Início: 01/03/2027Término: 01/03/2028Aceite: 09/10/2025
O VibrArte: Festival de Arte, Criatividade e Cultura é um projeto de circulação artística e formativa voltado à ampliação do acesso às artes visuais e ao fortalecimento da economia criativa no Paraná. Em sua primeira edição, o festival será realizado em Curitiba/PR e Jacarezinho/PR, articulando dois contextos culturais distintos do estado. A programação gratuita reunirá mostras de arte, feiras de economia criativa, oficinas e palestras, promovendo o encontro entre artistas, produtores, educadores e público. Com ênfase na diversidade, o projeto incorpora medidas de acessibilidade e sustentabilidade, assegurando a participação de pessoas com deficiência e de grupos diversos. Ao aproximar arte, educação e empreendedorismo criativo, o VibrArte contribui para a descentralização da oferta cultural, fomenta redes colaborativas entre capital e interior e se consolida como um espaço de referência na valorização das produções regionais e no fortalecimento da cena artística paranaense.
O VibrArte: Festival Itinerante de Arte, Criatividade e Cultura propõe um ciclo de atividades artísticas e formativas em duas cidades do Paraná — Curitiba/PR e Jacarezinho/PR —, articulando ações de difusão, formação e fomento à economia criativa. A programação inclui exposição de artes visuais, feira de economia criativa, oficinas formativas e palestras públicas, todas com acesso gratuito e medidas de acessibilidade integradas.A exposição itinerante reunirá entre 10 e 15 artistas por cidade, sob a curadoria de 1 profissional local, com duração de 4 semanas. A mostra contará com visitas guiadas voltadas a escolas, universidades e grupos comunitários, além de sessões sensoriais para pessoas com deficiência visual. O conjunto das ações será documentado em um catálogo digital acessível (PDF tagueado), reunindo registros das obras, textos curatoriais e materiais pedagógicos.As oficinas formativas, com duração média de 3 horas, terão turmas de 12 a 15 participantes, assegurando acompanhamento pedagógico e espaço adequado. As oficinas realizadas em cada cidade resultarão em uma apostila digital gratuita e acessível, com síntese dos conteúdos, exercícios práticos e referências. Já as palestras, terão caráter ampliado, duração média de 2 horas e público estimado entre 20 e 30 pessoas por edição, reunindo convidados locais para discutir temas ligados às artes visuais, à produção cultural e à economia criativa.A feira de economia criativa integrará a programação em cada cidade, reunindo até 15 expositores selecionados por chamada pública. Os estandes serão cedidos gratuitamente e parte deles contará com bolsas ou subsídios destinados a empreendedores culturais de baixa renda, fortalecendo a diversidade e representatividade da produção criativa local.O festival prevê ainda a produção e difusão de conteúdos digitais, incluindo registros das oficinas e materiais educativos, disponibilizados gratuitamente nas redes do projeto. Todas as atividades seguirão as diretrizes da Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência), garantindo recursos de audiodescrição, Libras e legendagem quando necessário, assegurando o pleno acesso às ações culturais do projeto.
Objetivo Geral Promover o acesso às artes visuais e fortalecer a economia criativa no Paraná por meio da realização em Curitiba/PR e Jacarezinho/PR, integrando mostras de arte, feiras de economia criativa e ações formativas voltadas à valorização da produção local e ao intercâmbio entre capital e interior. Objetivos Específicos - Realizar 2 exposições de arte — em Curitiba/PR e Jacarezinho/PR —, reunindo de 10 a 15 artistas selecionados por curadorias locais, valorizando a diversidade de trajetórias, técnicas e discursos artísticos; - Realizar visitas guiadas agendadas voltadas a escolas, universidades e grupos comunitários durante o período expositivo, estimulando a formação de público e o acesso qualificado à arte contemporânea; - Organizar 2 feiras de economia criativa, com até 15 expositores por cidade, promovendo o fortalecimento de produções autorais e empreendimentos culturais locais; - Desenvolver 2 oficinas formativas — em Curitiba/PR e Jacarezinho/PR —, com turmas que priorizem estudantes, pessoas de baixa renda e representantes de comunidades tradicionais; - Promover 4 palestras — em Curitiba/PR e Jacarezinho/PR —, com temas relacionados às artes visuais, produção cultural e economia criativa; - Produzir e disponibilizar um catálogo digital reunindo registros das exposições e materiais pedagógicos relacionados às oficinas e palestras de livre acesso; - Implementar medidas de acessibilidade e sustentabilidade em todas as etapas do projeto, garantindo condições equitativas de participação e adoção de práticas responsáveis; - Estimular o intercâmbio cultural entre artistas e instituições de Curitiba/PR e Jacarezinho/PR, fortalecendo redes criativas e promovendo a circulação de conhecimento e experiências entre diferentes regiões do estado.
