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1° feira internacional das nações

Início: 12/11/2027Término: 14/11/2027Aceite: 23/03/2026

Resumo

A Feira Internacional de Nações — 1ª Edição Mercosul é um evento cultural inédito no Paraná, realizado pelo Instituto Arte Sem Fronteira (IASF) em Foz do Iguaçu, de 14 a 17 de novembro de 2027. O projeto propõe uma plataforma de intercâmbio entre as culturas das nações do Mercosul e países associados, por meio de pavilhões temáticos com apresentações ao vivo, exposições, oficinas de artesanato, mostras audiovisuais e espetáculos de música, dança e artes cênicas. Com caráter educativo e de democratização cultural, a programação é voltada especialmente a estudantes da educação básica e comunidades em situação de vulnerabilidade social da região trinacional. O evento posiciona Foz do Iguaçu, cidade com mais de 70 nacionalidades e fronteira simultânea com Argentina e Paraguai, como sede natural de um encontro intercultural de alcance regional e internacional.

Objetivos

Objetivo GeralRealizar a 1ª Feira Internacional de Nações em Foz do Iguaçu/PR, de 14 a 17 de novembro de 2027, como plataforma permanente de intercâmbio cultural entre as nações do Mercosul e países associados, promovendo a valorização das culturas populares, a democratização do acesso à arte e à cultura para a população da tríplice fronteira e o fortalecimento da identidade cultural da Macrorregião Histórico-Cultural do Oeste do Paraná. Objetivos EspecíficosReunir e recepcionar delegações culturais de, no mínimo, 6 (seis) países do Mercosul e países associados (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Chile), com instalação de pavilhões nacionais temáticos para exposição de artesanato, gastronomia típica, trajes tradicionais e materiais culturais.Realizar programação artística ao vivo no palco principal e palcos temáticos durante os 4 (quatro) dias do evento, com espetáculos de música, dança, teatro e artes performáticas representativos de cada nação participante, contratando no mínimo 150 artistas e profissionais culturais locais e regionais.Promover no mínimo 24 (vinte e quatro) oficinas culturais gratuitas de dança, artesanato, culinária e expressão cultural, conduzidas por artistas das delegações, abertas ao público geral e com sessões específicas destinadas a grupos escolares da rede pública.Ofertar programação educativa gratuita nos dias 15 e 16 de novembro de 2027 (manhã), com mediações culturais para estudantes da educação básica, atendendo no mínimo 3.000 (três mil) estudantes dos municípios de Foz do Iguaçu e região.Realizar a Mostra Audiovisual do Mercosul, com exibição de documentários, curtas-metragens e produções independentes dos países participantes, em sessões ao ar livre e em espaço coberto, com acessibilidade por legendas em português e espanhol e audiodescrição sob demanda.Produzir e disponibilizar registro audiovisual e fotográfico completo do evento em plataformas digitais de acesso livre, incluindo a publicação de catálogo cultural digital da 1ª edição, como legado e memória cultural do projeto.Implantar medidas efetivas de acessibilidade para Pessoas com Deficiência (PCD) em todas as ações do evento, incluindo intérprete de Libras, audiodescrição e estrutura física adaptada, garantindo participação plena de grupos vulneráveis.Fomentar a cadeia produtiva da cultura e da economia criativa local, gerando renda direta para artistas, artesãos, técnicos e produtores da região trinacional, com estimativa de público total entre 30.000 e 50.000 pessoas ao longo dos quatro dias de realização.Realizar, na fase de pós-produção, 1 (um) seminário de avaliação com parceiros, artistas e equipe técnica para consolidação de aprendizados e planejamento das edições futuras da Feira Internacional de Nações.

