Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Propostas
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Links úteis
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar
518608MecenatoAceita

Festival Nosso Barco

Início: 17/01/2027Término: 23/12/2027Aceite: 28/10/2025

Resumo

O Festival Nosso Barco de Cultura Senegalesa será composto por uma série de atividades gratuítas como apresentações culturais e musicais, oficinas, palestras, desfile de moda e exibições de filmes com foco na cultura senegalesa. Com idealização do artista senegales radicado no Brasil, Modou Kara e com direção artística da artista Sene-Gambiana radicada no Brasil Mabah, o Festival Nosso Barco busca fazer uma ponte entre o país africano e São Paulo, cidade que acolhe imigrantes de todo o mundo e onde vivem milhares de imigrantes africanos, principalmente do Senegal. Com a participação e troca entre importantes nomes das artes e cultura senegalesa e brasileira, os eventos acontecerão em abril de 2027, mês simbólico para os senegaleses, em diversos locais relevantes para a comunidade africana no centro expandido de São Paulo.

Objetivos

Objetivo Geral O Festival Nosso Barco de Cultura Senegalesa busca promover e divulgar a diversidade cultural do país do oeste africano para o público brasileiro e imigrante, possibilitando trocas de conhecimento, momentos de reflexão, diversão e aprendizagem. Buscamos por meio das atividades, conscientizar o público acerca da diversidade africana, combatendo a generalização em relação a África, apresentando a cultura e história do Senegal. Assim, busca-se promover o empoderamento dos artistas migrantes e imigrantes no país, fortalecer as diferentes culturas africanas e suas conexões com os brasileiros. Objetivo específicoO festival terá quatro eixos principais:Música e Cultura: 04 apresentações culturais tradicionais senegalesas e 02 oficinas, sendo: Uma demonstração da apresentação tradicional de làmb, com o artista Zeuss Uma apresentação musical de Mbalax com o artista Ansou CisseUma apresentações de Njuup. com Khadim NdiayeRoda de contação de histórias com griot Mama AfricaDuas Oficinas de prática com instrumentos tradicionais - Sabar e Bongoma - Com o músico senegales Maguette Mbaye e Moustapha diene Palestra sobre música e cultura com Maguette Mbaye.Possíveis locais de realização:Vale do Anhangabau, Preto Hub, Centro Cultural Africa, Praça da República, Casa do Povo. Não haverá cobrança de ingressos .Culinária: 02 oficinas e 01 palestra, sendo:Uma oficina sobre o preparo do prato nacional é o tieboudienne, um preparado de peixe com arroz e verduras com Mamadou Sene - chef Senegales.Uma oficina sobre o preparo do prato Yassa, feito de peixe, um dourado que se serve acompanhado de arroz cozido. Preparam-se também com peixe e bolinhos com Fatou Gueye, chef senegalesa.Uma palestra sobre a culinária senegalesa e sua relação com a culinária brasileira, com os chefs Mamadou Sene e Fatou GueyePossíveis locais de realização:Centro Cultural Africa, Casa do Povo, Preto HubNão haverá cobrança de ingressos .Moda: 01 desfile, 01 palestra e 02 oficinas, sendo:Um desfile de moda contemporanea e tradicional senegalesa, com apresentação de um grupo musical senegalês, os modelos serão todos ligados a diáspora. Uma palestra sobre a Influência da Moda Senegalesa no Brasil com Mama Soda Diop, mais conhecida como Mama Africa, estilista Senegalesa e Mouhamed Deme Modelo Internacional senegalês.Duas oficinas com costureiras africanas que vivem em São Paulo. Possíveis locais de realização:Vale do Anhangabau, Preto Hub, Centro Cultural Africa, Praça da República, Casa do Povo. Não haverá cobrança de ingressos .Cinema: 01 Mostra de filmes senegaleses, 01 roda de conversa, 01 oficina, sendo:Uma mostra de filmes de diretores senegaleses e sobre a relação Brasil - SenegalUma roda de conversa sobre cinema Senegalês e Africano. Possíveis locais de realização: Cine Bijou, Cine Sesc, Cine OlidoPossíveis palestrantes e convidados: Mati Diop, Joel Zito Araújo, Cássio Toplar, Clementino de Jesus Júnior, Modou Kara,Clara Moneke, Cristina Amaral, Mariama Bah - Mabah, Antônio Pitanga. Não haverá cobrança de ingressos .

