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Um Conto de Fadas a Moda Caipira

Início: 01/06/2027Término: 01/06/2028Aceite: 25/03/2026

Resumo

Um Conto de Fadas à Moda Caipira é um longa-metragem de ficção, do gênero fantasia, em formato live-action, com duração de até 120 minutos, inspirado nos contos, mitos e lendas brasileiras e profundamente enraizado na cultura caipira do interior paulista. O filme estabelece um diálogo direto com o universo do fantástico ao incorporar elementos mágicos e sobrenaturais — como a figura do violeiro encantado e a bota de catira investida de poder simbólico — não como efeitos decorativos, mas como dispositivos narrativos essenciais que rompem a ordem do cotidiano e transformam temporariamente a realidade conhecida, conforme as tradições da fabulação popular brasileira.A narrativa acompanha Nena, uma jovem do campo impedida de participar da Folia de Reis, que descobre, por meio da dança e do som, uma forma de existir e ser reconhecida dentro da comunidade. Ambientado no Ponto do Peão _ Centro de Tradições Culturais de Araçatuba, espaço vivo de salvaguarda e difusão da cultura caipira, o filme integra manifestações reais e atuantes da região — catira, violeiros, berranteiros, comitivas e a queima do alho — reafirmando o território como parte indissociável da dramaturgia e evitando abordagens folclorizantes ou caricatas.O projeto nasce do diálogo direto com o livro Um Conto de Fadas à Moda Caipira, de Fernanda Colli, obra amplamente trabalhada em contextos educacionais e culturais e que alcançou grande aceitação entre crianças e jovens estudantes por sua linguagem sensível, acessível e conectada à tradição oral. O filme amplia esse universo literário, traduzindo-o para a linguagem cinematográfica e fortalecendo seu potencial formativo, simbólico e cultural.A realização é conduzida pela Lalucci Filmes, produtora registrada na ANCINE, com trajetória consolidada no audiovisual e reconhecida pela qualidade técnica e circulação de suas obras. A direção é assinada por Samuel Lalucci, profissional com ampla experiência em ficção, documentários culturais e projetos inspirados no imaginário popular, enquanto o roteiro é desenvolvido por Fernanda Machado, roteirista e produtora de Fogo no Canavial, obra referência para este projeto pela sua linguagem sensorial, rigor estético e diálogo entre território, corpo e dramaturgia. A produção e articulação cultural contam ainda com a atuação do Centro de Tradições Culturais de Araçatuba, garantindo enraizamento comunitário, legitimidade cultural e integração direta com os agentes da tradição.Assim como Nena, protagonista da história, o interior profundo do Estado de São Paulo também carrega saberes, vozes e imaginários que historicamente permanecem à margem dos grandes centros de produção audiovisual. O projeto assume, portanto, um posicionamento simbólico ao afirmar que esse interior — com sua cultura, suas histórias e seus criadores — merece ser visto, escutado e fomentado. Nesse sentido, o filme dialoga com a tradição do cinema popular brasileiro inaugurada por Amácio Mazzaropi, não pela repetição de fórmulas, mas pela compreensão de que o universo caipira é potente, complexo e profundamente cinematográfico quando tratado com respeito, sensibilidade e invenção.O projeto prevê estratégias de lançamento, exibição e contrapartidas culturais alinhadas ao orçamento e ao cronograma apresentados, com realização de lançamento público do longa-metragem, seguido de ações contínuas de distribuição e divulgação. Estão previstas exibições gratuitas em espaços culturais, escolas públicas, pontos de cultura e equipamentos comunitários, priorizando o território de Araçatuba e região, de modo a ampliar o acesso da população ao audiovisual e fortalecer o diálogo com a cultura caipira local. As contrapartidas incluem sessões comentadas, ações formativas e circulação do filme em ambientes educativos, além de inscrição em mostras e festivais, garantindo ampla difusão da obra e retorno cultural à comunidade, em consonância com os objetivos do edital e as diretrizes de democratização do acesso à cultura. Após tais ações, o filme será disponibilizado em streaming, e ficará acessível mundialmente.Com uma proposta estética autoral, viável tecnicamente e fortemente alinhada às diretrizes do edital, Um Conto de Fadas à Moda Caipira articula fantasia, memória social e cultura popular para construir uma obra de longa duração com alto potencial artístico, educativo e de circulação, contribuindo para a valorização da identidade regional, a democratização do acesso ao audiovisual e a preservação do imaginário coletivo brasileiro.