Justificativa

A realização da Feira Internacional de Nações representa um empreendimento cultural de escala, complexidade e alcance que não encontra correspondência nos recursos ordinários disponíveis ao Instituto Arte Sem Fronteira (IASF), tampouco nas linhas de fomento direto de menor envergadura habitualmente acessíveis a associações culturais sem fins lucrativos. Trata-se de um projeto inédito no Estado do Paraná, com orçamento estimado em R$ 1.300.000,00, prazo de execução de 18 meses, participação de delegações culturais de ao menos 6 países do Mercosul, público estimado entre 30.000 e 50.000 pessoas e programação que abrange artes cênicas, música, dança, artesanato, gastronomia típica, audiovisual e ações educativas de amplo alcance social. A natureza deste projeto, evento cultural de interesse público, de acesso gratuito para segmentos vulneráveis e estudantes da rede pública, com geração de legado audiovisual permanente e impacto direto na cadeia produtiva da cultura regional, é precisamente o tipo de iniciativa para o qual o legislador concebeu o Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto no art. 2º, inciso III, da Lei nº 8.313/1991. O projeto se enquadra em múltiplos incisos do art. 1º da Lei nº 8.313/1991, que define as finalidades do Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC). No que se refere ao inciso I, o evento garante acesso gratuito à programação educativa para estudantes da rede pública municipal e regional, além de entrada franqueada para comunidades em situação de vulnerabilidade social, contribuindo diretamente para facilitar, a todos, o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais. A democratização do acesso não é elemento acessório do projeto, mas sua diretriz estruturante, presente em todas as fases de planejamento e execução. Quanto ao inciso II, o projeto promove e estimula a regionalização da produção cultural ao valorizar artistas, artesãos e produtores da tríplice fronteira e da Macrorregião Histórico-Cultural do Oeste do Paraná. A contratação de no mínimo 150 profissionais locais e regionais, a curadoria de grupos e manifestações culturais originárias do território e a realização do evento em Foz do Iguaçu, cidade historicamente sub-representada nos grandes calendários culturais nacionais, materializam o princípio da regionalização que a Lei nº 8.313/1991 busca estimular, colocando o interior do Paraná no centro de um evento de projeção internacional. Em relação ao inciso III, a Feira apoia, valoriza e difunde o conjunto das manifestações culturais, compreendendo música, dança, teatro, artesanato, gastronomia, audiovisual e culturas populares, bem como seus respectivos criadores, conferindo visibilidade pública e reconhecimento institucional a artistas e grupos das nações do Mercosul que raramente acessam os grandes centros de difusão cultural do país. O projeto não apenas exibe essas expressões culturais, mas as documenta, registra e disponibiliza para o público de forma permanente. No tocante ao inciso IV, o projeto protege expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e da região trinacional, incluindo povos indígenas e comunidades de origem paraguaia, argentina, árabe, asiática e europeia, todos responsáveis pelo pluralismo cultural que define a identidade de Foz do Iguaçu e do Oeste paranaense. Essa proteção se concretiza ao conferir espaço, estrutura e visibilidade às suas práticas, saberes e formas de expressão no âmbito de um evento de alcance regional e internacional, contribuindo para que essas identidades não sejam invisibilizadas pelos processos de homogeneização cultural. Quanto ao inciso V, a programação do evento preserva e estimula os modos de criar, fazer e viver das comunidades da tríplice fronteira, especialmente por meio das oficinas de artesanato, das mostras gastronômicas e das apresentações de manifestações populares tradicionais como o tango argentino, a polca paraguaia, o candombe uruguaio e as culturas indígenas brasileiras, salvaguardando sua transmissão às novas gerações e fortalecendo os elos entre passado, presente e futuro dessas comunidades. No que diz respeito ao inciso VII, ao reunir delegações de pelo menos 6 países do Mercosul em torno de uma plataforma estruturada de diálogo cultural, o projeto desenvolve a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos e nações, cumprindo papel diplomático e educativo que transcende o âmbito do entretenimento e contribui ativamente para a integração regional sul-americana, em consonância com os princípios fundadores do próprio bloco econômico. Por fim, o projeto estimula a produção e a difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória, gerando legado permanente e acessível para além dos quatro dias de realização do evento. O projeto atende a objetivos expressos em quatro dos cinco incisos do art. 3º da Lei nº 8.313/1991, que define os objetivos que os projetos culturais financiados pelo PRONAC devem alcançar. Em relação ao inciso I, que trata do incentivo à formação artística e cultural, a programação de no mínimo 24 oficinas práticas gratuitas, conduzidas por artistas das delegações nacionais ao longo dos quatro dias do evento, atende diretamente à alínea "d", que prevê o estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos que visem ao desenvolvimento artístico e cultural de estudantes e à inclusão social de crianças e adolescentes. O projeto incorpora ainda sessões de mediação cultural exclusivas para grupos escolares nos dias 15 e 16 de novembro, conduzidas por artistas e educadores, com capacidade para atender no mínimo 3.000 estudantes da rede pública, promovendo formação cultural qualificada fora do ambiente escolar convencional. Quanto ao inciso II, que trata do fomento à produção cultural e artística, o projeto contempla a produção de obras audiovisuais documentais e de registro do evento, a realização de espetáculos de artes cênicas, apresentações musicais e mostras de folclore, enquadrando-se nas alíneas "a", "c" e "e", que preveem a produção de obras cinematográficas e documentais de caráter cultural, a realização de festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, música e folclore, e a realização de exposições e espetáculos de artes cênicas ou congêneres. A Mostra Audiovisual do Mercosul, com exibição de curtas e documentários de realizadores independentes dos países participantes, reforça especialmente esse enquadramento, ao reunir produção audiovisual de seis países em torno de um único espaço de fruição coletiva. No que se refere ao inciso III, que trata da preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, o projeto dedica um dos seus quatro eixos estruturantes, os Pavilhões Nacionais, à exposição e valorização do artesanato tradicional e das práticas culturais imateriais de cada nação participante, com artesãos presentes ao vivo para demonstração de técnicas e comercialização de peças, atendendo à alínea "d", que prevê expressamente a proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais. Esse eixo garante que o patrimônio imaterial das comunidades representadas seja tratado não como curiosidade exótica, mas como expressão viva e digna de preservação institucional. Em relação ao inciso IV, que trata do estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, a distribuição de acesso gratuito a toda a programação educativa e a segmentos vulneráveis enquadra-se na alínea "a", que prevê a distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. O registro audiovisual completo do evento, os levantamentos produzidos durante a realização e a publicação do catálogo cultural digital enquadram-se na alínea "b", que prevê a realização de estudos e pesquisas na área da cultura e de seus vários segmentos, gerando documentação de valor histórico permanente para a cultura da região trinacional e do Mercosul.