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Aqui não é Burkina Faso

Início: 11/01/2027Término: 30/09/2027Aceite: 06/03/2026

Resumo

Realizar a montagem e 8 apresentações deuma peça teatral com duração de 50 minutos. "Aqui Não é Burkina Faso" explora a relação entre dois irmãos gêmeos, Damião e Basílio — um negro e o outro branco — ligados por memórias e conflitos que ecoam experiências coletivas de resistência e identidade. Ambientada em Angola, a peça, com linguagem de Teatro do Absurdo, constrói uma ligação elástica e simbólica entre os irmãos, que se revela tanto física quanto emocional, refletindo suas distintas perspectivas sobre pertencimento, família e liberdade.Classificação indicativa: 14 anos.

Sinopse

O espetáculo Aqui Não é Burkina Faso apresenta o encontro entre dois irmãos gêmeos, Damião e Basílio, que compartilham uma trajetória marcada por memórias familiares, tensões e distintas formas de compreender o mundo. Ligados por uma relação simbólica e quase física, os personagens constroem, por meio de diálogos atravessados por humor, ironia e estranhamento, um jogo cênico que evidencia conflitos relacionados à identidade, pertencimento e liberdade.Ambientada em um contexto inspirado em Angola, a encenação se estrutura a partir de uma estética que dialoga com o Teatro do Absurdo, articulando vazio, repetição e deslocamento como motores da cena. O espaço cênico é reduzido a elementos essenciais, criando uma atmosfera de suspensão onde o corpo dos atores, a luz e o som assumem papel central na construção de sentido. A dramaturgia se desenvolve entre silêncios, pausas e rupturas, instaurando um tempo dilatado que tensiona realidade e imaginação.A visualidade do espetáculo se apoia em uma paleta de tons terrosos e contrastes de luz e sombra, evocando paisagens atravessadas por memórias de guerra e por vestígios de permanência. Nesse contexto, a presença simbólica de um pássaro — que se manifesta como som, imagem e gesto — opera como eixo poético da encenação, tensionando a relação entre os irmãos e instaurando uma camada de ambiguidade entre liberdade e controle, esperança e conflito.A trilha sonora e a ambiência acústica combinam referências da musicalidade angolana e afro-diaspórica a elementos minimalistas, construindo um campo sensorial onde o silêncio, o ruído e o canto se alternam como forças dramatúrgicas. Essa composição contribui para a criação de uma experiência imersiva, na qual o público é convidado a habitar um território simbólico em constante transformação.Com duração aproximada de 50 minutos, o espetáculo propõe uma experiência sensível e reflexiva, articulando elementos poéticos e políticos para provocar o espectador a pensar sobre relações humanas, heranças históricas e construções de identidade em diferentes contextos sociais e culturais, estabelecendo pontes entre Angola e Brasil.Classificação indicativa: 14 anos.

Objetivos

OBJETIVO GERALPromover a criação, circulação e fruição do espetáculo Aqui Não é Burkina Faso, articulando teatro, memória e reflexão crítica sobre os atravessamentos da guerra, da identidade e das relações humanas, a partir de uma perspectiva afro-diaspórica. O projeto busca ampliar o diálogo entre Brasil e Angola, estimulando o reconhecimento de vínculos históricos, culturais e simbólicos, ao mesmo tempo em que contribui para a formação de público e para a difusão de obras que tensionam e ressignificam experiências coletivas por meio da linguagem cênica.OBJETIVOS ESPECÍFICOS- Realizar 8 apresentações do espetáculo Aqui Não é Burkina Faso.- Atingir um público estimado de 1.000 pessoas ao longo das apresentações.- Contratar aproximadamente 15 profissionais entre elenco, direção, produção, equipe técnica e comunicação.- Garantir 8 apresentações gratuitas ou com ingressos populares, ampliando o acesso da população às artes cênicas.- Realizar 2 debates pós-espetáculo com o público, abordando os temas presentes na obra.- Implementar recursos de acessibilidade, incluindo interpretação em Libras em pelo menos 2 apresentações.

