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ILHAS DO RIO

Início: 01/04/2027Término: 31/12/2027Aceite: 09/04/2026

Resumo

O projeto vai oferecer formação cultural por meio de oficinas a estudantes da rede pública do Rio de Janeiro, com o objetivo de promover uma exposição artística sobre cultura oceânica no final do ano no Museu Nacional - UFRJ, localizado no Rio de Janeiro e considerado o maior museu de história natural da América Latina. Contempla também uma formação para professores, que serão multiplicadores do conhecimento em suas escolas. Todas as atividades serão gratuitas.

Objetivos

OBJETIVO GERALAmpliar o acesso de estudantes e professores da rede pública à formação cultural, possibilitando a ampliação de conhecimento sobre as diversas linguagens artísticas e também sobre patrimônio cultural. Nesta parceria entre Instituto Mar Adentro (por meio do projeto Ilhas do Rio) e o Museu Nacional, o objetivo é a formação de público e o estímulo ao exercício da cidadania cultural através de ações educativas, com priorização no processo formativo, com oficinas e vivências. OBJETIVOS ESPECÍFICOSPRODUTO 1 - EXPOSIÇÃO:Realizar 1 exposição para apresentação dos produtos culturais desenvolvidos pelos estudantes nas oficinas artísticas. A exposição acontecerá no Museu Nacional (UFRJ), com cerimônia de apresentação do projeto aos estudantes, familiares, apoiadores, patrocinadores e comunidade em geral. O tema será cultura oceânica e, se houver aderência à proposta dos estudantes e autorização do Museu Nacional, na exposição, o acervo permanente do Museu Nacional também poderá ser utilizado junto com a produção dos estudantes. Evento gratuito, 2 horas de duração, com disponibilidade de até 200 vagas.Após a abertura da exposição, os produtos culturais ficarão expostos no local para visitação durante o período de 3 semanas, com a previsão de atender até 700 pessoas.PRODUTO 2 - OFICINAS CULTURAIS: Serão realizadas até 4 oficinas artísticas, sendo 1 oficina com 1 mês de duração e 8 horas/aula no total, e 3 oficinas com 2 meses de duração e 16 horas/aula no totalPúblico: adolescentes entre 11 e 17 anos de escolas públicas do Rio de JaneiroEncontros 1 vez por semana, com 2 horas de duração cadaVagas: 252 educadores simultâneos por oficinaGratuitoInscrições: marçoPeríodo de realização: de maio a novembroLocal: Museu Nacional (UFRJ)Descrição: cada oficina terá uma linguagem artística escolhida, podendo ser fotografia, audiovisual/videocast, artes plásticas ou maquetes/instalações (escolhidas a partir do perfil da turma), com um olhar para o tema patrimônio natural/cultura oceânica. A partir de rodas de conversas e recursos didático-pedagógicos, os estudantes serão estimulados a desenvolver um produto cultural em cada uma das oficinas, sendo que, em cada uma delas, poderá ter uma uma proposta de linguagem artística diferente, de acordo com o perfil do público atendido. Carga horária total das oficinas para os estudantes: 56 horas/aulaCarga horária total para planejamento das oficinas: 32 horas - sendo 4h para cada educador PRODUTO 3 - Oficinas formativas para educadores:Serão realizadas 4 oficinas formativas para educadores das escolas públicas do Rio de Janeiro. As oficinas terão 6 horas de duração cada, sendo 2h para as atividades no Museu Nacional e 4h para o passeio ao patrimônio cultural natural/vivência sensorial (visita do grupo de professores às Ilhas Cagarras). Cada oficina contará com um público de até 30 educadores, alcançando 120 professores no total. A atividade será gratuita e realizada no Museu Nacional (UFRJ) e nas Ilhas Cagarras.4 turmas Vagas: 30 cada oficinaPúblico-alvo: professores de Ensino Fundamental II de escolas públicas do Rio de Janeirocarga horária: 6h - 1 dia1 educador palestrante + equipe de apoioGratuitoLocal: Museu Nacional (UFRJ) e Ilhas Cagarras Público total atendido diretamente pelo projeto:exposição ou Mostra Cultural: 700oficinas para estudantes: 25oficinas para educadores: 120Total: 845 pessoas

