Início: 04/07/2027Término: 01/04/2028Aceite: 01/04/2026
O projeto "Doces Afetos - A Arte diz Não às violências" articula diversas estratégias e ações culturais que combinam arte e ativismo com o intuito de combater a violência estrutural, especialmente o racismo, a homofobia e o feminicídio, nas cidades de Brazlândia, Ceilândia e Taguatinga no Distrito Federal. Ao promover a valorização das culturas periféricas e a inclusão de vozes historicamente marginalizadas, o projeto transforma a cultura em um instrumento poderoso de expressão, diálogo e mudança social. Em cada cidade, ocorrem oficinas artísticas, rodas de crochês (diálogos lúdico com direitos e legislação) e apresentações de espetáculos relacionados à temática proposta: Ceilãndia (racismo); Taguatinga (homofobia) e Brazlândia (feminicídio). Todas as atividades são gratuitas.
Sinopse das Oficinas do Projeto "Doces Afetos - A Arte diz Não às violências"Eixo 1: Ceilândia - A Arte diz Não ao Racismo1. Oficina de Danças Urbanas: Nesta oficina, os participantes são introduzidos às danças urbanas, como o hip-hop e o break, sob a orientação de artistas negros. O objetivo é usar o movimento e a expressão corporal como forma de contestação e empoderamento, promovendo reflexões sobre as experiências de racismo e desigualdade presentes nas comunidades.2. Oficina de DJs: Conduzida por DJs da periferia, esta oficina ensina técnicas de mixagem e produção musical. Os participantes dão voz às suas histórias e realidades através da música, reconhecendo a potência da cultura musical como forma de resistência e protesto contra o racismo.Eixo 2: Taguatinga - A Arte diz Não à Homofobia1. Oficina de Vogue:Nesta oficina, jovens são apresentados à dança vogue, que celebra a diversidade de corpos e identidades. Ministrada por artistas LGBTQIAPN+, a atividade promove a liberdade de expressão, desafiando estereótipos de gênero e encorajando o autoaceitação.2. Oficina de Drags Queens:Focada na arte da performance e transgressão de gêneros, esta oficina permite que os participantes explorem a estética drag como forma de empoderamento. Através da maquiagem e figurinos, os jovens refletem sobre a aceitação e a luta contra a homofobia.Eixo 3: Brazlândia - A Arte diz Não ao Feminicídio1. Oficina de Visagismo:Nesta oficina, mulheres aprendem sobre visagismo, que envolve a harmonização da imagem pessoal pelo uso da maquiagem. Além de incentivar a autoestima, a atividade promove a consciência sobre os impactos da violência de gênero e aprimora a autoexpressão.2. Oficina de Customização:As participantes transformam roupas e acessórios, criando peças personalizadas que refletem suas identidades e histórias. A customização é entendida como uma prática de resistência contra a opressão e uma forma de empoderamento feminino.Rodas de Crochês:Integração entre arte e legislação, onde os participantes aprendem a fazer crochê enquanto discutem sobre as leis de combateàs violências no Brasil. Essa atividade propicia um ambiente acolhedor para diálogos sobre experiências pessoais e coletivas relacionadas à discriminação racial.Espetáculos 1. O Arco-íris no Concreto - Teatro contra a Homofobia"O Arco-íris no Concreto" é uma peça de teatro que explora as vivências de gerações LGBTQIAPN+, trazendo à tona os desafios e a multiplicidade da diversidade. Por meio de personagens cativantes e histórias entrelaçadas, a narrativa aborda o preconceito, a aceitação e a busca por identidade em um ambiente externo hostil. A peça utiliza elementos de humor e drama para capturar as emoções das personagens, enquanto incentiva o público a refletir sobre a importância da inclusão e do respeito à diversidade sexual. "O Arco-íris no Concreto" se propõe a ser um espaço de conscientização e empoderamento, promovendo discussões sobre homofobia e a necessidade de ambientes seguros para todos.2. Vestígios de Noiva - Corpos contra o Feminicídio"Vestígios de Noiva" é uma performance impactante que aborda o feminicídio e a violência de gênero ressignidicando o "vestido de noiva", símbolo do casamento como instituição patriarcal. Artistas usam vestidos de noivas adquiridos em brechós e transformados em obras de arte contra o feminicídio.3. Canto das Letras - Rimas contra o Racismo"Canto das Letras" é um projeto que combina poesia e música para combater o racismo, celebrando as culturas negras e urbanas. Com uma estrutura de open mic, a apresentação permite que artistas locais e jovens da comunidade compartilhem suas vozes e experiências por meio de rimas e versos. As performances abordam temas como identidade, resistência e a luta contra a discriminação racial, criando um espaço para a autoafirmação e resistência cultural. "Canto das Letras" não só enriquece a cena artística local, mas também conecta as pessoas por meio da arte e promove a reflexão sobre a importância da equidade racial.
