Início: 05/01/2027Término: 30/06/2028Aceite: 06/04/2026
Gravação e lançamento de CD pelo Grupo ANGU A PU, coral indígena Guarani, reunindo cantos tradicionais indígenas e duas composições de tributo à Umbanda com atabaque, registradas em mata nativa. O produto inclui versões física e digital, com encarte contendo arte visual, fotografias e letras das músicas, visando a preservação e difusão de saberes sonoros ancestrais.
O produto principal é um CD fonográfico contendo 10 faixas: 8 cantos tradicionais do povo Guarani e 2 composições autorais de tributo à Umbanda e aos seus guias de origem indígena, executadas com atabaque e registradas com captação de campo em mata nativa. O lançamento contempla versão física acompanhada de encarte com arte visual, registro fotográfico e letras em português e guarani, além de distribuição digital em plataformas de streaming. Como produtos secundários e ações formativas, realizam-se 2 oficinas gratuitas de canto tradicional e percussão, ensaios abertos e rodas de escuta comunitária, voltadas à formação de público, à transmissão intergeracional e à valorização de saberes ancestrais. A obra possui classificação indicativa livre, com conteúdo educativo, intercultural e respeitoso às tradições sagradas, promovendo o diálogo entre matrizes indígenas e afro-brasileiras por meio da música, da memória oral e da paisagem sonora ambiental.
OBJETIVO GERAL (PARA QUÊ?)Preservar, valorizar e difundir o repertório musical ancestral do povo Guarani, promovendo o diálogo intercultural com as tradições afro-brasileiras por meio da produção e lançamento de um CD fonográfico, garantindo acesso democrático, acessível e distribuído com caráter social/educativo nos municípios elegíveis do Edital, fortalecendo a memória coletiva, a diversidade cultural e o protagonismo de povos originários no interior do país. OBJETIVOS ESPECÍFICOS (QUAIS? QUANTOS?)--Gravar e masterizar 1 (um) CD fonográfico contendo 10 (dez) faixas, sendo 8 (oito) cantos tradicionais Guarani e 2 (duas) composições autorais de tributo à Umbanda, com registro sonoro em campo na mata nativa e uso de atabaque.--Produzir e distribuir 500 (quinhentas) unidades físicas do CD, acompanhadas de encarte gráfico com arte visual original, registro fotográfico do processo criativo, letras completas das músicas e ficha técnica, atendendo ao Manual de Uso das Marcas do Pronac.--Disponibilizar o acervo em formato digital em no mínimo 3 (três) plataformas de streaming e distribuição aberta, com metadados completos e licença não comercial para fruição pública.--Realizar 2 (duas) ações formativas gratuitas (oficinas de canto tradicional e percussão com atabaque) voltadas a estudantes da rede pública e membros de comunidades tradicionais, beneficiando no mínimo 30 pessoas, com comprovação via listas de presença, plano pedagógico e registros audiovisuais.--Executar o Plano de Distribuição conforme art. 41 da IN MinC nº 29/2026, destinando: 10% para distribuição promocional ao patrocinador, 10% para divulgação do proponente, mínimo de 10% com caráter social/educativo e mínimo de 20% comercializados a até R$ 50,00, assegurando meia-entrada legal quando houver evento de lançamento.--Implementar medidas de acessibilidade e comunicação acessível em 100% das peças de divulgação e no produto digital, incluindo janela de Libras nos registros audiovisuais, legendas descritivas, versão das letras em linguagem simples e garantia de navegação compatível com leitores de tela.
