Início: 01/02/2027Término: 30/12/2028Aceite: 08/04/2026
A nova edição do Festival Internacional Diamantino de Circo — Festino realizará, em 2027, uma programação de circo contemporâneo com abrangência em 5 municípios da Chapada Diamantina (Palmeiras, Ibicoara, Lençóis, Mucugê e Andaraí). O Vale do Capão, em Palmeiras, é o principal polo circense da Bahia, e o Festino — primeiro, maior e mais importante festival internacional de circo do estado — vem consolidar esse território como referência cultural nacional e internacional.
ESPETÁCULOS NA LONAApresentações de companhias e artistas selecionados diretamente pela curadoria do Coletivo RIE — grupos locais sediados no Vale do Capão e na Chapada Diamantina, companhias de outras regiões do Brasil e grupos de composição internacional formados por artistas estrangeiros residentes no Brasil. Os espetáculos abrangem linguagens do circo contemporâneo — acrobacia, aéreas, palhaçaria, malabarismo, equilíbrio e teatro físico — em produções de alto nível artístico, realizados no Circo do Capão, Palmeiras. Classificação indicativa: livre para todos os públicos.NOITE DE GALAEspetáculo de encerramento do festival que reúne os 7 melhores números da programação, selecionados pela curadoria do Festino entre todos os artistas presentes — locais, nacionais e grupos de composição internacional residentes no Brasil. Inclui participação de artistas do Projeto Luka, projeto de circo para pessoas com deficiência com mais de 15 anos de trajetória no Circo do Capão. Classificação indicativa: livre para todos os públicos.CORTEJO CIRCENSEProcissão de abertura oficial do festival que parte do Circo do Capão em direção à Vila do Vale do Capão, com música ao vivo, números circenses pelo caminho e ação coletiva de recolhimento de lixo nas ruas. Celebração pública que reúne artistas selecionados — locais, nacionais e grupos de composição internacional residentes no Brasil — e a comunidade em torno da arte e da consciência ambiental. Classificação indicativa: livre para todos os públicos.ESPETÁCULOS DE RUA NA VILA DO VALE DO CAPÃOApresentações circenses em espaço público na Vila do Vale do Capão, ao final do cortejo de abertura, com público estimado de 300 a 400 pessoas. Artistas selecionados pela curadoria do Coletivo RIE — locais, nacionais e grupos de composição internacional residentes no Brasil — levando arte circense de alto nível ao coração da comunidade, de acesso livre e gratuito. Classificação indicativa: livre para todos os públicos.VARIETÉ DE RUA EM CONCEIÇÃO DOS GATOSEspetáculo de variedades circenses em formato de rua, realizado na comunidade rural de Conceição dos Gatos, distrito de Palmeiras. Reúne números variados de artistas locais, nacionais e grupos de composição internacional residentes no Brasil, selecionados pela curadoria do festival, com música ao vivo, levando o Festino a uma comunidade de aproximadamente 150 habitantes. Classificação indicativa: livre para todos os públicos.OFICINAS DE TÉCNICAS CIRCENSES12 oficinas de formação artística ministradas por artistas selecionados diretamente pela curadoria do Coletivo RIE — artistas locais, nacionais e artistas estrangeiros residentes no Brasil. Abrangem linguagens como técnicas aéreas, acrobacia, malabarismo, palhaçaria, equilíbrio e expressão corporal, em múltiplos níveis para adultos e crianças. Algumas oficinas contam com tradução em Libras. Gratuitas e abertas à comunidade. Classificação indicativa: livre para todos os públicos.BANDAS MUSICAIS LOCAISApresentações de bandas musicais do Vale do Capão e região, selecionadas pela curadoria do festival, realizadas ao final das noites de sexta e sábado no Circo do Capão, valorizando a produção musical local e encerrando as noites do festival em celebração. Classificação indicativa: livre para todos os públicos.PALESTRAConversa com artista ou profissional de referência do circo — local, nacional ou artista estrangeiro residente no Brasil — selecionado pela curadoria do Festino, abordando temas relevantes para a comunidade circense. Oferecida em formato híbrido, com transmissão online e tradução em Libras. Gratuita e aberta ao público. Classificação indicativa: livre para todos os públicos.MESA REDONDADebate temático que reúne artistas, profissionais e pesquisadores — locais, nacionais e artistas estrangeiros residentes no Brasil — selecionados pela curadoria, em torno de temas como Arte e Cura, Questão de Gêneros e Inclusão Artística. Realizada em todas as edições do Festino, é um dos grandes diferenciais do festival — espaço de reflexão coletiva que transforma o festival em fórum de debate. Com tradução em Libras. Gratuita e aberta ao público. Classificação indicativa: livre para todos os públicos.RODA DE PROSAEncontro informal e aberto entre artistas, técnicos, produtores e público interessado, mediado por facilitador selecionado pela organização do festival, para troca de experiências, informações e contatos profissionais. Momento de socialização e construção de redes que aproxima o público geral dos processos criativos do circo contemporâneo, fortalecendo o intercâmbio entre participantes locais, nacionais e artistas estrangeiros residentes no Brasil. Gratuita e aberta ao público. Classificação indicativa: livre para todos os públicos.AÇÕES ITINERANTES — 4 MUNICÍPIOSAções circenses gratuitas realizadas em Lençóis, Andaraí, Mucugê e Ibicoara, compostas por 1 espetáculo de rua em cada município, com artistas locais, nacionais e grupos de composição internacional residentes no Brasil, selecionados diretamente pela curadoria do Coletivo RIE. Comitiva de 8 pessoas entre artistas, técnicos, produção e registro. As apresentações ocorrem em espaços públicos abertos — praças e largos — de acesso livre à população. Classificação indicativa: livre para todos os públicos.
