Início: 03/01/2028Término: 29/12/2028Aceite: 31/10/2025
O projeto cultural do Museu do Queijo Colonial visa promover a valorização e a salvaguarda do patrimônio imaterial da imigração italiana e da produção do queijo colonial na Serra Gaúcha. Com 11 apresentações teatrais gratuitas, 12 sessões de projeção mapeada, implantação de expografia interativa e adequações para acessibilidade física, comunicacional e atitudinal o projeto combina tradição e tecnologia. As atividades são voltadas para visitantes e público escolar, garantindo a democratização do acesso à cultura e à inclusão social.
OBJETIVO GERALAtender a finalidade do art. 2º, do decreto nº 11.453, de 23 de março de 2023, em I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; III - viabilizar a expressão cultural de todas as regiões do País e a sua difusão em escala nacional; IV - promover o restauro, a preservação e o uso sustentável do patrimônio cultural brasileiro em suas dimensões material e imaterial;V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; XI - apoiar e impulsionar festejos, eventos e expressões artístico-culturais tradicionais e bens culturais materiais ou imateriais acautelados ou em processo de acautelamento; XV - apoiar o desenvolvimento de ações que integrem cultura e educação, com a execução da expografia do Museu do Queijo Colonial, sessões de projeção mapeada, apresentações teatrais, e a implantação da acessibilidade física, comunicacional e atitudinal. OBJETIVOS ESPECÍFICOS1) Produto EXPOSIÇÃO CULTURAL: 2) Produto CURSO / OFICINA / CAPACITAÇÃO: 3) Produto FILME DE ANIMAÇÃO: 4) Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS:
A realização do "Museu do Queijo Colonial" e a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais (Lei Rouanet) está ancorada na relevância do projeto para a preservação, valorização, salvaguarda e difusão do patrimônio cultural imaterial da Serra Gaúcha, com foco no modo tradicional de produção do queijo colonial, patrimônio imaterial de Carlos Barbosa. Esse saber, transmitido de geração em geração pelos Mestres Queijeiros desde a fundação da Latteria Santa Chiara em 1911, faz parte da identidade histórica e cultural de Carlos Barbosa, sendo uma herança direta da imigração italiana, que em 2025 completará 150 anos.O legado da imigração italiana é central na construção desse projeto, ressaltando a importância da salvaguarda do modo de fazer o queijo colonial como um símbolo de resistência e preservação cultural, inclusive a narrativa será contada em talian, patrimônio de natureza imaterial nacional. A cultura do cooperativismo, que se estabeleceu como uma forma de organização social e econômica entre os imigrantes italianos, também é valorizada, destacando o papel das cooperativas na Serra Gaúcha como motor de desenvolvimento local e integração comunitária.Além disso, o projeto amplia o aspecto cultural ao promover a democratização do acesso ao museu e à experiência imersiva nele proposta. A acessibilidade comunicacional será assegurada por meio de recursos como audiodescrição e maquete tátil, garantindo que pessoas com deficiência auditiva e visual possam acessar as informações e vivenciar as exposições. A acessibilidade física, por sua vez, será implementada com a instalação de um elevador que permita a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida. A acessibilidade atitudinal também será priorizada, criando um ambiente de acolhimento e inclusão para todos os públicos.O restauro da edificação, patrimônio material tombado no âmbito municipal, foi realizado integralmente com recursos próprios, reforçando o compromisso com a preservação do patrimônio histórico local. A construção e implantação do Centro de Documentação no museu evidencia ainda mais esse compromisso, garantindo a salvaguarda de documentos e registros históricos que narram a trajetória da imigração italiana e a evolução da produção do queijo colonial ao longo do tempo.O Museu do Queijo Colonial se propõe a ser um espaço dinâmico, inovador e interativo, que vai além da simples exibição de objetos de acervo. Ele oferecerá uma experiência sensorial e educativa que unirá tradição e tecnologia, com o uso de projeção mapeada e interação com personagens históricos. Esse formato de apresentação torna o projeto cultural não apenas acessível, mas também atrativo para diferentes faixas etárias, gerando impacto tanto a nível local quanto nacional.A celebração do cooperativismo e do legado da imigração italiana, especialmente em um contexto turístico consolidado como a Serra Gaúcha, fortalecerá a narrativa cultural da região, promovendo um intercâmbio cultural e turístico contínuo. A Lei Rouanet é crucial para a viabilização deste projeto, permitindo a captação de recursos necessários para a implementação de tecnologias de ponta e garantindo a manutenção da gratuidade das atividades, assegurando que o projeto seja inclusivo e acessível a todas as camadas da sociedade.Dessa forma, o Museu do Queijo Colonial reforçará a importância da Serra Gaúcha como polo turístico e cultural, contribuindo para a perpetuação de um legado cultural significativo e gerando impacto econômico e social na região. Assim, o presente projeto cultural atende o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) - art. 1º da Lei 8313/91, de modo a: (I) contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; (III) apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; (V) salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; e (VI) preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro. Com objetivo - art. 3º, de: (III) preservar e difundir o patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; e, b) conservação e restauração de prédios, monumentos, logradouros, sítios e demais espaços, inclusive naturais, tombados pelos Poderes Públicos.