JUSTIFICATIVAA realização deste projeto demanda o apoio do Mecanismo Incentivo a Projetos Culturais (Lei Rouanet) para viabilizar técnica e financeiramente a produção fonográfica de padrão profissional, incluindo captação de áudio em campo na mata nativa, mixagem, masterização, design gráfico acessível, impressão de CD com encarte e estruturação de um plano de distribuição democratizada. O orçamento necessário supera a capacidade de autofinanciamento do coletivo, e o incentivo fiscal permite a captação junto à iniciativa privada, garantindo execução qualificada, redução de barreiras de acesso e sustentabilidade para ações culturais de base no interior, sem onerar os cofres públicos de forma direta.O projeto enquadra-se nos incisos I, III, V e VIII do Art. 1º da Lei nº 8.313/1991, por fomentar a produção e difusão de bens artísticos de caráter educativo e simbólico (I); contribuir para a preservação do patrimônio cultural imaterial e dos saberes ancestrais do povo Guarani e das tradições de matriz africana (III); ampliar o acesso democrático à cultura mediante distribuição gratuita, social e educacional (V); e valorizar a diversidade étnica e regional ao promover o diálogo intercultural entre povos originários e comunidades tradicionais do Vale do Ribeira (VIII).Ademais, a proposta atende aos objetivos do Art. 3º da mesma lei, especificamente os incisos I (estimular a produção, a difusão e o acesso a bens e serviços culturais), II (fomentar atividades culturais descentralizadas e de impacto territorial), III (incentivar a formação e o aperfeiçoamento de recursos humanos, com protagonismo de artistas indígenas, negros e técnicos locais) e V (preservar, difundir e valorizar a diversidade cultural brasileira). Assim, a Lei de Incentivo à Cultura revela-se instrumento indispensável para materializar este registro sonoro, assegurando salvaguarda da memória viva, equidade no acesso e fortalecimento da cidadania cultural nos municípios contemplados pelo Programa Rouanet no Interior.
PRÉ-PRODUÇÃO (Duração estimada: 3 meses / 90 dias)Esta etapa contempla: (i) pesquisa etnomusicológica e seleção de repertório junto a anciãos e mestres Guarani, com registro de anuência das comunidades; (ii) alinhamento conceitual e artístico para integração respeitosa entre cantos tradicionais Guarani e as duas composições de tributo à Umbanda; (iii) planejamento logístico para gravação em campo na mata nativa do Vale do Ribeira, incluindo roteirização de locações, transporte e alimentação da equipe; (iv) obtenção de licenças ambientais e autorizações de gravação em terra indígena, em conformidade com a FUNAI e órgãos competentes; (v) contratação e briefing da equipe técnica (engenheiro de som, fotógrafo, designer, produtor cultural); (vi) ensaios preparatórios do coral ANGU A PU com direção artística, totalizando 10 dias de preparação vocal e instrumental; (vii) cotação e reserva de equipamentos de gravação portátil adequados para ambiente externo; (viii) desenvolvimento do conceito visual do CD e encarte, com aprovação prévia das lideranças Guarani sobre o uso de imagens e símbolos culturais.EXECUÇÃO/PRODUÇÃO (Duração estimada: 3 meses / 90 dias)Esta etapa contempla: (i) gravação em campo na mata nativa das 8 faixas de cantos tradicionais Guarani, com captação de áudio em ambiente real e uso de técnicas de registro etnográfico, totalizando 10 dias de imersão; (ii) gravação das 2 faixas de tributo à Umbanda com atabaque, em espaço sagrado autorizado, com participação de atabaqueiros tradicionais; (iii) sessões complementares de estúdio para mixagem preliminar e correções técnicas; (iv) ensaios abertos e rodas de canto comunitárias gratuitas em Cananéia/SP e Iguape/SP, abertas ao público geral; (v) realização de 2 oficinas formativas gratuitas de "Canto Tradicional Guarani e Percussão com Atabaque", beneficiando no mínimo 60 estudantes da rede pública e membros de comunidades tradicionais, com carga horária de 8h cada; (vi) sessões fotográficas para arte do CD e encarte, com registro do processo criativo e dos territórios de referência; (vii) produção gráfica: impressão de 500 unidades do CD físico com encarte contendo arte visual, fotos, letras das músicas em português e Guarani, e ficha técnica; (viii) implementação das medidas de acessibilidade previstas: gravação de janela de Libras para vídeos promocionais, legendagem descritiva e produção de versão digital das letras em linguagem simples e Braille sob demanda; (ix) distribuição inicial das cotas sociais/educativas para escolas públicas, aldeias Guarani e terreiros de Umbanda da região.PÓS-PRODUÇÃO (Duração estimada: 2 meses / 60 dias)Esta etapa contempla: (i) mixagem profissional e masterização das 10 faixas para padrões de CD físico e plataformas digitais; (ii) registro de direitos autorais e conexos junto ao ECAD e órgãos competentes, com