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Divina Madre: Território Criativo

Início: 04/01/2027Término: 31/01/2029Aceite: 10/04/2026

Resumo

O projeto Divina Madre: Território Criativo implementará um laboratório urbano cultural sustentável na Madre Deus e bairros adjacentes. Seu objetivo é fortalecer a cultura local, memória e expressões artísticas, com foco nas cadeias da música, gastronomia tradicional e cultura popular. A proposta se estrutura em mapeamento cultural e formação de jovens e comunicadores. Os produtos principais são laboratórios criativos, difusão cultural (festivais, webséries e podcasts) , além da incubação de 30 projetos culturais para impulsionar a economia criativa local.

Sinopse

CONTEÚDO DOS PRODUTOS DO PROJETOOs produtos culturais deste projeto abrangem pesquisa, memória, formação, audiovisual, programação artística e redes de participação cultural. Todos os conteúdos apresentados abaixo possuem natureza estritamente cultural, com classificação indicativa Livre, salvo onde indicado. 1. Atlas Cultural do Território (Livro Digital e Impresso)Publicação ilustrada que reúne os resultados dos mapeamentos culturais, memória social, cadeias produtivas da música, gastronomia tradicional e cultura popular. Contém textos analíticos, narrativas comunitárias, mapas, fotos e registros de mestres da cultura. Classificação indicativa: Livre.2. Catálogo do Patrimônio Humano do Território (Livro Digital e Impresso)Livro dedicado a registrar mestres, griôs, guardiões da memória, cozinheiras tradicionais, artistas populares e fazedores da música do território. Apresenta biografias, entrevistas, fotos e depoimentos. Classificação indicativa: Livre.3. Guia de Boas Práticas e Instrumentos de Gestão Cultural (Livro Digital e Impresso)Publicação para orientar coletivos culturais, organizações e agentes do território, apresentando metodologias de mapeamento, participação social, gestão colaborativa, economia da cultura e organização de projetos culturais. Classificação: Livre.4. Relatório do Observatório Cultural (Publicação Digital)Documento que sistematiza dados, indicadores culturais, análises sobre as cadeias da música, gastronomia e cultura popular, além de mapas interativos e sínteses dos laboratórios criativos. Classificação: Livre.5. Memorial Metodológico –Divina : Território Criativo (Livro Digital)Registro técnico e narrativo da metodologia aplicada no projeto, incluindo processos de formação, pesquisa, participação social e experiências comunitárias. Classificação: Livre.6. Podcast “Vozes do Território” – 20 episódiosSérie de áudio dedicada a narrar histórias, personagens, tradições, expressões musicais e memórias vivas do território. Trabalha com entrevistas, relatos, paisagens sonoras e temas culturais. Classificação indicativa: Livre.7. Websérie “Memórias do Território Criativo” – 15 episódiosProdução audiovisual que registra narrativas sobre cultura popular, música local, gastronomia ancestral, mestres e práticas socioculturais do território. Cada episódio apresenta personagens, espaços culturais e práticas criativas. Classificação: Livre.8. Mostras Itinerantes de Cinema da Comunidade – 4 ediçõesSessões públicas em diferentes espaços do território, exibindo curtas e médias produzidos em oficinas comunitárias. Temas: memória, identidade, cultura popular, música e cotidiano local. Debate ao final das sessões. Classificação: Livre.9. Festival de Música, Cultura Popular e Gastronomia – 2 ediçõesEvento cultural aberto ao público, com apresentações musicais, grupos de cultura popular, cozinheiras tradicionais, feiras de economia criativa e rodas de saberes. Foco na valorização das expressões culturais do território. Classificação: Livre.10. Circuitos Culturais de Brincadeiras de Rua – 4 ediçõesProgramação comunitária com jogos tradicionais, música, danças, contação de histórias, brinquedos populares e atividades intergeracionais. Classificação: Livre.11. Mapas Afetivos Culturais – 4 ProdutosMapas confeccionados de forma colaborativa, destacando memórias, afetos, lugares simbólicos, percursos culturais, espaços da música e da gastronomia tradicional. Entregues em formato digital e impresso. Classificação: Livre.12. Laboratórios Criativos e de Design Social – 6 produtosProcessos formativos e experimentais que geram protótipos culturais, propostas de sinalização cultural, ideias para espaços de convivência, roteiros culturais e pequenos exercícios de arte pública. Cada laboratório produz relatório digital. Classificação: Livre.13. Seminário Divina Madre – 3 ediçõesEncontros presenciais com mesas, rodas de conversa, apresentações culturais e debates sobre cultura popular, música, memória, gastronomia tradicional, participação social e economia da cultura. Classificação: Livre.14. Conferências Culturais – 3 ediçõesEventos temáticos com especialistas, pesquisadores, mestres, artistas e agentes culturais. Temas: cidadania cultural, bem viver, clima e cultura. Inclui palestras, oficinas curtas e rodas de diálogo. Classificação: Livre.15. Oficinas de Formação (diferentes modalidades)Conjunto de oficinas de 12h, incluindo:mapeamento cultural;cultura viva e políticas culturais;audiovisual comunitário;comunicação cultural;economia da cultura;gestão cultural;empreendedorismo criativo na música;gastronomia tradicional como patrimônio imaterial. Classificação: Livre. 16. Oficinas Intergeracionais de Audiovisual – 9 oficinasProcesso de formação em linguagem cinematográfica, registro cultural, edição coletiva e produção de narrativas sobre o território, resultando em filmes e conteúdos exibidos em mostras. Classificação: Livre.17. Incubação Cultural – 30 projetos culturais entre as cadeias da música, da cultura popular e gastronomia tradicional.Programa de formação prática com mentorias, oficinas de criação, modelagem de projetos, gestão de carreira, circulação musical, gravação básica e estratégias de sustentabilidade cultural. Gera plano de desenvolvimento para cada iniciativa. Classificação: Livre.18. Rota de Experiências Criativas (1 produto)Construção de roteiro cultural que integra espaços da música, da gastronomia e da cultura popular, valorizando práticas, tradições e patrimônios do território. Classificação: Livre.