OBJETIVO GERALRealizar a 8ª edição do Festival Internacional Diamantino de Circo — Festino, consolidando o Vale do Capão, em Palmeiras, como polo circense da Bahia e referência cultural nacional e internacional, por meio de uma programação artística de excelência que promove a democratização do acesso à cultura, a formação artística, o intercâmbio entre artistas locais, nacionais e internacionais, e o desenvolvimento sustentável dos territórios da Chapada Diamantina. Esta edição é dedicada à memória do Mestre Paolo, Jean Paul Galinski, fundador do Circo do Capão, cujo legado inspira cada ação do festival.OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1. Formação artísticaRealizar 12 oficinas de técnicas circenses — 8 no período da manhã e 4 no período da tarde — ministradas por artistas baianos, nacionais e internacionais no Circo do Capão. As oficinas serão oferecidas em múltiplos níveis, para adultos e crianças, abrangendo técnicas aéreas, acrobacia, malabarismo, palhaçaria, equilíbrio e expressão corporal, beneficiando aproximadamente 200 participantes. Toda a programação de oficinas será gratuita e aberta à comunidade. 2. Programação artística em PalmeirasRealizar 8 espetáculos de companhias baianas, nacionais e internacionais no Circo do Capão, entre quinta, sexta e sábado, com público estimado de 300 pessoas por noite dentro da lona e 400 na área externa. Realizar 1 Noite de Gala com 7 números artísticos de alto nível e 2 apresentações de bandas musicais locais ao vivo, valorizando a produção cultural da região e gerando renda para músicos locais. Toda a programação artística será gratuita e de acesso livre à população. 3. Cortejo e abertura comunitáriaRealizar 1 cortejo circense na quinta-feira, partindo do Circo do Capão em direção à Vila do Vale do Capão, com participação de artistas, equipe e comunidade local, incluindo ação coletiva de recolhimento de lixo nas ruas. Ao chegar na Vila, 1 espetáculo de rua gratuito com público estimado de 300 a 400 pessoas de todas as idades. 4. Encerramento em Conceição dos GatosRealizar 1 Varieté de rua gratuita no domingo na comunidade de Conceição dos Gatos, distrito de Palmeiras, levando circo internacional a uma comunidade rural de aproximadamente 150 habitantes. Para muitos moradores, este é o único evento cultural do ano. 5. Itinerância regional — 4 municípiosRealizar ações circenses gratuitas em 4 municípios da Chapada Diamantina na semana seguinte ao festival, com comitiva de aproximadamente 8 pessoas entre artistas, técnicos, produção e registro:Ibicoara: em parceria com o Circo Redondo, um espetáculo, levando circo internacional a município com baixo acesso a eventos culturais.Lençóis: 1 espetáculo em espaço público, fortalecendo o turismo cultural na principal cidade turística da Chapada Diamantina.Mucugê: 1 espetáculo, dando continuidade à presença histórica do Festino neste município desde a 3ª edição em 2012.Andaraí: 1 espetáculo, ampliando o alcance territorial do Festino na Chapada Diamantina.Cada município receberá entre 200 e 400 pessoas, totalizando aproximadamente 1.200 atendidas na itinerância. Toda a programação itinerante será gratuita. 6. Impacto ambientalEm parceria com a Campanha Ambiental do Capão, implementar práticas sustentáveis: coleta seletiva de resíduos, uso de materiais retornáveis na praça de alimentação, decoração com materiais reciclados e distribuição de panfletos educativos ambientais. O cortejo inclui limpeza coletiva das ruas, reforçando a responsabilidade do festival com o Parque Nacional da Chapada Diamantina. 7. Impacto econômico e socialGerar movimento econômico direto nos 5 municípios, beneficiando comércio, alimentação, hospedagem e transporte locais. Em Palmeiras, o festival mobiliza historicamente feirantes, restaurantes, pousadas e prestadores de serviços, representando um dos principais momentos de geração de renda do município. Contratar equipe local priorizando profissionais da região da Chapada Diamantina. 8. Valorização dos artistas locaisColocar artistas circenses do Vale do Capão e da Chapada Diamantina no mesmo palco que companhias nacionais e internacionais, reconhecendo a produção cultural de artistas que dedicam suas vidas ao circo como forma de expressão e sustento. O Festino afirma que a arte produzida no interior da Bahia tem qualidade e lugar no mundo, contribuindo para a autonomia e autoestima dos artistas da região. 9. Fortalecimento do polo circenseManter e ampliar o reconhecimento do Vale do Capão e do Circo do Capão como polo de referência circense no Brasil e no mundo, atraindo companhias internacionais e fortalecendo redes de intercâmbio. O Festino — primeiro, maior e mais importante festival de circo da Bahia, com 16 anos de história e artistas de mais de 15 países — é o principal vetor desta consolidação. 10. Tributo ao Mestre PaoloDedicar a 8ª edição à memória de Jean Paul Galinski, o Mestre Paolo, fundador do Circo do Capão, que nos deixou em novembro de 2024. Durante mais de 25 anos construiu no Vale do Capão um espaço de formação, criação e celebração circense único no Brasil. Sua generosidade e amor pelo circo tornaram possível tudo o que o Festino é hoje. Esta edição honra seu legado em cada lona erguida, em cada artista formado, em cada criança encantada. 11. Equidade e diversidadeCompor a equipe majoritariamente feminina em todas as coordenações — produção, técnica e direção. A equipe de registro será integralmente composta por mulheres. Adotar política de tolerância zero a qualquer forma de violência ou discriminação, garantindo ambiente seguro para todos os públicos. 12. Protocolo de Prevenção à Violência Baseada no GêneroRealizar durante o festival momento público e específico de apresentação do Protocolo de Prevenção, Identificação e Atenção à Discriminação e Violência Baseada no Gênero, orientando toda a equipe e convidando a comunidade circense a avançar nessa direção, com procedimentos claros de acolhimento e encaminhamento em caso de ocorrências. 13. AcessibilidadeGarantir tradução em Libras em atividades formativas e espetáculos selecionados. Assegurar circulação e acomodação para pessoas com mobilidade reduzida. Convidar participantes do Projeto Luka — projeto de circo para pessoas com deficiência criado pelo Mestre Paolo há mais de 15 anos — a atuar nas Varietés e na Noite de Gala, afirmando o protagonismo das pessoas com deficiência no circo. 14. Registro e documentaçãoRealizar registro audiovisual completo do festival e da itinerância por equipe de 3 profissionais mulheres, produzindo material para uso institucional, prestação de contas e difusão nas redes sociais e site do festival, ampliando o alcance do evento para além do público presencial. 15. DivulgaçãoDivulgar o festival nos 5 municípios por meio de cartazes, banners, programações impressas e redes sociais. A divulgação alcançará Salvador e outras cidades da Bahia, e se estenderá em nível nacional e internacional por redes de cultura, agendas culturais, páginas da Funarte, publicações especializadas e assessoria de imprensa. Todos os materiais conterão menção ao apoio do Ministério da Cultura e patrocínio da Neoenergia, conforme Manual de Uso de Marcas do Programa Pronac.