Sinopse

UM CONTO DE FADAS À MODA CAIPIRA Um Conto de Fadas à Moda Caipira é um longa-metragem de ficção de 120 minutos que propõe uma releitura sensível e contemporânea da estrutura clássica dos contos de fadas, deslocando-a para o universo da cultura caipira tradicional do interior paulista. É um roteiro adaptado da obra homônima da autora Fernanda Colli, escrita no interior para o interior e o mundo. Já foi contada em dezenas de escolas Brasil afora e tem o histórico de prender a atenção e despertar a reflexão do público infanto-juvenil. Este projeto trará o sucesso do livro e da contação às telas, através da linguagem cinematográfica. A narrativa parte do cotidiano de NENA, uma jovem do campo acostumada à invisibilidade, ao trabalho silencioso e à contenção do desejo, e acompanha sua travessia simbólica rumo ao reconhecimento de si mesma por meio da dança, do som e da cultura coletiva.Como toda jovem mulher do interior, ela deseja ser vista! (página 4 do livro) A história se inicia a partir da voz de Nena, em narração breve, íntima e fragmentada, que acompanha suas ações diárias no sítio onde vive. A narração não explica nem dramatiza em excesso; funciona como respiração, como pensamento curto que emerge entre gestos. Nena fala pouco, trabalha muito e aprende, desde cedo, a “caber” no mundo que lhe foi imposto. Seu corpo, porém, guarda um saber que não foi domesticado: o ritmo da catira, marcado discretamente com a ponta da bota enquanto o rádio toca modas de viola. A proibição de sua ida à Folia de Reis explicita o conflito central: a negação do espaço público, da festa e da comunidade à protagonista. Isolada, Nena encontra abrigo à sombra de uma figueira, espaço simbólico de silêncio e escuta. É nesse ambiente que surge o Violeiro, figura mítica e discreta que não opera como salvador, mas como revelador. Ele não concede um dom extraordinário; aponta para aquilo que já existe. A magia do filme se desloca para um elemento concreto da cultura caipira: a bota de catira. Seu solado, produzido para fazer barulho, para marcar o chão e convocar a roda, tornase o centro simbólico da narrativa. O encanto estabelecido é simples e rigoroso: a força da bota dura enquanto houver música. Quando o som cessar, tudo volta a ser como antes.A partir desse gesto, a narrativa se concentra majoritariamente na festa. A Folia de Reis, realizada no Ponto do Peão – Centro de Tradições Culturais de Araçatuba, torna-se o coração do filme. Espaço real e vivo da cultura regional, o Ponto do Peão abriga grupos atuantes de catira, violeiros, berranteiros, comitivas e praticantes da queima do alho, reunindo tradição, coletividade e memória em ação. A câmera acompanha a chegada de Nena à roda sem anúncio ou explicação. O primeiro impacto é sonoro: o som alto do solado da bota batendo no chão interrompe conversas, suspende o tempo e reorganiza o espaço ao redor do corpo da protagonista.A dança não é apresentada como espetáculo, mas como afirmação de existência. Em planos fechados nos pés, em câmera baixa, e em momentos pontuais de slow motion, o filme valoriza o impacto da sola no chão, a poeira suspensa, o ritmo coletivo que se forma a partir do gesto individual. A festa literalmente para para ver Nena dançar. Sua presença não se impõe pela fala, mas pelo som e pelo corpo em movimento. A narração retorna em frases muito curtas, atravessando a festa como pensamento fragmentado, reforçando a ideia de pertencimento e escuta: quando o chão responde, quando alguém acompanha o ritmo, a protagonista permanece.João, jovem boiadeiro, entra na roda apenas quando percebe o tempo de Nena. Sua função dramática não é a do resgate, mas a do reconhecimento. Ele acompanha, não conduz. A dança entre os dois se estabelece como diálogo, não como disputa, reforçando o tema central do filme: relações baseadas em escuta, respeito e ritmo compartilhado.Ao perceber o esgotamento do tempo do encanto, Nena se retira da roda antes que a música termine. O som da bota cessa abruptamente. A festa continua, mas algo permanece transformado. No retorno ao quintal, novamente sob a figueira, a bota volta a ser apenas couro gasto. Nena, porém, não retorna ao mesmo estado inicial. Sua narração final reconhece que, embora o cotidiano possa permanecer difícil, o chão já respondeu ao seu passo. A lenda se fecha sem explicação explícita, mantendo a ambiguidade entre realidade, memória e mito.Do ponto de vista estético, o filme adota uma direção que privilegia o corpo em ação, o som como elemento narrativo e a observação sensível do território. A fotografia, captada em 4K, valoriza texturas da terra, do couro, dos tecidos e da pele, com predominância de luz quente e fontes práticas, como fogueira e lamparinas. A câmera se aproxima do chão nas cenas de dança, enquanto o uso pontual de drone revela o espaço coletivo, a formação da roda e a relação entre corpos e território. A colorização propõe uma camada simbólica adicional: um tom rosado sutil atravessa especialmente os momentos de afirmação de Nena, representando seu universo feminino, sensível e resistente, em diálogo com as cores terrosas da cultura caipira.A linguagem sonora é estruturante. O curta prioriza captação direta dos pés na catira, palmas, solado da bota, viola e sons ambientais do