Início: 15/02/2027Término: 22/11/2027Aceite: 29/03/2026
O projeto propõe a realização de um inventário participativo dos patrimônios culturais imateriais da Chapada Diamantina, com foco na identificação, documentação e valorização de mestres, mestras, grupos culturais e comunidades tradicionais em cinco municípios do território. A iniciativa promove a salvaguarda, o reconhecimento e a transmissão intergeracional dos saberes e fazeres, com protagonismo comunitário e articulação com a rede pública de ensino. Como contrapartida social, será desenvolvida uma ação integrada de educação patrimonial, envolvendo a criação de uma cartilha pedagógica com jogo educativo, formação de educadores da rede pública de ensino e aplicação em comunidades tradicionais por meio de oficinas, contação de histórias e rodas de conversa, ampliando o acesso, a difusão e o engajamento social na preservação do patrimônio cultural imaterial.
Produto Principal - Inventário Patrimonial ImaterialO Inventário do patrimônio vivo da Chapada Diamantina é uma obra de caráter documental e participativo que reúne saberes, histórias e práticas culturais de mestres, mestras, grupos culturais e comunidades tradicionais dos municípios de Andaraí (com destaque para a Vila de Igatu), Palmeiras, Lençóis, Mucugê e Iraquara. Construído a partir de um processo de escuta ativa e pesquisa de campo, o inventário registra biografias, modos de fazer, expressões culturais e territorialidades que constituem o patrimônio imaterial da região.Mais do que um levantamento técnico, a obra se configura como um instrumento de reconhecimento e valorização das identidades locais, evidenciando a riqueza e diversidade cultural da Chapada Diamantina. Ao sistematizar esses conhecimentos de forma acessível e sensível, o inventário contribui para a preservação da memória coletiva e fortalece o protagonismo das comunidades na salvaguarda de seus próprios saberes.Base estruturante do projeto, o inventário também serve como fonte de conteúdo para as ações de contrapartida social voltadas para educação patrimonial — o jogo educativo, a cartilha pedagógica e as ações formativas —, ampliando seu impacto ao transformar conhecimento tradicional em ferramenta educativa, capaz de aproximar diferentes gerações e estimular o pertencimento cultural nos territórios.Contrapartida Social - Ação de Educação PatrimonialAs ações de Educação Patrimonial do Inventário da Cultura Viva promove uma experiência educativa, interativa e participativa de cinco municípios da Chapada Diamantina, articulando cartilha pedagógica, jogo educativo, formação de educadores e vivências em comunidades tradicionais. Baseada em inventário participativo, a iniciativa transforma os saberes e fazeres de mestres, mestras e grupos culturais em conteúdos acessíveis e lúdicos, estimulando o reconhecimento, a valorização e a preservação do patrimônio cultural imaterial.Por meio de oficinas, capacitações, rodas de conversa e contação de histórias, o projeto fortalece o diálogo entre gerações, forma multiplicadores e amplia o acesso ao conhecimento em contextos escolares e comunitários. Ao integrar ludicidade, educação e protagonismo comunitário, a ação contribui para a transmissão intergeracional dos saberes, o fortalecimento da identidade cultural e a salvaguarda dos patrimônios vivos da Chapada Diamantina.
Objetivo GeralRealizar um inventário participativo dos patrimônios culturais imateriais de cinco municípios da Chapada Diamantina, promovendo a identificação, valorização e salvaguarda de saberes e práticas de mestres, mestras, grupos culturais e comunidades tradicionais, articulado a ações de educação patrimonial que fortaleçam a transmissão intergeracional, o protagonismo comunitário e o reconhecimento do patrimônio vivo no território.Objetivos Específicos 1- Produto Principal - Inventário Patrimonial ImaterialRealizar um inventário participativo dos patrimônios culturais imateriais nos municípios de Andaraí, Palmeiras, Lençóis, Mucugê e Iraquara, identificando e registrando mestres, mestras, grupos culturais, comunidades tradicionais e saberes ancestrais, por meio de escuta ativa, pesquisa de campo e sistematização de informações, garantindo a representatividade e o protagonismo das comunidades locais.2- Contrapartida Social _ Ação de Educação PatrimonialDesenvolver e implementar uma ação integrada de educação patrimonial, baseada nos dados do inventário, por meio da criação e distribuição - igualitária e gratuita - de cartilha pedagógica (com tiragem total de 250 exemplares) acompanhada de jogo educativo interativo (com tiragem total de 15 unidades físicas), aliadas à formação de educadores (com 05 capacitações gratuitas, uma em cada município, para educadores da rede de ensino pública) e à aplicação prática do jogo educativo em cinco comunidades tradicionais dos municípios envolvidos no projeto (com 05 aplicações gratuitas, uma em cada comunidade), possibilitando sua utilização contínua e contextualizada nos ambientes escolares e comunitários.
