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Arrastão Decodifica

Início: 01/11/2028Término: 31/07/2029Aceite: 27/10/2025

Resumo

O Festival Decodifica propõe uma jornada que entrelaça artes, cultura e tecnologias emergentes, com enfoque nas dinâmicas sociais e culturais das favelas. Com painéis críticos, oficinas e intervenções artísticas, o evento revela narrativas criadas nas periferias, que exibem a inventividade da população do território. Entre apresentações musicais, poesia e o lançamento do Mapa de dados nacional das Favelas, o festival posiciona a favela como epicentro de inovação e expressão artística.

Sinopse

Não se aplica.

Objetivos

Objetivo geral: Posicionar o Festival Decodifica como um evento propulsor de conhecimentos a partir da articulação entre dados, arte e cultura nas favelas, de modo que garanta um aprofundamento sobre a produção cultural e a inovação tecnológica consolidadas nas comunidades periféricas. Objetivos específicos: 1- Realizar 01 seminário com 04 painéis de debate com participantes de favelas e especialistas em tecnologia e cultura; 2- Apresentar, ao longo do dia do seminário, uma programação artística com 10 atrações ao longo do dia que receberá grupos de música, poesia e DJs da periferia; 3- Capacitar, através de 02 workshops, moradores de favelas para a utilização de dados e visualizações como instrumentos para a construção de políticas públicas; 4- Lançar o Mapa de Dados Nacional das Favelas, que reúne ao menos 50 indicadores específicos sobre as comunidades participantes; 5- Realizar uma exposição artística e cultural colaborativa com o envolvimento de parceiros institucionais; 6- Promover um espaço de diálogo sobre justiça social, que revele diferentes perspectivas da realidade em territórios periféricos.

Justificativa

O Festival Decodifica se propõe a fundir as linguagens da arte e tecnologia com uma abordagem crítica sobre as condições das favelas brasileiras. Ao investir na criação de narrativas próprias e na apropriação de dados, o festival eleva as produções culturais oriundas desses territórios. Sem dúvida, é uma ação que reitera a força da economia criativa nas comunidades periféricas e reconhece esses territórios como pólos de inovação. Esta proposta conecta as expressões culturais das favelas ao universo dos dados. O mapeamento de questões de justiça social, ambiental e raciais, amplia o entendimento sobre o papel das tecnologias digitais na transformação social, daí este ser um projeto tão necessário para a formação de uma consciência crítica. Segundo dados do IBGE (2022), cerca de 17,1 milhões de brasileiros vivem em favelas, onde o acesso a ferramentas digitais permanece restrito. Segundo o Instituto Locomotiva (2021), 70% dos moradores de favelas têm acesso à internet apenas pelo celular, o que limita o engajamento com processos mais sofisticados de análise e uso de dados. Em sintonia com o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010) e a Lei 13.709/2018, que regulamenta o tratamento de dados no Brasil, o festival busca capacitar comunidades que vivem em situação de vulnerabilidade e quer valorizar o direito à informação. Este projeto responde a uma demanda real. No contexto cultural, a importância deste projeto emerge de uma urgência em descentralizar o acesso às artes e potencializar as vozes de produções locais. Estudos como o da Fundação Getúlio Vargas (2020) indicam que eventos culturais em favelas geram um impacto econômico positivo, pois promovem o aquecimento do comércio e atraem investimentos locais. Nesse sentido, o Festival Decodifica não só fortalece as economias criativas, mas instaura um espaço onde a arte transcende o entretenimento e se transforma em ferramenta de comunicação e empoderamento. A imprensa também destaca o papel dos dados na construção de políticas públicas: o jornal Folha de S. Paulo (2023) publicou que o uso de dados é essencial para mapear desigualdades e projetar políticas que atendam as necessidades reais das populações periféricas. Em sintonia, o Festival Decodifica se propõe a lançar o Mapa de Dados Nacional das Favelas, que contribui com indicadores específicos para uma leitura refinada das urgências desses territórios. Por meio de oficinas, painéis e intervenções artísticas, o projeto irá estimular o protagonismo dos moradores na interpretação de suas próprias realidades, subvertendo o habitual papel passivo das comunidades frente aos dados. Sua programação integra performances de hip hop, poesia e DJs da cena urbana. Portanto, uma celebração às artes que emergem nas favelas e que raramente encontram espaços de divulgação ampla. A inclusão dessas manifestações reforça o que a pesquisa do Itaú Cultural (2021) identificou como um traço fundamental das artes periféricas: sua capacidade de traduzir a realidade das comunidades com autenticidade e audácia, ressignificando o conceito de arte urbana e construindo um diálogo direto com as novas gerações. A pertinência do Festival Decodifica também se alinha ao compromisso assumido pelo Brasil com a Agenda 2030 da ONU, particularmente no que tange aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 4 (Educação de Qualidade) e 10 (Redução das Desigualdades). Estes objetivos contemplam a necessidade de acesso universal a uma educação de qualidade, e a promoção de oportunidades iguais. Ao interligar as artes com a análise de dados, o Festival Decodifica inaugura uma nova frente para a compreensão das dinâmicas culturais e sociais das favelas, posicionando as comunidades como centros de criação e estratégicos espaços de reflexão sobre o futuro. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1o da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3o da Lei 8313/91): II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;

