Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Propostas
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Links úteis
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar
518326MecenatoAceita

Corpo-Território: Mulheres, Política e Democracia em Presença

Início: 01/03/2027Término: 30/06/2027Aceite: 28/10/2025

Resumo

Trata-se de uma exposição coletiva com curadoria de Ana Pato, Fábia Berlatto e co-curadoria de Joana Zatz Mussi. Corpo-Território: Mulheres, Política e Democracia em Presença, propõe uma abordagem curatorial que corporifica os dados sobre a participação política das mulheres na América Latina, articulando-os com experiências encarnadas de resistência, luta e criação. Ancorada no conceito de corpos-território, a proposta dá visibilidade às mulheres que, em seus corpos e comunidades, enfrentam violências estruturais e reivindicam espaços de poder, redefinindo os sentidos da democracia. Com obras comissionadas das artistas: Bianca Turner, Gê Viana, Roberta Estrela D’Alva e Michele Mattiuzzi e com uma seleção de fotografias de Nair Benedito a exposição compreende o corpo das mulheres como espaço central da experiência, da ação e da visibilidade política, um instrumento que tensiona as estruturas de poder que permeiam a sociedade.

Sinopse

Trata-se de uma exposição coletiva com curadoria de Ana Pato, Fábia Berlatto e co-curadoria de Joana Zatz Mussi. Corpo-Território: Mulheres, Política e Democracia em Presença, propõe uma abordagem curatorial que corporifica os dados sobre a participação política das mulheres na América Latina, articulando-os com experiências encarnadas de resistência, luta e criação. Ancorada no conceito de corpos-território, a proposta dá visibilidade às mulheres que, em seus corpos e comunidades, enfrentam violências estruturais e reivindicam espaços de poder, redefinindo os sentidos da democracia. Com obras comissionadas das artistas: Bianca Turner, Gê Viana, Roberta Estrela D’Alva e Michele Mattiuzzi e com uma seleção de fotografias de Nair Benedito a exposição compreende o corpo das mulheres como espaço central da experiência, da ação e da visibilidade política, um instrumento que tensiona as estruturas de poder que permeiam a sociedade.A exposição valoriza o corpo como arquivo, como dado e como potência de transformação, através da articulação entre pesquisa acadêmica e criação artística, a curadoria entrelaça dados com performances, depoimentos, imagens e instalações, compondo uma constelação sensível que provoque reflexões sobre histórias, contextos e práticas políticas de mulheres. A exposição extrapola o campo institucional ao destacar a dimensão territorial e do corpo como lugar político que procura democratizar a própria democracia.As artistas foram selecionadas por suas singularidades em investigações no campo entre a prática artística e questões sociais do país, Bianca Turner, a partir do corpo e das tecnologias audiovisuais, investiga arquivos, memória, tempo e espaço, subvertendo narrativas oficiais e propondo novas formas de presença política e sensorial nos territórios; Gê Viana cria colagens reimaginando corpos de mulheres em espaços de poder; Roberta Estrela D’Alva é uma performer e poeta que ativa os dados com spoken word; Michele Mattiuzzi, artista multidisciplinar propõe performances e imagens sobre o corpo-território e violência territorial. A exposição também conta com uma seleção de fotografias de Nair Benedito, fotógrafa com obra documental de mulheres em espaços públicos de luta. Para contribuir com a espacialização de pesquisas e informações, a identidade visual será feita por Vitorello, artista gráfico que cria instalações interativas e narrativas visuais a partir de dados.

Objetivos

A exposição Corpo-Território: Mulheres, Política e Democracia em Presença tem como principal objetivo, criar uma experiência expositiva que torne acessível ao público amplo as pesquisas acadêmicas sobre participação política feminina, utilizando a arte como mediadora entre conhecimento científico e sociedade, e como estímulo à atuação política feminina. Desse modo, a curadoria irá trabalhar a espacialização de dados em diálogo entre arte e academia, promovendo a visibilização de interseccionalidades e ampliando o conceito de participação política.1. Espacialização de dadosTransformar dados sobre representação política feminina em instalações artísticas que permitam múltiplas leituras e aproximações sensoriaisRevelar, por meio da arte e de recursos estéticos e curatoriais, tanto os obstáculos estruturais quanto os caminhos de transformação construídos pelas mulheres2. Visibilização de interseccionalidadesEvidenciar como marcadores de raça, classe, território e geração interseccionam com gênero na experiência política das mulheresDestacar as especificidades da violência dirigida às mulheres defensoras de direitos humanos, líderes comunitárias e ativistas ambientais3. Ampliação do conceito de participação políticaApresentar, através da linguagem artística, a política como prática que vai além dos espaços institucionais, incluindo movimentos sociais, organizações comunitárias e formas de resistência cotidianaDocumentar as múltiplas formas de ocupação do espaço público pelo corpo feminino como ato político4. Promoção do diálogo arte-academiaEstabelecer metodologias de colaboração entre pesquisa acadêmica e criação artística que possam ser replicadas em outros contextosCriar um modelo de divulgação científica que preserve a complexidade da pesquisa acadêmica enquanto a torna acessível