gestão transparente dos repasses aos compositores e intérpretes; (iii) cadastro e distribuição digital do álbum em no mínimo 3 plataformas de streaming (Spotify, Deezer, YouTube Music), com metadados completos e licença não comercial para fruição pública; (iv) finalização do encarte digital acessível, com QR Code no CD físico direcionando para versão online com audiodescrição, Libras e linguagem simples; (v) envio de exemplares para depósito legal na Fundação Biblioteca Nacional e para a Cinemateca Brasileira, conforme exigências da IN MinC nº 29/2026; (vi) realização do evento de lançamento acessível (com rampas modulares, assentos reservados, intérprete de Libras e material em Braille) em município elegível do Vale do Ribeira; (vii) execução do plano de distribuição conforme Art. 41 da IN 29/2026: 10% promocional patrocinador, 10% proponente, mínimo 10% social/educativo gratuito e mínimo 20% comercializado a até R$ 50,00; (viii) compilação de relatórios fotográficos, videográficos, listas de presença das oficinas e comprovantes de distribuição para prestação de contas; (ix) elaboração e envio do Relatório Final de Execução de Objeto e Financeiro no SALIC, dentro do prazo de 60 dias após o término da vigência do projeto.Duração Total Estimada do Projeto: 8 meses (240 dias), dentro do período de execução permitido pelo Edital (01/01/2027 a 31/12/2028). Todas as etapas serão executadas exclusivamente nos municípios elegíveis do Vale do Ribeira/SP (Cananéia, Iguape, Ilha Comprida, Pariquera-Açu ou Registro), conforme item 3.4.1 do Edital de Chamamento Público MinC nº 1/2026.
O projeto ANGU A PU apresenta um encontro artístico e espiritual inédito no cenário da música brasileira: um coral indígena Guarani, guardião de cantos sagrados transmitidos oralmente por gerações, realizando uma homenagem respeitosa à Umbanda por meio de duas composições autorais executadas com atabaque e registradas em ambiente de mata nativa. Esta proposta transcende a produção fonográfica convencional ao promover um diálogo intercultural profundo entre duas matrizes fundantes da identidade brasileira — os povos originários e as tradições de matriz africana —, ambas historicamente marginalizadas e agora reunidas em gesto de reconhecimento mútuo e celebração da diversidade.A nobreza da proposta reside na autenticidade do protagonismo Guarani: não se trata de apropriação ou fusão superficial, mas de um ato consciente de reverência dos cantores indígenas aos Guias de Origem Indígena da Umbanda (Caboclos), figuras espirituais que simbolizam a ancestralidade ameríndia dentro do panteão afro-brasileiro. Ao executar cantos tradicionais Guarani (Xondaro, Xeramõi, Mboraihu) lado a lado com toques de atabaque dedicados a esses guias, o coral ANGU A PU materializa poeticamente a conexão entre territórios sagrados, memórias compartilhadas e cosmovisões que se complementam na defesa da natureza e na valorização dos saberes ancestrais.A exclusividade do projeto manifesta-se em três dimensões: (i) técnica, pela captação sonora em campo na mata nativa do Vale do Ribeira, registrando a paisagem acústica ambiental como elemento composicional e respeitando protocolos éticos de gravação em território tradicional; (ii) artística, pela regência de um coral indígena em arranjos que integram canto coletivo Guarani e percussão ritual de Umbanda, sob orientação de mestres de ambas as tradições; e (iii) simbólica, pela produção de um CD que documenta este encontro como patrimônio imaterial vivo, com encarte contendo letras em português e guarani, glossário cultural e registro fotográfico do processo criativo.Esta proposta alinha-se integralmente aos eixos transversais do Edital: Culturas Tradicionais e Populares (3.3.4), Cultura Afro-Brasileira (3.3.2) e Arte Religiosa (3.3.1), promovendo a salvaguarda de saberes orais, o respeito aos modos de fazer tradicionais e a valorização de celebrações que marcam a vivência coletiva da religiosidade e da memória. Ao fortalecer o protagonismo de artistas indígenas Guarani e de mestres de atabaque de terreiros do Vale do Ribeira, o projeto cumpre o critério 11.2.3 (promoção do protagonismo e diversidade) e contribui para a construção de uma narrativa cultural brasileira mais plural, justa e representativa.Por fim, a execução do projeto em municípios elegíveis do Vale do Ribeira — território de significativa presença Guarani e de comunidades tradicionais caiçaras e de matriz africana — reforça seu impacto territorial e social, promovendo a descentralização do fomento cultural, a formação de públicos para a diversidade e o fortalecimento de redes comunitárias de preservação da memória. Trata-se, portanto, de uma proposta singular, eticamente fundamentada, artisticamente relevante e socialmente transformadora, que merece reconhecimento e apoio por meio do Programa Rouanet no Interior.
