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Circuito Nacional de Hip Hop: Cultura e Biodiversidade

Início: 03/05/2027Término: 05/05/2028Aceite: 28/10/2025

Resumo

O Circuito Nacional de Hip Hop: Cultura e Biodiversidade é um festival itinerante que une cultura urbana, arte e consciência socioambiental. Valoriza o Hip Hop como ferramenta de transformação social e promove atividades que integram expressão artística e sustentabilidade. Em cada estado, o circuito realiza uma semana de programação com batalhas de rima, breaking, campeonatos de skate, shows, ações educativas e oficinas sobre impactos climáticos. As atividades incluem rodas de conversa e intervenções artísticas sobre sustentabilidade, preservação ambiental e os efeitos das mudanças climáticas nas periferias, com enfoque em gênero, raça e acessibilidade. O festival acontecerá em São Paulo, Corumbá (MS), Recife (PE), Belém (PA), Foz do Iguaçu (PR) e Rio das Ostras (RJ), fortalecendo o diálogo entre juventude, território e biodiversidade.

Sinopse

Realização do Festival que consistem em:Campeonato de skate, batalhas de rima, “Circuito de Hip Hop Kids” a ser realizado nas escolas, encontro de graffiti, apresentações musicais e artísticas, encontros de djs, oficinas e ações de plantio de árvores.

Objetivos

O festival tem previsão de realização nos estados de São Paulo, Distrito Federal (Brasília), Mato Grosso do Sul (Corumbá), Pernambuco (Recife), Pará (Belém), Paraná (Foz do Iguaçu) e Rio de Janeiro (Rio das Ostras). A escolha dessas localidades considera a diversidade dos biomas brasileiros, reforçando a proposta de integrar cultura urbana e consciência ambiental. Cada região simboliza um ecossistema distinto: São Paulo e Paraná, com a Mata Atlântica; Brasília, com o Cerrado; Corumbá, com o Pantanal; Belém, com a Floresta Amazônica; Recife, com o Manguezal; e Rio das Ostras, que reúne formações de Restinga, Manguezal e Mata Atlântica. O projeto prevê a realização de ações integradas que conectam cultura, meio ambiente, acessibilidade e educação, com protagonismo para as periferias e/ou territórios impactados pela devastação ambiental. Para cada bioma contemplado nas atividades do projeto, serão desenvolvidas ações específicas voltadas à regeneração ambiental, como o plantio de árvores nativas em parceria com comunidades locais e coletivos ambientais. O projeto também adotará práticas de coleta seletiva de resíduos, firmará parcerias com cooperativas de catadores e promoverá a substituição de copos descartáveis pelo uso de eco copos reutilizáveis.No campo da acessibilidade, o projeto se propõe a realizar um evento cultural plenamente acessível. Para isso, contará com a contratação de uma consultoria especializada, que atuará em conjunto com a equipe de produção para planejar e adaptar as ações conforme as necessidades de cada local. Estão previstas ainda duas oficinas sobre acessibilidade e cultura urbana, promovendo a escuta, a sensibilização e a formação de práticas inclusivas no contexto das manifestações culturais periféricas.Entendendo a cultura urbana como uma ferramenta de educação, empoderamento e conscientização social, o projeto também propõe o Circuito Hip Hop Kids, uma ação educativa com duração de três a cinco dias, a ser desenvolvida em escolas da rede pública local. A atividade visa aproximar crianças do universo do Hip Hop e do meio ambiente por meio de vivências e oficinas que dialogam com os elementos da cultura urbana. Objetivos específicos: - Promover a conscientização socioambiental nas periferias urbanas através da cultura do Hip Hop;- Fortalecer a identidade, senso de comunidade e o pertencimento de jovens periféricos;- Incentivar a reflexão sobre direito à cidade e impactos ambientais que enfrentados pelas periferias urbanas;- Estabelecer conexões entre arte, educação e meio ambiente, utilizando os elementos do Hip Hop como ferramentas pedagógicas de transformação;- Estimular o pensamento crítico sobre as desigualdades socioambientais e os efeitos da crise climática nas populações mais vulnerabilizadas;- Fomentar práticas sustentáveis e comunitárias a partir dos saberes populares e do protagonismo juvenil;- Incentivar a ocupação dos espaços urbanos, promovendo intervenções artísticas que dialoguem com o território e estimulem o cuidado ambiental;- Fortalecer a cultura Hip Hop através da realização de eventos destinados a ela;- Fomentar a cena Hip Hop local através da contratação de artistas locais onde o projeto circular;- Fomentar a cultura local através da destinação de um palco exclusivo para manifestações locais;- Incentivar a troca de saberes entre as regiõe atendidas pelo projeto;- Fortalecer a economia criativa através da contratação de profissionais locais;- Estimular a economia local através da realização de eventos gratuitos em espaços acessíveis;- Fomentar a produção dos artistas locais através da divulgação de seus trabalhos;- Contribuir para a diminuição dos impactos ambientais através de ações diretas como a reciclagem de resíduos, plantio de árvores;- Estimular a profissionalização cultural através da realização de atividades formativas;- Promover um processo de contratação acessível, através de chamada pública para a contratação de artistas e produtores locais;- Criar um evento acessível para todos os públicos através da adoção de medidas de acessibilidade atitudinais, arquitetônicas e comunicacionais

