Início: 15/01/2027Término: 15/11/2027Aceite: 31/10/2025
O projeto propõe a circulação do espetáculo infantil "O mundo começa na cabeça", do Grupo de Teatro Corpo Negro, obra com oito anos que aborda de forma lúdica situações de racismo no ambiente escolar. As apresentações ocorrerão em escolas públicas e teatros municipais de Franca/SP e Ribeirão Preto/SP, seguidas de bate-papos formativos com as crianças. Inclui também oficinas para professores da rede pública, oferecendo ferramentas pedagógicas para o combate ao racismo e valorização da cultura afro-brasileira, em alinhamento com a Lei nº 10.639/2003. O projeto visa conscientizar sobre o racismo e valorizar a cultura afro-brasileira, promovendo práticas de acessibilidade para Pessoas com Deficiência (PCDs) em cada local, com Libras e audiodescrição, garantindo participação plena e inclusiva de todos.
SINOPSE: O MUNDO NA CABEÇA Por meio do diálogo ativo, os atores e atrizes, ora representam personagens fictícios inspirados na literatura infantil contemporânea, ora representam a si mesmos, retomando lembranças de sua infância e do impacto do racismo estrutural vivenciado diariamente em ambiente escolar. Com técnicas de bricolagem, o espetáculo constrói a narrativa musical a partir da interatividade com as crianças - que assumem a posição de espectadores participantes, ao responder perguntas, cantar refrões de músicas ou dançar ritmos africanos.
Objetivo Geral1. Promover a conscientização sobre o racismo no ambiente escolar por meio da circulação do espetáculo "O mundo começa na cabeça", estimulando o respeito às diferenças e a valorização da diversidade nas escolas públicas.2. Fortalecer o reconhecimento e a valorização da cultura afro-brasileira, contribuindo para a construção de identidades positivas e o cumprimento da Lei nº 10.639/2003.3. Oferecer formação continuada a educadores da rede pública, ampliando repertórios pedagógicos para o enfrentamento do racismo e a implementação de práticas antirracistas no ambiente escolar.4. Fomentar o acesso democrático à arte e à cultura nas cidades de Franca e Ribeirão Preto, garantindo experiências culturais significativas a crianças e comunidades escolares.5. Assegurar a acessibilidade cultural e a inclusão de Pessoas com Deficiência (PCDs) nas atividades do projeto, por meio de recursos como Libras e audiodescrição, promovendo a participação plena de todos os públicos.Objetivo específico1. Realizar 16 (dezesseis) apresentações teatrais infantis gratuitas, sendo 8 (oito) no município de Franca e 8 (oito) no município de Ribeirão Preto, com o objetivo de promover o acesso à arte cênica e à cultura afro-brasileira entre crianças da rede pública de ensino. As apresentações serão divididas entre 12 (doze) realizadas em escolas públicas municipais (6 (seis) em Franca e 6 (seis) em Ribeirão Preto), com foco em aproximar o espetáculo do cotidiano escolar e incentivar a reflexão sobre diversidade e respeito, e 4 (quatro) apresentações realizadas em teatros públicos municipais (2 (duas) em Franca e 2 (duas) em Ribeirão Preto), de forma a permitir que as crianças vivenciem o espaço teatral como ambiente de fruição artística, pertencimento e valorização da cultura afro-brasileira. Cada apresentação buscará proporcionar uma experiência educativa e sensível, unindo arte, ludicidade e formação cultural.2. Executar 16 (dezesseis) bate-papos formativos com o público infantil, sendo 8 (oito) em Franca e 8 (oito) em Ribeirão Preto, logo após cada apresentação teatral, denominados "Meu cabelo é uma coroa". Essas atividades terão caráter educativo e serão mediadas pelos artistas, com duração média de 30 (trinta) a 45 (quarenta e cinco) minutos. O objetivo é estimular o