Justificativa

A urgência desta exposição se justifica pelo momento histórico marcado simultaneamente por avanços significativos na participação política das mulheres e por uma intensa reação conservadora contra a igualdade de gênero. Este contexto paradoxal - onde conquistas legislativas convivem com o crescimento da violência política de gênero - demanda novas formas de reflexão e comunicação sobre os desafios e possibilidades da democracia inclusiva. O projeto possui relevância social pois responde à necessidade de criar pontes entre a produção acadêmica sobre a mulher na política e o atual debate público. Nesse sentido, as pesquisas sobre participação política feminina, violência de gênero, têm produzido conhecimento fundamental que permanece muitas vezes restrito aos círculos acadêmicos. A arte surge como linguagem capaz de amplificar esse conhecimento, criando novas possibilidades de compreensão e engajamento.A articulação entre curadoria artística e pesquisa acadêmica proposta no projeto representa uma inovação metodológica significativa no campo da divulgação científica no Brasil. Ao propor que dados estatísticos, narrativas qualitativas e marcos teóricos sejam traduzidos em experiências estéticas, o projeto contribui para o desenvolvimento de novas formas de comunicação da ciência que não simplificam nem banalizam a complexidade da pesquisa.Em um momento de disputa narrativa sobre o papel das mulheres na sociedade, a exposição oferece elementos concretos - baseados em evidências científicas - para a formação de uma consciência crítica sobre as relações de poder, as desigualdades de gênero e as possibilidades de transformação social. O conceito de "corpo-território" permite compreender como questões aparentemente distantes - como violência contra lideranças indígenas ou sub-representação parlamentar - estão conectadas em uma estrutura mais ampla de dominação e resistência.Ao documentar e tornar visíveis as estratégias de resistência das mulheres, a exposição contribui para a construção de uma memória coletiva que reconhece e valoriza as múltiplas formas de fazer política. Esta memória é fundamental tanto para o fortalecimento dos movimentos sociais quanto para a formação de novas gerações de mulheres que possam se inspirar nessas trajetórias para construir seus próprios caminhos de participação política.O projeto tem potencial de alcance nacional, podendo ser adaptado para diferentes contextos e realidades. A metodologia desenvolvida - de articulação entre pesquisa e arte - pode ser replicada em outros temas e regiões, contribuindo para o fortalecimento do campo da divulgação científica e da arte contemporânea.

Etapas

PRÉ PRODUÇÃO: 3 mesesCaptação de recursosDefinição da equipe de produçãoDefinição das necessidades logísticasViabilização de licençasDefinição dos públicos para as contrapartidas sociaisCuradoriaEXECUÇÃO: 7 meses Construção da identidade visualDefinição do programa finalCriação do Plano de Marketing divulgaçãoMontagem das estruturas locaisContratação dos serviços (Som, Luz, Banheiro químico, segurança, etc.)Contratação das artistasRealização da exposição (4 meses de duração)Realização das contrapartidas sociaisPÓS PRODUÇÃO: 2 mesesDesprodução e serviços de limpeza e descarte de materiaisComprovação de pagamento e juntada de notas fiscais, de acordo com o orçamento aprovado.Finalização da inclusão no SALIC de todos os documentos fiscais.Finalização e apresentação da prestação de contas.

