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Inventário e salvaguarda de saberes etnobotânicos e práticas agrícolas Guarani Mbya do Vale do Ribeira

Início: 01/03/2027Término: 31/08/2028Aceite: 09/04/2026

Resumo

O projeto visa a realização de inventário de saberes etnobotânicos e práticas agrícolas do povo Guarani Mbya, bem como a realização de oficinas, produção de catálogo bilíngue, produção de vídeo documental e realização de evento de devolutiva e lançamento.

Sinopse

O projeto resultará na produção de um catálogo etnobotânico bilíngue (guarani-português), um vídeo documental, na realização de oficinas intergeracionais e na realização de um evento de devolutiva e lançamento, todos voltados à salvaguarda e difusão dos saberes etnobotânicos e práticas agrícolas do povo Guarani Mbya do Vale do Ribeira.1-Catálogo etnobotânico bilíngue (guarani-português):O catálogo terá como tema central o registro, sistematização e valorização dos conhecimentos tradicionais Guarani Mbya relacionados ao uso de plantas medicinais, alimentícias, construtivas, espirituais e culturais, a partir de processos participativos realizados nas aldeias envolvidas.O conteúdo será organizado a partir do levantamento de espécies e conhecimentos tradicionais associados, incluindo nome em guarani e português, usos tradicionais, contextos culturais e, sempre que possível, identificação botânica. O material será estruturado em seções que poderão incluir: apresentação do projeto e do povo Guarani Mbya, contextualização cultural e territorial, capítulos temáticos sobre usos das plantas, registros fotográficos e descrições etnobotânicas. O catálogo apresentará aproximadamente de 30 a 50 espécies vegetais registradas.A obra terá caráter cultural, educativo e de preservação do patrimônio imaterial, sendo relevante para o fortalecimento da memória cultural, para a valorização dos conhecimentos tradicionais indígenas e para a ampliação do acesso a conteúdos culturais brasileiros, especialmente aqueles originários de povos tradicionais.2-Vídeo documental:O vídeo documental abordará os saberes etnobotânicos e práticas agrícolas Guarani Mbya a partir de registros realizados durante as atividades do projeto, incluindo rodas de conversa com anciãos, caminhadas no território e oficinas intergeracionais.O roteiro será construído a partir dos conteúdos levantados em campo, priorizando a narrativa dos próprios participantes indígenas, com destaque para as xejary (anciãs) e xeramoi (anciãos), bem como tradutores e demais membros das comunidades.O vídeo documental apresentará a relação do povo Guarani com a floresta, com as plantas e com seu modo de vida (nhandereko), contribuindo para a difusão desses saberes em linguagem audiovisual acessível ao público em geral.3-Oficinas intergeracionais e interaldeias:As oficinas terão como tema central a transmissão de saberes etnobotânicos e práticas culturais associadas ao uso das plantas, conduzidas por anciãs (xejary) e anciãos (xeramoi), com apoio de tradutores Guarani-Português.Serão espaços de aprendizagem prática e vivencial, envolvendo jovens e demais membros das comunidades, com conteúdos definidos de forma participativa a partir dos conhecimentos levantados nas etapas iniciais do projeto. O plano pedagógico e de execução das oficinas estão em documento anexo.As oficinas contribuirão para o fortalecimento da transmissão intergeracional dos conhecimentos tradicionais e para a valorização das práticas culturais Guarani Mbya.4-Evento de devolutiva e lançamento:O evento terá como objetivo a apresentação pública dos resultados do projeto, incluindo o lançamento do catálogo etnobotânico bilíngue e a exibição do vídeo documental.Será um momento de compartilhamento dos conteúdos produzidos com as comunidades participantes e com o público em geral, promovendo a valorização dos saberes tradicionais Guarani Mbya e a difusão dos produtos culturais gerados.O evento será em uma das aldeias participantes e contará com participação de representantes das comunidades envolvidas e será aberto ao público, fortalecendo o reconhecimento cultural e a circulação dos conhecimentos produzidos no âmbito do projeto.