Justificativa

As periferias brasileiras seguem crescendo em meio às contradições do desenvolvimento sistemático desigual. Apesar das particularidades regionais, os indivíduos pertencentes a essas comunidades compartilham os mesmos desafios históricos. A desigualdade social se manifesta de forma alarmante, com um número crescente de cidadãos em situação de vulnerabilidade, muitas vezes expostos à violência, ao uso de substâncias psicoativas e à negligência do Estado. Esse cenário, longe de ser exclusivo das grandes capitais, se repete também no interior do Brasil.Além da falta de acesso a direitos básicos, os jovens periféricos também enfrentam as consequências da crise climática. Nas cidades, bairros periféricos costumam concentrar menos áreas verdes, maior densidade de moradias e intensa presença de concreto e asfalto. Esses fatores contribuem diretamente para o chamado "efeito ilha de calor", fenômeno que eleva a temperatura nesses locais quando comparados a bairros mais arborizados e planejados. Em dias de calor extremo, a diferença térmica entre periferias e áreas nobres pode ultrapassar os 5 °C.As mudanças climáticas e os impactos ambientais afetam de forma desigual a população brasileira. Nas periferias urbanas, esses efeitos se manifestam intensamente, sendo reflexo das desigualdades sociais, raciais e territoriais que estruturam o nosso país. Essa realidade, somada à falta de acesso a direitos básicos e a negligência e violência do Estado, impactam diretamente a saúde e a qualidade de vida das populações mais vulneráveis.As crises hídricas, que atingem de forma especialmente severa as periferias, evidenciam essa realidade. Muitas vezes resultam em mortes, deslocamentos forçados e na destruição de comunidades inteiras. Esses desastres não são naturais: são consequências diretas de um modelo de crescimento urbano desordenado, que ignorou e continua ignorando a importância da conservação ambiental nos territórios periféricos.Nesse contexto, o Hip Hop se afirma como um movimento social urbano capaz de gerar resultados efetivos. Mais do que uma expressão artística, o Hip Hop é um espaço de resistência, identidade e pertencimento. Como toda manifestação cultural carregada de significados e processos históricos, o Hip Hop tem intensa contribuição para a construção de uma consciência social. Em muitos territórios marginalizados, ele tem sido a via encontrada por jovens e adolescentes para se afastar das drogas, da criminalidade e da invisibilidade social. Através do rap (música), do graffiti (artes plásticas), do breaking (dança) e do DJ (música), esses sujeitos resgatam sua autoestima, reconhecem seu valor e se colocam como agentes ativos em seus contextos socioculturais.A educação é uma prática revolucionária por essência, conectada diretamente aos movimentos sociais como o movimento Hip Hop. Nesse sentido, o Hip Hop e a cultura urbana assumem um papel central na construção de uma educação popular crítica e transformadora. Nesse sentido, o festival busca a realização de atividades nas escolas locais, buscando assim o diálogo direto com os jovens e a transformação do Hip Hop em um grande instrumento no processo de educação através do sentimento de identificação do jovem, o aproximando da reflexão de sua própria realidade e, desta forma, permitindo que ele se veja no contexto, se sinta um ator social com papel importante para a transformação social. Entre as atividades previstas, propõe-se também a criação do palco "Junta Tribos", um espaço dedicado à realização de apresentações multiculturais que valorizem e difundam a cultura local. O objetivo é promover a diversidade artística, estimular a troca de saberes e possibilitar o intercâmbio entre as diferentes manifestações culturais presentes em cada região. Dessa forma, o Festival "Circuito Nacional de Hip Hop: Cultura e Biodiversidade" busca integrar identidade, educação, território e meio ambiente, oferecendo visibilidade ao movimento Hip Hop e às manifestações locais contribuindo para uma nova forma de pensar o desenvolvimento. Trata-se de um projeto que defende a justiça socioambiental e valoriza os saberes das comunidades. O Hip Hop, enquanto expressão cultural e instrumento político, pode ser utilizado como fonte de denúncia, resistência e mobilização popular. Refletir sobre a conscientização ambiental a partir dos movimentos urbanos culturais é uma das mais potentes ferramentas de transformação social. Ao fortalecer a consciência identitária, os sujeitos historicamente negligenciados pelo Estado passam a compreender como a ausência de planejamento urbano e de políticas ambientais os afeta diretamente e se reconhecem como protagonistas na luta por seus direitos.

