Início: 01/07/2027Término: 30/12/2027Aceite: 21/03/2026
O projeto propõe a montagem do espetáculo teatral "O Doente Imaginário", de Molière, em releitura contemporânea com estética gótica e poética inspirada no universo de A Noiva Cadáver. Com duração aproximada de 90 minutos, serão realizadas 8 apresentações gratuitas no Rio de Janeiro, com classificação indicativa de 12 anos. A proposta contempla processo de ensaios, criação cênica e temporada gratuita aberta ao público, com estimativa de público total de 1.200 pessoas.
O espetáculo "O Doente Imaginário", de Molière, apresenta a história de Argan, um homem hipocondríaco que vive obcecado por sua saúde e cercado por médicos interesseiros. Determinado a controlar todos ao seu redor, ele planeja casar sua filha com um médico, ignorando seus desejos, em nome de sua própria segurança.Nesta releitura contemporânea, a comédia ganha contornos poéticos e sombrios, inspirados em uma estética gótica-romântica, na qual o humor se entrelaça ao grotesco e ao sensível. A encenação evidencia, de forma crítica e bem-humorada, temas como a medicalização da vida, o controle dos corpos e as relações de poder, aproximando o clássico do público atual.Com duração aproximada de 90 minutos e classificação indicativa de 12 anos, o espetáculo convida o público a transitar entre o riso e o desconforto, em uma experiência estética que transforma o adoecimento em metáfora social.
Objetivo GeralRealizar a montagem e circulação do espetáculo teatral O Doente Imaginário, de Molière, em releitura contemporânea com estética gótica, promovendo o acesso do público do Rio de Janeiro a um clássico da dramaturgia mundial por meio de linguagem cênica acessível e atual, com público estimado de 1.200 pessoas. Objetivos Específicos- Realizar 8 apresentações gratuitas do espetáculo O Doente Imaginário;- Alcançar um público estimado de 1.200 pessoas;- Contratar X profissionais da economia criativa, entre elenco, direção, produção e equipe técnica;- Garantir 8 apresentações gratuitas, ampliando o acesso da população às artes cênicas;- Realizar 1 roda de conversa pós-espetáculo com o público, abordando o tema da saúde psíquica;- Implementar recursos de acessibilidade, incluindo a garantia de espaço com acessibilidade arquitetônica e a realização de 2 sessões com intérprete de Libras.
O presente projeto propõe a montagem e circulação do espetáculo "O Doente Imaginário", de Molière, em releitura contemporânea, com temporada gratuita na cidade do Rio de Janeiro. A proposta articula o teatro clássico a uma estética cênica inspirada no imaginário gótico-romântico, em diálogo com referências visuais como A Noiva Cadáver, ao transformar elementos sombrios em uma poética sensível, visualmente expressiva e acessível ao público contemporâneo.Do ponto de vista teatral, a encenação se ancora em tradições que atravessam a obra de Molière, especialmente a Commedia dell’arte, com sua fisicalidade, construção de tipos e uso do grotesco como ferramenta crítica. A proposta também dialoga com o conceito de grotesco desenvolvido por Mikhail Bakhtin, explorando o corpo em sua dimensão exagerada, cômica e ao mesmo tempo perturbadora, potencializando o humor como forma de crítica social.A construção cênica investe em uma atuação estilizada, que transita entre o cômico e o macabro, com corpos que se aproximam de uma lógica quase marionetizada, evocando tanto o teatro físico quanto tradições modernas que tensionam realismo e artificialidade. A cenografia, o figurino e a iluminação operam como elementos dramatúrgicos fundamentais, criando uma atmosfera onírica e decadente que reforça a leitura simbólica da obra: o corpo doente como metáfora de uma sociedade marcada pelo excesso de controle, pela medicalização da vida e pela fragilidade das relações humanas.A realização do projeto por meio do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais se justifica pela necessidade de viabilizar economicamente uma produção teatral de qualidade, garantindo a gratuidade das apresentações e a implementação de recursos de acessibilidade. Sem o apoio via renúncia fiscal, projetos dessa natureza encontram dificuldades de sustentabilidade, especialmente quando comprometidos com o acesso público e a inclusão social.A proposta se enquadra nos incisos II, III e IV do Art. 1º da Lei nº 8.313/91, ao promover o livre acesso às fontes da cultura, apoiar e valorizar a produção cultural e incentivar a difusão de bens culturais de valor universal. Ao apresentar uma releitura de um clássico da dramaturgia mundial em linguagem contemporânea, o projeto contribui para a atualização e permanência dessas obras no imaginário social.Além disso, o projeto dialoga com os objetivos estabelecidos no Art. 3º da referida lei, especialmente ao:- Democratizar o acesso aos bens culturais (inciso I), por meio da realização de apresentações gratuitas;- Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira (inciso II), - Ao fomentar a cadeia produtiva local no Rio de Janeiro;- Apoiar, valorizar e difundir manifestações culturais (inciso III), por meio da encenação de obra clássica em nova abordagem estética;- Contribuir para a formação de público (inciso IV), ao ampliar o acesso de jovens e novos espectadores ao teatro;- Estimular a produção cultural e artística com diversidade de linguagens e propostas (inciso V), ao articular teatro clássico com estética contemporânea.Dessa forma, o projeto reafirma a importância do investimento público indireto na cultura como instrumento de promoção do acesso, valorização da diversidade estética e fortalecimento da cadeia produtiva das artes cênicas.