Objetivos

Objetivo geral: Realizar inventário dos saberes etnobotânicos e práticas agrícolas do povo Guarani Mbya no Vale do Ribeira, envolvendo comunidades indígenas nos municípios de Iguape, Pariquera-Açu, Registro e Cananéia/SP, com vistas ao fortalecimento, salvaguarda e difusão do patrimônio cultural imaterial Guarani Mbya.Objetivos específicos: 1. Produto INVENTÁRIO DE PATRIMÔNIO IMATERIAL: Realizar o inventário dos saberes etnobotânicos Guarani Mbya, por meio de atividades de pesquisa e trabalho de campo em 4 aldeias (Pindo-ty, Itapuã, Tupã Reko e Takuari-ty), incluindo rodas de conversa, caminhadas etnobotânicas e registros sistemáticos durante a execução do projeto, com estimativa mínima de 30 espécies documentadas.2. Produto CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO: Realizar 4 oficinas intergeracionais de conhecimentos tradicionais etnobotânicos, sendo 1 oficina em cada aldeia participante, com carga horária de 8 horas por oficina, totalizando 32 horas de atividades formativas.3. Produto EDIÇÃO DE OBRA (CATÁLOGO): Produzir e publicar 1 catálogo etnobotânico bilíngue (guarani-português), com estimativa de 60 a 100 páginas e com tiragem de 500 exemplares para distribuição gratuita.4. Produto OBRA AUDIOVISUAL: Produzir 1 vídeo documental com duração estimada de 5 a 10 minutos, com disponibilização gratuita em meio digital.5. Produto EVENTO CULTURAL: Realizar 1 evento cultural gratuito de devolutiva e lançamento, com apresentação dos resultados do projeto, com estimativa de 60 a 100 pessoas.

