Início: 05/04/2027Término: 17/11/2028Aceite: 31/03/2026
O projeto propõe a realização do Festival Folclórico de Nova Olinda do Norte, evento tradicional do interior do Amazonas dedicado à valorização das manifestações populares, folclóricas e identitárias do município. A programação contempla apresentações de quadrilhas, cirandas, bois e expressões culturais locais, com destaque para o fortalecimento do conceito de Boi de Chão, formato artístico que busca consolidar uma identidade própria para o festival a partir de referências amazônicas, indígenas, caboclas, ambientais e comunitárias.Ao reunir apresentações cênicas, musicais, coreográficas e performáticas, o projeto contribui para a difusão da cultura popular amazônica, para a preservação da memória local e para o fortalecimento da cadeia produtiva da cultura no município, envolvendo artistas, técnicos, grupos folclóricos, produtores, fornecedores e a população em geral.
O Festival Folclórico de Nova Olinda do Norte celebra a força das tradições populares amazônicas por meio de apresentações de quadrilhas, cirandas, bois e manifestações culturais locais. Com destaque para o conceito de Boi de Chão, a programação valoriza a presença dos brincantes em arena, a teatralidade, a música, a dança, a memória comunitária, a cultura cabocla, as referências indígenas e a biodiversidade da região.Realizado em espaço público, com acesso gratuito e classificação livre, o festival promove o encontro entre arte, tradição e comunidade, fortalecendo o pertencimento cultural da população e difundindo a identidade própria de Nova Olinda do Norte.
Objetivo GeralPromover a valorização, a continuidade e a difusão das manifestações culturais populares de Nova Olinda do Norte por meio da realização do Festival Folclórico, fortalecendo a identidade cultural do município, a participação comunitária, a fruição pública e o reconhecimento das tradições amazônicas, indígenas e caboclas presentes no território. Objetivos Específicos- Realizar três noites de apresentações culturais gratuitas contemplando quadrilhas juninas, cirandas e bois de chão, mantendo a estrutura de três dias consolidada na trajetória de mais de vinte anos do festival;- Consolidar definitivamente o formato "Boi de Chão" como expressão cênica e teatral genuína de Nova Olinda do Norte, diferenciando-se dos demais festivais de referências estaduais;- Apresentar os novos itens do Boi de Chão (Voz da Floresta, Versador, Deusa da Flora, Rainha dos Minerais, Deusa Tribal, Povos Indígenas, Lenda do Boi e Guardiões da Lenda), consolidando a identidade cultural própria dos grupos Corre Campo e Diamante Negro;- Valorizar artistas, grupos folclóricos, técnicos, produtores, brincantes e agentes culturais envolvidos na cadeia produtiva do festival;- Garantir infraestrutura técnica adequada, palco, sonorização profissional, iluminação e estruturas de apoio, para proporcionar condições dignas de apresentação aos artistas e conforto ao público;- Ampliar o acesso da população às manifestações culturais locais, assegurando gratuidade, acessibilidade e condições de circulação e permanência no espaço do evento;- Estimular a formação e a continuidade dos grupos folclóricos locais por meio de visibilidade, apoio logístico e valorização dos brincantes e produtores culturais do município;- Documentar e difundir as manifestações folclóricas por meio de registro fotográfico e audiovisual profissional, ampliando o alcance cultural do festival nas plataformas digitais e preservando a memória cultural do território novolindense.
A realização do Festival Folclórico de Nova Olinda do Norte justifica-se por sua relevância cultural, histórica, social e simbólica para o município e para o Estado do Amazonas. O evento integra a memória coletiva local e constitui um espaço de celebração das manifestações populares amazônicas, reunindo música, dança, teatro popular, narrativas tradicionais, indumentárias, ritmos e modos de expressão vinculados à identidade do território.Ao longo de mais de duas décadas, o festival consolidou-se como uma das principais vitrines culturais de Nova Olinda do Norte, mobilizando grupos folclóricos, brincantes, artistas, técnicos, famílias, visitantes e a comunidade local. Sua realização contribui para a formação de público, a dinamização da economia criativa, a valorização do trabalho artístico e a preservação de práticas culturais transmitidas entre gerações.A proposta ganha relevância adicional pelo processo de fortalecimento de uma identidade cultural própria, especialmente a partir do conceito de Boi de Chão. Essa reformulação busca diferenciar o festival de modelos já consolidados em outras cidades, evitando a simples reprodução de formatos externos e valorizando elementos específicos do território novolindense. O Boi de Chão afirma referências locais, como a cultura cabocla, a presença indígena, a biodiversidade, a floresta, a oralidade, a teatralidade popular e a participação direta dos brincantes em arena.Nesse formato, as apresentações priorizam o corpo, a cena, a música, a narrativa e a expressividade dos grupos, reduzindo a dependência de grandes estruturas alegóricas e ampliando o protagonismo das comunidades. A proposta, portanto, dialoga com a sustentabilidade cultural e simbólica do evento, uma vez que estimula a criação artística a partir de referências próprias, mais próximas da realidade local e das possibilidades de continuidade do festival.O apoio por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura é necessário para assegurar as condições técnicas e operacionais de realização do evento, especialmente no que se refere à infraestrutura, segurança, acessibilidade, comunicação, documentação, contratação de profissionais especializados e suporte aos grupos participantes. Sem uma estrutura adequada, manifestações dessa natureza ficam expostas à precarização, comprometendo tanto a qualidade da fruição pública quanto as condições de trabalho dos artistas e técnicos envolvidos.A proposta enquadra-se nos incisos I, II e III do Art. 1º da Lei Rouanet, ao estimular a produção, difusão e circulação de bens culturais; preservar e valorizar as expressões regionais; e promover o acesso da população às manifestações culturais. Atende, igualmente, aos objetivos do Art. 3º da mesma lei, ao apoiar e valorizar artistas e produtores culturais, proteger expressões dos grupos formadores da sociedade brasileira e propiciar meios para a participação da população na vida cultural da comunidade.Dessa forma, o projeto apresenta pertinência cultural, coerência territorial e relevância pública, sendo administrativamente defensável como ação de incentivo à cultura, difusão de bens culturais, valorização da diversidade e democratização do acesso.
