Início: 03/01/2028Término: 29/12/2028Aceite: 06/02/2026
O projeto "Mover nos Sentidos" propõe a oferta de aulas gratuitas de artes — incluindo dança contemporânea, dança de salão, pintura, escrita criativa e música — para pessoas cegas e baixa visão da Associação de Deficientes Visuais de Itajaí e Região (ADVIR). Com duração de 10 meses, a iniciativa visa promover a inclusão social, o desenvolvimento criativo e o fortalecimento de habilidades sensoriais, proporcionando experiências artísticas acessíveis e transformadoras. As atividades serão conduzidas por profissionais capacitados, utilizando metodologias e materiais adaptados às necessidades específicas dos participantes, em um ambiente totalmente acessível.
O projeto prevê aulas de diversas modalidades artísticas. Os planos de trabalho de cada aula constam em anexo.A contrapartida, que será uma Mostra de Artes aberta à comunidade, com os alunos das aulas deste projeto apresentando suas experiências artísticas, será gratuita e com classificação etária livre. A Mostra acontecerá na própria sede da ADVIR, que conta com total acessibilidade arquitetônica.
Objetivo Geral- Promover a inclusão social e o desenvolvimento integral dos associados da ADVIR por meio da oferta gratuita de aulas de artes adaptadas e acessíveis.Objetivos Específicos- Oferecer aulas regulares e contínuas de música, dança contemporânea, dança de salão, pintura e escrita criativa aos associados da ADVIR, durante o período de execução do projeto;- Estimular a criatividade, a expressão pessoal e o desenvolvimento de habilidades artísticas, permitindo que os participantes explorem e comuniquem suas ideias e emoções;- Fortalecer e aprimorar habilidades sensoriais, como tato, audição e olfato, através de técnicas e materiais artísticos adaptados, essenciais para pessoas com deficiência visual;- Ampliar o repertório cultural dos participantes, garantindo o acesso democrático à arte e introduzindo diferentes formas de expressão artística;- Desenvolver a coordenação motora fina e ampla por meio de atividades práticas, contribuindo para a autonomia e o bem-estar físico;- Contribuir para o bem-estar emocional, a elevação da autoestima e a melhoria da qualidade de vida dos participantes, proporcionando momentos de lazer, diversão e relaxamento.
O acesso às atividades artísticas é um direito fundamental e um pilar para o desenvolvimento humano, social e cultural. Para pessoas com deficiência visual, a arte assume um papel ainda mais significativo, oferecendo caminhos únicos para a exploração da criatividade e a expressão por meio de sentidos alternativos. Contudo, a participação plena desse público em iniciativas culturais frequentemente esbarra em barreiras de acessibilidade, falta de materiais adaptados e profissionais especializados.O projeto "Mover nos Sentidos" surge como uma resposta a essa lacuna, propondo a democratização do acesso à arte através de aulas inclusivas e adaptadas. Ao eliminar as barreiras existentes, busca-se criar um ambiente onde a criatividade e o potencial artístico de cada indivíduo sejam plenamente valorizados. A diversidade de modalidades artísticas oferecidas — música, dança e escrita criativa — permite que cada participante encontre a forma de expressão que melhor se alinha aos seus interesses e capacidades.A execução do projeto ocorrerá na sede da ADVIR, um espaço que atende a todas as normas de acessibilidade arquitetônica, garantindo um ambiente seguro e acolhedor. Todos os profissionais envolvidos receberão treinamento específico para promover a audiodescrição e o estímulo sensorial em sala de aula, assegurando metodologias de ensino eficazes e personalizadas. Além disso, o projeto prevê a oferta de transporte seguro (motorista e combustível) para os alunos, reforçando o compromisso com a acessibilidade integral e a participação ativa.Investir neste projeto é mais do que oferecer aulas de arte; é um compromisso com a inclusão, a cidadania e o fortalecimento de uma sociedade mais justa e plural, onde a arte e a cultura são ferramentas de transformação e conexão para todos.
O projeto terá uma duração total de 10 meses, divididos em três fases:1. Pré-Produção (Mês 1)Contratação de Profissionais: Seleção e formalização de arte-educadores e equipe de apoio.Treinamento de Arte-Educadores: Capacitação intensiva em metodologias de ensino adaptadas e técnicas de audiodescrição e estímulo sensorial para pessoas com deficiência visual.Reuniões de Preparação: Planejamento detalhado das atividades, cronogramas e logística.Inscrição dos Alunos: Divulgação e processo de inscrição para as atividades.Início das aulas Regulares.2. Produção (Meses 2 ao 10)Aulas Regulares de Artes: Condução das atividades semanais com carga horária distribuída conforme as modalidades: Dança Contemporânea: 08 horas semanais.Pintura: 08 horas semanais.Dança de Salão: 08 horas semanais.Violão e Canto: 08 horas semanais.Escrita Criativa: 08 horas mensais.Morotista: deslocamento de todos os alunos do projeto.Acompanhamento e Suporte: Monitoramento contínuo da evolução dos alunos e suporte logístico, incluindo o transporte de alunos.3. Pós-Produção (Mês 10)Avaliação de Resultados: Análise do impacto do projeto nos participantes e na comunidade.Contrapartida Social: Realização de Mostra de Artes para compartilhar os resultados e talentos desenvolvidos.Prestação de Contas: Elaboração e submissão dos relatórios financeiros e de atividades.