Objetivos

OBJETIVO GERAL Promover o fortalecimento da cultura local, da memória coletiva e das expressões artísticas do território, com foco especial nas cadeias produtivas da música, da gastronomia tradicional e da cultura popular, por meio de ações de mapeamento, formação, difusão cultural, laboratórios criativos, incubação de projetos culturais, pesquisa e produção de conhecimento, ampliando o acesso à cultura e contribuindo para o desenvolvimento cultural sustentável. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1. Mapear, pesquisar e sistematizar informações culturais, especialmente da cadeia produtiva da música, da gastronomia tradicional e da cultura popular, criando base pública de dados culturais do território.2. Formar jovens, comunicadores, agentes culturais e empreendedores culturais, com ênfase nos setores da música, cultura popular e gastronomia tradicional.3. Realizar práticas de design social cultural, laboratórios criativos e processos artísticos comunitários voltados à memória, ao patrimônio cultural e às expressões populares.4. Produzir ações de difusão cultural (festivais, mostras, circuitos, seminários), fortalecendo a circulação da música, da cultura popular, das tradições e da gastronomia tradicional.5. Valorizar mestres e patrimônios culturais imateriais através de produtos audiovisuais, editoriais e roteiros culturais.6. Estruturar governança comunitária da cultura, com criação de rede territorial, comitê gestor e ciclos formativos em gestão cultural.7. Criar e difundir produtos culturais (atlas, catálogo, webserie, podcast, guias, relatórios) ampliando acesso ao conhecimento cultural.8. Incubar e impulsionar 30 projetos culturais entre as cadeias da música, da cultura popular e gastronomia tradicional, fortalecendo a economia da cultura.Classificação das ações e produtos por eixos:EIXO 1 _ MAPEAMENTO, PESQUISA E OBSERVATÓRIO CULTURAL(Pesquisa cultural + difusão de conhecimento _ permitido pela Rouanet)AçõesMapeamento cultural do território, incluindo:- Cadeia produtiva da música; - Mestres e memórias vivas; - Tradições e saberes populares;- Gastronomia tradicional;- Equipamentos culturais;- Roteiros culturais e pontos de cultura;Mapeamento socioambiental com foco cultural: paisagens simbólicas, territórios de memória, identidades e manifestações culturais vinculadas ao ambiente;Diagnóstico da cadeia da música, cultura popular e gastronomia tradicional;Criação do Observatório Cultural do Território;Plataforma digital aberta, contendo mapas, indicadores, banco de dados, registros e relatórios.- Produtos: 1 Mapeamento Cultural1 Mapeamento Socioambiental Cultural1 Diagnóstico das Cadeias Culturais (música, gastronomia, cultura popular)1 Plataforma/Observatório Cultural1 publicação "Atlas Cultural do Território" (impresso + digital) EIXO 2 _ FORMAÇÃO CULTURAL E JUVENTUDE CRIATIVA(Formação cultural )AçõesFormação de 30 Jovens Pesquisadores Culturais6 oficinas (12h cada):Mapeamento Cultural ParticipativoPolíticas Culturais e Cultura VivaPatrimônio Cultural e MemóriaIntrodução ao Audiovisual ComunitárioFerramentas Digitais Livres para CulturaGestão de Projetos CulturaisFormação de Comunicadores Comunitários (20 jovens)8 oficinas (12h cada):Mediação culturalNarrativas de memóriaPodcast e rádio culturalProdução de conteúdo para culturaEconomia Criativa Cultural8 oficinas (12h cada):Empreendedorismo culturalModelos de negócio da música e cultura popularSustentabilidade culturalFormação específica para setores da cultura6 oficinas para afros empreendedores culturais;6 oficinas para mulheres na cultura- Produtos30 jovens pesquisadores formados20 comunicadores comunitários formados3 ciclos formativos completosMateriais didáticos digitaisCertificação cultural EIXO 3 _ DESIGN SOCIAL CULTURAL E LABORATÓRIOS CRIATIVOSAções4 Mapas Afetivos CulturaisMemória e Patrimônio VivoPaisagens CulturaisCidadania e PertencimentoCultura e Cotidiano6 Laboratórios Criativos (100% culturais)Bem Viver CulturalInfâncias e BrincadeirasExpressões Culturais e Arte PúblicaNarrativas Urbanas e Caminhabilidade CulturalPráticas Sustentáveis em CulturaSinalização Cultural e Roteiros do Samba, da Fé e Sabores -Produtos:4 mapas afetivos6 laboratóriosRelatório de protótipos culturaisPublicação digital do processo EIXO 4 _ PROGRAMAÇÃO CULTURAL, MEMÓRIA E AUDIOVISUALAçõesFestival de Música, Cultura Popular e Gastronomia Tradicional (2 edições)4 Circuitos Culturais de Brincadeiras de Rua;4 Mostras Itinerantes de Cinema;9 oficinas de audiovisual de 12h;Podcast "Vozes do Território" (20 episódios);Websérie "Memórias do Território Criativo" (15 episódios);Catálogo do Patrimônio Humano;Construção de roteiro cultural que integra espaços da música, da gastronomia e da cultura popular, valorizando práticas, tradições e patrimônios do território;3 edições do Seminário Divina MadreProdutos2 festivais;4 circuitos;4 mostras;9 oficinas;1 Podcast (20 EP);1 Websérie (15 EP);1 Catálogo;3 Seminários;1 roteiro cultural que integra espaços da música, da gastronomia e da cultura popular EIXO 5 _ GOVERNANÇA CULTURAL E SUSTENTABILIDADEAçõesCiclo de reuniões comunitárias;Comitê Gestor Cultural Consultivo;Rede Territorial de Cultura Viva;Ciclo formativo do comitê (6 oficinas de 12h);Ciclo formativo da rede (6 oficinas de 12h);Guia de Boas Práticas e Instrumentos Culturais;Plano de Sustentabilidade Cultural;3 Conferências Culturais- Produtos2 ciclos de reuniões;1 Comitê Gestor;1 Rede Territorial;2 ciclos formativos;3 conferências;Guia de Boas Práticas;Plano de Sustentabilidade Cultural EIXO 6 _ ECONOMIA DA CULTURA E INCUBAÇÃO DE PROJETOS (FOCO NA MÚSICA)(formação + incubação cultural)AçõesIncubação e impulsionamento cultural de 30 projetos entre as cadeias da música, cultura popular e gastronomia tradicional;Acompanhamento técnico com 12 encontros de incubação e 12 de impulsionamento.-Produtos30 projetos culturais incubados (ênfase na música);Planos de desenvolvimento cultural por iniciativa;Relatório de acompanhamento EIXO 7 _ PUBLICAÇÕES, MEMÓRIA E DIFUSÃO DE CONHECIMENTOProdutos editoriais finaisAtlas Cultural do TerritórioCatálogo do Patrimônio HumanoGuia de Boas Práticas e Instrumentos CulturaisRelatório do Observatório CulturalMemorial Metodológico "Território Criativo Divina Madre"

