Início: 10/02/2027Término: 10/12/2027Aceite: 31/10/2025
O projeto teatral encena um texto contemporâneo inédito de Alex Giostri e Sérgio Savian, com os atores Josafá Alves e Eric Lenate, e direção de Rogério Fabiano, com estréia na cidade de São Paulo, e (3) três meses de temporada. O projeto contempla também, (2) oficinas de atuação, com os atores, (2) apresentações gratuitas-social com entidades que atuam na reeducação de homens em grupos reflexivos, e (2) rodas de bate-papo com o diretor do espetáculo no início e ao final da temporada.
OBJETIVO GERALA montagem e temporada do espetáculo teatral Homem que é Homem não Chora, por (3) três meses na cidade de São Paulo.OBJETIVOS ESPECÍFICOSRefletir sobre a masculinidade compulsória — provocar o público a questionar os padrões culturais e sociais que moldam o comportamento masculino, incentivando novas formas de ser homem que não estejam pautadas na repressão emocional e na violência simbólica.Evidenciar as consequências emocionais da repressão afetiva — abordar em cena como o silenciamento dos sentimentos impacta a saúde mental dos homens e suas relações interpessoais, promovendo empatia e autoconhecimento.Desconstruir o machismo e seus impactos sociais — problematizar, por meio da dramaturgia, como o machismo se manifesta nas relações familiares, amorosas e profissionais, apontando caminhos para a equidade de gênero.Denunciar o preconceito contra homens homossexuais e corpos dissidentes — expor as violências simbólicas e cotidianas sofridas por homens LGBTQIAPN+, ampliando a compreensão sobre diversidade e respeito.Promover o diálogo e a educação emocional através da arte — utilizar o teatro como ferramenta pedagógica para estimular debates em escolas, espaços culturais e comunitários sobre masculinidades saudáveis e relações empáticas.Realizar, além da montagem e temporada (2) oficinas de atuação, com os atores, (2) apresentações gratuitas-social com entidades que atuam na reeducação de homens em grupos reflexivos, e (2) rodas de bate-papo com o diretor do espetáculo no início e ao final da temporada.
O espetáculo "Homem que é Homem Não Chora" aborda temáticas urgentes como a masculinidade compulsória, homofobia, machismo e as limitações emocionais impingidas aos corpos masculinos. Em um momento em que os padrões tradicionais de masculinidade — como "homem não chora", "homem é o dominador" — entram em crise, a peça propõe um olhar sobre os dramas, carências e incertezas de dois personagens que ficam presos juntos em um banheiro de aeroporto durante um apagão. A convivência forçada se transforma em palco para o denate das revelações e comportamentos masculinos, as descobertas de si e do outro, a heterossexualidade e a homossexualidade, suas semelhanças e divergências.A relevância social desse tema se insere num contexto mais amplo de violência de gênero, violências simbólicas e a produção de masculinidades hegemônicas. No Brasil, como exemplo, em 2024 foram registrados 1.492 feminicídios, sendo a quase totalidade dos autores homens. (Fonte: Agência Brasil+1) Ainda, o país registra uma população carcerária que ultrapassa 900 mil pessoas no segundo semestre de 2024, das quais cerca de 94 % são homens. (Fonte: Poder360+1) Esses números apontam para um padrão: corpos masculinos em conflito com normas de gênero rígidas, e os efeitos de uma cultura patriarcal violenta que recai tanto sobre mulheres quanto sobre homens que não se encaixam nesses modelos.Ao situar a peça nesse panorama, realçamos que os problemas emocionais masculinos — repressão de sentimentos, rivalidade, medo de vulnerabilidade — não são meras questões individuais, mas se conectam a estruturas maiores de opressão, discriminação e violência. O espetáculo, portanto, funciona como provocação estética e pedagógica: ele convoca o público a chora e rir, sim, mas também a refletir sobre como "ser homem" está frequentemente preso a prescrições que tolhem afetos, e como isso afeta as relações entre homens, entre homens e mulheres, e entre homens e homens.Em cena, a experiência dos personagens revela que o machismo e a homofobia são, ao mesmo tempo, externos e internos: fatores culturais que moldam comportamentos, e fantasmas emocionais que se manifestam como agressão, silêncio ou fuga. O teatro — nesse caso, com tom dinâmico e texto inédito, construído em registro de tragicomédia — se transforma em espaço seguro de questionamento: dois homens, diferentes no estilo de vida, forças e vulnerabilidades, expostos a horas de convivência, de confrontos verbais, de revelações íntimas. É aí que o riso entra — às vezes como antídoto, às vezes como espelho — para mostrar o patético das disputas de gênero.Em última instância, o espetáculo propõe uma libertação da expressão masculina, a escuta afetiva e sexual como direito e não como exceção, e o respeito ao outro como condição inegociável de convivência humana. A arte torna-se veículo de transformação: ao acompanhar a jornada desses dois homens que se enfrentam e se descobrem, o espectador é convidado a encarar suas próprias certezas e preconceitos, a refletir sobre as diferentes masculinidades e a reconhecer que chorar, sentir, errar, duvidar — são formas legítimas de "ser homem". Nesse sentido, "Homem que é Homem Não Chora" contribui para a construção de uma sociedade mais empática, plural, segura e livre.