reconhecimento da identidade afro-brasileira e discutir temas presentes no espetáculo e nas escolas, como: colorismo, autoestima, diversidade, valorização dos traços negróides, intolerância religiosa e vulnerabilidade social, utilizando elementos simbólicos, como o espelho, para o autoconhecimento. As crianças serão envolvidas em dinâmicas, favorecendo o diálogo, a escuta sensível e o aprendizado coletivo. A atividade terá como público principal as crianças, com participação livre de professores e familiares.3. Promover 12 (doze) oficinas formativas com educadores da rede pública, sendo 6 (seis) no município de Franca e 6 (seis) em Ribeirão Preto, sob o título "Ade, Turbante-se", com o intuito de fortalecer práticas pedagógicas inclusivas e promover o reconhecimento étnico no ambiente escolar. As oficinas propõem uma vivência formativa que alia teoria e prática, abordando a importância da valorização da negritude e da diversidade cultural. A partir da construção de turbantes como símbolo de ancestralidade e resistência, serão discutidos temas como representatividade, identidade, empoderamento e aceitação pessoal. A atividade também inclui jogos cênicos voltados à aceitação e valorização de si, que poderão ser aplicados pelos professores com seus alunos. Estima-se alcançar cerca de 120 (cento e vinte) educadores, que atuarão como multiplicadores das práticas aprendidas em suas escolas.4. Pretende-se atingir um público total estimado de 6.520 (seis mil quinhentos e vinte) pessoas, sendo aproximadamente 6.400 (seis mil e quatrocentas) crianças participantes das apresentações e bate-papos e 120 (cento e vinte) educadores diretamente envolvidos nas oficinas formativas. Todos os resultados serão mensurados e comprovados por meio de listas de presença, relatórios de execução e registros institucionais das atividades.5. Fomentar o diálogo sobre representatividade e diversidade cultural nas escolas públicas dos municípios contemplados, contribuindo para a implementação de práticas pedagógicas alinhadas à Lei nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira no currículo escolar.6. Promover a acessibilidade e a inclusão de crianças com deficiência auditiva e visual, disponibilizando intérprete de Libras e audiodescrição nas apresentações e oficinas realizadas em espaços que possuam essa demanda, garantindo equidade de acesso às atividades culturais.7. Fortalecer a cadeia produtiva cultural e o trabalho de artistas locais, ao viabilizar apresentações teatrais e ações formativas em diferentes territórios, ampliando o campo de atuação de profissionais das artes cênicas, educadores e técnicos de cultura. As ações serão documentadas e reportadas na prestação de contas, assegurando transparência e mensuração dos resultados.8. Estimular a reflexão crítica sobre padrões de beleza e identidade racial, a partir das dinâmicas realizadas no bate-papo "Meu cabelo é uma coroa", convidando as crianças a observar suas próprias características e discutir, de forma afirmativa, os conceitos de beleza, pertencimento, ancestralidade africana, além de intolerância religiosa, preconceito com o cabelo e com alunos em situação de vulnerabilidade social.9. Contribuir para o fortalecimento de políticas públicas culturais e educacionais voltadas à infância, articulando arte, educação e diversidade como eixos estruturantes para uma formação cidadã, inclusiva e democrática.10. Garantir a execução integral e mensurável do projeto, assegurando que cada ação apresentações, bate-papos e oficinas seja registrada com datas, locais, públicos e participantes identificados, permitindo transparência e rastreabilidade dos resultados junto aos órgãos financiadores e à comunidade beneficiada.
