Início: 01/03/2027Término: 22/12/2027Aceite: 09/01/2026
Realizar uma oficina gratuita de audiovisual comunitário com 20 moradores da Comunidade Quilombola do Sumidouro, em Padre Bernardo (GO), voltada à formação técnica e narrativa em autorregistro cultural. Como resultado, será produzido um documentário de média-metragem com aproximadamente 40 minutos, construído de forma colaborativa pelos participantes. O projeto será concluído com uma mostra cultural gratuita para exibição pública da obra à comunidade..
Resumo de Conteúdo dos Produtos (SALIC)Este documento apresenta os resumos de conteúdo, temas abordados e classificação indicativa de todos os produtos do projeto "Memórias do Quilombo Sumidouro", consolidando as correções de 20 vagas/bolsas e 40 minutos de documentário.1. CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO – OFICINA DE AUDIOVISUAL COMUNITÁRIOResumo do ConteúdoA oficina "Contar a Própria História" é uma jornada formativa que utiliza o audiovisual como ferramenta de empoderamento e preservação da memória. O conteúdo aborda desde a história oral e ancestralidade quilombola até técnicas profissionais de captação de imagem e som. Os participantes são provocados a olhar para o seu território e para si mesmos (autorretrato) como sujeitos históricos, transformando memórias individuais em narrativas coletivas. A oficina integra teoria e prática, culminando na coprodução de um documentário autoral.•Temas Principais: Identidade quilombola, memória coletiva, linguagem audiovisual, ética do registro comunitário e acessibilidade cultural.•Classificação Indicativa: Livre.2. MÉDIA-METRAGEM (AUDIOVISUAL) – DOCUMENTÁRIO "MEMÓRIAS DO QUILOMBO SUMIDOURO"Resumo do Conteúdo (Sinopse Narrativa)O documentário de 40 minutos é um mosaico de vozes e imagens que retrata a vida, a resistência e a cultura da Comunidade Quilombola do Sumidouro. Através de uma narrativa participativa, o filme alterna entre depoimentos de anciãos (guardiões da memória), jovens (herdeiros da tradição) e cenas do cotidiano rural. O conteúdo explora a relação com a terra, as celebrações religiosas, os saberes ancestrais e os desafios contemporâneos da comunidade. É um autorretrato vivo que busca romper com a invisibilidade histórica e celebrar a força da identidade negra no interior de Goiás.•Abordagem: Documentário participativo, poético e observacional.•Recursos: Inclusão de Libras, Audiodescrição e Legendas Descritivas.•Classificação Indicativa: Livre.3. EXPOSIÇÃO CULTURAL / DE ARTES – MOSTRA CULTURAL GRATUITAResumo do Conteúdo (Performance e Exposição)A Mostra Cultural é um evento interdisciplinar que celebra a conclusão do processo formativo. O conteúdo central é a exibição pública do documentário "Memórias do Quilombo Sumidouro", acompanhada de uma exposição de autorretratos fotográficos produzidos pelos alunos. O evento conta com uma performance de abertura baseada na tradição oral (Afro Contação de Histórias), onde mestres griôs e jovens aprendizes compartilham narrativas ancestrais. É um espaço de diálogo, fruição e reconhecimento da produção cultural quilombola pela própria comunidade e visitantes.•Atividades: Exibição audiovisual, exposição fotográfica, performance de contação de histórias e debate mediado.•Classificação Indicativa: Livre.4. CONTEÚDOS DIGITAIS DE DIFUSÃO CULTURALResumo do ConteúdoSérie de vídeos curtos (teasers e making of) e registros fotográficos que documentam os bastidores das oficinas e o processo de criação do documentário. O conteúdo foca na transformação dos participantes e na riqueza dos encontros intergeracionais, servindo como material de salvaguarda e difusão da memória do projeto em plataformas digitais.•Formato: Vídeos de 1 a 3 minutos e ensaios fotográficos digitais.•Classificação Indicativa: Livre.