Garantiremos que o público PCD terá estrutura necessária para o acesso ao local das apresentações, oficinas, roda de bate-papo. Contaremos em nossa equipe de produção, com educadores com ampla experiência para atender o público, e de acordo com os cuidados necessários exigidos, tanto nas oficinas quanto na temporada do espetáculo, contaremos com um profissional tradutor em Libras e outras ações: uma sala de regulação sensorial será preparada e reservada próxima ao local das atividades, temporada e contrapartidas para o atendimento de pessoas autistas, e com qualquer outra deficiência, que necessite, como pessoas com deficiência intelectual, auditiva, pessoas com deficiência visual, pessoas obesas, pessoas com síndromes variadas, pessoas com comorbidade, pessoas com mobilidade reduzida, gestantes, idosos e lactantes. O local vai concentrar o atendimento e suporte ao público PCD, com a devida atenção e atendimento da produção a cada visitante. Também adotaremos as seguintes medidas:Sensibilização e conscientização: Antes mesmo de iniciar o projeto, toda equipe de apoio e produção responsável pela realização do projeto passará por um workshop para que esteja consciente da importância da acessibilidade e de seu impacto na sociedade. Sensibilizaremos os membros da equipe, também o elenco, e promoveremos treinamentos para a produção sobre inclusão e acessibilidade para garantir que as ações sejam efetivas durante todo o projeto.Planejamento de acessibilidade: Avaliaremos as necessidades e barreiras existentes no locais de realização do projeto, para identificar possíveis soluções e estabelecer metas claras para promover a inclusão de pessoas PCDs, considerando tais alterações, indispensáveis à realização.Infraestrutura acessível: Exigiremos dos espaços utilizados banheiros e outras áreas de visitação com rampas de acesso, banheiros adaptados, sinalização tátil, vagas reservadas para pessoas com deficiência. Sendo este um critério de seleção aos espaços utilizados pelo projetoComunicação acessível: Profissionais tradutores em libras estarão disponíveis durante todas as atividades do projeto. Realizaremos autodescrição antes de todas as atividades, e ofereceremos audiodescrição para pessoas com deficiência visual, além de disponibilizar áudios com textos, e informações do projeto.Verificação contínua: Durante a execução do projeto, realizaremos avaliações frequentes para verificar se as medidas de acessibilidade estão sendo efetivamente tomadas e se novas necessidades surgiram. Essas verificações devem envolver a participação das pessoas com deficiência, ouvindo suas opiniões e sugestões para aprimorar as ações.Divulgação inclusiva: Para garantir que todas as pessoas tenham acesso à informação sobre o projeto, faremos uma divulgação inclusiva, com legendas disponibilizadas nos vídeos de divulgação.Gestão da acessibilidade: É importante ressaltar que o plano de acessibilidade é prioritário ao projeto e de acordo com as características e necessidades específicas do local de realização da temporada e oficinas, pode variar mediante as apresentações e encontros com o público. O importante é garantir que todas as ações sejam voltadas com inclusão e garantia do direito de participação de todas as pessoas.