O projeto "O mundo na cabeça" Circulação do espetáculo infanto-juvenil do Grupo Corpo Negro em 2027 foi criado para levar às crianças da rede pública de ensino uma experiência artística que una diversão, aprendizado e reflexão sobre diversidade cultural e identidade. Por meio de 16 apresentações teatrais, 16 bate-papos formativos e 12 oficinas para educadores, o projeto promove a valorização da cultura afro-brasileira, incentiva a autoestima e fortalece o respeito às diferenças desde a infância.A realização do projeto depende do financiamento via Lei de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91), que permite captar recursos privados dedutíveis. Sem esse incentivo, não seria possível arcar com os custos de produção, equipe, deslocamento e materiais, impossibilitando que crianças e educadores de bairros periféricos tenham acesso a atividades culturais de qualidade.O projeto se enquadra nos objetivos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91, que institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e define como finalidades a contribuição para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, levando atividades artísticas e formativas a comunidades com limitado acesso à produção cultural, garantindo a democratização do acesso à arte e à educação estética (Inciso I); apoiando, valorizando e difundindo o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores, sendo possível ao Grupo Corpo Negro, por meio deste projeto, fortalece sua pesquisa artística voltada à temática das relações étnico-raciais, estimulando o protagonismo de artistas negros e a valorização das identidades culturais brasileiras (Inciso III); e protegendo as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional, sendo que o espetáculo evidencia expressões afro-brasileiras e valoriza saberes e narrativas que integram o patrimônio cultural do país, promovendo representatividade e respeito à diversidade (Inciso IV). De acordo com o Art. 3º da mesma Lei, o projeto se enquadra nos objetivos, especialmente no incentivo à produção cultural e artística, mediante a realização de espetáculos de artes cênicas,sendo que a iniciativa contempla 16 apresentações teatrais com público estimado em 6.400 crianças, além de bate-papos e oficinas que ampliarão o impacto educativo e social da circulação (Inciso II, alínea "c").As atividades formativas reforçam o caráter pedagógico do projeto, ao promover reflexões sobre diversidade cultural, preconceito, intolerância religiosa e valorização da negritude, em consonância com a Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatória a inclusão da História e Cultura Afro-Brasileira nos currículos escolares. As 12 oficinas para educadores oferecem ferramentas pedagógicas para o combate ao racismo e a promoção da igualdade racial no ambiente escolar, estimulando práticas de ensino inclusivas e transformadoras.O projeto também se alinha à Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo), que define e tipifica os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, reforçando a importância de ações educativas e culturais que previnam essas práticas. Nesse mesmo sentido, encontra respaldo na Lei nº 12.288/2010 (Estatuto da Igualdade Racial), que assegura à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades e o combate à intolerância étnica, promovendo políticas afirmativas e ações que consolidem uma sociedade mais justa e plural.Com a Lei nº 14.532/2023, que equipara a injúria racial ao crime de racismo, o debate sobre práticas discriminatórias ganha novo peso jurídico e social. O projeto, ao abordar o racismo e suas manifestações cotidianas por meio da linguagem cênica e educativa, atua de forma preventiva e conscientizadora, especialmente junto às novas gerações.Esses dispositivos legais trazidos encontram amparo no Art. 5º da Constituição Federal, que estabelece a igualdade de todos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, e que o racismo constitui crime inafiançável e imprescritível (art. 5º, XLII). Assim, o projeto contribui para o fortalecimento da cidadania, da dignidade e da convivência democrática, em conformidade com os princípios constitucionais de igualdade e respeito às diferenças.Além das apresentações, o projeto inclui 16 bate-papos formativos e 12 oficinas para educadores, envolvendo diretamente crianças e profissionais da educação, com público total estimado em 6.520 pessoas. Dessas atividades, 82% são destinadas a alunos e educadores de escolas públicas, garantindo ampla cobertura educativa e social.As atividades complementares, como bate-papos e oficinas, promovem a reflexão sobre diversidade cultural, intolerância religiosa, preconceito relacionado a cabelo ou situação social e valorização da negritude. Elas estimulam crianças e educadores a se reconhecerem, respeitarem as diferenças e compreenderem a importância da representatividade na formação de cidadãos conscientes.A Lei de Incentivo à Cultura é, portanto, essencial para que o Grupo Corpo Negro possa levar este projeto adiante, alcançando o público-alvo, oferecendo atividades gratuitas de qualidade e promovendo impactos duradouros na educação e na cultura local.Em resumo, "O mundo na cabeça" _ Circulação do espetáculo infanto-juvenil do Grupo Corpo Negro em 2027 é uma ação cultural completa, com 16 apresentações teatrais, 16 bate-papos formativos e 12 oficinas para educadores, totalmente alinhado aos artigos 1º e 3º da Lei nº 8.313/91, à Constituição Federal e às Leis nº 7.716/1989, nº 12.288/2010 e nº 14.532/2023, o projeto atua como instrumento de transformação social, democratização da cultura e fortalecimento da diversidade como valor central da sociedade brasileira.