Justificativa

O bairro da Madre Deus, localizado na área central de São Luís e adjacente ao Centro Histórico, constitui um dos mais antigos e significativos territórios de ocupação popular da capital maranhense. Sua formação remonta ao início do século XVIII, quando o Capitão-Mor Manuel da Silva Serrão mandou construir uma capela dedicada à Nossa Senhora da Madre Deus, marco fundador do povoamento local (Matos, 2014). Este ponto inicial, situado em uma das cotas mais altas do território — onde atualmente se encontra o Hospital Geral — consolidou-se como referência simbólica e geográfica do bairro (Cerqueira; Silva, 2019).O processo de expansão da Madre Deus seguiu a lógica histórica de segregação socioespacial que marcou a urbanização de São Luís: as classes populares, majoritariamente negras, foram progressivamente deslocadas para áreas periféricas ao núcleo central, enquanto fábricas e empreendimentos urbanos instalaram-se em seu entorno. Nesse contexto, a Madre Deus tornou-se um dos primeiros territórios negros da cidade, abrigando populações marginalizadas ainda antes da abolição da escravidão. Registros apontam que casas de pindoba no local serviam de moradia, de abrigo para escravizados em fuga e de sede dos primeiros terreiros de culto africano e afro-brasileiro (Jesus, 2015).Desde 1713, quando se formou o primeiro vilarejo na Ponta de Santo Amaro, o bairro atravessou processos de adensamento, especialmente no final do século XIX com a implantação de fábricas de tecidos. Em seus 312 anos de existência, consolidou-se como território de forte identidade negra e intensa produção cultural. Atualmente, a Madre Deus abriga 1.724 moradores, sendo 58% mulheres. Trata-se de um bairro com forte presença de chefia feminina — 60,29% dos domicílios — e com média de 3,64 pessoas por residência. A composição racial reflete sua trajetória histórica: 69,07% da população se autodeclara preta ou parda, configurando um território majoritariamente negro. E sua distribuição por faixa etária evidenciando um contingente significativo de idosos no território o que indica a necessidade de políticas culturais e sociais sensíveis ao envelhecimento ativo e às diferentes fases da vida.Quando considerados os bairros do entorno — Lira, Belira, Codozinho e Goiabal — que compõem a chamada Grande Madre Deus[1], o contingente populacional chega a aproximadamente 10.600 pessoas, das quais 68,72% são negras (IBGE, 2010). Esses bairros compartilham características históricas, culturais e socioeconômicas, formando um conjunto territorial contínuo marcado pela ancestralidade afro-brasileira e pela produção cultural popular.O reconhecimento da Madre Deus como berço cultural de São Luís decorre não apenas de suas festividades contemporâneas, mas da profundidade histórica de suas práticas tradicionais. Ainda no século XIX, foram fundadas nas proximidades do bairro as primeiras casas de religião afro-brasileira do Maranhão: a Casa de Minas (de origem daomeana) e a Casa Nagô (de origem iorubana). De acordo com Ferretti (2009), esses terreiros constituem marcos fundadores da religiosidade afrodescendente na cidade, irradiando influências que alcançaram todo o estado e moldaram as dinâmicas culturais do território.A identidade da Madre Deus está intrinsecamente relacionada à cultura negra em suas diversas expressões — música, dança, religiosidade, culinária, festas populares e redes de sociabilidade. O bairro é reconhecido oficialmente como território de patrimônio cultural imaterial do Maranhão, com forte presença de grupos de Bumba Meu Boi, Tambor de Crioula, rodas de mina, escolas de samba, blocos tradicionais e diversas manifestações que constituem o calendário festivo da cidade. O slogan "bairro cultural", amplamente utilizado pelos moradores e visitantes, expressa a centralidade da cultura como elemento estruturante de sua vida comunitária.Do ponto de vista socioeconômico, a população apresenta rendimentos predominantemente baixos: 59,17% das pessoas em atividade no território recebem até dois salários-mínimos, e a renda média dos responsáveis pelos domicílios é de R$ 1.569,19. Tais indicadores evidenciam a necessidade de políticas públicas de fortalecimento econômico e valorização cultural, especialmente considerando o papel fundamental que o bairro desempenha tanto na memória coletiva quanto na economia criativa da cidade.Assim, a trajetória histórica, a força cultural e a predominância de populações negras e de baixa renda reforçam a importância de ações estruturadas que promovam sustentabilidade econômica, visibilidade e reconhecimento do patrimônio imaterial da Madre Deus. O projeto Divina Madre se insere nesse contexto como política estratégica de valorização das tradições locais, apoio aos agentes culturais, preservação das identidades territoriais e fortalecimento das comunidades que mantêm vivo o legado cultural mais representativo da cidade de São Luís.O projeto Divina Madre: Território Criativo propõe a implementação de um laboratório urbano cultural sustentável, abrangendo Madre Deus e bairros vizinhos — Lira, Belira, Codozinho, Goiabal, Macaúba, São Pantaleão, Fonte do Bispo, Vila Passos e Vila Bessa. Estruturado como espaço de produção, circulação e difusão cultural, o laboratório integrará música, gastronomia tradicional, cultura popular, artes integradas e memória comunitária, consolidando o conceito de Bem Viver Cultural. A iniciativa promove cidadania, participação social, inclusão, inovação artística e desenvolvimento local sustentável. Ao articular-se ao Plano Brasil Criativo e ao Programa Cultura Viva, o projeto fortalece redes territoriais, estimula a colaboração entre agentes culturais e fomenta práticas de gestão cultural, educação e inovação, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente educação de qualidade, redução das desigualdades, cidades sustentáveis e produção e consumo responsáveis.As ações propostas incluem: mapeamento e diagnóstico da cadeia cultural local; incubação e impulsionamento de 30 projetos culturais nas áreas de música, gastronomia e cultura popular; laboratórios criativos; atividades de difusão cultural; formação de jovens e comunicadores; seminários, festivais, mostras, podcasts, webséries e publicações editoriais. Esses componentes visam fortalecer a economia criativa, ampliar o acesso à cultura e valorizar mestres e patrimônios imateriais, integrando criação artística, memória e território.O projeto enquadra-se nos incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91, especialmente:· Inciso I _ preservação, produção e difusão de bens culturais e artísticos;· Inciso II _ formação de recursos humanos para o setor cultural;· Inciso IV _ produção e difusão de obras culturais;· Inciso V _ criação e difusão de instrumentos de gestão cultural e tecnologias sociais.Além disso, contribui para os objetivos do Art. 3º da mesma lei, ao promover a preservação da memória cultural e do patrimônio imaterial, ampliar o acesso às manifestações culturais, formar público e recursos humanos, estimular a produção e difusão de obras culturais e fortalecer redes locais e integração entre agentes culturais.O uso do Mecanismo de Incentivo à Cultura é determinante para a viabilização dessa proposta, permitindo mobilizar recursos privados capazes de transformar a Madre Deus e seus bairros vizinhos em um território criativo de referência — onde memória, tradição e inovação cultural coexistem e impulsionam cidadania, desenvolvimento sustentável e valorização de patrimônios materiais e imateriais. Ao consolidar-se como um território de Bem Viver Cultural, o Divina Madre apresenta-se como modelo replicável de fortalecimento cultural, integração comunitária e sustentabilidade econômica.[1] De acordo com a Lei nº 10.871/2018, as manifestações culturais presentes na região da "Grande Madre Deus" serão consideradas Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Maranhão. Os bairros que estão contemplados na lei são: Madre Deus, Goiabal, Fonte do Bispo, Lira, Belira, Codozinho, Vila Bessa, Macaúba e Caminho da Boiada. São 64 manifestações culturais e 5 festejos contemplados que ocorrem no território ao longo do ano (Maranhão, 2018)