Especificação técnica

Produto: Exposição coletiva de Arte ContemporâneaProduto: Material educativo da exposiçãoProduto: Visita-guiada + Bate-papo na abertura da exposição com curadoras e artistasNº de participantes: 100Carga Horária: 2hRequisitos e formas de acesso: Distribuição de senhas 1h antes da açãoProduto: Visita-guiada + Bate-papo no encerramento da exposição com curadoras e artistasNº de participantes: 20Carga Horária: 2hRequisitos e formas de acesso: Distribuição de senhas 1h antes da ação

Ficha técnica

MEES (Proponente e coordenação geral)Mees (São Paulo - SP, 2021). Escritório que está na fronteira entre Expografia e Produção. Já realizou mais de 20 exposições. Entre as produções, destacam-se: Fusão - Gustavo Magalhães (Caixa Cultural de São Paulo, 2024), Laguna Plena - Rimon Guimarães (Caixa Cultural de São Paulo e de Curitiba, 2024), 67 Salão Paranaense (Museu de Arte Contemporânea do Paraná, 2022). Ana Pato (Curadora)Ana Pato é pesquisadora, professora e curadora. É coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo desde maio de 2020. Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (FAU-USP), com bolsa FAPESP (2013-2017). É mestra em Artes Visuais pela Faculdade Santa Marcelina (2011), formou-se em Comunicação Social pela Fundação Armando Alvares Penteado (1994) e tem especialização em administração na cultura pela Fundação Getúlio Vargas (1996). Foi curadora das exposições Yona Friedman: Democracia (2021), Meta-Arquivo: 1964-1985 (2019), 20 Festival de Arte Contemporânea SESC_Videobrasil (2017), Quanto Pesa uma Nuvem?, de Giselle Beiguelman (2016) e da 3ª Bienal da Bahia (2014). Foi pesquisadora-associada do Museu de Arte Moderna da Bahia (2015) e diretora da Associação Cultural Videobrasil, onde trabalhou entre 2000 e 2012. É autora do livro Literatura Expandida: arquivo e citação na obra de Dominique Gonzalez-Foerster (2012) e organizou o livro Mabe Bethônico: documentos - arquivos e outros assuntos públicos (2017). Em suas pesquisas, dedica-se às relações entre arte contemporânea, arquivo e memória.Fábia Berlatto (Curadora)Fábia Berlatto é cientista social, pesquisadora no ReDeM - Representação e Legitimidade Democrática - que faz parte do Programa dos Institutos Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação (INCTs), financiado pelo CNPq. O Instituto ReDeM investiga os fatores que afetam a legitimidade democrática entre a população. Fábia também é pesquisadora de pós-doutorado em Administração Pública e Governo na Fundação Getúlio Vargas.Joana Zatz Mussi (Co-curadora)Joana Zatz Mussi atua como pesquisadora, artista e educadora. Formada em Ciências Sociais e Jornalismo, há dezoito anos investiga, de diferentes formas, as relações entre cultura e espaço urbano. Em 2012 defendeu a dissertação de mestrado Espaço como Obra ? Ações, Coletivos Artísticos e Cidade na FAU-USP, que virou livro homônimo editado pela Annablume com apoio da Fapesp e, em 2017, na mesma instituição, como bolsista Fapesp, a tese de doutorado Arte em Fuga, na qual o enfoque são os pontos de convergência entre arte e movimentos sociais na atualidade. Atualmente é Pós-Doutoranda no Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo com o projeto: "Um ato estético-político: a habilidade corporal de ocupar um certo ponto de vista", sob supervisão do Prof. Dr. Mário Celso Ramiro de Andrade (2018-2019). Fundou os coletivos artísticos Grupo Contrafilé e Política do Impossível. Com o Grupo Contrafilé participou de diversas mostras, tais como Arte-Veículo (2018 e 2019), Talking to Action (Art, Pedagogy and Activism in the Americas, LA, 2017), Playgrounds 2016 (MASP), 31ª Bienal de Arte de São Paulo (2014),Radical Education(Eslovênia, 2008),If You See Something Say Something(Austrália, 2007),La Normalidad(Argentina, 2006),Collective Creativity(Alemanha, 2005), entre outras. Desde 2000 trabalha como professora e coordenadora de projetos e programas culturais focados na formação em arte contemporânea de jovens e de professores, em parceria com distintas instituições: Museu de Arte de São Paulo (MASP), Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), Instituto Tomie Ohtake, Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ), Centro Cultural São Paulo, Bienal de São Paulo, SESC, entre outros. Nestes programas e processos, a sua busca sempre foi compartilhar visões e práticas que ampliam o exercício do direito à produção criativa da cidade.Vitorello (Identidade visual)Artista e designer gráfico, acumula mais de uma década de experiência na indústria criativa, empregando sua expertise em técnicas mistas e aplicação multimidiática na ilustração, no design e na animação. Possui um trabalho autoral premiado e reconhecido pela crítica especializada, sendo autor convidado para eventos referência na área. É também pesquisador de feminismos, não binariedade, e do uso de técnicas experimentais enquanto recurso dramático, tendo colaborado com mostras e livros, também cria instalações interativas e narrativas visuais a partir de dados.Produto: Exposição coletiva de Artes VisuaisDescrição: Exposição coletiva com curadoria de Ana Pato, Fábia Berlatto e co-curadoria de Joana Zatz Mussi. Corpo-Território: Mulheres, Política e Democracia em Presença, irá contar com trabalhos comissionados das artistas Bianca Turner, Gê Viana, Roberta Estrela D’Alva, Michelle Mattiuzzi e uma seleção de fotografias de Nair Benedito.Faixa etária: Classificação livre.Produto: Material Educativo da exposição “Corpo-Território: Mulheres, Política e Democracia em Presença”Descrição: Material educativo elaborado pela coordenação educativa da exposição em parceria com a curadoria e design gráfico com o propósito de dialogar e ampliar as questões da exposição para as escolas e outros espaços sociais da cidade.Faixa etária: Classificação livre.

