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4ª Edição do Festival de Fanfarras da Ilha Grande - FIGA

Início: 21/05/2027Término: 23/05/2027Aceite: 13/01/2026

Resumo

O projeto consiste na realização da 3ª edição do Festival de Fanfarras da Ilha Grande (FIGA), evento cultural gratuito de caráter formativo e difusor, com duração de três dias, a ser realizado na Vila do Abraão, Ilha Grande, município de Angra dos Reis (RJ). A proposta prevê a realização de apresentações musicais de fanfarras, utilizando instrumentos de sopro e percussão, oficinas culturais e formativas voltadas a diferentes faixas etárias, rodas de conversa e ações de intercâmbio cultural entre artistas e comunidade local. O festival tem como foco a difusão da cultura do neofanfarrismo, a ocupação artística do espaço público e a ampliação do acesso democrático à cultura, promovendo atividades gratuitas e abertas à população local e visitantes.

Sinopse

1) Apresentações musicais de fanfarras (público geral)Realização de 07 apresentações musicais gratuitas de fanfarras, selecionadas por meio de processo de inscrição e curadoria artística, com repertórios voltados à música de rua, ritmos tradicionais, composições autorais e práticas contemporâneas do movimento neofanfarrista. As apresentações ocorrerão no palco do evento montado na areia em frente à Casa de Cultura Constantino Cokotós, na Vila do Abraão, Ilha Grande (RJ), promovendo a ocupação cultural do espaço público. Classificação Indicativa: Livre.2) Apresentação musical de fanfarra com foco no público infantil (cortejo)Realização de 01 apresentação musical gratuita de fanfarra com foco no público infantil, em formato de cortejo musical pelas ruas da Vila do Abraão, com linguagem acessível, repertório lúdico e estímulo à interação das crianças e famílias com a música de rua e os instrumentos de sopro e percussão. O cortejo ocorrerá no período da manhã e conduzirá o público até a Casa de Cultura Constantino Cokotós, onde terão início as oficinas culturais do dia, promovendo a integração entre apresentações artísticas, atividades formativas e ocupação cultural do espaço público. Classificação Indicativa: Livre.3) Apresentação musical de banda local (encerramento)Realização de 01 apresentação musical gratuita de encerramento, com banda local convidada, não caracterizada como fanfarra, valorizando a produção artística da Ilha Grande e ampliando o diálogo entre a música de rua e outras expressões musicais do território. A apresentação ocorrerá no palco do evento montado na areia em frente à Casa de Cultura Constantino Cokotós, encerrando a programação do festival. Classificação Indicativa: Livre. 4) Oficinas culturais gratuitas (público geral)Realização de 04 oficinas culturais gratuitas, abertas a participantes de todas as idades, com foco em práticas musicais coletivas, iniciação à percussão, sopros, escuta musical e experimentação sonora. As oficinas serão ministradas por artistas e educadores vinculados ao festival, selecionados por curadoria, e acontecerão na Casa de Cultura Constantino Cokotós, fortalecendo sua vocação comunitária e formativa. Classificação Indicativa: Livre. 5) Oficinas culturais gratuitas (público infantil)Realização de 02 oficinas culturais gratuitas voltadas ao público infantil, com abordagem lúdica e educativa, estimulando a percepção sonora, a coordenação motora e o contato inicial com instrumentos musicais e práticas coletivas. As oficinas ocorrerão na Casa de Cultura Constantino Cokotós, em ambiente adequado à participação de crianças, com acompanhamento pedagógico. Classificação Indicativa: Livre.6) Roda de conversaRealização de 01 roda de conversa gratuita e aberta ao público, com participação de artistas, educadores e agentes culturais envolvidos no festival, abordando temas como música de rua, práticas coletivas, cultura comunitária e intercâmbio artístico. A atividade será realizada na Casa de Cultura Constantino Cokotós, promovendo diálogo, troca de experiências e reflexão sobre a atuação cultural em territórios insulares. Classificação Indicativa: Livre.