Objetivo GeralCombater o racismo, a homofobia e o feminicídio por meio de práticas culturais participativas, promovendo a inclusão social e a valorização das identidades periféricas por meio de um conjunto de ações específicas em cada cidade dividida em três eixos.Eixo 1. Ceilândia - A Arte diz não ao racismoa) 2 Oficinas de 8 horas para 20 pessoas ministradas por artistas negros e periféricos, com foco em:1) A arte das danças urbanas2) A arte dos DJs b) ! Roda de crochês: debate lúdico sobre "O que diz a lei sobre o racismo".Eixo 2. Taguatinga - A Arte diz não à homofobiaa) 2 Oficinas de 8 horas para 20 pessoas realizadas por artistas LGBTQIAPN+ com foco em:1) A arte do vogue para jovens2) A arte das drags queensb) Roda de Crochês: debate lúdico sobre "O que diz a lei sobre a homofobia".Eixo 3. Brazlândia - A Arte diz não ao feminicídioa) 2 Oficinas de 8 horas para 20 pessoas realizadas por artistas mulheres, com foco em:1) A arte do visagismob) A arte da customização b) 1 Roda de Crochês: debate lúdico sobre "O que diz a lei sobre o feminicídio". Ações comuns as todas as cidades:3 Apresentações públicas da performance Vestígios de Noiva - Corpos contra o feminicídio3 Apresentações públicas do projeto Canto das Letras - Rimas contra o racismo3 Apresentações públicas da peça O Arco-íris no Concreto - Teatro contra a homofobiaSobre as Rodas de Crochês:As três rodas de conversa temáticas, abordando "O que diz a lei sobre racismo, homofobia e feminicídio", tem participação de artesãs que fazem e ensinam pontos de crochês ao público enquanto especialistas, advogados e lideranças locais apresentam e debatem o tema. Essas rodas serão realizadas em espaços abertos como praças ou pátios de escolas.Objetivos Específicos1. Fomentar espaços de criação e reflexão artística para jovens negros, mulheres e pessoas LGBTQIAP+.2. Contribuir para a formação cidadã através de oficinas e rodas de conversa sobre direitos e legislações.3. Estimular o protagonismo de artistas negros e periféricos, reconhecendo suas trajetórias e linguagens.4. Sensibilizar a sociedade sobre a importância da cultura na luta contra as violências estruturais.5. Oferecer oficinas, rodas de conversa e espetáculos que abordem direitos, legislações e estratégias de enfrentamento das violências.-8. Fomentar a criação artística e o protagonismo de jovens negros, mulheres e pessoas LGBTQIAP+.9. Estimular parcerias entre coletivos locais, escolas, ONGs e órgãos públicos para fortalecer redes de apoio e articulação comunitária.10. Garantir acessibilidade e inclusão, ampliando o alcance das atividades e promovendo participação de diferentes públicos.Contribuir para a formação cidadã e para a transformação social por meio da sensibilização sobre a importância da cultura como ferramenta de enfrentamento das violências.Metas (Quantificadas)• 6 oficinas temáticas de 8 horas cada, em diversas linguagens artísticas, para até 120 pessoas.• 3 rodas de crochê temáticas sobre legislação e direitos relacionados ao racismo, homofobia e feminicídio abertas ao público.• 3 sessões do projeto "Canto das Letras" focadas em culturas negras e urbanas em espaço cultural para 100 pessoas.• 3 apresentações do espetáculo "O Arco-íris no Concreto" para debates sobre diversidade e inclusão em espaço cultural para 100 pessoas.• 3 apresentações da performance "Vestígios de Noiva" em locais de grande circulação contra o feminicídio para 500 pessoas.
