Início: 01/03/2027Término: 30/06/2027Aceite: 10/03/2026
O projeto "Vem Passarinhar, Vale do Ribeira!" une educação ambiental, arte e identidade territorial por meio de passarinhadas itinerantes nos cinco municípios elegíveis do Vale do Ribeira. A partir da observação de aves em trilhas e ambientes naturais da Mata Atlântica, o projeto oferece a jovens e adolescentes da região oficinas gratuitas de artes visuais — grafite, fotografia, desenho e pintura — inspiradas na avifauna local, culminando em uma exposição itinerante e na produção de um catálogo/fanzine que celebra e documenta as aves da região para o público jovem.
"Vem Passarinhar, Vale do Ribeira!" leva jovens e adolescentes dos municípios do Vale do Ribeira – Cananéia, Iguape, Ilha Comprida, Pariquera-Açu e Registro – a redescobrir a riqueza natural do maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil por meio da observação de aves e da criação artística.Em passarinhadas itinerantes conduzidas por especialistas, os participantes identificam espécies da avifauna local — incluindo endêmicas e ameaçadas de extinção — e transformam essa experiência em produção artística por meio de oficinas gratuitas de grafite, fotografia com celular, desenho de observação e pintura. As obras produzidas ganham vida em uma exposição itinerante que percorre os cinco municípios, e o olhar coletivo dos jovens sobre o território se materializa em um catálogo/fanzine sobre as aves do Vale do Ribeira, distribuído gratuitamente em escolas e espaços públicos da região.O projeto cria um ciclo virtuoso entre pertencimento, conhecimento e expressão — em que a natureza inspira a arte, a arte educa para a conservação, e a conservação fortalece a identidade de quem vive e cuida do Vale.
Objetivo GeralPromover a conexão entre arte, natureza e identidade territorial por meio de atividades gratuitas de observação de aves e oficinas de artes visuais itinerantes nos municípios do Vale do Ribeira — Cananéia, Iguape, Ilha Comprida, Pariquera-Açu e Registro —, mobilizando jovens e adolescentes para o engajamento com a biodiversidade da Mata Atlântica e a valorização do patrimônio natural e cultural da região.Objetivos Específicos• Realizar passarinhadas guiadas e gratuitas em todos os cinco municípios do Vale do Ribeira, totalizando 10 saídas ao longo de 6 semanas de produção itinerante;• Oferecer oficinas gratuitas de artes visuais — grafite, fotografia com celular, desenho de observação e pintura — integradas às passarinhadas, beneficiando aproximadamente 300 jovens e adolescentes;• Produzir e distribuir gratuitamente um catálogo/fanzine sobre a avifauna do Vale do Ribeira, em linguagem acessível para o público jovem, com ilustrações e fotografias produzidas pelos próprios participantes;• Realizar uma exposição itinerante com obras produzidas nas oficinas, percorrendo espaços públicos dos cinco municípios;• Estimular a ciência cidadã por meio do registro de espécies nas plataformas eBird e WikiAves durante as passarinhadas;• Fortalecer a identidade territorial dos jovens participantes, conectando arte, biodiversidade e pertencimento à Mata Atlântica.