Etapas de Trabalho1. Pré-produção (60 dias)Período destinado ao planejamento e organização geral do festival. Inclui:- Planejamento geral do projeto e alinhamento entre coordenação, produção executiva, comunicação e administração.- Revisão do cronograma de execução e compatibilização com o orçamento aprovado.- Contratação de profissionais técnicos, fornecedores e prestadores de serviço.- Organização documental das contratações, propostas, comprovantes e documentos exigidos para prestação de contas.- Planejamento da infraestrutura necessária ao evento.- Solicitação de autorizações, licenças e anuências pertinentes, quando aplicável.- Planejamento da comunicação e produção de peças de divulgação.- Articulação com grupos culturais participantes.- Planejamento das medidas de acessibilidade e orientação da equipe.- Definição do plano de registro fotográfico e audiovisual.Produção / Execução (10 dias)Etapa de realização das atividades do festival, contemplando:- Montagem da estrutura física do evento;- Instalação e teste de palco, som, iluminação, energia e demais equipamentos técnicos;- Organização de camarins, áreas de apoio, tendas, banheiros e sinalização;- Recepção de artistas, grupos, equipes e fornecedores;- Execução da programação cultural com apresentações de quadrilhas, cirandas, bois e manifestações populares;- Operação de som, luz, palco, apoio técnico e produção de arena;- Atendimento e orientação ao público;- Realização de registro fotográfico e audiovisual;- Ações de comunicação durante o evento;- Desmontagem da estrutura após o encerramento das atividades.Produção / Execução — Concurso/Premiação (10 dias)Etapa de realização das ações relativas à organização, julgamento, classificação e eventual premiação dos grupos participantes:- Elaboração ou validação do regulamento do concurso;- Definição das categorias participantes;- Definição dos critérios de avaliação;- Composição da comissão julgadora, quando aplicável;- Organização das apresentações competitivas;- Apuração dos resultados;- Entrega das premiações previstas no orçamento;- Registro documental da premiação para fins de comprovação..3. Pós-produção (30 dias)Fase dedicada à finalização e avaliação do projeto, incluindo:- Edição dos vídeos e organização dos registros fotográficos;- Prestação de contas administrativa e financeira;- Relatório final de execução;- Divulgação dos resultados e entrega dos produtos culturais (vídeos e materiais de registro) às instituições parceiras e canais de comunicação.
O Festival Folclórico de Nova Olinda do Norte é um evento cultural presencial, realizado em espaço público aberto, com duração de três dias e acesso gratuito à população. A programação contempla apresentações de quadrilhas juninas, cirandas e bois de chão, com destaque para os grupos Corre Campo e Diamante Negro, que representam a identidade cultural local. Cada apresentação tem duração média de 40 a 60 minutos, garantindo diversidade artística e envolvimento do público.O evento contará com palco estruturado, sonorização profissional e iluminação adequada, além de camarins de apoio, tendas de suporte, gradis de isolamento, banheiros químicos e sinalização para acessibilidade física. Serão reservados espaços específicos para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, garantindo conforto e segurança a todos os participantes.Para registro e divulgação, todas as atividades serão documentadas por fotografia e vídeo profissional, incluindo a produção de vídeos institucionais que resumem o evento e serão disponibilizados em plataformas digitais e redes sociais da Prefeitura e parceiros, ampliando o alcance cultural do festival. A comunicação visual do evento inclui banners, faixas, cartazes e materiais digitais acessíveis, garantindo visibilidade e divulgação ampla das manifestações folclóricas apresentadas.