Etapas

Cronograma de Execução do Projeto – 24 MesesO projeto será desenvolvido em três macroetapas: Pré-produção (6 meses), Execução (15 meses) e Pós-produção (3 meses), integrando planejamento, ações culturais, formação, pesquisa, laboratórios, audiovisual, governança e incubação de projetos culturais.1. PRÉ-PRODUÇÃO (Mês 1 a Mês 6)Objetivo: Estruturar metodologias, equipe, curadoria e articulação comunitária.Ações: Produtos/EntregasM1Planejamento Geral e Curadoria Cultural: Plano de trabalho detalhado, metodologia de mapeamento e pesquisa, definição de fluxos de gestãoM2Estruturação Administrativa e Operacional: Contratação da equipe técnica e cultural, adequação de espaço operacional, serviços de design, audiovisual e comunicação contratadosM3-M4Desenvolvimento Metodológico e Instrumentos de Pesquisa: Instrumentos de mapeamento, fichas para cadeias culturais (música, gastronomia, cultura popular), base digital do Observatório Cultural preparadaM5-M6Mobilização Comunitária, Articulações e Pré-inscrições: Reuniões com mestres, coletivos e produtores, lançamento de comunicação inicial, criação do Comitê Gestor Cultural, pré-inscrições para formações e incubação 2. EXECUÇÃO (Mês 7 a Mês 21)Objetivo: Realizar ações culturais, formação, mapeamento, laboratórios, audiovisual, governança e incubação de projetos.2.1. Eixo de Pesquisa, Mapeamento e ObservatórioAções: Produtos/EntregasM7-M9Mapeamentos Culturais (música, gastronomia, cultura popular): Levantamento de campo, entrevistas, registros audiovisuais, dados preliminaresM10-M13Estruturação da Plataforma do Observatório Cultural: Mapas interativos, indicadores, dados consolidados, relatórios parciais 2.2. Eixo de Formação Cultural e Juventude CriativaAções: Produtos/EntregasM7-M10Formação de 30 Jovens Pesquisadores (6 oficinas x 12h): Jovens pesquisadores formados, materiais didáticos digitaisM8-M12Formação de Comunicadores Comunitários (8 oficinas x 12h): Comunicadores comunitários formadosM9-M13Ciclos de Economia Criativa Cultural (8 oficinas): Jovens capacitados em empreendedorismo e sustentabilidade culturalM7-M12Formações temáticas para afroempreendedores e mulheres na cultura: Grupos específicos capacitados, materiais didáticos, certificações 2.3. Eixo de Design Social e Laboratórios CriativosAções: Produtos/EntregasM7-M8Mapas Afetivos Culturais (4 mapas): 2 mapas publicadosM7-M12Laboratórios Criativos (6 edições): 6 laboratórios realizados, protótipos culturais, relatório digital do processo 2.4. Eixo de Programação Cultural, Memória e AudiovisualAções: Produtos/EntregasM7-M16Festivais de Música, Cultura Popular e Gastronomia (2 edições): 2 festivais realizadosM8-M13Circuitos Culturais de Brincadeiras de Rua (4 edições): 4 circuitos realizadosM7-M14Mostras Itinerantes de Cinema (4 edições): 4 mostras realizadasM7-M13Podcast – 20 episódios: 20 episódios gravados e editadosM8-M15Websérie – 15 episódios: 15 episódios gravados e editadosM7-M18Seminário Divina Madre – 3 edições: Seminários realizados 2.5. Eixo de Governança Cultural e SustentabilidadeAções: Produtos/EntregasM7-M18Reuniões Comunitárias e Comitê Gestor: Comitê ativo, reuniões mensais realizadasM7-M16Ciclos Formativos do Comitê e da Rede Territorial (12 oficinas): 12 oficinas realizadas, capacitação da rede territorialM7-M18Conferências Culturais (3 edições): 3 conferências realizadasM7-M12Produção do Guia de Boas Práticas e Plano de Sustentabilidade: Guia finalizado, plano de sustentabilidade entregue 2.6. Eixo de Economia da Cultura e IncubaçãoAções: Produtos/EntregasM8-M15Incubação e impulsionamento de 30 projetos culturais: 30 projetos acompanhados, planos de desenvolvimento produzidosM8-M15Mentorias e acompanhamento técnico: Relatórios de acompanhamento e ajustes nos projetos 3. PÓS-PRODUÇÃO (Mês 22 a Mês 24)Objetivo: Sistematizar e disponibilizar todos os produtos do projeto, concluir relatórios e prestação de contas.Ações: Produtos/EntregasM22Sistematização Final e Edição de Conteúdos: Revisão dos mapeamentos, relatórios, guias, atlas e diagnósticosM23Finalização Audiovisual e Publicação Digital: Edição final da websérie, podcast, vídeos, fotografias; disponibilização públicaM24Encerramento Operacional e Prestação de Contas Cultural: Relatório conclusivo, avaliação participativa com o Comitê Gestor, organização do acervo final do Observatório Cultural