Objetivos

O projeto tem como objetivos gerais: -promover o acesso gratuito da população de ilha grande à cultura,e formação de -público por meio da música de rua; -promover o diálogo artístico e cultural entre artistas locais, nacionais e latino-americanos; -contribuir para a economia local através da realização de eventos culturais em período de baixa temporada, promovendo a circulação de visitantes e a geração de renda para moradores e comerciantes da Vila do Abraão .Como objetivos específicos, propõe-se a realização de:-14 (quatorze) apresentações musicais gratuitas com participação de 9 (nove) fanfarras de diferentes regiões do país e da américa latina promovendo a circulação de artistas e o intercâmbio cultural em território insular. -6 (seis) oficinas culturais voltadas à iniciação musical, práticas coletivas e experimentação sonora, além de uma roda de conversa entre artistas e público.-2 (duas) apresentações de expressões artísticas locais, -1 (um) cortejo musical com foco no público infantil -6 (seis) oficinas culturais;-1 (uma) Roda de conversa aberta ao público; e -1 (uma)e uma ação de convivência comunitária em parceria com iniciativa local de cozinha solidária da Vila do Abraão.Busca-se estimular a participação ativa da comunidade local por meio de atividades abertas, como cortejos e ações de convivência, fortalecendo o vínculo entre artistas e território. O projeto pretende ainda contribuir para a formação cultural de crianças, jovens e adultos, incentivar a criação artística e fortalecer a cena cultural independente.

