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Bibliodephis Adelpha

Início: 25/01/2027Término: 25/01/2028Aceite: 23/03/2026

Resumo

O projeto Bibliodelphis Adelpha tem como objetivo transformar um veículo (furgão) em uma biblioteca itinerante para garantir à população do distrito do Pari o direito de acesso pleno à leitura e à informação mediadas por profissionais habilitados e qualificados, fomentando ações de leitura e de promoção do livro que contribuam para o desenvolvimento humano, a formação de leitores, bem como a formação cidadã. O acervo com cerca de 1500 títulos consiste em livros em língua portuguesa, bilingues e idiomas presentes no território disponíveis para leitura no local e empréstimo domiciliar em comunidades de imigrantes, praças, asilos, albergues e escolas públicas. O projeto também contempla jogos de tabuleiro, brinquedos análogo-digitais e mobiliário para atividades ao ar livre. O projeto contemplará o distrito do Pari, na cidade de São Paulo.

Objetivos

Objetivo Geral:Garantir à população imigrante o direito de acesso pleno à leitura e à informação mediadas por profissionais habilitados e qualificados, fomentando ações de leitura e de promoção do livro que contribuam para o desenvolvimento humano, a formação de leitores, bem como a formação cidadã, através da circulação de uma biblioteca satélite com acervo de cerca de 1500 títulos de literatura infanto-juvenil e adulta, em língua portuguesa, bilingues e nos idiomas falados no território.Objetivos Específicos:- Fortalecer a Biblioteca Adelpha Figueiredo no território;- Fixar o nome da Biblioteca como marca no público local;- Formação de novos leitores;- Democratizar acesso à leitura em espaços não formais;- Incentivar a leitura através de contações de histórias, mediação de leitura, clubes de leitura, piqueniques literários, troca de livros, entre outras atividades; e- Promover atividades socioculturais e de educação ambiental, visando aumentar a integração da biblioteca com comunidade.