Justificativa

Com a proposta de formação de público e de estímulo ao exercício da cidadania cultural, o projeto faz um convite a estudantes e professores da rede pública do Rio de Janeiro a reconhecerem, valorizarem e ocuparem espaços considerados patrimônios culturais brasileiros. Possibilitando que os participantes saibam identificar as diferentes classificações de patrimônio, incluindo o natural, e que compreendam a importância de conhecer e proteger esses patrimônios. Dois patrimônios serão priorizados no projeto: o Museu Nacional/UFRJ e o oceano/cultura oceânica, por isso, essa parceria entre Instituto Mar Adentro e Museu Nacional. O Museu Nacional/UFRJ passa por um processo de reabertura após um incêndio de grandes proporções em 2 de setembro de 2018, evento que causou perdas inestimáveis ao acervo e ao prédio, que faz parte do conjunto arquitetônico da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1938. É um dos momentos mais delicados de sua história e clama por valorização e proteção. A proposta é que todas as oficinas do projeto sejam realizadas no espaço do Museu Nacional/UFRJ, que mantinha, até 2018, um acervo cultural e científico relevante e, por isso, era considerado o maior museu de história natural da América Latina. A atividade de memória do Museu Nacional está representada no seu acervo, que possui documentos e obras raras pertencentes à Biblioteca do Museu Nacional e da Biblioteca Francisca Keller, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS); assim como acervo documental custodiado pela Seção de Memória e Arquivo (SEMEAR) e pelo Centro de Documentação em Línguas Indígenas (CELIN). No acervo também há exemplares representativos da biodiversidade, fósseis, objetos etnográficos e arqueológicos, pertencentes aos Departamentos de Antropologia, de Botânica, de Entomologia, de Geologia e Paleontologia, de Invertebrados e de Vertebrados da UFRJ. Após o processo formativo das oficinas, os estudantes irão produzir uma exposição no museu, que será aberta ao público. A temática será a cultura oceânica, que representa o patrimônio natural, e que faz parte ativamente da cultura das cidades litorâneas, em especial, a do Rio de Janeiro. De acordo com o IPHAN, a cidade do Rio de Janeiro passou, em 1º de julho de 2012, a ser a primeira área urbana no mundo a ter reconhecido o valor universal da sua paisagem urbana. A paisagem cultural do Rio é única no mundo e representa um exemplo excepcional dos desafios, das contradições e da criatividade do povo brasileiro. A harmonia entre a paisagem natural e a intervenção do homem, incluindo o uso e as práticas em seu espaço e suas manifestações culturais, tornou o Rio de Janeiro internacionalmente conhecido. Sua inscrição na categoria de Paisagem Cultural, pelo valor universal excepcional, foi um passo importante para consolidar as ações de proteção e preservação de uma interação única entre a cultura e a natura, em uma metrópole densamente ocupada. Ainda seguindo o descritivo do IPHAN: "uma natureza absolutamente singular e magnífica foi o que os europeus encontraram quando, no século XVI, avistaram a Baía de Guanabara e fundaram a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Seus arredores caracterizados pela combinação entre o mar, as montanhas e a floresta, ao longo de mais de quatro séculos de história, foi e tem sido palco de grandes e importantes eventos históricos do Brasil. A partir de 1992, o conceito de Paisagem Cultural foi adotado pela Unesco e incorporado como uma nova tipologia de reconhecimento dos bens culturais. Anteriormente, os sítios reconhecidos nessa categoria eram relacionados a áreas rurais, sistemas agrícolas tradicionais, jardins históricos e outros locais de cunho simbólico."O oceano e o direito ao mar são focos da Unesco na última década e já estão representados em inúmeros trabalhos artísticos no Brasil e no mundo. Pensando em exposições atuais, podemos exemplificar com a exposição "Oceano - O Mundo é um Arquipélago", com curadoria de Fabio Scarano, Camila Oliveira e Caetana Lara Resende (em cartaz no Museu do Amanhã, de 17/12/2025 a 19 de maio de 2026). Para reforçar a valorização do patrimônio natural como parte integrante do patrimônio cultural brasileiro, o conteúdo será abordado utilizando-se de várias expressões artísticas, seja a fotografia, o audiovisual, a arte visual, o podcast, entre outras propostas. É uma forma de engajar o público-alvo por meio de ferramentas expressivas e de interesse coletivo, estimular o conhecimento nessas linguagens que poderão ser replicadas em seus ambientes escolares e na comunidade como um todo, além de ampliar o acesso à cultura nas comunidades de vulnerabilidade social. O projeto é relevante para a cultura brasileira por fortalecer a consciência sobre a relação histórica, econômica e simbólica entre a sociedade brasileira e o mar. O Brasil possui uma das maiores zonas costeiras do mundo e uma extensa área marinha, conhecida como "Amazônia Azul", que integra de forma essencial a identidade territorial e cultural do país. A iniciativa vai ampliar o impacto social da temática, fomentar o protagonismo juvenil por meio da formação de jovens mediadores do conhecimento e agentes multiplicadores: o oceano deixa de ser apenas um espaço de exploração econômica e passa a ser reconhecido como elemento constitutivo da identidade nacional, da memória coletiva e da qualidade de vida. Ao mesmo tempo, os estudantes ganham novos territórios, ocupando espaços como o Museu Nacional, que historicamente estariam ligados a uma elite intelectual. Sob a ótica identitária, ao sensibilizar jovens, a iniciativa contribui para a formação de uma geração mais consciente, capaz de integrar saberes, valores e responsabilidade coletiva, aspectos fundamentais para o fortalecimento de uma cultura brasileira comprometida com a a preservação de seus patrimônios materiais, imateriais e/ou naturais.Por se tratar de duas instituições parceiras sem fins lucrativos, o projeto necessita de recursos incentivados para dar continuidade ao trabalho educativo e formativo. O projeto vai atender os seguintes incisos da Lei 8313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.E, referente ao artigo 3º:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres.IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.