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Museu Virtual do Sítio Arqueológico do Quilombo de Serra Negra

Início: 15/02/2027Término: 22/11/2027Aceite: 28/03/2026

Resumo

O projeto propõe a criação de um museu virtual com foco na salvaguarda do sítio arqueológico do Quilombo de Serra Negra. Reconhecido como um dos mais relevantes sítios arqueológicos da Chapada Diamantina, com grande concentração de painéis rupestres de diferentes tradições e temporalidades, o território de Serra Negra guarda um patrimônio de valor inestimável que atualmente possui acesso restrito. Diante disso, o projeto propõe democratizar o acesso a esse patrimônio por meio digital, aliado à formação de jovens quilombolas e fortalecimento de saberes tradicionais. Envolvendo uma equipe multidisciplinar, o projeto busca ser um processo colaborativo, com a participação ativa de membros da comunidade, pesquisadores, artistas e técnicos. Uma cartilha impressa também será confeccionada e distribuída em escolas e bibliotecas públicas da região. Em contrapartida social, o projeto pretende oferecer oficinas gratuitas.

Objetivos

Promover a salvaguarda, valorização e difusão do sítio arqueológico do Quilombo de Serra Negra, por meio da criação de um museu virtual, publicação de uma cartilha impressa, e formação de jovens pesquisadores quilombolas.Objetivos Específicos 1- Produto Museu Virtual - Criação de uma plataforma digital interativa com abordagem museológica, voltada à salvaguarda, pesquisa, curadoria e difusão do sítio arqueológico do Quilombo de Serra Negra.2- Produto Cartilha - Publicar uma cartilha com tiragem de 500 unidades sobre o sítio arqueológico e manifestações culturais do Quilombo de Serra Negra.3- Contrapartidas sociais - Realizar (3) oficinas gratuitas, com carga horária de cinco horas (8h), voltado para interpretação patrimonial, gestão e preservação do sítio arqueológico, e turismo de base comunitária, destinado aos jovens e mulheres quilombolas.

Justificativa

O Sítio Arqueológico do Quilombo de Serra Negra, localizado no entorno do Parque Nacional da Chapada Diamantina, é um dos patrimônios mais importantes da região, destacando-se pelo grande número de painéis de pinturas rupestres, com registros de diferentes tradições, algumas datadas de mais de 20 mil anos, que incluem imagens antropomorfas, zoomorfas e figuras geométricas. Esses vestígios constituem testemunhos vivos da memória, da espiritualidade e das práticas ancestrais que moldaram o território, sendo essenciais para a preservação da identidade cultural do povo quilombola contemporâneo. No entanto, no momento o sítio encontra-se fechado à visitação devido à falta de capacitação da comunidade para receber turistas e visitantes de forma segura e educativa, assim como pela ausência de infraestrutura adequada, como trilhas sinalizadas, áreas de visitação protegidas e recursos interpretativos, conforme orientações do IPHAN. Essa lacuna impede que o território exerça plenamente seu potencial educativo, cultural e econômico, limitando a valorização das práticas tradicionais de manejo sustentável do Quilombo de Serra Negra e a visibilidade da sua ancestralidade.Portanto, a criação de um museu virtual se apresenta como solução inovadora e inclusiva, permitindo o acesso público ao acervo sem comprometer sua integridade física, alinhando-se às diretrizes do IPHAN para preservação do patrimônio cultural.Além disso, o projeto responde à necessidade de inclusão da juventude quilombola ao realizar oficinas de interpretação patrimonial, gestão e preservação do sítio arqueológico, e turismo de base comunitária, promovendo promovendo pertencimento, geração de conhecimento e continuidade das tradições, com a capacitação de jovens e mulheres locais para a condução das atividades.O projeto prevê articulação com iniciativas apoiadas pelo ISPN através do projeto "Regeneração Etnoecológica do Quilombo de Serra Negra e requalificação de seu sítio arqueológico no entorno do Parque Nacional da Chapada Diamantina" (ainda em fase inicial de implementação), de forma complementar, especialmente em ações de mobilização comunitária e fortalecimento sociocultural, sem sobreposição de recursos, garantindo integração e otimização dos impactos.Devido a sua magnitude e o impacto que o projeto pretende gerar, é de extrema importância a utilização do mecanismo de incentivo à cultura. Portanto, naturalmente a proposta se enquadra nos objetivos expressados no art. 1 da Lei 8.313, sendo: Inciso II: "a proteção das expressões culturais das minorias étnicas e sociais, grupos portadores de tradição, e demais manifestações da cultura popular."Inciso III: "o apoio e o incentivo a pesquisas e a estudos que visem à proteção do patrimônio cultural brasileiro." Inciso V: "a preservação dos bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro." Inciso VI: "a proteção de documentos, obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, bem como o apoio a arquivos, museus, bibliotecas, cinematecas e centros culturais." Inciso VIII: "a promoção e a difusão da cultura nacional e regional."Inciso X: "o estímulo à produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória." O projeto também se enquadra plenamente nos objetivos do art. 3 da mesma Lei: Inciso I: "contribuir para a preservação da memória cultural brasileira." Inciso II: "promover a ampla difusão das expressões culturais e assegurar o pleno exercício dos direitos culturais." Inciso III: "proteger as expressões culturais das minorias e das demais manifestações da cultura popular, indígena e afro-brasileira." Inciso IV: "estimular a produção e a difusão de bens criculturais de valor universal." Inciso V: "priorizar o produto cultural originário do País." Inciso VI: "garantir aos setores populares o produto de sua participação ativa na cultura."