interior. Há mínima utilização de música extradiegética, mantendo o som como extensão natural da ação. A bota funciona como assinatura sonora da protagonista, elemento que articula identidade, cultura e dramaturgia.Um Conto de Fadas à Moda Caipira propõe, assim, um filme de curta duração que articula tradição e contemporaneidade, fabulação e território, feminino e coletivo, apresentando a cultura caipira não como ilustração folclórica, mas como linguagem viva, capaz de produzir sentido, pertencimento e transformação simbólica. Trata-se de uma obra com forte vocação cultural, educativa e comunitária, ancorada em grupos reais e atuantes da região de Araçatuba, e pensada para circulação ampla, especialmente em espaços de formação, festivais e exibições públicas acessíveis.A obra se insere no gênero fantasia ao utilizar elementos mágicos e sobrenaturais como parte essencial da construção narrativa e estética, deslocando a realidade conhecida por meio da presença do Violeiro e da atribuição simbólica e fantástica à bota de catira, cujo solado adquire a capacidade de romper a ordem cotidiana e transformar temporariamente o mundo ao redor. Esses elementos não operam como efeito decorativo, mas como dispositivos narrativos que rompem com as leis naturais e instauram uma lógica poética própria, característica do gênero. Ao mesmo tempo, a obra dialoga com a ficção, ao construir uma narrativa imaginária inspirada na realidade cultural do interior paulista, sem pretensão documental, mas ancorada na criatividade autoral. A história é diretamente inspirada em contos, mitos e lendas brasileiras, especialmente na tradição oral caipira, na qual figuras míticas, como violeiros encantados, e objetos cotidianos investidos de poder simbólico compõem o imaginário coletivo e contribuem para a preservação da memória social e cultural. A escolha pelo curta-metragem potencializa a força dessa fabulação, permitindo uma experiência sensorial concentrada, adequada à linguagem do fantástico, e plenamente compatível com o formato live-action. A força do projeto reside também na solidez e complementaridade de sua equipe criativa, formada por profissionais com reconhecida atuação no audiovisual e na cultura regional e que agora, assim como Nena, já pode produzir obras que dialogam não só com a cultura paulista, como também a universal, com temas humanos profundos. Formamos uma equipe forte e experiente na execução de projetos via fomento, e também na iniciativa privada, por meio da linguagem audiovisual. A direção é assinada por Samuel Lalucci, da Lalucci Filmes, produtora registrada na ANCINE, com ampla experiência em obras de ficção e documentários culturais, incluindo o curta-metragem Fogo no Canavial, referência estética e narrativa para este projeto, além de trabalhos premiados e em circulação nacional e internacional. O roteiro é desenvolvido por Fernanda Machado, roteirista e produtora de Fogo no Canavial, em parceria com a Conteúdo Estratégico, empresa com histórico consistente na criação, gestão e execução de projetos culturais e audiovisuais. A obra conta ainda com a participação fundamental de Fernanda Colli, que tem feito seu nome conhecido nos quatro cantos do país, coordenadora de projetos do Centro de Tradições Culturais de Araçatuba- SP, arteeducadora, contadora de histórias, catireira, e autora do livro original Um Conto de Fadas à Moda Caipira, que inspira a narrativa do filme e garante sua fidelidade simbólica, cultural e territorial. Essa convergência entre experiência técnica, autoria literária e atuação direta no campo da cultura popular assegura ao projeto consistência artística, viabilidade de execução e profundo enraizamento na memória e nas práticas culturais da região. BREVE DESCRIÇÃO DOS PRINCIPAIS PERSONAGENSNENANena é uma jovem do campo, de corpo pequeno e presença silenciosa, acostumada a ocupar pouco espaço. Sua força não está na fala, mas no gesto. Aprende desde cedo a trabalhar, a obedecer, a não atrapalhar. Carrega no corpo a cultura caipira sem saber nomeá-la: o ritmo está nos pés, o tempo no olhar, a escuta no silêncio. A dança é sua linguagem secreta. A catira, seu modo de existir. Ao longo do curta, Nena não se transforma em outra pessoa — ela se alinha consigo mesma. Seu arco é de reconhecimento: do gesto contido ao passo afirmado; da bota gasta como ferramenta à bota como instrumento de identidade. VIOLEIROFigura mítica e discreta, o Violeiro não age como salvador, mas como afinador do mundo. Surge sem alarde, fala pouco, observa muito. Seu poder não está na magia explícita, mas na capacidade de apontar o que já existe.Ele não cria o encanto: revela a função da bota, do som, do passo. Representa a tradição oral, os mestres invisíveis da cultura caipira, aqueles que passam adiante o saber sem reivindicar autoria. Seu aparecimento mantém a ambiguidade entre realidade e lenda. JOÃOJoão é jovem, boiadeiro, habituado à vida coletiva. Diferente do estereótipo do “príncipe”, ele não salva, não conduz, não domina. Sua qualidade principal é a escuta. Na dança, entra apenas quando percebe o tempo de Nena. Sua presença confirma o pertencimento dela à roda, mas não a define.João representa a possibilidade de relação baseada em respeito, ritmo compartilhado e reconhecimento mútuo. DESCRIÇÃO