A realização do VibrArte: Festival Itinerante de Arte, Criatividade e Cultura justifica-se pela necessidade de ampliar o acesso da população às artes, descentralizar a oferta cultural e fortalecer a economia criativa no Paraná. Apesar de o estado contar com polos culturais relevantes, a circulação de artistas, obras e atividades formativas permanece concentrada em regiões centrais, limitando a democratização da fruição cultural e o desenvolvimento de públicos em cidades fora do eixo. Ao propor um circuito itinerante e gratuito, o projeto busca superar essas desigualdades, promovendo um espaço de encontro entre diferentes gerações, linguagens e comunidades, articulando fruição, formação e valorização da diversidade cultural.O projeto está em plena consonância com os objetivos do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), instituído pela Lei nº 8.313/1991 (Lei Rouanet), ao facilitar o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais (art. 1º, inciso I), promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais (art. 1º, inciso II), e apoiar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus criadores (art. 1º, inciso III). Ao integrar ações formativas, expositivas e de fomento à economia criativa, o VibrArte também se alinha às diretrizes do art. 3º da referida lei, que prevê o incentivo à formação artística e cultural (inciso I), o fomento à produção e difusão das artes por meio da realização de exposições, feiras e festivais de arte (inciso II, alínea c), e o estímulo ao conhecimento e à circulação dos bens culturais, com distribuição gratuita e pública de conteúdos e atividades (inciso IV, alínea a). Dessa forma, o projeto concretiza os fundamentos legais do Pronac, promovendo a formação de público, o desenvolvimento de agentes culturais locais e a valorização das expressões artísticas regionais.Sendo assim, destacamos que a escolha pela via do incentivo fiscal é essencial para garantir a qualidade técnica e a gratuidade de todas as atividades, viabilizando a cobertura de custos como cachês artísticos, montagem expositiva, equipe técnica, comunicação, acessibilidade e registro audiovisual de toda a programação. A execução seguirá integralmente os parâmetros da Instrução Normativa MinC nº 23/2025, contemplando plano de trabalho detalhado, orçamento compatível, medidas de acessibilidade e indicadores de monitoramento e avaliação.O projeto também se insere no escopo das metas do Plano Nacional de Cultura (PNC), ao fomentar a diversidade cultural, a descentralização territorial das políticas culturais e a formação crítica do público. Adicionalmente, articula-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS/ONU), especialmente ao ODS 4 (Educação de Qualidade), por meio de sua dimensão formativa; ao ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), ao estimular o empreendedorismo criativo; ao ODS 10 (Redução das Desigualdades), ao promover ações inclusivas e acessíveis; ao ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), ao ocupar equipamentos culturais com propostas educativas; e ao ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis), por meio de práticas sustentáveis em sua produção.Dessa forma, o VibrArte não se configura apenas como um evento artístico, mas como uma iniciativa estratégica de desenvolvimento cultural e social, que promove a circulação de obras e artistas, estimula a economia criativa, valoriza manifestações tradicionais e contemporâneas e contribui para a formação de públicos críticos e diversos. Em diálogo com a normativa cultural brasileira, o projeto se apresenta como um instrumento de fortalecimento da cena artística regional e de consolidação de uma política cultural comprometida com o direito de todos à arte e à cultura.