O Festival Internacional Diamantino de Circo — Festino é o único festival internacional de circo do Estado da Bahia, realizado há 16 anos em uma das regiões mais belas e ao mesmo tempo mais carentes de investimento cultural do Brasil: a Chapada Diamantina. O município de Palmeiras apresenta Índice de Desenvolvimento Humano abaixo da média nacional e do Nordeste. Nesse contexto, o acesso à cultura de qualidade não é privilégio — é direito. E é exatamente esse direito que o Festino exerce e garante, edição após edição, de forma gratuita e itinerante, chegando a comunidades rurais onde frequentemente é o único evento cultural do ano.O mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei nº 8.313/91 — Lei Rouanet — é o instrumento mais adequado para viabilizar esta proposta, pois permite a captação de recursos junto à iniciativa privada sem onerar o orçamento público direto, democratizando o financiamento cultural e permitindo que projetos de impacto social e territorial relevante, como o Festino, possam ser realizados com a estrutura, a qualidade artística e o alcance que merecem e que as comunidades da Chapada Diamantina demandam.O projeto se enquadra no inciso II do Art. 1º da Lei nº 8.313/91, que estabelece como objetivo do Programa Nacional de Apoio à Cultura — Pronac o apoio, a valorização e a difusão do conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores. O circo, reconhecido como patrimônio cultural imaterial e forma de expressão artística de alta complexidade técnica e poética, é plenamente contemplado por este inciso. O Festino não apenas apresenta o circo — o preserva, o ensina, o debate e o compartilha com generosidade, reunindo artistas de mais de 15 países e de todas as regiões do Brasil em torno de uma linguagem artística milenar.O projeto se enquadra também no inciso III do Art. 1º, que prevê o estímulo à produção e à difusão de bens culturais de valor universal, priorizando a produção independente e a diversidade cultural brasileira. O Festino é produzido de forma autogestionada pelo Coletivo RIE, com equipe majoritariamente feminina, comprometida com a diversidade, a sustentabilidade e o enraizamento comunitário — valores que expressam com exatidão o espírito desta lei.Em relação aos objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/91, o projeto atende de forma direta aos seguintes:O inciso I, que trata do estímulo à produção, distribuição e acesso aos bens de natureza cultural — o Festino realiza espetáculos, oficinas, varietés e cortejos gratuitos e de acesso livre em 5 municípios da Chapada Diamantina, chegando a comunidades rurais que raramente têm acesso a eventos culturais de nível internacional.O inciso III, que prevê o apoio a projetos dotados de conteúdo cultural que preservem e difundam a memória e o patrimônio cultural brasileiro — o circo como tradição, a filosofia do Decreto que orienta o festival, o legado do Mestre Paolo e a cultura comunitária do Vale do Capão são elementos vivos de patrimônio imaterial que o Festino preserva e difunde.O inciso VI, que trata do estímulo a projetos que visem à formação artística e cultural e à capacitação de recursos humanos na área da cultura — as 12 oficinas de técnicas circenses ministradas por artistas nacionais e internacionais, abertas à comunidade, são ação direta de formação artística de alto nível no interior da Bahia.O inciso VIII, que prevê o estímulo ao intercâmbio cultural entre os estados e regiões do país, bem como entre o Brasil e outros países — o Festino reúne companhias e artistas da Bahia, de todas as regiões do Brasil e de países como Argentina, Chile, Itália, França, Peru, Colômbia, Espanha, Japão e Estados Unidos, sendo um dos mais significativos pontos de intercâmbio circense da América Latina.Apoiar o Festino por meio da Lei Rouanet é reconhecer que a cultura não é entretenimento descartável — é infraestrutura humana. É afirmar que comunidades do interior da Bahia têm o direito de ser palco, e não apenas plateia, da cultura que o mundo produz. É investir em um projeto que já provou, ao longo de sete edições e mais de uma década e meia, que sabe fazer acontecer — com arte, com rigor, com consciência e com amor.