O projeto "Inventário da Cultura Viva" parte da necessidade urgente de valorização, registro e transmissão dos saberes tradicionais e das expressões culturais imateriais presentes nos territórios da Chapada Diamantina, especialmente nos municípios de Andaraí (com destaque para a Vila de Igatu), Palmeiras, Lençóis, Mucugê e Iraquara. Trata-se de uma região de grande riqueza sociocultural, onde comunidades tradicionais, povos quilombolas e mestres e mestras da cultura mantêm vivos conhecimentos ancestrais que, no entanto, enfrentam riscos crescentes de invisibilização, descontinuidade geracional e pouca inserção nos processos formais de educação.Apesar da relevância desses patrimônios, ainda há uma lacuna significativa de iniciativas estruturadas de Educação Patrimonial que dialoguem com as realidades locais de forma acessível, contínua e atrativa para crianças e jovens. Muitas vezes, o ensino formal não contempla de maneira efetiva os saberes do território, contribuindo para o distanciamento entre as novas gerações e suas próprias referências culturais. Nesse contexto, torna-se fundamental desenvolver estratégias inovadoras que promovam o reconhecimento e a valorização dessas identidades culturais desde a infância.O uso de metodologias lúdicas e participativas, como jogos educativos, apresenta-se como uma solução potente para esse desafio, ao possibilitar processos de aprendizagem mais dinâmicos, participativos e significativos. Inspirado na experiência do Jogo do Patrimônio Vivo de Pernambuco (Recife, Fundarp, 2022), o projeto adapta essa abordagem à realidade da Chapada Diamantina, incorporando um inventário participativo que assegura a escuta e o protagonismo das comunidades locais na construção do conteúdo.Sendo assim, o projeto se justifica por seu caráter estruturante ao integrar diferentes ações — como inventário, cartilha pedagógica, jogo educativo, capacitação de educadores e vivências — ampliando seu alcance, impacto e sustentabilidade. A formação de educadores da rede pública, aliada à aplicação prática do jogo em comunidades tradicionais, fortalece a continuidade das ações para além do período de execução, criando bases sólidas para a consolidação da Educação Patrimonial como prática permanente no território.Ao promover o encontro entre ludicidade, memória e território, a iniciativa contribui para a salvaguarda do patrimônio cultural imaterial e para o fortalecimento da identidade local, do pertencimento e do desenvolvimento sustentável. Sua metodologia apresenta potencial de escalabilidade a nível estadual, podendo ser replicada em diferentes regiões da Bahia por meio de parcerias institucionais. Nesse contexto, propõe também um programa formativo com certificação em patrimônio cultural imaterial para educadores, qualificando professores, agentes culturais e educadores populares, e ampliando o alcance das ações de valorização dos saberes tradicionais.Devido a sua magnitude e o impacto que o projeto pretende gerar, é de extrema importância a utilização do mecanismo de incentivo à cultura. Portanto, naturalmente a proposta se enquadra nos objetivos expressados no art. 1 da Lei 8.313, sendo: Inciso II: "a proteção das expressões culturais das minorias étnicas e sociais, grupos portadores de tradição, e demais manifestações da cultura popular."Inciso III: "o apoio e o incentivo a pesquisas e a estudos que visem à proteção do patrimônio cultural brasileiro." Inciso V: "a preservação dos bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro." Inciso VI: "a proteção de documentos, obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, bem como o apoio a arquivos, museus, bibliotecas, cinematecas e centros culturais." Inciso VIII: "a promoção e a difusão da cultura nacional e regional."Inciso X: "o estímulo à produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória." O projeto também se enquadra plenamente nos objetivos do art. 3 da mesma Lei: Inciso I: "contribuir para a preservação da memória cultural brasileira." Inciso II: "promover a ampla difusão das expressões culturais e assegurar o pleno exercício dos direitos culturais." Inciso III: "proteger as expressões culturais das minorias e das demais manifestações da cultura popular, indígena e afro-brasileira." Inciso IV: "estimular a produção e a difusão de bens culturais de valor universal." Inciso V: "priorizar o produto cultural originário do País." Inciso VI: "garantir aos setores populares o produto de sua participação ativa na cultura."