Objetivo Geral Promover a formação em audiovisual comunitário para 20 moradores da Comunidade Quilombola do Sumidouro, em Padre Bernardo (GO), culminando na produção colaborativa de um documentário de média-metragem com aproximadamente 40 minutos e na realização de uma mostra cultural gratuita para exibição pública da obra, fortalecendo a preservação da memória, a valorização da identidade local e o acesso à cultura. Objetivos Específicos 1. Realizar uma oficina gratuita de audiovisual comunitário, composta por encontros teóricos e práticos, abordando linguagem audiovisual, roteiro, captação de imagem e som, narrativa documental e edição básica. 2. Capacitar os participantes para o uso de equipamentos audiovisuais, estimulando autonomia técnica, pensamento crítico e protagonismo na construção das narrativas. 3. Registrar relatos orais, práticas culturais, memórias e expressões do cotidiano da Comunidade Quilombola do Sumidouro, por meio de metodologia participativa. 4. Produzir, de forma colaborativa, um documentário de média-metragem com duração aproximada de 40 minutos, com qualidade técnica adequada para exibição pública. 5. Realizar uma mostra cultural gratuita na comunidade para apresentação do documentário, promovendo fruição cultural, diálogo e fortalecimento dos vínculos comunitários. 6. Contribuir para a preservação e difusão do patrimônio cultural imaterial da comunidade, estimulando a continuidade de iniciativas de registro e valorização da memória local.
O projeto justifica a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais previsto na Lei nº 8.313/91 por tratar-se de iniciativa de caráter formativo, comunitário e de acesso gratuito, a ser realizada na Comunidade Quilombola do Sumidouro, no município de Padre Bernardo (GO), território com acesso limitado a recursos culturais e a investimentos privados diretos. A proposta não possui viabilidade de captação por meio de bilheteria ou exploração comercial, uma vez que todas as atividades serão integralmente gratuitas, o que torna o incentivo fiscal instrumento essencial para sua execução.A Lei de Incentivo à Cultura viabiliza a descentralização dos recursos culturais, permitindo que ações estruturantes alcancem comunidades historicamente subatendidas, fortalecendo a democratização do acesso e a valorização da diversidade cultural brasileira. O projeto promove formação em audiovisual comunitário, preservação da memória coletiva e produção de documentário de média-metragem, ações que demandam equipe técnica especializada, equipamentos e estrutura operacional incompatíveis com a capacidade econômica local.O projeto enquadra-se no Art. 1º da Lei nº 8.313/91, especialmente nos seguintes incisos:I _ Contribui para facilitar a todos os meios de acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, ao ofertar 20 vagas gratuitas em oficina formativa e realizar mostra cultural aberta à comunidade;II _ Promove e estimula a regionalização da produção cultural e artística brasileira, valorizando expressões culturais de comunidade quilombola do interior de Goiás;III _ Apoia, valoriza e difunde manifestações culturais e seus respectivos criadores, ao reconhecer os moradores como protagonistas da produção audiovisual;IV _ Protege as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira, contribuindo para a preservação da memória e do patrimônio cultural imaterial quilombola.No que se refere ao Art. 3º da mesma norma, o projeto contribui para:I _ Incentivar a formação artística e cultural, por meio da capacitação técnica em audiovisual;II _ Fomentar a produção cultural e artística brasileira, com a realização de documentário de média-metragem;III _ Preservar e difundir o patrimônio cultural material e imaterial, ao registrar relatos orais, práticas culturais e memórias da comunidade;IV _ Estimular o desenvolvimento cultural regional e a diversidade cultural brasileira, ao fortalecer a identidade quilombola e ampliar sua visibilidade.Dessa forma, o Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais é fundamental para garantir a execução integral da proposta, assegurando recursos para formação, produção audiovisual, acessibilidade e realização de mostra gratuita, promovendo inclusão cultural, equidade territorial e fortalecimento da cidadania cultural.
ETAPAS DE TRABALHO1. CAPTAÇÃO DE RECURSOS•Prazo: Até 36 meses (com prorrogação automática, se necessário)2. PRÉ-PRODUÇÃO•Período: 01 de março de 2027 a 30 de abril de 2027 (60 dias)•Atividades:•Março de 2027: Articulação institucional e comunitária; Reuniões preparatórias; Definição dos critérios de seleção dos participantes; Mobilização e divulgação local das inscrições.•Abril de 2027: Contratação da equipe; Elaboração do plano pedagógico; Planejamento de acessibilidade; Organização logística; Aquisição de equipamentos de vídeo a ser destinado a projeto audiovisual a definir; Produção de materiais de comunicação.3. PRODUÇÃO/EXECUÇÃO•Período: 01 de maio de 2027 a 30 de setembro de 2027 (153 dias)•Atividades:•Maio de 2027: Aula de abertura da oficina (3h); Início do Workshop 1 – Autorretrato Histórico-Cultural.•Junho de 2027: Realização do Workshop 2 – Audiovisual Narrativo e Curtas Comunitários; Início das atividades práticas de registro audiovisual.•Julho de 2027: Realização do Workshop 3 – Acessibilidade Cultural no Audiovisual; Continuidade das gravações comunitárias.•Agosto de 2027: Realização do Workshop 4 – Afro Contação de Histórias; Seleção dos 20 participantes para a Bolsa Aprendiz; Intensificação das gravações do documentário.•Setembro de 2027: Realização das 20 horas de gravação prática do documentário com os bolsistas; Captação aprofundada de imagens e entrevistas; Aula de encerramento da oficina (3h); Pagamento das 20 Bolsas Aprendiz (R$ 500,00 por participante).4. PÓS-PRODUÇÃO•Período: 01 de outubro de 2027 a 31 de dezembro de 2027 (92 dias)•Atividades:•Outubro de 2027: Organização do material audiovisual; Início da edição do documentário.•Novembro de 2027: Continuidade da edição; Inserção de recursos de acessibilidade (Libras, audiodescrição, legendas); Revisão final do documentário.•Dezembro de 2027: Finalização do documentário; Organização e realização da Mostra Cultural Gratuita; Ações de difusão digital; Encerramento administrativo e prestação de contas.
