Início: 30/03/2027Término: 30/11/2027Aceite: 30/03/2026
O projeto prevê a realização da 8ª edição do Festival Panela do Jazz, prevista para o ano de 2027, intitulada: "Arte e Cultura em Movimento Armorial"; contando com três dias de programação cultural gratuita com shows de música instrumental brasileira jazzística, mesa redonda com roda de diálogo, apresentações de grupos da cultura popular nordestina, teatro de mamulengo e feira de economia criativa sustentável. A proposta inclui ações paralelas de formação em música e capacitação técnica de mulheres empreendedoras e alunos da rede pública de ensino, além de ações de turismo regenerativo e de educação ambiental como parte da programação oficial do festival.
OBJETIVO GERAL:Realizar a 8ª edição do Panela do Jazz em 2027, ampliando e qualificando as ações socioculturais, de fruição artística, formação de público e desenvolvimento econômico promovidas pelo festival, com foco na valorização da música instrumental brasileira, da cultura popular pernambucana e do território do Poço da Panela/Recife como espaço de convivência e laser para a população recifense. O projeto busca, ainda, fortalecer práticas de desenvolvimento sustentável, inclusão socioprodutiva e participação comunitária, consolidando o Panela do Jazz como plataforma cultural comprometida com a biointeração socioeconômica, ambiental e cultural da região, com capacidade de gerar impacto positivo, renda, pertencimento e legado territorial.OBJETIVOS ESPECÍFICOS (METAS QUANTITATIVAS):1. Realizar a 8ª edição do Festival Panela do Jazz nos dias 12, 22 e 23 de outubro de 2027, na cidade do Recife/PE, com ações formativas preparatórias, ativação de turismo regenerativo no litoral norte ou sul de Pernambuco, programação infantojuvenil para o dia das crianças e evento principal com dois palcos instalados no sítio histórico do bairro Poço da Panela, fortalecendo a descentralização e democratização do acesso à cultura, a valorização da música instrumental brasileira e a promoção do turismo cultural no estado;2. Realizar seis (06) shows gratuitos de música instrumental brasileira jazzística no Palco Panela do Jazz, com destaque para artistas pernambucanos e convidados de projeção nacional e internacional, em diálogo com a musicalidade popular nordestina e com o eixo curatorial "Arte e Cultura em Movimento Armorial", em homenagem ao centenário de Ariano Suassuna;3. Promover quatro (04) apresentações de grupos e expressões da cultura popular pernambucana no Polo Cultura Popular, integrando a programação oficial do festival por meio da valorização de manifestações tradicionais vinculadas ao universo simbólico e estético do Movimento Armorial, tais como caboclinho, maracatu rural, cavalo-marinho e boi de raiz popular;4. Desenvolver uma (01) programação infantojuvenil especial para o dia da criança (12/10), com ações voltadas à formação de público e ao acesso lúdico ao teatro de bonecos tradicionais do Nordeste _ Patrimônio Imaterial registrado pelo IPHAN _, por meio da realização de uma (01) oficina de Dedoche/Boneco de Dedo e a apresentações de até quatro (04) espetáculos de teatro de mamulengo;5. Implantar uma (01) edição da Feira Olegarinha de Artes da Mulher no dia do evento principal do Festival Panela do Jazz, com a participação de até quarenta e cinco (45) estandes destinados à exposição e comercialização de produtos artesanais, autorais e sustentáveis, contemplando segmentos como moda, decoração, artesanato e gastronomia, com prioridade para mulheres da economia criativa local, especialmente afroempreendedoras e representantes de territórios periféricos e comunidades tradicionais;6. Promover duas (02) ações integradas de artes visuais dentro da programação oficial do evento principal Festival Panela do Jazz, sendo:- Uma (01) intervenção de pintura ao vivo, intitulada "A Estética do Jazz nas Artes Plásticas: Xilogravura Armorial";- Uma (01) exposição de artes, ampliando a transversalidade entre música, imagem e as artes plásticas desenvolvidas por artistas locais.7. Realizar uma (01) cerimônia de abertura do Panela do Jazz 2027, composta por uma (01) mesa-redonda em formato de roda de diálogo e escuta compartilhada, reunindo artistas, músicos, mestres e mestras da cultura popular, pesquisadores, agentes culturais, representantes institucionais e demais públicos estratégicos vinculados ao projeto, finalizando com uma (01) jam session com artistas convidados;8. Ofertar quatro (04) ações formativas, sendo:- Duas (02) masterclasses de música, voltadas ao aprofundamento técnico e artístico em temas como harmonia funcional e improvisação;- Duas (02) oficinas de capacitação, sendo uma focada na confecção de pífanos e outra em gestão, inovação e consumo no empreendedorismo feminino, direcionadas a estudantes, músicos, profissionais da indústria criativa e demais interessados.9. Realizar uma (01) vivência de turismo regenerativo e educação ambiental, por meio de um (01) passeio ecoeducativo pelo Rio Capibaribe, com foco na sensibilização ecológica, na valorização da paisagem cultural do Recife e no estímulo a práticas sustentáveis e de pertencimento territorial. Implantar uma (01) Estação de Coleta Seletiva nos polos centrais de realização do festival, assegurando gestão ambientalmente responsável dos resíduos sólidos gerados e contribuindo para práticas de economia circular e educação socioambiental;10. Implementar um (01) conjunto de ações de compensação ambiental e mitigação de impactos, por meio das seguintes entregas quantitativas:- Doação e/ou plantio de até trinta (30) mudas nativas, destinadas a áreas degradadas ou ações equivalentes de compensação ecológica;- Implantação de sistema de iluminação e alimentação energética com fontes renováveis e de baixo impacto, mediante parceria técnica especializada;- Produção de 100% do material gráfico e de comunicação impressa com uso de materiais sustentáveis, reciclados, certificados e/ou reutilizáveis;- Destinação do material de lona utilizado na comunicação visual para reaproveitamento criativo, contribuindo para práticas de reuso, design sustentável e redução de descarte.
