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Por Dentro de Dois Graus ao Sul do Equador

Início: 01/03/2027Término: 01/03/2028Aceite: 14/03/2026

Resumo

Produção de um documentário de média-metragem (4k, 26 minutos) que registra o processo de realização do incrível longa-metragem maranhense "Dois Graus ao Sul do Equador". A obra reúne imagens de bastidores, registros do set e depoimentos da equipe técnica e artística, revelando as etapas criativas e produtivas da obra. O filme será distribuído gratuitamente na internet.

Sinopse

Por Dentro de Dois Graus ao Sul do Equador é um documentário que convida o público a atravessar a fronteira invisível entre o filme que se vê na tela e o complexo processo que torna sua existência possível. A obra acompanha os bastidores da produção do longa-metragem maranhense Dois Graus ao Sul do Equador, revelando o cotidiano de um set de filmagem, as escolhas criativas que moldam a narrativa e os desafios práticos que surgem ao transformar um roteiro em imagens. Ao registrar a dinâmica da equipe técnica e artística em ação, o documentário expõe o cinema como um processo coletivo, feito de encontros, experimentações, negociações e descobertas que acontecem muito antes de o público assistir ao resultado final. A narrativa se constrói a partir da observação direta do ambiente de criação. Câmeras acompanham momentos de preparação de cenas, discussões entre direção e equipe, ensaios, ajustes técnicos e a rotina intensa de uma produção audiovisual em movimento. Paralelamente, depoimentos de profissionais envolvidos no filme — entre eles diretores, produtores, técnicos e artistas — revelam as motivações, os desafios e as decisões que atravessam o percurso de realização da obra. Essas vozes ajudam a compor um retrato íntimo do fazer cinematográfico, evidenciando a dimensão humana, criativa e colaborativa que sustenta a construção de uma narrativa audiovisual. Ambientado no Maranhão, o documentário também revela como o território, a cultura e as referências locais atravessam o processo de criação do filme. Paisagens, espaços urbanos e elementos culturais da região aparecem como cenário e ainda como parte viva da construção estética e simbólica da obra. Ao acompanhar esse encontro entre equipe, território e narrativa, Por Dentro de Dois Graus ao Sul do Equador transforma os bastidores em um campo narrativo próprio, no qual o processo de realização ganha protagonismo e revela a riqueza de histórias que existem por trás de cada cena. Além de um registro técnico do “making of”, o documentário propõe um olhar sensível sobre o cinema como experiência coletiva e como prática cultural. Ao revelar o que normalmente permanece invisível ao público, a obra amplia o entendimento sobre o trabalho envolvido na criação de um filme e preserva a memória de um processo criativo que também faz parte da história do audiovisual brasileiro.Classificação indicativa: Livre (de acordo com Guia Prático – 2012 da Secretaria Nacional de Justiça/MJ)

Objetivos

Objetivo Geral- Contribuir para a valorização do audiovisual brasileiro e para a difusão da cultura maranhense, promovendo o registro e a reflexão sobre os processos criativos do cinema, fortalecendo a memória do fazer audiovisual regional e ampliando o acesso do público ao conhecimento sobre a cadeia produtiva e artística dessa linguagem.Objetivo Específico:- Produzir e finalizar o documentário de média-metragem "Por Dentro de Dois Graus ao Sul do Equador", com duração aproximada de 26 minutos e finalização em resolução 4K, dedicado a revelar os bastidores e o processo criativo do longa-metragem maranhense "Dois Graus ao Sul do Equador", disponibilizando-o gratuitamente na internet, de modo a ampliar o acesso público ao conteúdo e alcançar aproximadamente 15 mil espectadores nos três primeiros meses após o lançamento.