Etapa 1 - Pré Produção (15 de janeiro a 15 de abril de 2027) a. Revisão orçamentária e adequações técnicas; b. Contratação da equipe artística, técnica, pedagógica e fornecedores; c.. Consultoria de acessibilidade para atendimento de casos de pessoas com deficiência (PCDs); d. Reuniões com as Secretarias de Educação e Cultura de Franca e Ribeirão Preto para definição da agenda e escolas participantes; e. Revisão e reparos em cenários, figurinos e adereços; f. Ensaios da equipe artística; g. Consultoria pedagógica e preparação de materiais de apoio aos educadores; h. Planejamento logístico de transporte, hospedagem e circulação; i. Criação e impressão de materiais gráficos e digitais de divulgação.Etapa 2 - Execução (15 de abril a 15 de outubro de 2027)a. Circulação do espetáculo “O mundo na cabeça”, com 16 apresentações e 16 bate-papos realizados em escolas e teatros municipais de Franca e Ribeirão Preto; b. Realização de 12 oficinas voltadas a educadores da rede pública, com metodologia baseada na oralidade; c. Garantia de acessibilidade física nos espaços (rampas, corrimões e banheiros adaptados); d. Contratação e negociação com Intérprete de Libras presente em todas as apresentações teatrais nos teatros e mediante solicitação nas escolas, bem como Audiodescrição, se necessária. e. Divulgação das atividades nas redes sociais, meios locais de comunicação e escolas participantes.Etapa 3 - Pós produção - (15 de outubro a 15 de novembro de 2027)a. Avaliação geral das atividades junto à equipe e parceiros institucionais; b. Sistematização dos dados de público, depoimentos e resultados alcançados; c. Elaboração dos relatórios técnicos e financeiros; d. Encerramento administrativo e contábil do projeto, com envio da prestação de contas final ao Ministério da Cultura.
A dramaturgia do espetáculo “O MUNDO NA CABEÇA” se constrói a partir de pesquisas em literatura contemporânea infantil, com atenção especial à cultura africana e seus desdobramentos no Brasil, combinadas com experiências de infância dos próprios atores e atrizes, todos negros. O projeto busca mostrar e refletir sobre o racismo estrutural, promovendo a autoestima de crianças negras e valorizando a diversidade desde cedo.O espetáculo também aborda o racismo sofrido por povos de terreiro, destacando a importância do respeito às práticas religiosas afro-brasileiras e combatendo preconceitos historicamente mantidos contra essas comunidades. Por meio de uma narrativa sensível e lúdica, a obra ajuda crianças e jovens a reconhecerem sua própria identidade cultural e a riqueza da herança africana no Brasil.Além disso, o projeto reforça a necessidade de aplicação da Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas. Através dessa abordagem, o espetáculo estimula a reflexão sobre desigualdades raciais, o combate a estereótipos e a construção de práticas educativas antirracistas.Dessa forma, “O MUNDO NA CABEÇA” não se limita a ser apenas um espetáculo artístico: atua como instrumento pedagógico e social, promovendo diálogo, empoderamento, consciência crítica e reconhecimento da identidade, da diversidade e da cultura afro-brasileira.