1) PRÉ-PRODUÇÃO Duração: 3 meses- Elaboração do plano operacional e financeiro, definindo cronograma detalhado e responsabilidades da equipe;- Contratação da equipe técnica, curadores(as), consultores e prestadores de serviços especializados;- Elaboração e lançamento das chamadas públicas para seleção de artistas e expositores, com critérios transparentes e regionalmente representativos;- Definição dos espaços parceiros nas cidades de Curitiba e Jacarezinho, incluindo adequações técnicas, estruturais e de acessibilidade;- Criação da identidade visual e dos materiais de comunicação inicial, alinhados à identidade institucional do projeto;- Planejamento logístico do festival (transporte de obras, seguros, hospedagem e alimentação da equipe e convidados);- Contratação de fornecedores (gráfica, audiovisual, transporte, intérpretes de Libras e serviços de acessibilidade);- Mobilização de parceiros locais — universidades, centros culturais e secretarias municipais de cultura — para apoio na execução e divulgação das atividades.2) EXECUÇÃODuração: 6 meses – 3 por cidade- Exposições de Artes Visuais: montagem com infraestrutura acessível e acompanhamento curatorial, abertura oficial e realização de visitas guiadas;- Oficinas Formativas: realização das oficinas (turmas de 12 a 15 participantes), elaboração de apostila digital acessível e emissão de certificados;- Palestras: realização de encontros com convidados locais e nacionais, abordando temas relacionados à arte, cultura e economia criativa;- Feira de Economia Criativa: montagem dos estandes, coordenação dos empreendedores participantes e concessão de bolsas/subsídios a expositores de baixa renda;- Implementação integral das medidas de acessibilidade, conforme a Lei nº 13.146/2015 e a IN MinC nº 23/2025 (intérpretes de Libras, audiodescrição, sinalização acessível e materiais em formatos digitais compatíveis com leitores de tela);- Registro audiovisual das atividades (fotografia, vídeo e entrevistas) para fins de documentação e difusão posterior;- Divulgação contínua em mídias digitais, imprensa local/regional e canais institucionais, assegurando ampla visibilidade e engajamento do público.3) PÓS-PRODUÇÃODuração: 3 meses- Compilação e análise dos resultados alcançados (participação presencial e digital, número de artistas e expositores, indicadores de acessibilidade);- Produção do catálogo digital acessível, reunindo obras, textos curatoriais, registros das oficinas e materiais pedagógicos;- Organização e disponibilização dos registros audiovisuais em plataformas digitais de acesso público e gratuito;- Prestação de contas final junto ao Ministério da Cultura, incluindo contratos, notas fiscais, relatórios de acessibilidade e registros técnicos.
O VibrArte será realizado em parceria com instituições locais, como centros culturais, universidades e secretarias municipais de cultura, garantindo logística adequada, mobilização de público e integração territorial. Será implementado um sistema de avaliação e monitoramento com formulários digitais e presenciais aplicados junto ao público, artistas e expositores. Os dados coletados gerarão indicadores qualitativos e quantitativos agregados ao relatório final, permitindo mensuração de resultados e aprimoramento de futuras edições.
1. Exposição Itinerante de Artes Visuais (Produto principal)Descrição: Mostra coletiva itinerante em 2 cidades do Paraná (Curitiba/PR e Jacarezinho/PR), reunindo entre 10 e 15 artistas selecionados por chamada aberta em cada local, sob curadoria de 1 profissional por cidade. Durante o período expositivo, serão realizadas visitas guiadas voltadas a escolas, universidades e grupos comunitários, estimulando a formação de público e o acesso qualificado à arte contemporânea. Ao final do projeto, será publicado um catálogo digital reunindo registros e desdobramentos das exposições e atividades.Quantidade/Duração: 2 exposições (1 por cidade), com duração de 4 semanas cada.Público estimado: cerca de 400 pessoasRequisitos técnicos: Espaço expositivo com iluminação adequada, painéis ou paredes para fixação de obras, mobiliário de apoio e equipe de montagem e desmontagem.Entregáveis: Exposição aberta ao público por 4 semanas em cada cidade, registro fotográfico, relatórios de público visitante e visitas guiadas realizadas e catálogo digital publicado.Acessibilidade: Vistoria prévia dos espaços para verificação das condições de acessibilidade arquitetônica; audiodescrição das legendas e textos curatoriais (via QR Code); sinalização acessível; visitas guiadas com intérprete de Libras quando necessário; catálogo digital em formato acessível (PDF tagueado). 