Coordenação Geral - Beatriz Domingues Beatriz Domingues é graduada em comunicação social, é gestora e educadora cultural, especialista em políticas culturais, com mais de 10 anos de atuação no setor cultural. Já atuou como gestora do Associação Difusão Amazonas durante 5 anos e foi assessora especial de projetos do Governo de Brasília. Atualmente, Beatriz é coordenadora da Atrela Agência Cultural, onde lidera projetos de formação e capacitação de agentes culturais no Amazonas, impactando mais de mil pessoas através de formações voltadas para o desenvolvimento e fortalecimento da cultura na região.Produção Executiva - Mikaela RaíchamMikaela Raícham é produtora cultural e consultora de projetos com 7 anos de experiência, especializada em Lei Rouanet e editais nacionais, estaduais e municipais. Graduada em Administração pela UEA, pesquisou economia criativa na Amazônia. Fundadora da Amary Produções, cria projetos interdisciplinares em teatro, dança, música, audiovisual e artes visuais, unindo inovação, impacto social e valorização da cultura amazônica, com foco em grupos minorizados.Coordenação de Comunicação - Loren Luniére Produtora há 20 anos com experiência em turnês pelo Brasil e exterior, Loren Lunière se reinventou durante a pandemia e em 2022 criou a Lunière Produções. Desde então, Loren produziu o show da grande banda internacional Dire Straits e criou labels como o Super Love Festival com Duda Beat, dentre outros eventos. Além da agenda da Lunière Produções, Loren também atende clientes para planejamento e produção de outros eventos. Alguns dos contratantes de grandes eventos e festivais desde 2019, quando retornou ao Brasil: Fábrica de Eventos, MB Eventos, Amazon Best e Manauscult. Contratantes para produção de Experiências Promocionais e Lançamentos: MRV Engenharia, Asatur, dentre outros. Assistente de Produção Institucional - Inã Figueiredo Inã Figueiredo é Bacharel em Turismo e Especialista em Gestão e Produção Cultural pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Atua como Gestor de Projetos na Atrela Agência Cultural e Integra o Núcleo de Incentivo à Cultura. Sua experiência inclui trabalhos como assistente de produção no Festival Amazonas de Ópera (FAO), produtor cultural no Casarão de Ideias, produtor na Companhia de Artes Cênicas. Inã também participou da organização de grandes eventos culturais, como o Festival de Cinema Olhar do Norte, Festival de Teatro da Amazônia.Administrativo - Thayná Lapa Thayná Lapa é formada em Filosofia pela Universidade Federal do Amazonas e atua como assistente administrativa na Atrela Agência Cultural. Com ampla qualificação em gestão e finanças, possui cursos de Introdução ao Orçamento Empresarial pela FGV, Comunicação Empresarial pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Gestão Financeira pelo Sebrae e Elaboração de Termos de Referência para Contratação de Bens e Serviços, conforme a nova lei de licitações, pela Escola Nacional de Administração Pública. Sua experiência e formação contribuem para o suporte administrativo e operacional eficiente em projetos culturais e institucionais da Atrela.
O projeto adotará medidas de acessibilidade física, comunicacional e atitudinal, compatíveis com o espaço de realização e com as características do evento.Acessibilidade físicaSerão previstas áreas de circulação sinalizadas, rampas de acesso e circulação nivelada em todo o perímetro do público, espaços reservados para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, banheiros químicos acessíveis, sinalizados e distribuídos em pontos estratégicos, orientação de fluxo e apoio da equipe de produção. A montagem da estrutura deverá considerar a circulação segura do público e a permanência adequada de pessoas com diferentes necessidades de mobilidade.Acessibilidade comunicacionalOs materiais de divulgação deverão buscar linguagem clara, informações objetivas e formatos digitais que facilitem o acesso ao conteúdo. Quando possível, serão utilizados recursos como legendas em vídeos institucionais, textos descritivos em postagens, sinalização visual no espaço e informações acessíveis sobre programação, horários, localização e gratuidade.Acessibilidade atitudinalA equipe de produção será orientada para acolher o público com respeito, atenção e disponibilidade, prestando informações e apoio quando necessário. O objetivo é garantir que a experiência cultural seja inclusiva, segura e confortável para diferentes perfis de público.
O Festival Folclórico de Nova Olinda do Norte será realizado com entrada gratuita, assegurando a participação da população sem cobrança de ingressos. A escolha por espaço público favorece o acesso de diferentes segmentos sociais e amplia a presença de moradores do município, visitantes e comunidades próximas.As estratégias de democratização de acesso incluem:- Gratuidade integral da programação cultural.- Realização em local de fácil identificação e circulação pública.- Divulgação prévia da programação em meios digitais e materiais de comunicação visual.- Classificação livre, permitindo a participação de pessoas de diferentes faixas etárias.- Adoção de medidas de acessibilidade física e comunicacional.- Registro e difusão de conteúdos do festival em plataformas digitais e redes sociais institucionais, ampliando o alcance para pessoas que não puderem comparecer presencialmente.- Valorização de grupos locais e da participação comunitária na construção da programação.Essas medidas fortalecem o caráter público do projeto e contribuem para que o investimento incentivado resulte em fruição cultural ampla, acessível e socialmente relevante.