Justificativa

O Festival de Fanfarras da Ilha Grande _ FIGA é uma iniciativa cultural gratuita que tem como objetivo promover a música de rua e o movimento do neofanfarrismo por meio de práticas coletivas, colaborativas e acessíveis, baseadas no intercâmbio cultural e na ocupação democrática dos espaços públicos. A proposta da 3ª edição do festival consolida um projeto cultural continuado, voltado à ampliação do acesso à cultura, ao fortalecimento de redes culturais independentes e à construção de diálogos entre diferentes territórios, saberes e expressões culturais.O projeto se insere em um contexto histórico específico do estado do Rio de Janeiro. A partir dos anos 2000, com o processo de revitalização do carnaval de rua, integrantes de blocos tradicionais passaram a criar novas fanfarras, ampliando repertórios musicais e incorporando linguagens contemporâneas para além das marchinhas e sambas tradicionais. Esse movimento se intensificou a partir de 2008, quando a cidade vivenciou uma forte ocupação artística do espaço urbano, dando origem ao chamado neofanfarrismo carioca. A partir desse processo, surgiram inúmeros coletivos musicais que passaram a atuar não apenas durante o carnaval, mas ao longo de todo o ano, promovendo música gratuita, formação artística e ações de caráter comunitário.Fanfarras como a Orquestra Voadora tornaram-se referências desse movimento, inspirando o surgimento de novos grupos e a multiplicação de oficinas de formação musical em diferentes territórios. Como resultado, o neofanfarrismo consolidou-se como uma importante expressão da música popular contemporânea, marcada pela coletividade, pelo voluntariado, pela diversidade estética e pela ocupação democrática dos espaços públicos.Outro marco fundamental para o fortalecimento desse movimento foi a chegada ao Brasil do festival Honk!, criado em 2006 na cidade de Somerville, Massachusetts (EUA), e posteriormente difundido por diversos países. No Brasil, o Honk! teve sua primeira edição no Rio de Janeiro e, a partir daí, se expandiu para outras capitais, contribuindo para a articulação de uma rede nacional e internacional de fanfarras conectadas por princípios como a atuação comunitária, o engajamento social e a valorização da cultura de rua.Inspirado por esse contexto, o Festival de Fanfarras da Ilha Grande _ FIGA surge com o propósito de promover o intercâmbio cultural entre o movimento neofanfarrista e o território da Ilha Grande, reconhecendo e valorizando a riqueza cultural da Costa Verde, marcada por tradições caiçaras, quilombolas e manifestações populares de matriz afro-brasileira. O festival não se propõe a apenas difundir uma linguagem artística externa, mas a criar um espaço de encontro, escuta e troca entre artistas convidados, moradores, coletivos locais e o público, respeitando as especificidades culturais, sociais e ambientais do território.O festival foi idealizado por um coletivo formado por integrantes de diferentes fanfarras do estado do Rio de Janeiro, artistas com atuação contínua em iniciativas de música de rua, festivais independentes e ações culturais colaborativas. A 1ª edição do FIGA, realizada em 2024, marcou a implantação do festival na Ilha Grande, reunindo fanfarras do Rio de Janeiro e de São Paulo em apresentações musicais e oficinas culturais gratuitas. A experiência consolidou o festival como um espaço de convivência cultural, fortalecendo vínculos comunitários e promovendo trocas simbólicas entre artistas, moradores e visitantes.A 2ª edição, realizada em 2025, representou um avanço significativo em termos de alcance, articulação e impacto. O festival reuniu oito fanfarras e mais de cem músicos provenientes dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, celebrando a cultura de rua, a música coletiva e os processos de intercâmbio cultural proporcionados pela arte. O êxito da edição confirmou a capacidade técnica da equipe proponente e reforçou a relevância do FIGA como um evento cultural continuado e articulador de redes interestaduais.A proposta da 3ª edição do Festival de Fanfarras da Ilha Grande visa dar continuidade e aprofundar esse trabalho, mantendo uma programação inteiramente gratuita, composta por apresentações musicais, oficinas culturais e formativas, rodas de conversa e ações de intercâmbio artístico. As atividades são voltadas a públicos de todas as idades, com classificação indicativa livre, garantindo amplo acesso da população local e de visitantes às ações culturais propostas, e estimulando a participação ativa do público nas práticas musicais coletivas.A realização do festival na Ilha Grande, especialmente em período de baixa temporada turística, contribui de forma direta para o fortalecimento da economia local e do turismo cultural, estimulando parcerias com moradores, comerciantes e empreendedores da região. O projeto promove a circulação de artistas e público de maneira integrada ao território, gerando impacto econômico positivo e valorizando a cultura local de forma respeitosa e sustentável.O FIGA também se destaca pela valorização de espaços públicos e comunitários, com especial atenção à Casa de Cultura Constantino Cokotós, reforçando sua função social como espaço de formação, convivência e difusão cultural. Ao ocupar esses espaços com atividades artísticas gratuitas, o festival contribui para a ampliação do acesso à cultura e para o fortalecimento da vida cultural da Ilha Grande.Além das ações artísticas, o projeto desenvolve contrapartidas sociais voltadas à comunidade local. Na edição de 2025, foi realizada uma campanha de arrecadação de instrumentos musicais destinada à banda formada por alunos da Escola Municipal Brigadeiro Nóbrega, localizada na Vila do Abraão. Essa iniciativa fortaleceu o acesso à educação musical na rede pública e ampliou o impacto social do festival para além de seus dias de realização.Dessa forma, o Festival de Fanfarras da Ilha Grande _ FIGA configura-se como uma iniciativa cultural de relevante interesse público, com histórico comprovado de realização, impacto cultural e social, capacidade técnica e continuidade. O projeto está plenamente alinhado aos objetivos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ao promover a democratização do acesso à cultura, a valorização da diversidade cultural brasileira, o intercâmbio entre territórios, a formação de público e a descentralização das ações culturais no país.

