresentarão aspectos históricos e culturais, atraves das artes urban, transformando o deslocamento em parte da experiência.Objetivo geral:Fortalecer os jovens locais como protagonistas, valorizando sua voz, linguagem e visão crítica sobre o território.Garantir a inclusão de pessoas com deficiência tanto no público quanto na equipe, reconhecendo suas potencialidades e saberes.Estimular a construção de identidade e pertencimento, por meio do diálogo entre tradição e contemporaneidade.Integrar a experiência às temáticas do ENEM e do universo educacional, criando pontes entre arte, conhecimento e futuro.Dinamizar o fluxo turístico da região, conectando os pontos de interesse de Niterói ao território do Engenho do Mato, em um circuito cultural e sustentável.Celebrar a permanência e resistência da comunidade, fortalecendo redes de apoio e gerando oportunidades de trabalho e renda.
A realização do projeto Roda Cultural no bairro do Engenho do Mato, que tem a Serra da Tiririca como cenário ( uma área de especial interesse turístico) reforça a importância de temas como agroecologia, saberes tradicionais e economia solidária, utilizando a cultura urbana como linguagem para abordagem e transversalidade dos temas.Uma iniciativa que fomenta o desenvolvimento sustentável de maneira autêntica e cria impacto positivo duradouro, sobretudo, para os jovens da região. O projeto funciona como uma plataforma que considera a natureza e a cultura como ferramentas para criar um espaço de escuta, visibilidade e empoderamento de uma comunidade que tem sido historicamente marginalizada. A valorização turística e cultural neste verdadeiro santuário ecológico ao lado da cidade grande, cria um objetivo econômico para a preservação ambiental e a manutenção das tradições, além de oferecer uma plataforma concreta para formação e inserção profissional de jovens artistas da região. O bairro do Engenho do Mato oferece natureza e identidade cultural forte, pilar para desenvolver o turismo de base comunitária, no qual os visitantes têm contato direto com a história e o cotidiano do local, pois serão conduzidos a essa experiência pelos jovens artistas da comunidade. Esse modelo de turismo valoriza o conhecimento e o talento dos moradores, o que transforma a imagem do bairro, de um local de vulnerabilidade para um polo de cultura, turismo, criatividade e empreendedorismo.É um investimento estratégico na juventude do bairro, que previne e combate a violência, ocupando os jovens com atividades produtivas, promovendo inclusão e cidadania, gerando renda, empregos, movimentando a economia local, transformando a cultura em combustível de desenvolvimento sustentável. Ao abordar o território pelo viés das narrativas dos jovens artistas residentes, o projeto promove inovação e representatividade, aliando a cultura ao turismo e convidando a população a conhecer a região pela ótica de quem vive o território. Essa dinâmica não apenas valoriza identidades locais, mas também estimula o fluxo turístico: segundo o Ministério do Turismo, eventos culturais são responsáveis por atrair cerca de 30% dos visitantes domésticos e podem aumentar em até 20% a permanência média dos turistas em uma região. Quando associados à sustentabilidade, como neste caso, projetos culturais fortalecem a imagem do território, criam novas oportunidades de renda e estimulam cadeias produtivas locais ligadas à gastronomia, artesanato e serviços. Ao integrar a conscientização ambiental às formas de expressão da juventude e da comunidade, o projeto transforma o território em plataforma viva de memória e de inovação, em sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente os ODS 8 (trabalho decente e crescimento econômico) e ODS 11 (cidades e comunidades sustentáveis).A música e a dança, nesse contexto, quebram a formalidade e criam um ambiente receptivo e dinâmico para visitantes e moradores. A batalha de rimas, ao ser estruturada em torno de palavras-chave ligadas ao território e à sustentabilidade, torna-se um dispositivo pedagógico e turístico: além de valorizar a produção cultural da juventude local, cria experiências autênticas que atraem públicos diversos em busca de vivências originais. Estudos do Observatório de Turismo Cultural apontam que iniciativas dessa natureza contribuem para aumentar em até 25% a circulação econômica em bairros periféricos e históricos, ampliando tanto a autoestima comunitária quanto o reconhecimento externo. Dessa forma, cultura, turismo e sustentabilidade se entrelaçam, resultando em resultados mais significativos e duradouros para todos os envolvidos.