"Doces Afetos - A Arte diz Não às violências" é uma proposta que incorpora os objetivos centrais dos artigos 1º e 3º da Lei Rouanet, traduzindo-os em ações concretas que promovem a inclusão cultural, a democratização ao acesso cultural e o fortalecimento de identidades em comunidades vulneráveis. Em seu escopo de ações, e reconhece e celebra a diversidade, busca transformar a sociedade por meio da arte e reafirma o papel da cultura como motor de mudança social, alinhando-se com as visões de um futuro mais justo e igualitário.Ao implementar ações culturais inovadoras nas cidades de Brazlândia, Ceilândia e Taguatinga, no Distrito Federal, regiões marcadas por uma rica diversidade cultural, mas também por desafios sociais e estruturais significativos, a proposta nasce da necessidade de enfrentar o racismo, a homofobia e o feminicídio, articulando práticas artísticas como instrumentos de transformação e inclusão. A valorização da cultura periférica e a promoção de espaços de diálogo e formação fortalecem jovens negros, mulheres e pessoas LGBTQIAP+, potencializando seu protagonismo e ampliando o acesso à cidadania. Brazlândia, Ceilândia e Taguatinga concentram populações vulnerabilizadas, com índices elevados de violência, desigualdade social e discriminação. Segundo dados do Atlas da Violência e de pesquisas locais, o Distrito Federal apresenta casos recorrentes de racismo institucional, homofobia e feminicídio, especialmente nas regiões periféricas. Ceilândia, por exemplo, possui uma das maiores concentrações de jovens negros do DF, enquanto Taguatinga e Brazlândia enfrentam desafios relacionados à violência doméstica e à invisibilidade das minorias. Nesse sentido, "Doces Afetos - A Arte contra as violências" está plenamente alinhada com os princípios estabelecidos nos artigos 1º e 3º da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991). O artigo 1º define como objetivo da lei o apoio e fomento à cultura nacional, valorizando a diversidade e promovendo o acesso democrático às manifestações culturais. A proposta, ao propor ações inovadoras em regiões periféricas do Distrito Federal, busca justamente democratizar o acesso à arte, fortalecer identidades culturais locais e combater a exclusão social. O artigo 3º da Lei Rouanet estabelece como finalidades prioritárias o estímulo à formação cultural e ao fomento de artistas locais. A iniciativa Doces Afetos responde diretamente a essas diretrizes ao trazer, tendo o teatro como núcleo central, propostas artísticas que incentivam o crescimento da cadeia da economia criativa. Vale destacar que, ao potencializar o protagonismo de jovens negros, mulheres e pessoas LGBTQIAP+, a proposta atua na valorização das culturas periféricas, no fortalecimento dos vínculos comunitários e na ampliação do acesso à cidadania. A realização das ações culturais nesses territórios é justificada pela urgência em criar espaços seguros de expressão, aprendizagem e fortalecimento comunitário. A cultura, ao ser utilizada como vetor de articulação, favorece a construção de vínculos e estimula mudanças de mentalidade, mobilizando diferentes segmentos da sociedade para o enfrentamento das violências estruturais. A presença de coletivos artísticos, escolas públicas engajadas e organizações sociais nas três cidades oferece terreno fértil para ações colaborativas, garantindo capilaridade e impacto social ampliado. Além disso, a valorização de artistas negros, periféricos e LGBTQIAP+ é fundamental para romper com narrativas excludentes e promover representatividade. O projeto propõe-se como resposta concreta à necessidade de democratizar o acesso à cultura, estimulando o protagonismo das comunidades locais e contribuindo para a redução das desigualdades. A persistência do racismo, da homofobia e do feminicídio no Brasil demanda respostas efetivas e inovadoras. A proposta justifica-se, portanto, pela necessidade de criar espaços seguros e acolhedores para populações vulnerabilizadas, oferecendo oportunidades de expressão, aprendizagem e fortalecimento de vínculos comunitários. A cultura, neste contexto, assume papel estratégico como ferramenta de transformação, capaz de sensibilizar, educar e mobilizar diferentes segmentos sociais para o enfrentamento das violências estruturais. O envolvimento de artistas negros e periféricos potencializa o impacto, ao valorizar trajetórias que historicamente foram invisibilizadas. Em seu escopo e em conssonância com os princípios de atuação da Neoenergia, a proposta se alinha a diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, destacando-se especialmente em: 1. ODS 4: Educação de Qualidade - O projeto promove a educação por meio de oficinas e atividades que visam a formação cidadã, abordando temas relevantes como racismo, homofobia e feminicídio. Ao oferecer um espaço para a reflexão e a troca de conhecimentos, contribui para uma educação mais inclusiva e acessível. 2. ODS 5: Igualdade de Gênero - A proposta se preocupa com a inclusão de mulheres e a discussão sobre feminicídio, promovendo a igualdade de gênero. As oficinas dirigidas às mulheres e a abordagem de questões de gênero nas rodas de conversa visam empoderar e conscientizar sobre direitos e identidades. 