1. Pré-produção (Meses 1 e 2)Planejamento, articulação e mobilizaçãoMês 1 – Planejamento e articulação institucional1. Reunião de alinhamento da equipe2. Contato com parceiros locais (escolas, associações, comunidades)3. Definição da metodologia do inventário participativo4. Elaboração dos instrumentos de pesquisaMês 2 – Planejamento ampliado e mobilização comunitária1. Mobilização nos territórios e reuniões comunitárias2. Agendamento das visitas de campo3. Ajustes metodológicos a partir das escutas iniciais2. Produção (Meses 3 a 8)Pesquisa, desenvolvimento dos produtos e execução das açõesMês 3 – Inventário participativo (início)1. Início das visitas de campo2. Identificação de mestres, mestras e grupos culturais3. Entrevistas e registros (áudio, vídeo e fotografia)Mês 4 – Inventário participativo (continuação)1. Continuidade das visitas nos cinco municípios2. Sistematização parcial dos dados3. Organização preliminar dos conteúdosMês 5 – Inventário (finalização) + concepção dos produtos1. Finalização do levantamento de campo2. Curadoria dos conteúdos coletados3. Definição da mecânica e estrutura do jogo4. Início da redação da cartilha pedagógicaMês 6 – Desenvolvimento dos produtos1. Criação gráfica e diagramação do jogo2. Produção de textos finais da cartilha3. Revisão técnica e pedagógica4. Validação com parceiros locaisMês 7 – Produção gráfica e preparação das ações formativas1. Impressão das cartilhas (250 unidades)2. Produção dos jogos (15 unidades) (ajustado conforme planejamento geral)3. Planejamento das capacitações e contrapartidas4. Articulação com escolas e comunidades para aplicaçãoMês 8 – Aplicação, capacitação e distribuição1. Realização das capacitações com educadores da rede pública2. Aplicação do jogo com contação de histórias e rodas de conversa em comunidades tradicionais3. Realização das capacitações com educadores da rede pública4. Distribuição dos jogos e cartilhas nos municípios3. Pós-produção (Mês 9)Avaliação e encerramentoMês 9 – Registro e avaliação final1. Aplicação do jogo com contação de histórias e rodas de conversa em comunidades tradicionais2. Registro das atividades (relatórios, fotos e vídeos)3. Avaliação participativa com educadores e comunidades4. Sistematização dos resultados5. Encerramento do projeto
DivulgaçãoA divulgação do projeto será realizada por meio de estratégias integradas de comunicação digital e mobilização territorial, conforme detalhado no plano de comunicação que será anexado ao projeto. Serão utilizadas redes sociais, com produção de conteúdos audiovisuais, publicações periódicas e registros das atividades, além da criação de materiais gráficos para circulação local. A mobilização do público será feita em articulação com escolas da rede pública, comunidades tradicionais, associações locais e pontos de cultura, fortalecendo o engajamento comunitário. Também serão buscadas parcerias com rádios comunitárias e mídias regionais para ampliar o alcance das ações. Os conteúdos produzidos buscarão atender critérios de acessibilidade, com uso de linguagem inclusiva e recursos como legendas e audiodescrição. Todas as peças de divulgação seguirão as diretrizes do Manual de Identidade Visual da Lei Rouanet, com aplicação das marcas do Governo Federal e menção ao mecanismo de incentivo à cultura.Impacto AmbientalO projeto apresenta baixo impacto ambiental, relacionado principalmente ao uso de materiais para produção de conteúdos e à realização de atividades presenciais. Como medidas de mitigação, serão priorizados formatos digitais, uso de papel reciclado, redução de materiais descartáveis e destinação adequada dos resíduos gerados para cooperativa de catadores RECICLAGAP. Sempre que possível, serão estabelecidas parcerias com fornecedores locais, reduzindo a pegada de carbono associada ao transporte.Além disso, o projeto contribui positivamente para o meio ambiente ao promover a valorização dos saberes tradicionais e a educação patrimonial integrada à sustentabilidade, incentivando práticas de cuidado com o território e fortalecendo a relação entre cultura e natureza.
