Início: 22/03/2027Término: 22/11/2027Aceite: 27/11/2025Arquivada: 22/01/2026
"Horizontes Periféricos Quilombos Gerais" é um projeto que propõe o desenvolvimento audiovisual de 04 territórios criativos, nas seguintes comunidades quilombolas do Vale do Jequitinhonha/MG: Marobá, Água Limpa de Cima, Mata dos Crioulos e Macuco. Para isso, serão realizadas 04 oficinas (36h/a cada) de capacitação audiovisual para participantes a partir de 14 anos vivenciar e aprenderem sobre roteiro, direção, fotografia, som, produção e montagem, enquanto desenvolvem coletivamente uma websérie de 08 episódios (10 minutos cada), terá como primeira janela o Youtube.O projeto fortalece a autonomia criativa, valoriza identidades quilombolas e amplia o acesso à cultura por meio da prática audiovisual. Ao unir saberes tradicionais e experimentação estética, promove consciência crítica, circulação de narrativas locais e formação de novos realizadores. "Horizontes Periféricos Quilombos Gerais" reafirma a potência do audiovisual como ferramenta de cidadania, memória e transformação social.
Horizontes Periféricos – Quilombos Gerais é um projeto de formação e criação audiovisual realizado em comunidades quilombolas do Vale do Jequitinhonha. Por meio de 4 (quatro) oficinas gratuitas de 36 horas, quilombolas a partir de 14 anos aprenderão os fundamentos de roteiro, direção, fotografia, montagem e produção enquanto desenvolverão, de forma coletiva, uma websérie composta por oito curtas documentais de 10 minutos. Estes episódios da websérie serão filmados e concebidos pelos próprios participantes, os episódios revelam a diversidade cultural, social e identitária dos quilombos, fortalecendo o acesso à cultura, a autonomia criativa e a circulação de narrativas locais.A realização buscará se conectar às questões que os territórios já expressam em sua história, e que os participantes das oficinas irão escolher e desenvolver. Citamos abaixo um pouco sobre as comunidades envolvidas e seus contextos:- Marobá (município de Almenara/MG): A comunidade quilombola de Marobá está situada a cerca de 30 km da sede de Almenara, no Vale do Jequitinhonha. Vivem ali aproximadamente 15 famílias em um território rural com estrutura limitada, em que a escola atende apenas séries básicas. A presença de Marobá no projeto amplia a visibilidade de uma comunidade tradicional pouco assistida, fortalecendo sua memória e criando condições para que moradoras e moradores participem da produção audiovisual. Isso contribui para a valorização de sua história, identidade e pertencimento.- Água Limpa de Cima (município de Berilo/MG): A comunidade Água Limpa de Cima se encontra na zona rural de Berilo, próxima à rodovia local, e integra o conjunto de comunidades quilombolas da região. Mantém tradições culturais e religiosas vibrantes, como celebrações da padroeira e festas populares, que reforçam seu forte vínculo comunitário. A inclusão de Água Limpa de Cima no projeto possibilita registrar essas expressões culturais e tradições vivas, fortalecendo a representatividade e assegurando que narrativas quilombolas rurais ocupem mais espaço no audiovisual.- Mata dos Crioulos (município de Diamantina/MG): A comunidade Mata dos Crioulos, na região de Diamantina, compõe um conjunto de localidades quilombolas que preservam forte ancestralidade. Relatos indicam que cerca de 100 famílias vivem no território, ainda em processo de regularização fundiária. Sua participação no projeto é estratégica, dado o papel central da memória, da luta por terra, da resistência e do patrimônio cultural local. Esses elementos fortalecem uma produção audiovisual comprometida com narrativas diversas das comunidades quilombolas e com a preservação de identidade.- Macuco (município de Minas Novas/MG): O quilombo de Macuco representa outra comunidade fundamental do Vale do Jequitinhonha. O território expressa a continuidade histórica dos quilombos na região, marcada por processos de povoamento ligados à mineração e ao trabalho, cujas memórias permanecem nas práticas e modos de vida locais. Ao integrá-lo ao projeto, ampliamos o espaço para que jovens e moradores compartilhem suas vivências, contribuindo para afirmação identitária, preservação cultural e visibilidade territorial.