1. Espetáculo teatral “O mundo na cabeça” O espetáculo infanto-juvenil “O mundo na cabeça” é adaptável para escolas e teatros municipais, incluindo espaços não convencionais, como pátios e quadras. Para as apresentações, será necessário apenas sistema de som, microfones e cadeiras, que serão disponibilizados pelas instituições ou alugados pelo projeto. A duração média do espetáculo é de 50 minutos, e o público-alvo são crianças de escolas públicas, com a participação aberta de professores e familiares. O espetáculo aborda temáticas da cultura afro-brasileira, valorizando a diversidade e promovendo a identidade negra desde a infância.2. Bate-papo “Meu cabelo é uma coroa” Esta atividade formativa ocorre após cada apresentação e tem duração de 30 a 45 minutos. Mediado pelo ator e diretor musical Rogério Miranda, o bate-papo promove uma reflexão sobre identidade, diversidade e autoestima para crianças e professores. Os participantes se organizam em círculo, utilizando jogos e um espelho como recursos simbólicos para o reconhecimento da própria imagem e características físicas. São abordados conceitos como traços negróides, cabelos afros e colorismo, discutindo o processo de negrar-se como afirmação de identidade. A atividade é lúdica e pedagógica, com foco na inclusão, participação e empoderamento das crianças. Professores e familiares podem interagir, fortalecendo o diálogo educativo. Intérprete de Libras será disponibilizado obrigatoriamente nos bate-papos realizados em teatro e mediante necessidade previamente acordada nas escolas.3. Oficina ADE, Turbante-se! Destinada exclusivamente a professores e professoras da rede pública, a oficina tem duração de 3 horas e é conduzida por Tuanny Miller. Seu objetivo é promover práticas pedagógicas inclusivas e discutir a valorização da identidade negra no ambiente escolar. A atividade inicia com contextualização teórica sobre negritude no Brasil e segue com jogos cênicos voltados ao reconhecimento pessoal e social. Em seguida, os participantes confeccionam turbantes, reforçando o respeito à diversidade e estimulando estratégias para aplicar em sala de aula. A oficina não utiliza materiais em Braille, pois trabalha apenas com oralidade e práticas participativas, priorizando a vivência e o aprendizado prático dos educadores. Audiodescrição será oferecida apenas mediante necessidade previamente acordada com a escola.4. Consultoria de acessibilidade para PCDs Antes do início das atividades, será realizada consultoria especializada para adequação das ações do projeto às necessidades de pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. Essa consultoria garantirá que espaços, materiais e atividades sejam inclusivos e acessíveis, considerando a legislação vigente e boas práticas de acessibilidade.5. Observações sobre acessibilidade Todas as atividades respeitam normas de acessibilidade física, ocorrendo em escolas e teatros municipais equipados com rampas, corrimões, banheiros adaptados e assentos especiais. Intérprete de Libras será disponibilizado obrigatoriamente nas apresentações em teatro e nos bate-papos, enquanto nas escolas será oferecido mediante necessidade previamente acordada com a produção. Audiodescrição será utilizada nas oficinas apenas se solicitada previamente, garantindo a acessibilidade de conteúdo quando necessária.
Nathália Fernandes — Proponente, idealização e direção Mestre em Ciência, Tecnologia e Sociedade e pós-graduada em Gestão de Economia Solidária pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Bacharel em Artes Cênicas pelo Centro Universitário Barão de Mauá (Ribeirão Preto-SP). É docente do Curso Técnico em Arte Dramática do SENAC Franca, atriz, empresária e produtora executiva da Cia. Teatral Boccaccione desde 2006. Integra a Cia. Teatro de Riscos e é atriz convidada da Cia. A Ditacuja. Atualmente dirige três grupos teatrais: a Cia. Cênica (São José do Rio Preto), o Grupo Corpo Negro (Franca) e o Grupo de Teatro Orùnmilá (Ribeirão Preto), com o qual desenvolve teatro comunitário na periferia. Atua também no Coletivo Fuligem de Comunicação e Arte e é gestora do Centro Cultural Cerâmica São Luiz pela ONG Vivacidade. Na direção teatral, realizou “No Cru da Rua” (2017), “Um cisco no peito é muito mais do que fazer barulho” (2018), a direção de elenco do videoclipe “De Dentro do Ap” de Bia Ferreira (2018) e “De Mais Ninguém” (2019), diretora do espetáculo infantil “Um Mundo Começa Pela Cabeça” (Grupo Corpo Negro).Rogério Miranda - Ator e diretor musical Formado em Arte Dramática pelo SENAC Franca e licenciado em Pedagogia pela UNIUBE. Ator e diretor musical no Grupo de Teatro Corpo Negro, além de integrar o Núcleo 1ª Viagem de Teatro. É músico e pesquisador da cultura popular afro-brasileira, cantor e instrumentista do grupo Samba ZL. Atua como educador e professor de teatro desde 2006, tendo lecionado em instituições como Fundação Pestalozzi e Escola Toulouse Lautrec, além de desenvolver projetos sociais e pedagógicos voltados à arte e à formação cidadã. Integra o Grupo Corpo Negro desde 2018.Rodrigo Raphael - Ator e produtor executivoÉ ator, modelo e produtor cultural. Formado no curso Técnico em Teatro pelo Senac Franca e discente do curso de Bacharelado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Anhanguera. Cofundador do Grupo de Teatro Corpo Negro, que tem como principal ponto de partida de suas criações as políticas e poéticas do corpo negro. Idealizador do Laboratório de Teatro Negro na cidade de Franca, atuou em diversos grupos teatrais, sendo os principais o Teatro Quarentena, Grupo Caixa Preta e Absurda Cia de Teatro. Foi também cofundador do Ponto de Cultura Espaço Nulo, importante iniciativa com relevância artística na cena cultural de Franca-SP, onde, além de atuar, participou da gestão cultural do espaço e da produção de diversos eventos culturais.Kauany Ketholin - AtrizAtriz formada pelo curso Técnico em Teatro do SENAC Franca (2016/2017). Integra o Grupo de Teatro Corpo Negro. Atuou nos espetáculos “Verdugo”, inspirado na obra de Hilda Hilst e dirigido por Rafael Bougleux; “No Cru da Rua”, inspirado nos contos de Marcelino Freire e dirigido por Nathália Fernandes (Cia. Teatro de Riscos); “A Mancha Roxa”, inspirado em Plínio Marcos; e na cena curta “Contos Negreiros”, livremente inspirada na obra de Marcelino Freire, também sob direção de Nathália Fernandes. É Cofundadora do Grupo Corpo Negro.Gabiê Sampaio - AtrizGabriela Sampaio, conhecida artisticamente como Gabiê, é atriz, produtora cultural, poetisa, historiadora, educadora social e empreendedora francana. Sua atuação tem como eixo a valorização da cultura negra e periférica, com projetos que unem arte, educação e ancestralidade. É licenciada e bacharel em História pela UNESP, pós-graduada em Arte, Educação e Terapia pela Unina e técnica em Teatro pelo SENAC (DRT 0059267/SP). Fundadora e CEO da Casa Makedas, atua também como palestrante e formadora, com pesquisas e práticas voltadas ao Teatro Negro e às obras de Abdias Nascimento. Integra o Grupo Corpo Negro desde 2018.Fernanda Manoel - Assistente de produção É produtora cultural, atriz e bacharela em Direito pela FDF (2019). Formada também no curso Técnico em Teatro pelo SENAC Ribeirão Preto (2023), DRT: 0058286/SP. Atua de forma ativa na cena cultural do interior paulista. Como produtora executiva na Oriri Agência Cultural, tem contribuído em diversas produções teatrais, entre elas com a Cia. Teatral Boccaccione e o Teatro de Riscos. Realizou a produção executiva de projetos do ProAC e agenciamentos junto aos SESCs. É também cofundadora e integrante do grupo Saad – Plantando Histórias, coletivo de contadores de histórias que propõe um olhar afroperspectivo sobre narrativas e memórias, valorizando a oralidade e a representatividade negra.FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO: Elenco:Gabiê Sampaio - atrizNathália Fernandes - atorRodrigo Raphael - atorRogério Miranda - atorXakaw Silva - atrizDireção Cênica: Nathália FernandesDireção musical e preparação vocal: Rogério MirandaDramaturgia: Grupo Corpo NegroFigurinos: Natália Marques EmayeConfecção de figurinos: Drielle AndradeCenografia e Identidade Visual: Betto SouzaTécnico de som: Daniel SkovaTécnico de Luz: Michel Mika MassonColaboração na pesquisa: Centro Cultural OrùnmiláProdução executiva: Rodrigo RaphaelAssistente de produção: Fernanda ManoelCoordenação de Produção: Oriri Agência Cultural