MONTAGEM E TEMPORADARealizaremos 03 (três) meses de ensaios, e 36 (trinta e seis) apresentações em (3) meses de temporada à preços populares no valor de R$ 90,00 a entrada inteira, e respeitando a legislação federal, estadual e municipal que dispõe da meia-entrada (R$40,00), garantindo ainda, a distribuição gratuita de 15% dos ingressos a cada sessão para escolas públicas, Organizações não Governamentais (ONGs), grupos reflexivos masculinas, moradores de regiões periféricas de São Paulo, instituições ligadas à promocão da diversidade e inclusão social de grupos "minoritários" como LGBTQIA+, negros, indígenas, neurodiversos, mulhereres e idosos. As sessões acontecem às sextas-feiras, sábados e domingos, e nos comprometemos a realizar a temporada em local de qualidade técnica e estrutural comprovadas. Prevemos que cada sessão tenha, em média, 400 espectadores, totalizando 14.400 espectadores, e mais de 300.000 mil pessoas impactados indiretamente pelas redes sociais do projeto.APRESENTAÇÃO GRATUITA - SOCIALNo decorrer da temporada, haverá dois espetáculos apresentados gratuitamente e prioritariamente a espectadores provenientes de escolas públicas e/ou ONGs. Os ingressos serão distribuídos antecipadamente mediante ao convite às instituições beneficiadas, devendo a mesma arcar com custos de transporte. De acordo com a infraestrutura do espaço e quantidade de assentos reservados, os demais lugares não ocupados na plateia serão distribuídos ao público que comparecer com 1 hora de antecedência na bilheteria.ENCONTRO COM O PÚBLICOApós o término de (2) duas apresentações ao longo da temporada, o público será convidado para uma roda de bate-papo em arena aberta, com o elenco e equipe criativa, conduzindo discussões concernentes a temas do espetáculo. O objetivo do encontro é fomentar o diálogo e dar voz às diversas opiniões e os possíveis questionamentos do público sobre as percepções sobre o espetáculo.OFICINA TEATRAL: MASCULINIDADES EM CENAInspirada no espetáculo “Homem que é Homem Não Chora”, a oficina “Masculinidades em Cena” nasce como desdobramento pedagógico e artístico do espetáculo “Homem que é Homem Não Chora”, propondo um espaço de criação, reflexão e escuta sobre as masculinidades contemporâneas. Por meio da linguagem teatral, serão abordadas temáticas como machismo, homofobia, vulnerabilidade masculina, repressão emocional e diversidade sexual. A proposta pretende transformar o teatro em uma ferramenta de autoconhecimento, empatia e crítica social, incentivando o diálogo entre arte e comportamento.Objetivo GeralUtilizar o teatro como instrumento de reflexão e transformação social, promovendo o debate sobre masculinidades e seus impactos nas relações afetivas, sociais e familiares.Objetivos EspecíficosEstimular o reconhecimento e a expressão das emoções por meio de jogos teatrais e improvisações.Promover discussões sobre o machismo e seus reflexos na sociedade e na subjetividade masculina.Desconstruir estereótipos de gênero, fomentando o respeito à diversidade sexual e de expressão.Desenvolver a escuta sensível e a empatia entre os participantes através da arte cênica.Criar uma cena ou performance coletiva inspirada nos conflitos e descobertas do espetáculo “Homem que é Homem Não Chora”.MetodologiaA oficina será desenvolvida durante (3) horas dividida em módulos práticos e reflexivos, combinando teoria e prática teatral. Serão utilizados métodos de jogos dramáticos, dinâmicas corporais, rodas de conversa e processos colaborativos de criação cênica.Etapas sugeridas:Aquecimento e sensibilização corporal e vocalRodas de conversa guiadas sobre masculinidades, afetos e preconceitosImprovisações temáticas inspiradas em situações do espetáculoCriação de cenas curtas baseadas em experiências e reflexões do grupoApresentação final pública (opcional), com debate pós-apresentaçãoOFICINA DE ESCRITA: A PALAVRA E O TEATROCom o autor do espetáculo Alex Giostri, a oficina é voltada a pessoas com ou sem experiência em escrita teatral, a oficina em (2) duas horas trabalhará a sensibilidade e a escuta interior como fundamentos da escrita. A partir de reflexões sobre vida, empatia e vulnerabilidade, os participantes entram em contato com suas