DAS PRINCIPAIS LOCAÇÕESPONTO DO PEÃO – CENTRO DE TRADIÇÕES CULTURAIS DE ARAÇATUBA (LOCAÇÃO PRINCIPAL)O Ponto do Peão é o coração simbólico do filme. Espaço vivo da cultura caipira regional, abriga encontros, ensaios, festas, comitivas e celebrações tradicionais, localizado no coração da cidade de Araçatuba-SP, no Centro de Exposições Clibas de Almeida Prado. No curta, ele se torna território de reconhecimento, onde a roda se forma e a comunidade se manifesta.Visualmente, o espaço permite a presença orgânica de bandeirinhas, fogueira, chão de terra batida, instrumentos e corpos em movimento. Dramaturgicamente, funciona como o lugar onde o privado se torna público e onde a identidade de Nena encontra eco coletivo. QUINTAL / FIGUEIRAEspaço íntimo, silencioso, de contenção. A figueira representa abrigo e escuta. É ali que Nena se recolhe e onde o Violeiro surge. A árvore funciona como contraponto simbólico ao espaço da festa: antes da roda, o silêncio; antes do som, a espera. TERREIROS, CAMINHOS E ESPAÇOS DE PASSAGEMEstradas de terra, quintais, áreas abertas do interior compõem os planos de transição. São espaços de circulação simbólica, onde o som da viola atravessa e conecta os mundos. ELEMENTOS DA CULTURA CAIPIRA TRADICIONALO curta se ancora em práticas culturais vivas, não ilustrativas:Catira — elemento central, linguagem do corpo e motor narrativoFolia de Reis — estrutura ritual da festa e da coletividadeVioleiros e berranteiros — paisagem sonora e simbólicaComitivas — presença visual de grupos organizados, cavalos, indumentáriasQueima do alho — símbolo de partilha, chão comum, alimento coletivoTodos os elementos são apresentados em ação, integrados à narrativa, sem didatismo, respeitando os grupos atuantes da cultura regional como protagonistas de si mesmos. AMOSTRAGEM DE RECORTE NARRATIVO O som de um passo no chão. Seco. Contido. Repetido. Antes de vermos o rosto de Nena, vemos seus pés. A bota gasta pisa a terra do quintal ainda escuro. O dia começa cedo demais. A vida também. Ela trabalha em silêncio: cuida dos animais, varre o terreiro, carrega água. O mundo acontece ao redor, mas não para ela. NARRAÇÃO – NENA (OFF, curta):Aqui, a gente aprende a caber. O rádio de pilha toca uma moda de viola. Quase sem perceber, Nena marca o compasso com a ponta da bota. Um gesto pequeno, escondido, como se dançar fosse um segredo. A casa da tia é ordem e contenção. A festa que se anuncia lá fora não entra ali. Quando a Folia de Reis é mencionada, o veto vem rápido. Nena baixa a cabeça. A bota volta a ser ferramenta. Não instrumento. Anoitece. Sozinha no quintal, à sombra da figueira, Nena se senta. O som distante da viola atravessa o escuro. Não vem da festa. Vem de perto. O Violeiro surge como quem sempre esteve ali. Não há espetáculo. Ele não pergunta muito. Ouve. Quando fala, fala pouco. Seu olhar desce para a bota. Ele se aproxima, bate levemente a ponta da viola no chão, testando a ressonância da terra. A magia do filme acontece ali, sem luzes nem efeitos: o violeiro revela a função da bota. Aquela sola não é comum. Foi feita para chamar o chão. Para acordar a roda. Para dizer “eu estou aqui”. Mas há uma regra simples, quase seca: a força da bota dura enquanto houver música. Quando o som parar, tudo volta a ser como antes. Nena calça a bota com cuidado. O gesto é íntimo, definitivo. NARRAÇÃO – NENA (OFF):Não era pra fugir. Era pra pisar. Corte direto para a Folia. Luz quente. Bandeirinhas. Fogueira. Gente reunida. O som da viola cresce. A roda se forma. Quando Nena entra, não há anúncio. Só o primeiro passo. A bota bate no chão. O som é alto. Mais alto do que o esperado. O terreiro responde. As conversas cessam. Um segundo passo. Outro. A catira começa. A câmera desce para os pés. Close na sola da bota. O impacto levanta poeira. O som ecoa. Palmas acompanham. O ritmo se organiza em torno dela. NARRAÇÃO – NENA (OFF):O chão escutou. A festa para para ver Nena dançar. Em slow motion, a poeira suspensa, o giro do corpo, o som seco do solado. A dança não é enfeite. É afirmação. Cada batida diz o que nunca foi dito em voz alta. Entre os rostos, João observa. Ele não invade a roda. Espera o tempo dela. Quando entra, entra para acompanhar, não para conduzir. A dança vira conversa de pés. NARRAÇÃO – NENA (OFF):Quando alguém escuta, a gente fica. A música avança. A bota canta. A comunidade responde. A magia está no som, no corpo, no ritmo coletivo. Não há brilho visível — há reconhecimento. Aos poucos, Nena percebe o tempo. A música desacelera. Ela sabe. Antes que o encanto se esgote, ela sai da roda. O som da bota cessa de repente. A festa retoma o movimento, mas algo permanece suspenso. Nena se afasta pela lateral do terreiro, misturando-se à noite. Corte seco para o quintal. A figueira novamente. Silêncio. Nena senta, tira a bota. A sola agora é apenas couro gasto. Ela passa a mão devagar, como quem agradece. NARRAÇÃO – NENA (OFF, final):Talvez amanhã tudo seja igual.Mas o chão… o chão já sabe meu nome. O som distante da viola retorna, misturado ao eco de um passo de catira — não se sabe se lembrança, lenda ou promessa. Corte para o escuro. Argumento escrito por Fernanda Machado, roteirista do projeto.Imagens ilustradas do livro “Um conto de Fadas à moda caipira”, de Fernanda Colli.