O objetivo geral do projeto será desenvolver capacidades técnicas e criativas em 04 territórios quilombolas do Vale do Jequitinhonha: Marobá, Água Limpa de Cima, Mata dos Crioulos e Macuco, por meio de oficinas gratuitas de realização audiovisual (36h/a cada) que promoverão a produção coletiva de uma websérie. A websérie "Quilombos Gerais" terá como premissa o fortalecimento de identidades quilombolas e o impulsionando de novos realizadores. Objetivos específicos: * Remunerar com bolsas incentivos de R$ 600,00 bruto, as 40 pessoas participantes das 04 oficinas de audiovisual (10 vagas por oficina). * Contribuir para a formação de novos realizadores criando possibilidades para a inserção dos participantes das oficinas no mercado de trabalho audiovisual. * Motivar a experimentação audiovisual, incentivando o conhecimento de diversas técnicas e linguagens cinematográficas, com o intuito de produzir 08 episódios da websérie "Quilombos Gerais", 02 episódios por comunidade quilombola. * Ampliar a difusão de projetos e produtos culturais quilombolas, por meio da internet, contribuindo para o fomento cultural descentralizado no estado de Minas Gerais. * Contribuir para a criação de grupos multiplicadores que trabalhem com as potencialidades da produção audiovisual. * Fomentar a economia e capacitação audiovisual nas comunidades quilombolas do Vale do Jequitinhonha. * Incentivar o reconhecimento e a valorização das atividades culturais, tradições religiosas, patrimônio imaterial na região do Vale do Jequitinhonha.
O projeto Horizontes Periféricos Quilombos Gerais tem o compromisso de fortalecer o acesso democrático à cultura por meio de ações formativas gratuitas. Além disso, promoverá a autonomia criativa de comunidades quilombolas do Vale do Jequitinhonha com pagamento de bolsas de incentivo às pessoas participantes das oficinas, que definirão os temas e produzirão os 08 episódios da websérie. Ao implantar quatro núcleos formativos em audiovisual nos territórios de Marobá, Água Limpa de Cima, Mata dos Crioulos e Macuco, a iniciativa atua diretamente no cumprimento dos princípios fundamentais da política cultural brasileira. O projeto amplia o acesso livre às fontes da cultura ao oferecer formação qualificada e gratuita a jovens e adultos quilombolas, criando meios concretos para que esses sujeitos tenham pleno exercício dos seus direitos culturais: expressão, pertencimento, produção e difusão de suas próprias narrativas por meio do audiovisual. Desta forma, o projeto contribuirá para proteger expressões culturais de povos quilombolas, cuja memória e identidade desempenham papel essencial na diversidade e no pluralismo cultural do país. O projeto atende também ao inciso II, do Art. 1º da Lei 8313/91, ao promover a regionalização da produção artística, valorizando talentos locais, fortalecendo recursos humanos dos territórios e estimulando a criação de conteúdos audiovisuais enraizados nas vivências, linguagens, histórias e cosmologias quilombolas. Em alinhamento ao inciso III, do referido Artigo da Lei 8313/91, o projeto valorizará e difundirá manifestações culturais tradicionais das quatro comunidades quilombolas participantes, reconhecendo seus criadores como agentes fundamentais da cultura brasileira e potencializando sua visibilidade, por meio da produção e disponibilização na internet dos 08 episódios da websérie Quilombos Gerais. Cumpre ainda o inciso V, ao contribuir para a salvaguarda dos modos de criar, fazer e viver das comunidades quilombolas do Vale do Jequitinhonha. A linguagem audiovisual torna-se aqui instrumento de perpetuação de conhecimentos, práticas ancestrais e histórias orais, fortalecendo sua continuidade para as novas gerações. O inciso VI é contemplado ao preservar bens imateriais do patrimônio cultural e histórico das 04 comunidades quilombolas, por meio do registro audiovisual de práticas tradicionais e da criação de curtas-metragem (episódios da websérie) que assegurem memória e visibilidade pública na web. Quanto ao inciso VII, o projeto estimula o diálogo intercultural ao gerar produtos que favorecem a consciência internacional sobre a riqueza dos valores culturais quilombolas, promovendo respeito, reconhecimento e intercâmbio entre diferentes comunidades tradicionais. Em atendimento ao inciso VIII, as oito obras audiovisuais produzidas nas 04 oficinas configuram bens culturais de valor universal, capazes de