Justificativa

A leitura é condição essencial para o exercício da cidadania plena, segundo o Manifesto da Biblioteca Pública IFLA/UNECO 2022. No entanto, a 6ª edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro em 2024, revela que, pela primeira vez na série histórica da pesquisa, iniciada em 2007, a proporção de não-leitores supera a de leitores no país. Hoje, 53% dos brasileiros não leram sequer parte de um livro impresso ou digital, de qualquer gênero, nos três meses anteriores à pesquisa. Isso representa uma redução de 6,7 milhões de leitores em apenas quatro anos. A média de livros lidos por ano caiu para 3,96, a mais baixa de toda a série histórica. A queda foi registrada em todos os perfis pesquisados: por faixa etária, gênero, escolaridade, classe e renda. Os motivos que os entrevistados apontam para não ler mais são reveladores: entre os leitores, 55% alegam falta de tempo; entre os não-leitores, 33% simplesmente afirmam não gostar de ler, um dado que evidencia uma crise de formação leitora que começa na infância.O Distrito do Pari, na cidade de São Paulo, sintetiza com precisão esse diagnóstico. Com 19.709 habitantes em 2025, segundo projeção do SEADE, e com crescimento contínuo previsto até 2035, o Pari é um território jovem, plural e majoritariamente imigrante, onde bolivianos, peruanos, haitianos, paraguaios e coreanos formam comunidades culturalmente diversas com barreiras linguísticas e socioeconômicas que agravam ainda mais o já crítico cenário nacional de leitura. São 5.020 crianças e jovens de 0 a 17 anos em 2025, caracterizando o maior contingente infantojuvenil da história do distrito, correspondendo a 25,47% da população total, sendo o público leitor central 2.740 pessoas na faixa de 6 a 14 anos. A Pesquisa Retratos da Leitura 2024 identificou que a faixa de 11 a 13 anos é a que apresenta o maior percentual de leitores em todo o país, o que torna a intervenção nessa janela etária a mais estratégica para a formação de leitores ao longo da vida.A Biblioteca Pública Municipal "Adelpha Figueiredo" é o único equipamento cultural público do distrito do Pari. Mesmo com a reforma em andamento, a estrutura física de uma única biblioteca fixa não tem capacidade de alcançar a totalidade de um território com alta concentração de famílias imigrantes em situação de vulnerabilidade, distribuídas em praças, escolas públicas, albergues e asilos. É nesse contexto que o Bibliodelphis Adelpha se torna urgente e necessário. O projeto consiste em transformar um furgão em biblioteca itinerante, com acervo de aproximadamente 1.500 títulos em língua portuguesa, bilíngues e nos idiomas presentes no território, disponíveis tanto para leitura no quanto e empréstimo domiciliar. O Bibliodelphis Adelpha circulará pelo Pari levando mediação de leitura, contações de histórias, clubes de leitura, piqueniques literários e troca de livros, com atendimento mediado por profissionais habilitados e qualificados. Longe de substituir a biblioteca física, a biblioteca itinerante a complementa, ampliando seu raio de atuação e alcançando públicos que, por razões de mobilidade, escassez de tempo, barreira linguística ou vulnerabilidade social, não chegam ao equipamento fixo.O nome do projeto _ Bibliodelphis Adelpha _ deriva de um jogo de palavras com dois exemplares presentes na fauna paulista: o Saruê (Didelphis aurita) e a borboleta Adelpha herbita. O sufixo -delphis (do grego delphys, útero/irmão) reforça o nome da patrona da biblioteca "Adelpha Figueiredo", uma das primeiras bibliotecárias brasileiras. A metáfora com a borboleta surge do fato das Adelpha herbita serem conhecidas como "irmãs" devido a padronagem das asas, a qual servirá de inspiração para a identidade visual do projeto, simbolizando a transformação pelo letramento. O Didelphis aurita (Saruê) representa a fauna urbana e a resiliência da comunidade imigrante do Pari, que habita e resiste no centro expandido da cidade de São Paulo.O financiamento público via orçamento direto é reconhecidamente insuficiente para viabilizar projetos culturais de base territorial que demandam aquisição de veículo adaptado, formação e manutenção de acervo multilíngue e equipe especializada em mediação cultural. Ao permitir a canalização de recursos privados para projetos culturais aprovados, o mecanismo de incentivo a projetos culturais constitui o instrumento mais adequado para viabilizar o Bibliodelphis Adelpha com a escala, a qualidade e a continuidade que o território exige.O Bibliodelphis Adelpha garante, de forma direta, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais à população do Pari, com ênfase em imigrantes e crianças em situação de vulnerabilidade que de outra forma não acessariam o acervo da biblioteca pública .Através de um acervo bilíngue e plurilíngue, as contações de histórias e as atividades culturais do projeto protegem as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional, reconhecendo as comunidades imigrantes boliviana, peruana, haitiana, paraguaia e coreana presentes no território. Por isso, ao atender populações imigrantes em suas línguas de origem e promover o encontro entre culturas distintas, o projeto desenvolve a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações, conforme preconizam as Diretrizes da IFLA para Bibliotecas Multiculturais. Assim, a biblioteca itinerante estimula a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória, ao democratizar o acesso ao livro impresso e falado e a atividades de mediação literária em espaços públicos não formais.O projeto promove o incentivo à formação artística e cultural, pois as atividades de mediação de leitura, contações de histórias e clubes de leitura desenvolvem habilidades leitoras e senso estético, contribuindo para a formação de novos leitores, sendo uma resposta direta à crise apontada pela Retratos da Leitura 2024, em que 33% dos não-leitores afirmam simplesmente não gostar de ler. Também contribui para a formação, organização, manutenção e equipamento de bibliotecas e suas coleções e acervos, ao estruturar um acervo circulante de 1.500 títulos com atenção especial à diversidade linguística do território, além de representar o fornecimento de recursos a entidades de caráter cultural, fortalecendo institucionalmente a Biblioteca Pública Municipal "Adelpha Figueiredo" como polo cultural no distrito do Pari e ampliando sua capacidade de atendimento para além dos limites físicos do equipamento.Ao articular democratização do acesso à leitura, proteção da diversidade cultural, formação de leitores e fortalecimento de equipamento cultural público, o Bibliodelphis Adelpha responde simultaneamente às finalidades do PRONAC, às diretrizes do Plano Municipal de Cultura de São Paulo, dos ODS 4, 5, 10 e 11 da Agenda 2030 e do Plano Municipal pela Primeira Infância 2018-2030. A Lei de Incentivo à Cultura é, portanto, não apenas o mecanismo mais adequado para financiar este projeto, mas também se estabelece como via que permite a uma iniciativa de tal relevância social e cultural se concretizar com a qualidade e o alcance que a população do Pari merece e demanda.