1- Produto Principal - Inventário Patrimonial ImaterialO inventário será desenvolvido com base em princípios da Educação Patrimonial participativa, valorizando a escuta ativa e sensível, o protagonismo comunitário e o reconhecimento dos saberes tradicionais como fontes legítimas de conhecimento.A metodologia adotada inclui: 1. Pesquisa de campo com abordagem qualitativa; 2.Entrevistas semiestruturadas com mestres, mestras e grupos culturais com tempo de atuação superior a 20 anos; 3. Registro audiovisual (áudio, vídeo e fotografia); 4. Construção colaborativa das narrativas com os próprios detentores dos saberes. O processo pedagógico prioriza a valorização da oralidade e da memória coletiva, o respeito às especificidades culturais de cada território, a devolutiva dos conteúdos às comunidades envolvidas, e a produção de conhecimento acessível e aplicável em contextos educativos. O inventário não será apenas um levantamento técnico, mas um instrumento educativo que fortalece identidades culturais e subsidia práticas pedagógicas futuras.O produto final será composto por um documento sistematizado (relatório técnico-pedagógico) contendo: 1. Apresentação institucional do projeto; 2. Metodologia aplicada; 3. Mapeamento dos territórios; 4. Perfis biográficos de mestres e mestras; 5. Descrição de práticas culturais e saberes tradicionais; 6. Registros fotográficos e, quando autorizado, trechos de relatos; 7. Análises e sínteses interpretativas; 8.Considerações finais. O conteúdo será estruturado de forma didática, permitindo sua utilização como material de referência para educadores, pesquisadores e agentes culturais.O inventário será em Formato: A4 (digital), com extensão estimada: 80 a 200 páginas, diagramação: organizada em seções temáticas e territoriais, contendo elementos gráficos como fotografias, destaques de falas, boxes informativos, tipografia: legível e adequada para leitura prolongada, e versão: digital (PDF acessível). O desenvolvimento do inventário ocorrerá ao longo de aproximadamente 6 meses, distribuídos da seguinte forma: 1. Planejamento e metodologia: 1 mês; 2. Pesquisa de campo: 2 meses; 3. Sistematização e análise: 1 mês; 4. Redação e finalização: 2 meses. Para a realização do inventário serão utilizados equipamentos de registro como gravadores de áudio, câmeras fotográficas e/ou celulares, equipamentos básicos de vídeo, e materiais de apoio como fichas de campo e formulários de entrevista, termos de autorização de uso de imagem e fala, cadernos de anotação, e recursos técnicos como computadores para organização e edição dos dados, softwares de edição de texto e imagem e plataformas de software da Produtora Colaborativa da Chapada Diamantina para armazenamento digital.O inventário será disponibilizado em formato digital, e redigido em linguagem clara, visando ampliar o acesso ao conteúdo. Sempre que possível, incluirá descrições de imagens e organização visual que favoreça a leitura por diferentes públicos. O inventário constitui a base para desenvolvimento do jogo educativo, produção da cartilha pedagógica, conteúdo das capacitações e ações de contrapartida social. Além disso, poderá ser utilizado como referência para políticas públicas, ações culturais e iniciativas de salvaguarda do patrimônio imaterial na Chapada Diamantina.2- Contrapartida Social - Ação de Educação Patrimonial2.1 O "Jogo Educativo" será fundamentado nos princípios da Educação Patrimonial crítica e participativa inspirado no “Jogo do Patrimônio Vivo de Pernambuco” (Recife, Fundarp, 2022), cuja cartilha pedagógica será anexada ao projeto como referência metodológica, utilizando a ludicidade como ferramenta de aprendizagem significativa. A proposta pedagógica busca estimular o reconhecimento do patrimônio cultural imaterial, valorizar mestres, mestras e comunidades tradicionais, promover o aprendizado por meio da interação e da experiência coletiva e incentivar o pensamento crítico sobre cultura, território e identidade. A metodologia do jogo prioriza a aprendizagem colaborativa, mediação por educadores ou facilitadores, integração entre conteúdo e vivência prática, com faixa etária sugerida a partir de 10 anos de idade. O jogo será composto por um conjunto de elementos físicos e pedagógicos, tendo como componentes principais: 1. 