disseminar conhecimento, memória e identidade, contribuindo tanto para o repertório artístico do país quanto para o patrimônio simbólico da humanidade. O projeto também responde ao inciso IX, ao priorizar o produto cultural originário do país, fomentando obras concebidas e produzidas no território brasileiro e em suas raízes quilombolas. Por fim, ainda que não tenha foco central no inciso X, o projeto abre caminhos para a formação técnica e criativa que poderá futuramente estimular jovens quilombolas a ingressarem no campo transdisciplinar dos jogos eletrônicos brasileiros independentes, ampliando possibilidades profissionais e artísticas. O projeto Horizontes Periféricos Quilombos Gerais enquadra-se plenamente nos objetivos previstos no art. 3º do Pronac, ao promover formação audiovisual, produção cinematográfica, valorização e difusão cultural em comunidades quilombolas do Vale do Jequitinhonha. Sua estrutura contempla, simultaneamente, ações de capacitação, com pagamento de bolsas de incentivos às 40 pessoas participantes das oficinas (R$600,00 por pessoa), estímulo à criação audiovisual que registrará e divulgará o patrimônio imaterial das comunidades quilombolas e fortalecimento de produtores culturais locais.O projeto responde ao inciso I por meio da realização de oficinas audiovisuais de caráter cultural e artístico, conforme previsto na alínea c. As quatro oficinas de 36h, voltadas à formação em roteiro, direção, fotografia, produção e montagem, constituem um percurso técnico e criativo para jovens e adultos quilombolas, garantindo: a formação inicial e aperfeiçoamento em competências audiovisuais dos participantes das oficinas, bem como a possibilidade de tornarem-se novos criadores e-ou técnicos. Para além disso, o projeto estimulará o envolvimento de artistas e Griôs em ações educacionais, conforme a alínea d, especialmente ao integrar mestres da cultura, lideranças comunitárias e artistas quilombolas como referências pedagógicas a serem protagonistas nos episódios da websérie. Ao democratizar o acesso à formação audiovisual, o projeto contribui para a construção de trajetórias profissionais e para o fortalecimento de criadores quilombolas historicamente sub-representados. O projeto atende também ao inciso II ao impulsionar a produção de obras audiovisuais, conforme a alínea a. Cada oficina culminará na criação de vídeos: 08 episódios da websérie, 10 minutos cada, com registros do patrimônio dos quilombos. Essas produções favorecerão a circulação de narrativas quilombolas contemporâneas e ampliarão a presença dessas comunidades no campo audiovisual. Além disso, o projeto pode integrar-se a mostras, festivais e eventos culturais, alinhando-se às alíneas 'c' e 'e' ao promover a exibição pública dos resultados e estimular a difusão artística em contextos regionais e nacionais.O projeto se alinha às finalidades do inciso III ao proteger o folclore, o artesanato e as tradições populares quilombolas, conforme a alínea d. Bem como, ao realizar registro audiovisual de práticas, saberes, celebrações e modos de vida, contribuindo para sua preservação como patrimônio imaterial. Os registros audiovisuais resultantes constituirão acervo de valor cultural, histórico e educativo, fortalecendo a memória comunitária e oferecendo novas ferramentas de valorização identitária para escolas, associações quilombolas e iniciativas culturais.O inciso IV é atendido mediante a realização de levantamentos, estudos e pesquisas conduzidos durante as oficinas sobre a história local, identidade quilombola e processos criativos, conforme a alínea b. Para além disso, a disponibilização dos 08 episódios da websérie no Youtube aproximará públicos urbanos e rurais dos valores culturais desses territórios, contribuindo para a ampliação do conhecimento e da circulação simbólica de suas narrativas. As obras audiovisuais produzidas serão distribuídas gratuitamente, estando à disposição das comunidades quilombolas parceiras e produtoras dos episódios da websérie. Isto fortalecerá o diálogo territorial e o intercâmbio cultural entre as comunidades e outros territórios.Por fim, o projeto se enquadra no inciso V ao promover ações complementares como rodas de conversa, consideradas relevantes para o fortalecimento da cultura quilombola, alinhadas à alínea c. Tal atividade amplia a profundidade pedagógica e cultural do projeto e qualifica seu impacto social e artístico.
