Início: 01/02/2027Término: 01/02/2030Aceite: 25/03/2026
O projeto pretende ofertar aulas de iniciação musical a pessoas com deficiência intelectual e/ou múltipla, focando em instrumentos de percussão e sopro, e formar uma fanfarra para apresentações musicais gratuitas em eventos da associação e da cidade.
Produto CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (MÚSICA): iniciação e teoria musical, percussão e instrumentos de sopro adaptados para crianças, adolescentes, adultos e idosos com deficiências físicas e intelectuais. Através de metodologia inclusiva, o projeto promove o desenvolvimento cognitivo, motor e a socialização dos participantes, culminando em uma formação de fanfarra para apresentar espetáculos abertos ao público. Serão realizadas 20 oficinas semanais, com equipe pedagógica especializada, garantindo acessibilidade plena no aprendizado musical.
Objetivo geral: Ensinar nossos alunos/usuários da instituição a tocar instrumentos de fanfarra, para criarmos uma banda da APAE com os mais engajados. Objetivo específico:Produto CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (MÚSICA): realizar durante 10 meses aulas de percussão e sopro em 20h por semana, totalizando aproximadamente 1000h, para mais de 230 alunos divididos em turmas de 10 a 15 pessoas.
A música é um instrumento cultural bastante democrático, capaz de transpor barreiras físicas, cognitivas e comunicativas entre artistas e seu público. Estimulando o desenvolvimento motor, a socialização e a expressão emocional, a musicalização atua como ferramenta terapêutica e pedagógica inclusiva, respeitando o ritmo individual de cada aluno.Somos uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, dependente de repasses de valores do setor público, de doações do setor privado e da sociedade civil para atender nossos usuários, portanto nossos recursos financeiros são variáveis e reduzidos, dificultando a realização de projetos contínuos e duradouros. Assim, a lei de incentivo à cultura se encaixa perfeitamente para suprir nossa demanda, nos dando oportunidade de captar recursos para um projeto específico, assegurando a realização do nosso objeto. Ademais, nossa proposta se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: "I. contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais": nosso projeto visa incluir pessoas com deficiência no meio artístico e cultural, ensinando de forma gratuita novas habilidades para maior inserção social e eventualmente realizando apresentações instrumentais também gratuitas para a população local; "II. promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais": nossa entidade está localizada num bairro periférico e carente de iniciativas culturais, então contribuiremos para essa regionalização estimulando artistas do entorno e inspirando novos agentes vizinhos a fazer cultura conosco; "III. apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores": estruturando nossa entidade como produtora cultural de referência na região, poderemos abraçar cada vez mais projetos e artistas locais, adquirindo novos saberes e os apresentando à população em eventos e festivais; "V. salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira": por meio do fomento à cultura, nosso projeto visa valorizar expressões regionais, priorizando produtos culturais nacionais. E descentralizar recursos é fundamental para garantir a diversidade e a memória, por isso estamos propondo nosso primeiro projeto no SALIC e esperamos ser contemplados; "VIII. estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória": música instrumental composta por batuques e tambores representa diversas culturas, inclusive a brasileira tão entranhada pelas tradições Afro-pindorâmicas, e não teria como tocar sem evocar e difundir esse conhecimento ancestral dos povos que fundaram nosso país. E conforme o Art. 3° da Lei 8313/91, "para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos":"I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos": nosso objeto principal é justamente oferecer aulas de música gratuitas em nossa instituição para formar futuros músicos; "II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore": como já dito, pretendemos realizar apresentações instrumentais em eventos e festivais locais; "IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos": nossas apresentações serão gratuitas e acessíveis a todos os públicos.
Captação de recursos: Até 36 meses PRÉ-PRODUÇÃO: Tempo estimado de 30 dias - Seleção e contratação dos professores de música - Reuniões de equipe - Compra dos instrumentos de sopro e equipamentos de adaptação (já possuímos os instrumentos de percussão) PRODUÇÃO/EXECUÇÃO: Tempo estimado de 10 meses - Aulas de música - Apresentações eventuais - Registros das aulas e apresentações PÓS-PRODUÇÃO: Tempo estimado de 60 dias - Avaliação - Prestação de contas.
Beneficiários: todos os usuários da instituição participarão das aulas de iniciação musical em sopro e percussão. Os mais engajados formarão uma banda para apresentações em eventos dentro e fora da instituição. Bens permanentes: os instrumentos de sopro e equipamentos de adaptação permanecerão na entidade para continuação dos ensaios e apresentações mesmo após término do projeto.
Oficina de Percussão Adaptada:Metodologia: Utilização de métodos de ensino coletivo com abordagem rítmica visual e sensorial (ex: Método Dalcroze ou percussão corporal).Instrumentos: Utilização de instrumentos de percussão de fácil manuseio e instrumentos percussivos de grande porte para vibração sensorial.Acessibilidade Física: Estruturação de "estações de percussão" onde os instrumentos são fixados em suportes articulados (pedestais, estantes de partitura adaptadas) para uso por cadeirantes.Material Didático: Partituras com cifras ampliadas, uso de cores para representar instrumentos ou células rítmicas (notação não convencional).Oficina de Sopro Adaptada:Metodologia: Foco na respiração, postura e relaxamento (técnicas de ioga adaptada), seguido de exploração sonora.Instrumentos: Introdução de flautas doces com chaves adaptadas, uso de bocais ergonômicos e suportes de pescoço ou pedestais para sustentar o peso do instrumento.Adaptação Intelectual: Aulas com ritmo reduzido, repetição de padrões e ludicidade, focando na expressão e não apenas na técnica.
- Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Itabira: Proponente responsável pela gestão do processo decisório, incluindo atividade técnico-financeira e prestação de contas. - Sophia Leandro de Melo Furtado: Elaboração (responsável por elaborar e escrever o projeto), Coordenadoria Geral (gestão do projeto, produção executiva) e Produção Cultural/Assistente (auxílio na logística e agendamento de aulas) - Atriz, dançarina, performer e co-criadora das peças “DiVersos São Quixote”, “Nau do Fucô”, “Não queremos a queda das árvores do Campinho” e “Serpente do Mundo”, bolsista GARIN contemplada com a Trupe DiVersos pelo edital cultural PROART do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ em 2017 e 2018; extensionista no Projeto Paratod@s UFRJ em 2017, um grupo de pesquisa, ensino e extensão em Dança e consciência corporal da professora doutora Marta Simões Peres, composto por alunos, vizinhos do campus, usuários do CAPS Franco Basaglia, do IPUB, do Pinel, do Instituto Benjamin Constant, pessoas com deficiência motora, visual, autismo e esquizofrenia; estagiária de Psicologia Social em 2016 no projeto de extensão “Meditação no Campinho” do programa EICOS (Pós-Graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social); e monitora bolsista da disciplina “Tópicos Especiais em Psicologia Social, Medicinas Tradicionais, Práticas Integrativas Complementares, Cura e Promoção da Saúde” sob orientação da professora doutora Maria Cecília de Mello e Souza. - Suelem Cristina de Oliveira: Coordenação Pedagógica (responsável pela seleção dos profissionais e formação de turmas dos estudantes da Escola Especial) e Gestão Administrativa (planejamento para o desenvolvimento do projeto, coordenação de equipes, logística e contratação de serviços) - Diretora Escolar da Escola Especial da APAE de Itabira com experiência em estágio jurídico no Fórum da Comarca de Itabira, em assistência administrativa, em secretaria escolar e atuou como cantora e dançarina no projeto CRES@ARTE do município de Itabira. É Bacharel em Direito, com pós-graduações em andamento de "Gestão da Produção e Gestão de Pessoas" e "Gestão Escolar com Ênfase em Educação Especial" e curso técnico em Segurança do Trabalho. - Roselaine de Fátima Fernandes: Gestão Pedagógica (formação de turmas dos usuários do Centro Dia e comunicação com os alunos) - Coordenadora do Centro Dia da APAE de Itabira, atuou como Coordenadora da Casa de Passagem, como assistente social no COMBEM, como Agente Social no CEAD/PAEBM/VALE S.A. e na Optum, e estagiária no CREAS e no CRAS. Graduada em Serviço Social e pós-graduanda em "Serviço Social em Situações de Desastre". - Professores/Instrutores de Música (responsáveis pelo plano de aulas, metodologia e por ministrá-las)*serão contratados na etapa de pré-produção do projeto: (Nome) - Instrutor de Sopro 1 (breve currículo: músico com X anos de experiência, formação na instituição Y).(Nome) - Instrutor de Sopro 2 (breve currículo: músico com X anos de experiência, formação na instituição Y). (Nome) - Instrutor de Percussão/Teoria Musical 1 (breve currículo: músico com X anos de experiência, integrante da banda Z).(Nome) - Instrutor de Percussão/Teoria Musical 2 (breve currículo: músico com X anos de experiência, integrante da banda Z).(Nome) - Instrutor auxiliar ou monitor experiente em metodologia inclusiva (breve currículo)
Produto CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (MÚSICA) a. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:-Infraestrutura acessível com rampas, barras laterais, banheiros adaptados, portas e portões largos para cadeirantes; -Disponibilização e adaptação de espaços/equipamentos com o objetivo de priorizar ou facilitar o acesso; b. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO: -Para pessoas com deficiência intelectual e autistas: i. Monitoria especializada inclusiva ao longo das atividades com uso de “Linguagem Simples” (recurso da acessibilidade cognitiva, criado para facilitar a comunicação das pessoas com deficiência intelectual); ii. Monitoria especializada inclusiva (proteção de sons altos, luzes fortes e multidões para pessoas com TEA); iv. Disponibilização de protetores auriculares ou fones de ouvido para diminuição de ruído para pessoas com TEA; v. Disponibilização de óculos escuros para diminuir a exposição à luz para pessoas com TEA.
Conforme artigo 42 da IN 29/2026, serão adotadas no projeto as seguintes medidas de ampliação de acesso: II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos, incluindo os seus acompanhantes; IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; VI - realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores;VIII - estabelecer parceria visando à formação de agentes culturais em iniciativas financiadas pelo poder público.