Estratégia de execução

O projeto Divina Madre: Território Criativo estrutura-se como uma iniciativa de fortalecimento cultural e desenvolvimento territorial integrada a práticas de formação, memória, difusão cultural, inovação comunitária e governança participativa. Embora os campos anteriores detalhem ações e produtos, é relevante destacar aspectos complementares que fortalecem a compreensão da proposta e sua importância estratégica para o território da Madre Deus e bairros adjacentes, como metodologia de gestão e sustentabilidadade, visão estratégica para contratação de plano de comuicação e estratégias de articulação em rede com outros territórios criativos no país.- Metodologia de gestão e sustentabilidade das ações do projeto no territórioA gestão do Projeto Divina Madre: Território Criativo adotará um modelo integrado, participativo e multiescalar, capaz de atender à complexidade das ações previstas, que envolvem mapeamento cultural, design social, formação, audiovisual, laboratórios criativos, memória, pesquisa, governança cultural e incubação de projetos. A estrutura de gestão será organizada de modo a garantir transparência, eficiência técnica, participação comunitária e sustentabilidade, articulando dimensões administrativas, pedagógicas, culturais, territoriais e tecnológicas.A governança do projeto será estruturada em três instâncias complementares: o Comitê Gestor Cultural Participativo, o Núcleo Técnico-Executivo e a Rede Territorial de Cultura Viva. O Comitê Gestor funcionará como instância estratégica de acompanhamento e validação das ações, fortalecendo o controle social, a transparência e o alinhamento comunitário. O Núcleo Técnico-Executivo, composto pelas coordenações gerais, executivas, pedagógicas, de comunicação, produção e gestão do conhecimento, será responsável pela execução profissional do projeto, adotando metodologias consolidadas da gestão de projetos, como EAP, matriz de responsabilidades, protocolos operacionais, gestão de riscos e monitoramento contínuo por indicadores. Já a Rede Territorial mobilizará grupos culturais, mestres, coletivos, juventudes e lideranças locais, garantindo que o projeto seja construído junto à comunidade e reflita as dinâmicas simbólicas, sociais e produtivas do território.O modelo metodológico integrará processos de planejamento, pesquisa, formação, experimentação criativa e produção cultural por meio de ferramentas participativas e tecnologias sociais reconhecidas. Entre elas, destacam-se os laboratórios urbanos culturais, os mapas afetivos, a educomunicação comunitária, a mediação cultural e abordagens de co-criação e escuta ativa. Essas práticas permitirão que o projeto produza conhecimento situado, promova inovação sociocultural e fortaleça as cadeias produtivas da cultura local de maneira sensível e alinhada às forças vivas do território.A gestão do conhecimento será um dos pilares centrais do projeto, operando de forma contínua e sistematizada. O Observatório Cultural Territorial consolidará dados, indicadores, registros audiovisuais e diagnósticos produzidos ao longo do processo, garantindo transparência e disponibilização pública das informações. A metodologia incorporará diários de campo, relatórios técnicos, protocolos de pesquisa e registros audiovisuais, produzindo sistematizações que servirão como legado para o território, incluindo um Guia de Boas Práticas, memorial metodológico e publicações digitais.O monitoramento e a avaliação serão realizados de maneira integrada, combinando indicadores quantitativos e qualitativos, avaliações participativas, rodas de escuta, relatórios de execução e análise de impacto territorial. A transparência será assegurada por registros contínuos, fluxo digital de documentos, prestação de contas públicas e acompanhamento participativo pelo Comitê Gestor.O projeto promoverá a sustentabilidade no território a partir três dimensões complementares: sustentabilidade econômica, com ações de incubação, formação em empreendedorismo cultural e fortalecimento das cadeias produtivas; sustentabilidade institucional, com consolidação de estruturas comunitárias permanentes, como o Comitê Gestor e o Observatório; e sustentabilidade metodológica, com produção de materiais replicáveis e fortalecimento de capacidades locais. Esse conjunto assegura que os efeitos do projeto se estendam para além do período de execução, qualificando a dinâmica cultural dos bairros da Madre Deus e adjacências.Assim, o modelo de gestão do Divina Madre: Território Criativo articula governança participativa, profissionalização técnico-administrativa, pesquisa aplicada, inovação cultural, rigor metodológico e participação social, garantindo capacidade de execução, eficiência, transparência e impacto sociocultural sustentável, conforme os princípios e exigências da Lei Rouanet.CONTRATAÇÃO DE PLANO DE COMUNICAÇÃOO Plano de Comunicação do projeto Divina Madre: Território Criativo terá como objetivo articular estratégias integradas de promoção, mobilização comunitária, difusão cultural e fortalecimento institucional, visando ampliar o alcance, engajamento e sustentabilidade das ações no território da Madre Deus e bairros adjacentes. Será proposto estrutura com base em metodologia participativa, combinando comunicação digital, audiovisual, assessoria de imprensa, produção editorial, sinalização cultural e eventos presenciais, garantindo coerência narrativa, visibilidade estratégica e integração com todas as ações do projeto, incluindo festivais, oficinas, laboratórios, podcasts e mapeamentos culturais.A estratégia deverá priorizar a apropriação do conteúdo pela comunidade, por meio de processos de cocriação, oficinas de comunicação participativa e laboratórios de mídias comunitárias. Essa abordagem deverá fortalecer a identidade territorial, incentivar a participação popular e promover protagonismo de jovens, mestres, coletivos culturais e empreendedores locais. Paralelamente, o plano deverá contemplar ações direcionadas a parceiros institucionais, investidores e patrocinadores, valorizando sua contribuição, evidenciando impactos sociais e culturais, e fortalecendo o relacionamento público-privado, essencial para a sustentabilidade financeira e reputacional do projeto.O plano deverá incorporar ainda mecanismos de monitoramento e avaliação da comunicação, com indicadores de alcance, engajamento e repercussão, permitindo ajustes contínuos e assegurando eficiência estratégica. A visão de sustentabilidade deverá incluir a criação de metodologias replicáveis de mobilização, produção de conteúdo e difusão cultural, garantindo que os resultados do projeto permaneçam acessíveis, perenes e escaláveis para outros territórios, consolidando o conceito de Bem Viver Cultural e fortalecendo a cultura local como eixo de desenvolvimento social, econômico e comunitário.- Estratégias de articulação em rede com outros territórios criativos no país.O projeto Divina Madre: Território Criativo adotará estratégias de intercâmbio e compartilhamento de experiências com outros territórios criativos do Brasil. Serão realizados convites a agentes culturais, gestores e coletivos de outros territórios criativos para participarem das programações presenciais do projeto, compartilhando metodologias, práticas inovadoras e experiências exitosas em seminários, mesas-redondas e atividades culturais. Além disso, serão promovidos webinars e seminários online destinados à troca de experiências, discussão de indicadores de desempenho e disseminação de metodologias participativas e de gestão cultural aplicadas em contextos semelhantes. Essas ações permitirão aprendizado mútuo, adaptação de boas práticas, maior rigor metodológico e potencialização da replicabilidade das iniciativas do projeto no território da Madre Deus e bairros adjacentes, garantindo que os resultados produzidos sejam estruturados de forma pública, acessível e alinhada às políticas nacionais de cultura, promovendo inovação, fortalecimento das cadeias produtivas culturais e valorização dos patrimônios locais.