CRONOGRAMA DE TRABALHO HORIZONTES PERIFÉRICOS - QUILOMBOS GERAISMÊS 01 - Pré-produçãoABERTURA DE CONTACONTRATAÇÃO DE EQUIPE CRIAÇÃO DE LOGO E IDENTIDADE VISUALCRIAÇÃO DE PÁGINA YOUTUBEMÊS 02 - Pré-produçãoINICIAÇÃO DE CONTATOS E PARCERIAS COM AS ASSOCIAÇÕES QUILOMBOLASARTICULAÇÃO COM CENTRO CULTURAIS E ESCOLASCONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE LOGÍSTICA PARA EQUIPE (HOSPEDAGEM, TRANSPORTE E ALIMENTAÇÃO)DESIGN, FAIXAS E IMPRESSÃO DOS CARTAZES DE DIVULGAÇÃO PARA ALMENARA/MGMÊS 03 - Pré-produçãoDIVULGAÇÃO NA COMUNIDADE QUILOMBOLA MAROBÁ - ALMENARA/MGINSCRIÇÕES DE PARTICIPANTES DE ALMENARA/MG (3 SEMANAS)SELEÇÃO E DEVOLUTIVA PARTICIPANTES DE ALMENARA/MGMÊS 04 - ProduçãoDESIGN, FAIXAS E IMPRESSÃO DOS CARTAZES DE DIVULGAÇÃO PARA BERILO/MGINSCRIÇÕES DE PARTICIPANTES DE BERILO/MG (3 SEMANAS)SELEÇÃO E DEVOLUTIVA PARTICIPANTES DE BERILO/MGOFICINA DE AUDIOVISUAL NA COMUNIDADE QUILOMBOLA MAROBÁ - ALMENARA/MGGRAVAÇÃO DE DOIS EPISÓDIOS NA COMUNIDADE QUILOMBOLA MAROBÁ - ALMENARA/MGPAGAMENTO DE BOLSA INCENTIVO PARA PARTICIPANTES DE MAROBÁMÊS 05 - ProduçãoDESIGN, FAIXAS E IMPRESSÃO DOS CARTAZES DE DIVULGAÇÃO EM DIAMANTINA/MGINSCRIÇÕES DE PARTICIPANTES DE MATA DOS CRIOULOS - DIAMANTINA/MGSELEÇÃO E DEVOLUTIVA PARTICIPANTES DE MATA DOS CRIOULOS - DIAMANTINA/MGOFICINA DE AUDIOVISUAL NA COMUNIDADE QUILOMBOLA ÁGUA LIMPA DE CIMA - BERILO/MGGRAVAÇÃO DE DOIS EPISÓDIOS NA COMUNIDADE QUILOMBOLA ÁGUA LIMPA DE CIMA - BERILO/MGPAGAMENTO DE BOLSA INCENTIVO PARA PARTICIPANTES DE ÁGUA LIMPA DE CIMAMÊS 06 - ProduçãoDESIGN, FAIXAS E IMPRESSÃO DOS CARTAZES DE DIVULGAÇÃO EM MINAS NOVAS/MGINSCRIÇÕES DE PARTICIPANTES DE MACUCO - MINAS NOVAS/MGSELEÇÃO E DEVOLUTIVA PARTICIPANTES DE MACUCO - MINAS NOVAS/MGOFICINA DE AUDIOVISUAL NA COMUNIDADE QUILOMBOLA MATA DOS CRIOULOS - DIAMANTINA/MGGRAVAÇÃO DE DOIS EPISÓDIOS NA COMUNIDADE QUILOMBOLA MATA DOS CRIOULOS - DIAMANTINA/MGPAGAMENTO DE BOLSA INCENTIVO PARA PARTICIPANTES DE MATA DOS CRIOULOSMÊS 07 - ProduçãoOFICINA DE AUDIOVISUAL NA COMUNIDADE QUILOMBOLA MACUCO - MINAS NOVAS/MGGRAVAÇÃO DE DOIS EPISÓDIOS NA COMUNIDADE QUILOMBOLA MACUCO - MINAS NOVAS/MGPAGAMENTO DE BOLSA INCENTIVO PARA PARTICIPANTES DE MACUCO MÊS 08 - Pós-produçãoMONTAGEM DOS 08 EPISÓDIOS QUE COMPÕE A WEBSÉRIE "QUILOMBOS GERAIS’’MÊS 09 - Pós-ProduçãoINSERÇÃO DOS FILMES NA PLATAFORMA DO YOUTUBE DO CANAL DO INSTITUTO CULTURAL PALCO E TELADIVULGAÇÃO DA WEBSÉRIEINICIAÇÃO DA ETAPA DE PRESTAÇÃO DE CONTASMÊS 10 - Pós-ProduçãoFINALIZAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS
A decisão de desenvolver os argumentos dos 8 episódios da websérie Quilombos Gerais durante as quatro oficinas realizadas nas comunidades quilombolas de Marobá (Almenara/MG), Água Limpa de Cima (Berilo/MG), Mata dos Crioulos (Diamantina/MG) e Macuco (Minas Novas/MG) se fundamenta no compromisso do projeto Horizontes Periféricos Quilombos Gerais com a participação direta das comunidades, com a construção coletiva do conhecimento e com a valorização de narrativas audiovisuais originadas pelos próprios sujeitos quilombolas. Os argumentos serão construídos a partir de vivências, memórias, histórias orais, práticas culturais e territorialidades compartilhadas pelos participantes das oficinas. Isso garante que a websérie reflita com fidelidade a complexidade, a diversidade e o modo de vida das comunidades quilombolas, evitando narrativas externas e deslocadas do território. O desenvolvimento dos argumentos integra-se ao processo de ensino sobre roteiro, direção, fotografia, produção e montagem permitindo que os participantes vivenciem todas as etapas do processo audiovisual — da criação à realização. A prática criativa torna-se ferramenta de aprendizado técnico, crítico e expressivo. Criar os argumentos dentro das próprias oficinas reforça o princípio de que as comunidades quilombolas participantes são autoras, criadoras e agentes de suas narrativas audiovisuais, em conformidade com os princípios do Pronac e da política cultural brasileira. O produto final (a websérie) nasce