Etapas

Pré-produção (aproximadamente 3 meses): Etapa destinada ao planejamento e organização do projeto, contemplando a estruturação administrativa e artística do festival. Inclui a contratação da equipe técnica e de coordenação; a definição do conceito curatorial e da programação geral; a abertura de inscrições públicas para fanfarras e oficinas, quando aplicável; o processo de seleção das bandas e oficineiros, realizado com base em critérios artísticos, técnicos e de adequação à proposta do festival; e a divulgação dos resultados da seleção. Abrange ainda a articulação com artistas e coletivos convidados, a realização de visitas técnicas, o planejamento logístico de transporte, hospedagem e alimentação, a articulação com espaços culturais e parceiros locais, o planejamento das ações de acessibilidade e democratização de acesso, a elaboração e execução da estratégia de comunicação e divulgação prévia do evento, bem como a organização da campanha de arrecadação de instrumentos musicais e o planejamento das oficinas culturais e da roda de conversa.Execução (3 dias): Etapa correspondente à realização do 3º Festival de Fanfarras da Ilha Grande, com a execução da programação artística e formativa prevista, incluindo apresentações musicais gratuitas, oficinas culturais, roda de conversa, ações de mediação cultural e atividades de intercâmbio entre artistas e público. As atividades ocorrerão em espaços públicos e comunitários da Vila do Abraão, Ilha Grande (RJ), contando com equipe técnica, estrutura temporária, acessibilidade de conteúdo e suporte logístico necessários à realização do evento.Pós-produção (aproximadamente 1 mês): Etapa voltada ao encerramento do projeto, incluindo a desmontagem das estruturas temporárias, a organização e consolidação dos registros fotográficos e audiovisuais, a divulgação pós-evento em meios digitais, a elaboração de relatórios técnicos e a organização da documentação comprobatória para a prestação de contas, bem como a avaliação das atividades realizadas e dos resultados alcançados pelo projeto.

Especificação técnica

1) Apresentações musicais de fanfarras (público geral)As apresentações musicais de fanfarras serão realizadas em palco montado em área aberta, na areia em frente à Casa de Cultura Constantino Cokotós, na Vila do Abraão. Cada apresentação terá duração de 60 minutos, com formação instrumental predominantemente composta por instrumentos de sopro e percussão, característicos do movimento neofanfarrista. As apresentações ocorrerão sem uso de amplificação elétrica convencional, respeitando a dinâmica acústica das fanfarras, podendo contar com microfonação pontual para apoio técnico, quando necessário. O repertório será definido pelas fanfarras selecionadas, contemplando músicas autorais e releituras, com classificação indicativa livre. 2) Apresentação musical de fanfarra com foco no público infantil (cortejo)A apresentação infantil será realizada em formato de cortejo musical, com deslocamento pelas ruas da Vila do Abraão até a Casa de Cultura Constantino Cokotós. O cortejo terá duração de 60 minutos, incluindo o percurso e as interações com o público. A atividade contará com instrumentos de sopro e percussão e repertório lúdico, adaptado ao público infantil, estimulando a participação de crianças e famílias. Não haverá necessidade de estrutura de palco ou amplificação sonora. Classificação indicativa livre.3) Apresentação musical de banda local (encerramento)A apresentação de encerramento será realizada por banda local convidada, em palco montado em área aberta, com duração de 60 minutos. A formação instrumental e o repertório serão definidos pela banda selecionada, não se restringindo ao formato de fanfarra, ampliando o diálogo com outras expressões musicais do território. A apresentação será gratuita, com classificação indicativa livre, e contará com estrutura técnica compatível com apresentações musicais ao ar livre.4) Oficinas culturais gratuitas (público geral)Serão realizadas 04 oficinas culturais gratuitas, com duração de 1h30 cada, na Casa de Cultura Constantino Cokotós. As oficinas terão caráter prático e coletivo, abordando temas relacionados à música de rua, práticas rítmicas, iniciação à percussão e aos instrumentos de sopro, escuta musical e experimentação sonora. O projeto pedagógico prioriza metodologias participativas, aprendizagem colaborativa e troca de saberes entre oficineiros e participantes, não exigindo conhecimento musical prévio. 5) Oficinas culturais gratuitas (público infantil)Serão realizadas 02 oficinas culturais gratuitas voltadas ao público infantil, com duração de 1h30 cada, na Casa de Cultura Constantino Cokotós. As oficinas utilizarão abordagem lúdica, com atividades adaptadas à faixa etária, explorando ritmo, movimento, coordenação motora e percepção sonora por meio de jogos musicais e experimentação com instrumentos. O projeto pedagógico visa estimular a criatividade, a escuta e a vivência coletiva, em ambiente seguro e acolhedor. Classificação indicativa livre. 6) Roda de conversaSerá realizada 01 roda de conversa aberta ao público, com duração de 2 horas, na Casa de Cultura Constantino Cokotós. A atividade será conduzida de forma mediada, com participação de artistas, educadores e agentes culturais envolvidos no festival, abordando temas como música de rua, práticas coletivas, cultura comunitária e intercâmbio artístico. O formato prioriza a escuta, o diálogo horizontal e a troca de experiências entre os participantes. Classificação indicativa livre.

