Início: 15/01/2027Término: 31/12/2027Aceite: 25/02/2026
O projeto "Hackerclubes" tem como objetivo oferecer oficinas de capacitação voltadas para indivíduos de baixa renda nas áreas de produção cultural e artística, explorando as novas tecnologias, como arte digital e design, e integrando a arte urbana com as interfaces tecnológicas contemporâneas.
Não se aplica.
Objetivo Geral - Capacitar e especializar as comunidades periféricas por meio de oficinas de arte urbana com interfaces tecnológicas e bolsa incentivo, abordando pesquisa, produção, formação e difusão de tecnologias, cultura maker, audiovisual e arte digital. Utilizando programação, eletrônica, impressão e modelagem 3D, realidade virtual, dados e inteligência artificial, o projeto visa fortalecer a identidade e práticas representativas das juventudes, comunidades e diversidades. Por meio da troca de experiências e formação técnica, os participantes terão a oportunidade de adquirir repertório artístico e disseminá-lo livre e interativamente, promovendo desenvolvimento social, econômico, diversidade cultural e inclusão social. De acordo com os incisos do Art.3º do Decreto Nº 11.453, de 2023, o projeto tem as seguintes finalidades: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais. Objetivos Específicos Produto: Curso / Oficina / Capacitação - Realizar oficinas de arte com cinco turmas distribuídas entre os municípios de São Paulo (SP), com duas turmas, e Campinas (SP), Sumaré (SP) e Rio de Janeiro (RJ), com uma turma cada. Essas oficinas têm como público-alvo jovens entre 15 e 29 anos matriculados em escolas públicas de ensino médio, incluindo a EJA (Educação de Jovens e Adultos). Os participantes devem ter renda familiar bruta per capita igual ou inferior a meio salário mínimo, ou renda familiar total de até três salários mínimos. As oficinas ocorrerão ao longo de um período de 10 meses. Cada turma contará com uma carga horária de 9 horas semanais, totalizando 36 horas mensais e 360 horas por turma. Cada turma será composta por 15 jovens, selecionados na fase inicial do projeto. Ao todo, o projeto oferecerá 75 vagas. Produto: Festival - Ao final do projeto, será realizado dois festivais com os estudantes das cinco turmas, nos municípios de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), para apresentar à comunidade os projetos artísticos desenvolvidos nas oficinas, promovendo integração e intercâmbio de experiências. O Festival Hackerclubes de São Paulo contará com os estudantes das turmas de São Paulo, Sumaré e Campinas, enquanto o Festival Hackerclubes do Rio de Janeiro será realizado com os estudantes da turma do Rio de Janeiro. A data e o local dos eventos serão definidos durante a fase de produção. A expectativa de público é de aproximadamente 500 pessoas.
As novas tecnologias têm um impacto significativo no campo cultural no mundo contemporâneo. A disseminação colaborativa e o uso livre das tecnologias interativas criam demandas específicas de formação. A ampla disponibilidade de computadores pessoais e dispositivos móveis impulsiona a produção midiática cultural. Nesse contexto, a Associação Casa Hacker capacita pessoas periféricas por meio de ações formativas sobre o uso de novas tecnologias, programas e design nas artes. A "Cultura Hacker" utiliza tecnologias digitais, como programação, eletrônica, impressão e modelagem 3D, realidade virtual, dados e inteligência artificial como ferramentas de produção cultural, memória e arte. O projeto une a arte urbana às interfaces tecnológicas, promovendo manifestações culturais locais, democratização de produtos culturais e intervenções artísticas com potencial de transformação social. Por meio da troca de experiências e da formação técnica, as comunidades em regiões socialmente vulneráveis têm a oportunidade de se apropriar da arte urbana e disseminá-la de forma livre e interativa, gerando desenvolvimento social e econômico. O principal objetivo do projeto é criar espaços para a aprendizagem artística com interfaces tecnológicas, mobilizando jovens periféricos e fortalecendo a identidade e as práticas representativas das juventudes, suas comunidades e diversidades, valorizando a criatividade e a produção local como parte da narrativa das cidades. A importância desse projeto ser contemplado por uma lei de incentivo à cultura reside no fato de que ele está alinhado com os objetivos e princípios estabelecidos para o fomento e valorização das manifestações culturais. Ao capacitar e empoderar as comunidades periféricas, o projeto contribui para o desenvolvimento social e econômico, promovendo a diversidade cultural, a inclusão social e fortalecendo a produção artística e cultural em nosso país. A proposta, ainda, se enquadra nos objetivos expressados no art. 1º da Lei 8.313/91, sendo: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; Para isso, o projeto se enquadra nos seguintes incisos do art. 3º da mesma Lei: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore.
Pré-produção - 2 meses: - Captação de recursos; - Planejamento executivo; - Contratação dos oficineiros; - Planejamento das oficinas e definição de cronograma; Produção - 11 meses: - Divulgação; - Fase de seleção; - Realização das oficinas; - Execução dos planos de aula; - Realização do Festival; Pós-produção - 1 mês: - Fechamento do projeto; - Prestação de contas.
Projeto pedagógico em anexo.