das vozes e olhares quilombolas, e não apenas sobre elas. Ao estruturar os episódios com participação ativa dos jovens e adultos das oficinas, o projeto contribui para a formação de novas gerações de roteiristas, realizadores e pesquisadores culturais diretamente nos territórios quilombolas participantes. A websérie torna-se parte do resultado pedagógico e do legado formativo. Cada oficina situada em uma comunidade quilombola do Vale do Jequitinhonha com suas especificidades culturais, histórias e expressões alimentará a criação de diferentes argumentos. Assim, os 8 episódios representarão múltiplas realidades, tradições, desafios, celebrações quilombolas e perspectivas geracionais e históricas. Isso amplia o repertório narrativo e dá robustez ao conjunto da websérie. O desenvolvimento dos argumentos durante as oficinas cria um fluxo natural entre investigação territorial, escuta comunitária, criação coletiva, escrita e produção. É um ciclo integrado, coerente com metodologias de educação popular, audiovisual comunitário e salvaguarda cultural. Os argumentos serão gerados a partir de estudos, conversas, entrevistas e dinâmicas conduzidas nas oficinas, funcionando como um registro criativo do patrimônio imaterial, fortalecendo a documentação de saberes e práticas locais. A Sarasvati Produtora Cultural, responsável pelas cinco edições já realizadas do projeto Horizontes Periféricos, realizadas em comunidades periféricas de Belo Horizonte, seguirá como parceira estratégica nesta nova versão do projeto. As cinco edições anteriores de Horizontes Periféricos capacitou mais de 650 alunos e alunas, promoveu 60 oficinas e resultou na produção de 100 curtas-metragens. Mantendo sua trajetória de atuação formativa e comunitária, a produtora é uma colaboradora constante do Instituto Cultural Palco e Tela, contribuindo com sua experiência consolidada em formação audiovisual, gestão territorial e desenvolvimento de ecossistemas criativos de base comunitária.
1. Desenvolvimento de Territórios CriativosO projeto Horizontes Periféricos – Quilombos Gerais integra o eixo de Desenvolvimento de Territórios Criativos, promovendo acesso à formação cultural e geração de renda em comunidades quilombolas do Vale do Jequitinhonha. As oficinas oferecem formação audiovisual gratuita associada a uma política de incentivo direto aos participantes, fortalecendo a autonomia e valorizando o tempo dedicado ao aprendizado e à criação.Serão concedidas 40 bolsas-incentivo, no valor de R$ 600,00 cada, destinadas aos participantes das oficinas, 10 bolsas por comunidade. Esse apoio financeiro contribui para que moradores, jovens e adultos possam participar ativamente do processo formativo, reconhecendo a relevância social, cultural e econômica de suas presenças e saberes.A ação reforça o compromisso do projeto com a democratização do acesso à cultura, o estímulo à economia criativa local e a construção de oportunidades de trabalho no campo do audiovisual.2. Paginação e Formato dos Materiais EscritosProjeto Pedagógico da Oficina: documento em PDF com aproximadamente 8 a 12 páginas, contendo: objetivos, justificativa, metodologia, cronograma detalhado, bibliografia e orientações didáticas.Apostila do Aluno: material didático em PDF com 20 a 30 páginas, incluindo conceitos básicos de audiovisual, roteiro, fotografia, som, produção e referências de filmes.Relatório Final: documento em PDF com 10 a 15 páginas, contendo registro do processo, fotos das atividades, análise dos resultados e ficha técnica dos curtas produzidos.3. Duração e Estrutura da OficinaCarga horária total: 36 horas-aula por comunidade (04 oficinas)Distribuição:Semana 1: 4 encontros presenciais (teoria + prática básica).Semana 2: prática autônoma de captação com câmeras.Semana 3: 4 encontros presenciais (análise de material, preparação técnica e filmagens do documentário).Formato: encontros presenciais com atividades práticas de campo.4. Produtos Audiovisuais FinalizadosQuantidade: 08 curtas-metragens (dois por oficina), produzidos coletivamente pelos participantes.Duração de cada episódio: 10 minutos.Formato de entrega:Arquivo digital em MP4 (H.264), resolução Full HD (1920x1080)Áudio captado e mixado em 48kHz, estéreoLegendas em portuguêsMiniatura (thumbnail) para publicação na webFicha técnica e sinopse de cada filmePublicação: canal do YouTube do Instituto Palco e Tela (a ser criado).5. Materiais Necessários e EquipamentosCâmeras digitais disponíveis para uso dos alunos (filmadoras ou DSLR/Mirrorless).Microfones: lapela, boom direcional e gravadores portáteis.Kits de luz (quando necessário) e uso predominante de luz natural.Computador com software de edição (DaVinci Resolve ou equivalente).Apostilas impressas ou digitais para uso dos participantes.Acesso à internet para referências audiovisuais e upload dos episódios.6. Projeto PedagógicoO projeto pedagógico se estrutura em três eixos:a) Formação Teórica e ConceitualHistória do documentário e do cinema independenteLinguagem audiovisual (enquadramento, luz, som, montagem)Ética e abordagem documental em territórios quilombolasRoteiro para documentário e websériesb) Prática Técnica e CriativaExercícios de câmera, entrevista e observação do territórioDesenvolvimento coletivo do tema e do roteiro-baseCaptação autônoma de imagens na comunidadeFilmagens oficiais do documentário em equipec) Produção Coletiva e Vivência ComunitáriaMetodologia horizontal e participativaConstrução compartilhada da narrativaValorização de saberes locaisÊnfase na autoria quilombola e no reconhecimento identitárioOrganização das funções técnicas de forma rotativa ou fixaFinalização dos curtas com acompanhamento dos ministrantes7. Entregáveis Finais08 curtas documentais (10 minutos cada)01 Projeto Pedagógico completoApostila digital para alunosRelatório Final do projetoRegistro fotográfico das atividades
COORDENAÇÃO GERAL - Graziella LucianoMestra em Artes, Cinema – “Crianças Produtoras de Conteúdo Audiovisual” – Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais; Sócia fundadora da Sarasvati Produtora Cultural, trabalha desde 2008 com produção audiovisual - Atual; Roteira da série de audiovisual Bh do Amor - LPG/BH. Show Runner na série Heroínas Negras Mineiras - LPG/SEcult MG. Produtora Executiva do longa documental “As Benzedeiras” - financiado pelo edital FSA-ANCINE Novos Realizadores 2022; Produtora executiva e Roteirista da série infantil de animação “HeroínasNegras Brasileiras” – 13 episódios de 10 minutos, aprovada no edital TVs públicas/2018, Ancine/FSA e BRDE – em fase de produção, estreia 2024; Produtora executiva e Roteirista da série infantil de animação “Heroínas Negras Brasileiras: 2a temporada” – 13 episódios de 13 minutos, aprovada no edital do Canal Futura, participante do edital TV VOD 2023 - Ancine/FSA e BRDE – em fase de seleção; Coordenadora de produção e roteirista das cinco edições do projeto “Horizontes Periféricos”, que realizou 100 filmes e 50 oficinas de audiovisual (2012, 2014, 2017, 2019 e 2023), financiado pelo Fundo Municipal de Cultura de BH; Produtora executiva e Roteirista da série infantil de TV “Pintando a Sétima Arte” – 13 episódios de 7 minutos cada – edital TVs públicas, PRODAV 11/2014, exibição em 95 Canais Públicos de TV anos 2017 e 2018 – Ancine/FSA e BRDE; Diretora de produção Professores Artistas – 10 episódios de 20 minutos cada – FUNDEP/UFMG; Diretora de produção, ministrante de oficina e roteirista “Curta o Cinema em Santê” (edições 2018 e 2019) e “Quero ser Youtuber”, no MIS CINE Santa Tereza, financiada pelaSecretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte; Diretora de produção da série de TV “Conexão Brasil Senegal: a cultura em nós”, financiada pelo Prodav 01, para o CineBrasil TV, produtora Atos Central de Imagens – em edição; Coordenadora de projetos do Laboratório INNOVATIO da Escola de Belas Artes da UFMG – Cineclube Olaria, mais de 60 vídeo-aulas para o CAED de 2011 à 2015; Produtora executiva e roteirista dos documentários e