Ficha técnica

Equipe Técnica e Atividades DesenvolvidasO projeto será realizado pelo Coletivo Independente de Fanfarras e Cultura de Rua, responsável pela concepção, organização e execução do Festival de Fanfarras da Ilha Grande – FIGA. O coletivo atua na promoção da música de rua, do movimento neofanfarrista e de ações culturais colaborativas, possuindo experiência na realização de eventos culturais gratuitos, oficinas formativas e atividades de intercâmbio artístico. O coletivo realizou as edições anteriores do FIGA, com participação de fanfarras de diferentes estados brasileiros, fortalecendo o acesso à cultura e a circulação artística em territórios periféricos e insulares.O dirigente e a equipe principal do projeto desempenharão as seguintes atividades:Produção Executiva e Coordenação Artística (Curadoria)Camila Marandino (Maranda): Responsável pela coordenação geral da execução do projeto, planejamento estratégico, articulação institucional, gestão de contratos e acompanhamento das etapas de pré-produção, execução e pós-produção. Atua também na curadoria artística, definindo conceitos, realizando a seleção das fanfarras e alinhando a programação artística aos objetivos do projeto. Cantora, compositora, musicista e produtora cultural, possui experiência na realização de festivais, oficinas culturais e projetos musicais, tendo participado da concepção e organização das duas primeiras edições do Festival de Fanfarras da Ilha Grande – FIGA. Atua ainda como artista com trabalhos autorais reconhecidos e como professora em projetos de formação musical coletiva, incluindo atuação na Orquestra Voadora.Coordenação Geral do ProjetoBarbara Thompson: Responsável pela articulação geral das áreas do projeto, acompanhamento do cronograma, integração entre equipe técnica, artística e parceiros locais, e suporte à produção executiva. Moradora da Vila do Abraão, atua desde a primeira edição do Festival de Fanfarras da Ilha Grande – FIGA na articulação com a comunidade local, contribuindo para o diálogo territorial e a integração das ações do projeto com o contexto sociocultural da Ilha Grande. Possui experiência em coordenação de projetos culturais e organização de eventos comunitários, tendo integrado a direção do Bloco Afro Reggae Homoheyn e participado da realização de oficinas e cortejos carnavalescos locais.Coordenação FinanceiraRolf Bateman: Responsável pelo controle financeiro do projeto, acompanhamento orçamentário, organização de pagamentos, controle documental e apoio à prestação de contas, em conformidade com as normas da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Biólogo, com mestrado e doutorado, atuou como gestor do Grupo de Financiamento Climático da América Latina, possuindo sólida experiência em coordenação administrativa e financeira de projetos e eventos de médio e grande porte. É um dos idealizadores do Festival de Fanfarras da Ilha Grande – FIGA e participou da organização de suas duas primeiras edições. Coordenação de Produção ExecutivaIuna Patacho: Responsável pelo planejamento e execução da produção operacional do projeto, incluindo logística, contratação de serviços, acompanhamento das atividades e suporte às equipes durante as etapas de pré-produção e execução. Cientista social, produtora e gestora cultural, possui experiência em produção cultural, carnaval de rua e atuação em instituição cultural museológica, desenvolvendo atividades que envolvem organização, liderança, adaptação e trabalho em equipe em projetos coletivos. Coordenação PedagógicaAndré Videira: Responsável pela concepção, planejamento e acompanhamento das oficinas culturais do projeto, assegurando a coerência pedagógica das atividades formativas e sua adequação aos diferentes públicos atendidos. Doutor em Sociologia e professor universitário, possui atuação consolidada em ensino, pesquisa e extensão, com experiência em processos educativos, formação coletiva e práticas pedagógicas vinculadas a saberes comunitários, culturais e territoriais.Coordenação de Comunicação e DivulgaçãoCaroline Castilho:Responsável pelo planejamento e execução da estratégia de comunicação do projeto, incluindo divulgação institucional, gestão de redes sociais, relacionamento com o público e apoio à captação de parcerias. Formada em Marketing pelo Infnet, atua com comunicação estratégica, branding e marketing de influência, tendo sido responsável pela estratégia de influência do Telecine. Possui experiência na elaboração de propostas comerciais, prospecção de marcas para patrocínio de projetos culturais e gestão de comunicação digital, incluindo atuação na comunicação do Festival de Fanfarras da Ilha Grande – FIGA. Também possui experiência em comunicação institucional e mobilização social, com atuação voluntária em organizações da sociedade civil.