1. Planejamento e PreparaçãoReuniões iniciais de alinhamento da equipe.Definição de roteiros (caminhada, city tour, oficinas, cine-debate, roda cultural, quilombo).Adequação dos espaços e trilhas para acessibilidade física.Elaboração de materiais de comunicação acessíveis (braile, audiodescrição, Libras, linguagem simples).Contratação de intérpretes de Libras, audiodescritores e guias especializados.Produção de materiais de divulgação.2. Produção da Caminhada Ecológica pela Serra da TiriricaSeleção e treinamento de jovens guias do território.Sinalização acessível das trilhas (visual e tátil).Adaptação de trajetos para pessoas com mobilidade reduzida.Criação de materiais interpretativos acessíveis (áudio, braile, QR Codes).Realização das caminhadas ecológicas guiadas.3. Produção da Vivência no Quilombo do GrotãoArticulação com a comunidade quilombola.Elaboração do cardápio ancestral com versões acessíveis.Preparação de espaço físico (rampas, banheiros, mesas acessíveis).Contratação de intérprete de Libras para a vivência.Realização do almoço ancestral e atividades culturais.4. Produção das Oficinas e Rodas de ConversaDefinição de temas (meio ambiente, saúde mental, racismo, juventude).Seleção de educadores, artistas e jovens com deficiência como mediadores culturais.Adequação do espaço físico (mesas, cadeiras, sinalização tátil).Preparação de materiais acessíveis (PDFs, braile, legendagem).Realização das oficinas e rodas de conversa.5. Produção do Cine-Debate na Biblioteca ComunitáriaCuradoria dos filmes (temáticas de racismo, violência urbana, pobreza).Contratação de equipe de acessibilidade (legendas descritivas, audiodescrição, Libras).Preparação do espaço (poltronas acessíveis, circulação adequada).Divulgação da programação em formatos acessíveis.Exibição dos filmes e realização dos debates.6. Produção da Roda CulturalDefinição de artistas convidados, DJs e batalhas de rima.Montagem do espaço com acessibilidade (palco com rampa, área para cadeirantes, piso antiderrapante).Implementação de tecnologias assistivas (legendagem em tempo real, vibração sonora).Realização da Roda Cultural com transmissão acessível.7. Produção do Transporte City Tour AcessívelContratação de ônibus adaptados para cadeirantes.Definição de roteiros de visita (MAC, Campo de São Bento, Praça Araribóia, etc.).Formação de jovens guias para mediação cultural durante o trajeto.Produção de materiais acessíveis (mapa em braile, áudio, Libras).Realização do transporte guiado até o Engenho do Mato.8. Monitoramento e AvaliaçãoRegistro fotográfico e audiovisual com acessibilidade.Aplicação de questionários de satisfação em formatos acessíveis.Avaliação da participação da comunidade local e dos públicos com deficiência.Relatórios parciais e finais para prestação de contas.
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Projeto Pedagógico Resumido – Oficinas Temáticas1. Objetivo GeralPromover espaços de diálogo, reflexão e aprendizado crítico a partir de oficinas temáticas, abordando meio ambiente, saúde mental, racismo e juventude. As atividades buscam estimular consciência social, valorização da diversidade, fortalecimento de identidades e práticas sustentáveis, de forma inclusiva e acessível.2. Objetivos EspecíficosIncentivar a participação ativa de jovens e da comunidade local em processos de formação crítica e criativa.Contribuir para a conscientização sobre preservação ambiental e práticas sustentáveis.Promover debates sobre saúde mental, fortalecendo redes de apoio e cuidado coletivo.Refletir sobre o racismo estrutural e suas implicações na vida da juventude.Garantir acessibilidade física, comunicacional e sensorial, envolvendo profissionais e jovens com deficiência como mediadores culturais.3. MetodologiaAbordagem participativa: oficinas baseadas em diálogo, rodas de conversa e práticas coletivas.Aprendizagem vivencial: dinâmicas de grupo, expressão artística (teatro, música, grafite, poesia) e estudos de caso.Integração comunitária: valorização de saberes locais, narrativas de jovens e experiências pessoais.Acessibilidade: presença de intérpretes de Libras, materiais em braile, legendagem, audiodescrição e linguagem