catálogo para a Magistra (Escola de Formação e desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais) - documentários: “AHistória da Educação em Minas Gerias” e “Personalidades Mineiras na Educação”; Coordenadora geral e produtora executiva das mostras de cinema de Pitangui, 1a, 2a e 3a edições.DIREÇÃO DE PRODUÇÃO - Simone Abreu COMEMORAÇÃO DO DIA DO PATRIMÔNIO AFROMINEIRIDADES IEPHA - MG - Produtora de campoPRÊMIO LEDA MARIA MARTINS - ass. PRODUÇÃO9ª JUNTA - ass. produçãoSARUÊ BAR E CHOPERIA CULTURAL - produtora festa 10 anosBLOCO QUANDO COME SE LAMBUZA PRODUTORA ARTÍSTICA DE TRIO FESTIVAL SALVE ÓRIXAS 2023 - produtora culturalCURTA-METRAGEM “O CADERNO VERDE DE AVENCA” - CASA ANÔMALA - produção de set44ª ARRAIAL DE BELO HORIZONTE - BELOTUR - produtora de campoFESTIVAL TOCA NA FAVELA - CCBB BH - Ass. produção ARTÍSTICAFESTIVAL SARARÁ - AMACACO - Equipe de responsabilidade socialPÚBLICA AGÊNCIA DE ARTE - PRODUTORA EXECUTIVAFESTIVAL SENSACIONAL - HÍBRIDO PRODUÇŌES - equipe de responsabilidade socialÍRIS - NA SALA PRODUÇÕES - ass. PRODUÇÃOCASA COR MG 2021 - ass. FOTOGRAFIA para Rafael sandim, cliente duo arquitetos6ª CURA - CIRCUITO URBANO DE ARTE - produtora de base11ª FAN - FESTIVAL DE ARTE NEGRA - produtora de atividades formativas8ª JUNTA - ass. de produção43º ARRAIAL DE BELO HORIZONTE - INSTITUTO PERIFÉRICO E BELOTUR - produtora de campoFESTIVAL SARARÁ - AMACACO - equipe de responsabilidade social7ª VIRADA CULTURAL DE BELO HORIZONTE - produtora de campo7ª CURA - CIRCUITO URBANO DE ARTE - produta de basePREMIAÇÃO SÃO JOÃO FESTEIRO - INSTITUTO PERIFÉRICO - produção de logística15ª FIT - FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO - INSTITUTO ODEON - produtora ARTÍSTICAMINISTRANTE - Labibe Araújo Direção geral: Heroínas Negras Mineiras - Serie de animação infanto-juvenil - em desenvolvimentoRoteiro: "A Voz que ninguém escutou"- Longa em desenvolvimento - Produção: Sarasvati Produtora CulturalDireção do live action: Serie de animação infanto-juvenil "Heroínas Negras Brasileiras"- TV`s Públicas - 2025 - 4 episódiosAssistente de direção: Serie de animação infanto-juvenil "Heroínas Negras Brasileiras"- TV`s Públicas - 2025 - 6 episódiosRoteiro e Direção: "As Benzedeiras" - Longa-metragem na montagem - Estreia em 2026Roteiro e direção – Minha Raiz - Curta documentário - Outubro, 2017Assistente de Roteiro - Longa-metragem "A Vitima Invisível" - Direção: Juliana Antunes - Abril/2023 a Julho/2023Direção de arte e produção de Objetos: “Ciclo” Direção Karen SuzaneDireção de arte: “Coragem” Direção: Karen SuzaneDireção de arte e Produção de objetos Filme: Um vestido para ver mamãe - Direção: Karen Suzane - Abril/2022Assistente de Produção - 1° Mostra Exibindo nas Quebradas - Coletivo Coisa de Preto - Abril/2022Direção de Produção - 1° Mostra Ibeji de cinema negro infantil - Coletivo Coisa de Preto - Julho/2022Direção de Produção - 3° Mostra Negritude em Pauta no Audiovisual - Coletivo Coisa de Preto - Agosto-2022Direção de Arte - Documentário 60 anos Atacadão S.A Direção: Livia Cappellari - Fevereiro/2022 - EM FINALIZAÇÃO Ministrante do Curso: Curta o Cinema em Pitangui - Setembro, 2021 - Produção: Sarasvati Produtora - Direção, capitação de imagens e som, edição e finalização Oficina de Introdução a prática cinematográfica - Agosto – 2019 - PROJETO PROJOVEM - Santa Luzia/MG MINISTRANTE E MONTADORA DOS EPISÓDIOS DA WEBSÉRIE - THAÍS IRSAtua na montagem e na pós-produção audiovisual, reunindo experiência em longas, curtas e séries financiados por editais públicos e por produtoras independentes. Desenvolve a organização do Carua Lab como ponto de cultura dedicado ao apoio de filmes em montagem e ao fortalecimento de processos de finalização, distribuição e preservação, além de integrar o desenvolvimento do CineLab MG e BH para projetos de grupos minorizados. Montou obras como Igual a um nativo, Terrenal, A praia de Samuca, Solo Vazio, De quatro e Aboiador das Palavras. Colabora com processos de pós-produção em diferentes