Acessibilidade

O Festival de Fanfarras da Ilha Grande – FIGA adota a acessibilidade como princípio transversal, considerando as dimensões física e de conteúdo, de forma compatível com as características territoriais da Ilha Grande, com a natureza das atividades propostas e com os limites de governabilidade do projeto.As ações do festival serão realizadas em espaços públicos e comunitários da Vila do Abraão, utilizando a infraestrutura física já existente no território. Por se tratar de uma área insular, com restrições estruturais e ambientais próprias, o projeto não prevê intervenções físicas permanentes, tais como construção de rampas, adaptação de banheiros ou instalação de guias táteis, uma vez que tais equipamentos extrapolam a governabilidade da proposta. Ainda assim, apresentações musicais serão realizadas em espaços públicos abertos, cujo acesso se dá no nível da rua/calçada, portanto, sem restrições de acesso por pessoas com mobilidade reduzida. Devido a natureza das apresentações musicais na rua, a platéia é convidada a interagir com os artistas, permanecendo de pé. No entanto, serão fornecidas cadeiras para os espectadores que possuírem limitações para permanecer em pé por longos períodos de tempo.A organização espacial das atividades será planejada de modo a favorecer a circulação do público, evitando obstáculos desnecessários e garantindo orientação clara nos locais de realização. A equipe de produção estará disponível para oferecer apoio e orientação presencial, contribuindo para um ambiente acolhedor e respeitoso, especialmente para pessoas com mobilidade reduzida, idosos e famílias com crianças. As atividades formativas são realizadas dentro da Casa de Cultura Constantino Cokotós, cuja estrutura arquitetônica é acessível contando com: rampas de entrada nas laterais do prédio, banheiros acessíveis, piso tátil direcionando a entrada da casa e telão no espaço audiovisual.No que se refere à acessibilidade de conteúdo, o festival adotará medidas voltadas à ampliação da compreensão das atividades culturais propostas. A programação do evento será divulgada de forma clara, objetiva e acessível em meios digitais, contendo informações detalhadas sobre datas, horários, locais, classificação indicativa e características das atividades, possibilitando que o público avalie previamente sua participação de acordo com suas necessidades.O projeto prevê a disponibilização de interpretação em Libras em, no mínimo, duas atividades de caráter formativo ou institucional, como oficina ou roda de conversa, garantindo acesso ao conteúdo para pessoas surdas. Essa ação será devidamente registrada para fins de comprovação na prestação de contas.Como medida de acessibilidade sensorial voltada a pessoas surdas e pessoas com deficiência auditiva, o projeto prevê a distribuição de bexigas durante as apresentações musicais, possibilitando a percepção das vibrações sonoras por meio do tato. Essa estratégia amplia as formas de fruição da experiência musical, especialmente em atividades de música de rua realizadas em espaços abertos, ao permitir que o público acesse elementos rítmicos e dinâmicos da performance de maneira não auditiva. A ação contribui para a democratização do acesso à obra cultural, reconhecendo a pluralidade de modos de percepção e promovendo práticas inclusivas compatíveis com as diretrizes de acessibilidade cultural.Os materiais de divulgação digital contarão com legendas descritivas, textos objetivos e linguagem acessível, facilitando a compreensão por diferentes públicos, incluindo pessoas com deficiência auditiva ou com dificuldades de leitura. Durante as atividades, artistas e equipe de produção realizarão mediação oral explicativa, apresentando os conteúdos, formatos, instrumentos e dinâmicas das ações culturais, contribuindo para a compreensão do público com diferentes perfis e níveis de familiaridade com a linguagem da música de rua e do neofanfarrismo.Dessa forma, o Festival de Fanfarras da Ilha Grande promove ações de acessibilidade física e de conteúdo de maneira responsável, realista e compatível com sua realidade territorial e orçamentária, ampliando o acesso à cultura sem criar obrigações inexequíveis, em consonância com os princípios da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Democratização