Não se aplica.
Produtora Executiva e Prof. de Dança Contemporânea: GABRIELA SPEZZATTO VARELAGabriela Spezzatto Varela é Mestre em Teatro pela UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina, especialista em História da Arte – Claretiano, Rede de Ensino, bacharel e licenciada em Dança – UNESPAR/Faculdade de Artes do Paraná, e licenciada em Artes Visuais – Claretiano, Rede de Ensino. Atua como performer, produtora cultural e professora de dança na cidade de Navegantes e Itajaí. Pesquisa temas relacionados à dança contemporânea e filosofia processual aplicada à dança. Participou como proponente e/ou produtora cultural de diversos projetos culturais, tais como: Prêmio Funarte Descentrarte - 2019, sob o título: Dança microsensi(a)tiva, na categoria de Dança; Biblioteca na Vivência Inclusiva, da qual foi produtora cultural, contemplado pelo Edital Prêmio Elisabete Anderle 2021; Letras&Encontros - Acessibilidade, do qual foi produtora cultural, através do Prêmio Elisabete Anderle 2021; Haicai – A poética das sensações, como produtora cultural, por meio do Edital Prêmio Elisabete Anderle 2022; Biblioteca Pública Machado de Assis – Revitalização, como produtora cultural, contemplada pelo Prêmio Elisabete Anderle 2021; Fecho os olhos e danço junto, contemplado pelo Prêmio Elisabete Anderle 2023, atuando como arte-educadora e pesquisadora.Profa. de Dança de Salão: NAYARA DE JESUSÉ artista-pesquisadora do Estado do Pará , atuando no Estado de Santa Catarina. pós-graduanda em Educação, Cultura e Diversidade pelo programa de pós-graduação da Uniasselvi. pós-graduanda em Educação Física Escolar pelo programa de pós-graduação da Escola Superior Madre Celeste - ESMAC. É Licenciada em Dança pela Universidade Federal do Pará - UFPA, Licenciada Plena em Educação Física pela Escola Superior Madre Celeste - ESMAC. Foi Professora Contratada na SED (Secretaria de Educação) de Santa Catarina, lecionando a disciplina de Artes em Escola da Rede pública de ensino (2020-2021). Atuou como professora contratada nas secretárias Municipais de Itajaí e Balneário Piçarras-SC lecionando a disciplina de Artes em Escola da Rede pública de ensino (2022). Na categoria artística tem qualificação profissional de INTÉRPRETE/CRIADOR EM DANÇA pela Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará ETDUFPA (2014). É uma das Fundadoras e Diretora artística do Espaço Cultural Bezalel, onde está localizado seu estúdio particular de produções e pesquisas na área da dança e artes cênicas desde 2020,Atuou como professora de balé clássico na Escola Assistencial La Salle no Município de Ananindeua no Pará (2011-2014). Atuou como bailarina e intérprete na Ribalta Cia de Dança no Munícipio de Ananindeua no Estado do Pará (2018). Atuou como bailarina e intérprete na Cia Tribos Ballet Teatro em Belém do Pará (2012-2017). Possui experiência na área das artes, com ênfase em artes cênicas, atuando principalmente nos seguintes temas: improvisação, processos criativos, dança contemporânea, balé Infantil e juvenil, ensino de arte na educação básica. Prof. de Pintura: DIEGO DOS SANTOSDiego dos Santos é um artista visual e empreendedor social catarinense, cursando Artes Visuais (Uninter), natural de Lages e residente em Itajaí. Autodidata, sua origem humilde sempre o inspirou a buscar oportunidades para aprimorar suas técnicas em arte visual. Aos 21 anos, ingressou em uma ONG que o levou a morar em Israel e Portugal, experiências que enriqueceram sua formação artística.Prof. de Escrita Criativa: HENRIQUE PITTFormação de licenciatura e bacharelado em Geografia (UFMT), pós-graduação em Gestão Escolar (UNINTER), pós-graduação em Educação em Direitos Humanos (em conclusão, UNIFESP), mestrado em Educação Prisional e Tecnológica (IFC), com o estudo e proposta pedagógica seguinte: “Tempoemas - golpes poéticos na ditadura militar: a utilização da literatura marginal em geografia, história e língua portuguesa, para o estudo do período militar do Brasil 1964-1985”. Publicou artigos e capítulos de livros de cunho acadêmico nas temáticas de ditadura militar, narrativas, inclusão, etc. Atuação na área da educação desde 2009, sendo que desde 2017 integra a rede municipal de ensino de Navegantes. Na seara literária, é autor de mais de 10 livros de poesia, além de livros em prosa (contos e romance). Editor e organizador de livros