Especificação técnica

1. Atlas Cultural do Território (Livro Impresso e Digital)Paginação: 120 páginasMaterial: Papel offset 90g, capa dura; versão digital em PDF interativoConteúdo: Resultados de mapeamento cultural, cadeias da música, gastronomia e cultura popular, mapas, fotos, entrevistas com mestres e agentes culturaisProjeto pedagógico: Instrumento de ensino e referência cultural para escolas, coletivos e universidades; permite leitura guiada por tópicos temáticos 2. Catálogo do Patrimônio Humano do Território (Livro Impresso e Digital)Paginação: 80 páginasMaterial: Papel offset 90g, capa brochura; versão digital interativaConteúdo: Biografias de mestres, guardiões da memória, artistas da música, gastronomia e cultura popular, registros fotográficos e entrevistasProjeto pedagógico: Serve como material de consulta para formação cultural, oficinas e programas de memória comunitária 3. Guia de Boas Práticas e Instrumentos de Gestão CulturalPaginação: 100 páginasMaterial: Impressão digital, capa brochura; PDF acessívelConteúdo: Metodologias de mapeamento, monitoramento de projetos culturais, participação social, gestão colaborativa e incubação de projetos culturaisProjeto pedagógico: Apoia agentes culturais e empreendedores criativos na execução de ações culturais e programas educativos 4. Relatório do Observatório CulturalPaginação: 60 páginasMaterial: PDF interativo; dados digitais, tabelas, gráficosConteúdo: Indicadores culturais, diagnósticos da cadeia da música, gastronomia e cultura popular, mapas interativosProjeto pedagógico: Permite análise de dados para formação cultural e gestão de projetos; utilizado em oficinas de pesquisa aplicada 5. Memorial Metodológico – Território Criativo Divina MadrePaginação: 40 páginasMaterial: PDF digitalConteúdo: Registro da metodologia de pesquisa, oficinas, laboratórios criativos e processos participativosProjeto pedagógico: Guia técnico para replicação da metodologia em outros territórios criativos 6. Podcast “Vozes do Território” – 20 episódiosDuração: 15–20 minutos por episódioMaterial: Arquivos de áudio MP3; trilha sonora com direitos autorais livresConteúdo: Narrativas de mestres, artistas, cozinheiras tradicionais e membros da comunidade; música, memórias e cultura popularProjeto pedagógico: Suporte à formação em comunicação comunitária e valorização da oralidade 7. Websérie “Memórias do Território Criativo” – 15 episódiosDuração: 8–12 minutos por episódioMaterial: Vídeo HD; legendas e audiodescriçãoConteúdo: Documenta cultura popular, música, gastronomia e narrativas comunitáriasProjeto pedagógico: Instrumento audiovisual para escolas, universidades e agentes culturais, com roteiros pedagógicos e perguntas para mediação 8. Mostras Itinerantes de Cinema da Comunidade – 4 ediçõesDuração: 3 horas cada ediçãoMaterial: Projetor, telão, som e cadeiras portáteis; curtas produzidos nas oficinasConteúdo: Filmes curtos sobre cultura local, música, gastronomia e memória vivaProjeto pedagógico: Oficina prática de audiovisual intergeracional e debates sobre linguagem, narrativa e patrimônio cultural 9. Festival de Música, Cultura Popular e Gastronomia – 2 ediçõesDuração: 2 dias por edição (6h/dia)Material: Palco, som, iluminação, tendas para exposições culturais e gastronômicasConteúdo: Apresentações de grupos de música popular, mestres da gastronomia, danças e cultura popularProjeto pedagógico: Formação cultural e vivência em economia criativa, com participação de jovens, empreendedores e escolas locais 10. Circuitos Culturais de Brincadeiras de Rua – 4 ediçõesDuração: 3h por circuitoMaterial: Materiais lúdicos, sonoros e cênicos; espaços públicos adaptadosConteúdo: Jogos, danças, contação de histórias e expressão culturalProjeto pedagógico: Integração intergeracional, aprendizado de tradições locais e participação comunitária 11. Mapas Afetivos Culturais – 4 produtosMaterial: Papel cartográfico, marcadores, post-its; versão digital interativaConteúdo: Identificação de memórias, espaços simbólicos, percursos culturais e patrimônios imateriaisProjeto pedagógico: Ferramenta de pesquisa participativa e oficinas de cartografia cultural para jovens e comunidades 12. Laboratórios Criativos – 6 produtosDuração: 10 dias cada laboratório, 6h/diaMaterial: Materiais de arte, multimídia, prototipagem e registro audiovisualConteúdo: Desenvolvimento de protótipos culturais, sinalização, roteiros e intervenções artísticasProjeto pedagógico: Capacitação em design social cultural, inovação comunitária e práticas de arte pública 13. Seminário Divina Madre – 3 ediçõesDuração: 2 dias cada, 8h/diaMaterial: Auditório, projeção multimídia, material de papelaria, kits de participantesConteúdo: Mesas-redondas, rodas de diálogo e apresentações culturais sobre música, gastronomia e cultura popularProjeto pedagógico: Formação em participação social e gestão cultural; registro em anais digitais e relatórios 14. Conferências Culturais – 3 ediçõesDuração: 2 dias cada, 8h/diaMaterial: Auditório, equipamentos multimídia, materiais didáticosConteúdo: Palestras, oficinas temáticas e círculos de debate sobre cidadania cultural, clima e bem viverProjeto pedagógico: Formação de agentes culturais, promoção de debate comunitário e transferência de conhecimento 15. Oficinas de Formação Cultural – 30 oficinas em diversos ciclosDuração: 12h cada oficina (divididas em 2 dias)Material: Materiais didáticos digitais, kits pedagógicos, computadores, instrumentos musicais e equipamentos audiovisuaisConteúdo: Mapas culturais, audiovisual, economia criativa, comunicação, empreendedorismo e cultura popularProjeto pedagógico: Capacitação prática e teórica, com certificação cultural, avaliação de aprendizagem e registro pedagógico 16. Incubação Cultural – 30 projetos culturais entre as cadeias da música, da cultura popular e gastronomia tradicionalDuração: 12 encontros de 3h para incubação + 12 encontros de 3h para impulsionamentoMaterial: Kits de produção, software de gestão, instrumentos, estúdios locaisConteúdo: Desenvolvimento de projetos de música, planos de negócios culturais, produção, gravação e circulaçãoProjeto pedagógico: Mentoria cultural, capacitação prática e acompanhamento de projetos, incluindo avaliação contínua e plano de sustentabilidade 17. Rota de Experiências CriativasDuração: Permanente (planejamento: 3 meses)Material: Mapas impressos, sinalização cultural, aplicativos digitaisConteúdo: Percurso de espaços culturais, gastronomia e música popular do territórioProjeto pedagógico: Ferramenta de educação patrimonial, mobilização social e valorização da cultura local

