Início: 02/02/2027Término: 02/02/2028Aceite: 06/10/2025
O projeto propõe a implantação de ambientes culturais digitais equipados com tecnologias interativas e recursos multimídia, aliados a formações voltadas ao uso criativo dessas ferramentas na arte e na educação. A iniciativa busca estimular a produção cultural contemporânea, fortalecer a expressão artística de estudantes e educadores e ampliar o acesso à cultura digital em Cambé/PR, ao longo de 12 meses de oficinas, promovendo inovação, colaboração e integração entre escola e comunidade.
Não se aplica.
OBJETIVO GERAL: Promover o acesso à cultura digital e à inovação educacional em Cambé/PR, por meio da criação de espaços culturais tecnológicos e da realização de formações voltadas à valorização da identidade local e ao uso criativo das mídias digitais. O projeto visa fortalecer práticas artístico-pedagógicas e ampliar as possibilidades de expressão, produção cultural e aprendizado colaborativo, integrando as tradições e referências culturais do Norte do Paraná ao universo digital. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:- Desenvolver um programa de criação digital e cultura local, composto por 20 oficinas interativas de artes e mídias digitais, envolvendo 400 estudantes de escolas públicas de Cambé.- Implantar 2 Núcleos Criativos de Cultura Digital em escolas públicas do município, destinados à experimentação artística, audiovisual e tecnológica, estimulando o protagonismo de crianças e adolescentes.- Capacitar 40 educadores da rede pública em práticas de mediação cultural, inovação pedagógica e uso de tecnologias digitais aplicadas à valorização das referências culturais de Cambé e do Norte do Paraná.- Produzir coletivamente obras digitais, vídeos e representações virtuais inspiradas em histórias, espaços e expressões artísticas do território cambeense, resultando em um museu digital comunitário que registre e difunda a identidade cultural local.
A presente proposta nasce do compromisso com o fortalecimento da cultura digital e da inovação educacional em Cambé/PR, município cuja trajetória histórica está marcada pelo protagonismo comunitário e pelo investimento contínuo em educação e desenvolvimento social. Reconhecida por suas raízes agrícolas e pelo processo de urbanização que valorizou o trabalho coletivo e o acesso ao conhecimento, Cambé se encontra hoje diante de um novo desafio histórico: integrar plenamente a cultura digital ao cotidiano escolar, promovendo a expressão artística e a cidadania cultural em sintonia com as transformações do século XXI.A proposta dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, especialmente com o ODS 4 (Educação de Qualidade), ao propor ambientes que favoreçam o aprendizado criativo e inclusivo; o ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), por incentivar o uso responsável das tecnologias digitais; e o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), ao fortalecer espaços de convivência e produção cultural no ambiente escolar e comunitário. A iniciativa também se conecta ao ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação), por estimular a cooperação entre poder público, instituições culturais e comunidade local.A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece como competência geral o domínio da cultura digital e o desenvolvimento da capacidade de expressão artística, crítica e criativa. No entanto, dados do Centro de Inovação para Educação Brasileira (CIEB, 2023), por meio do Guia Edutec Diagnóstico, revelam que grande parte das escolas públicas brasileiras ainda se encontra em níveis iniciais de integração tecnológica e cultural. Essa realidade reforça a urgência de políticas que articulem educação, cultura e inovação de forma efetiva, ampliando o acesso às linguagens digitais como meios de criação e difusão cultural.Em Cambé, a iniciativa propõe criar espaços culturais tecnológicos que funcionarão como polos de experimentação artística, formação docente e produção colaborativa, fortalecendo a cultura local e aproximando os jovens das expressões culturais contemporâneas mediadas pela tecnologia. As ações formativas, voltadas a educadores e estudantes, incentivarão a autoria, o pensamento crítico e o uso criativo das mídias digitais, estimulando a construção de projetos culturais que representem a diversidade e a identidade local.O projeto, portanto, propõe uma integração entre políticas públicas de educação e cultura, reconhecendo a escola como território de criação e difusão artística. Ao promover oficinas, laboratórios e eventos culturais digitais, a proposta amplia o acesso à cultura e fortalece a fruição e produção cultural em rede, articulando arte, tecnologia e cidadania.A execução do projeto via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91) se justifica por seu caráter essencialmente cultural e formativo. A iniciativa contribui para:- Estímulo à produção e difusão cultural no ambiente escolar e comunitário;- Promoção do acesso democrático à cultura digital e às artes;- Valorização da formação de agentes culturais e educadores como mediadores culturais; e- Criação de bens culturais imateriais (experiências, práticas, conteúdos digitais e audiovisuais).Dessa forma, o projeto se enquadra nos dispositivos legais da referida lei, em especial:Art. 1º, incisos I _ estimular a produção, a distribuição e o acesso aos produtos culturais; e III _ proteger as expressões culturais nacionais e regionais;e Art. 3º, incisos I e II, que visam à democratização do acesso aos bens culturais e ao estímulo à produção cultural inovadora.Ao fomentar a cultura digital como expressão artística e instrumento de inclusão, a proposta reafirma Cambé como território de inovação e cultura, transformando a educação em ponte viva entre tradição, tecnologia e futuro.