próprias emoções, reconhecendo-as como matéria-prima da escrita teatral. Serão utilizadas cenas e personagens da dramaturgia clássica e contemporânea aliado a debates sobre a psicanálise e o olhar filosófico sobre a existência humana.Objetivos específicos:Estimular o desenvolvimento da escrita criativa e do estilo próprio;Trabalhar estrutura narrativa, conflito e voz das personagens;Refletir sobre o papel da literatura como instrumento de expressão e transformação;Desenvolver contos, crônicas e textos autorais durante a oficina.Metodologia: Exercícios práticos de escrita, leituras compartilhadas, comentários coletivos e análises de autores da dramaturgia e literatura brasileira e universal.Público-AlvoPessoas com ou sem experiência em escrita teatral, interessadas em debater e refletir temas ligados à condição humana. Pode ser realizada em escolas, espaços culturais, ONGs, coletivos artísticos e universidades, ou no local das próprias apresentações. Materiais e RecursosEspaço amplo para movimentação (sala, auditório ou palco)Caixa de som e microfone (opcional)Papel kraft, canetas, tecidos e objetos cênicos simplesAparelho de som para trilha e ambientaçãoResultados EsperadosFormação de um grupo sensível e consciente sobre masculinidades e diversidade.Produção de cenas autorais que reflitam as realidades e os afetos masculinos.Ampliação do debate sobre homofobia, machismo e repressão emocional.Desenvolvimento de empatia e comunicação não violenta entre os participantes.Contribuição artística e educativa para a promoção de uma cultura de paz e respeito.PLANO DE MÍDIA, DIVULGAÇÃO E MARKETING O Plano de Mídia, divulgação e Marketing contempla a contratação de uma assessoria de imprensa especializada e de ações nas principais plataformas de comunicação: digital, impressa, radiofônica e televisiva, e ambiente digital, com a menção das marcas patrocinadoras e apoiadoras do projeto. Além de um profissional dedicado a criação e gestão de redes sociais com a criação de conteúdo online. Dessa maneira o Plano inclui amplas ações de divulgação e marketing para as empresas patrocinadoras, e amplo canal de divulgação das ações do projeto, como: inscrições para as oficinas abertas ao público, e as rodas de bate-papo, após espetáculo, com o elenco e equipe criativa. O Plano, assim, incluirá: 1 - Divulgação do espetáculo com menção da marca dos realizadores, em programas de televisão, anúncios de jornal e spots de rádio e mídia digital: facebook, instagram, twitter, youtube.2 - Convites enviados com assentos exclusivos reservados aos apoiadores, patrocinadores e seus clientes;3 - Distribuição e cartazes e filipetas nos principais centros culturais e instituições públicas e privadas da cidade de São Paulo, além da area de realizacao do evento, indicando os locais das palestras, oficinas e apresentações artísticas;4 - Criação de canais de mídia exclusivos do espetáculo (Canal de youtube, perfil do facebook e instagran) com a exibição de conteúdo online exclusivo como cenas de bastidores e entrevistas com convidados do Encontro pela equidade racial, para livre acesso e acompanhamento das atividades;5 - Inserção da logomarca dos realizadores em todo o material gráfico do espetáculo, físico e digital: banners, cartazes, filipetas e convites;6 - Ações de Marketing das empresas patrocinadoras no hall de entrada do espetaculo e nos intervalos;7 - Distribuição do programa do espetaculo em QR code com página destinada aos Patrocinadores; 8 - Exibição de vídeo institucional do Patrocinador antes do espetáculo; 9 - Conteúdo online exclusivo produzidos para as mídias das empresas patrocinadoras;10 - Agradecimento e citação da marca patrocinadora pelos artistas e palestrantes convidados em entrevistas exclusivas para vinculação online; 11 - Disponibilização de links das redes do projeto e de material em PDF exclusivo produzido para o Encontro pela equidade Racial, e criado para as oficinas, para as instituições de educação local para uso com fins educacionais e compartilhamento das ações e conteúdos do projeto em sala de aula. 12 - Envio após o término da temporada de conteúdo de mídia exclusivo, de fotos e vídeo, com destaque para as marcas dos patrocinadores;