Etapas

PRÉ-PRODUÇÃODuração: 3 meses Assinatura de contrato com equipe Convite aos facilitadores de workshops Montagem da programação de painéis e oficinas Definição de temas e convidados para as mesas de debate Planejamento de logística Contratação de fornecedores para estrutura Curadoria da programação artística Agendamento com artistas Definição do plano de comunicação Definição de identidade visual Verificação dos recursos de acessibilidade Assessoria de imprensa Produção das artes gráficas Desenvolvimento e teste do Mapa de dados nacional das favelas Mobilização da comunidade nos territórios PRODUÇÃO Duração: 1 mês Divulgação Montagem de estrutura e equipamentos Testes técnicos Recepção dos participantes Acomodação do público Realização da programação cultural Apresentações artísticas Registros em foto e vídeo Lançamento do Mapa de Dados Nacional das favelas Encontro para troca de conhecimentos Acompanhamento para prestação de contas PÓS-PRODUÇÃO Duração: 2 mês Desmontagem das estruturas Avaliação do projeto Produção de relatórios finais Pagamentos finais Prestação de contas

Especificação técnica

Descritivo dos workshops (passível de alteração no decorrer da execução) Painel de discussão I Participantes: Líderes comunitários, pesquisadores e representantes de ONGs. Objetivo: Discutir como os dados podem empoderar as comunidades e influenciar políticas públicas. Painel de discussão II Participantes: Ativistas Climáticos, pesquisadores, governo e representantes de ONGs. Objetivo: Discutir a relação dos dados com as políticas culturais. Painel de Discussão III Convidados: Especialistas em tecnologia, ativistas raciais e representantes de favelas. Debate: Como garantir que as tecnologias sirvam para promover a equidade racial nas comunidades. Painel de Discussão IV Convidados: Especialistas em tecnologia, ativistas raciais e acadêmicos . Debate: Como ter um cenário cultural mais democrático com a contribuição das tecnologias Workshop I Atividade: Criação de narrativas visuais utilizando dados históricos e atuais sobre as favelas. Workshop II Facilitadores: Especialistas em visualização de dados e membros da comunidade. Atividade: Criação de narrativas visuais utilizando dados históricos e atuais sobre as favelas.

Ficha técnica

Matheus Melgaço - Diretor artístico Matheus Melgaço tem 28 anos é Jornalista formado pela PUC-Rio e Sociólogo formado pela UERJ. É fundador da Virgula, produtora cultural com foco em impacto social focada em criar projetos para marcas, onde já atendeu: Sesc Rio, Trybe, Ambev, Flamengo, Maracanã, Tim entre outros. Dentre o seu portfólio de projetos está a exposição da Mercedes Baptista, a primeira Bailarina Negra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Thiago Nascimento - Diretor geral Thiago Nascimento tem 26 anos e é cria do Jacaré, favela na cidade do Rio de Janeiro. Fundou diversos projetos culturais de impacto social como Jaca contra o Corona, Jacaré Basquete, LabJaca, O Clima é Mudança e Próxim8. Selecionado no programa de apoio de Lideranças Negras da Fundação Tide Setubal com apoio do Ibirapitanga e da Porticus. Premiado no Shell Iniciativa Jovem e no LabNip. Conselheiro do Instituto Talanoa e da Platoforma Cipó. É um dos fundadores do Instituto Decodifica de atuação nacional onde relacionada geração de dados, cultura e impacto social Ramon Prado - Diretor de produção Ramon Prado é a mente por trás da fundação da HUSTLERS.BR. Sua versatilidade em desenvolver projetos proprietários ligados a eventos sociais, entretenimento e ao Live Marketing o levou a idealizar uma empresa que agregasse todas as entregas em um mesmo "guarda-chuva". Com quatro anos de vivência internacional, e participação em projetos como Tomorrowland Brasil, Rock in Rio, Olimpíadas 2016, Formula 1 (durante 4 anos), entre outros, Ramon juntou a sua paixão pelo entretenimento e esporte a sua trajetória de carreira. Expandiu neste período também seus conhecimentos em estratégia digital e gestão de personalidades. Eloah Mota - Analista de projetos Eloah Mota se dedica há 10 anos a projetos de impacto social e ativismo pelos direitos humanos. Graduanda em Produção Cultural na Universidade Federal Fluminense e Jovem Negociadora pelo Clima da turma de 2024, tem a participação popular, políticas de financiamento e cultura afro-brasileira como temas centrais de interesse. É membro do comitê gestor da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores, a RENAJOC.