Acessibilidade

Com o objetivo de assegurar o acesso pleno e democrático à cultura, este projeto contempla um conjunto de ações afirmativas de acessibilidade física, sensorial, comunicacional e atitudinal, alinhado às determinações da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência , da Instrução Normativa nº 2/2019 da Secretaria Especial da Cultura e das diretrizes da Lei Rouanet no tocante à democratização do acesso e à inclusão.1. Acessibilidade Comunicacional e Sensorial- Audiodescrição via QR CodeSerá disponibilizado, por meio de QR Codes, o acesso à audiodescrição do texto curatorial e das obras artísticas presentes na exposição. Este recurso beneficiará principalmente pessoas com deficiência visual, promovendo autonomia e entendimento sobre os conteúdos expostos. Os arquivos de áudio serão desenvolvidos de acordo com normas técnicas, com linguagem descritiva, objetiva e acessível.- Obras TáteisEstão previstas duas obras táteis, acessíveis ao toque e acompanhadas de mediação inclusiva. Serão identificadas com placas em braille e fonte ampliada. Essas obras serão adaptadas para o manuseio seguro, respeitando as diretrizes de acessibilidade e higiene. Essa ação busca proporcionar uma experiência sensorial significativa para o público com deficiência visual.- Etiquetas em BrailleTodas as obras da mostra serão identificadas com etiquetas bilíngues (braille e tinta), contendo informações como: título da obra, artista, técnica e ano de produção. As etiquetas terão alto contraste e serão instaladas em altura acessível para cadeirantes e pessoas de baixa estatura.- Vídeo em LibrasSerá produzido e disponibilizado um vídeo em Libras (Língua Brasileira de Sinais) com conteúdo explicativo sobre o projeto, o conceito curatorial e os principais destaques da mostra. O vídeo estará disponível em plataformas digitais e em monitor localizado no espaço expositivo. Também será legendado e audiodescrito, atendendo múltiplos perfis de deficiência.- Intérprete de Libras nas Atividades EducativasDurante as rodas de conversa com as curadoras e artistas, que ocorrerão no decorrer e no encerramento da exposição, será garantida a presença de intérpretes de Libras qualificados, promovendo o acesso do público surdo às atividades formativas. Os profissionais serão posicionados de forma visível e previamente integrados à mediação dos encontros.2. Acessibilidade Arquitetônica e FísicaO local de realização da mostra apresenta acessibilidade física adequada, conforme as normas da ABNT NBR 9050. Entre as condições garantidas, destacam-se:Acesso nivelado ou com rampa;Circulação interna ampla, permitindo a mobilidade de cadeiras de rodas;Sinalização tátil e visual nos principais pontos do percurso expositivo;Banheiros adaptados ao público com mobilidade reduzida;Área reservada para cadeirantes nas atividades públicas e educativas.Caso o espaço expositivo necessite de adaptações, o projeto prevê recursos para ajustes temporários que garantam a plena fruição por todos os públicos.

