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Bife

Início: 04/03/2027Término: 28/03/2027Aceite: 06/03/2026

Resumo

O Bife de Cutícula é uma proposta de circulação do espetáculo teatral de mesmo nome que conta com performances em salões de beleza na cidade do Rio de Janeiro que abordam a violência contra a mulher. Serão realizadas 28 apresentações com 90 minutos de duração cada. A classificação indicativa é de 14 anos. O público é convidado a descobrir a causa da morte de uma personagem, refletindo sobre violências de gênero. A direção é de Ligia Maria Monteiro, pesquisadora (UFRJ), e Renata Tavares, vencedora do Prêmio Shell RJ. Com supervisão artística de Bárbara Abi-Rihan, vencedora de 2 Prêmios CBTIJ, e supervisão dramaturgica de Cecilia Ripoll, 2 vezes indicada ao Prêmio Shell RJ.

Sinopse

A trama se divide em duas partes:Na primeira, as funcionárias de um salão de beleza na periferia encontram o cadáver do dono do salão nos fundos. Diante da infeliz descoberta e da impossibilidade de chamar a polícia, elas precisam descobrir quem é a assassina antes que qualquer uma possa sair dali. O impasse faz com que todas elas se sintam obrigadas a trocar acusações, uma vez que cada uma delas parece ter um motivo para cometer o crime.Na segunda parte, as acusações cessam quando elas percebem que todas foram vítimas daquele homem de alguma forma, e o que antes eram acusações se transformam em acolhimento e escuta, fazendo com que elas se unam para descobrir o que de fato aconteceu.A obra, estruturada em realismo fantástico, parte de um assassinato ocorrido em um salão de beleza, no qual todas as personagens apresentam possíveis motivações, convidando o público a investigar o desfecho da trama. Apesar da temática densa, onde aborda-se como temática a violência contra a mulher, o espetáculo adota linguagem cômica que promove reflexão crítica. O espetáculo terá a duração de 90 minutos e classificação indicativa de 16 anos.

Objetivos

Objetivo Geral: Realizar a montagem da peça teatral inédita Bife de Cutícula, que aborda como tema central as violências contra mulheres, o qual democratiza o acesso a informação e a cultura, contribuição prevista no Artigo 1º da Lei Rouanet.Objetivos específicos:- Promover e estimular a formalização de espaços profissionais de estética como espaços de acolhimento nas áreas de abrangência;- Viabilizar a distribuição de material informativo físico e digital sobre violência contra a mulher desenvolvido a partir da estética e conteúdo da performance;- Realizar 4 debates pós-espetáculo com duração de 1 hora sobre políticas de combate à violência de gênero, mediados por agentes comunitários e assistentes sociais.- Realizar a circulação de 28 apresentações. Sendo 6 no Teatro Gonzaguinha, 6 no Teatro Ziembinski, 4 no Museu da Maré e 8 performances em salões de beleza na Zona Norte do Rio de Janeiro;- Atingir cerca de 3.500 pessoas com as ações presenciais e cerca de 100.000 com as ações digitais.

Justificativa

A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, divulgada pela Agência Senado, mostra que 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar em 2025, ano em que o Brasil atingiu recorde de feminicídios, 4 mortes por dia. Dados também indicam que 88% das mulheres relataram ter vivido violência psicológica em algum momento da vida. Já no Rio de Janeiro, houve aumento nos processos por violência doméstica, com mais de 71 mil novos casos registrados de janeiro a novembro de 2025. FONTE: DATA SENADO, 2025.O projeto surge da análise de dados e da percepção de falta de informação da população em medidas eficazes no combate ao feminicídio, violências físicas, psicológicas e patrimoniais às mulheres. Um grande incômodo vem da não participação de homens na construção de medidas que protegem mulheres. A montagem e circulação do espetáculo ganham relevância ao abordar o tema de violência contra a mulher em uma representação diversa, onde não só mulheres denunciam as violências sofridas, mas o debate inclui toda a sociedade e responsabiliza homens no trabalho conjunto de transformação social. De acordo com Ana Fontes, para a Folha de São Paulo, homens são maioria em opiniões violentas, mas minoria em debates sobre o tema e espaços de formação sociocultural. Por isso, o projeto conta com uma equipe composta também por homens em posições de escuta e aliança em defesa do bem-estar das mulheres. FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO, 2025.O projeto pretende atingir cerca de 3.500 pessoas entre apresentações teatrais, performances presenciais na sua estreia em março de 2027, e 100 mil pessoas na circulação de material informativo sobre violência contra a mulher na criação de conteúdo nas redes sociais, colaborando com o Dia Internacional da Mulher.O projeto visa as áreas centrais e norte do Rio, principalmente o Complexo da Maré e Centro, territórios da maioria dos participantes, e almeja futuramente distribuir a ação para outros territórios.Além disso, o espetáculo pesquisa o mistério de assassinato, gênero dramatúrgico pouco realizado no teatro nacional, e a busca pela participação do público na solução da trama, fomentando o debate e participação da plateia através de uma narrativa cômica que se baseia no realismo fantástico, na linguagem do teatro narrativoO salão de beleza aparece como fundo temático do espetáculo e dos locais de intervenção performática, para ampliar a informação da publicação da lei 10.942/2025 que torna salões de beleza e de estética redes de acolhimento e proteção.O Bife Coletivo tem um histórico de trabalhos nas áreas do Teatro do Oprimido, palhaçaria e de projetos sociais. Onde a comicidade expõe traumas da nossa sociedade. Chico Anysio diz que "o humor é quem denuncia, eu não tenho possibilidade de consertar nada, mas eu tenho a obrigação de denunciar tudo, o humor é tudo, até engraçado". É por meio do humor que o projeto convida o público a rir e se mobilizar para a construção de um país menos violento com mulheres.Bife de Cutícula é crítico, atual, cômico, questionador e relevante no combate à violência contra a mulher, ampliando o debate e proteção de mulheres.Diante do exposto, o projeto se enquadra no artigo 3º, inciso 2º, alínea C.