O Vale do Ribeira concentra o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil, abrigando uma das mais ricas avifaunas do país. Com 891 espécies de aves registradas no domínio da Mata Atlântica — muitas delas endêmicas e ameaçadas —, a região representa um patrimônio natural e cultural de valor inestimável que, paradoxalmente, é pouco conhecido e valorizado pelas próprias comunidades que o habitam.Os municípios do Vale do Ribeira figuram entre os de menor IDH do estado de São Paulo, com acesso restrito a bens e serviços culturais, especialmente para a população jovem. A ausência de equipamentos culturais consolidados e de programações regulares voltadas a crianças e adolescentes aprofunda desigualdades e fragiliza os vínculos de pertencimento territorial.Nesse contexto, o projeto "Vem Passarinhar, Vale do Ribeira!" surge como resposta criativa e culturalmente enraizada: ao unir a prática consolidada das passarinhadas da SAVE Brasil com oficinas de artes visuais acessíveis, cria-se um percurso pedagógico em que o território — seus rios, matas, manguezais e aves — torna-se matéria-prima para a expressão artística e a construção de identidade. Arte e natureza, ciência e imaginação, contemplação e criação dialogam em um modelo que respeita e valoriza o que é singular no Vale do Ribeira. Desde 2014, a SAVE Brasil realiza as Passarinhadas como estratégia de conexão entre pessoas e natureza. O programa Vem Passarinhar Sampa, realizado em parceria com a Prefeitura de São Paulo, já mobilizou milhares de participantes em parques da capital. O presente projeto transpõe essa metodologia comprovada para um contexto de maior vulnerabilidade social e riqueza ecológica, adaptando-a para o público jovem e incorporando linguagens artísticas — grafite, fotografia, pintura e desenho — que ampliam o alcance e o impacto das ações. O projeto atende ao Inciso I e ao Inciso V do Art. 1º da Lei nº 8.313/1991, contribuindo para facilitar o acesso às fontes da cultura e salvaguardar os modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira. Atende também ao Art. 3º, Inciso II, alínea c, ao prever a realização de exposições e ações educativo-culturais.
PRÉ-PRODUÇÃO – 1 mês (março/2027)Contratação da equipe do projeto, incluindo coordenação geral, produtora, analista de comunicação, guia de observação de aves, monitor ambiental, oficineiros de artes visuais e consultor de saberes tradicionais caiçara ou quilombola; definição e confirmação do calendário detalhado das atividades itinerantes nos cinco municípios (Cananéia, Iguape, Ilha Comprida, Pariquera-Açu e Registro); visitas técnicas prévias aos locais de realização das passarinhadas e oficinas para reconhecimento de trilhas, definição de pontos de encontro e verificação de condições de acessibilidade; criação, aprovação e veiculação dos materiais de divulgação impressos e digitais; mobilização ativa de escolas públicas, CRAS e CAPS dos municípios para participação nas atividades; articulação com lideranças comunitárias, associações quilombolas e caiçaras da região; abertura de conta captação e formalização dos contratos de prestação de serviços.PRODUÇÃO / EXECUÇÃO – 2 meses (abril e maio/2027)Realização das 10 passarinhadas itinerantes, sendo 2 saídas por município, com duração de 3 a 4 horas cada, conduzidas pelo guia especializado e acompanhadas, em ao menos 4 ocasiões, pelo consultor de saberes tradicionais; realização das oficinas de artes visuais — grafite, fotografia com celular, desenho de observação e pintura — integradas às passarinhadas, com duração de 2 horas cada, beneficiando aproximadamente 300 jovens e adolescentes; realização das rodas de conversa "Papo de Passarinho" ao término de cada saída, com participação do consultor de saberes tradicionais nas comunidades caiçaras e quilombolas; registro fotográfico e videográfico de todas as atividades; curadoria coletiva das obras produzidas pelos participantes para composição da exposição itinerante; montagem e circulação da exposição itinerante nos espaços públicos dos cinco municípios, com permanência de aproximadamente 5 dias em cada localidade; divulgação contínua das atividades nas redes sociais e grupos de comunicação dos municípios; coleta de dados de participação, listas de presença e registros nas plataformas eBird e WikiAves; edição, design gráfico e envio para impressão do catálogo/fanzine sobre a avifauna do Vale do Ribeira.PÓS-PRODUÇÃO – 1 mês (junho/2027)Recebimento e distribuição gratuita do catálogo/fanzine nas escolas públicas, bibliotecas e equipamentos públicos dos cinco municípios; encerramento e desmontagem da exposição itinerante; finalização dos pagamentos a fornecedores e prestadores de serviço; consolidação do clipping de mídia e das métricas de alcance digital das campanhas; elaboração do relatório técnico final com sistematização dos dados de participação, espécies registradas e impacto das atividades; elaboração e entrega do relatório de prestação de contas financeira ao Ministério da Cultura e à empresa patrocinadora Neoenergia, conforme os procedimentos previstos na Instrução Normativa MinC nº 29/2026.