Democratização

Em consonância com os princípios da Lei Federal de Incentivo à Cultura, este projeto tem como diretriz central a democratização do acesso à arte e à cultura, assegurando a participação de públicos diversos — especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social, econômica ou simbólica. Todas as ações descritas abaixo serão gratuitas ao público, em cumprimento ao artigo 23 da Instrução Normativa nº 2/2019.1. Acesso Gratuito e Universal à ProgramaçãoToda a programação da exposição será 100% gratuita, abrangendo:- Visitação à mostra;- Abertura pública;- Rodas de conversa com curadoras e artistas;- Oficinas e ações educativas;- Mediações agendadas e espontâneas.A gratuidade elimina barreiras econômicas e garante o cumprimento das exigências legais para projetos incentivados.2. Ações Educativas e Mediação CulturalPara ampliar o entendimento e a vivência do público, serão realizadas ações educativas gratuitas, com foco em públicos escolares, coletivos culturais, ONGs e instituições sociais. Atividades previstas:- Visitas mediadas com agendamento para escolas públicas e grupos comunitários;- Oficinas de arte e educação, voltadas a professores, estudantes e educadores populares;- Rodas de conversa e bate-papos públicos com intérprete de Libras;- Desenvolvimento de materiais educativos digitais e impressos, em linguagem acessível, com recursos visuais e sensoriais.3. Ações de Formação de PúblicoSerão realizadas ações específicas para públicos que têm pouco ou nenhum acesso a exposições de arte contemporânea, promovendo formação de novos públicos. Sugestões incluídas no projeto:- Sessões educativas para primeira visita (voltadas a quem nunca esteve em uma exposição);- Capacitação de jovens multiplicadores culturais em parceria com escolas técnicas e coletivos locais;- Diálogo com professores da rede pública sobre como trabalhar arte em sala de aula.4. Comunicação Popular e InclusivaO plano de comunicação será estruturado de forma a alcançar públicos diversos, com atenção especial à população periférica, pessoas com deficiência e grupos minorizados. Canais e estratégias:- Rádios comunitárias, jornais de bairro e mídia alternativa;- Conteúdo digital com acessibilidade comunicacional (textos com #paratodosverem, vídeos com legendas e Libras);- Peças gráficas com linguagem simples, objetiva e visualmente acessível;- Campanhas de divulgação por meio de coletivos culturais e educadores da rede pública.5. Ações Afirmativas de Acessibilidade (Artigo 24 da IN nº 2/2019)As ações de acessibilidade serão incorporadas de forma transversal, garantindo a participação ativa de pessoas com deficiência em todas as etapas do projeto. Recursos previstos:- Audiodescrição das obras e textos curatoriais via QR Code;- Etiquetas em braille com informações essenciais sobre as obras;- Obras táteis acessíveis ao toque, com mediação especializada;- Vídeo institucional em Libras, com legendas e audiodescrição;- Presença de intérprete de Libras durante as rodas de conversa e oficinas;- Capacitação da equipe para atendimento a pessoas com deficiência (acessibilidade atitudinal).Essas ações serão registradas e comprovadas na prestação de contas, conforme exigido pela legislação.6. Descentralização e Acesso TerritorialEmbora a exposição ocorra em espaço fixo, haverá ações para ampliar seu alcance geográfico e simbólico, aproximando o conteúdo de regiões periféricas e populações afastadas dos circuitos culturais formais. Ações previstas:- Realização de ações educativas em escolas públicas e equipamentos culturais de bairros periféricos, mediante agendamento e parceria;- Distribuição gratuita de um catálogo digital da exposição, com versões acessíveis;- Criação de uma versão online da mostra em plataforma gratuita, com acessibilidade digital;- Possível uso de transporte social para deslocamento de grupos escolares e culturais.7. Registro e Compartilhamento PúblicoPara garantir a memória e perenidade do projeto, todo o conteúdo gerado será disponibilizado gratuitamente, de modo acessível e público. Produtos previstos:- Relatório digital final com fotos, textos e indicadores de impacto;- Vídeos das rodas de conversa, com acessibilidade;- Disponibilização online de materiais educativos, com licença livre de uso;- Prestação de contas com foco na transparência e impacto social.8. Indicadores de Democratização de Acesso (Artigo 25, IN nº 2/2019)O projeto se compromete a acompanhar e reportar os seguintes indicadores:- Número de beneficiários das ações educativas e acessíveis;- Quantidade de público proveniente de escolas públicas e bairros periféricos;- Número de pessoas com deficiência atendidas diretamente;- Gênero, raça e faixa etária do público-alvo (quando possível);- Alcance das ações digitais e materiais disponibilizados gratuitamente.9. ConclusãoEste projeto assume a democratização de acesso como diretriz estruturante, indo além do mero cumprimento de exigências legais. Todas as ações aqui descritas visam garantir o acesso universal, gratuito e inclusivo à cultura, ampliando o impacto social e simbólico da exposição. Ao fomentar a diversidade de públicos, práticas e experiências, o projeto fortalece o papel da cultura como direito fundamental e instrumento de transformação social, em consonância com os princípios da Lei Federal de Incentivo à Cultura.