01 tabuleiro ilustrado com mapa simbólico da Chapada Diamantina; 2. 01 conjunto de cartas temáticas (mestres, mestras e grupos culturais); 3. 01 manual de instruções; 4. Marcadores de jogadores; 5. Elementos de apoio (ex: fichas ou pontuação). Como dinâmica do jogo os participantes percorrem o tabuleiro explorando questionamentos, territórios e culturas com cartas que apresentam pessoas ou grupos que representam patrimônio vivo. O jogo pode incluir cooperação e/ou competição e possibilidade de adaptação para uso em grupo ou sala de aula.O manual do jogo terá formato A5 ou A4 dobrado com extensão de 8 a 16 páginas. O conteúdo do manual será composto por regras, objetivos, sugestões pedagógicas, com linguagem clara, acessível e ilustrada. As cartas contará com uma quantidade estimada de 40 a 80 cartas no formato padrão (aprox. 6x9 cm ou similar) e impressão colorida. O Tabuleiro será em formato dobrável, dimensão aproximada em A3 ou superior e impressão colorida em material resistente.A tiragem contará com uma produção total de 15 unidades físicas do jogo, com distribuição de 3 unidades para cada município participante, destinado a escolas públicas, bibliotecas, pontos de cultura e comunidades tradicionais.A aplicação do Jogo tem um tempo médio de duração de 20 a 35 minutos por partida, a depender do número de participantes, com número de participantes de 2 a 10 jogadores (adaptável), com faixa etária sugerida a partir de 10 anos de idade, e com aplicação mediada ou autônoma, para uso contínuo em atividades pedagógicas e comunitárias. O jogo poderá ser produzido com os seguintes materiais físicos: 1. Papel cartão ou couché de alta gramatura (cartas e tabuleiro); 2. Impressão offset ou digital; 3. Acabamento resistente (laminação ou verniz); 4. Embalagem (caixa ou envelope personalizado). Para os recursos técnicos serão contratados profissionais para produção de um design gráfico, ilustração temática, e revisão pedagógica e editorial. O jogo será desenvolvido considerando princípios de acessibilidade, incluindo o uso de tipografia legível, contraste de cores adequado, manual com linguagem simplificada e possibilidade de mediação adaptada, versão digital do manual, materiais complementares com audiodescrição e vídeos explicativos com Libras. O jogo será utilizado como ferramenta pedagógica em escolas públicas, instrumento de Educação Patrimonial, recurso para atividades culturais comunitárias e apoio às ações formativas do projeto. Além disso, promove a integração entre gerações, valorização da cultura local e o fortalecimento da identidade territorial. O jogo é diretamente alimentado pelo inventário e articulado com a cartilha pedagógica, a capacitação de educadores e ações de contrapartida social, configurando-se como o principal instrumento de interação do projeto.
Gislene Moreira - Pesquisa/Conteúdo Professora da UNEB e pós-doutorado em Comunicação e transição energética na Chapada Diamantina pela UERJ. É doutora em Ciências Sociais e Políticas pela Flasco (México), com a tese premiada pelas Alas/Clacso como uma das dez melhores da área na América Latina em 2011. Mestre em Cultura e Sociedade pela UFBA; Graduada em Comunicação Social pela UNEB. É autora dos livros “Sertões Contemporâneos” (Eduneb/Edufba, 2018), obra sobre as transformações socioculturais no Semiárido Século XXI, “Munturo” (2023), obra sobre os movimentos biorregionais, estéticos e ecocríticos que emergem da relação corpo-terra no semiárido baiano, e “As Aventuras de Chicó” (2024), um livro infantojuvenil que mistura fantasia, aventura e conscientização ambiental no cenário da Chapada Diamantina. Moreira também é atriz e performer dos espetáculos “Sertões Contemporâneos” e “As Aventuras de Chicó - O Paredão Tapuya” com apresentações em diversas feiras e festas literárias na Bahia e no mundo. Atualmente, se dedica a discutir cultura e comunicação junto aos movimentos sociais e ambientais da Chapada Diamantina.Douglas Castro - Coordenação Geral/Produção ExecutivaEcologista com atuação consolidada na Chapada Diamantina, com experiência