Justificativa

Os povos Guarani Mbya possuem uma relação profunda com a floresta e com os elementos naturais, estruturada a partir de um sistema de conhecimentos que integra dimensões ecológicas, espirituais e sociais. O conhecimento etnobotânico é central para a organização da vida Guarani, sendo transmitido principalmente por via oral, em contextos de vivência, ritual e prática cotidiana. Esse conhecimento envolve não apenas o uso utilitário das plantas, mas sua inserção em sistemas cosmológicos complexos, nos quais a floresta é compreendida como um espaço sagrado e culturalmente estruturante. Essa relação envolve práticas tradicionais de manejo, uso e cuidado com a biodiversidade local, contribuindo para a conservação de espécies e para a manutenção de sistemas socioecológicos, evidenciando também a dimensão ecológica e da sustentabilidade desses conhecimentos. Os saberes etnobotânicos e práticas agrícolas Guarani Mbya constituem bens do patrimônio cultural imaterial de reconhecido valor para as comunidades envolvidas, sendo amplamente praticados e transmitidos entre gerações ao longo do tempo e no cotidiano das aldeias como parte fundamental de sua identidade, memória e modos de vida (nhandereko). Esses conhecimentos são referências culturais vivas, sendo reconhecidos pelas próprias comunidades como essenciais para a continuidade de sua cultura, conforme evidenciado pelas cartas de anuência das comunidades participantes. Entretanto, esse patrimônio cultural encontra-se hoje sob risco, devido a fatores como a redução territorial, a perda de acesso à floresta, a fragilização da transmissão intergeracional e a influência de processos externos. Apesar da relevância desse patrimônio, observa-se que ainda há uma lacuna significativa de registros sistematizados, especialmente na região do Vale do Ribeira. Grande parte desses conhecimentos locais permanece pouco documentada de forma sistemática, sobretudo a partir de abordagens que valorizem o protagonismo indígena e a organização dos conteúdos de forma acessível e bilíngue (guarani-português) para uso das próprias comunidades, como propõe o presente projeto. Nesse contexto, o projeto nasce de demandas apresentadas pelas comunidades Guarani do Vale do Ribeira à COOBIO nos últimos anos, buscando enfrentar um desafio real: a perda gradual de saberes tradicionais concentrados nas anciãs e anciãos, principais detentores desses conhecimentos. A proposta busca, portanto, registrar, fortalecer e reativar esses saberes em processos vivos de transmissão cultural, promovendo o encontro entre gerações e entre aldeias, com protagonismo indígena em todas as etapas, incluindo curadoria, tradução e condução das atividades. O projeto prevê ainda a geração direta de benefícios sociais e materiais para os detentores desses conhecimentos tradicionais, por meio da remuneração das anciãs, anciãos e tradutores envolvidos nas atividades, do fortalecimento das dinâmicas comunitárias e da valorização de seus conhecimentos no contexto cultural e social. O projeto se caracteriza como ação cultural, tendo como foco o registro, salvaguarda e difusão de saberes tradicionais enquanto patrimônio cultural imaterial. A utilização de recursos públicos por meio do mecanismo de incentivo cultural se justifica pela natureza do projeto, que envolve a preservação de patrimônio cultural imaterial, o acesso gratuito aos produtos culturais, a valorização de comunidades tradicionais e a produção de conhecimento de interesse coletivo. A produção de um catálogo etnobotânico bilíngue contribui ainda para a organização e sistematização desses saberes de forma acessível às próprias comunidades e a não indígenas, ampliando suas possibilidades de uso em contextos culturais, educativos e territoriais. Essas iniciativas contribuem diretamente para o fortalecimento do direito de acesso, produção e transmissão das expressões culturais, ao mesmo tempo em que se alinham aos objetivos do edital de democratização do acesso à cultura, valorização da diversidade cultural e descentralização territorial. O projeto contribui para o fortalecimento cultural em territórios prioritários do Programa Rouanet no Interior, ampliando a presença de investimentos culturais em municípios historicamente menos atendidos por políticas públicas culturais. ENQUADRAMENTO NO ART. 1º DA LEI 8.313/91 O projeto se enquadra nos seguintes incisos: Inciso I. "contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais" O projeto promove acesso gratuito a bens culturais, através da disponibilização de seus produtos de maneira totalmente gratuita, contribuindo diretamente para o exercício dos direitos culturais.Inciso II. "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais" O projeto valoriza diretamente os saberes Guarani Mbya da região do Vale do Ribeira, fortalecendo conteúdos culturais locais e protagonismo indígena. Inciso III. "apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores" O projeto registra e difunde conhecimentos tradicionais, reconhecendo e valorizando os anciãos como detentores e criadores de conhecimento cultural. Inciso IV. "proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional" O projeto atua diretamente na proteção e salvaguarda das expressões culturais de povo indígena formador da sociedade brasileira. Inciso V. "salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira" O projeto tem foco forte e direto na salvaguarda para a continuidade dos modos de vida Guarani (nhandereko). Inciso VI. "preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro" O inventário e salvaguarda dos saberes etnobotânicos e agrícolas Guarani Mbya configuram ação direta de preservação de patrimônio imaterial. Inciso VIII. "estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória" O catálogo, vídeo documental e evento que serão produzidos pelo projeto ampliam o acesso ao conhecimento cultural produzido, que possui valor universal. Inciso IX. "priorizar o produto cultural originário do País" O projeto tem como base a valorização e difusão de conhecimentos tradicionais indígenas Guarani Mbya, priorizando o produto cultural originário do País. ENQUADRAMENTO NO ART. 3º DA LEI 8.313/91 O projeto atende diretamente aos seguintes objetivos: Inciso II. fomento à produção cultural e artística. Alínea a. "produção de [...] vídeos [...] de caráter cultural" O projeto produzirá vídeo documental sobre conhecimentos tradicionais etnobotânicos e práticas agrícolas da cultura Guarani Mbya. Alínea b: "edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes" O projeto produzirá e publicará catálogo etnobotânico bilíngue guarani-português. Alínea e: "realização de exposições, festivais [...] ou congêneres" O projeto realizará evento gratuito de devolutiva e lançamento de catálogo etnobotânico bilíngue e vídeo documental. Inciso III. preservação e difusão do patrimônio cultural Alínea d: "proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais" O projeto atuará diretamente na proteção e fortalecimento dos saberes e tradições culturais Guarani Mbya. Inciso IV. estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais Alínea b: "levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura [...]" O inventário e salvaguarda dos saberes etnobotânicos é, essencialmente, um processo estruturado de pesquisa cultural que estimula o conhecimento dos bens e valores culturais.