Acessibilidade

PRODUTO PRINCIPAL: FESTIVAL OU FESTA POPULAR (SOMENTE ESTRUTURA) / APRESENTAÇÃO MUSICAL ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: O local escolhido possui recursos de acessibilidade, como: rampas para pessoas com cadeiras de roda, estacionamento com vagas para pessoas com deficiência, banheiros para pessoas com deficiência. Item orçamentário: Não se aplica. ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: Audiodescrição em todas as atividades Item orçamentário: Consultores ACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS: Intérprete de libras em todas as rodas de conversa Item orçamentário: Tradução em tempo real ACESSIBILIDADE PARA PcD INTELECTUAIS: Distribuição de abafadores de ouvido Item orçamentário: Monitores PRODUTO SECUNDÁRIO: SEMINÁRIOS / SIMPÓSIO / ENCONTRO / CONGRESSO / PALESTRA / VERNISSAGE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: O local escolhido possui recursos de acessibilidade, como: rampas para pessoas com cadeiras de roda, estacionamento com vagas para pessoas com deficiência, banheiros para pessoas com deficiência. Item orçamentário: Não se aplica. ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: Audiodescrição em todas as atividades Item orçamentário: Consultores ACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS: Intérprete de libras em todas as rodas de conversa Item orçamentário: Tradução em tempo real ACESSIBILIDADE PARA PcD INTELECTUAIS: Distribuição de abafadores de ouvido Item orçamentário: Monitores PRODUTO SECUNDÁRIO: EXPOSIÇÃO CULTURAL / DE ARTES ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: O local escolhido possui recursos de acessibilidade, como: rampas para pessoas com cadeiras de roda, estacionamento com vagas para pessoas com deficiência, banheiros para pessoas com deficiência. Item orçamentário: Não se aplica. ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: Audiodescrição em todas as atividades Item orçamentário: Consultores ACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS: Intérprete de libras em todas as rodas de conversa Item orçamentário: Tradução em tempo real ACESSIBILIDADE PARA PcD INTELECTUAIS: Distribuição de abafadores de ouvido Item orçamentário: Monitores PRODUTO SECUNDÁRIO: CURSO / OFICINA / CAPACITAÇÃO ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: O local escolhido possui recursos de acessibilidade, como: rampas para pessoas com cadeiras de roda, estacionamento com vagas para pessoas com deficiência, banheiros para pessoas com deficiência. Item orçamentário: Não se aplica. ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: Audiodescrição em todas as atividades Item orçamentário: Consultores ACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS: Intérprete de libras em todas as rodas de conversa Item orçamentário: Tradução em tempo real ACESSIBILIDADE PARA PcD INTELECTUAIS: Distribuição de abafadores de ouvido Item orçamentário: Monitores

Democratização

A democratização do acesso no Festival Decodifica pauta-se na gratuidade total e na centralidade das periferias, portanto, assegura a presença das comunidades para as quais o evento se direciona, e garante a genuinidade de suas intenções ao acolher líderes comunitários, jovens, artistas locais e agentes do terrítorio. Com entrada livre em todas as atividades, o festival envolve painéis, oficinas, exposições e apresentações artísticas, criando um ambiente acessível aos residentes das periferias e àqueles interessados em explorar as nuances da inovação social no contexto urbano. O Mapa de Dados Nacional das Favelas, produto essencial deste projeto, será disponibilizado gratuitamente em plataforma digital, essa atitude visa incentivar que o público seja alcançado em diferentes territórios.