simples.4. Público-alvoJovens, educadores, artistas e comunidade em geral.Participação de pessoas com deficiência como público e como integrantes da equipe pedagógica.5. Estrutura das OficinasCada oficina terá duração média de 2 a 3 horas, com a seguinte dinâmica:Acolhimento – apresentação do tema e objetivos.Atividade central – dinâmica vivencial, artística ou prática pedagógica.Reflexão coletiva – roda de conversa mediada por educadores e jovens.Síntese e registro – sistematização do conteúdo em cartazes, relatórios colaborativos ou produções artísticas.Encerramento – avaliação acessível (questionários em formatos múltiplos).6. TemáticasMeio Ambiente: práticas sustentáveis no território, reciclagem, preservação da Serra da Tiririca.Saúde Mental: autocuidado, cuidado comunitário, impacto das redes sociais e do território na subjetividade.Racismo: racismo estrutural, identidades afro-brasileiras, juventude negra e resistência cultural.Juventude: participação social, direito à cidade, projetos de futuro e expressões culturais urbanas.7. Resultados EsperadosCriação de espaços seguros e inclusivos de diálogo.Formação de jovens como multiplicadores culturais.Produções artísticas e reflexões coletivas como memória das oficinas.Ampliação da consciência sobre sustentabilidade, saúde e direitos sociais.Fortalecimento da comunidade por meio da valorização da diversidade e da inclusão.
Pessoas responsáveis por elaborar estratégias de realização
Caminhada ecológica pela Serra da Tiririca, com: - Acessibilidade física;- rotas de baixo e médio esforço com versões adaptadas (trilhas suspensas, caminhos pavimentados ou de cascalho fino);- apoio de monitores para pessoas com mobilidade reduzida;- disponibilização de cadeiras de trilha (trail chair) e pontos de descanso cobertos;- acessibilidade de conteúdo;- guia em Libras acompanhando o grupo; - uso de QR Codes com acesso a áudios explicativos.Visita ao Quilombo do Grotão, com:- Acessibilidade física; - rampas ou piso regular para acesso aos espaços de convivência e ao refeitório;- mesas adaptadas para cadeirantes;- acessibilidade de conteúdo;- intérprete de Libras durante toda a vivência;- cardápio acessível fonte ampliada e leitura em voz alta;- contextualização cultural em formato multimídia (painel ilustrado, áudio e vídeo com legendas).Oficinas e rodas de conversa, com:- Acessibilidade física; - espaço amplo com circulação livre para cadeiras de rodas;- mobiliário adaptado (cadeiras confortáveis, mesas de altura regulável);- sinalização tátil indicando áreas do espaço;- acessibilidade de conteúdo;- intérprete de Libras e legendagem simultânea em telão;- materiais acessíveis em formatos digitais (PDF com leitura de tela, braile sob demanda);- incentivo à participação de jovens com deficiência como co-facilitadores.Cine-debate na Biblioteca Comunitária, com:- Acessibilidade física;- poltronas reservadas para cadeirantes e acompanhantes;- rotas de circulação acessíveis até o espaço da exibição;- acessibilidade de conteúdo;- exibição dos filmes com legendas descritivas e audiodescrição;- interpretação em Libras do debate e falas do público;- distribuição de resumos em linguagem simples e áudio.Roda Cultural, com: - Acessibilidade física;- palco com rampa de acesso;- área reservada e sinalizada para cadeirantes;- circulação livre no espaço;- acessibilidade de conteúdo;- intérprete de Libras presente no palco;- transmissão com legendagem em tempo real em telão;- materiais gráficos (flyers, programação) em versão digital acessível;- uso de tecnologia assistiva (aplicativo com vibração para acompanhamento rítmico por pessoas surdas).Transporte City Tour acessível, com:- Acessibilidade física;- ônibus adaptados com elevadores para cadeirantes;- assentos preferenciais reservados;- cintos de segurança e suportes específicos para fixação de cadeiras de rodas;- acessibilidade de conteúdo;- narração do percurso em áudio com audiodescrição das paisagens;- guia bilíngue com versão em Libras (em vídeo transmitido dentro do ônibus);- folheto ilustrado e em braile com mapa cultural do trajeto;- microfone com sistema de som de clareza para pessoas com baixa audição.
100% das atividades são gratuitas.