Etapas

PRÉ-PRODUÇÃOTempo estimado: 3 meses-Planejamento participativo e articulação com as comunidades indígenas participantes;-Reuniões de alinhamento com lideranças locais e definição das atividades;-Organização logística das ações (transporte, alimentação e equipe);-Definição metodológica para realização do inventário e das oficinas;-Planejamento das oficinas intergeracionais e interaldeias.PRODUÇÃO/EXECUÇÃOTempo estimado: 13 meses-Realização de rodas de conversa com anciãos (xeramoi e xejary);-Realização de caminhadas etnobotânicas e atividades de registro de campo;-Registro audiovisual (foto e vídeo) das atividades e saberes;-Realização das oficinas intergeracionais e interaldeias;-Organização, sistematização e curadoria dos conteúdos levantados;-Tradução bilíngue (guarani-português);-Produção editorial do catálogo (redação, design e diagramação);-Produção do vídeo documental (captação, edição e finalização);-Realização do evento de devolutiva e lançamento;-Distribuição dos materiais e circulação dos conteúdos produzidos.PÓS-PRODUÇÃOTempo estimado: 2 meses-Avaliação das atividades realizadas;-Organização dos registros e documentação do projeto;-Elaboração de relatórios;-Prestação de contas.

Estratégia de execução

O projeto tem como público beneficiário direto as comunidades indígenas Guarani Mbya das aldeias participantes, com envolvimento de anciãos (xeramoi e xejary), tradutores e demais membros das comunidades, especialmente jovens, no processo de transmissão intergeracional de referências culturais.Como beneficiários indiretos, destacam-se estudantes e educadores de escolas indígenas da região, além do público em geral que terá acesso gratuito aos produtos culturais, incluindo catálogo, vídeo documental e conteúdos digitais.Ressalta-se que o projeto será desenvolvido com protagonismo indígena em todas as etapas, incluindo participação ativa na condução das atividades, curadoria dos conteúdos e validação dos materiais produzidos, garantindo respeito aos modos próprios de transmissão de conhecimento da cultura Guarani Mbya.As atividades ocorrerão em territórios indígenas, respeitando as dinâmicas locais, os tempos comunitários e as especificidades culturais, com metodologia participativa e intercultural.Os bens materiais produzidos no projeto (catálogos) serão distribuídos gratuitamente, não havendo previsão de comercialização.Destaca-se que, embora o sistema SALIC permita o cadastramento de um único produto principal no Plano de Distribuição, o projeto envolve produtos complementares (catálogo, oficinas, vídeo e evento), que decorrem diretamente do processo de inventário, configurando desdobramentos culturais do produto principal.A distribuição dos exemplares do catálogo etnobotânico bilíngue será realizada prioritariamente às comunidades indígenas participantes do projeto e ao público em geral que participará do evento de devolutiva e lançamento, sendo integralmente gratuita, independentemente da classificação interna automática do SALIC na seção Plano de Distribuição.