para a Editora Poesofia Crônica (Araraquara, SP). Coordena o Projeto Flores de Estação, de cunho sócio-educativo com viés na educação popular, envolvendo crianças e adolescentes residentes do bairro Meia Praia de Navegantes, que já resultou nos livros de haicai ilustrados Flores de Verão (Poesofia Crônica, 2023), HAICAI - A poética das Sensações (Poesofia Crônica, 2023), realizado através do edital estadual Elisabete Anderle de cultura, e Natsu 夏 Verão (2025, em edição). Profa. de Música: MADLON MARTINS DE FREITASGraduada pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI no Curso de Licenciatura em Música (2014), pós graduada pelo Centro Nacional de Ensino Superior, Pesquisa, Extensão, Graduação e Pós Graduação – CENSUPEG em Artes Cênicas (2017), pós graduada pelo Instituto Superior de Educação Continuada – ISEC em Gestão Educacional (2020), pós graduada pelo Centro Universitário UniDomBosco em Práticas da Educação Bilíngue (2023) e, mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias atua como professora, instrumentista e pesquisadora. Possui artigos publicados e apresentados em Congressos Nacionais EDUCERE e ENALIC (2013), entre outras publicações. Na UNIVALI: foi bolsista do Projeto PIBID pela CAPES (2010 – 2014); bolsista do Grupo de Percussão de Itajaí (2011 – 2013) vinculado ao projeto de extensão PROLER/UNIVALI atuando como instrumentista (percussionista); bolsista do projeto de extensão “Capacitação docente: assessoria, socialização e instrumentalização do conhecimento musical para professores da educação infantil e ensino fundamental do município de Itajaí e região (2013); Atuou como professora de música na educação infantil e no ensino fundamental I do Colégio Salvatoriano Nossa Senhora de Fátima (2015). Foi professora de música da educação infantil e do ensino fundamental I na Escola Crescimento unidades Renascença e Calhau (2015 – 2018). Foi professora do ensino fundamental II (2016) e do ensino fundamental I (2015 – 2023) na Escola bilíngue do Maranhão Maple Bear, atuando também à frente do projeto “Musical Experience in Maple Bear” (2017 – 2023). Bibliotecária: MARCELI PEREIRA DE ANDRADE VIGARANIMarceli Pereira de Andrade Vigarani, Bibliotecária, formada na Universidade Federal de Santa Catarina em 2009, bacharel em Arquivologia na Uniasselvi em 2024, pós graduada em Governança de Tecnologia da Informação na faculdade do SENAC em 2013, especialista em Literatura Infantil e Juvenil na Universidade de Caxias do Sul. Trabalha há mais de dez anos na área da Biblioteconomia, possui experiência em biblioteca escolar, universitária, biblioteca especializada e arquivos. Possui cursos na área da biblioteconomia, como gestão de documentos, horas do conto, entre outros. Em 2014 assumiu o cargo efetivo de Bibliotecária na Fundação Cultural de Navegantes, onde atua na organização e administração da biblioteca, bem como nos processos biblioteconômicos e no serviço de referência. Teve projetos contemplados no Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura - Edição 2014, na categoria Literatura, sob o título: Biblioteca Cruz e Sousa: da cultura ao Lazer, projeto contemplado no Prêmio Funarte Descentrarte - 2019, sob o título: Dança microsensi(a)tiva, sob a categoria de Produção Literária; e projetos como Biblioteca na Vivência Inclusiva, da qual foi coordenadora, e LetrasEncontros Acessibilidade, do qual foi proponente e coordenadora, ambos contemplados pelo Prêmio Elisabete Anderle 2021.
O projeto em si é sobre acessibilidade e inclusão, e será executado em um ambiente com 100% de acessibilidade arquitetônica - a própria sede da ADVIR.Todos os professores receberão treinamento para que as aulas sejam compatíveis com as necessidades dos alunos, estimulado a audiodescrição dos itens utilizados em aula, bem como o estíimulo sensorial.
As aulas oferecidas neste projeto serão 100% gratuitas e voltadas às pessoas com deficiência visual vinculadas à Associação de Deficientes Visuais de Itajaí e Região - ADVIR, que hoje conta com 480 associados, de todas as idades, das cidades de Piçarras, Penha, Navegantes, Itajaí, Balneário Camboriu, Camboriu, Itapema, Porto Belo e Bombinhas.Este projeto prevê a contrapartida de duas Mostras de Artes, que serão transmitidas ao vivo através do Instagram da ADVIR, e depois inserida no canal do Youtube da Associação.