Ficha técnica

A Ficha Técnica do Projeto Divina Madre é composta por uma equipe multidisciplinar organizada em coordenações e assessorias especializadas, garantindo a execução integrada e eficiente das ações previstas. Cada coordenação possui responsabilidades estratégicas e operacionais voltadas para o fortalecimento sustentável do ecossistema cultural do território da Madre Deus e bairros adjacentes de São Luís (MA), com foco na implantação de um laboratório urbano cultural e sustentável, articulando formação, mapeamento, design social, incubação de projetos criativos e mobilização comunitária.Coordenação Geral – André Lobão- 1 Secretária GeralResponsável pela supervisão global do projeto, definição de diretrizes estratégicas e integração entre todas as áreas. Conta com o suporte de 1 Secretária Geral, que oferece apoio administrativo e operacional. Esta coordenação assegura a coesão do projeto, orienta decisões e articula processos de gestão com foco nos impactos sociais, culturais e econômicos esperados.Coordenação Executiva de Planejamento e Monitoramento – Fernanda Monteiro- 2 Assessores de gestão e monitoramentoResponsável pelo planejamento estratégico, monitoramento de indicadores e avaliação contínua do projeto. Com o apoio de 2 Assessores de Gestão e Monitoramento, esta coordenação garante o cumprimento de cronogramas, metas e resultados, fortalecendo a metodologia territorial colaborativa e participativa do projeto.Coordenação Executiva de Administração e Finanças – Luna Morena- 1 Assessor Jurídico- 1 Assessor Administrativo- 1 Assessor ContábilGerencia todas as questões financeiras, administrativas e jurídicas do projeto. Contando com 1 Assessor Jurídico, 1 Assessor Administrativo e 1 Assessor Contábil, esta coordenação assegura conformidade legal, transparência, gestão orçamentária eficiente e correta execução financeira das ações.Coordenação Pedagógica – Eloína Reis- 1 Assessor de Design Social e Inovação Comunitária- 1 Assessor de progrmas de formação e capacitaçãoResponsável pelo desenvolvimento e implementação das ações de formação, capacitação e inovação comunitária. Apoiada por 1 Assessor de Design Social e Inovação Comunitária e 1 Assessor de Programas de Formação e Capacitação, esta coordenação organiza oficinas, cursos e programas formativos, fortalecendo competências de agentes culturais, jovens pesquisadores e membros da comunidade para atuação efetiva no território. Coordenação de Produção – Samme Sraya- 2 Assessores de ProduçãoFoca na execução operacional das atividades culturais, logísticas e eventos do projeto. Com o suporte de 2 Assessores de Produção, esta coordenação organiza seminários, oficinas e eventos, garantindo a realização das atividades conforme planejamento estratégico, com qualidade e participação da comunidade.Coordenação de Comunicação e Mobilização Comunitária – Gustavo Sampaio- 1 Assessor de Marketing- 1 Assessor de Relações com a Comunidade- 10 mobilizadores comunitários locaisResponsável por estratégias de comunicação, engajamento social e mobilização comunitária. Com o apoio de 1 Assessor de Marketing, 1 Assessor de Relações com a Comunidade e 10 mobilizadores comunitários locais, atua na divulgação do projeto, no fortalecimento de vínculos com a comunidade e na promoção da participação ativa nos processos culturais e formativos do território. Coordenação de Gestão do Conhecimento – Mariana Cronemberger- 1 Assessor de Tecnologia da Informação- 1 Assessor de Gestão de DadosGerencia a coleta, organização e disseminação de informações do projeto. Com o suporte de 1 Assessor de Tecnologia da Informação e 1 Assessor de Gestão de Dados, esta coordenação é responsável pelo gerenciamento de dados, criação de relatórios, plataformas digitais e observatórios, garantindo suporte à tomada de decisão estratégica e à avaliação de impacto das ações.Em conjunto, essas coordenações e assessorias constituem a espinha dorsal operacional do Projeto Divina Madre, garantindo gestão integrada, governança participativa e impacto sustentável, contribuindo para o desenvolvimento local, democratização do acesso à cultura e redução das desigualdades territoriais. *Os currículos seguem em anexo ao projeto

Acessibilidade

O Projeto Divina Madre: Território Criativo adota a acessibilidade como um princípio estruturante de sua concepção, execução e difusão, garantindo que todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, intelectuais, culturais ou socioeconômicas, possam participar plena e autonomamente das atividades. Para tanto, são previstas medidas concretas de Acessibilidade Física e Acessibilidade de Conteúdo, seguindo as diretrizes da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), do Decreto nº 5.296/2004, do Estatuto da Pessoa com Deficiência e das orientações do Ministério da Cultura para projetos culturais. 1. ACESSIBILIDADE FÍSICATodas as atividades presenciais, seminários, oficinas, ciclos formativos, laboratórios criativos, festivais, conferências, mostras de cinema e ações comunitárias, serão realizadas exclusivamente em espaços que atendam aos requisitos mínimos de acessibilidade arquitetônica, garantindo autonomia e segurança a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.As medidas previstas incluem:1.1. Acesso ao espaçoAmbientes com acesso nivelado, rampas ou plataformas elevatórias certificadas.Entradas com portas de largura adequada (mínimo 80 cm) e áreas de circulação compatíveis com manobras de cadeiras de rodas.Pisos regulares e antiderrapantes.1.2. Sinalização e orientaçãoSinalização visual de fácil leitura, com contraste adequado.Sinalização tátil no piso, quando disponível no equipamento cultural utilizado.Placas de identificação com pictogramas universais.1.3. Sanitários acessíveisBanheiros com barras de apoio, lavatórios acessíveis, espaço para giro de cadeira de rodas e portas largas.1.4. Espaços inclusivos em eventosÁreas reservadas para cadeirantes e acompanhantes.Prioridade de assentos para pessoas idosas, gestantes e pessoas com mobilidade reduzida.Apoio da equipe de produção para orientação e acolhimento.1.5. Mostras de cinema e projeçõesAssentos acessíveis, corredores amplos, iluminação segura e local para posicionamento de cadeiras de rodas.1.6. Atividades externasPara circuitos culturais e ações em espaços públicos, serão selecionadas áreas com boa condição de mobilidade, evitando desníveis acentuados, garantindo rampas de acesso, áreas planas de circulação e sinalização provisória acessível.2. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDOA acessibilidade comunicacional e informacional é fundamental para garantir compreensão plena das atividades. O projeto prevê um conjunto amplo de estratégias de acessibilidade de conteúdo, incorporadas aos produtos formativos, aos registros audiovisuais, às plataformas digitais e às ações educativas.2.1. Tradução e mediação em LibrasPresença de intérprete de Libras nos principais eventos públicos:o Seminários Divina Madreo Conferências culturaiso Festivais, mostras e lançamentos de publicaçõesVídeos institucionais e informativos com janela de Libras.Atendimento bilíngue (Português/Libras) nas atividades de orientação cultural sempre que aplicável.2.2. AudiodescriçãoConteúdos audiovisuais (podcast expandido, websérie e vídeos informativos) com faixa de audiodescrição.Audiodescrição ao vivo em momentos selecionados da programação cultural, como apresentações artísticas, circuitos ou sessões de cinema.2.3. Legenda descritivaTodos os vídeos publicados nas redes e na plataforma do observatório incluem legenda descritiva, com indicação de sons, musicalidades e elementos relevantes, garantindo acessibilidade para pessoas surdas ou com deficiência auditiva. 2.4. Acessibilidade em publicaçõesPublicações digitais (Atlas Cultural, Catálogo de Mestres, Guia de Boas Práticas e Relatório Final) serão disponibilizadas em:o PDF acessível, com leitura compatível com softwares leitores de telao Versão em fonte ampliadao Texto alternativo (alt text) para imagens e mapasVersões impressas seguirão diretrizes de contrastes adequados, tipografia legível e organização clara.2.5. Acessibilidade cognitivaUso de linguagem simples e clara em materiais formativos e de divulgação.Materiais pedagógicos com diagramação visualmente amigável e com suporte de infográficos.2.6. Visitas e experiências sensoriaisAlgumas ações culturais — especialmente roteiros culturais, laboratórios de memória e mostras de cinema, incluirão mediadores culturais capacitados para condução sensorial, envolvendo descrição tátil, descrição oral ampliada e exploração de elementos sonoros e ambientais.2.7. Plataforma online acessívelA plataforma do Observatório Cultural será desenvolvida conforme boas práticas de acessibilidade digital, observando princípios do WCAG 2.1, com:contraste ajustávelnavegação por tecladotextos alternativoscompatibilidade com leitores de telavídeos com legenda e Librasinterface simples para todas as idades 3. ACESSIBILIDADE NA GESTÃO E FORMAÇÃOA equipe de mediação cultural, facilitadores e monitores das atividades receberá orientação específica sobre atendimento inclusivo, abordando:acolhimento de pessoas com deficiênciacomunicação acessívelmediação cultural acessívelprimeiros protocolos de acessibilidade em eventosAlém disso, as oficinas de formação terão metodologias ativas que valorizam diferentes formas de aprendizagem, permitindo participação de jovens, adultos, idosos e pessoas com diferentes perfis sensoriais e cognitivos.4. DEMOCRATIZAÇÃO DE ACESSO E MEDIDAS SOCIAISO projeto inclui:inscrições gratuitasreserva de vagas prioritárias para pessoas com deficiênciaapoio para mobilidade dentro dos espaços culturaisdisponibilização de materiais acessíveis gratuitamenteAo contemplar acessibilidade física, comunicacional, digital e metodológica, o projeto assegura o pleno exercício dos direitos culturais por toda a comunidade, fortalecendo o princípio de que a cultura é direito de todos e que os territórios criativos devem ser também territórios acessíveis, inclusivos e acolhedores.