2. Feira de Economia CriativaDescrição: Feira voltada à circulação de produtos criativos e empreendimentos culturais locais, reunindo artes visuais, design, literatura, moda autoral, artesanato e gastronomia. A atividade busca estimular a economia criativa regional, valorizar saberes tradicionais e aproximar produtores culturais do público.Quantidade/Duração: 2 feiras (1 por cidade), realizadas em 1 fim de semana (2 dias cada).Público estimado: cerca de 200 pessoasRequisitos técnicos: Espaço amplo com circulação acessível, cobertura parcial (tendas ou auditório), estandes para até 15 empreendedores, mesas, cadeiras, energia elétrica, iluminação, segurança, limpeza e banheiros acessíveis.Entregáveis: Feira realizada em cada cidade, registro audiovisual, relatório de público e lista de empreendedores participantes.Acessibilidade: Circulação livre entre estandes, mobiliário acessível a cadeirantes, sinalização em fonte ampliada e pictogramas, materiais de divulgação digitais acessíveis. Bolsas ou subsídios garantidos a empreendedores de baixa renda. 3. Oficinas formativasDescrição: Oficinas voltadas à formação e à troca de conhecimentos nas áreas de artes visuais, economia criativa e produção cultural. As atividades serão realizadas em turmas reduzidas, garantindo acompanhamento pedagógico qualificado. Cada oficina resultará em uma apostila digital gratuita, com conteúdo acessível.Quantidade/Duração: 2 oficinas (1 por cidade), com duração de 3 horas cada.Público estimado: de 12 a 15 participantes por oficina Requisitos técnicos: Sala com mesas, cadeiras, ventilação, iluminação adequada, materiais de consumo específicos (conforme conteúdo que será abordado), projetor multimídia e acessibilidade física.Entregáveis: Realização das oficinas, apostila digital, registro fotográfico, lista de presença e certificados digitais.Acessibilidade: Reserva mínima de 30% das vagas para estudantes, pessoas de baixa renda e representantes de comunidades tradicionais; materiais em fonte ampliada; apostila em formato acessível (PDF tagueado); intérprete de Libras; atendimento inclusivo e espaços acessíveis para cadeirantes. 4. PalestrasDescrição: Atividades formativas de caráter ampliado, abordando temas relacionados às artes visuais, economia criativa e produção cultural. Conduzidas por convidados, promovem a reflexão e o diálogo entre profissionais e público.Quantidade/Duração: 4 palestras (2 por cidade), com duração média de 2 horas cada.Público estimado: de 30 a 50 participantes por palestraRequisitos técnicos: Auditório ou espaço multiuso com cadeiras, mesa, microfones, sistema de som, projetor multimídia e climatização simples.Entregáveis: Palestras realizadas em cada cidade, registro audiovisual, relatórios de participação e certificados digitais.Acessibilidade: Intérprete de Libras em todas as atividades, espaço acessível a cadeirantes e sinalização inclusiva.
Milena Carolina Ribeiro (proponente/coordenação do projeto): Milena Carolina Ribeiro (Curitiba-PR, 1995) é produtora cultural, pesquisadora e cofundadora da MITHS Produções Culturais, onde atua na elaboração, gestão e acompanhamento de projetos culturais. Tem experiência em escrita de projetos, curadoria e organização de eventos institucionais. Atuou no Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), integrando a equipe de produção durante a residência técnica na Secretaria da Cultura do Estado do Paraná. É bacharela em História, Memória e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), mestre e doutoranda em História pelo PPGHIS-UFPR, e especialista em Gestão Cultural pela UNESPAR.Thais Cristina Wroblewski (Produtora Executiva - Curitiba/PR): Thais Cristina Wroblewski (Curitiba-PR, 2001) é produtora cultural, artista visual e pesquisadora. Cofundadora da MITHS Produções Culturais, atua na concepção, produção executiva e difusão de projetos que articulam arte, memória e educação. Trabalhou no Setor Educativo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR) e em parceria com a Associação dos Amigos do mesmo museu (AAMAC), colaborando no planejamento e na realização de projetos e eventos culturais. Atualmente, integra o Núcleo de Comunicação e Difusão Cultural do Museu de Arte da UFPR (MusA-UFPR). É bacharela em Artes Visuais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestranda em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da mesma instituição (PPGHIS-UFPR).Mariana Ponciano Ribeiro Rennó (Produção Executiva - Jacarezinho/PR): Mariana Rennó e doutoranda em História Cultural (UNESP), Mestre em História Social (UEL), Especialista em Gestão Cultural (UNESPAR). Já atuou em equipamentos culturais do município de Jacarezinho, como: Museu de Arte e Cultura Popular do Norte do Paraná, Galpão Cultural Romano Nunes Cabelo, Centro de Documentação Histórica (CEDHIS) e Biblioteca da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Possui experiência em mediação cultural, arte