PRÉ-PRODUÇÃO — 6 meses antes do festival (maio a outubro de 2027) Maio — Mês 1: Reunião geral de planejamento com toda a equipe. Definição de datas — festival na primeira quinzena de novembro de 2027. Distribuição de coordenações — produção, técnica, curadoria, comunicação, acessibilidade e alimentação. Início imediato da curadoria artística: levantamento de companhias e artistas baianos, nacionais e internacionais, análise de portfólios e envio dos primeiros convites. Lançamento da convocatória aberta para seleção de espetáculos, números e oficinas, com prazo de inscrição de 30 dias. Primeiro contato com os municípios da itinerância — Ibicoara, Lençóis, Mucugê e Andaraí — para apresentação do projeto e início das negociações de espaço e parceria local. Contato com a Campanha Ambiental do Capão para alinhamento das ações de sustentabilidade. Junho — Mês 2: Encerramento da convocatória aberta e análise das propostas pela curadoria. Confirmação dos artistas e companhias convidados — espetáculos, números da Noite de Gala e ministrantes das oficinas. Confirmação dos espaços nos municípios da itinerância e definição das datas de cada ação. Reuniões individuais por coordenadoria para detalhamento do plano de trabalho. Início da produção da identidade visual da 8ª edição. Abertura das inscrições para as oficinas. Contratação do intérprete de Libras e profissional de audiodescrição. Julho — Mês 3: Entrega da identidade visual. Início da produção dos materiais gráficos — cartazes, banners e programações impressas. Contratação da equipe técnica, de produção, registro audiovisual e alimentação, priorizando profissionais da região da Chapada Diamantina. Início da campanha de divulgação nas redes sociais — lançamento oficial da 8ª edição com identidade visual, data e primeiros artistas confirmados. Envio de release para assessoria de imprensa nacional e internacional. Divulgação em agendas culturais online, páginas da Funarte e redes de cultura do circo brasileiro e latino-americano. Contato com publicações especializadas em artes circenses no Brasil e no exterior para cobertura do festival. Agosto — Mês 4: Intensificação da campanha de divulgação nas redes sociais — apresentação semanal de artistas confirmados, chamadas para inscrições nas oficinas e conteúdos sobre a história do Festino e o tributo ao Mestre Paolo. Envio de programação completa para agendas culturais, festivais parceiros e redes de circo nacionais e internacionais. Divulgação direcionada para Salvador e outras cidades da Bahia. Distribuição digital de materiais para parceiros, pousadas, restaurantes e comércios dos municípios contemplados. Impressão dos materiais gráficos — cartazes, banners e programações. Setembro — Mês 5: Distribuição física de cartazes e programações nos 5 municípios — escolas, comércios, postos de saúde, associações de moradores e espaços comunitários. Reunião com equipe técnica para planejamento detalhado da montagem do Circo do Capão. Planejamento técnico das ações itinerantes — logística de transporte, equipamentos de som e luz para cada município. Confirmação de toda a logística de transporte das companhias — terrestre e aéreo. Reuniões com as comunidades locais dos municípios da itinerância para apresentação da programação e alinhamento de expectativas. Divulgação intensiva nas redes sociais com contagem regressiva para o festival. Outubro — Mês 6: Início da montagem e preparação do espaço físico do Circo do Capão — estrutura técnica, decoração com materiais reciclados, sinalização de acessibilidade e organização dos espaços. Chegada dos primeiros artistas e companhias. Apresentação pública do Protocolo de Prevenção à Violência Baseada no Gênero para toda a equipe. Divulgação final da programação completa em todos os canais — redes sociais, site oficial, imprensa local, regional, nacional e internacional. Cobertura jornalística pré-festival com assessoria de imprensa. EXECUÇÃO — 2 semanas (primeira quinzena de novembro de 2027) Semana 1 — Festival em Palmeiras, 6 dias: Quarta-feira: 4 oficinas de manhã e 4 oficinas de tarde no Circo do Capão, com intérprete de Libras nas atividades selecionadas e Roda de Prossa para os artistas, técnicos e produtores se conhecerem.Quinta-feira: 4 oficinas de manhã. À tarde, cortejo circense partindo do Circo do Capão até a Vila do Vale do Capão, com ação coletiva de limpeza das ruas, e 1 espetáculo de rua gratuito na Vila. Sexta-feira: 3 espetáculos no Circo do Capão e apresentação de banda local ao vivo. Sábado: 2 espetáculos, Noite de Gala com 7 números artísticos — incluindo participação do Projeto Luka — e apresentação de banda local ao vivo. Domingo: Varieté de rua gratuita em Conceição dos Gatos. Semana 2 — Itinerância, 4 dias: Quinta-feira: ação em Lençóis — 1 espetáculo e 1 Varieté com música ao vivo em espaço público, fortalecendo o turismo cultural na principal cidade turística da Chapada Diamantina. Sexta-feira: ação em Andaraí — 1 espetáculo e 1 Varieté com música ao vivo, ampliando o alcance territorial do Festino na Chapada Diamantina. Sábado: ação em Mucugê — 1 espetáculo e 1 Varieté com música ao vivo, dando continuidade à presença histórica do Festino neste município desde 2012. Domingo: ação em Ibicoara — 1 espetáculo e 1 Varieté com música ao vivo, em parceria com o Circo Redondo, volta da equipe no dia seguinte.PÓS-PRODUÇÃO — 2 meses após o festival (novembro e dezembro de 2027) Semana 1 pós-festival: Desmontagem técnica do Circo do Capão. Mutirão de limpeza e devolução do espaço em ótimas condições. Reunião geral pós-produção com toda a equipe — avaliação do festival, registro de aprendizados e sugestões para edições futuras. Divulgação imediata nas redes sociais do registro fotográfico e audiovisual das ações, mantendo o engajamento do público após o evento. Semanas 2 e 3: Organização e edição do acervo audiovisual da edição. Entrega dos relatórios individuais por coordenadoria. Publicação de conteúdo de memória nas redes sociais e site do festival — fotos, vídeos, depoimentos de artistas e público. Envio de release pós-festival para imprensa nacional e internacional com resultados e impactos da edição. Mês 2: Elaboração e entrega do relatório final de atividades. Prestação de contas financeira completa. Entrega de todos os documentos comprobatórios exigidos pelo Ministério da Cultura e pela Neoenergia. Divulgação dos resultados e impactos da edição para a comunidade, parceiros institucionais e redes de circo nacionais e internacionais.