Estrutura Geral da MetodologiaA metodologia do projeto articula três dimensões complementares: (1) a vivência em campo por meio das passarinhadas itinerantes, (2) a expressão artística por meio das oficinas de artes visuais, e (3) a produção coletiva de um legado cultural — o catálogo/fanzine e a exposição itinerante. A estrutura é pensada para percorrer os cinco municípios elegíveis do Vale do Ribeira em ciclos de dois dias por município, garantindo abrangência territorial e continuidade da proposta.a) Passarinhadas Itinerantes com Saberes TradicionaisAs passarinhadas são caminhadas guiadas de observação de aves com duração de 3 a 4 horas, conduzidas por guia especializado da SAVE Brasil. Durante o percurso, os participantes identificam espécies utilizando aplicativos de campo como Merlin Bird ID, eBird e WikiAves, registrando as observações nas plataformas de ciência cidadã. O guia apresenta características ecológicas, comportamentais e culturais das espécies, com ênfase naquelas endêmicas e ameaçadas da Mata Atlântica.Em pelo menos 4 das 10 saídas — especialmente nas comunidades onde há presença caiçara ou quilombola —, o Consultor de Saberes Tradicionais acompanhará o grupo, compartilhando os nomes populares das aves em dialetos e línguas locais, histórias e crenças associadas à fauna, práticas tradicionais de convivência com o ambiente e o significado cultural das espécies observadas para as comunidades do Vale. Essa camada de saberes tradicionais transforma a passarinhada em um diálogo intergeracional e intercultural, diferenciando o projeto de ações meramente técnicas ou ambientalistas. Serão realizadas 10 passarinhadas ao longo de 6 semanas, distribuídas pelos cinco municípios (2 por município), em dias e horários adequados ao público jovem — prioritariamente nos turnos oposto ao da escola.b) Oficinas de Artes VisuaisIntegradas às passarinhadas, as oficinas de artes visuais transformam a experiência de campo em produção artística. Cada oficina tem 2 horas de duração e ocorre após a passarinhada, utilizando as aves observadas como ponto de partida para a criação. Serão oferecidas quatro modalidades, que se alternam ao longo dos municípios:Oficina de Grafite: introdução à arte urbana como ferramenta de expressão da identidade local. Os jovens criam composições inspiradas nas aves e nos ecossistemas da Mata Atlântica, valorizando a cultura das periferias e a arte de rua como patrimônio cultural. Carga horária: 2 horas.Oficina de Fotografia com Celular: noções de enquadramento, luz natural, foco e composição aplicadas à observação de aves e ambientes naturais. Os participantes aprendem técnicas de edição com aplicativos gratuitos e constroem um olhar documental sobre o território. Carga horária: 2 horas.Oficina de Desenho de Observação: técnicas básicas de desenho voltadas à representação de aves e elementos da natureza a partir da observação direta. Estimula o olhar atento, a percepção de formas, proporções e detalhes, desenvolvendo habilidades artísticas acessíveis a qualquer pessoa. Carga horária: 2 horas.Oficina de Pintura: uso de aquarela, guache ou lápis aquarelável para criar composições inspiradas nas cores e padrões das aves observadas. Estimula a expressão emocional e criativa, promovendo o diálogo entre arte e biodiversidade. Carga horária: 2 horas.c) Catálogo/FanzineAo final do projeto, será produzido um catálogo/fanzine sobre a avifauna do Vale do Ribeira, com linguagem acessível para jovens. A publicação reunirá ilustrações e fotografias produzidas pelos participantes nas oficinas, textos curtos sobre as espécies de aves mais relevantes da região — incluindo endêmicas e ameaçadas —, mapas dos territórios percorridos e dicas para iniciação na observação de aves. O fanzine será distribuído gratuitamente nas escolas e equipamentos públicos dos cinco municípios e disponibilizado digitalmente.d) Exposição ItineranteAs obras produzidas nas oficinas de grafite, pintura, desenho e fotografias selecionadas serão organizadas em uma exposição itinerante que percorrerá espaços públicos — praças, escolas, bibliotecas e centros culturais — dos cinco municípios do Vale do Ribeira. A exposição permanece aproximadamente 5 dias em cada município, totalizando 25 dias de circulação. A curadoria será feita coletivamente com os jovens participantes, reforçando o protagonismo e o pertencimento ao processo criativo.
RODUTO 1 – PASSARINHADAS ITINERANTES (ATIVIDADE DE CAMPO)Tipo de produto: Curso/Oficina/Capacitação – Artes VisuaisQuantidade: 10 saídasDuração por atividade: 4 horas (sendo 3h de caminhada guiada + 1h de roda de conversa "Papo de Passarinho")Municípios: Cananéia, Iguape, Ilha Comprida, Pariquera-Açu e Registro (2 saídas por município)Capacidade por saída: até 30 participantesTotal de beneficiários diretos: aproximadamente 300 jovens e adolescentesMaterial utilizado: binóculos, aplicativos de campo gratuitos (Merlin Bird ID, eBird, WikiAves), cadernos de campo, canetasProjeto pedagógico: As passarinhadas seguem a metodologia consolidada da SAVE Brasil, estruturada em quatro momentos. (1) Acolhimento e apresentação. (2) Caminhada guiada: percurso de aproximadamente 3 horas por trilhas e ambientes naturais, com identificação de espécies, anotação das aves observadas e registro nas plataformas eBird e WikiAves. Em ao menos 4 saídas, o Consultor de Saberes Tradicionais integra o grupo. (3) Oficina de artes visuais: os participantes são convidados para a oficina correspondente à saída (grafite, fotografia, desenho ou pintura), utilizando as aves e ambientes observados como inspiração para a criação artística. (4) Papo de Passarinho: roda de conversa de aproximadamente 1 hora para validação coletiva da lista de aves identificadas, submissão da lista no eBird, troca de saberes entre participantes, guia e consultor de saberes tradicionais, e estímulo ao registro no WikiAves.PRODUTO 2 – OFICINAS DE ARTES VISUAISTipo de produto: Curso/Oficina/Capacitação – Artes Visuais Quantidade: 10 oficinas (uma por saída, alternando as quatro modalidades) Duração por oficina: 2 horas Capacidade por oficina: até 30 participantes Total de beneficiários diretos: aproximadamente 300 jovens e adolescentes Classificação indicativa: LivreOficina 1 – Grafite Carga horária: 2 horas Material: spray de tinta (cores variadas), máscaras de proteção respiratória, luvas descartáveis, painéis de MDF ou papel kraft de grande formato (mínimo 100 x 70 cm), fita crepe, capas protetoras de chão, esboços prévios a lápis Projeto pedagógico: Breve introdução à história do grafite como linguagem de arte urbana e expressão de identidade coletiva, com ênfase em artistas brasileiros e do litoral paulista. Apresentação de imagens de aves da Mata Atlântica observadas durante a passarinhada como referência visual. Exercício de esboço em papel antes da execução no suporte definitivo. Atividade prática de criação de uma composição em grafite inspirada em uma ave ou ecossistema observado. Roda de apresentação das obras com escuta acolhedora e sem julgamento técnico. Obras selecionadas integrarão a exposição itinerante.Oficina 2 – Fotografia com Celular Carga horária: 2 horas Material: celular com câmera (próprio dos participantes ou disponibilizado pela equipe), aplicativo gratuito de edição pré-instalado (Snapseed ou Lightroom Mobile), bloco de anotações, caneta Projeto pedagógico: Breve introdução a conceitos de composição fotográfica — regra dos terços, enquadramento, luz natural, fundo e foco. Dicas práticas para fotografar aves com celular: paciência, aproximação segura, silêncio, uso do zoom óptico. Atividade prática de caminhada fotográfica de 45 minutos pelo entorno para registro de aves, paisagens e detalhes da natureza. Orientações de edição com aplicativo gratuito: ajuste de exposição, contraste, saturação e corte. Roda de compartilhamento de imagens selecionadas com foco no olhar e na intenção por trás de cada foto. Fotografias selecionadas integrarão a exposição itinerante e o catálogo/fanzine.Oficina 3 – Desenho de Observação Carga horária: 2 horas Material: lápis grafite (HB e 2B), borracha, lápis de cor, canetinhas finas para detalhamento, papel A4 ou caderno de campo (mínimo 90g/m²), prancheta portátil Projeto pedagógico: Breve introdução à prática do desenho de observação — olhar antes de desenhar, percepção de formas, proporções e texturas. Exercício de aquecimento com desenho contínuo de elementos simples da natureza. Atividade prática de observação e desenho de aves e elementos do ambiente natural. Exercício de preenchimento com lápis de cor explorando os padrões cromáticos das espécies observadas. Roda de apresentação dos desenhos com escuta acolhedora. Obras selecionadas integrarão a exposição itinerante e o catálogo/fanzine.Oficina 4 – Pintura Carga horária: 2 horas Material: papel para aquarela ou cartolina, aquarela ou guache em cores variadas, pincéis, potinhos com água, paninhos, fita crepe, prancheta portátil Projeto pedagógico: Apresentação de imagens de aves brasileiras com destaque para seus padrões cromáticos e plumagens. Breve introdução à mistura de cores — primárias, secundárias e cores encontradas nas aves observadas. Exercício rápido de mistura e experimentação de cores em papel de rascunho. Atividade prática de criação de uma pintura inspirada em uma ave observada ou imaginada durante a passarinhada, estimulando liberdade criativa e expressão emocional. Conversa final sobre biodiversidade e a importância de preservar as espécies da Mata Atlântica. Obras selecionadas integrarão a exposição itinerante e o catálogo/fanzine.PRODUTO 3 – EXPOSIÇÃO ITINERANTETipo de produto: Exposição Cultural/Artística – Artes VisuaisQuantidade: 1 exposição itinerante com circulação em 5 municípiosDuração total de circulação: 25 dias (aproximadamente 5 dias por município)Número estimado de visitantes: 500 pessoasAcesso: 100% gratuitoEspaços de realização: praças públicas, escolas, bibliotecas e centros culturais dos municípios de Cananéia, Iguape, Ilha Comprida, Pariquera-Açu e RegistroEspecificações técnicas: A exposição reunirá obras produzidas pelos participantes nas quatro modalidades de oficinas. Painéis expositivos em estrutura modular, leve e desmontável, para facilitar o transporte entre os municípios. Cada obra receberá etiqueta de identificação. A curadoria será realizada coletivamente com os participantes, valorizando o protagonismo jovem no processo criativo e expositivo.Acessibilidade: audiodescrição disponível para pessoas com deficiência visual; textos em fonte mínima 16, com versão em Braille para os painéis introdutórios; rotas de acesso adaptadas para cadeirantes nos espaços de instalação.PRODUTO 4 – CATÁLOGO/FANZINETipo de produto: Publicação impressa e digital de distribuição gratuita Título previsto: "Passarinhando pelo Vale – As aves da Mata Atlântica pelos olhos de quem vive aqui" Tiragem: 500 exemplares impressos + versão digital em PDF de acesso livre Distribuição: 100% gratuita — escolas públicas, bibliotecas, CRAS, CAPS e espaços públicos dos cinco municípios; versão digital disponibilizada no site e redes sociais da SAVE Brasil Formato: A4 (21 x 29,7 cm), orientação retrato Número de páginas: 20 páginas Miolo: impressão colorida frente e verso, papel offset 90g/m² Capa: impressão colorida, papel couchê 250g/m², acabamento em laminação fosca Encadernação: grampeada (fanzine)Projeto editorial e pedagógico: O catálogo/fanzine é pensado como uma publicação de referência acessível para jovens, combinando rigor científico com linguagem visual e textual próxima ao universo adolescente. A estrutura editorial prevê: (1) Apresentação — texto de abertura assinado por jovem participante do projeto; (2) O Vale e suas aves — texto introdutório sobre a Mata Atlântica; (3) Fichas das espécies — 8 a 10 fichas de aves observadas durante o projeto; (4) Galeria de obras — seleção de desenhos, pinturas e fotografias produzidas nas oficinas, com identificação dos autores e das aves que inspiraram cada obra; (5) Como observar aves — guia introdutório para iniciantes; (6) Saberes do Vale — seção dedicada aos conhecimentos tradicionais das comunidades caiçaras e quilombolas sobre as aves da região, curada com a participação do Consultor de Saberes Tradicionais; (7) Créditos e agradecimentos.
COMPOSIÇÃO DA EQUIPE TÉCNICA – DIVERSIDADE E GRUPOS MINORIZADOSO projeto adota como compromisso estrutural a composição majoritária de sua equipe técnica por pessoas pertencentes a grupos minorizados, em atendimento ao critério 11.2.3 do Edital MinC nº 1/2026. Dos 9 profissionais previstos, 8 (89%) pertencem a grupos minorizados, conforme detalhado abaixo:Luiz Sergio Pereira | Coordenação Geral | Homem cis gay e negroMarina Fagundes | Produtora / Comunicação | Mulher cis negra retintaJuliana Vitório | Coordenação Pedagógica | Mulher cis não branca (parda)Fabricio Yanes | Guia de Observação de Aves | Homem cis pardoMestre/Liderança Cultural Local (a identificar) | Consultor de Saberes Tradicionais | Pertencente a comunidade tradicional caiçara ou quilombola do Vale do RibeiraMonitor Ambiental (a contratar) | Monitor de Campo | Jovem residente no Vale do Ribeira, preferencialmente pertencente a grupo minorizadoOficineiro/a – Grafite (a contratar) | Oficineiro/a de Artes Visuais | Artista local, preferencialmente pessoa negra ou jovemOficineira – Fotografia (a contratar) | Oficineira de Artes Visuais | Mulher, preferencialmente artista localOficineira – Desenho e Pintura (a contratar) | Oficineira de Artes Visuais | Mulher, preferencialmente artista localTotal: 9 profissionais | Grupos minorizados: 8 (89%) | Atende plenamente o critério 11.2.3 (exigência: >50%) DESCRIÇÃO DOS PROFISSIONAISLuiz Sergio Pereira – Coordenação Geral | Homem cis gay e negro Profissional com mais de 18 anos de experiência na gestão de projetos culturais e sociais, com atuação em instituições nacionais e internacionais de médio e grande porte. Especialista em captação de recursos com foco na Lei Rouanet, fundos incentivados e parcerias privadas, além de promover diversidade, inclusão e inovação social. Foi Produtor Executivo no Instituto Bienal Amazônia, responsável pela estratégia de captação e execução da Bienal Amazônia 2025. Na Associação Pacto de Promoção da Equidade Racial, liderou a criação de um Portfólio de Oportunidades, enquadrou dois projetos na Lei Rouanet e firmou parcerias com Aegea Saneamento e Itaú Unibanco. Possui passagens pelo Instituto Dara, FIRJAN, CIEDS e Associação Cultural do Arquivo Nacional (ACAN), sempre com atuação relevante em produção cultural, projetos incentivados, captação de recursos e parcerias estratégicas.Marina Fagundes – Produtora / Comunicação | Mulher negra retinta Jornalista com trajetória em assessoria de imprensa, comunicação pública e institucional, além de produção de conteúdo para plataformas digitais. Atua em projetos de conservação ambiental e educação socioambiental, com foco em mobilização social, engajamento comunitário e fortalecimento de redes colaborativas. Responsável pela comunicação do projeto, produção dos materiais de divulgação e edição do catálogo/fanzine.Juliana Vitório – Coordenação Pedagógica | Mulher não branca (parda) Graduada em Ciências Biológicas (2018), com trajetória voltada para educação ambiental, sensibilização social e atividades artísticas com crianças e jovens. Foi aluna de iniciação científica com pesquisa sobre migração e uso do habitat do bem-te-vi-rajado (Myiodynastes maculatus solitarius). Atua como Coordenadora de Engajamento na SAVE Brasil, desenvolvendo ações de relacionamento comunitário por meio da observação de aves, oficinas ambientais e atividades lúdicas para o público infanto-juvenil. Com conhecimento em Zoologia, atua no monitoramento e manejo de avifauna na Grande São Paulo, incluindo atividades de anilhamento científico. Seu trabalho combina educação ambiental participativa com abordagens criativas e artísticas, buscando sensibilizar crianças e adolescentes sobre a importância da biodiversidade.Fabricio Yanes – Guia de Observação de Aves | Homem cis pardo Guia de observação de aves com ampla experiência em condução de grupos em áreas de Mata Atlântica. Especialista em identificação de espécies pela aparência, canto e comportamento, com conhecimento aprofundado da avifauna do litoral sul paulista e do Vale do Ribeira. Atuação comprovada em passarinhadas, ciência cidadã e formação de novos observadores. Responsável pela condução das saídas de campo, pelo registro nas plataformas eBird e WikiAves e pela elaboração das listas de espécies observadas em cada município.Mestre/Liderança Cultural Local – Consultor de Saberes Tradicionais | Comunidade Tradicional Caiçara ou Quilombola (a identificar) O projeto prevê a integração formal de um mestre ou liderança cultural pertencente às comunidades tradicionais caiçaras ou quilombolas do Vale do Ribeira — território que abriga comunidades como o Quilombo do Mandira (Cananéia) e comunidades caiçaras em Iguape e Ilha Comprida. Este profissional atuará como consultor de saberes tradicionais, participando de ao menos 4 das 10 passarinhadas e das rodas de conversa "Papo de Passarinho", compartilhando os nomes populares das aves em dialetos e línguas locais, histórias e crenças associadas à fauna, práticas tradicionais de convivência com o ambiente e o significado cultural das espécies para as comunidades do Vale. Sua participação também orientará a curadoria do catálogo/fanzine, garantindo que a publicação reflita genuinamente os saberes e a identidade territorial da região.Monitor Ambiental – Monitor de Campo | Jovem residente no Vale do Ribeira (a contratar) Profissional com formação em condução de visitantes e monitor ambiental, preferencialmente jovem residente em um dos cinco municípios elegíveis. Responsável pela logística e segurança dos grupos durante as atividades de campo, orientação quanto às normas de conduta e práticas de mínimo impacto ambiental, e suporte ao guia especializado na condução dos participantes. Sua contratação local fortalece a cadeia produtiva da região e o pertencimento comunitário ao projeto.Oficineiros/as de Artes Visuais – 3 profissionais | Mulheres e/ou artistas locais (a contratar) Artistas visuais com experiência em mediação cultural e educação não formal. O processo seletivo priorizará mulheres, pessoas negras e artistas residentes no Vale do Ribeira, garantindo que a produção artística seja enraizada nas estéticas e vivências do território. As modalidades cobertas são grafite, fotografia com celular, desenho de observação e pintura. A contratação local é estratégica: fortalece a economia criativa da região, valoriza talentos locais e assegura que a linguagem das oficinas dialogue com a realidade cultural dos participantes jovens.
Em atendimento ao Art. 42 da IN MinC nº 29/2026 e à ABNT NBR 15599:2008, o projeto adotará as seguintes medidas: (i) Acessibilidade Física: os locais de realização das oficinas e a exposição contarão com acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida; (ii) Acessibilidade Visual: as oficinas e a exposição contarão com mediador para descrição de imagens para pessoas com deficiência visual; (iii) Acessibilidade Auditiva: intérprete de Libras estará disponível nas atividades; (iv) Acessibilidade Neuroinclusiva: disponibilização de abafadores de ouvido para pessoas com sensibilidade ao som.
O projeto é integralmente gratuito para todos os participantes. As atividades serão realizadas prioritariamente em escolas públicas, centros de referência de assistência social (CRAS), centros de atenção psicossocial (CAPS), praças e espaços comunitários dos cinco municípios. O projeto prevê mobilização ativa de escolas públicas e projetos sociais da região, garantindo acesso a jovens em situação de vulnerabilidade social. O catálogo/fanzine será distribuído gratuitamente nas escolas e bibliotecas públicas, com versão digital de acesso livre.