Etapas

Pré produção - 3 mesesSolicitação de licenças e alvarás (Prefeitura, Corpo de Bombeiros, CET, vigilância sanitária, etc.) Planejamento de infraestrutura (palco, som, luz, banheiros, energia, tendas, etc.) Contratação de fornecedores (equipamentos, estruturas, segurança, alimentação, limpeza etc.) Lançamento de edital para seleção de artistas e equipe de produção localContratação de atrações e artistas Criação do plano de logística (acesso, montagem, deslocamento, hospedagem, etc.) Elaboração de cronograma geral (montagem, programação, desmontagem) Formação da equipe de execução e divisão de funções, entre produção, comunicação, técnicos de som, entre outras Planejamento da segurança e do atendimento médico Planejamento de acessibilidade e sustentabilidade Negociação de parcerias com ongs e coletivos sustentáveisParceria com escolas locaisDefinição de áreas de reflorestamento em cada local junto aos coletivosDivulgação - todo o projetoCriação de identidade visual e comunicação do evento - 2 mesesPlano de marketing e divulgação (online e offline) - duração total do projetoProdução - 7 mesesItinerância do projetoMontagem da estrutura física (palco, tendas, backstage, área de alimentação, etc.)Testes de som, luz e equipamentos técnicosChecklists de fornecedores e checagem de contratosRecebimento e acolhimento de artistas e equipes técnicasSupervisão da equipe e do funcionamento geralCoordenação do acesso do públicoAtuação do staff operacional (segurança, limpeza, produção, etc.)Cobertura de mídia e redes sociais em tempo realAtendimento ao público e controle de emergênciasMonitoramento da programação e cumprimento dos horáriosRegistro fotográfico e em vídeoGestão de resíduos e limpeza constanteRealização das atividades do festivalRealização de atividades nas escolas escolhidas antes da realização do festivalRealização das ações de sustentabilidade paralelas ao festival, como o plantio de árvoresRealização de atividades nas escolasDesmontagem de estruturas e equipamentosPós produção - 2 mesesPagamentos finais a fornecedores e artistasDestinação dos resíduos de forma adequadaMonitoramento das atividades sustentáveis realizadasRelatório acerca das atividades sustentáveis realizadasAnálise de resultados (público, mídia, engajamento, etc.)Pesquisa de satisfação com público, equipe e parceirosReunião de avaliação interna com a equipeOrganização e backup de arquivos (vídeos, fotos, relatórios)

Especificação técnica

Não se aplica

Acessibilidade

Equidade:Como prática adotada há alguns anos, durante a pré-produção deste evento, serão abertos chamamentos para a contratação de artistas locais e equipe de produção, onde destinamos vagas a contratações de mulheres,pessoas trans e travestis, pessoas negras , PCDs e/ou indígenas. Vale ressaltar que a atividade é uma prática realizada nos eventos realizados pela ONGAtitudinal:Temos uma política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral, Sexual,Discriminações, Racismo e Outras Violências como aspecto atitudinal, em nossa relação profissional. Além disso, teremos em todo o evento placas sinalizadoras com frases sobre as leis e números de telefones para denúncia.No aspecto arquitetônico, os locais escolhidos para as oficinas e shows contarão com: banheiros acessíveis e adaptados, portas largas, espaços amplos, rampas, corrimões, placas sinalizadoras com Símbolo Internacional de Acesso. Nos espaços onde ocorrerão os shows teremos um espaço amplo na frente do palco, com placas sinalizadoras táteis do Símbolo Internacional de Acesso, com pisos e rampas de rota acessível para pessoas com mobilidade reduzida,pessoas em cadeira de rodas e pessoas com deficiência.Na questão comunicacional, teremos intérpretes de libras em toda a programação e colaboradores(as) capacitados(as) para atendimento PCD. Os vídeos e transmissões ao vivo da programação terão legendas em fonte ampliada. Também está prevista a contratação de uma consultoria de acessibilidade que irá atuar no planejamento e contratações do projeto, para que seja possível a execução de um projeto com plena acessibilidade.Além disso, direcionaremos ao público a realização de atividades como a oficina “Inclusão e Acessibilidade – Vivência na Prática", que possibilita experienciar a perspectiva de pessoas com mobilidade reduzida e seus desafios cotidianos, atividade prática composta por um circuito a ser feito em etapas, uma com os olhos vendados, outra com cadeira de roda, etc - voltada a todas as idades mas foco em crianças. Além disso, a oficina “Inclusão e Acessibilidade na Produção de Eventos Culturais”, voltada para artistas e produtores culturais visa a discussão acerca da acessibilidade dos eventos e a conscientização.

Democratização

Em atendimento ao disposto no Artigo 21 da Instrução Normativa nº 2/Ministério da Cidadania, adotaremos:III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22;V - Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22.