Especificação técnica

1-Produto INVENTÁRIO DE PATRIMÔNIO IMATERIALSerá realizado um inventário participativo dos saberes etnobotânicos e práticas agrícolas do povo Guarani Mbya no Vale do Ribeira, com foco na identificação, registro, sistematização e validação dos conhecimentos tradicionais associados ao uso de plantas.Metodologia e procedimentos técnicos:O inventário será conduzido por meio de abordagem participativa e intercultural, envolvendo:-Rodas de conversa com anciãos (xeramoi e xejary) e demais detentores de conhecimentos tradicionais;-Caminhadas etnobotânicas nos territórios das aldeias participantes;-Observação e registro de práticas culturais relacionadas ao uso das plantas;-Registros audiovisuais (fotografia e vídeo) e anotações de campo;Conteúdo a ser levantado:-Nomes das plantas em guarani, português e científico;-Usos tradicionais (medicinais, alimentícios, construtivos, rituais e culturais);-Formas de preparo e uso;-Contextos simbólicos, culturais e espirituais associados;-Informações complementares, quando disponíveis;Sistematização e validação:Os dados coletados serão organizados e sistematizados em base estruturada, com curadoria indígena e validação junto às comunidades participantes, garantindo fidelidade cultural, respeito aos conhecimentos tradicionais e adequação do conteúdo para uso comunitário.Os resultados do inventário constituirão a base para a produção do catálogo etnobotânico bilíngue e do conteúdo audiovisual do projeto.2-Produto CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃOSerão realizadas 4 oficinas intergeracionais e interaldeias, com foco na transmissão de saberes etnobotânicos e práticas culturais associadas ao uso de plantas pelo povo Guarani Mbya.Especificações técnicas:Quantidade: 4 oficinasCarga horária: 8 horas por oficinaCarga horária total: 32 horasLocal: aldeias participantesPúblico-alvo: membros das comunidades indígenas, com prioridade para jovensConteúdo programático:Os conteúdos serão definidos de forma participativa, com base nos conhecimentos levantados no inventário, podendo incluir:-Uso de plantas medicinais, alimentícias e construtivas;-Práticas culturais e rituais associados às plantas;-Formas tradicionais de manejo e uso da biodiversidade;-Transmissão de saberes e referências culturais entre gerações;As oficinas terão caráter vivencial e prático, utilizando:-Rodas de conversa;-Atividades em campo no território;-Demonstrações práticas conduzidas por anciãos;-Mediação linguística por tradutores Guarani-Português;As atividades serão conduzidas por anciãos (xeramoi e xejary), com protagonismo indígena, respeitando os modos próprios de transmissão de conhecimento da cultura Guarani Mbya.O detalhamento completo do projeto pedagógico, incluindo objetivos, metodologia, conteúdo programático, público-alvo e critérios de participação, encontra-se apresentado em documento específico anexo à proposta.3-Produto EDIÇÃO DE OBRA (CATÁLOGO)Será produzido um catálogo etnobotânico bilíngue (guarani-português), em formato impresso e digital, com sistematização dos saberes tradicionais associados ao uso de plantas pelo povo Guarani Mbya.Especificações técnicas:Formato: A4 (21 x 29,7 cm) ou similarNúmero de páginas: 60 a 100 páginasTiragem: 500 exemplaresImpressão: policromia (4x4 cores)Papel miolo: couché fosco ou offset (aprox. 90g a 120g)Papel capa: couché fosco (aprox. 250g a 300g)Acabamento: brochura colada (lombada quadrada)Versão digital: PDF para distribuição gratuitaConteúdo editorial:O catálogo será estruturado em seções organizadas, podendo incluir:-Apresentação institucional e contextualização do projeto;-Introdução sobre o povo Guarani Mbya e o território do Vale do Ribeira;-Capítulos temáticos sobre usos das plantas (medicinais, alimentícias, construtivas, rituais e culturais);-Fichas etnobotânicas contendo nome em guarani e português, descrição dos usos, contexto cultural e, quando possível, identificação botânica;-Registro fotográfico das espécies e de atividades;Os conteúdos serão produzidos a partir de levantamento de campo e sistematização participativa, com curadoria indígena e validação junto às comunidades.O catálogo incluirá recursos de acessibilidade, como QR Codes para acesso a conteúdos em áudio, quando viável tecnicamente.4-Produto OBRA AUDIOVISUALSerá produzido um vídeo documental de caráter cultural, com duração estimada entre 5 e 10 minutos, abordando os saberes etnobotânicos e práticas culturais do povo Guarani Mbya no Vale do Ribeira.Especificações técnicas:Formato: vídeo digitalDuração: 5 a 10 minutosCaptação: imagem e áudio em campoResolução mínima: Full HD (1920x1080)Captação de áudio direto e/ou com microfones externosEdição e finalização profissional (corte, correção de cor, tratamento de áudio)Exportação em formatos digitais para difusão onlineConteúdo e linguagem:O vídeo será construído a partir de registros realizados durante rodas de conversa, caminhadas etnobotânicas e oficinas, com foco na narrativa dos próprios participantes indígenas.Serão abordados:-Relação do povo Guarani com a floresta e o território;-Uso cultural e simbólico das plantas;-Processos de transmissão de saberes entre gerações;A linguagem será documental, com caráter observacional e participativo, priorizando a oralidade, os contextos culturais e o protagonismo indígena.Acessibilidade:-Inserção de legendas-Possibilidade de inclusão de audiodescrição, conforme viabilidade técnica5-Produto EVENTO CULTURALSerá realizado 1 evento cultural de devolutiva e lançamento dos produtos do projeto, com caráter público, gratuito e aberto à participação das comunidades e público em geral.Especificações técnicas:Duração: aproximadamente 4 a 8 horasLocal: espaço comunitário em aldeia participante (a definir)Estrutura: sistema de som, projeção audiovisual (telão ou similar), mobiliário e apoio logísticoPúblico: membros das comunidades indígenas da região e público externo, estimativa de 60 a 100 pessoas.Atividades previstas:-Abertura com cânticos e danças tradicionais guarani-Apresentação institucional do projeto e seus resultados;-Lançamento e distribuição do catálogo etnobotânico bilíngue;-Exibição do vídeo documental;-Espaço de fala para representantes das comunidades (anciãos, lideranças, participantes);O evento terá caráter de devolutiva cultural, promovendo a circulação dos conhecimentos produzidos e o reconhecimento público dos conhecimentos tradicionais.Acessibilidade:-Prioridade para escolha de local acessível-Possibilidade de intérprete de Libras-Comunicação em linguagem acessível