Etapas

Pré-produção (2 meses): — Reuniões de alinhamento do projeto com a Direção de Produção, Produção;— Compra de instrumentos;— Contratação de equipe artística e mediadores de debate;— Pesquisa de campo e visitas técnicas a 10 salões de beleza;— Escrita dramatúrgica;— Contratação de sala de ensaio;— Inclusão de pauta em espaços para as apresentações e performances;— Revisão e aprovação jurídica e contábil do início do projeto;— Pesquisa e confecção de figurino e cenário;— Levantamento do espetáculo e ensaios;— Alinhamento com a equipe e execução das ações de acessibilidade;— Criação de identidade visual e material gráfico;— Divulgação do espetáculo (criação de redes sociais próprias; criação de conteúdo) Produção (5 meses):— Filmagem e divulgação de vídeos para redes sociais;— Realização de apresentações e debates; — Realização de performances em salões de beleza;— Divulgação e execução da oficina;— Divulgação das ações do projeto; — Registro fotográfico e audiovisual do espetáculo. Pós-produção (2 meses): — Organização de registros e entrega do relatório de execução;— Confecção e entrega da prestação de contas;— Revisão e aprovação jurídica e contábil de finalização do projeto;— Confecção e entrega de clipping.

Ficha técnica

Direção de Produção: Ítalo Teixeira Leal (CEO Amanhã Produções) COLOCAR MINI BIO.Produção: Amanda FersiAssistente de Produção: Patrick Lyan BuntuDramaturgia: Hugo SemcSupervisão de dramaturgia: Cecilia RipollElenco: Ayla Gabriela; Gabrielle Avelino; Laura Danielle; Leona Kali; Luan Adão e Nina SartesDireção: Lígia Maria Monteiro e Renata TavaresAssistência de Direção: Suellen Cloud AtlasSupervisão artística: Bárbara Abi-RihanDireção Musical: Vinicius dos Santos PereiraDireção de Movimento: Marlon VaresCenografia: Bea SimõesFigurino: Alice CruzIluminação: Rel Rocha.Operador de Luz: Rel RochaOperador de Som: Dianny diAssessoria de Acessibilidade: Imagética AcessibilidadeIntérpretes de Libras: Imagética AcessibilidadeAudiodescrição: Imagética AcessibilidadeTécnico de Luz: Caju RibeiroOficineira: Ligia Maria MonteiroPalestrantes: Gabriela Lyrio e Jacqueline de Oliveira MunizPrestação de contas: Amanhã ProduçõesDesigner: Byu LaGerenciamento de Redes: Ayo NzingaAssessoria Jurídica: Jorge Luiz PinheiroAssessoria financeira: Rodrigo PenhaFotógrafo: Gugga Almeida Filmagem: Carolina Sales

Acessibilidade

De acordo com a Lei Brasileira nº 13.146/2015 de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando a sua inclusão social e cidadania e na garantia da regularidade que institui a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, o projeto inclui ações orientadas e acompanhadas pela empresa Imagética Acessibilidade.Sendo assim, 50% das sessões teatrais incluem intérpretes de libras, buscando atender tanto pessoas surdas e/ou de baixa audição. A audiodescrição, maquete tátil do palco e encontro com os atores antes das apresentações, introduzindo textura, formato e características do elenco e do figurino destinados a pessoas cegas e/ou com baixa visão. O uso de luzes piscantes e sons altos serão avisados previamente para o público neurodivergente ou com sensibilidade sensorial para evitar sobrecarga. Será autorizada também entrada e saída do ambiente conforme necessidade.Garantindo acolhimento de pessoas com deficiência, será incorporada na acessibilidade a recepção especializada nos foyers dos espaços de apresentação, juntamente com o encaminhamento para a plateia. No acesso digital, todo o material veiculado online apresentará legendagem aberta, colaborando com a compreensão do público surdo oralizado.Em cena, o uso da linguagem visual vernacular reforça a intenção do protagonismo na plasticidade dos corpos atuantes enquanto estreita a distância entre o elenco e o público surdo. O grupo integra a própria construção estética e narrativa da obra à não dependência de uma linguagem estritamente verbal, reforçando o compromisso com maior acolhimento da obra por não ouvintes.Uma agenda clara do que será abordado será apresentada para o público com linguagem simples, pensando em reduzir ou prevenir sintomas de ansiedade e/ou sobrecarga sensorial e proporcionar acessibilidade cognitiva do conteúdo.

Democratização

A proposta prioriza a democratização do acesso por meio da descentralização das apresentações, levando o espetáculo a espaços culturais de comunidades, reduzindo barreiras geográficas e aproximando o teatro do cotidiano do público. Para enfrentar obstáculos econômicos, haverá gratuidade nas apresentações em territórios periféricos e ingressos a preços populares nas demais localidades.Para superar barreiras simbólicas, serão realizadas ações de mediação cultural, com palestra após apresentação e diálogo direto sobre os temas abordados, especialmente os direitos das mulheres. A articulação com salões de beleza, grupos de acolhimento e instituições de educação amplia a formação de público, fortalecendo vínculos comunitários e promovendo identificação e pertencimento.