educação e produção cultural, desenvolvendo diversos eventos e ações culturais junto a Universidade, ao SESC e a Prefeitura de Jacarezinho, como: Mostra de Arte e Cultura Afro-Brasileira, (Exposições, Palestras, Encontros, Festivais, Feiras de Artesanato e Saraus); Tenda UENP TALENTOS (Mostra artística da Universidade); Encena e Conexão Encena (Mostra de Teatro de Jacarezinho e do Norte do Paraná); Feira da Cultura (reunião de projetos culturais da cidade de Jacarezinho), entre outros. Ademais tem se articulado junto à coletivos culturais, viabilizando ações que visam a descentralização, a democratização cultural e o fortalecimento da Cultura Viva, como: Escola de Samba Acadêmicos Capiau, Coletivo Toneladas de Maracatu e Batalha da Zero43. Barbara Haro (designer): Barbara Haro (1996) é mestranda do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da UNESPAR, na linha de pesquisa Processos Criativos Contemporâneos. Formada em Licenciatura em Artes Visuais pela UNESPAR Curitiba Campus I - EMBAP, possui especialização em Gestão Cultural pela mesma universidade. Atua como artista e designer, faz parte do grupo artístico Em-cadeia e desenvolve sua poética abordando relações afetivas e de memória, traçando relações entre as mulheres da sua família e seu papel social. Em parceria com Luiza Urban, coordenou as atividades do Núcleo de Pintura da APAP/PR (Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná) e idealizou e organizou o 1° e 2° Epílogo. Atuou como professora voluntária em oficinas de artes em Almirante Tamandaré, desenvolvendo iniciativas como o Concurso de Artes do Tanguá e a exposição resultante no Espaço Cultural Francisco Wosch. Participou da residência artística no Museu Casa Alfredo Andersen em 2020 e possui uma obra no acervo do Centro Cultural Câmara dos Deputados, em Brasília. Integrou o Projeto de Desenvolvimento Permanente de Experimentação Artística do SESC Paço da Liberdade no período de 2022 à 2023.
A acessibilidade constitui um eixo estruturante do VibrArte: Festival de Arte, Criatividade e Cultura, entendida como condição indispensável para o exercício pleno dos direitos culturais e para a participação equitativa de todos os públicos. Em conformidade com a Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência) e com a Instrução Normativa MinC nº 23/2025 — especialmente os arts. 42 a 45, que tratam das medidas de acessibilidade, comunicação e divulgação acessíveis —, o projeto adota ações compatíveis com suas características técnicas e linguagens artísticas, contemplando os aspectos arquitetônico, comunicacional e de divulgação.No aspecto arquitetônico (art. 42, inciso I, da IN nº 23/2025), todas as atividades do festival — exposições, feiras, oficinas e palestras — serão realizadas em equipamentos culturais que já disponham de infraestrutura adequada, incluindo rampas, sanitários acessíveis, piso tátil e circulação livre, por exemplo. Antes da execução de cada etapa, a equipe técnica do projeto realizará vistoria nos espaços para verificar a adequação dos acessos, sinalização e rotas de circulação, implementando, quando necessário, adaptações como sinalização provisória e monitores de apoio. Essas medidas asseguram autonomia, segurança e conforto às pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos, garantindo igualdade de condições no acesso às atividades.No campo comunicacional e de conteúdo (art. 42, inciso II, e art. 44, inciso II, da IN nº 23/2025), o projeto promove acesso equitativo à informação, com a disponibilização de intérpretes de Libras para a realização das palestras, e, quando houver inscrição prévia de participantes surdos ou com deficiência auditiva, os serviços serão garantidos em todas as etapas necessárias. Além disso, as duas exposições contarão com etiquetas de legendagem e audiodescrição das obras, acessíveis por QR codes. Já o catálogo digital e demais materiais pedagógicos serão produzidos em PDF tagueado, com fonte ampliada, contraste adequado e compatibilidade com leitores de tela, garantindo pleno acesso. Além disso, a equipe de produção e mediação receberá capacitação específica em atendimento inclusivo e acessibilidade atitudinal, promovendo o respeito às diferenças e à diversidade de corpos, percepções e formas de comunicação.No aspecto de comunicação e divulgação acessíveis (art. 42, inciso III, e art. 44, inciso III, da IN nº 23/2025), todos os materiais de divulgação — impressos, digitais e audiovisuais — serão desenvolvidos em formatos acessíveis, com descrição alternativa de imagens, legendas, contraste adequado e tipografia legível. As peças gráficas incluirão informações sobre as medidas de acessibilidade disponíveis em cada ação, e as versões digitais serão disponibilizadas em formatos acessíveis (PDF tagueado e posts nas redes