Ficha técnica

A COOBIO – Ação Cooperativa para a Bioeconomia será responsável pela concepção, planejamento, coordenação e execução integral do projeto, incluindo a gestão técnica, administrativa e financeira, não havendo delegação das funções de gestão a terceiros.O proponente atuará diretamente na organização e condução das atividades, incluindo:-Planejamento participativo e articulação com as comunidades indígenas envolvidas;-Definição metodológica e coordenação das atividades de inventário, rodas de conversa e caminhadas etnobotânicas;-Coordenação das oficinas intergeracionais e interaldeias;-Organização e supervisão dos registros audiovisuais;-Sistematização, curadoria e validação dos conteúdos produzidos;-Coordenação da produção editorial do catálogo bilíngue;-Coordenação da produção do vídeo documental;-Organização e realização do evento de devolutiva e lançamento;-Gestão administrativa e financeira do projeto, incluindo contratação de serviços, acompanhamento orçamentário, execução de pagamentos e prestação de contas;-Gestão do processo decisório ao longo de todas as etapas do projeto.As atividades técnicas, administrativas e financeiras serão realizadas diretamente pela equipe do proponente, garantindo o controle e a responsabilidade sobre todas as etapas do projeto, em conformidade com a regulamentação do mecanismo de incentivo.A equipe principal do projeto será composta pelos seguintes profissionais:André Ramalho RodriguesFunção: Coordenador TécnicoCurrículo resumido: Biólogo (UNESP) e pós-graduado em Psicologia Transpessoal, com ampla experiência na concepção, coordenação e execução de projetos culturais e socioambientais com comunidades indígenas no Vale do Ribeira. Atua com metodologias participativas, fortalecimento cultural e territorial e restauração ecológica, com experiência em articulação institucional e intercultural, elaboração de projetos e gestão técnica-financeira.Bruno GianezFunção: Coordenador Institucional e FinanceiroCurrículo resumido: Historiador (UFOP) com mestrado em História Social (UFF), com ampla experiência em gestão de projetos culturais e socioambientais, atuação em cooperação internacional, desenvolvimento territorial e cadeias da sociobiodiversidade. Atua na elaboração, gestão e articulação de projetos financiados por recursos públicos e privados, com experiência junto a comunidades tradicionais no Vale do Ribeira.Aline Fraiha PaivaFunção: Coordenação Institucional e Assessoria LinguísticaCurrículo resumido: Doutora em Linguística (UFSCar), com ampla experiência em ensino de línguas, interculturalidade e produção de materiais didáticos. Atual presidente da COOBIO, com experiência em projetos de extensão, formação linguística e contextos interculturais, contribuindo especialmente na orientação dos conteúdos bilíngues e processos de tradução do projeto.Raquelly Andressa Borba HiraideFunção: Apoio Administrativo e LogísticoCurrículo resumido: Administradora e contadora, com mais de 10 anos de experiência na gestão de processos administrativos e organização institucional. Atua no suporte administrativo da COOBIO, com experiência em organização documental, acompanhamento de projetos e apoio logístico a iniciativas culturais e socioambientais.EQUIPE COMPLEMENTARO projeto contará ainda com a participação de profissionais e colaboradores a serem definidos em conjunto com as comunidades, incluindo:-Tradutores e mediadores culturais Guarani, responsáveis pela tradução guarani-português e apoio na condução das atividades;-Anciãs (xejary) e anciãos (xeramoi), como detentores e transmissores dos conhecimentos tradicionais. Atuarão também como curadores culturais do conteúdo, contribuindo para a validação, organização e definição dos conhecimentos a serem registrados;-Profissional de audiovisual (videomaker), responsável pela captação e edição do vídeo documental;-Profissional de comunicação e registro audiovisual das atividades;Todos os profissionais atuarão sob coordenação direta da equipe técnica do projeto, respeitando o protagonismo indígena na condução das atividades e na curadoria dos conteúdos.