O Festival de Fanfarras da Ilha Grande – FIGA adota como princípio a democratização do acesso à cultura entendida não apenas como acesso físico e gratuito às atividades, mas como a possibilidade de participação ativa, troca de saberes e construção coletiva de experiências culturais. Todos os produtos do projeto são gratuitos, realizados em espaços públicos e equipamentos culturais comunitários, com classificação indicativa livre, possibilitando a participação de públicos de diferentes faixas etárias, perfis socioeconômicos e níveis de familiaridade com a produção cultural. Como diretriz estruturante, o FIGA já adota critérios de diversidade em seus processos de seleção artística, atribuindo maior pontuação a grupos que apresentem maior representatividade de mulheres, pessoas pretas, pardas ou indígenas e pessoas LGBTQIA+. Essa política contribui para a promoção da equidade e para a ampliação da diversidade de vozes e experiências no campo da música de rua.A programação do festival foi concebida de forma a ampliar o acesso territorial e simbólico, promovendo o encontro entre artistas convidados e a comunidade local da Ilha Grande. Os cortejos musicais realizados pelas ruas da Vila do Abraão atuam como dispositivos de mobilização cultural, convidando moradores e visitantes a se integrarem às atividades do festival de forma espontânea, direta e horizontal, sem a necessidade de mediação institucional ou aquisição de ingressos.As oficinas culturais gratuitas, concentradas principalmente no sábado, serão realizadas na Casa de Cultura Constantino Cokotós, espaço de referência comunitária, garantindo acesso facilitado a atividades formativas em música de rua, práticas coletivas e experimentação sonora. Ao contemplar oficinas voltadas ao público infantil e oficinas abertas a todas as idades, o projeto amplia seu alcance e favorece a participação de crianças, jovens, adultos e famílias, estimulando a troca intergeracional e o compartilhamento de experiências culturais.As apresentações musicais em palco aberto, realizadas em área pública na praia em frente à Casa de Cultura, asseguram ampla visibilidade e acesso espontâneo do público, incluindo moradores, trabalhadores locais e visitantes da Ilha Grande. A programação contempla fanfarras de diferentes estados brasileiros e uma banda local de encerramento, promovendo diversidade estética e fortalecendo o intercâmbio entre produções culturais externas e expressões artísticas do território.A realização de uma roda de conversa aberta ao público, com participação de artistas e agentes culturais, amplia o acesso ao debate e à reflexão sobre música de rua, cultura comunitária e práticas colaborativas, criando um espaço de escuta, diálogo e compartilhamento de perspectivas entre artistas e comunidade local.O projeto prevê ainda ações de integração comunitária, como a participação da banda de alunos da Escola Municipal Brigadeiro Nóbrega na abertura do festival, reforçando o caráter educativo e inclusivo do FIGA e contribuindo para a formação de público, o fortalecimento de iniciativas locais de educação musical e a valorização das práticas culturais desenvolvidas no território.Dessa forma, a programação do Festival de Fanfarras da Ilha Grande articula apresentações musicais, oficinas, cortejos e atividades de convivência como estratégias complementares de democratização do acesso à cultura, entendida como direito, participação e intercâmbio. O projeto promove a fruição cultural gratuita, a ocupação qualificada do espaço público e a ampliação do acesso à cultura na Ilha Grande, em diálogo com os saberes, práticas e expressões culturais locais.