Objetivos

Produzir e distribuir o longa-metragem de ficção "Um Conto de Fadas à Moda Caipira", com duração de 120 minutos, adaptado da obra literária de Fernanda Colli. O projeto visa consolidar uma narrativa de fantasia enraizada na cultura popular do interior paulista, unindo o potencial comercial da linguagem cinematográfica de entretenimento à preservação do patrimônio imaterial da região de Araçatuba.Produção de Conteúdo de Alta Qualidade: Realizar a produção integral do longa-metragem em formato live-action, garantindo excelência técnica em imagem (incluindo captação com drone e tratamento de cor) e som (trilha sonora original e desenho de som imersivo).Adaptação e Transposição Literária: Transpor para a linguagem audiovisual o universo do livro "Um Conto de Fadas à Moda Caipira", ampliando seu alcance pedagógico e fortalecendo o diálogo entre a literatura e o cinema.Descentralização e Circulação Regional: Promover o lançamento e exibição do filme em salas de cinema de 04 cidades-polo do interior do Estado de São Paulo: Araçatuba, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Bauru.Democratização do Acesso e Formação de Público: Realizar 10 exibições gratuitas em escolas públicas estaduais e municipais, acompanhadas de 01 Oficina Formativa Presencial, fomentando o pensamento crítico e o interesse pelo audiovisual em jovens estudantes.Salvaguarda do Patrimônio Imaterial: Registrar e difundir manifestações culturais autênticas, como a Catira, a Folia de Reis e a Queima do Alho, utilizando o Ponto do Peão de Araçatuba como cenário vivo e base técnica.Promoção da Acessibilidade Comunicacional: Garantir que 100% do produto final contenha recursos de acessibilidade, incluindo LIBRAS, audiodescrição e legendagem descritiva, conforme previsto no orçamento e nas normativas vigentes.Fomento à Economia Criativa Regional: Gerar empregos diretos e indiretos para profissionais da cadeia produtiva do audiovisual no interior paulista, qualificando a mão de obra local através da integração com profissionais experientes da equipe técnica.Potencial de Janelas de Exibição: Viabilizar a circulação da obra em festivais de cinema nacionais e internacionais e, posteriormente, em plataformas de streaming, ampliando a visibilidade da cultura caipira para o mercado global.

