Início: 01/08/2027Término: 01/08/2028Aceite: 09/03/2026
O projeto AINDA NÃO É O FIM realizará a circulação nacional de uma Ecoperformance urbana que propõe reflexões sobre poluição do ar e crise climática. A ação acontecerá em cidades brasileiras impactadas por desmatamento e queimadas, envolvendo 4 apresentações em espaços públicos. A circulação inclui ações de mediação cultural e Oficinas com atividades de acessibilidade.
AINDA NÃO É O FIM é uma ecoperformance de arte pública que investiga, por meio da linguagem performativa, as relações entre crise climática, respiração e imaginário coletivo.A ação apresenta a figura de um vendedor ambulante que percorre o espaço urbano oferecendo simbolicamente “oxigênio” em garrafas, como se o ar puro tivesse se tornado um bem escasso e comercializável. Ao mesmo tempo, o performer distribui sementes e convida o público a participar da obra escrevendo “Cartas para o Futuro”, criando um espaço de reflexão coletiva sobre meio ambiente, responsabilidade social e perspectivas para as próximas gerações.A performance acontece em espaços públicos de cidades brasileiras localizadas em regiões diretamente impactadas por transformações ambientais, promovendo encontros entre arte contemporânea, território e comunidade.Misturando ficção, intervenção urbana e participação do público, AINDA NÃO É O FIM propõe uma experiência sensível sobre o ato de respirar como dimensão biológica, política e compartilhada da vida.Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Objetivo GeralPromover a circulação nacional da Ecoperformance AINDA NÃO É O FIM, ampliando o acesso à arte contemporânea em espaços públicos e estimulando reflexões coletivas sobre a crise ambiental e a qualidade do ar nas cidades brasileiras. Objetivos EspecíficosRealizar 4 apresentações da Ecoperformance em cidades brasileiras localizadas em regiões afetadas por desmatamento e poluição atmosférica. Promover 4 ações participativas de escrita de "Cartas para o Futuro", envolvendo o público presente nas apresentações. Distribuir 1.200 amostras simbólicas de sementes durante as performances, incentivando reflexões sobre regeneração ambiental. Desenvolver 4 ações de mediação cultural com o público local antes ou após as performances. Produzir registro audiovisual e fotográfico das apresentações para fins de memória cultural e difusão digital.Realizar 2 Oficinas, uma em cada cidade. Garantir recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição nas ações performativas. Realizar a difusão digital do projeto, com publicação de registros, depoimentos e conteúdos reflexivos sobre arte e crise climática.
A crise climática consolidou-se como um dos maiores desafios contemporâneos, afetando diretamente a qualidade de vida das populações, a estabilidade dos ecossistemas e a sustentabilidade das cidades. O Brasil ocupa posição estratégica nesse debate global devido à extensão e à relevância ecológica de seus biomas, especialmente a Amazônia e o Cerrado, que vêm registrando índices significativos de desmatamento e queimadas nos últimos anos. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o desmatamento na Amazônia Legal superou 9 mil km² em 2023, enquanto o Cerrado ultrapassou 11 mil km² de áreas desmatadas no mesmo período, consolidando-se como o bioma com maior taxa proporcional de perda de vegetação nativa no país. Paralelamente, levantamentos da rede MapBiomas apontam que o Brasil registra milhões de hectares queimados anualmente, com concentração significativa de focos de incêndio nas regiões amazônica e centro-oeste. Relatórios do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis indicam que grande parte dessas queimadas está associada à expansão de fronteiras agrícolas e ao desmatamento ilegal, fenômenos que contribuem para a emissão de grandes volumes de gases de efeito estufa e partículas poluentes na atmosfera. A deterioração da qualidade do ar constitui um dos efeitos mais preocupantes desse processo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição atmosférica provoca aproximadamente 7 milhões de mortes prematuras por ano no mundo, sendo considerada um dos principais fatores de risco ambiental à saúde humana. Diante desse cenário, torna-se essencial ampliar estratégias de sensibilização pública que promovam reflexão crítica e mobilização social em torno das