sociais com texto alternativo). A comunicação será conduzida em linguagem simples e objetiva, assegurando ampla compreensão e acesso à informação por diferentes públicos, conforme orienta o Guia de Acessibilidade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, de uso obrigatório segundo o art. 45 da IN nº 23/2025.A sustentabilidade também constitui um compromisso fundamental do festival e será tratada em suas dimensões econômica, ambiental e cultural. Do ponto de vista econômico, o projeto prevê parcerias locais, participação de expositores na feira de economia criativa e geração de renda para artistas e empreendedores, fortalecendo redes culturais e estimulando a economia criativa. Do ponto de vista ambiental, serão priorizados materiais de baixo impacto e reaproveitáveis na montagem das exposições e feiras, além da implementação de coleta seletiva, redução de impressos físicos, uso de copos e embalagens biodegradáveis e incentivo a práticas de consumo consciente.Todos os custos relativos às medidas de acessibilidade estarão previstos na planilha orçamentária, assegurando a contratação de uma assessoria especializada para a produção correta dos recursos necessários. O acompanhamento dessas ações será registrado por meio de relatórios e indicadores, incluindo o número de eventos com intérprete de Libras, a quantidade de materiais acessíveis produzidos e a avaliação do público atendido. Com isso, o VibrArte reafirma seu compromisso com a democratização cultural e com a efetivação do direito de todos ao acesso pleno e igualitário às artes e à cultura.
O projeto VibrArte: Festival Itinerante de Arte, Criatividade e Cultura assegura o acesso gratuito e inclusivo a todas as suas atividades, em consonância com os princípios do art. 1º, incisos I e II, da Lei nº 8.313/1991 (Lei Rouanet) — que determinam a facilitação do livre acesso às fontes da cultura e a valorização das produções locais — e com os art. 46 ao 48 da Instrução Normativa MinC nº 23/2025, que estabelece medidas de democratização e ampliação do acesso aos bens e serviços culturais.Nesse sentido, reforçamos que a programação do festival — composta por exposição de arte, feira de economia criativa, oficinas e palestras — será integralmente gratuita e aberta ao público, reafirmando o compromisso do projeto com a formação de público e a descentralização do acesso à cultura. As atividades serão realizadas em duas cidades do Paraná, ampliando o alcance territorial do projeto e possibilitando a participação de comunidades com diferentes perfis sociais, geracionais e culturais.As exposições contarão com visitas guiadas e ações de mediação educativa, voltadas a escolas, universidades e grupos comunitários, ampliando o alcance territorial e social do projeto. Nas oficinas formativas, haverá limitação de até 15 vagas por turma, considerando o caráter prático de acompanhamento pedagógico qualificado, enquanto as palestras contarão com público ampliado, reforçando o caráter ampliado e dinâmico do festival. Para garantir a participação de grupos historicamente subrepresentados, serão adotados critérios de seleção que priorizem estudantes, pessoas de baixa renda e representantes de comunidades tradicionais, destinando-se ao menos 30% das vagas a esses públicos, em conformidade com o art. 46, inciso III, e o art. 48, inciso I, da IN nº 23/2025, que preveem a distribuição gratuita de caráter social e educativo.Já a feira de economia criativa será estruturada de forma a assegurar a diversidade de expositores, com cessão gratuita de espaços e previsão de bolsas ou subsídios para empreendedores de baixa renda, em consonância com o princípio de valorização das expressões culturais locais (art. 1º, inciso II, da nº 8.313/1991 Lei Rouanet). Adicionalmente, com o objetivo de promover a ampliação do acesso, o projeto prevê a produção e distribuição gratuita de conteúdos digitais, como o catálogo digital e apostila pedagógica das atividades formativas, todos em formatos acessíveis (PDF tagueado), atendendo ao art. 47, inciso III, da IN nº 23/2025, que recomenda a disponibilização de registros audiovisuais e materiais acessíveis em meios digitais.As ações de mobilização local serão realizadas em parceria com escolas, universidades, centros culturais e rádios comunitárias, fortalecendo a inserção territorial do festival e garantindo a participação de públicos afastados dos circuitos culturais. Dessa forma, o VibrArte reafirma seu compromisso com a descentralização e a ampliação de acesso, cumprindo com os objetivos da Lei nº 8.313/1991, especialmente no que se refere à formação artística e cultural (art. 3º, inciso I), ao fomento da produção e difusão cultural (art. 3º, inciso II) e ao estímulo ao conhecimento e valorização dos bens culturais (art. 3º, inciso IV).