Justificativa

Relevância Cultural e Salvaguarda do Patrimônio O projeto justifica-se, primordialmente, pela necessidade de documentar e difundir o patrimônio imaterial do interior paulista através de uma linguagem contemporânea e lúdica. Ao centrar a narrativa no Ponto do Peão de Araçatuba e utilizar elementos como a Catira, a Folia de Reis e o Berrante, o filme atua como um agente de salvaguarda cultural. Ele retira estas manifestações do campo meramente folclórico para inseri-las em uma estrutura narrativa de "realismo fantástico", conferindo-lhes novo vigor estético e interesse para as novas gerações.Potencial Educativo e Lastro Literário Diferente de obras de ficção comuns, este longa-metragem nasce de uma obra literária de Fernanda Colli, que já possui um histórico comprovado de sucesso em contações de histórias e adoção em escolas. A transposição para o cinema é uma resposta à demanda de educadores por conteúdos audiovisuais que dialoguem com a identidade regional paulista. O filme servirá como uma potente ferramenta pedagógica, capaz de despertar o orgulho de pertencimento e o interesse pela literatura brasileira de forma orgânica.Descentralização da Produção Audiovisual A execução deste projeto em Araçatuba atende a uma diretriz histórica das políticas culturais: a descentralização. Produzir um longa-metragem de 120 minutos com alta qualidade técnica no interior do estado prova a maturidade do setor audiovisual regional e estimula a economia criativa local. O orçamento de R$ 997.900,00 será reinvestido majoritariamente na região, mobilizando fornecedores de serviços, hotelaria, transporte e talentos locais, consolidando o interior como um polo de produção de relevância estadual.Potencial de Popularidade e Acesso O gênero fantasia/live-action possui um apelo universal e comercial significativo. A temática do "conto de fadas" adaptada à "moda caipira" cria um diferencial competitivo no mercado audiovisual, atraindo desde o público infantil até o adulto. A estratégia de circulação por 04 cidades-polo (Araçatuba, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Bauru) e as 10 exibições gratuitas em escolas garantem que o investimento público chegue diretamente ao cidadão, cumprindo o papel social do ProAC ICMS de democratizar a arte de excelência.Viabilidade e Maturidade Técnica A proposta é plenamente viável, respaldada por uma planilha orçamentária rigorosamente equilibrada, que respeita todos os limites de custos administrativos e direitos autorais. A equipe, liderada por profissionais experientes como Samuel Lalucci e Bill Marques, possui o domínio técnico necessário para entregar uma obra de longa duração que atenda aos padrões das grandes janelas de exibição (salas de cinema e streaming), garantindo o retorno institucional para o Estado e para os patrocinadores.Atividades e público previsto AtividadeEstimativa de PúblicoDetalhamentoLançamento em Cinemas1.200 pessoasEstimativa de 300 pessoas por cidade (04 cidades-polo).Exibições em Escolas1.500 pessoasMédia de 150 alunos/professores por escola (10 escolas).Oficina Formativa50 pessoasPúblico direto interessado em audiovisual e educação.Lançamento Digital/Festivais5.000+ pessoasEstimativa mínima de visualizações em janelas posteriores.TOTAL ESTIMADO (Direto)2.750 pessoasPúblico presencial em ações financiadas pelo projeto.

Etapas

AtividadeEstimativa de PúblicoDetalhamentoLançamento em Cinemas1.200 pessoasEstimativa de 300 pessoas por cidade (04 cidades-polo).Exibições em Escolas1.500 pessoasMédia de 150 alunos/professores por escola (10 escolas).Oficina Formativa50 pessoasPúblico direto interessado em audiovisual e educação.Lançamento Digital/Festivais5.000+ pessoasEstimativa mínima de visualizações em janelas posteriores.TOTAL ESTIMADO (Direto)2.750 pessoasPúblico presencial em ações financiadas pelo projeto.

Especificação técnica

As especificações técnicas do projeto de longa-metragem de ficção "Um Conto de Fadas à Moda Caipira" são detalhadas nas seções de Detalhamento do Projeto e no Argumento, visando excelência técnica para circulação em salas de cinema e plataformas de streaming:Tipo e Duração: Longa-metragem de ficção, no gênero fantasia e formato live-action, com duração de até 120 minutos.Captação e Imagem;Realização integral com garantia de excelência técnica em imagem.Fotografia captada em 4K, valorizando texturas e com predominância de luz quente.Inclui captação com drone para revelar o espaço coletivo e a relação entre corpos e território.O filme utilizará tratamento de cor, com uma colorização que propõe uma camada simbólica, incluindo um tom rosado sutil nos momentos de afirmação da protagonista, em diálogo com as cores terrosas da cultura caipira.A câmera prioriza planos fechados nos pés e momentos pontuais de slow motion para valorizar o impacto da sola da bota no chão durante a catira.Áudio e Som:Garantia de excelência técnica em som, incluindo trilha sonora original e desenho de som imersivo.A linguagem sonora é estruturante, priorizando a captação direta de sons da catira (solado da bota, palmas), viola e sons ambientais do interior.Há mínima utilização de música extradiegética, mantendo o som como extensão natural da ação.A bota funciona como uma assinatura sonora da protagonista, articulando identidade e dramaturgia.Viabilidade Técnica: A equipe possui o domínio técnico necessário para entregar uma obra de longa duração que atenda aos padrões das grandes janelas de exibição (salas de cinema e streaming).