3. ODS 08: Trabalho Decente e Crescimento Econômico - As oficinas artísticas e culturais não apenas buscam a valorização da expressão, mas também podem incluir componentes de desenvolvimento profissional, como capacitações em áreas como gerenciamento de carreira artística, marketing pessoal e empreendedorismo cultural, preparando os participantes para o mercado de trabalho. 4. ODS 10: Redução das Desigualdades - O projeto é um esforço para combater as desigualdades sociais e econômicas, priorizando a inclusão de grupos marginalizados, como a população negra e LGBTQIAP+. As ações visam reduzir a discriminação e promover a equidade entre diferentes grupos e identidades. 5. ODS 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis - As ações do projeto são realizadas em ambientes urbanos, contribuindo para a sustentabilidade das comunidades locais. A valorização da cultura periférica e a promoção de espaços de expressão artística ajudam a fortalecer o tecido social das cidades de Brazlândia, Ceilândia e Taguatinga. 6. ODS 16: Paz, Justiça e Instituições Eficazes - Ao abordar temas como violência, racismo e direitos humanos, o projeto busca promover a paz e a justiça social. As rodas de conversa sobre legislação e direitos são um passo importante para educar e empoderar os participantes, incentivando a construção de uma sociedade mais justa e pacífica. A escolha desses Objetivos de Desenvolvimento Sustentável está diretamente relacionada às questões sociais enfrentadas nas comunidades onde o projeto será implementado. O combate a violências estruturais e a promoção da inclusão são fundamentais para o desenvolvimento social e humano, alinhando-se aos ODS como forma de contribuir para a construção de um mundo mais igualitário e justo. A atuação em áreas como educação, gênero e redução de desigualdades reforça o compromisso do projeto com a transformação social por meio da cultura, ressaltando a importância de uma abordagem integrada e inclusiva. O projeto pode incentivar a criação de microempresas culturais, proporcionando aos artistas e participantes habilidades empreendedoras necessárias para a geração de renda a partir de suas práticas artísticas. A valorização das culturas periféricas pode abrir oportunidades para trabalhos autônomos e festivais culturais. A articulação com organizações locais e órgãos governamentais pode facilitar o acesso de participantes a programas de apoio à economia criativa. Isso pode incluir o apoio a iniciativas que busquem financiamento, divulgação de eventos artísticos e oportunidades de trabalho nos setores relacionados. Ao priorizar a contratação de artistas e agentes culturais locais, o projeto não só fortalece a cultura regional, mas também gera uma economia circular que beneficia a comunidade, contribuindo para a criação de empregos e renda.
Etapas do Projeto Doces Afetos - A Arte diz Não às violências"Pré-produção (dois meses)Mês 11. Planejamento e Pesquisa: semanas 1 a 3. - Assinatura de contratos, apresentação do projeto a equipe, definição do cronograma, escolha dos locais e identificação dos artistas facilitadores para todas as ações. 2. Treinamento da equipe em acessibilidade: semana 4.Mês 21. Articulação de Parcerias: semanas 1 a 32 - Contato e formalização de parcerias com coletivos locais e organizações: semanas 1 a 3.3. Promoção e Marketing: semanas 1 a 4Abertura de redes sociais, confecção de material gráfico, vídeos. Criação de materiais de divulgação e campanhas para atrair os participantes.4. Fechar toda a equipe de acessibilidade - Semanas 1 a 4.Execução (três meses)Mês 3Cidade 1 (Ceilândia)1. Aulas e Oficinas: 1 semana - Realização das 2 oficinas artísticas de 8 horas cada) - A Arte das Danças Urbanas e A Arte do DJ.2. Rodas de Crochê: 1 semana - Realização da rodas de crochê temática sobre legislação contra o racismo: 1 semana3. Canto das Letras - Rimas contra Racismo - 2 Semana 4. Vestígio de noiva - Perfomance contra o feminicídio - 3 semana5. Arco-íris no Concreto - Teatro contra a homofobia - 4 semana,]Mês 4Cidade 2 (Brazlãndia)1. Aulas e Oficinas: 1 semana- Realização das 2 oficinas artísticas de 8 horas cada) - A Arte do Visagismo e A Arte da Customização.2. Rodas de Crochê: 1 semana - Realização da rodas de crochê temática sobre legislação contra o feminicídio: 1 semana3. Canto das Letras - Rimas contra Racismo - 2 Semana 4. Vestígio de noiva - Perfomance contra o feminicídio - 3 semana5. Arco-íris no Concreto - Teatro contra a homofobia - 4 semana,]Mês 5Cidade 3 (Taguatinga)1. Aulas e Oficinas: 1 semana- Realização das 2 oficinas artísticas de 8 horas cada) - A Arte das Drags Queens e A Arte do Vogue.2. Rodas de Crochê: 1 semana - Realização da rodas de crochê temática sobre legislação contra a homofobia: 1 semana3. Canto das Letras - Rimas contra Racismo - 2 Semana 4. Vestígio de noiva - Perfomance contra o feminicídio - 3 semana5. Arco-íris no Concreto - Teatro contra a homofobia - 4 semana,]Pós-produçãoMeses 6 e 71. Avaliação e Feedback: 2 semanas - Coleta de dados e feedback dos participantes e facilitadores para avaliar o impacto do projeto: 2 semanas2. Relatório Final: 4 semanasCompilação dos resultados, aprendizados e impactos, finalizando com um relatório de encerramento.