Decreto do Festino:"Dentro do círculo infinito da arte e da vida que nos envolve inteiramente afirmamos neste festival a presença: da Alegria, como estado de permanente gratidão e celebração; do Respeito à diversidade étnica, social, funcional, de gêneros, funções e espaços; da Cura, pois a arte é força que libera e transmuta; da Abundância, como atitude e forma de pensamento; da Pureza dos gestos e das intenções; da Responsabilidade com o lixo, para uma troca amorosa e consciente para com a nossa Mãe Terra; de corpos e espaços livres de álcool e fumaças, para a celebração da saúde e da simplicidade; do Amor como princípio, meta e essência.” UM FESTIVAL SEM ÁLCOOL A ausência de álcool no Festino não é uma restrição — é uma afirmação. Em um país onde a maioria dos eventos culturais está associada ao consumo de bebidas alcoólicas, o Festino escolhe um caminho diferente: o da celebração consciente, da troca autêntica e do encontro genuíno entre as pessoas. Essa escolha tem impacto social direto e comprovado ao longo de 16 anos de festival — um ambiente sem álcool é um ambiente mais seguro, especialmente para crianças, para mulheres e para grupos em situação de vulnerabilidade. É um ambiente onde a arte fala mais alto que o entorpecimento, onde os vínculos formados são reais e onde o público acorda no dia seguinte com a memória intacta do que viveu. O Festino demonstrou, edição após edição, que é possível fazer festa com alegria, música, circo e gente — sem álcool e sem fumaça — e que esse formato não afasta o público, pelo contrário, atrai famílias inteiras, crianças, idosos e pessoas que raramente se sentem seguras em eventos culturais convencionais. CONSCIÊNCIA AMBIENTAL NA CHAPADA DIAMANTINA Realizar um festival de grande porte dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina — uma das mais importantes áreas de proteção ambiental do Brasil, com 152 mil hectares de cerrado, campos rupestres, rios cristalinos e biodiversidade única — é uma responsabilidade que o Festino leva com seriedade e criatividade desde sua primeira edição. A Chapada Diamantina é um patrimônio natural de todos os brasileiros e da humanidade. Qualquer atividade humana nesse território exige consciência, cuidado e respeito. O Festino incorporou desde sua origem uma postura ambiental que vai muito além do cumprimento legal e se tornou parte essencial da identidade do evento. O cortejo de abertura é também um ato coletivo de limpeza das ruas da comunidade. A decoração é confeccionada com materiais reciclados e reutilizados. O festival estimula o uso de materiais retornáveis na praça de alimentação, evitando descartáveis. Panfletos educativos com orientações de cuidado ambiental são distribuídos a todos os participantes. A parceria com a Campanha Ambiental do Capão fortalece as ações de educação e consciência ecológica, integrando o festival ao movimento permanente de preservação ambiental da região. Essas práticas não são apenas operacionais — são pedagógicas. Comunicam ao público, especialmente às crianças, que é possível celebrar com responsabilidade. Que alegria e cuidado com o planeta não são contraditórios. Que um festival pode ser, ele mesmo, uma escola de consciência ambiental — um exemplo vivo de que arte e natureza não apenas coexistem, mas se fortalecem mutuamente.
ESPETÁCULOS NA LONA — CIRCO DO CAPÃODuração: entre 40 e 60 minutos por espetáculo. Os espetáculos são realizados dentro da lona do Circo do Capão, que dispõe de estrutura técnica completa — equipamento de som e iluminação cênica, estrutura aérea com pontos de rigging para aéreas e acrobacias, e camarim para artistas. Cada companhia é responsável por sua própria cenografia, figurino e demais elementos cênicos específicos. A equipe técnica do festival opera os equipamentos do circo durante todas as apresentações. As especificações técnicas detalhadas de cada espetáculo — rider técnico, necessidades de palco e equipamentos específicos — serão definidas após o processo curatorial de seleção das companhias.NOITE DE GALADuração total: aproximadamente 1h30, composta por 7 números circenses de 5 a 7 minutos cada, com intervenções do apresentador entre os números. Realizada dentro da lona do Circo do Capão, com utilização de toda a estrutura técnica disponível — som, iluminação e estrutura aérea. Inclui participação de artistas do Projeto Luka. A seleção e ordem dos números é definida pela curadoria do festival. Cada artista é responsável por seu figurino e elementos cênicos pessoais.CORTEJO CIRCENSEDuração: aproximadamente 2 horas. Procissão que parte do Circo do Capão e percorre as ruas do Vale do Capão até a Vila, com música ao vivo executada por músicos participantes do festival. Durante o percurso são realizadas intervenções circenses e ação coletiva de recolhimento de lixo. Não requer estrutura técnica fixa — o som é acústico e ao vivo. Ao chegar na Vila, 1 espetáculo de rua com estrutura técnica portátil de som e iluminação operada pela equipe técnica do festival.ESPETÁCULOS DE RUA NA VILA DO VALE DO CAPÃODuração: entre 40 e 60 minutos. Realizados em espaço público aberto na Vila do Vale do Capão. A equipe técnica do festival leva e opera equipamentos portáteis de som e iluminação adequados para apresentações ao ar livre. Cada companhia é responsável por seu figurino e elementos cênicos. O espaço é previamente preparado pela equipe de produção com