ETAPA 1 – PRÉ-PRODUÇÃO (3 meses) Mês 1 – Planejamento e articulação local • Alinhamento com a equipe gestora e as escolas participantes; • Definição dos Núcleos Criativos de Cultura Digital; • Levantamento das condições de infraestrutura (espaço, conectividade e segurança elétrica); • Início das tratativas administrativas e de comunicação institucional. Mês 2 – Preparação dos espaços culturais tecnológicos • Adequação e ambientação dos espaços nas escolas; • Aquisição e instalação inicial de equipamentos e mobiliário; • Desenvolvimento da identidade visual e materiais de ambientação cultural; • Atividades administrativas e de gestão técnica. Mês 3 – Estruturação dos Núcleos Criativos • Montagem e testes de infraestrutura tecnológica; • Instalação de softwares e ferramentas digitais para uso educacional e artístico; • Finalização da ambientação dos espaços; • Testes de conectividade e segurança; • Atividades administrativas. ETAPA 2 – EXECUÇÃO (5 meses) Mês 4 – Formação inicial de educadores e equipe local • Montagem definitiva dos equipamentos e mobiliário; • Formação presencial introdutória (8h) sobre cultura digital e metodologias criativas; • Início da trilha formativa online (Módulo 1 – 20h); • Atividades de coordenação e acompanhamento. Mês 5 – Formação continuada e práticas colaborativas • Desenvolvimento do Módulo 2 da trilha formativa (25h); • Exploração de ferramentas digitais para expressão artística e produção audiovisual; • Orientação sobre uso pedagógico e criativo de tecnologias; • Atividades administrativas e acompanhamento pedagógico. Mês 6 – Criação e experimentação digital • Conclusão da trilha formativa (Módulo 3 – 25h); • Início das práticas experimentais nas escolas; • Ações de acessibilidade e inclusão digital; • Atividades administrativas. Mês 7 – Encontro Cultural “Cambé Criativa” • Oficinas temáticas e mostra de experiências; • Encontro presencial de integração entre educadores e estudantes; • Socialização das produções culturais desenvolvidas; • Atividades administrativas. Mês 8 – Implementação de projetos culturais escolares • Aplicação dos projetos pedagógicos e artísticos com os estudantes; • Produção de vídeos, obras digitais e registros do processo; • Acompanhamento técnico e pedagógico; • Atividades administrativas. ETAPA 3 – PÓS-PRODUÇÃO (4 meses) Mês 9 – Monitoramento e suporte • Acompanhamento dos projetos implementados; • Coleta de registros e indicadores de impacto; • Atividades administrativas. Mês 10 – Consolidação e certificação local • Acompanhamento das formações concluídas; • Apoio à certificação dos participantes e reconhecimento institucional; • Atividades administrativas. Mês 11 – Compartilhamento e projeção • Criação do acervo digital “Cultura de Cambé em Rede”; • Divulgação de boas práticas e resultados; • Planejamento de novas ações culturais digitais; • Atividades administrativas. Mês 12 – Encerramento e avaliação • Avaliação do impacto do projeto junto a professores e estudantes; • Relatório técnico e cultural final; • Prestação de contas; • Atividades administrativas.