Informações Complementares O projeto “Memórias do Quilombo Sumidouro – Autorretratos da História Viva” possui relevância estratégica por articular formação, memória, acessibilidade e produção audiovisual em um território quilombola que, apesar de reconhecido oficialmente, permanece historicamente invisibilizado no campo das políticas culturais. A proposta adota uma metodologia participativa e horizontal, garantindo que a comunidade não seja apenas objeto de registro, mas sujeito ativo de criação, decisão e narrativa, fortalecendo processos de autonomia cultural e autorrepresentação. Destaca-se ainda o caráter educativo do projeto, que dialoga com princípios da educação popular, da valorização da oralidade e da transmissão intergeracional de saberes. Ao integrar oficinas, workshops e produção audiovisual, o projeto promove o desenvolvimento de competências técnicas e críticas, ampliando as possibilidades de continuidade das práticas culturais e audiovisuais no território após o encerramento da ação. Outro aspecto relevante é o compromisso com a acessibilidade de forma transversal, incorporando desde a concepção até a difusão dos produtos recursos de acessibilidade física, comunicacional e de conteúdo, bem como a formação dos próprios participantes sobre o tema. Essa abordagem contribui para a consolidação de práticas culturais inclusivas e alinhadas às diretrizes contemporâneas de democratização do acesso à cultura. O projeto também possui potencial de impacto simbólico e social ao atuar no enfrentamento de estigmas e preconceitos historicamente associados à Comunidade Quilombola do Sumidouro. Ao promover a circulação de narrativas construídas pelos próprios moradores, a proposta contribui para a reconfiguração do imaginário social sobre a comunidade, fortalecendo o reconhecimento de sua importância histórica, cultural e identitária no município de Padre Bernardo e na região. Por fim, a escolha de realizar a mostra cultural no mês da Consciência Negra amplia o alcance político-cultural do projeto, conectando a ação a uma agenda nacional de valorização da cultura negra e dos povos tradicionais. Esses elementos reforçam a coerência da proposta, sua relevância cultural e seu alinhamento com os objetivos da Lei de Incentivo à Cultura, qualificando o projeto para avaliação e aprovação no âmbito do mecanismo de incentivo fiscal.
1. CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO – OFICINA DE AUDIOVISUAL COMUNITÁRIOEspecificações Técnicas e Paginação•Vagas: 20 vagas gratuitas para moradores da Comunidade Quilombola do Sumidouro.•Carga Horária: 58 horas totais (38h regulares + 20h práticas para bolsistas).•Material Didático: Apostila digital e impressa (formato A4, papel offset 90g, capa colorida, miolo P&B).•Paginação: 40 páginas de conteúdo pedagógico, exercícios práticos e referências bibliográficas.•Material de Apoio: Cadernos de anotação (50 folhas), canetas, pastas e crachás de identificação para os 20 participantes.Projeto Pedagógico•Objetivo Geral: Capacitar moradores para o uso do audiovisual como ferramenta de autorregistro e preservação da memória imaterial.•Metodologia: Abordagem dialógica e participativa baseada na educação popular. Aulas expositivas dialogadas, rodas de conversa, exercícios práticos de captação e edição colaborativa.•Avaliação: Processual e formativa, baseada na frequência (mínimo 75%), participação ativa e engajamento nas atividades práticas.•Certificação: Emissão de certificados de conclusão para os participantes que cumprirem os critérios de avaliação.2. MÉDIA-METRAGEM (AUDIOVISUAL) – DOCUMENTÁRIO "MEMÓRIAS DO QUILOMBO SUMIDOURO"Especificações Técnicas e Duração•Gênero: Documentário autoral comunitário.•Duração: 40 minutos (Média-metragem).•Formato de Captação: Digital, resolução mínima Full HD (1920x1080) a 24fps ou 30fps.•Formato de Entrega: Arquivo digital (.mp4 / .mov) e suporte físico (pendrive/HD externo para exibição).•Acessibilidade: Inclusão de Libras (janela lateral), Audiodescrição (trilha de áudio adicional) e Legendas Descritivas (Open Captions).Materiais e Equipamentos•Imagem: Câmeras profissionais/semiprofissionais (DSLR/Mirrorless), lentes fixas e zoom, tripés com cabeça fluida, estabilizadores (Gimbal).•Som: Gravadores digitais multipista, microfones direcionais (Shotgun/Boom), microfones de lapela sem fio, fones de ouvido profissionais.•Iluminação: Painéis de LED com temperatura de cor ajustável, tripés de iluminação, rebatedores e difusores.•Pós-Produção: Estação de edição com softwares profissionais para montagem, correção de cor e mixagem de som.3. EXPOSIÇÃO CULTURAL / DE ARTES – MOSTRA CULTURAL GRATUITAEspecificações Técnicas e Materiais•Público Estimado: 300 pessoas no território da Comunidade Quilombola do Sumidouro.•Exposição Fotográfica: 20 painéis fotográficos (autorretratos dos alunos) em formato 30x45cm, impressos em papel fotográfico fosco, montados em suporte rígido (PVC ou Foam).•Infraestrutura de Exibição: Telão de projeção (mínimo 150 polegadas), projetor multimídia de alta luminosidade (mínimo 4000 lumens), sistema de som profissional (PA) com mesa de som e microfones.•Acessibilidade Física: Rampas de acesso, sinalização tátil e visual, banheiros adaptados e reserva de espaços para cadeirantes.Programação e Mediação•Duração do Evento: 3 horas de programação cultural.•Mediação: Intérprete de Libras durante todo o cerimonial e debate. Audiodescrição ao vivo para a exposição fotográfica e trilha de audiodescrição para o documentário.•Material de Divulgação: Cartazes (A3), flyers (10x15cm) e banners digitais para redes sociais, todos com descrição de imagem (texto alternativo).4. AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE VÍDEODetalhamento Técnico•Finalidade: Aquisição de kit básico de produção audiovisual para execução do projeto e legado tecnológico.•Itens Previstos: Câmera de vídeo digital, kit de lentes, gravador de áudio digital, microfone shotgun, tripé profissional e kit de iluminação LED.•Destinação: os equipamentos ficaram sobre tutela do proponente para uso exclusivo cultural em atividades públicas e gratuitas.
O dirigente e proponente do projeto, Kaio Luan Pereira de Aquino, será responsável pela coordenação geral do projeto, atuando diretamente no planejamento, execução e acompanhamento de todas as etapas. Suas atribuições incluem a concepção conceitual da proposta, articulação institucional e comunitária na Comunidade Quilombola do Sumidouro em Padre Bernardo (GO), supervisão técnica das ações culturais e formativas, acompanhamento das medidas de acessibilidade e monitoramento do cumprimento do cronograma físico-financeiro. O proponente também atuará na coordenação de produção cultural, acompanhando os processos de pesquisa, mapeamento cultural, organização logística das atividades, relação com espaços culturais, contratação e acompanhamento da equipe técnica e pedagógica. Será responsável ainda pela supervisão da produção audiovisual e fotográfica, garantindo a coerência conceitual, a qualidade técnica e a adequação dos conteúdos às diretrizes do projeto.Currículo Resumido dos Principais Participantes•Kaio Luan Pereira de Aquino (Kaio de Aquinn) – Proponente e Coordenador Geral: Produtor cultural, fotógrafo, editor de vídeo e comunicador, com atuação continuada na elaboração, produção executiva e coordenação de projetos culturais desde 2019. Possui experiência em produção audiovisual, fotografia documental, gestão cultural, coordenação de comunicação e formação de agentes culturais.•Rêgo Júnior (Moacyr Xisto Brito Júnior) – Oficineiro de Afro Contação de Histórias: Poeta, contador de histórias e Mestre Griot em Afrocontação de Histórias, graduado em Letras e pós-graduando na área da Arte de Contar Histórias. Atua há mais de seis anos na pesquisa, difusão e prática da tradição oral africana e afro-brasileira.•Cinese Audiovisual – Produtora Audiovisual e Oficineira: Produtora independente sediada no Distrito Federal, atuante desde 2010 no setor artístico-cultural, com foco na democratização do acesso ao audiovisual, na formação técnica e na produção cinematográfica com recorte social, racial e de gênero.•Bárbara Angélica de Jesus Barbosa – Especialista em Acessibilidade Cultural: Especialista em Acessibilidade Cultural, tradutora-intérprete de Libras, audiodescritora, consultora, palestrante e produtora cultural, com ampla atuação em acessibilidade para o audiovisual e ambientes culturais.Equipe Técnica e Pedagógica (Critérios de Seleção)•Bolsistas Aprendizes (Participantes da Oficina): Serão selecionados 20 participantes da oficina de audiovisual comunitário, prioritariamente moradores da Comunidade Quilombola do Sumidouro. A seleção será com base em critérios objetivos de frequência (mínimo de 75% de presença), participação ativa nas atividades formativas e engajamento com as propostas pedagógicas. A Bolsa Aprendiz, no valor individual de R$ 500,00, será concedida como apoio financeiro de estímulo à permanência e dedicação, não configurando remuneração por prestação de serviços. Os bolsistas participarão das 20 horas adicionais de gravação do documentário, contribuindo ativamente para a construção da narrativa audiovisual comunitária.