O projeto Panela do Jazz _ Arte e Cultura em Movimento Armorial justifica-se por sua reconhecida relevância cultural, artística e territorial para a cidade do Recife, ao propor a realização da 8ª edição de um festival já consolidado como plataforma de valorização da música instrumental brasileira, da cultura popular pernambucana e da ocupação qualificada do espaço público. Trata-se de uma iniciativa que articula criação artística, memória, formação, economia criativa, inclusão e desenvolvimento local, convertendo o festival em um instrumento de difusão cultural e de fortalecimento da identidade recifense, especialmente na Zona Norte da cidade, onde o projeto se enraíza e produz impacto continuado.A proposta assume, em 2027, o eixo curatorial "Arte e Cultura em Movimento Armorial", em homenagem ao centenário de nascimento de Ariano Suassuna. Essa escolha confere ao projeto elevada densidade conceitual e forte singularidade artística, ao reposicionar o festival a partir de uma das mais importantes formulações estéticas da cultura pernambucana. Mais do que uma homenagem de caráter comemorativo, o projeto propõe uma leitura contemporânea e autoral do legado armorial, reconhecendo-o como campo de pensamento, linguagem e imaginação cultural capaz de seguir produzindo sentido no presente. Nesse enquadramento, o Panela do Jazz assume como horizonte curatorial a afirmação de uma arte jazzística brasileira de raízes populares, operando uma síntese própria entre música instrumental, tradição popular, elaboração estética e territorialidade pernambucana.Essa formulação confere ao projeto um diferencial artístico inequívoco. Ao invés de tratar o universo armorial como referência ilustrativa ou repertório ornamental, a proposta o transforma em fundamento efetivo da programação, da visualidade e do discurso cultural do festival. O protagonismo de sonoridades vinculadas ao pífano, à viola e à rabeca, o diálogo com referências visuais associadas à xilogravura e à imagética armorial, e a presença de manifestações da cultura popular como Cavalo-Marinho, Boizinho, Maracatu Rural e mamulengo estruturam uma edição que afirma a cultura popular como linguagem viva, como força de invenção e como base de sofisticação artística. Com isso, o projeto valoriza patrimônios musicais, visuais e performáticos do Nordeste, especialmente de Pernambuco, ao mesmo tempo em que os reinscreve no campo da criação contemporânea.A relevância da proposta para o Recife também decorre de sua capacidade de fortalecer a música instrumental brasileira a partir de referências territoriais próprias. Em vez de operar com modelos genéricos de programação, o Panela do Jazz investe na construção de uma linguagem curatorial enraizada na história cultural do estado, reconhecendo que Pernambuco dispõe de matrizes sonoras, simbólicas e performáticas capazes de sustentar uma produção musical autoral, contemporânea e de alto valor artístico. Nesse sentido, o projeto contribui para o enriquecimento da identidade cultural do Recife, para a valorização de bens materiais e imateriais inerentes ao fazer cultural e para a ampliação da visibilidade de repertórios, artistas e expressões que integram o patrimônio vivo da cidade e do estado.Outro elemento central de sua justificativa reside na forte ancoragem territorial do festival. O Panela do Jazz nasce e se desenvolve no Poço da Panela, transformando as especificidades históricas, culturais e paisagísticas desse território em diretrizes efetivas de concepção e realização. Essa vinculação não é circunstancial: o projeto se estrutura a partir da relação com o bairro, com sua memória, com sua comunidade e com o ecossistema cultural e econômico de seu entorno. Ao fazê-lo, o festival promove não apenas uma programação artística, mas uma experiência de valorização do território, fortalecimento do pertencimento comunitário e ativação de redes locais de trabalho, circulação econômica e participação social. Em um contexto de políticas públicas de fomento, essa dimensão territorial amplia o interesse público da proposta e reforça sua aderência à perspectiva de descentralização e desenvolvimento cultural local.A importância de aprovação do projeto é reforçada, ainda, por seu impacto direto sobre a cadeia produtiva da cultura e sobre a economia criativa do Recife. O festival opera como vetor de circulação econômica e de geração de trabalho e renda, articulando contratações artísticas, técnicas e operacionais com oportunidades para empreendedoras e empreendedores locais. A presença da feira de economia criativa sustentável, das operações gastronômicas e da participação