Democratização

A democratização do acesso é um eixo estruturante do Projeto Divina Madre: Território Criativo, garantindo que seus conteúdos, ações formativas, produções culturais e resultados circulem de forma ampla, gratuita e acessível à comunidade local e ao público em geral. Todas as atividades de formação, rodas de conversa, laboratórios criativos, seminários, conferências, mostras de cinema, oficinas, circuitos culturais e encontros comunitários serão gratuitos, sem cobrança de inscrição ou participação, assegurando o pleno exercício dos direitos culturais. 1. DISTRIBUIÇÃO E CIRCULAÇÃO DOS PRODUTOS CULTURAIS DA PROPOSTA1.1. Publicações impressas e digitaisOs produtos editoriais — Guia de Boas Práticas e Instrumentos de Gestão, Catálogo do Patrimônio Humano, Relatório dos Laboratórios Urbanos, Plano de Desenvolvimento Sustentável do Território, Manual de Gestão do Projeto e demais materiais — serão distribuídos gratuitamente da seguinte forma:Versão impressa entregue a equipamentos culturais, bibliotecas públicas, escolas, universidades, coletivos culturais, conselhos de cultura e organizações comunitárias do território.Versão digital gratuita, disponibilizada no site do Observatório Cultural e em repositórios públicos abertos, garantindo acesso irrestrito.Compartilhamento por download sem exigência de cadastro ou restrições de uso educacional.Não haverá venda de livros, catálogos ou publicações; toda distribuição será gratuita.1.2. Audiovisual: Podcast, Websérie e Mostras de CinemaOs 20 episódios do Podcast e os 15 episódios da Websérie serão disponibilizados gratuitamente nas principais plataformas digitais abertas.As Mostras Itinerantes de Cinema terão acesso gratuito, realizadas em espaços comunitários, praças, escolas e equipamentos culturais.Todo o conteúdo audiovisual será publicado também no Observatório Cultural, garantindo acesso permanente e gratuito.1.3. Eventos culturaisOs Festivais de Música, Cultura Popular e Gastronomia, as Conferências Temáticas, os Circuitos Culturais de Brincadeiras de Rua e as atividades formativas terão entrada gratuita, com distribuição de ingressos quando necessário apenas para controle de capacidade.Não haverá comercialização de ingressos em nenhuma atividade do projeto.2. MEDIDAS DE AMPLIAÇÃO DE ACESSOAlém da gratuidade, o projeto adota ações que ampliam a participação do público, diversificam as formas de encontro e potencializam o alcance dos resultados:2.1. Ensaios, processos e atividades abertas ao públicoEnsaios abertos dos Laboratórios Urbanos e das Mostras de Cinema para participação da comunidade na etapa de criação.Encontros públicos de apresentação de resultados parciais, promovendo diálogo entre equipe técnica e moradores.Reuniões abertas do Comitê Gestor, estimulando o controle social e a participação cidadã.2.2. Ações paralelas de formação e difusãoOficinas paralelas gratuitas durante festivais, mostras e circuitos culturais, voltadas especialmente para crianças, jovens, idosos e educadores.Vivências participativas de memória, cultura popular, audiovisual, sustentabilidade, comunicação comunitária e design social integradas às atividades principais.Minicursos e rodas de conversa em espaços públicos, facilitando o acesso de pessoas que não participam de ciclos longos de formação.2.3. Transmissões online e livesPara ampliar o alcance do projeto para além do território:Transmissão ao vivo de momentos selecionados dos Seminários Divina Madre, Conferências, Festivais e encontros públicos.Lives temáticas com agentes culturais, mestres tradicionais e especialistas.Registro audiovisual completo de mesas, palestras e atividades para disponibilização gratuita no Observatório Cultural e nas redes sociais.2.4. Plataforma com acesso aberto e gratuitoO Observatório Cultural do Território será uma plataforma pública, gratuita e permanente, garantindo:disponibilização de todos os produtos digitaisacesso livre aos indicadores culturais e socioambientaismapas culturais e roteiros turísticos consultáveisambiente interativo para participação da comunidadeNenhum conteúdo da plataforma será comercializado. 3. AMPLIAÇÃO DE ACESSO PARA PÚBLICOS PRIORITÁRIOSO projeto adota medidas específicas para ampliar o acesso de grupos historicamente excluídos:Reserva de vagas para pessoas com deficiência, mulheres, jovens em situação de vulnerabilidade, afroempreendedores, educadores da rede pública, mestres da cultura popular e moradores do território.Períodos de inscrição estendidos, comunicação acessível e acompanhamento para pessoas que enfrentam barreiras tecnológicas.Agentes comunitários atuando como mobilizadores territoriais para garantir que informações cheguem a todas as regiões do território, inclusive áreas periféricas e zonas de difícil acesso. 4. COMUNICAÇÃO ACESSÍVEL E EM MