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VIDIGAL MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS

Início: 04/01/2027Término: 31/12/2027Aceite: 11/03/2026

Resumo

Montagem e temporada do musical Vidigal, Memórias de um Sargento de Milícias de millôr Fernandes

Objetivos

OBJETIVO GERALRealizar montagem e temporada do espetáculo musical VIDIGAL, MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS de Millôr Fernandes, com direção deJoão Fonseca na cidade do Rio de Janeiro.OBJETIVO ESPECÍFICOA) Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS:Realizar 32 apresentações do musical "VIDIGAL, MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS". Serão realizadas 4 apresentações por semana dequinta adomingo, durante três meses de execução do projeto.Realizar 01 ensaio aberto para 500 espectadores com ingressos gratuitosB) CONTRAPARTIDA SOCIAL:Realizar uma Oficina de 08h/aula com emissão de certificado, no Rio de Janeiro. (proposta no anexo)Responsável: Wagner CamposTema: A IMAGEM DO SOMTempo de curso: 03 diasQuantidade: 300 pessoas/100 por diaPúblico alvo: profissionais do Teatro, Diretores, Atores, Compositores, Sonoplastas, etc. e 50% para professores e alunos da rede pública deensino e ONG´s.OBJETIVO GERAL:Realizar montagem e temporada do espetáculo musical VIDIGAL, MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS de Millôr Fernandes, na cidade do Rio de Janeiro. OBJETIVO ESPECÍFICO:A) Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: Realizar 34 apresentações do musical "VIDIGAL, MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS". Serão realizadas 4 apresentações por semana dequinta adomingo, durante dois meses de execução do projeto. Realizar 02 ensaios aberto para 1.000 espectadores com ingressos gratuitos B) CONTRAPARTIDA SOCIAL: Realizar uma Oficina de 08h/aula com emissão de certificado, no Rio de Janeiro. (proposta no anexo) Responsável: Wagner Campos Tema: A IMAGEM DO SOM Tempo de curso: 03 dias Quantidade: 300 pessoas/100 por dia Público alvo: profissionais do Teatro _ Diretores, Atores, Compositores, Sonoplastas, etc. e 50% para professores e alunos da rede pública deensino eONG´s.

Justificativa

Considerado um marco na literatura nacional, o romance de Manuel Antônio de Almeida foi inicialmente publicado como folhetim emcapítulossemanais no extinto jornal carioca Correio Mercantil, entre junho de 1852 e julho de 1853. Embora, escrito em pleno período dochamado romantismoeuropeu, Memórias de um Sargento de Milícias subverte em tudo os cânones tradicionais que caracterizam aquele gêneroliterário, seja por uma visãonada idealizada da realidade, seja pela opção em retratar personagens comuns oriundos das camadas média e baixado Rio de Janeiro de início doséculo dezenove, caracterizando-se por isso como obra precursora do estilo realista.Não por coincidência, o autor imprime a narrativa um estilo bastante direto, ágil, coloquial e sem rodeios, escrito nos moldes do falar do povo,dandouma dimensão por assim dizer jornalística, de notícia mesmo, às memórias e peripécias do enfim sargento de milícias Leonardo,personagem centraldo romance que interliga um conjunto de histórias, quase que independentes em termos de relação de causa e efeito, dandoa cada episódio umsentido único e completo, mas que ainda assim, em sentido suspensivo, guarda sempre a resolução dos fatos da trama para ocapítulo vindouro,recurso esse que fundamenta o formato de novela ainda hoje adotado.Na mesma acepção novelística, as personagens de Manuel Antônio de Almeida são compostas de forma alegórica, destacadas por tipos gerais,como acamponesa Maria das Hortaliças, mãe de Leonardo, seu pai, ex-vendedor de roupas em Lisboa e, então, oficial de justiça LeonardoPataca, o barbeiroseu padrinho, denominado simplesmente por "Compadre" e a "Comadre". Somam-se a essas, entre outras, o malandroTeotônio, uma cigana, umpadre, o homem da lei, Major Vidigal, a jovem e bela mulata Vidinha, objeto das atenções de Leonardo e Luisinha,futura esposa de Leonardo,sobrinha da idosa e rica devotada aos pobres, Dona Maria.Da mesma forma, a própria personagem de Leonardo encontra-se composta de forma simbólica, apresentada como um anti-herói, oposto aotipoexemplar e ideal característico do estilo romântico e, portanto, mais afeito ao modelo do homem comum do estilo realista. Em outraspalavras,guardadas as devidas proporções, Leonardo, não sendo heróico, ainda assim não se constitui como vilão, mas apenas uma personagemirresponsável,distanciada de qualquer exemplo modelar de comportamento íntegro. Essas características típicas da persona comum conduzem apersonagem a umasérie de reveses sempre contornados pela intervenção daqueles que o protegem, assegurando um final feliz à trama.O romance, narrado por uma personagem não definida em um tempo futuro, se passa à época da chegada da família Real ao Brasil, situandooambiente urbano do Rio de Janeiro do período, seus principais pontos geográficos demarcados por condições de classe bastante definidas easinstabilidades advindas da situação social das camadas média e baixa da população, focalizando importantes aspectos da sociedade colonialde então,sempre sob uma ótica crítica e em um tom satírico e muitas vezes mordaz, dando à obra um sentido único baseado na crônica decostumes.A presente proposta de encenação do projeto Vidigal, Memórias de um Sargento de Milícias insere-se em uma das principais tendências da mise-en-scènecontemporânea, que é a teatralização de originais de ficção literária sem recorrer à costumeira adaptação que transforma tudo emdiálogo. Aocontrário, pretende-se conservar o recurso da narração, a voz natural, como forma de assegurar que o espetáculo ganhe emcomunicabilidade, aomesmo tempo respeitando o elemento de originalidade do romance, apresentando-se como um relato lançado diretamenteà plateia e ilustrado poruma rica variedade de recursos teatrais. O resultado é um retrato profundo e igualmente divertido da sociedade cariocado século dezenove reveladopor personagens-arquétipos que não se caracterizam de forma maniqueísta.Justifica-se, pois, a pertinência de se produzir uma adaptação cênica de Memórias de um Sargento de Milícias, levando em conta o espíritooriginal doromance, revelando às plateias teatrais toda a universalidade e riqueza de contornos que a obra encerra, lançando luzes sobre asorigens de algumasdas principais características de nossa sociedade contemporânea.O projeto se enquadra:Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;§ 1o Os incentivos criados por esta Lei somente serão concedidos a projetos culturais cuja exibição, utilização e circulação dos bens culturai delesresultantes sejam abertas, sem distinção, a qualquer pessoa, se gratuitas, e a público pagante, se cobrado ingresso.(Renumerado doparágrafo únicopela Lei nº 11.646, de 2008)Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;