de agentes culturais e fornecedores do entorno demonstra que a proposta não produz apenas fruição simbólica, mas também dinamização concreta do território. Assim, o Panela do Jazz atua como plataforma de desenvolvimento local, capaz de integrar arte, economia e vida comunitária em uma mesma arquitetura de impacto.Esse potencial não se apoia em expectativa abstrata, mas em histórico comprovado de realização. Nas edições recentes, o festival demonstrou capacidade efetiva de mobilização de público, robustez operacional e geração de resultados verificáveis. Em 2024, registrou público estimado de 7.000 pessoas, mais de 300 empregos diretos e indiretos, 45 contratações diretas, 42 estandes na feira e 17 operações gastronômicas, sendo 11 de moradores da comunidade ribeirinha do Poço da Panela. Em 2025, ampliou sua escala, alcançando cerca de 9.000 pessoas, com 10 shows distribuídos em dois palcos, 44 estandes da economia criativa, valoração de mídia estimada em R$ 799.332,75, além de resultados socioambientais expressivos, como 5.841 kg de resíduos recicláveis coletados e 158,2 kg de alimentos doados. Esses indicadores evidenciam capacidade real de entrega, consistência de gestão e relevância pública continuada, qualificando o projeto não apenas por sua intenção, mas por sua trajetória concreta.A proposta também se justifica por sua amplitude de contrapartidas sociais, formativas e cidadãs. A programação foi concebida para além dos shows, incorporando mesa redonda com roda de diálogo, ações formativas em música, apresentações de mamulengo, feira de economia criativa, capacitação de mulheres empreendedoras, turismo regenerativo e educação ambiental. Essa composição amplia o alcance do projeto, diversifica seus públicos e fortalece sua função pedagógica e social. O Panela do Jazz, assim, consolida-se como espaço de formação de público, de circulação de conhecimento, de produção de memória e de experimentação estética, contribuindo para a qualificação da escuta, para a ampliação do repertório cultural da população e para a conexão entre arte, território e cidadania.No campo da inclusão e do acesso, o projeto apresenta aderência substantiva aos princípios contemporâneos de democratização cultural. Sua realização em formato gratuito reduz barreiras econômicas de participação e amplia o acesso da população a uma programação de alta qualidade artística. Além disso, o festival assume compromissos objetivos com diversidade, representatividade, empreendedorismo feminino, participação de artistas e profissionais de diferentes territórios e implementação de medidas de acessibilidade comunicacional e operacional. Essas diretrizes ampliam o alcance social do projeto e reforçam seu mérito público, ao assegurar que a fruição cultural seja acompanhada de mecanismos concretos de inclusão, participação e equidade.Também merece destaque a dimensão socioambiental da proposta. Ao incorporar práticas de sustentabilidade, ações de educação ambiental e mecanismos de gestão responsável, o projeto afirma uma compreensão ampliada de política cultural, na qual cultura, território e meio ambiente se articulam como campos interdependentes de cuidado e transformação. Essa abordagem fortalece a singularidade do Panela do Jazz dentro do ecossistema cultural recifense, ao associar excelência artística a responsabilidade pública, formação cidadã e compromisso com a sustentabilidade.Diante desse conjunto de atributos, o "Panela do Jazz _ Arte e Cultura em Movimento Armorial" apresenta mérito inequívoco para aprovação no Edital Multilinguagens _ Recife Criativo _ PNAB, por reunir, de forma articulada, relevância cultural para o Recife, singularidade curatorial, contribuição ao desenvolvimento da cadeia produtiva, consistência de proposta, histórico de execução, contrapartidas sociais e potencial de repercussão pública. O projeto se destaca por converter patrimônio cultural, criação contemporânea e ação territorial em uma experiência de alto valor público, cultural e simbólico, plenamente compatível com os objetivos do edital e com a função estratégica do investimento público em cultura.Em síntese, trata-se de uma proposta que não apenas realiza programação artística, mas fortalece a identidade cultural do Recife, promove acesso democrático, gera trabalho e renda, ativa redes locais, valoriza patrimônios vivos e amplia a capacidade da política pública de cultura de produzir legado. Por sua excelência artística, consistência institucional, enraizamento territorial e impacto cultural, social e econômico verificável, o projeto apresenta plenas condições de competitividade e aprovação.