O programa de formação contará com 56 horas de atividades on-line síncronas voltadas aos professores participantes, com foco na mediação cultural, criação artística e uso criativo das tecnologias digitais aplicadas à educação e à cultura. A estrutura curricular está organizada em seis trilhas temáticas, que abordam diferentes dimensões da cultura digital e da inovação pedagógica:Cultura Digital e Narrativas Interativas: exploração de ambientes virtuais e ferramentas criativas para o desenvolvimento de projetos culturais, construção de narrativas visuais e expressão artística colaborativa.Metodologias Criativas para a Cultura: uso de abordagens ativas e ensino híbrido na produção de conteúdos artísticos, realização de exposições virtuais e criação de oficinas culturais integradas ao currículo escolar.STEAM Cultural: integração de ciência, tecnologia, arte e matemática para elaboração de projetos interdisciplinares que estimulem a investigação, a criatividade e a experimentação estética.Educação, Acessibilidade e Cultura: desenvolvimento de práticas culturais inclusivas, com metodologias que valorizem a diversidade, a experiência sensorial e a participação ativa de diferentes públicos.Certificação e Valorização Cultural: formação voltada ao reconhecimento de boas práticas em mediação cultural e inovação educativa, estimulando o protagonismo docente e a qualificação profissional.Inteligência Artificial e Criatividade: introdução a conceitos de inteligência artificial aplicada à arte e à cultura, promovendo a criação de conteúdos digitais, narrativas criativas e novas formas de expressão cultural.Complementarmente, serão realizadas 24 horas de encontros presenciais com consultores culturais, voltados ao acompanhamento dos projetos artísticos escolares e à troca de experiências entre professores, estudantes e comunidade.Como recurso adicional, o projeto contará com um portal cultural digital, que oferecerá cursos assíncronos e materiais de apoio sobre temas ligados à cultura digital, à arte e à educação criativa, ampliando o alcance e o impacto formativo da iniciativa.
O projeto será desenvolvido pela empresa Big Brain e uma equipe multidisciplinar com sólida experiência em educação, cultura digital, tecnologia e gestão de projetos. A coordenação ficará a cargo de profissionais mestres e especialistas em tecnologias educacionais, com atuação em políticas públicas, formação docente e inovação pedagógica.A equipe técnica é composta por consultores em tecnologia educacional com certificações internacionais (Microsoft, Google, Azure) e experiência em realidade virtual, gamificação, inteligência artificial e acessibilidade digital. A gestão será conduzida por profissional especializado em metodologias ágeis, assegurando eficiência e qualidade na execução.Contará ainda com analistas de marketing e comunicação, responsáveis pela divulgação e engajamento comunitário, e analistas de TI, encarregados da infraestrutura digital e do suporte técnico.Essa composição garante excelência técnica e relevância cultural, promovendo a integração entre arte, tecnologia e educação em todas as etapas do projeto.
O projeto vai utilizar recursos nativos para promover a inclusão de estudantes e professores com necessidades específicas, sendo eles: PCD INTELECTUAL/ VISUAL: Leitor Imersivo (Immersive Reader): Auxilia alunos com dislexia, déficit de atenção e baixa visão. Permite personalizar o espaçamento, cor de fundo, leitura em voz alta e dividir sílabas. Copilot com acessibilidade: Ajuste automático de linguagem clara, simplificação de textos e criação de recursos pedagógicos adaptados. Contraste alto e modo escuro: Configurações do Windows e aplicativos para pessoas com baixa visão ou sensibilidade à luz. PCD FÍSICO: Dictate: Recurso de digitação por voz no Word, PowerPoint e Outlook, essencial para estudantes com dislexia ou deficiência motora. PCD AUDITIVO: Legendagem automática (Live Captions): Em Teams e PowerPoint, para acessibilidade de surdos e deficientes auditivos. Navegação por teclado e leitores de tela: Compatibilidade com JAWS, NVDA e Narrador.
Com o propósito de assegurar a participação ampla e inclusiva da comunidade escolar e promover a democratização da cultura digital em Cambé, o projeto adotará as seguintes estratégias:Acesso gratuito e caráter educativo: Todas as atividades formativas e culturais serão totalmente gratuitas, garantindo a participação de estudantes e educadores das escolas públicas do município, sem restrições econômicas.Divulgação comunitária e institucional: A mobilização dos participantes será feita por meio das escolas da rede municipal e estadual, além de parcerias com instituições culturais e organizações sociais locais, ampliando o alcance do projeto e fortalecendo o vínculo com a comunidade cambeense.Flexibilidade e inclusão na programação: As oficinas ocorrerão em diferentes turnos e dias da semana, inclusive no contraturno escolar, possibilitando a adesão de públicos com distintas rotinas e necessidades, inclusive professores que atuam em mais de uma escola.Em conformidade com o Artigo 46, inciso III da IN 23/2025, o projeto oferecerá 100% de gratuidade com caráter social e educativo. Atendendo também ao Artigo 47, inciso VI, a iniciativa contemplará ações culturais voltadas prioritariamente a crianças, adolescentes, jovens e seus educadores, contribuindo para a ampliação do acesso à cultura digital e para o fortalecimento das práticas educativas locais.