Proposta de Projeto Pedagógico das OficinasAs oficinas do projeto "Doces Afetos" são tanto uma plataforma de aprendizado quanto um espaço de transformação social. Ao unir arte e ativismo, busca-se estimular a consciência crítica, promover a inclusão e fortalecer as identidades periféricas, criando um ambiente mais justo e igualitário.Objetivo Geral:Combater a violência estrutural, incluindo racismo, homofobia e feminicídio, através de práticas culturais participativas, promovendo a inclusão social e a valorização das identidades periféricas.Eixos do Pedagógicos:1. Ceilândia - A Arte diz Não ao Racismo - Oficina de Danças Urbanas (8 horas): Ministrada por artistas negros, esta oficina abordará a expressão e a resistência cultural através da dança, promovendo a valorização da identidade negra. - Oficina de DJs (8 horas): Focada em ensinar as técnicas de mixagem e produção musical, promovendo a cultura urbana e dando voz a artistas locais. - Roda de Crochê (Debate Lúdico): Uma atividade prática onde os participantes debatem sobre "O que diz a lei sobre o racismo", criando um espaço de aprendizado e reflexão.2. Taguatinga - A Arte diz Não à Homofobia - Oficina de Vogue (8 horas): Ministra a arte do vogue, um estilo de dança que promove a liberdade de expressão e inclusão. - Oficina de Drags Queens (8 horas): Esta oficina capacitará os participantes nas artes performáticas, promovendo a aceitação da diversidade de gêneros. - Roda de Crochê (Discussão): Envolve uma conversa sobre "O que diz a lei sobre a homofobia", permitindo a troca de experiências e o aprendizado sobre direitos.3. Brazlândia - A Arte diz Não ao Feminicídio - Oficina de Visagismo (8 horas): Focada no empoderamento das mulheres, esta oficina abordará temas de autoestima, aparência e expressão pessoal. - Oficina de Customização (8 horas): Capacita as participantes a transformar roupas e acessórios, estimulando a criatividade e a autoexpressão. - Roda de Crochê (Debate): Abordará "O que diz a lei sobre o feminicídio", promovendo uma reflexão profunda sobre a violência contra a mulher e seus desdobramentos.Metodologia: A metodologia das oficinas do projeto "Doces Afetos - A Arte diz Não às violências será centrada em abordagens participativas e inclusivas, visando à formação crítica e ao empoderamento dos participantes. A descrição detalhada da metodologia inclui:1. Aprendizagem Ativa: - As oficinas serão estruturadas de maneira a promover a participação ativa dos participantes. Através de dinâmicas, atividades práticas e exercícios criativos, os envolvidos serão incentivados a expressar suas opiniões, compartilhar experiências e desenvolver habilidades artísticas em conjunto.2. Integração de Teoria e Prática: Cada oficina combinará instruções teóricas sobre o tema abordado (racismo, homofobia e feminicídio) com atividades práticas.AcessibilidadeGarantir que todas as oficinas e eventos sejam acessíveis a pessoas com deficiência, fornecendo:- Espaços adequados e adaptados.- Materiais em braille e áudio caso haja participante com essa necessidade.- Tradução em Libras caso haja participante com essa necessidade.Impactos Esperados- Redução das violências nas comunidades, fortalecendo os vínculos sociais.- Sensibilização da sociedade para a importância da cultura na luta contra violências estruturais.- Fortalecimento do protagonismo de artistas locais, contribuindo para o desenvolvimento econômico e cultural das comunidades.