Justificativa

O tema central do espetáculo dialoga com debates contemporâneos sobre violência, memória histórica, identidade e construção da paz. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra anualmente dezenas de milhares de mortes violentas, revelando um contexto social em que conflitos e desigualdades estruturais continuam impactando diferentes grupos da população. Nesse cenário, a arte e a cultura assumem um papel relevante na criação de espaços de reflexão e diálogo. O teatro, em especial, permite abordar temas complexos por meio de metáforas, narrativas simbólicas e experiências sensíveis que estimulam o pensamento crítico e a empatia.A presente montagem parte de um texto dramatúrgico já existente, que é reinterpretado cenicamente a partir de uma abordagem contemporânea. Embora ambientada em Angola, a obra estabelece pontes diretas com a realidade brasileira, evidenciando como questões relacionadas à violência, às relações familiares, ao pertencimento e às desigualdades atravessam diferentes contextos sociais. Nesse sentido, o espetáculo propõe uma leitura que aproxima territórios e experiências, destacando semelhanças e tensões entre Angola e Brasil, e ampliando o campo de identificação do público.Para viabilizar a realização do projeto, torna-se fundamental o acesso ao mecanismo de incentivo previsto na Lei Rouanet, instituída pela Lei nº 8.313/91. O projeto dialoga com os princípios estabelecidos no Art. 1º da legislação, especialmente aqueles voltados à promoção, valorização e difusão das manifestações culturais, bem como ao estímulo à produção artística nacional. Também contribui para objetivos previstos no Art. 3º da lei, como a democratização do acesso à cultura, o incentivo à formação de público e o apoio à produção cultural independente. Nesse contexto, o mecanismo de incentivo torna possível a realização de uma obra teatral que amplia o acesso da população às artes cênicas e fortalece a cadeia produtiva do setor cultural.O produto cultural deste projeto é o espetáculo teatral Aqui Não é Burkina Faso, com duração aproximada de 50 minutos. A obra explora a relação entre dois irmãos gêmeos, Damião e Basílio — um negro e o outro branco — conectados por memórias e conflitos que refletem experiências coletivas de resistência, identidade e pertencimento. A encenação, inspirada na linguagem do Teatro do Absurdo, constrói uma relação simbólica e física entre os personagens, revelando tensões e perspectivas distintas sobre liberdade, família e convivência. Por meio de uma abordagem cênica que valoriza a força do texto, a atuação e a construção simbólica, o espetáculo busca provocar reflexões no público e ampliar o acesso à experiência teatral.Diante do exposto, o projeto se enquadra no artigo 3º, inciso II, alínea C.

Etapas

PRÉ-PRODUÇÃO (3 meses) - Período dedicado ao planejamento e estruturação do projeto. 1. Contratação da equipe artística, técnica e de produção. 2. Planejamento executivo e organização do cronograma de trabalho. 3. Desenvolvimento do conceito de encenação e definição dos elementos cênicos. 4. Início dos ensaios com elenco e direção. 5. Planejamento das ações de comunicação e divulgação. 6. Organização da logística de produção e definição do espaço de apresentação. EXECUÇÃO (1 mês) - Período destinado à realização das atividades principais do projeto. 1. Continuidade e finalização dos ensaios do espetáculo. 2. Montagem técnica de luz, som, cenário e figurino. 3. Realização das apresentações previstas do espetáculo. 4. Execução das ações de acessibilidade (intérprete de LIBRAS e visita sensorial). 5. Realização de debates ou encontros com o público após apresentações. 6. Registro fotográfico e audiovisual das apresentações. PÓS-PRODUÇÃO (1 mês) - Etapa voltada à finalização e sistematização do projeto. 1. Organização dos registros fotográficos e audiovisuais do projeto. 2. Sistematização dos resultados e levantamento de dados de público. 3. Elaboração do relatório final do projeto. 4. Organização da documentação administrativa e financeira. 5. Prestação de contas junto aos órgãos responsáveis.

Especificação técnica

O projeto tem como produto principal a realização do espetáculo teatral Aqui Não é Burkina Faso, com duração aproximada de 50 minutos, concebido para espaços cênicos convencionais, com cenário de montagem modular.A encenação contará com 02 intérpretes em cena, além de equipe técnica composta por direção, iluminação, sonoplastia e operação técnica. O projeto de luz será desenvolvido com mapa adaptável, priorizando refletores LED. A trilha sonora será executada em sistema digital, com operação em playback.O cenário será composto por elementos cênicos móveis, construídos com materiais leves e de fácil transporte, permitindo agilidade na montagem e desmontagem.Os figurinos serão desenvolvidos a partir de pesquisa estética alinhada à proposta dramatúrgica, priorizando durabilidade e funcionalidade para circulação.Serão realizadas 8 apresentações, com previsão de público total de aproximadamente 1.000 pessoas, incluindo sessões gratuitas ou com ingressos populares.Como ação complementar, o projeto prevê a realização de 2 debates pós-espetáculo, com duração média de 20 a 30 minutos, promovendo a troca entre artistas e público a partir dos temas abordados na obra, como processo criativo, linguagem do Teatro do Absurdo, identidade, memória e relações culturais entre África e Brasil.As ações de acessibilidade incluem sessões com intérprete de LIBRAS, visita sensorial com audiodescrição e articulação de público com transporte acessível, conforme descrito nos campos específicos do projeto.