questões ambientais. Nesse contexto, a arte pode atuar como um campo potente de mediação simbólica, capaz de produzir experiências sensíveis que aproximem o público das problemáticas contemporâneas. A Ecoperformance AINDA NÃO É O FIM insere-se nesse campo ao investigar artisticamente a crise climática a partir de um elemento vital e frequentemente invisibilizado, o ar. O projeto dialoga com o conceito de ecoperformance, abordagem presente na pesquisa contemporânea em artes cênicas que articula criação artística, ecologia e território. Nessa perspectiva, o ambiente deixa de ser apenas cenário e passa a constituir parte ativa da obra, influenciando tanto a dramaturgia quanto a experiência do público. Na ação performativa, um vendedor ambulante percorre as ruas oferecendo "oxigênio" em garrafas, como se o ar puro tivesse se tornado mercadoria. Ao mesmo tempo, distribui sementes e convida o público a escrever "Cartas para o Futuro". Esse dispositivo performativo cria uma situação simbólica situada entre ficção e realidade, estimulando reflexões sobre a mercantilização da vida, a crise ambiental e as relações entre sociedade, natureza e economia. Ao ocupar espaços públicos e circular por cidades situadas em regiões afetadas por desmatamento, queimadas e poluição atmosférica, o projeto estabelece encontros diretos entre arte, território e comunidade. Cada localidade visitada integra a dramaturgia da performance, permitindo que a obra dialogue com diferentes contextos socioambientais e amplie sua dimensão crítica e pedagógica. A proposta também se alinha a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no âmbito da Organização das Nações Unidas, especialmente aqueles previstos na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Nesse sentido, o projeto contribui diretamente para a promoção de objetivos como: ODS 3 _ Saúde e Bem-Estar, ao estimular a conscientização sobre os impactos da poluição do ar na saúde humana. ODS 11 _ Cidades e Comunidades Sustentáveis, ao promover ações culturais em espaços urbanos que incentivam reflexão sobre sustentabilidade e qualidade ambiental. ODS 13 _ Ação Contra a Mudança Global do Clima, ao ampliar o debate público sobre os impactos das mudanças climáticas. ODS 15 _ Vida Terrestre, ao estimular a reflexão sobre preservação ambiental e regeneração dos ecossistemas. Além de sua dimensão artística e ambiental, o projeto apresenta forte impacto social ao promover atividades culturais gratuitas em espaços públicos, ampliando o acesso da população à produção artística contemporânea. As ações participativas, como a escrita de "Cartas para o Futuro" e a distribuição simbólica de sementes, estimulam o envolvimento direto do público, transformando a experiência estética em um gesto coletivo de imaginação e responsabilidade ambiental. A realização do projeto por meio do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto na Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991), é fundamental para viabilizar a circulação gratuita da obra em diferentes regiões do país. O incentivo fiscal permite ampliar o acesso da população às manifestações culturais e possibilita que projetos artísticos com relevância social e territorial alcancem públicos diversos, inclusive em localidades que possuem menor oferta de atividades culturais. Nesse sentido, a proposta dialoga diretamente com os princípios estabelecidos no Art. 1º da Lei nº 8.313/91, especialmente: Inciso I _ contribuir para facilitar a todos os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais. Inciso II _ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira. Inciso III _ apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores. Da mesma forma, o projeto contribui para alcançar os objetivos previstos no Art. 3º da referida lei, entre eles: Inciso I _ contribuir para facilitar a todos os meios para o livre acesso às fontes da cultura. Inciso II _ estimular a produção e difusão de bens culturais. Inciso III _ preservar e difundir o patrimônio cultural brasileiro. Inciso IV _ promover a conscientização da sociedade por meio da cultura. Ao articular arte pública, ecologia e participação social, o projeto AINDA NÃO É O FIM reafirma o papel da cultura como espaço de produção simbólica, reflexão crítica e construção de novas sensibilidades diante dos desafios ambientais contemporâneos.