em coordenação, elaboração e gestão de projetos culturais e socioambientais voltados à valorização de territórios tradicionais, regeneração etnoecológica e fortalecimento de redes comunitárias. Possui especialização em gestão de grupos e saúde mental em interface com povos e comunidades tradicionais, promovendo processos participativos e integrados entre cultura, meio ambiente e desenvolvimento local. Idealizador e coordenador do projeto “Regeneração Etnoecológica do Quilombo de Serra Negra e Requalificação de seu Sítio Arqueológico no entorno do Parque Nacional da Chapada Diamantina”, iniciativa apoiada pelo ISPN que articula conservação ambiental, patrimônio cultural e protagonismo comunitário. Produção Geral: Exposição Eco Vozes (2024) - 5 mostras de artes visuais com fotografias, pinturas, esculturas, ilustrações e mosaicos de artivistas e mestres da cultura popular da Chapada Diamantina; Festa Literária Flora (2024) - lançamentos de 3 livros de escritores da Chapada Diamantina com programação diversa; Festa do Equinócio (2023, 2024) - festival socioambiental que reuniu música, pintura, cinema, gastronomia tradicional, oficinas educativas e ações ambientais; Ecocine Capão (2022, 2023, 2024, 2025) - mostra de curta metragem com temática socioambiental para o público infantil acompanha de atividades educativas; Campanha Ambiental Plante Água (2024, Festival de Jazz do Capão e Suzano S.A); Curso para coletores de sementes nativas em seis municípios da Chapada Diamantina (2023-2024); Rede de Sementes da Chapada Diamantina, envolvendo 18 comunidades tradicionais da Chapada Diamantina (2022-2025) - gestão e mapeamento social.Caio Carvalho - Coordenação de ProduçãoCoordenador de Produção e Audiovisual. Formado em Criação Publicitária e Design Gráfico, possui experiência em produção cultural e criação audiovisual. Acumula experiência na coordenação de produção executiva de projetos visuais como o Para Choque Cultural (2019), em São Luís. Diretor Artístico do programa Daqui (2018-2020), exibido na TV Mirante, afiliada da Rede Globo no Maranhão. Atuou como diretor e coordenador de pós-produção audiovisual na Captura Produções, durante quatro anos na capital maranhense, atendendo clientes como Vale do Rio Doce, Alcoa, Equatorial e Potiguar. Atualmente, faz parte do núcleo de criação do projeto Narrativas de Brasis, tendo atuado na equipe de arte do webprograma audiovisual homônimo exibido pela Mídia Ninja, em 2021, e pela TVE Bahia, em 2022, e do livro digital Conversações (2023) e Mostra Itinerante Revoada Brasileira (2024).Joás Brandão - Mobilização Social/Educação PopularMestre Griô, Artista Plástico, Ator, Contador de Histórias, Percussionista, Educador e Ativista Ambiental. Desde a década de 90 é referência como contador da história da "Lenda do Pai Inácio" com inúmeras apresentações no Morro do Pai Inácio. Percussionista de tambor em grupos e celebrações tradicionais do Jarê na Chapada Diamantina e Festas de São Cosme e Damião. Ator e diretor da apresentação teatral pós-moderna “A Via Crucis do Lixo” desde os anos 2000. Ator e diretor da apresentação teatral “Livusia” (2024). Artista plástico de obras e esculturas construídas a partir do reaproveitamento de resíduos sólidos exibidas em exposições (Ex: Eco Vozes, 2024) e inúmeras intervenções em escolas da região e datas comemorativas com instalações e performances itinerantes com figurino reciclados em conjunto com Grupo de Teatro do GAP. Criador de adereços para peças de teatro de bonecos premiada e adaptada para rádio de direção de Victoria Stephanie, com temática sobre o lixo. Homenageado entre os 3 Ambientalistas da década pela Revista Caminhos da Terra (Ed. 2001, por Leonardo Moretti Sakamoto). Homenageado do Prêmio Trip Transformadores pela pela Revista Trip (Ed. 2015). Entrevistado na reportagem “O Luxo do Lixo” pela Mídia Ninja (2022). Atualmente é Diretor Geral do Grupo Ambientalista de Palmeiras (GAP), um Ponto de Cultura reconhecido pelo Minc, onde atualmente atua com o Projeto “Fantasias Recicláveis” (contemplado pela PNAB/Bahia), dentre outras ações socioambientais diversas no interior e no entorno do Parque Nacional da Chapada Diamantina.