Acessibilidade

O projeto Bibliodelphis Adelpha adotará medidas de acessibilidade física e de acessibilidade de conteúdo com o objetivo de garantir participação ampla, segura, autônoma e qualificada de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos e públicos com diferentes necessidades de comunicação e compreensão. Por se tratar de uma biblioteca itinerante articulada à Biblioteca Pública Municipal Adelpha Figueiredo e a ações em escolas, praças, instituições sociais e espaços comunitários do distrito do Pari, a acessibilidade será tratada como eixo estruturante da execução, e não como ação complementar.No campo da acessibilidade física, o projeto priorizará a escolha e adaptação de veículo que não exija o embarque e o desembarque do público, permitindo que a circulação e o atendimento sejam realizados na parte externa no veículo, buscando assegurar uso seguro principalmente por crianças, pessoas com mobilidade reduzida, idosos e usuários com deficiência física. Nas ações territoriais, serão selecionados pontos de parada e atendimento com condições mínimas de acesso, preferencialmente em locais com circulação nivelada, possibilidade de aproximação segura, ausência de barreiras excessivas e proximidade de equipamentos parceiros que disponham de banheiros acessíveis ou estrutura compatível de acolhimento. Quando as atividades ocorrerem em espaços parceiros, como escolas, instituições de acolhimento, equipamentos de saúde ou convivência, será observada a existência de rampas, corrimãos, banheiros acessíveis e rotas de circulação adequadas, de forma a reduzir barreiras arquitetônicas ao acesso do público.A diretriz de acessibilidade física do projeto dialoga com o processo de requalificação da Biblioteca Adelpha Figueiredo, cuja reforma enfrenta limitações históricas de acesso e prevê melhorias como elevador de acessibilidade e rampas de acesso para públicos prioritários, inclusive a população idosa do entorno. Esse contexto reforça o compromisso do Bibliodelphis Adelpha com soluções de circulação e atendimento que considerem desde o início as necessidades de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, tanto na operação do veículo quanto na definição dos locais e formatos das ações culturais itinerantes.Também serão previstos recursos físicos complementares de apoio à orientação e ao conforto do público, conforme a viabilidade técnica de cada ação, como organização do mobiliário com áreas de circulação desobstruídas, apoio de equipe para deslocamento e acolhimento, comunicação visual objetiva e identificação clara dos espaços de atendimento. Em atividades realizadas em locais fechados ou parceiros institucionais, o projeto dará preferência a ambientes com entrada acessível, banheiro adaptado e percurso interno sem obstáculos, buscando assegurar fruição cultural.No campo da acessibilidade de conteúdo, o projeto prevê recursos voltados à compreensão das atividades, das mediações e das informações disponibilizadas ao público. Sempre que aplicável à natureza da ação e à disponibilidade orçamentária, serão oferecidos serviços de tradução e interpretação em Libras em atividades programadas de maior porte, especialmente ações formativas, encontros literários, rodas de leitura e eventos de abertura ou mobilização pública. Materiais essenciais de divulgação e orientação do projeto poderão contar com versões em linguagem simples e em diversos idiomas, favorecendo a compreensão por pessoas com deficiência intelectual, baixa escolaridade ou dificuldades de leitura.O projeto também buscará incorporar recursos de leitura acessível e mediação inclusiva, com previsão de seleção de títulos em formatos acessíveis, uso de obras com fonte ampliada quando pertinente, leitura em voz alta, mediação oral de conteúdos, apoio individualizado ao público e adaptação da condução das atividades para diferentes perfis de participantes. Em ações de contação de histórias, leitura compartilhada e mediação literária, a equipe será orientada a empregar descrição verbal de imagens, objetos, cenas e ambientações, ampliando a fruição de pessoas com deficiência visual ou com baixa visão.Sempre que houver produção audiovisual vinculada ao projeto, como registros, peças de divulgação ou conteúdos digitais, será adotada, conforme a natureza da peça e a viabilidade de produção, legenda descritiva e recursos de audiodescrição. Em ações presenciais que envolvam apresentação de livros, objetos, elementos gráficos ou experiências sensoriais, poderão ser organizados momentos de mediação tátil e visita sensorial assistida, especialmente em atividades voltadas a crianças, idosos e pessoas com deficiência visual, respeitando o perfil do público e as condições logísticas de cada território atendido.Como o Bibliodelphis Adelpha atua em um território multilíngue, com forte presença de comunidades imigrantes e famílias em que o português nem sempre é a língua principal do cotidiano, a acessibilidade de conteúdo também será compreendida em sentido ampliado, incluindo estratégias de comunicação culturalmente acessíveis. Por isso, o projeto trabalhará com mediação oral clara, linguagem acolhedora, materiais bilíngues, multilíngues ou em outros idiomas quando necessário e apoio à compreensão das atividades por públicos com barreiras linguísticas, o que amplia o acesso real à informação e às ações culturais oferecidas.A equipe de atendimento e mediação terá papel central nesse processo, sendo orientada para práticas de acolhimento inclusivo, escuta qualificada e adaptação da comunicação conforme as necessidades dos participantes. Assim, a acessibilidade no Bibliodelphis Adelpha não se limitará ao cumprimento formal de exigências, mas se constituirá como princípio de desenho e realização do projeto, integrando estrutura física, comunicação, mediação cultural e relação com os parceiros territoriais.Esse conjunto de medidas permitirá que o projeto amplie efetivamente o acesso ao livro, à leitura e à cultura para pessoas com deficiência e para públicos historicamente afastados dos equipamentos culturais, fortalecendo o caráter público, democrático e inclusivo da proposta. Em coerência com a vocação territorial do projeto e com o papel da Biblioteca Adelpha Figueiredo como referência cultural no Pari, a acessibilidade será tratada como condição essencial para que a biblioteca itinerante cumpra sua função social de promover pertencimento, informação, fruição cultural e cidadania.