O projeto será realizado ao longo de 5 meses, dividido em três etapas: pré-produção, execução e pós-produção.Pré-produção (3 meses)- Contratação da equipe (elenco, direção, produção e técnicos);- Realização de ensaios;- Criação de cenário, figurino, iluminação e trilha sonora;- Definição e alinhamento de fornecedores;- Planejamento de comunicação e divulgação;- Articulação com parceiros institucionais (escola pública, INES, entre outros).Execução (1 mês)- Estreia e realização de 8 apresentações do espetáculo;- Execução das ações de acessibilidade (sessões com Libras e mediação);- Realização de 2 rodas de conversa com o público;- Recepção de público e ações de democratização de acesso;- Registro audiovisual e fotográfico das atividades.Pós-produção (1 mês)- Organização de registros e clipping;- Elaboração de relatórios técnicos e financeiros;- Prestação de contas;- Sistematização de resultados e avaliação do projeto.
O produto cultural consiste na montagem e apresentação do espetáculo teatral O Doente Imaginário, de Molière, em releitura contemporânea com estética gótica-romântica.Espetáculo Teatral:Duração: aproximadamente 90 minutos;Classificação indicativa: 12 anos;Formato: Espetáculo presencial, com 8 apresentações gratuitas;Linguagem: Teatro, com elementos de teatro físico, comicidade e estilização corporal inspirados na commedia dell’arte;Cenografia: Estrutura cenográfica modular, com elementos que evocam ambiente doméstico em atmosfera gótica e onírica;Figurino: Composição estética com base em referências góticas, com silhuetas estilizadas e paleta de cores frias;Iluminação: Desenho de luz com foco em contrastes, criação de atmosferas e valorização de sombras;Trilha sonora: Trilha composta por elementos incidentais e ambiências sonoras que reforçam a atmosfera poética e sombria;Equipe: composta por elenco, direção, produção e equipe técnica.
Diretor de produção - Fellipe Calarco:Diretor de produção com atuação voltada para o teatro e projetos culturais que articulam arte, educação e território. Formado em Artes Cênicas, construiu trajetória na gestão e execução de projetos incentivados, com experiência em planejamento, administração financeira e coordenação de equipes.Atuou como assistente de coordenação no espetáculo ANGU, indicado ao Prêmio Shell em 2024, sendo responsável pela gestão financeira via lei de incentivo. Também foi produtor no Instituto Maria e João Aleixo (Uniperiferias), à frente de iniciativas como o Prêmio Mestre das Periferias e formações em parceria com o Instituto Moreira Salles.Foi coordenador de projetos na eLabore.Kom, atuando em espetáculos de teatro e dança, com destaque para Debandada, Isaura, Iyamesan, Mulher Multidão e Marginais Noturnos.Atualmente é diretor de produção na Alkebulan Arte e Cultura, onde conduz projetos que conectam criação artística, formação e impacto social.Direção artística - Tonn Soher:Trilha Sonora - Dhir Massa:Cenografia - Cleiton Monteiro:Figurino - Anna Maria:Elenco:- Andrea Anjos, - Anna Maria, - Cleiton Rothier, - Dhir FIgueira, - Hailton Soeira, - Dell Finno
O projeto prevê a adoção de medidas de acessibilidade física, de conteúdo e atitudinal, com o objetivo de garantir a fruição cultural por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Acessibilidade Física - As apresentações serão realizadas em espaço cultural que disponha de infraestrutura acessível, incluindo rampas de acesso, banheiros adaptados e circulação adequada para pessoas com mobilidade reduzida e usuários de cadeira de rodas. - O local também contará com sinalização adequada e equipe orientada para acolhimento do público, garantindo autonomia e segurança no acesso ao espetáculo. Acessibilidade de Conteúdo - Serão realizadas 2 sessões com intérprete de Libras, assegurando o acesso de pessoas surdas ao conteúdo do espetáculo. Além disso, o projeto prevê a realização de 1 roda de conversa acessível, com presença de intérprete de Libras, ampliando a compreensão do público sobre os temas abordados na obra, incluindo a questão da saúde psíquica. Acessibilidade Atitudinal - O projeto prevê articulação com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), com o objetivo de viabilizar a participação de estudantes na sessão que contará com intérprete de Libras e roda de conversa. Nesta ocasião, será disponibilizada também mediação especializada para o público surdo, com profissional responsável por apoiar a experiência de fruição e participação nas atividades propostas. A iniciativa busca promover não apenas o acesso, mas a permanência e o engajamento qualificado desse público, fortalecendo práticas inclusivas no campo das artes cênicas.
O projeto prevê a realização de 8 apresentações gratuitas do espetáculo "O Doente Imaginário", garantindo amplo acesso da população ao conteúdo cultural, sem cobrança de ingressos. A distribuição dos ingressos será realizada por meio de divulgação em canais digitais, redes sociais e parcerias institucionais, priorizando o acesso democrático e a diversidade de público.Como estratégia de ampliação de acesso, o projeto estabelecerá articulação com uma escola pública estadual, viabilizando a participação de estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em uma das sessões. Para garantir o deslocamento desses alunos, será disponibilizado transporte gratuito (ônibus), assegurando condições efetivas de acesso ao equipamento cultural.Além disso, será realizada 1 roda de conversa pós-espetáculo, aberta ao público, promovendo a mediação cultural e o aprofundamento dos temas abordados na obra, com destaque para a saúde psíquica.O projeto também prevê ações de comunicação acessível e ampla divulgação, com o objetivo de alcançar diferentes perfis de público e estimular a formação de plateia para as artes cênicas.