Ficha técnica

Samuel Lalucci Direção/Produção Pessoa Jurídica 22033811832 Samuel simoncelli Lalucci 353430444 Paraiso 592 18 9 970623223 samuel@laluccifillmes.com.brBill Marques Direção/Produção Pessoa Jurídica 263.451.608-81 Mauro César da Rocha Pompêo 1453386 SESDEC RORua Geraldo Alves Ferreira, 546 - Bairro Hilda Mandarino - CEP 16012.520 - Araçatuba - SP 18- 99649-1356 billmarquesprodutoraudiovisual@gmail.comFernanda Colli Autora e pesquisadora Pessoa Física 350.905.598-56 Fernanda Colli 44.079.158-3 Rua Jonas da Mata, 156 Bairro Casa Nova 18-981618396 fernanda_colli@msn.comFernanda Machado Roteirista Pessoa Jurídica CPF:360.486.138-14 FERNANDA GAIOTTO MACHADO RG: 34.035.544-X Endereço: Avenida Arthur Ferreira da Costa, n° 600, apto 14, CEP 16055-605 11-986296875 e-mail: fgmcontent@gmail.comVitor Meloni Direção de fotografia/Montador Pessoa Física 297.592.068-70 cpf VITOR MELONI 32.075.562-9 Rua Compadre João Bertani 577. Apto 23, Bloco C. Saudade. 16020-290. Araçatuba-SP. 11 9 4978 1941 vitormeloni@gmail.comTiago Murakami Assistente de fotografia Pessoa Física 342.894.518-29 Tiago Victor Murakami 435520829 Rua Carlos Carli, 144 - Monterrey 18 9 9166 6959 tiagomurakami@gmail.comNick Dala Gaffer Pessoa Física 351 149 348 05 Nick Dalla Pria 44 323 379 - 2 Endereço: Rua Monte Castelo, 115 - Vila Industrial - Araçatuba - CEP 16072-130 18 99693-7877 nickdallafotografia@gmail.comWagner Rafael elétrica e maquinária Pessoa Física 11996780824 Wagner Rafael dos Santos 274271588 Rua Arthur Alberto 2227 Jd Flamengo 18996013036 vivo wagnerrafael2009@gmail.comRafael Martins Arte e Cenário Pessoa Física 32973095808 Rafael Gonçalves Martins 42.222.543-5 Endereço Gandhi 796 Araçatuba SP 18996217691 rafaelgomarti@gmail.comLuana Carvalho Assistente de produção Pessoa Física 308 894 318 92 Luana Rafaela Fermino de Carvalho Martins 43 198 641 -1 Rua Grande 796 bairro Morumbi 18 98808 0157 vemvento@gmail.comGermano Colorista Pessoa Jurídica 011.845.540-05 Germano Michelon Santos 7098195964 Av Venâncio Aires, 907, São Marcos, Centro, 95190-000 (54) 996799638 germanomichelonsantos@gmail.comJoao Caserta Soun design Pessoa Jurídica 226.297.868-97 Joao Pedro Troncoso Caserta 27.935.729-1 Rua Clemente Ferreira, 126 - Ap115 11 9 9922 9137 joao@caserta.art.brAndre Moreira efeitos Especiais Pessoa Jurídica 322.594.408-43 André Luis Moreira 45.279.694-5 Pedro Grassi, 676 - Jardim TV (18) 98144-8382 andreluismoreira@me.comZe Renato Gimenes Trilha original Pessoa Jurídica CPF 70815666853 José Renato Gimenes das Neves RG 5.428.049-7 SSP-SP Rua Catanduva 496 Araçatuba. Cep 16018-230 18 991217655 zrgcult@gmail.comConteúdo Estratégico Publicidade Pessoa Jurídica CPF:360.486.138-14 FERNANDA GAIOTTO MACHADO RG: 34.035.544-X Endereço: Avenida Arthur Ferreira da Costa, n° 600, apto 14, CEP 16055-605 11-986296875 e-mail: fgmcontent@gmail.comJoanita Santos (pers Nena) Elenco Pessoa Física 58691676809 Joanita Santos Barbosa da Silva 60.461.040-3 Moara Sacramento Amaro 604 - Porto Real 2 18991037901 joanitasantos7003@gmail.comLeandro Caris (Joao) Elenco Pessoa Física 332.391.168-71 Leandro Caris dos Santos 30 432 620 3 Cristiano olsen n1067 ap34 21 982884515 leandrocaris@gmail.comFlavio Estevão da Silva Elenco Pessoa Física 11744700893 Flavio Estevão da Silva 23626311-0 Rua Barão de Piracicaba 52 18 99733 6070 flaviodagamma@hotmail.com Gean César Nunes Costa da Silva Elenco Pessoa Física 420.395.378-21 Gean César Nunes Costa da Silva 40.213.272-5 Rua Antônio Claps, 382 Gabriel Monteiro SP 18997414145 cesarviolatv@hotmail.com Tainara Borborema Nascimento Elenco Pessoa Física 475.215.728-40 Tainara Borborema Nascimento 53.165.591-X Rua Alcides Fernandes, 550, Monte Líbano - Birigui/SP (18)99796-8524 tainara.borborema@gmail.com