etapas, incluindo coordenação. Co-montou e co-dirigiu Todo mapa tem um discurso e Não sei qual cidade se passa aos olhos dele, o longa Mestre Sirso (BNDES) e realizou Do observatório me viram, filme exibido em festivais no Brasil e na América Latina. É mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ, com pesquisa sobre arquivo e criação a partir de Harun Farocki, cursou Montagem na Escola Darcy Ribeiro e diversas formações dedicadas à crítica, narrativa e políticas da imagem. PRODUTOR - BRUNO LELISGestor, programador e produtor cultural, articulador de projetos e curador. Atou como Produtor e Programador Cultural do MemoriaL MInas Gerais Vale - Instituto Cultural Vale (ICV). Produtor da edição CURA LAGOINHA em Belo Horizonte-MG. Desenvolve consultoria para artistas, grupos e cias no campo das artes performáticas e cênicas. Elaborador de projetos culturais e professor de gestão e produção cultural da Escola Livre de Artes - arena da cultura, nas oficinas de introdução a produção e gestão cultural no ano de 2019. No ano de 2016 foi professor na área de Gestão Cultural no programa Valores de Minas / CICALT / SEE / PLUG MINAS - GOVERNO DE MINAS. Diretor Financeiro do Instituto Lumiar. Especialista em Gestão Cultural contemporânea e Curadoria pelo Itaú cultural e Instituto Singularidades .Pós graduado na MBA em Gestão de Empreendimentos Culturais - IEC / PUC MINAS. Graduado - Bacharel em Produção Cultural pela UFF - Universidade Federal Fluminense - 2016. Parecerista credenciado para avaliação dos projetos artísticos culturais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nas áreas das artes cênicas (Teatro e Dança), na LEI MUNICIPAL DE CULTURA BH – MG – SMC/FMC e na FUNDARPE – FUNDAÇÃO DE CULTURA DE PERMANBUCO – CE, GOVERNO DO ESTADO DE CEARÁ e na Lei Paulo Gustavo -MG-2023.
.Todas as oficinas serão acessíveis e poderão ser frequentadas por participantes com diferentes tipos de deficiência ou necessidades específicas.Pessoas com deficiência motora:As atividades ocorrerão em espaços comunitários com infraestrutura acessível. Caso algum participante tenha mobilidade reduzida, os exercícios práticos serão adaptados e realizados em áreas que permitam sua plena participação, garantindo condições adequadas de circulação e conforto.Pessoas cegas ou com baixa visão:Participarão integralmente das etapas de criação, especialmente na construção de argumentos, roteiros, entrevistas, direção e sonoridades. Os oficineiros realizarão mediação descritiva das atividades e dos equipamentos utilizados.Pessoas surdas ou com deficiência auditiva:Poderão integrar todas as etapas da oficina, especialmente roteiro, direção e filmagem. Quando necessário, serão garantidas estratégias de comunicação acessível, como mediação adequada.Pessoas com Síndrome de Down:Participarão das oficinas com acompanhamento inclusivo e respeitando seus ritmos, potencialidades e interesses dentro do processo criativo.Pessoas com outras necessidades específicas:Os oficineiros e assistentes serão orientados a descrever ações, adaptar exercícios e oferecer mediação acessível sempre que necessário, garantindo autonomia e inclusão.Acessibilidade nos episódios da websérie:Todos os 08 filmes produzidos contarão com Libras, disponibilizado na versão final publicada no canal do YouTube da proponente. Serão incluídas ainda audiodescrição e legendagem descritiva.
Em cada comunidade quilombola haverá processo de inscrição amplo, gratuito e acessível, garantindo que todos os interessados possam participar das oficinas. As atividades serão realizadas em horários definidos em diálogo com os moradores, priorizando períodos de maior disponibilidade dos participantes e respeitando suas rotinas de trabalho, estudo e vida comunitária. Todas as aulas presenciais, as etapas de gravação e os conteúdos disponibilizados na internet serão inteiramente gratuitos, assegurando a democratização do acesso à formação audiovisual e ampliando as oportunidades de participação e aprendizado no território.