Ficha técnica

1. Fellipe Calarco - Direção de Produção e Elenco:proponente do projeto, representante da Alkebulan Arte e Cultura, atuará como idealizador do espetáculo, sendo responsável pela concepção geral da proposta, articulação institucional e acompanhamento de todas as etapas do projeto. Na execução, exercerá as funções de direção de produção, coordenando o planejamento, a gestão financeira, a execução operacional e a articulação da equipe, além de integrar o elenco do espetáculo como ator (DRT 0056385/RJ).Currículo resumido: Diretor de produção com atuação voltada para o teatro e projetos culturais que articulam arte, educação e território. Formado em Artes Cênicas, construiu trajetória na gestão e execução de projetos incentivados, com experiência em planejamento, administração financeira e coordenação de equipes.Atuou como assistente de coordenação no espetáculo ANGU, indicado ao Prêmio Shell em 2024, sendo responsável pela gestão financeira via lei de incentivo. Também foi produtor no Instituto Maria e João Aleixo (Uniperiferias), à frente de iniciativas como o Prêmio Mestre das Periferias e formações em parceria com o Instituto Moreira Salles.Foi coordenador de projetos na eLabore.Kom, atuando em espetáculos de teatro e dança, com destaque para Debandada, Isaura, Iyamesan, Mulher Multidão e Marginais Noturnos.Atualmente é diretor de produção na Alkebulan Arte e Cultura, onde conduz projetos que conectam criação artística, formação e impacto social.2. Tatiana Henriqe - Direção Artística:Doutora em Artes pela UERJ, Mestra em Memória Social pela UniRio e Licenciada em Letras pela UNESA, com formação complementar em História e Cultura Negra (UERJ). Sua trajetória articula pesquisa acadêmica e prática artística, com foco em teatro, memória e cultura negra.Realizou comunicações e participações em importantes instituições e eventos nacionais e internacionais, como o FESTECA – Festival Internacional de Teatro de Angola, a National School of Drama (Índia), UNESP, IFB, FIOCRUZ, UFBA, UFRJ, UFF, UFRRJ, CCBB (RJ e SP), Faculdade Angel Vianna, Bienal do MERCOSUL, Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora/MG e o Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica.Nas artes cênicas, destaca-se por uma trajetória consistente como atriz e diretora. Entre seus trabalhos mais recentes estão Mãe Preta (2025), Òrò – palestra-performance (2024), Blues em Preto e Branco, Vera Crucis, Nuang, caminhos da liberdade, 12 Pessoas com Raiva, Os Desertos de Laíde, Balé Ralé, Salina – a última vértebra, Gineceu ou cenas de uma mulher qualquer, Ela se vinga com um monólogo (dir. Marília Gurgel), O que fazem as meninas quando desabrocham? — espetáculo pelo qual recebeu os prêmios de Melhor Atriz no V Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora/MG e Destaque Atriz na V Mostra de Teatro Estudantil do CCBB/RJ —, Cabeça de Vento e O Menino que Brincava de Ser, que lhe rendeu indicação ao Prêmio CBTIJ 2015 e o Prêmio de Melhor Atriz no 19º Festival Nacional de Teatro de Guaçuí.Como diretora, assinou os trabalhos Oruko (2025), Palavra: Poder Feminino (2024) e Benjamim, te sigo daqui (2022).No audiovisual, integrou o elenco de produções como 90 Decibéis (dir. Felipe Barbosa, 2025), Encantados (2025), Arcanjo Renegado (2024), Saturno (2021, dir. Jonathan Ferr e Philippe Rios) e Proteja os Seus Sonhos (AUR, 2020/2021, dir. Philippe Rios).3. Reynaldo Lisboa - Texto:Reynaldo Lisboa iniciou sua trajetória artística em 1992, desenvolvendo uma carreira sólida como ator, encenador, dramaturgo e formador. É fundador da Cia da Capital, onde consolidou sua atuação na criação e pesquisa em artes cênicas, com destaque para a escrita de espetáculos alinhados à linguagem do teatro do absurdo.Com experiência internacional, trabalhou em Angola nas áreas de teledramaturgia, publicidade e formação artística, ampliando seu repertório estético e sua investigação sobre linguagem, narrativa e questões identitárias. Atualmente reside em Portugal, onde é mestrando na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), conciliando sua pesquisa acadêmica com a atuação como docente em teatro.4. Luiz Fernando Picanço - Elenco:Luiz Fernando Picanço é ator (SATED RJ 0061864), dançarino contemporâneo, produtor, diretor teatral e educador social. Possui formação em Artes Cênicas com habilitação em Direção Teatral e estudos em História da Arte pela UFRJ. Atualmente, cursa o Bacharelado em Teoria da Dança (EEFD/UFRJ) e o curso Técnico em Teatro pela Escola Sesc de Artes Dramáticas (ESAD), no Rio de Janeiro.Complementa sua formação com capacitação para educadores de dança pelo Centro de Movimento Deborah Colker, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro (2023). Como ator, participou da série Pablo e Luisão (Globoplay, 2024) e da minissérie Os Quatro da Candelária (Netflix, 2022).Atua como Conselheiro Municipal de Cultura (cadeira de Artes Cênicas – Teatro e Circo, mandato 2024/2025) e é educador e coordenador pedagógico da Escola Livre de Artes da Baixada Fluminense (ELAdaBF), no Ponto de Cultura Gomeia Galpão Criativo, em Duque de Caxias (RJ).Como produtor cultural, desenvolve projetos na Alarcon Picanço Criações, com atuação em iniciativas artísticas e editoriais. Sua trajetória artística é marcada pela pesquisa em múltiplas linguagens, incluindo teatro, dança, videodança, performance, palhaçaria e bufão.