Justificativa

A realização do documentário "Por Dentro de Dois Graus ao Sul do Equador" justifica-se pela relevância cultural de registrar e difundir os processos criativos que sustentam a produção audiovisual brasileira. Ao acompanhar os bastidores de uma obra cinematográfica ambientada no Maranhão, o projeto amplia a compreensão pública sobre o fazer cinematográfico, revelando as múltiplas camadas que compõem a construção de um filme: desde as escolhas narrativas e estéticas até os desafios logísticos, técnicos e humanos envolvidos em uma produção. Trata-se de uma abordagem que desloca o olhar do resultado final para o percurso de criação, valorizando o trabalho coletivo de profissionais de diferentes áreas — direção, produção, fotografia, som, arte, figurino, maquiagem, entre outras — cuja atuação é fundamental para a materialização de uma obra audiovisual, mas que muitas vezes permanece invisível para o público. Nesse sentido, o documentário contribui para ampliar o reconhecimento social do cinema como atividade cultural complexa e colaborativa, ao mesmo tempo em que preserva um registro histórico do processo de realização de uma obra contemporânea. Ao transformar o próprio percurso de produção em narrativa audiovisual, o projeto também fortalece a memória do audiovisual brasileiro, criando um material que poderá servir como referência para estudantes, pesquisadores, profissionais do setor e espectadores interessados em compreender mais profundamente as dinâmicas criativas e produtivas do cinema.Outro aspecto que reforça a pertinência cultural do projeto está relacionado à sua contribuição para a descentralização da produção audiovisual no Brasil. Historicamente, a maior parte das estruturas industriais, oportunidades de financiamento e circuitos de circulação do cinema concentram-se nos grandes centros urbanos do país, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. Nesse contexto, iniciativas realizadas fora desse eixo central assumem um papel estratégico para ampliar a diversidade de perspectivas, narrativas e experiências presentes no audiovisual brasileiro. Ao registrar uma produção cinematográfica realizada no Maranhão, o documentário evidencia a vitalidade criativa existente em territórios frequentemente sub-representados no cenário nacional, valorizando profissionais locais, paisagens, referências culturais e modos de produção que emergem de realidades regionais específicas. Além de ampliar a visibilidade do trabalho desenvolvido por realizadores maranhenses, o projeto contribui para afirmar o Maranhão como espaço legítimo de criação cinematográfica, evidenciando que o cinema brasileiro se constrói a partir de múltiplos territórios, identidades e experiências culturais. Dessa forma, o documentário reforça a importância de fortalecer e dar visibilidade às produções realizadas fora do eixo hegemônico, contribuindo para um panorama audiovisual mais plural, representativo e conectado à diversidade cultural do país.Nesse contexto, no que se refere ao Art. 1o da Lei 8.313/91 o projeto visa:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Quanto ao Art. 3o da Lei 8.313/91, para cumprimento das finalidades expressas no artigo 1o desta Lei 8.313/91, o projeto viabilizará:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural.