1. Espetáculo de Artes Cênicas (produto principal) Acessibilidade Física: As apresentações ocorrerão em escolas e teatros municipais que já possuem infraestrutura adequada, com rampas, corrimões, banheiros adaptados e assentos para obesos e idosos, garantindo o acesso de pessoas com mobilidade reduzida.Acessibilidade Auditiva: As apresentações realizadas nos teatros contarão obrigatoriamente com intérprete de Libras. Nas escolas, o recurso será oferecido mediante necessidade prévia informada pela instituição.Acessibilidade Visual: A audiodescrição poderá ser oferecida nas apresentações realizadas em escolas, caso seja identificada necessidade específica, previamente acordada com a produção.Acessibilidade de Conteúdo: O espetáculo busca garantir a compreensão plena do público infantil, utilizando linguagem acessível, expressões corporais e recursos visuais que favorecem a inclusão, além da mediação dos artistas nos bate-papos formativos realizados após as apresentações. 2. Contrapartida Social (produto secundário: oficinas e bate-papos) Acessibilidade Física: As oficinas e bate-papos ocorrerão em escolas municipais que possuem estrutura física adequada, com rampas e banheiros adaptados, assegurando o acesso de todos os participantes.Acessibilidade Auditiva: Os bate-papos realizados nos teatros terão intérprete de Libras garantido. Nas escolas, esse recurso será disponibilizado conforme a necessidade prévia comunicada pelas instituições.Acessibilidade Visual: A audiodescrição poderá ser utilizada nas atividades formativas em escolas, quando houver demanda específica identificada.Acessibilidade de Conteúdo: As oficinas serão conduzidas de forma oral e participativa, sem necessidade de materiais impressos ou em Braille. A metodologia prioriza o diálogo e a troca de experiências, garantindo que todos os educadores e participantes compreendam e se envolvam plenamente nas atividades propostas.
O projeto “O mundo na cabeça” adota um conjunto de medidas voltadas à ampliação e democratização do acesso aos bens e serviços culturais, em conformidade com o artigo 1º, inciso I, da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), o artigo 27 do Decreto nº 5.761/2006 e os artigos 20 e 21 da Instrução Normativa nº 2, de 23 de abril de 2019.A proposta contempla 44 atividades, sendo 16 apresentações teatrais infantis, 16 bate-papos formativos e 12 oficinas pedagógicas, realizadas em escolas públicas e teatros municipais das cidades de Franca e Ribeirão Preto (SP). Das 44 atividades, 36 serão totalmente gratuitas. As ações serão concentradas preferencialmente em bairros periféricos, em parceria com as Secretarias Municipais de Educação e Cultura, alcançando aproximadamente 6.520 pessoas, entre crianças e educadores da rede pública.Durante o período de pré-produção, será realizado um ensaio aberto do espetáculo em um bairro periférico de Franca, com entrada gratuita e voltado à comunidade local. A ação tem caráter formativo e busca aproximar o público do processo criativo do grupo, estimulando o interesse pelo teatro e democratizando o acesso à arte ainda na fase preparatória do projeto.Todas as atividades destinadas ao público escolar são gratuitas, atendendo ao disposto na Instrução Normativa quanto à distribuição de produtos culturais com finalidades sociais, educativas e de formação artística. As apresentações realizadas nos teatros municipais terão ingressos a preços populares, respeitando o limite previsto para o Vale-Cultura, de modo a assegurar a participação das famílias e da comunidade local.Como medidas complementares de democratização do acesso, o projeto contempla ações voltadas ao público infantil e infantojuvenil, atividades formativas gratuitas para professores e a autorização para registro e difusão das ações em meios de comunicação e plataformas digitais, ampliando o alcance do projeto para além dos espaços físicos de realização. Também estão previstas consultorias de acessibilidade e a presença de intérprete de Libras e audiodescrição sempre que necessário, garantindo a participação de pessoas com deficiência.“O mundo na cabeça” reafirma seu compromisso com a educação antirracista e com a promoção da diversidade cultural, contribuindo diretamente para a efetivação da Lei nº 10.639/03, que institui o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas. O projeto busca, assim, promover o acesso igualitário à arte, valorizar a identidade negra desde a infância e fortalecer o papel transformador da cultura nos territórios em que atua.