Acessibilidade

O projeto adotará medidas de acessibilidade física e de conteúdo, garantindo que pessoas com deficiência possam acessar, compreender e fruir plenamente o espetáculo.No que se refere à acessibilidade física, as apresentações serão realizadas em espaço cultural que possua estrutura adaptada para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, incluindo acesso por rampas, banheiros adaptados e áreas de circulação adequadas, além de assentos reservados.Como estratégia ativa de democratização de acesso e acessibilidade atitudinal, o projeto disponibilizará transporte gratuito (ônibus) em 1 sessão, destinado a grupos de pessoas com deficiência e neurodivergentes, em articulação com instituições e organizações que atuam com esses públicos, garantindo não apenas o acesso ao conteúdo, mas também a viabilidade de deslocamento até o local da apresentação.No campo da acessibilidade de conteúdo, o espetáculo contará com intérprete de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) em 2 apresentações, assegurando o acesso de pessoas surdas. Também serão realizadas 1 sessão com visita sensorial mediada e audiodescrição, voltadas especialmente para pessoas com deficiência visual, possibilitando o reconhecimento prévio de cenário, figurinos, objetos de cena e espacialidade cênica.Essas ações visam não apenas cumprir requisitos de acessibilidade, mas promover uma experiência cultural inclusiva, ampliando a participação de públicos historicamente afastados das artes cênicas.

Democratização

Todas as 8 sessões do espetáculo serão gratuitas, garantindo amplo acesso da população ao projeto e contribuindo para a democratização das artes cênicas, especialmente para públicos que historicamente têm menor acesso a bens culturais.Além disso, para além do transporte destinado a pessoas com deficiência, serão realizadas 2 sessões com disponibilização de transporte gratuito (ônibus) voltadas à formação de plateia, destinadas a estudantes de escolas públicas da cidade do Rio de Janeiro. A iniciativa será articulada com instituições de ensino, visando facilitar o deslocamento e incentivar o acesso de jovens ao teatro, para que a fruição dos jovens seja estratégica, realizaremo um debate após o espetáculo.A proposta busca não apenas ampliar o acesso físico ao espetáculo, mas também estimular o contato com a linguagem teatral, contribuindo para a formação cultural e crítica dos participantes, fortalecendo o vínculo entre educação e cultura.