Etapas de Execução do Projeto1. Pré-produçãoDuração estimada: 4 meses (17 semanas)A etapa de pré-produção corresponde ao período de planejamento, estruturação e preparação artística, técnica e logística do projeto.Atividades previstas:planejamento executivo e administrativo do projeto;definição da equipe artística, técnica e de produção;pesquisa de campo e mapeamento dos territórios de realização das ações;articulação institucional com equipamentos culturais, coletivos locais e parceiros nas cidades de circulação (Manaus, Porto Velho);planejamento logístico de deslocamentos, hospedagens e transporte de equipe e materiais;desenvolvimento dos elementos performativos (garrafas simbólicas de “oxigênio”, sementes, materiais para cartas ao futuro);planejamento das ações de acessibilidade e mediação cultural;elaboração do plano de comunicação e divulgação;ensaios e experimentações da performance em espaço urbano.Essa fase é fundamental para garantir a qualidade artística da obra e a viabilidade operacional da circulação. 2. Execução / CirculaçãoDuração estimada: 6 meses (aproximadamente 26 semanas)A etapa de execução corresponde à realização das apresentações públicas e das ações de interação com o público nas cidades contempladas pelo projeto.Atividades previstas:deslocamento da equipe artística e técnica para as cidades participantes;montagem e preparação das ações performativas em cada território;realização das apresentações da ecoperformance AINDA NÃO É O FIM em espaços públicos + mediação após espetáculo, + realização de oficinas.interação direta com o público por meio da distribuição simbólica de sementes e da coleta das “Cartas para o Futuro”;mediação cultural e conversas abertas com o público quando possível;registro audiovisual das apresentações e das interações comunitárias;execução das ações de acessibilidade previstas (Libras, audiodescrição e mediação acessível);articulação com agentes culturais e instituições locais.Essa fase constitui o momento central do projeto, promovendo encontros entre arte contemporânea, território e sociedade. 3. Pós-produçãoDuração estimada: 2 meses (8 semanas)A etapa de pós-produção compreende as atividades de sistematização, finalização e avaliação do projeto.Atividades previstas:organização e edição dos registros audiovisuais das apresentações;sistematização e arquivamento das “Cartas para o Futuro” produzidas pelo público;produção de conteúdo digital para divulgação e memória do projeto;avaliação interna dos resultados artísticos, sociais e territoriais da circulação;elaboração de relatórios de execução;prestação de contas administrativa e financeira junto ao Ministério da Cultura por meio da plataforma SALIC;divulgação final dos resultados e impactos do projeto.Essa fase garante transparência, documentação e disseminação dos resultados culturais e sociais do projeto.
Minha prática artística investiga os modos de recepção e os deslocamentos entre presença, território e Público. Em AINDA NÃO É O FIM, assumo o espaço urbano como campo expandido de criação e conflito. Interessa-me tensionar o cotidiano através de imagens que oscilam entre o absurdo e o real. O vendedor de oxigênio não é apenas um personagem, mas dispositivo crítico que expõe a precarização da vida e a naturalização do colapso ambiental.Entendo a arte como campo ético e relacional. Não busco representar a catástrofe, mas produzir experiências que reconfiguram a percepção do presente. O trabalho dialoga com a Ecoperformance, mas também com práticas de deriva urbana e cartografia sensível. A criação emerge do território e se transforma a partir dele. Cada contexto modifica a obra. Acredito que a Arte pode operar como gesto regenerativo. Não no sentido de oferecer soluções, mas de criar brechas de atenção, cuidado e responsabilidade compartilhada. Em AINDA NÃO É O FIM, o espaço urbano transforma-se em um território ritual onde realidade e imaginação se entrelaçam. A figura do vendedor de oxigênio, que percorre a cidade oferecendo pequenas amostras de “futuro” e convidando o público a escrever cartas para tempos vindouros, instaura uma situação que oscila entre o absurdo e o possível. Nesse gesto, cria-se uma ficção compartilhada que só existe plenamente através da participação das pessoas que atravessam a ação. Tal como nas feiras, romarias e festividades populares, a performance instaura um espaço temporário de suspensão do cotidiano. O encontro entre performer e transeuntes cria um pequeno rito urbano, no qual gestos simples como respirar, plantar sementes ou escrever cartas tornam-se atos simbólicos de memória, cuidado e imaginação coletiva. Assim, a obra transforma o espaço público em um “entre-lugar” onde o ritual emerge como experiência comum e onde a ficção coletiva permite repensar o presente e imaginar futuros possíveis.Quanto você pagaria para respirar?
Linguagem: teatro/ performance / intervenção urbana / teatro de rua.Duração: aproximadamente 30 a 40 minutos por apresentação.Formato: ação performativa itinerante realizada em espaço público, com interação direta com o público e participação espontânea de transeuntes.Estrutura técnica da apresentação:A performance é conduzida por um performer caracterizado como vendedor ambulante que percorre o espaço urbano oferecendo simbolicamente “oxigênio” em garrafas. Durante o percurso, o artista estabelece diálogos com o público e propõe uma situação ficcional que provoca reflexão sobre a crise ambiental e a possibilidade de escassez de ar puro no futuro.A ação performativa é composta por três momentos principais:deslocamento performativo pelo espaço urbano;interação com o público por meio da distribuição simbólica de sementes;convite à participação por meio da escrita de “Cartas para o Futuro”, que passam a integrar o processo artístico.Materiais utilizados:garrafas reutilizáveis representando simbolicamente “oxigênio”;figurino performativo inspirado em vendedores ambulantes;bolsas ou carrinho para transporte dos objetos cênicos;sementes para distribuição ao público;cartões ou papéis para as “Cartas para o Futuro”;envelopes ou recipientes para armazenamento das cartas.Os materiais foram escolhidos considerando portabilidade, baixo impacto ambiental e facilidade de transporte entre cidades. 2. Material de participação do público — “Cartas para o Futuro”Formato: cartões impressos para participação do público.Paginação: 1 página por cartão.Dimensão aproximada: formato A6 ou similar.Conteúdo: espaço para escrita livre do público, com breve explicação sobre a proposta da ação.Material: papel reciclado ou papel de baixo impacto ambiental.Quantidade estimada: produção proporcional ao número de apresentações previstas, permitindo ampla participação do público.As cartas produzidas pelo público serão recolhidas e organizadas como parte da memória artística do projeto. 3. Registro audiovisual do projetoFormato: registro documental das apresentações.Duração estimada do material final: vídeo institucional de aproximadamente 5 a 10 minutos, além de registros fotográficos.Especificações técnicas:captação de vídeo em alta definição;registros fotográficos das ações performativas;registro das interações com o público e do contexto urbano das cidades participantes;edição e organização do material para divulgação digital.O registro audiovisual tem como objetivo documentar o processo artístico e ampliar o alcance público do projeto. 4. Projeto pedagógico e mediação culturalO projeto incorpora um dispositivo pedagógico participativo, voltado à sensibilização ambiental por meio da experiência artística.O projeto pedagógico está estruturado em três eixos:Sensibilização ambiental A performance utiliza linguagem simbólica e poética para estimular reflexão sobre a crise climática, a poluição do ar e a relação entre sociedade e natureza.Participação ativa do público A escrita das Cartas para o Futuro transforma espectadores em participantes da obra, incentivando expressão pessoal e pensamento crítico sobre o futuro ambiental.Educação sensível através da arte A distribuição de sementes funciona como gesto simbólico de regeneração ambiental, conectando a experiência estética a uma dimensão de cuidado com o meio ambiente.Essa abordagem busca promover reflexão coletiva sobre questões socioambientais por meio da experiência artística no espaço público.
Ator/performer e produtor executivo: Kleber Benício é um artista múltiplo atuando em diversas linguagens artísticas desde 2012. Pansexual. Doutorando (2023) e Mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia com a pesquisa - A Mutabilidade das Recepções: do presencial ao virtual (2021). Especialista em Artes Visuais pela Universidade Qualis com a pesquisa - A Recepção Transestética Pornográfica (2021). Licenciado em Teatro pela Universidade Regional do Cariri - URCA com a pesquisa - Os Múltiplos Olhares de Espectador: análises-reconstituições a partir da Trupe dos Pensantes (2019). Autor do livro - A Recepção Cênica Transestética (2023). Foi professor substituto no curso de Licenciatura em Teatro da URCA (2022-2024). Participou do grupo de teatro Trupe dos Pensantes (Crato/CE, 2014-2017). Fundador do Teatro do Irrupto (2018).Coordenador geral: Edinho Fernandes. Artista-professor- pesquisador. Licenciatura em Teatro pela Universidade Regional do Cariri-URCA. Iniciou como Artista em 2010 no grupo de Teatro Arriégua, 2011 participou do Grupo Máscaras e atualmente é integrante e representante jurídico e/ou produtor executivo do grupo Teatro do Irrupto. Como professor, atuou na ALDEIAS Ponto de Cultura desde (2022), no qual participou do projeto Escola Aberta de Saberes Brincantes de (2023-2024), foi residente bolsista pela URCA & CAPES/Cnpq na Escola EMTI Presidente Geisel Polivalente, na cidade de Juazeiro do Norte - CE (2023). Como pesquisador, se debruçou sobre a Cena Expandida no grupo de pesquisa B.A.C.I.A, coordenada por Daniela Alves no projeto “bonito pra chover” em (2021-2022), grupo de pesquisa “O espectador nos Teatros do Cariri Cearense” (2023), “O Espectador na cena contemporânea”, tema de TCC e projeto de mestrado (2023-2024).Comunicação e professora: Maria Luiza Kerst é Artista-Professora-Pesquisadora profissional em Dança desde 2015. Formada em Psicologia e Gestalt-Terapia, pós-graduada em Artes Visuais e Docência no Ensino Superior, atualmente Licencianda em Teatro na URCA e pesquisadora CNPq no Projeto OAC - Ocupações Artísticas na Cidade (Cidades Caminhantes) e professora no projeto Corpo-Espaço: História do movimento (Cartes - URCA). Como Honora Haeresis (Nome artístico na dança), atua como produtora no FusionArt Produções, organiza os eventos Layla Raqs, Optchá Fest, Oraculum, Misterious Dance e Summer Bellydance, já co-organizou o Tribos Urbanas e o Solstício das Deusas, entre outros; Escreveu para as revistas Tribalizando, Cidade Núvens e para Aquelarre, ministrou aulas regulares em Juazeiro do Norte- CE, Crato - CE e Campina Grande - PB, e ministrou workshops, minicursos, laboratórios em vários estados do território Nacional em Danças Étnicas e Fusões, Performance Ritual, Teatro e Dança-Teatro. Foi Co-idealizadora do projeto Teatro-Gestáltico (2015) e Idealizadora dos Projetos Projetos Arte e Gestalt em Cena (2023), Diário de Dança Aberto (2020) e Danças Oraculares (2020), dirigiu a Cia Nuit (Nordeste) e a Cia Tribal Cariri.Produtora e professora: Diva D'Brito. Atriz-Cantora-Professora e Dramaturga. Travesti. Licenciada em Teatro pela Universidade Regional do Cariri (2019), Regente em Música (2013). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Teatro. Ex-Integrante do Coletivo Dama Vermelha (2014-2026). Foi Bolsista nos Projetos - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (2014-2016), Iniciação Científica - O Estudo do Cômico Cearense (2016-2018). Trabalhou na Associação Dança Cariri (2021-2022). Desenvolveu a pesquisa "De Uma Diva Para Uma Divina" pelo laboratório de criação Porto Iracema das Artes (2022), com a tutoria da atriz e cantora travesti Divina Valéria (1944) e também com a colaboração da atriz e cantora travesti Verônica Valenttino (1984); Apresentava nas noites em bares e casas de Shows Caririenses, com o show "Bebam Com Uma Diva". Atualmente é integrante da Coletiva Translúgica e Teatro do Irrupto.
Acessibilidade Física O projeto AINDA NÃO É O FIM adotará medidas que garantam condições adequadas de acesso e circulação para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida nos locais de realização das atividades. As apresentações serão realizadas prioritariamente em espaços públicos e culturais que possuam infraestrutura acessível, observando os seguintes critérios: circulação em áreas amplas que permitam deslocamento seguro; sinalização adequada e orientação de público pela equipe de produção; priorização de percursos acessíveis no espaço urbano, considerando calçadas e trajetos que permitam participação ampla do público. Como se trata de uma performance itinerante em espaço urbano, a produção realizará previamente o mapeamento dos trajetos e locais de apresentação, buscando garantir que os pontos de interação com o público sejam acessíveis e seguros. Acessibilidade de Conteúdo A proposta também incorpora estratégias de acessibilidade comunicacional e sensorial, garantindo que pessoas com diferentes necessidades possam compreender e participar da experiência artística. Serão adotadas as seguintes medidas: Intérprete de Libras em ações formativas, conversas com o público e apresentações em espaços culturais que permitam essa estrutura; Audiodescrição das ações performativas, disponibilizada em formato gravado por meio de QR Code acessível ao público durante as apresentações; Legendagem descritiva nos registros audiovisuais do projeto e nos conteúdos publicados online; elaboração de materiais digitais acessíveis, com linguagem clara e recursos de leitura facilitada; disponibilização de mediação acessível, explicando o conceito da obra e os dispositivos participativos (sementes e cartas para o futuro). Essas estratégias ampliam a possibilidade de fruição do projeto por pessoas com deficiência visual, auditiva, cognitiva ou baixa escolaridade, promovendo inclusão cultural.
A democratização de acesso é um dos eixos centrais do projeto. Todas as apresentações da Ecoperformance AINDA NÃO É O FIM serão gratuitas e realizadas em espaço público, eliminando barreiras econômicas e ampliando o contato direto da população com a arte contemporânea. O projeto prevê ações de circulação em cidades situadas em regiões diretamente impactadas por transformações ambientais, como desmatamento e queimadas, incluindo: Manaus (AM) Porto Velho (RO) A escolha dessas localidades fortalece o diálogo entre arte, território e sociedade, promovendo encontros entre criação artística e comunidades diretamente afetadas pela crise ambiental. Além das apresentações, serão realizadas ações complementares de ampliação de acesso: 1. Interação direta com o público Durante as performances, o público será convidado a participar da ação por meio da escrita de “Cartas para o Futuro”, criando um espaço simbólico de reflexão coletiva sobre o meio ambiente e as gerações futuras. 2. Distribuição de sementes Serão distribuídas sementes ao público como gesto simbólico de regeneração ambiental e incentivo à relação com a natureza. 3. Registro e disponibilização digital O projeto produzirá registro audiovisual das ações, que será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais, ampliando o alcance da proposta para além das cidades de realização. 4. Encontro aberto com o público Sempre que possível, serão promovidas conversas abertas após as apresentações, abordando temas como arte contemporânea, ecoperformance, crise climática e práticas artísticas em espaço público. Impacto social e cultural Ao realizar apresentações gratuitas em espaço urbano, com recursos de acessibilidade e participação pública, o projeto contribui para: ampliar o acesso à arte contemporânea em regiões com menor oferta cultural; estimular reflexão pública sobre questões ambientais urgentes; fortalecer o papel da cultura como instrumento de educação sensível e transformação social; promover inclusão cultural de pessoas com deficiência. Dessa forma, a proposta está alinhada aos princípios de democratização do acesso à cultura, defendidos pela Lei Rouanet, reforçando a cultura como direito fundamental e como espaço de debate sobre os desafios socioambientais contemporâneos.