Etapas

Pré-produçãoDuração: 4 meses (aprox. 120 dias)Etapa dedicada ao planejamento conceitual, narrativo e técnico do documentário. Nesse período serão realizadas a pesquisa de abordagem e o acompanhamento inicial da organização do filme Dois Graus ao Sul do Equador, identificando os momentos-chave do processo de criação que serão registrados pela câmera. Também será desenvolvido o recorte narrativo do documentário, com elaboração de roteiro-guia ou escaleta que orientará a captação dos bastidores e das entrevistas com integrantes da equipe técnica e criativa. Paralelamente, ocorrerão as atividades de planejamento de produção, incluindo definição das entrevistas, alinhamento de cronograma com a produção do longa-metragem, levantamento das necessidades técnicas de captação, organização logística das filmagens, autorização de uso de imagem e voz dos participantes, além da contratação da equipe técnica e dos prestadores de serviço. Esta fase é fundamental para garantir coerência narrativa, integração com a dinâmica do set e eficiência na execução do projeto. Execução (Produção)Duração: 6 meses (aprox. 180 dias)Etapa destinada à captação das imagens e dos conteúdos audiovisuais que compõem o documentário. Durante esse período serão registrados os bastidores do processo de realização do longa-metragem Dois Graus ao Sul do Equador, incluindo momentos de preparação de cenas, organização do set, interações da equipe técnica e artística e decisões criativas tomadas ao longo da produção. Também serão realizadas entrevistas com profissionais envolvidos na realização do filme, abordando aspectos como concepção narrativa, escolhas estéticas, desafios logísticos e experiências vividas durante as filmagens. A fase de produção inclui ainda registros de apoio do ambiente de trabalho, da dinâmica de equipe e de elementos do território maranhense que atravessam o processo de criação do filme. Paralelamente, serão realizadas atividades de organização, catalogação e backup do material captado, acompanhamento técnico das gravações e eventuais ajustes de cronograma conforme necessidades logísticas ou narrativas. Esta etapa concentra as principais atividades de campo do projeto, garantindo a obtenção do material audiovisual necessário para a construção da narrativa documental. Pós-produção e Prestação de ContasDuração: 2 meses (aprox. 60 dias)Etapa dedicada à finalização técnica e administrativa do projeto. No campo artístico e técnico serão realizadas as atividades de decupagem, montagem e edição de imagem, tratamento e edição de som, inserção de trilha sonora, correção de cor e finalização do documentário em resolução 4K. Também serão produzidos os recursos de acessibilidade da obra, incluindo legendas em português, legendas descritivas (closed caption), audiodescrição e janela de Libras, ampliando o acesso ao conteúdo para diferentes públicos. Paralelamente, será realizada a organização final da documentação administrativa e financeira do projeto, incluindo a sistematização de contratos, notas fiscais, relatórios técnicos e demais comprovantes necessários para a prestação de contas no SALIC, conforme as normas do mecanismo de incentivo cultural.

Estratégia de execução

O longa-metragem “Dois Graus ao Sul do Equador”, obra cuja realização é registrada pelo documentário Por Dentro de Dois Graus ao Sul do Equador, foi selecionado na Chamada Pública BRDE/FSA – Produção TV/VOD 2022, iniciativa do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) operada pela Agência Nacional do Cinema (ANCINE) em parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O projeto foi apresentado pela produtora maranhense Guarnicê Produções Eireli (mesmo proponente da presente proposta) e classificado na etapa de avaliação técnica do edital, integrando a lista de propostas selecionadas para a fase de decisão de investimento do programa. A chamada pública tem como objetivo fomentar a produção independente brasileira destinada inicialmente aos mercados de televisão e plataformas de vídeo sob demanda, estimulando a diversidade regional do audiovisual nacional. No resultado divulgado pelo FSA, o projeto “2 Graus ao Sul do Equador” figura entre as obras selecionadas na categoria Produção TV/VOD 2022 – Regional, com proposição de investimento público, contribuindo para fortalecer a produção audiovisual realizada fora do eixo tradicional da indústria cinematográfica brasileira.

Especificação técnica

Obra audiovisual Documental, finalização em 4K, duração de 26 minutos (média-metragem).Para mais detalhes, consultar o arquivo "Informações adicionais" nos anexos, onde encontram-se: Argumento, Plano de Direção e Proposta de Produção do filme.

Ficha técnica

Guarnicê Produções (Proponente, responsável por toda gestão administrativa e financeira do Projeto)Possui mais de uma década de atuação dedicada ao audiovisual e durante esse tempo produziu mais de duzentas obras, entre filmes e episódios de séries, sendo curtas, médias e longas metragens, nos gêneros de animação, ficção e documentário. Algumas dessas obras foram selecionadas para mais de trezentos festivais de cinema do Brasil e do exterior, recebendo mais de setenta e cinco premiações em diversas categorias. A maior parte dessas produções contou com formação de aprendizes por meio de vagas de estágio, incrementando de maneira significativa a qualidade de profissionais no mercado cinematográfico local. A Guarnicê Produções é a produtora mais bem pontuada do Maranhão na ANCINE e conta com diversas obras financiadas pelas leis de incentivo Estadual e Federal, além de várias pelo FSA. Em relação a experiência em filmes documentais, podemos citar: Imortais da Academia Maranhense de Letras (2011); A pedra e a Palavra (2014); A estrela e o vagalume - Carlos e Zelinda (2015); Guerra dos mundos no Maranhão (2016); A tribo do reggae (2017); Pelos olhos de Lindberg Leite (2018); Celso Antônio – Brasileiro (2019); e Antonio Vieira - A pedra e a palavra (2020).Joaquim Haickel (Roteirista, Diretor e Produtor)Formado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão - UFMA. Idealizou e constituiu a Fundação Nagib Haickel e a Guarnicê Produções. É também o criador do Museu da Memória Audiovisual do Maranhão – MAVAM, dedicado a preservar e difundir a memória maranhense através de meios audiovisuais. Autor de mais de dez livros. É membro da Academia Maranhense de Letras e do Instituto Histórico e artístico do Maranhão. Atua como produtor, diretor e roteirista há mais de 30 anos.Edver Hazin (Diretor de Fotografia)Diretor de fotografia com formação em cinema digital pela EICTV de Havana e especializações em linguagem documental e fotografia noturna. Atua principalmente em documentários, cinema e séries, tendo participado de diversas produções audiovisuais desde os anos 2000, entre elas Tambor do Maranhão, Terra Devastada, Juventude Vendida, O Ano em que o Frevo Não Foi pra Rua e João do Vale – O Filme. Sua trajetória inclui projetos voltados à cultura, memória e questões sociais, consolidando experiência em fotografia cinematográfica para obras documentais e ficcionais.Cói Belluzzo (Editor)Diretor, roteirista, montador e produtor audiovisual formado em Comunicação pela ESPM-SP, com atuação no cinema, televisão e documentário. Iniciou sua carreira como assistente de montagem e direção em produtoras como Estúdio Abertura e O2 Filmes, e desde 2004 é sócio-fundador da Mutante Filmes, onde desenvolve projetos documentais, institucionais e publicitários. Ao longo de sua trajetória dirigiu, roteirizou, produziu e montou diversos documentários exibidos em festivais e na televisão, além de trabalhar em curtas e longas-metragens de ficção, programas musicais e séries para TV.

Acessibilidade

O produto será distribuído em meio virtual, portanto, cabe ressaltar as medidas de acessibilidade de conteúdo.O filme será finalizado com legendas em português, legendas descritivas (closed caption), audiodescrição e janela de Libras, recursos que possibilitam o acesso de pessoas com deficiência auditiva, visual e de outros públicos com necessidades específicas de compreensão do conteúdo.A adoção dessas ferramentas busca assegurar que o documentário possa ser plenamente apreciado por diferentes espectadores, ampliando o acesso democrático ao conteúdo cultural e contribuindo para uma experiência inclusiva. Dessa forma, o projeto se alinha às diretrizes contemporâneas de acessibilidade e democratização do acesso à cultura, princípios fundamentais das políticas públicas de fomento ao audiovisual brasileiro.

Democratização

A estratégia de distribuição do documentário prioriza o acesso amplo e gratuito ao público. Após sua finalização, a obra será disponibilizada integralmente na internet por meio de plataformas digitais de livre acesso, permitindo que espectadores de diferentes regiões do Brasil e do mundo possam assistir ao conteúdo sem barreiras geográficas. A circulação online será acompanhada por ações de divulgação em redes sociais, canais institucionais e meios de comunicação parceiros, ampliando o alcance do lançamento e estimulando o acesso público ao conteúdo audiovisual. Essa estratégia está alinhada ao disposto no Art. 42 da Instrução Normativa MinC no 29, de 29 de janeiro de 2026, especialmente no inciso III, que estabelece:“III - disponibilizar na internet registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição.”