Acessibilidade O projeto “Memórias do Quilombo Sumidouro – Autorretratos da História Viva” adota a acessibilidade como eixo estruturante, garantindo condições de participação, fruição e compreensão das atividades, das ações formativas, das estratégias de comunicação e dos produtos culturais, contemplando acessibilidade física, de conteúdo e comunicacional. No campo da acessibilidade física, as oficinas, workshops e a mostra cultural serão realizadas em espaços comunitários previamente avaliados quanto às condições de acesso e circulação. Serão priorizados locais com entradas niveladas ou com rampas de acesso, pisos regulares e antiderrapantes, ausência de barreiras arquitetônicas, portas com largura adequada e banheiros acessíveis. A organização do mobiliário garantirá circulação segura para cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida, pessoas idosas e usuários de tecnologias assistivas. Quando necessário, serão utilizadas soluções temporárias de adequação, como rampas móveis e sinalização visual acessível. Quanto à acessibilidade de conteúdo, o projeto adotará recursos que assegurem a compreensão plena das atividades e dos produtos culturais. As ações públicas contarão com interpretação em Libras, e o documentário final será produzido com legendas descritivas, contemplando diálogos, sons relevantes e identificação de falas, além de audiodescrição, garantindo o acesso de pessoas com deficiência visual. Durante a mostra cultural, haverá mediação acessível, com explicações orais e apoio à fruição dos conteúdos por públicos diversos. No âmbito da acessibilidade comunicacional, todas as ações de divulgação do projeto serão desenvolvidas em formatos acessíveis, com uso de linguagem simples e objetiva, textos com boa legibilidade, contraste adequado de cores e descrição textual das imagens (texto alternativo) em materiais digitais e redes sociais. Os materiais audiovisuais de divulgação contarão com legendas e, quando aplicável, tradução em Libras. As informações sobre programação, locais, horários e formas de participação serão disponibilizadas de maneira clara, acessível e antecipada, garantindo o direito à informação para todos os públicos. Além disso, o projeto prevê a realização de um workshop específico de Acessibilidade Cultural no Audiovisual, ministrado por profissional especializada, com foco na sensibilização e capacitação dos participantes para a adoção de práticas acessíveis desde a concepção até a finalização e difusão dos produtos culturais. Dessa forma, o projeto promove não apenas a entrega de conteúdos acessíveis, mas também a formação de agentes culturais comprometidos com a inclusão, a equidade e a democratização do acesso à cultura.
O projeto assegura a democratização do acesso aos bens e serviços culturais por meio da realização de todas as suas atividades de forma gratuita, priorizando moradores da Comunidade Quilombola do Sumidouro. A oficina de audiovisual comunitário ofertará 20 vagas gratuitas, destinadas prioritariamente a moradores da comunidade. Os 20 participantes receberão Bolsa Aprendiz como apoio financeiro de estímulo à permanência e dedicação às atividades formativas, contribuindo para a redução de barreiras socioeconômicas. A mostra cultural gratuita, com exibição pública do documentário, será realizada no próprio território da comunidade, atendendo aproximadamente 300 pessoas. O projeto contempla ainda ações de acessibilidade cultural, incluindo a incorporação de recursos de acessibilidade no produto audiovisual e estratégias de comunicação inclusiva.