Acessibilidade

O projeto assume o compromisso de garantir a acessibilidade comunicacional plena, assegurando que 100% do produto final e das ações de difusão sejam acessíveis, conforme previsto nos objetivos e nas normativas vigentes.I. ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL DO PRODUTO FINALO longa-metragem de ficção "Um Conto de Fadas à Moda Caipira" será entregue com 100% do seu conteúdo contendo recursos de acessibilidade, incluindo:LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais): Para garantir o acesso da comunidade surda e com deficiência auditiva.Audiodescrição: Para garantir a fruição por pessoas cegas ou com baixa visão.Legendagem Descritiva/Closed Caption: Para garantir o acesso da comunidade surda e com deficiência auditiva.Consultoria Técnica: Destinação de verba específica para a contratação de consultores de acessibilidade, garantindo que o conteúdo seja efetivamente inclusivo e não apenas protocolar.II. ACESSIBILIDADE NA DISTRIBUIÇÃO E EXIBIÇÕESTodas as exibições presenciais, tanto nas salas de cinema das cidades-polo quanto nas ações de contrapartida em escolas, contarão com tecnologias de acessibilidade e estratégias de inclusão:Sessões Inclusivas: Todas as exibições presenciais (nas 4 cidades-polo: Araçatuba, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Bauru) contarão com os recursos de acessibilidade (Libras, Audiodescrição e Legendas).Mediação Cultural: A 01 Oficina Formativa Presencial e os debates pedagógicos pós-exibição nas 10 escolas públicas servirão como pontes de compreensão, facilitando o contato e a inclusão de públicos não habituados à linguagem cinematográfica.Acesso Geográfico: Foco na descentralização e interiorização da cultura, utilizando espaços não convencionais (pátios escolares, Centros Comunitários como o Ponto do Peão) além das salas de cinema, para eliminar barreiras de acesso físico e geográfico.III. ACESSIBILIDADE NA COMUNICAÇÃO E DISPONIBILIZAÇÃOA comunicação e a circulação do produto em longo prazo serão planejadas para serem totalmente acessíveis:Divulgação Acessível: A estratégia de comunicação (incluindo redes sociais) utilizará recursos de acessibilidade como alt-text/texto alternativo em todas as imagens, garantindo que a informação sobre as exibições chegue a todas as camadas da população.Disponibilização Digital: Após o ciclo de lançamento e festivais, o filme será disponibilizado em plataformas de acesso gratuito ou redes públicas de televisão (como a TV Cultura ou plataformas de streaming público), garantindo que o bem cultural seja acessível de forma permanente e sem custos.Material de Apoio Acessível: Doação de kits digitais (ou físicos) com o filme e um Guia Pedagógico para as 10 escolas e a Rede Municipal/Estadual de Ensino de Araçatuba, permitindo a utilização do material como recurso paradidático em salas de aula e bibliotecas.

Democratização

O Plano de Democratização de "Um Conto de Fadas à Moda Caipira" foi estruturado para garantir que a obra não fique restrita aos grandes centros ou a públicos pagantes, utilizando estratégias que eliminam barreiras de acesso e fomentam a formação de novas plateias no interior paulista.Estratégia de Distribuição de Ingressos e GratuidadeSessões Gratuitas em Escolas: 100% das exibições realizadas nas 10 instituições de ensino públicas serão gratuitas, atingindo diretamente alunos e funcionários da rede estadual e municipal.Cota de Gratuidade em Cinemas: Nas sessões de lançamento realizadas nas cidades-polo (Araçatuba, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Bauru), o projeto reservará uma cota de 20% dos ingressos para distribuição gratuita a alunos de escolas públicas, projetos sociais locais e beneficiários de programas de transferência de renda, mediante articulação com as Secretarias de Cultura e Educação locais.Preços Populares: Para as demais vagas nas sessões de cinema, será praticada a política de preços populares, garantindo que o valor do ingresso não seja um impeditivo para a comunidade local.Descentralização e Acesso GeográficoInteriorização: A estratégia foca no "interior profundo", levando um longa-metragem de alta qualidade técnica para cidades que, embora sejam polos regionais, possuem produção audiovisual menos densa que a capital.Uso de Espaços Alternativos: Além das salas de cinema, o projeto utiliza espaços não convencionais (pátios escolares e centros comunitários como o Ponto do Peão) para realizar exibições, levando o cinema até onde o público está.