Democratização

O projeto Bibliodelphis Adelpha adotará como diretriz central a democratização do acesso por meio da gratuidade integral de seus produtos e ações culturais. O acervo circulante, composto por aproximadamente 1.500 títulos, será disponibilizado gratuitamente para leitura no local e empréstimo domiciliar, sem cobrança de ingressos, mensalidades ou quaisquer valores de participação. As atividades de mediação de leitura, contações de histórias, clubes de leitura, rodas de conversa, piqueniques literários, trocas de livros e demais ações socioculturais também serão oferecidas de forma gratuita ao público.A distribuição dos produtos culturais ocorrerá de forma descentralizada, por meio da circulação da biblioteca itinerante em escolas públicas, praças, instituições de acolhimento, equipamentos socioassistenciais, espaços comunitários, feiras e outros pontos estratégicos do distrito do Pari. Essa estratégia busca ampliar o acesso de públicos que enfrentam barreiras econômicas, territoriais, linguísticas, de mobilidade ou de tempo para frequentar equipamentos culturais fixos, especialmente crianças, adolescentes, comunidades imigrantes, trabalhadores informais, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade social.Além da circulação territorial, o projeto prevê ações complementares de ampliação de acesso, como oficinas paralelas de incentivo à leitura e letramento digital, atividades formativas em parceria com escolas e instituições locais, rodas de leitura em espaços parceiros e ações de mediação cultural em contextos não formais. O plano de articulação territorial também prevê parcerias com escolas, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Unidade Básica de Saúde (UBS), associações comunitárias e outras instituições do território, fortalecendo a capilaridade e a continuidade do acesso cultural Como medida adicional de democratização, o projeto utilizará a plataforma BiblioSP Digital, canais digitais e redes sociais para divulgação de programação, roteiros, serviços e ações de mobilização de público. Sempre que pertinente à natureza da atividade, poderão ser realizados registros audiovisuais, transmissões ao vivo e compartilhamento de conteúdo pela internet, ampliando o alcance da proposta para públicos que não puderem participar presencialmente. A proposta também amplia o acesso ao adotar acervo bilíngue, multilíngue e em outros idiomas, além de práticas de mediação adequadas à diversidade cultural do território, favorecendo o atendimento de comunidades imigrantes presentes no Pari. Dessa forma, a democratização de acesso será efetivada pela combinação entre gratuidade, descentralização territorial, mediação cultural, ações formativas e difusão digital.