No campo da acessibilidade em Língua Brasileira de Sinais (Libras), as ações de contrapartida social contarão, com a presença de intérprete de Libras, garantindo a participação de pessoas surdas. Adicionalmente, serão produzidos vídeos explicativos sobre o uso do jogo com interpretação em Libras, ampliando o acesso ao conteúdo pedagógico. O projeto também prevê a realização de visitas sensoriais e atividades adaptadas, durante as ações de contrapartida social, com propostas que estimulem diferentes formas de percepção — tátil, auditiva e visual — permitindo uma experiência inclusiva com o jogo e os conteúdos culturais. Essas ações poderão incluir o manuseio de materiais, narrativas orais e dinâmicas conduzidas de forma acessível e mediada.Em relação à audiodescrição, o projeto prevê a adaptação de conteúdos visuais do jogo e da cartilha por meio de roteiros descritivos, possibilitando que pessoas com deficiência visual compreendam imagens, ilustrações e dinâmicas propostas. Essa acessibilidade será aplicada tanto nas atividades presenciais, com mediação oral, quanto em materiais digitais de apoio.No que se refere à legendagem descritiva, conteúdos audiovisuais produzidos pelo projeto (como vídeos explicativos e registros) contarão com legendas que incluam não apenas falas, mas também descrições de sons e contextos relevantes, garantindo melhor compreensão para pessoas surdas ou com deficiência auditiva.Complementarmente, toda a equipe envolvida será orientada a adotar práticas inclusivas e linguagem acessível, assegurando que as atividades sejam conduzidas com sensibilidade às diferentes necessidades dos participantes.Para ampliar o acesso de pessoas com deficiência visual, existe a possibilidade de no futuro seja produzida uma versão da cartilha em formato digital acessível, compatível com leitores de tela. Além disso, também há no futuro a possibilidade de adaptar o jogo educativo para braille.
O projeto “Inventário da Cultura Viva” adotará um conjunto de estratégias voltadas à democratização do acesso aos seus produtos e ações, garantindo ampla participação de públicos diversos, com prioridade para estudantes da rede pública, comunidades tradicionais e populações em situação de vulnerabilidade social nos municípios de Andaraí, Palmeiras, Lençóis, Mucugê e Iraquara.Todas as atividades do projeto serão realizadas de forma gratuita, incluindo a participação nas ações formativas, o acesso aos materiais pedagógicos e a participação nas atividades de aplicação do jogo. Serão produzidos e distribuídos gratuitamente 15 jogos educativos e 250 cartilhas pedagógicas, destinados prioritariamente a escolas públicas, bibliotecas, pontos de cultura e comunidades tradicionais, garantindo o acesso contínuo aos conteúdos desenvolvidos.O projeto também prevê a realização de ações presenciais descentralizadas, levando as atividades diretamente aos territórios, incluindo comunidades rurais, quilombolas e tradicionais, ampliando o alcance para além dos centros urbanos e promovendo a inclusão territorial. As atividades serão desenvolvidas em espaços acessíveis e com metodologias adequadas a diferentes faixas etárias e contextos socioculturais.No campo da acessibilidade comunicacional, a cartilha será elaborada com linguagem simples e didática, e será disponibilizada gratuitamente em formato digital. Sempre que possível, serão incorporados recursos de acessibilidade, como materiais complementares em formatos inclusivos, visando ampliar o alcance a pessoas com deficiência.A capacitação gratuita de educadores da rede pública de ensino atuará como estratégia estruturante de democratização, formando multiplicadores locais aptos a utilizar os materiais de forma contínua, ampliando o impacto do projeto ao longo do tempo. Além disso, as vivências para aplicação do jogo com contação de histórias e rodas de conversa em comunidades tradicionais, garantirão o retorno direto dos resultados às populações envolvidas no processo de produção do projeto.Por fim, o projeto contribuirá para a descentralização do acesso à cultura, ao ser realizado integralmente em municípios do interior da Bahia, promovendo o reconhecimento e a valorização do patrimônio cultural imaterial da Chapada Diamantina como instrumento de inclusão social, fortalecimento da identidade cultural e desenvolvimento local sustentável.