PRODUTO PRINCIPAL: CD FONOGRAFICO (VERSIÃO FÍSICA E DIGITAL)Duração: 10 faixas com tempo total estimado entre 45 e 55 minutos. Formato de áudio master: WAV 24bit/48kHz; versão para distribuição digital: MP3/AAC 320kbps. Material físico: CD prensado industrialmente em policarbonato de alta refletividade, estojo digipak ou jewel case em papelão reciclado, encarte interno impresso em papel couché 250g/m² com acabamento fosco e verniz localizado. Paginação do encarte: 12 páginas (incluindo capa e contracapa), contendo arte visual original, fichas técnicas completas, letras das 10 músicas em português e guarani, glossário de termos culturais, créditos fotográficos e de produção, QR Code direcionando à versão digital acessível e logotipos obrigatórios (MinC, Lei Rouanet, Governo Federal e patrocinador), conforme Manual de Uso das Marcas do Pronac. Formato digital: distribuição via agregador em no mínimo 3 plataformas de streaming (Spotify, Deezer, YouTube Music), com metadados completos (ISRC, compositores, intérpretes, produtores) e hospedagem complementar em site próprio com navegação compatível com leitores de tela, contraste elevado e linguagem simples.PRODUTO SECUNDÁRIO: OFICINAS FORMATIVAS (CONTRAPARTIDAS SOCIAIS)Programação: 2 encontros presenciais gratuitos, realizados em municípios elegíveis do Vale do Ribeira. Material didático e logístico: apostila impressa e em PDF acessível (30 páginas), instrumentos de percussão (atabaques, pandeiros, ganzás), sistema de som portátil amplificado, projetor multimídia, tela de projeção, material de consumo (canetas, papel, crachás, kits de acolhimento), reserva de espaço com acessibilidade física e infraestrutura para Tradutor Intérprete de Libras (TILS) quando solicitado. Projeto Pedagógico: público-alvo composto estudantes da rede pública e membros de comunidades tradicionais por turma (total de 60 beneficiários), com seleção por ordem de inscrição e prioridade para grupos em vulnerabilidade social. Conteúdo programático estruturado em 4 módulos: (1) Contextualização histórica e cosmovisão dos cantos Guarani e das matrizes afro-brasileiras no território; (2) Fundamentos do canto coletivo, respiração e técnicas de voz tradicional; (3) Ritmos, toques e manuseio ético do atabaque (alfaias, rufos, bases e levadas); (4) Prática integrada, roda de canto coletivo e avaliação participativa. Metodologia dialógica e intercultural, mediada por membros da comunidade Guarani e mestres de atabaque, com avaliação por lista de presença assinada, registro fotográfico/videográfico, portfólio de atividades e emissão de certificados de participação. Todo o material seguirá as diretrizes do Guia de Acessibilidade do MDHC, com versão em linguagem simples.REGISTRO AUDIOVISUAL E MATERIAL DE DIVULGAÇÃODuração: 3 vídeos documentais/promocionais de 3 a 5 minutos cada, registrando o processo de gravação em mata nativa, as oficinas e depoimentos dos artistas e mestres. Material técnico: captação em resolução 4K, áudio captado com microfones estéreo e ambiente, edição em softwares profissionais (Premiere/DaVinci Resolve), exportação H.264. Acessibilidade comunicacional: todos os vídeos conterão legenda descritiva (LSE), janela de Libras no canto inferior esquerdo e faixa de audiodescrição para elementos visuais não sonoros. Material de divulgação: 10 peças gráficas digitais (PNG/JPG) e 1 press kit em PDF, dimensionados para redes sociais, imprensa e impressão, produzidos em conformidade com as normas WCAG 2.1 de acessibilidade digital e o Manual de Uso das Marcas do Pronac, contendo informações claras sobre cotas de distribuição, preços acessíveis e medidas de inclusão.
ATIVIDADE DO DIRIGENTE/PROPONENTE NO PROJETOO dirigente legal da instituição proponente atuará como Coordenador Geral e Gestor do Projeto, responsabilizando-se pela representação institucional, gestão administrativa e financeira, cumprimento integral da Lei Rouanet e da IN MinC nº 29/2026, e articulação direta com a patrocinadora (Neoenergia). Na fase de pré-produção, coordenará a pactuação ética com as lideranças Guarani, obterá licenças ambientais e autorizações de gravação em território tradicional, e validará o orçamento e cronograma junto à equipe técnica. Durante a execução, acompanhará in loco a captação em mata nativa, garantirá o acolhimento logístico e alimentar da equipe e dos cantores, supervisionará a realização das oficinas formativas e as medidas de acessibilidade, e validará as cotas de distribuição. Na pós-produção, conduzirá a prestação de contas tempestiva no SALIC, enviará o relatório final de objeto, entregará o depósito legal na Fundação Biblioteca Nacional e na Cinemateca Brasileira, e publicará os resultados de democratização e impacto territorial. Participará ativamente de todas as etapas, assegurando transparência, conformidade legal e respeito aos protocolos sagrados das culturas Guarani e de matriz africana.FICHA TÉCNICA E CURRÍCULOS RESUMIDOS DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTESCoordenador Geral e Diretor Artístico (Proponente) – [Nome Completo], gestor cultural e pesquisador de patrimônio imaterial com 10 anos de atuação no Vale do Ribeira. Especialista em mediação entre comunidades tradicionais e políticas públicas de cultura, coordenou 8 projetos incentivados com foco em salvaguarda de saberes ancestrais e formação de públicos.Mestre de Saberes e Consultor Musical Guarani – [Nome Completo], ancião e cantador da comunidade Mbya-Guarani, detentor oral de cantos tradicionais e rituais há mais de 40 anos. Reconhecido pela FUNAI e por coletivos de cultura tradicional como referência na transmissão intergeracional de repertório sagrado, garantindo a autenticidade e o respeito aos protocolos de gravação.Direção Musical e Arranjos – [Nome Completo], maestro e compositor com formação em Etnomusicologia e especialização em músicas de raiz brasileira. Atuou como regente em 5 corais populares e produziu 3 álbuns fonográficos de cultura tradicional, sendo responsável pela estruturação harmônica, integração do atabaque e regência do coral ANGU A PU.Engenheiro de Som e Gravação em Campo – [Nome Completo], técnico de áudio com 8 anos de experiência em captação ambiental e registros etnomusicológicos. Especializado em gravação portátil em ecossistemas de Mata Atlântica, utiliza técnicas de microfonação de baixo impacto e garante alta fidelidade acústica com mínimo interferência na fauna e flora.Mestre de Atabaque e Consultor de Umbanda – [Nome Completo], ogã e percussionista com 15 anos de trajetória em terreiros do litoral paulista e região do Vale do Ribeira. Responsável pela execução dos atabaques nas duas faixas de tributo, orientação rítmica e mediação técnica e espiritual, assegurando o respeito aos fundamentos das tradições de matriz africana.Fotografia e Direção de Arte – [Nome Completo], artista visual e documentarista com foco em culturas tradicionais e afro-brasileiras. Autor de 4 exposições sobre territórios caiçaras e indígenas, será responsável pela capa, encarte, registro fotográfico do processo criativo e construção da identidade visual acessível do CD.Consultoria em Acessibilidade e Divulgação – [Nome Completo], especialista em cultura acessível e tecnologia assistiva, com certificação em audiodescrição e Libras. Atuou em 12 projetos culturais incentivados, implementando medidas de acessibilidade comunicacional e física, e validará todos os materiais digitais e físicos do projeto conforme o Guia do MDHC.Produção Executiva e Contrapartidas Sociais – [Nome Completo], produtora cultural com foco em ações formativas em territórios tradicionais e escolas públicas. Coordenará as 2 oficinas de canto tradicional e percussão, gestão de listas de presença, parcerias institucionais, logística de distribuição das cotas sociais e educaçãois, e compilação dos relatórios de democratização.
ACESSIBILIDADE FÍSICA(para ações presenciais: lançamento, oficinas, contrapartidas sociais)O projeto garantirá acessibilidade física em todas as ações presenciais por meio de: (i) seleção de espaços com piso regular, rampas de acesso ou elevadores, corrimãos e sinalização tátil; (ii) reserva de assentos para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, com espaço para acompanhante; (iii) banheiros acessíveis ou adaptação temporária com barras de apoio e sinalização em Braille; (iv) equipe treinada para acolhimento e orientação de públicos com deficiência, idosas e com mobilidade reduzida; (v) previsão de transporte acessível ou apoio logístico para deslocamento de beneficiários de ações formativas em territórios Guarani e comunidades tradicionais. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO(para o produto principal: CD físico, encarte e versão digital)Para garantir a fruição autônoma do produto cultural, serão adotadas as seguintes medidas: (i) versão física do CD com etiqueta em Braille na capa;(ii) letras das músicas disponíveis em formato digital com opção de fonte ampliada, alto contraste e linguagem simples; (iii) vídeos promocionais e registros do processo criativo com janela de Libras, legendas descritivas (LSE) e audiodescrição dos elementos visuais relevantes; (iv) encarte do CD físico com QR Code direcionando para versão acessível online das letras, créditos e informações do projeto; (v) oficinas de contrapartida social com material pedagógico em formatoi acessível. GESTÃO DA ACESSIBILIDADE(conforme Art. 20 da IN 29/2026)O projeto prevê a contratação de consultoria em acessibilidade cultural para treinamento em vídeo de pessoas envolvidas no projeto.-- Conformidade com a IN 29/2026:Medidas compatíveis com a natureza do produto (Art. 38)Previsão de adaptações razoáveis sem ônus desproporcional (Art. 38, §2º)Uso do Guia de Acessibilidade como referência (Art. 40)Orçamento de acessibilidade dentro do limite de 20% do valor do projeto (Art. 20)Acessibilidade integral ao produto principal e ações formativas.
MEDIDAS DE AMPLIAÇÃO DE ACESSO (Art. 42, IN 29/2026)1-Ensaios abertos e rodas de canto comunitárias: Realização de 2 (duas) sessões presenciais gratuitas nas comunidades Iguape/SP, abertas ao público geral, com tradução simultânea em Libras quando solicitado, permitindo a fruição do processo criativo e o diálogo intercultural.2-Oficinas paralelas de contrapartida social: 2 (duas) oficinas gratuitas de "Canto Tradicional Guarani e Percussão com Atabaque", voltadas a estudantes da rede pública e membros de comunidades tradicionais, com material pedagógico em múltiplos formatos (visual, auditivo, tátil).3-Transmissão digital do processo criativo: Disponibilização na internet de registros audiovisuais do processo de gravação em mata nativa e das oficinas, com janela de Libras, legendas descritivas e audiodescrição, garantindo fruição remota e acessível.4-Ações educativas para formação de público: Parceria com escolas públicas para distribuição de kit pedagógico digital (letras das músicas, contexto cultural Guarani e Umbanda, atividades interdisciplinares), alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).5-Circulação em territórios tradicionais: Entrega presencial de cópias do CD em aldeias Guarani e terreiros de Umbanda da região do Vale do Ribeira, com mediação cultural e roda de escuta coletiva, fortalecendo o vínculo comunitário e a valorização das matrizes ancestrais. Estão previstas visitas às seguintes cidades: Iguape, Ilha Comprida, Cananéia, Pariquera Açu e Registro.