Geraldo dos Santos Barros - Proponente e Coordenador Geral Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (2019 - 2021) pelo Centro Universitário UniMetrocamp - Wyden. É Desenvolvedor front-end, facilitador e educador com histórico de trabalho em tecnologia e inovação social. Habilidades em Liderança Aberta, Mentoria, Design para Comunidades Inclusivas e Educação Tecnológica de Base Criativa: robótica, eletrônica, impressão e modelagem 3D, programação, realidade virtual e desenho gráfico. Atua desde 2018 na Casa Hacker na direção estratégica e na organização de atividades educativas com o uso de tecnologia e programas digitais, fomentando a inclusão social e a produção de arte digital. Entre seus trabalhos, destaca-se sua atuação no desenvolvimento do Projeto CulturAr, em Campinas, que promoveu uma série de atividades on-line envolvendo música, fotografia, literatura, capoeira, cultura tradicional, culinária, economia criativa, hip hop e teatro. O proponente será responsável pela gestão de todo o processo decisório do projeto, para tal, receberá pela rubrica de Coordenação Geral. Amanda Souza dos Santos - Assistente de Projeto Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas, atua junto a coletivos de cultura e incidência política desde os 17 anos de idade. É uma das fundadoras dos projetos Sarau na Praça e Cursinho Popular Dandara dos Palmares, realizados em Cotia - SP e foi, na mesma cidade, conselheira do CMDCA ocupando a cadeira de Movimento Popular, no biênio – 2019/2021. Atuou de 2018 a 2021 como Analista de Projetos e Programas na Fundação FEAC, dentro do Programa Juventudes e do Programa de Educação, focando principalmente na ativação e valorização de coletivos sociais e de cultura formados por jovens e lideranças locais. Em 2022 atuou como consultora pela Casa Hacker no projeto Hubs Comunitários, que foca na ativação de coletivos sociais e no fortalecimento de suas ações em regiões periféricas de Campinas e que hoje é gerido por articuladores locais. Atualmente é Coordenadora do projeto Data Detox para Educadores e gestora de projetos pelo CEDAC, nos programas Melhoria da Educação(Itaú Social) e Formar(Instituto Gesto). Davi Borges Pena - Assistente de Projeto Técnico em informática, diretor e professor STEAM na Casa Hacker, com experiência em redes de computadores e segurança da informação em diversos projetos. Apaixonado pela educação social, atua como educador em ONGs e movimentos sociais desde 2016. Além disso, Davi tem um histórico de contribuições relevantes em organizações como a Casa Hacker, onde apoia na implementação e desenvolvimento de projetos de inclusão digital. Na Venus360, assessora empresas em segurança digital e infraestrutura. Com formação técnica e contínua em Tecnologia e Defesa Cibernética, Davi alia expertise técnica e engajamento social para impactar positivamente territórios.
Produto: FESTIVAL Acessibilidade Física: O festival acontecerá em espaço acessível a pessoas com deficiência física e/ou mobilidade reduzida, com banheiros adaptados, corredores largos, rampas de acesso e sinalização tátil no piso, garantindo autonomia e segurança para todos os públicos. Acessibilidade para pessoas com deficiência visual: Serão disponibilizadas placas informativas em braille e audiodescrição ao vivo ou gravada das principais atrações e obras do festival, garantindo que pessoas com deficiência visual possam compreender e fruir do conteúdo apresentado. Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva: Haverá intérpretes de Libras presentes nas atividades expositivas e eventos principais da mostra, bem como legendagem em vídeos institucionais e materiais audiovisuais da programação. Acessibilidade para pessoas com TEA, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos, bem como pessoas que desconhecem os idiomas e linguagens dos conteúdos: Serão disponibilizados monitores capacitados, além de material de divulgação em linguagem simples. O Festival contará com a realização de oficina de formação da equipe com foco em curadoria acessível, comunicação inclusiva, linguagem simples e design acessível. Também serão disponibilizados abafadores de ruído para pessoas com sensibilidade auditiva (como no caso de TEA) e haverá sessões de visitação adaptadas com estímulos reduzidos (mostras inclusivas). Produto: CURSO / OFICINA / CAPACITAÇÃO Acessibilidade Física: As oficinas ocorrerão em espaços acessíveis a pessoas com deficiência física e/ou mobilidade reduzida, com estrutura física adaptada (banheiros, corredores largos, rampas, sinalização tátil e mobiliário adequado). Acessibilidade para pessoas com deficiência visual: As atividades contarão com profissionais de apoio capacitados e com o uso de materiais pedagógicos em formatos acessíveis (digitais, táteis, com audiodescrição quando aplicável), assegurando a participação plena de pessoas com deficiência visual. Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva: Durante as oficinas, haverá intérpretes de Libras e legendagem dos conteúdos audiovisuais utilizados, garantindo total acesso à comunicação e informação. Acessibilidade para pessoas com TEA, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos, bem como pessoas que desconhecem os idiomas e linguagens dos conteúdos: Além da presença de monitores capacitados, será promovida oficina de formação da equipe técnica e pedagógica, com foco em linguagem simples, inclusão de Libras, legenda, audiodescrição e estratégias de acolhimento para pessoas com deficiências invisíveis. Também serão adotadas práticas de design instrucional acessível.
Nos termos do Art. 2º e Art. 4º da Instrução Normativa MinC nº 23/2025, e conforme definição do Anexo I: (i) o projeto promove a fruição gratuita de suas ações formativas e culturais, (ii) todos os produtos do projeto (oficinas e festivais) são oferecidos gratuitamente ao público, (iii) as oficinas atendem jovens de escolas públicas com prioridade a pessoas em situação de vulnerabilidade social (iv) o Projeto será realizado em parceria com escolas e/ou organizações comunitárias, (iv) As intervenções culturais desenvolvidas pelos jovens serão apresentados em festivais públicos e gratuitos, realizados em São Paulo e Rio de Janeiro.