Sérgio Maggio (Proponente - Direção de Produção) - Formado em jornalismo pela UFBA, com pós-graduação em Marketing e Turismo (UnB) e em Direção Teatral (FADM), e Mestre em Comunicação (UnB) com ênfase em crítica teatral, Sérgio Maggio é jornalista, roteirista, diretor-dramaturgo de teatro, curador, crítico e escritor. Atualmente, cursa a pós-graduação em Escrita em Telenovelas (Unifacha). Foi laureado, em 2010, com o Prêmio Jabuti na categoria livro-reportagem, Conversas de Cafetinas (Arquipélago Editorial). Tem formação completa em roteiro e em roteiro de comédia pela Roteiraria. É corroteirista do documentário Maria Madalena – A Voz do Feminino (Bandplay e Bombozila). Atualmente, está na sala de roteiro do projeto de desenvolvimento de série Copa 1981 (RioFilmes). Com o roteiro Cabaré das Donzelas Inocentes (em captação), ganhou o primeiro lugar do I Concurso de Narratologias (2022) e foi selecionado para PANLAB. Foi consultor de roteiros da I Mostra de Curta-metragem de Campo Grande. Participa de leitura e consultas sobre roteiro em Brasília com o coletivo Rodízio de Roteiro, coordenado pela roteirista Leo Sykes. Na Rádio Cultura FM, foi roteirista do Cultura Indica (2021). Fez roteiros institucionais para a Oceana, maior ONG em defesa dos mares, e Secretaria de Cultura GDF. Foi roteirista do programa Cênicos (NET). Como jornalista, trabalhou no Correio da Bahia, Correio Braziliense e Metrópoles. No teatro, é diretor-dramaturgo do coletivo Criaturas Alaranjadas, com produção, criação e circulação de espetáculos de impacto nacional como os musicais As Canções de Odair José e L, O Musical. Jones Abreu Schneider (Proponente - Ator e coordenador do projeto) - Jones Schneider é um artista multifacetado com formação em Artes Visuais pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Ator, produtor, artista plástico, figurinista e cenógrafo. Tem uma rica experiência na criação de cenários e figurinos, destacando-se em projetos como "Duas Gotas de Lágrimas num Frasco de Perfume", texto e direção de Sérgio Maggio, "O Pedido de Casamento" de Tchecov com direção de Antônia Arteme e "O Tocador da Viola Envenenada" com texto e direção de Sérgio Maggio. Assinou a expografia das exposições "Vestígios de Noiva " e "Corpos que Dançam não Envelhecem". Contribuiu na supervisão dos cenários e figurinos de "Eu Vou Tirar Você Deste Lugar - As Canções de Odair José", "Eros Impuro" e L, O Musical". Concebeu cenários de espetáculos infantis como "A Dura Vida dos Bonecos", "Ser Diferente é Normal" e "O Casamento do Senhor Coelho e a Onça". É responsável pela cenografia e figurinos de "Quase Bornay" e outros espetáculos. Ademais, sua atuação como ator complementa seu percurso artístico, permitindo que ele experimente diferentes facetas da performance teatral.Hugo Leonardo (ator) - é um dos pioneiros da palhaçaria 'Queer' no DF, é ator e professor de artes cênicas licenciado pela UnB. Seu palhaço Gaubi Beijodo surgiu em meados de 2001 e hoje, tanto ele como seu intérprete, completam 24 anos de carreira. Hugo Leonardo foi integrante da Cia Colapso DF, da Cia Italiana de Teatro Ladrão DF, além de prestar serviços artísticos para a BR/SA Coletivo de Teatro e para a Cia Sagrado Riso. Hugo Leonardo também atuou na Coordenação das atividades de palhaçaria em hospitais como Suporte Pedagógico e Artístico da Cia Sagrado Riso, devido sua vasta experiência em palhaçaria hospitalar no Projeto Risadinha - Uma ação pelo riso e pela saúde, projeto em que atuou durante 16 anos. Em 2025 estreia seu espetáculo solo "Os Sonhos de Gaubi Beijodo - a dor e a delícia de se ser quem é!" de sua autoria em parceria com Denis Camargo.Maria Leo Araruna: Maria Léo Araruna (atriz) - é escritora, atriz e mulher trans. Sua pesquisa artística envolve a criação de mundos mitológicos a partir da denúncia às violências de gênero. Seu trabalho mais reconhecido é a performance "Manifesto Trav(Eco)-Ciborgue", a qual ganhou prêmios em festivais teatrais de Brasília e serviu de inspiração para a construção do espetáculo "Transmitologia". E, em 2018, lançou o livro "Bricolagem Travesti", o qual tem como mote a dúvida irrespondível: "Como são fabricadas as travestis?".Além disso, cabe destacar outros trabalhos desempenhado pela artista, como as peças teatrais “Fragmentos” (2019), dirigida por Bernardo Felinto; "O Clube dos Invisíveis" (2023) e “O Jogo de Júlia” (2023), baseado no texto “Senhorita Júlia”, de August Strindberg, ambas dirigidas por Rafael Salmona; a adaptação de “Geração Trianon” (2022) e "Lua, tu és meu Sol" (2024), ambas dirigidas por Ana Flávia Garcia; "O Arco-Íris no Concreto" (2025), dirigida por Sérgio Maggio; e "Clarice em busca do OUTRO" (2025), dirigida por Delson Antunes; e a série “Nós”, distribuída pelo Canal Brasil e dirigida por Anne Pinheiro Guimarães e Gigi Soares. Recentemente, em 2025, realizou sua estreia na direção teatral com o espetáculo "Ridícula - Show", o qual foi indicado na categoria "Originalidade e Inovação" no prêmio Sesc+Cultura do Distrito Federal.Pedro Olivo (ator) - performer, Drag Queen e palhaço. Tem dupla habilitação em artes cênicas (bacharel e licenciatura) pela universidade de Brasília. Sua pesquisa se aprofunda nas linguagens da Palhaçaria e da Drag Queen e na mistura que essas figuras se dão, além de ambas, Pedro também desenvolve pesquisa na área de teatro de máscaras, mímica, humor/teatro físico e cultura queer, estando na cena cultural da cidade a mais de 7 anos. Além disso, estuda e trabalha como visagista, focando sua pesquisa na área de maquiagem para performances, espetáculos teatrais, sessões fotográficas e audiovisual.Wryel Lima (ator e contrarregra) - graduado em Letras–Português pela Universidade de Brasília (UnB). Além de desenvolver trabalhos como assistente de direção, roteirista e assistente de direção de arte. No teatro, participou de espetáculos dirigidos por Sérgio Maggio, Nei Cirqueira, Léo Vaz, Marcelo Lucchesi, Dom Macarius, Dan Kawai, Oliver Oliveira, Tatty Ivo, Bruna Dutra e Maria Léo Araruna. Entre os trabalhos estão “O Arco-Íris no Concreto” (assistente de direção e ator), “A Doutora e o Psiconalta”, “Canto de Antígona”, “Um não sei quê, que nasce não sei onde”, etc. Em 2022, venceu o prêmio de Melhor Ator pelo curta “O Sol Desapareceu”, no projeto Luz, Câmera, Expressão, do programa Jovem de Expressão (Ceilândia-DF). Ademais, atua como arte-educadorAstaruth Lira (coordenadora de acessibilidade) - Artista visual PCD, coordenadora e gestora da performance Vestígios de Noiva. Formada na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes na década de 1990, arte-educadora concursada pelo GDF, produziu projetos patrocinados pelo Fundo de Apoio à Cultura e Lei Paulo Gustavo.Carolina Petitinga (coordenadora pedagógica) - Doutoranda em literatura e psicanálise na Universidade de Brasíla, é produtora e coordenadora pedagógica de projetos culturais como Candanginho - Prêmio de Literatura Infantojuvenil da Secretaria de Cultura do DF. Trabalha com redes sociais de projetos culturais. Observação: As oficineiras são pessoas das comunidades onde o projeto se apresentará, sendo selecionados na fase de pré-produção, dando assim representatividade e pertencimento ao projeto.
Para assegurar a participação plena de todos, o projeto prevê adaptações e medidas inclusivas, tais como: oferta de espaços acessíveis para pessoas com deficiência física, disponibilização de materiais em formatos acessíveis (braille e áudio), tradução em Libras nas rodas de conversa e sessões artísticas, e incentivo à participação de pessoas de diferentes faixas etárias, identidades de gênero e condições socioeconômicas. O compromisso com a acessibilidade reforça o caráter democrático da proposta e amplia seu alcance social.Todas as ações serão planejadas para garantir a participação plena de pessoas com deficiência, diferentes faixas etárias, identidades de gênero e condições socioeconômicas. Serão oferecidos espaços acessíveis, materiais em braille e áudio, tradução em Libras, transporte gratuito para participantes de baixa renda e incentivo à presença de famílias e grupos comunitários. O compromisso com a acessibilidade reforça o caráter democrático do projeto.Ações de Acessibilidade1. Estrutural: Espaços acessíveis para pessoas com deficiência física, adaptação das infraestrutura dos locais e transporte gratuito para participantes de baixa renda.2. Comunicação: Material acessível em braille, áudio e tradução em Libras durante as atividades, assegurando a inclusão de todos os públicos.Libras em todas as sessões do Canto das Letras e O Arco-íris do ConcretoAudidescrição em uma das sessões.3. Atitudinal: Formação de multiplicadores e sensibilização da equipe sobre a importância da inclusão e acessibilidade, garantindo um ambiente acolhedor e respeitoso. Impactos Esperados para Pessoas com Deficiência1. Social: Redução das violências, fortalecimento de vínculos comunitários e aumento da autoestima dos participantes.2. Cultural: Valorização das culturas periféricas e democratização do acesso à arte.3. Educacional: Formação crítica e aumento do engajamento escolar dos jovens participantes.
"Doces Afetos – A Arte diz Não às violências" se apresenta como uma plataforma de democratização da cultura, uma vez que promove a inclusão, acessibilidade e valorização da diversidade. Ao empoderar comunidades historicamente marginalizadas e garantir que a arte e a cultura sejam acessíveis a todos, independentemente de suas condições sociais, de gênero ou de habilidades, o projeto não apenas enriquece o panorama cultural, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. O compromisso com a transformação social por meio da cultura se torna, assim, uma estratégia fundamental para enfrentar e combater as desigualdades profundamente enraizadas na sociedade.Nesse sentido, o projeto oferece para as nove apresentações cênicas 18 ônibus para estudantes de escola públicas e/ou ONGs, além de 3 vans para pessoas cegas.Totalmente gratuita, a proposta "Doces Afetos – A Arte diz Não às violências" pode ser articulada em diversas frentes, contemplando a inclusão social, a acessibilidade, a promoção da diversidade cultural e o empoderamento das comunidades locais. Vamos analisar esses pontos de forma ampla: 1. A proposta busca, de forma contundente, democratizar o acesso à arte e à cultura, que, em muitos casos, se tornam privilégios de poucos. Ao levar oficinas e atividades culturais a regiões periféricas do Distrito Federal, como Brazlândia, Ceilândia e Taguatinga, o projeto transforma essas localidades em espaços de vivência cultural, onde a diversidade é celebrada em vez de ser ignorada. A inclusão de vozes historicamente marginalizadas não apenas enriquece o cenário cultural, mas também promove um sentido de pertencimento e autoestima na população. 2. O compromisso com a acessibilidade é um dos pilares que sustentam a proposta. O projeto proporciona condições para a participação plena de indivíduos com deficiência, assegurando que todos possam usufruir das atividades culturais. Medidas como a oferta de espaços acessíveis, materiais adaptados (em braille e áudio) e tradução em Libras nas rodas de conversa garantem que não haja barreiras para a participação ativa de todos. Isso demonstra uma clara intenção de criar ambientes inclusivos que respeitam as diferenças e promovem a igualdade de oportunidades. 3. "Doces Afetos" destaca as culturas periféricas e suas expressões artísticas, combatendo a homogeneização cultural que frequentemente marginaliza tradições e identidades locais. Por meio da realização de oficinas e rodas de conversa focadas em temas como racismo, homofobia e feminicídio, o projeto não apenas promove o diálogo sobre questões relevantes, mas também valoriza a produção cultural desses grupos. Isso resulta em um enriquecimento do patrimônio cultural, ajudando a construir uma sociedade mais plural e respeitosa. 4. A proposta visa potencializar o protagonismo de artistas negros, mulheres e pessoas LGBTQIAP+. Ao oferecer espaço para que esses grupos consigam expressar suas opiniões e experiências, o projeto fomenta o empoderamento individual e coletivo. A dinâmica das oficinas e a participação em performances artísticas proporcionam habilidades que podem ser aplicadas não apenas na arte, mas também em áreas como empreendedorismo cultural e empregabilidade. Isso é um passo crucial para a criação de redes de apoio e desenvolvimento nas comunidades. 5. Além de promover a cultura, o projeto busca formar cidadãos críticos e conscientes. As rodas de conversa e as oficinas não se limitam a ensinar habilidades artísticas, mas também incorporam discussões sobre direitos, legislações e formas de enfrentamento das violências estruturais. Isso contribui para a formação de uma consciência social e política, incentivando os participantes a se tornarem agentes de mudança em suas comunidades.