Acessibilidade

O projeto adotará medidas de acessibilidade compatíveis com suas características e contextos de realização, considerando os aspectos arquitetônico, comunicacional, de conteúdo e de divulgação acessível, conforme a legislação vigente e o Guia de Acessibilidade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.a) Medidas de acessibilidade no aspecto arquitetônico:-As atividades presenciais (oficinas e evento) serão realizadas em espaços comunitários das aldeias participantes, buscando garantir condições adequadas de circulação e acesso a pessoas com mobilidade reduzida e idosos;-Sempre que necessário, serão adotadas adaptações nos espaços utilizados, respeitando as condições locais e a realidade das comunidades;-Será priorizada a escolha de locais de fácil acesso dentro das aldeias para realização das atividades.b) Medidas de acessibilidade no aspecto comunicacional e de conteúdo, contemplando pessoas com deficiência visual, auditiva, intelectual e outras necessidades específicas:-Utilização de linguagem clara e acessível durante todas as atividades do projeto;-Mediação linguística por meio de tradutores Guarani-Português, garantindo o acesso ao conteúdo tanto para falantes da língua Guarani quanto do português;-Organização das atividades em formatos participativos, com uso de oralidade, demonstrações práticas e vivências no território, favorecendo a compreensão por diferentes públicos;-Disponibilização de apoio individual durante as atividades para pessoas com deficiência ou necessidades específicas, sempre que necessário;-Adequação do ritmo e da dinâmica das atividades para contemplar diferentes perfis de participantes, incluindo pessoas idosas.c) Medidas de acessibilidade na comunicação e divulgação do projeto:-Produção de materiais de divulgação em linguagem simples e acessível;-Disponibilização de intérprete de Libras no evento de devolutiva e lançamento, sempre que aplicável;-Divulgação das atividades com informações claras sobre local, horário e condições de participação;-Inclusão de QR Codes no catálogo etnobotânico bilíngue com acesso a conteúdos em áudio, ampliando a acessibilidade para pessoas com deficiência visual;-Disponibilização gratuita do catálogo e do vídeo documental em formato digital, ampliando o acesso ao conteúdo;-Inserção de legendas no vídeo documental, garantindo acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva, e, sempre que viável técnicamente, inclusão de recursos de audiodescrição para pessoas com deficiência visual;-Sempre que viável tecnicamente, adoção de recursos adicionais de acessibilidade nos materiais produzidos;-Divulgação das ações com indicação das condições de acessibilidade disponíveis.

Democratização

O projeto adotará medidas de ampliação de acesso compatíveis com suas características, contemplando diferentes públicos e formas de acesso aos bens culturais produzidos, conforme previsto no Art. 42 da IN nº 29/2026.Serão adotadas as seguintes medidas:-Doação e distribuição gratuita de produtos culturais (Inciso I): distribuição gratuita de exemplares do catálogo etnobotânico bilíngue, com destinação prioritária às comunidades indígenas participantes, escolas indígenas e instituições de interesse educativo e cultural;-Oferta de transporte gratuito (Inciso II): apoio ao deslocamento de participantes indígenas de diferentes aldeias para participação nas oficinas e atividades do projeto, garantindo condições de acesso às ações culturais, inclusive para pessoas com mobilidade reduzida e idosos;-Disponibilização de conteúdos em meio digital (Inciso III): disponibilização gratuita do vídeo documental em plataforma digital, com inserção de legendas e, sempre que viável tecnicamente, recursos de audiodescrição, bem como disponibilização do catálogo etnobotânico bilíngue em formato digital gratuito, ampliando o acesso aos conteúdos produzidos;-Realização de atividades gratuitas (Inciso V): realização de oficinas intergeracionais, rodas de conversa e evento cultural de devolutiva e lançamento, todos com acesso gratuito aos participantes;-Ação cultural voltada a públicos prioritários (Inciso VI): realização de atividades voltadas principalmente às comunidades indígenas Guarani Mbya, incluindo jovens, adultos e anciãos, promovendo a transmissão intergeracional de saberes;-Medidas complementares de ampliação de acesso (Inciso X): uso de linguagem acessível e tradução Guarani-Português nas atividades do projeto; e realização das atividades em territórios indígenas, ampliando o acesso direto das comunidades aos processos culturais.