delimitação de área cênica, montagem de arquibancada para acomodação do público e organização geral do espaço.VARIETÉ DE RUA EM CONCEIÇÃO DOS GATOSDuração total: aproximadamente 1h30, composta por números circenses de 5 a 7 minutos cada, com intervenções do apresentador. Realizada em espaço público aberto na comunidade de Conceição dos Gatos. A equipe técnica leva equipamentos portáteis de som e iluminação para apresentação ao ar livre. O espaço é previamente preparado pela equipe de produção com delimitação de área cênica, montagem de arquibancada para acomodação do público e organização geral do espaço.OFICINAS DE TÉCNICAS CIRCENSESDuração: 2 horas por jornada, podendo algumas oficinas ter duração de 4 ou 6 horas divididas em 2 ou 3 partes ao longo de diferentes períodos, a ser definido no processo curatorial de acordo com a proposta de cada ministrante. As oficinas são realizadas no Circo do Capão, utilizando toda a estrutura disponível — lona, espaços de prática, estrutura aérea e equipamentos do circo. O projeto pedagógico detalhado de cada oficina — conteúdo programático, metodologia, nível e pré-requisitos — será definido após a seleção e confirmação de cada ministrante no processo curatorial. Algumas oficinas contarão com tradução em Libras.BANDAS MUSICAIS LOCAISDuração: entre 60 e 90 minutos por apresentação. Realizadas no espaço externo do Circo do Capão ao final das noites de sexta e sábado. Utilizam o sistema de som do festival. Cada banda é responsável por seus próprios instrumentos. O festival disponibiliza estrutura de palco, sistema de som e iluminação básica para as apresentações.PALESTRADuração: aproximadamente 2 horas, em formato híbrido — presencial no Circo do Capão e transmissão online simultânea. Conta com tradução em Libras. O conteúdo temático será definido após o processo curatorial de seleção do palestrante. Utiliza sistema de som do circo, projeção e microfone.MESA REDONDADuração: aproximadamente 2 horas, com mediador e participantes sentados em roda ou em formato de painel. Realizada no Circo do Capão, com sistema de som, microfones e tradução em Libras. O tema e composição dos participantes serão definidos pela curadoria do festival. Aberta ao público com espaço para perguntas e participação da plateia.RODA DE PROSADuração: entre 2 e 3 horas, em formato circular e aberto, onde cada participante se apresenta e compartilha informações sobre seu trabalho. Mediada por facilitador selecionado pela organização. Realizada no Circo do Capão com sistema de som básico e microfone. Sem estrutura de palco — todos os participantes estão no mesmo nível, reforçando o caráter horizontal e colaborativo do encontro.AÇÕES ITINERANTES — 4 MUNICÍPIOSDuração: entre 40 e 60 minutos por espetáculo em cada município. A comitiva de 10 pessoas leva equipamentos portáteis de som e iluminação adequados para apresentações ao ar livre em praças e largos públicos, além de arquibancada para acomodação do público. Cada artista é responsável por seu figurino e elementos cênicos. O espaço é previamente preparado pela equipe de produção com delimitação de área cênica e organização do público. As especificações técnicas detalhadas de cada apresentação itinerante serão definidas após o processo curatorial de seleção dos artistas participantes.
Equipe — Coletivo RIE / Associação Hindi ProduçõesO Coletivo RIE, representado juridicamente pela Associação Hindi Produções, é a entidade proponente deste projeto e responsável pelas funções administrativas, financeiras e de gestão geral de sua execução. Fundada em 25 de agosto de 2010 na cidade de Palmeiras, Bahia — Distrito de Caeté-Açu —, a Associação Hindi Produções é uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, dedicada ao estudo, pesquisa e produção de eventos culturais, artísticos, educacionais e ecológicos. Nasceu para dar representatividade jurídica ao Festival Internacional Diamantino de Circo (Festino) desde sua primeira edição, legitimando os ideais do coletivo de artistas que fazem este festival acontecer. Ao longo de mais de 15 anos, realizou sete edições do Festino.Cristina Nishimori — Coordenação Geral / ProduçãoMulti-artista com mais de 26 anos de trajetória, Cristina Nishimori transita entre circo, teatro, dança e música. Palhaça há 16 anos, pesquisou trapézio, tecido, lira, acrobacia e contorcionismo — técnicas que também ensinou por cerca de seis anos. Estudou Letras na Universidade de Brasília. Integrante fundadora da Família Vagamundi, é atriz e coprodutora do espetáculo Desencaixados, premiado com dois prêmios FUNARTE (Respirarte Circo, 2021, e Famílias Circenses, 2022). Desde 2010, é idealizadora e Coordenadora Geral do Festival Internacional Diamantino de Circo. Em 2025, ampliou sua atuação como gestora cultural do Espaço Arca em Palmeiras e idealizadora do FestiPa, Festival de Teatro Infantil de Palmeiras. É presidenta e fundadora da Associação Hindi Produções.Javier Alejandro Molina — Coordenação Geral e Técnica Artista circense, palhaço, malabarista, ator, músico e produtor cultural com 26 anos de experiência em palcos, circos, teatros e ruas da América do Sul e do mundo. Reside no Vale do Capão, Chapada Diamantina. É diretor e ator do espetáculo Desencaixados, da Família Vagamundi, e idealizador do espaço cultural Reserva Natural Ruka Rumi — Templo Norte. Percorreu festivais internacionais na Argentina, Chile, Bolívia, Colômbia e Europa, e recebeu com o grupo os prêmios FUNARTE Respirarte Circo (2021) e Famílias Circenses (2022). Como músico, é trombonista da banda CaetéRaiz, com quem realizou turnê pela Suíça e Alemanha em 2024. Assumiu a Coordenação Geral e Técnica do Festino nas edições V, VI e VII, e em 2025 esteve à frente da produção do FestiPa e apresentou Desencaixados no Sesc Pelourinho.Begoña Cruz — ProduçãoArtista circense, dançarina e produtora cultural com 16 anos de trajetória na intersecção entre criação artística e gestão cultural. Licenciada em Dança pela Universidade ARCIS de Santiago do Chile, iniciou pós-graduação em Dança pela Universidade Federal da Bahia. Integrante do Coletivo La Outra Viagem, tem mais de seis editais e prêmios aprovados, entre eles a direção do videodança Rastro Femenino (Lei Aldir Blanc, 2022) e a produção executiva do espetáculo Se Plante (Lei Paulo Gustavo, SECULT Bahia, 2023–2024). Integra a equipe do Festino desde sua 3ª edição, em 2012. Em 2023, idealizou e produziu a Homenagem a Paolo, evento em tributo ao fundador do Circo do Capão, que reuniu mais de 80 artistas e cerca de 500 pessoas com ingressos esgotados.Josefina Silva Escobar — ProduçãoArtista cênica com formação no Conservatório de Dança Isidor Handler (Viña del Mar) e extensa pesquisa em dança contemporânea, acrobacia, palhaçaria e artes circenses, atua há mais de duas décadas por Chile, Argentina, Bolívia e Brasil. Integrante da Família Flamini, companhia circense argentino-chilena reconhecida de interesse municipal cultural e educacional na Patagônia, percorreu a América do Sul por mais de uma década. Atuou como assistente nas 2ª e 3ª edições do Festino, coordenou a direção artística e produção executiva das temporadas do Circo do Capão entre 2013 e 2014, integrou a equipe das 4ª e 5ª edições do festival e, em 2019, coordenou a produção do 1º Festival Internacional de Circo Color a Lui, em Bariloche, Argentina.Ana Belén Rodríguez García — Produção ExecutivaProdutora cultural e musicista, graduada em Turismo e Produção Executiva em Eventos pela Escola de Arroyo de la Miel, em Benalmádena, Espanha. Chegou ao Brasil movida pelo intercâmbio cultural e construiu uma trajetória comprometida com a produção de eventos artísticos em contextos comunitários na Chapada Diamantina. Produziu shows circenses em escolas no Amazonas, coordenou o espaço cultural Clube do Choro no Vale do Capão (2015–2018) e organizou quatro edições do Festival de Chorinho no Vale do Capão e em Palmeiras. Integrou a equipe de produção executiva das edições IV, V e VI do Festival Internacional Diamantino de Circo.João Weber — Coordenação Técnica / ProduçãoMúsico, palhaço, artista circense e produtor cultural, graduado em Composição e Regência pela Escola de Música da UFBA e Tutor de Licenciatura em Música Popular Brasileira pela UFRB. Baixista do Grupo Instrumental do Capão desde 2013, tem trabalhos para a Orquestra Sinfônica da Bahia e a Orkestra Rumpilezz. Acumula extensa lista de projetos aprovados por editais como Lei Aldir Blanc, Lei Paulo Gustavo e FUNCEB. Foi Coordenador Técnico e Produtor do V Festival Internacional Diamantino de Circo (2019) e do VI Festino (2021). Co-fundou a Companhia Outra Viagem, de Circo, Dança e Música, e já se apresentou no Teatro Sesc Casa do Comércio e na Virada Cultural de São Paulo.Guillermo Arioli — ProduçãoProdutor cultural formado em Educação Física, Lazer e Recreação, há 14 anos desenvolve trabalho de produção em eventos artísticos, educativos e recreativos no Brasil e no Uruguai. Chegou à Chapada Diamantina em 2012 após uma trajetória pela América Central praticando arte de rua, tornando-se parte essencial do tecido cultural da região e integrando o Coletivo La Outra Viagem. Sua ligação com o Festino começa na 3ª edição e se estende até as edições mais recentes. Também esteve à frente da produção do I, II e III Maior Menor Festival de Artistas de Rua e de mais de 10 edições do Sarau Cultural no Povoado de Conceição dos Gatos.Valentín Flamini — Direção ArtísticaPalhaço, músico excêntrico, malabarista, pintor e diretor com mais de 20 anos de trajetória nas artes circenses e cênicas. Percorreu praças, festivais e teatros pela América do Sul e Europa — Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Alemanha, Áustria e Suíça —, apresentando-se em festivais como Berlin Latch, Theater Spektakel (Suíça) e Anjos do Picadeiro (RJ). Sua formação plural inclui ensinamentos por mestres como Leris Colombaioni, Jean Paul Galinski e Maurício Celedon. Em 2021 foi contemplado com o Prêmio Fomento ao Circo da Prefeitura de São Paulo. É diretor do Festival Internacional de Circo Holor a Lui (Bariloche, Argentina) e integra a organização do Festino.José Luiz Izquierdo Tejedor (Izqui) — Identidade Visual / Design GráficoIlustrador e designer gráfico com trajetória internacional, formado pela Escola de Artes Aplicadas Pau Gargallo (Barcelona) e pela Central Saint Martins (Londres). Consolidou sua experiência profissional no Estúdio Javier Mariscal (Barcelona) e no Estúdio Marcel van der Heyden (Holanda), com trabalhos em identidade visual, animação, packaging e ilustração editorial. Reside no Vale do Capão há 18 anos, onde integrou sua prática criativa à vida na Chapada Diamantina. Entre seus trabalhos recentes na região, assinou a identidade visual do Festival de Jazz do Vale do Capão, o FestiJazz do Capão.
ACESSIBILIDADE FÍSICAO Circo do Capão, espaço principal do festival em Palmeiras, oferece ampla área de circulação ao nível do chão, sem degraus ou barreiras arquitetônicas, facilitando o acesso e a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida, cadeirantes e pessoas idosas. Serão reservados e sinalizados espaços prioritários próximos ao palco para pessoas com deficiência em todas as atividades do festival, garantindo conforto e boa visibilidade. Os banheiros do espaço serão adaptados e sinalizados para uso de pessoas com mobilidade reduzida. Os espaços de alimentação e circulação geral também serão organizados para permitir o trânsito livre de cadeiras de rodas e outros equipamentos de mobilidade.O festival contará com sinalização visual clara em todo o espaço — placas, pictogramas e indicações direcionais — orientando pessoas com deficiência intelectual, cognitiva ou visual na navegação pelos diferentes ambientes do festival. Uma equipe de apoio será designada especificamente para acolher e auxiliar pessoas com deficiência durante todas as atividades, garantindo participação plena e autônoma.Nas ações itinerantes nos municípios de Ibicoara, Lençóis, Mucugê e Andaraí, as apresentações serão realizadas em espaços públicos abertos — praças e largos — naturalmente acessíveis, sem barreiras físicas, com público posicionado em área plana e de fácil acesso. A equipe de produção será responsável por organizar o espaço previamente, reservando área prioritária para pessoas com deficiência em cada município visitado.Em Conceição dos Gatos, a Varieté de rua será realizada em espaço aberto da comunidade, com organização da equipe para garantir circulação adequada e espaço reservado para todos os perfis de público.ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDOO festival garantirá tradução em Língua Brasileira de Sinais — Libras — em atividades formativas selecionadas e em espetáculos da programação oficial, assegurando que pessoas surdas possam participar plenamente das experiências artísticas e educativas do Festino. A tradução em Libras será realizada por profissional especializado e posicionado em local visível ao público em todos os espaços onde a ação ocorrer.Serão adotadas práticas de audiodescrição em espetáculos selecionados da programação, permitindo que pessoas com deficiência visual acompanhem as ações cênicas e circenses com autonomia e compreensão plena do conteúdo artístico apresentado.Os materiais impressos de divulgação — programações e panfletos — serão produzidos com linguagem clara e acessível. O site oficial do festival será mantido atualizado com informações completas sobre a programação, incluindo indicação das atividades com recursos de acessibilidade disponíveis, facilitando o planejamento da participação por pessoas com deficiência e seus acompanhantes.Pessoas com deficiência são também público prioritário do Protocolo de Prevenção, Identificação e Atenção à Discriminação e Violência Baseada no Gênero do festival, que estabelece procedimentos claros de acolhimento e encaminhamento para qualquer situação de discriminação ou violência, garantindo que o Festino seja um espaço verdadeiramente seguro e inclusivo para todos.O Projeto Luka, criado pelo Mestre Paolo há mais de 15 anos no Circo do Capão, oferece aulas de circo para pessoas com deficiência e é parte integrante da identidade do espaço e do legado de seu fundador. Participantes do Projeto Luka serão convidados a atuar na Noite de Gala da programação oficial do festival, afirmando o protagonismo das pessoas com deficiência não apenas como público, mas como criadores e performers. Esta ação é, em si, uma poderosa forma de acessibilidade de conteúdo: a deficiência como linguagem artística e o corpo com deficiência como sujeito da cena, honrando o legado do Mestre Paolo e inspirando toda a comunidade circense presente.
DISTRIBUIÇÃO E ACESSO AOS PRODUTOSToda a programação do Festival Internacional Diamantino de Circo — Festino será gratuita e de acesso livre à população, sem qualquer cobrança de ingresso ou taxa de participação. Esta é uma escolha política e filosófica do Coletivo RIE, afirmada desde a primeira edição em 2010 e mantida como princípio inegociável: a arte de qualidade pertence a todos os territórios e a todos os públicos, independentemente de renda, origem ou condição social.Os espetáculos no Circo do Capão, a Noite de Gala, o cortejo circense, as apresentações na Vila do Vale do Capão, a Varieté de rua em Conceição dos Gatos e todas as ações itinerantes em Ibicoara, Lençóis, Mucugê e Andaraí serão realizados sem cobrança, em espaços públicos ou de acesso comunitário, alcançando públicos que raramente têm acesso a eventos culturais de nível internacional.As 12 oficinas de técnicas circenses serão igualmente gratuitas e abertas à inscrição de qualquer pessoa interessada, com vagas distribuídas por ordem de inscrição e reserva de vagas para grupos em situação de vulnerabilidade social.AMPLIAÇÃO DO ACESSOA itinerância a 4 municípios — Ibicoara, Lençóis, Mucugê e Andaraí — é em si a principal estratégia de ampliação do acesso do festival. Em vez de concentrar toda a programação em um único espaço e esperar que o público venha até ela, o Festino vai até as comunidades, levando circo internacional a territórios historicamente negligenciados pelo investimento cultural. Esta escolha amplia o alcance do festival para além do Vale do Capão, atingindo populações rurais e urbanas de toda a região da Chapada Diamantina.A divulgação do festival será realizada de forma ampla e estratégica, garantindo que as comunidades dos 5 municípios contemplados sejam informadas com antecedência sobre a programação completa. Serão distribuídos cartazes em todos os estabelecimentos comerciais, escolas, postos de saúde e espaços comunitários dos municípios. Programações impressas serão distribuídas gratuitamente à população.O festival manterá presença ativa nas redes sociais e no site oficial durante todo o período de realização, com transmissões ao vivo de atividades selecionadas, permitindo que pessoas que não podem estar presencialmente acompanhem o festival e ampliem o alcance do evento para além dos municípios contemplados, atingindo públicos em todo o Brasil e no exterior.A Roda de Prosa — encontro aberto entre artistas, técnicos, produtores e público interessado — é uma atividade de acesso livre que democratiza o debate sobre a arte circense, aproximando o público geral dos processos criativos e profissionais do circo contemporâneo.O Palco Aberto, realizado na feira da Vila do Vale do Capão, oferece espaço para artistas não selecionados na programação oficial se apresentarem livremente, ampliando a diversidade artística do festival e incluindo talentos locais e visitantes espontâneos na celebração.A programação será divulgada também em nível nacional e internacional por meio de redes de cultura, agendas culturais especializadas, páginas da Funarte e assessoria de imprensa, atraindo público de outras regiões do Brasil e do exterior para a Chapada Diamantina e fortalecendo o turismo cultural da região.