Justificativa

A Lei de Incentivo à Cultura é o fôlego que permite que histórias silenciadas possam enfim respirar. Este projeto nasce do desejo de reatar um fio que nos liga há séculos: o fio que conecta o Brasil ao Senegal — não como lembrança de dor, mas como celebração de um encontro que moldou quem somos. A presença africana, e em especial a senegalesa, pulsa em cada gesto da nossa cultura: no toque do atabaque, no dendê que perfuma a cozinha, no ritmo do corpo que dança. E, no entanto, essa presença tem sido esquecida, apagada ou reduzida a visões estereotipadas e generalistas. Nosso projeto quer dizer ao público brasileiro que o Senegal não é apenas uma origem distante, mas uma força viva, criadora, que continua a transformar o Brasil, seja pelos descendentes dos que vieram à força, seja pelos que hoje escolhem este país como nova casa.O uso da Lei de Incentivo à Cultura é essencial porque este é um projeto de memória, identidade e reparação simbólica — dimensões que raramente encontram espaço no mercado, mas que são vitais para alimentar a alma de um povo. A cultura não pode depender apenas da lógica do capital; ela precisa também de caminhos que sustentem o que é ancestral, o que é coletivo, o que é feito de afeto e história.Pela Lei nº 8.313/91, o projeto se enquadra especialmente nos incisos I, II, III, V e VII do Art. 1º, pois:Produz e difunde bens culturais (inciso I), levando ao público expressões artísticas senegalesas e afro-brasileiras em forma de música, dança, moda e gastronomia;Protege e valoriza o patrimônio cultural brasileiro (inciso II), ao reconhecer a herança africana como fundamento vivo da nossa identidade;Apoia estudos e ações de memória cultural (inciso III), por meio de reflexões e trocas sobre os vínculos históricos entre Brasil e África;Promove a integração dos povos formadores da sociedade brasileira (inciso V), ao unir artistas, imigrantes e comunidades locais em um mesmo espaço de convivência e celebração;E fomenta o conhecimento de outras nações e culturas (inciso VII), aproximando o Brasil do Senegal num gesto de amizade, respeito e reconhecimento mútuo.Esses princípios ganham corpo nos objetivos do Art. 3º da Lei, que o projeto também realiza de forma plena: Promove o acesso democrático à cultura (I), levando arte e conhecimento ao público amplo de maneira gratuíta em espaços de grande fluxo de pessoas; Valoriza criadores e expressões culturais diversas (III), muitas vezes invisibilizados; Protege as manifestações dos grupos formadores da sociedade brasileira (IV), especialmente as afrodescendentes; E amplia o conhecimento dos valores culturais de outras nações (VII), fortalecendo laços de solidariedade e humanidade entre povos irmãos.Mas para além dos artigos e incisos, o que move este projeto é a urgência de contar uma história que nos devolva o espelho. Quando um tambor senegalês ecoa no coração de São Paulo, ele não fala apenas de música, fala de pertencimento. Quando uma mulher imigrante canta em wolof, ela afirma: "Eu existo, eu sou parte do Brasil e o Brasil faz parte de mim, assim como minha terra mãe". Quando brasileiros e africanos se encontram em torno da arte, não há fronteiras, há reencontros, afinal como diz o significado do nome Senegal, este é o Nosso Barco. A Lei de Incentivo à Cultura é o único mecanismo que torna isso possível. É ela que permite que esse encontro seja vivido em sua plenitude, que artistas sejam remunerados com dignidade, que o público tenha acesso gratuito e acessível, que a ponte entre dois continentes seja construída com o cuidado que a arte exige.Sem o apoio previsto pela Lei Rouanet, um projeto como este dificilmente existiria. Ele nasce de um compromisso ético e simbólico, e não de uma lógica comercial. O investimento via renúncia fiscal é o meio mais justo de fazer com que o poder público e a iniciativa privada se unam em prol daquilo que dá sentido à nossa existência coletiva: a cultura.Ao apoiar este projeto por meio da Lei de Incentivo, as empresas não apenas financiam um evento, elas financiam o reencontro de histórias separadas pelo oceano e pelo tempo, fortalecendo o diálogo entre passado e presente.Porque quando o Brasil se olha no espelho da África, ele se vê inteiro. E é para esse reflexo que este projeto aponta: um reflexo de dignidade, de beleza e de pertencimento. A Lei de Incentivo à Cultura é o instrumento que faz esse reflexo acontecer, transformando memória em ação, e história em futuro.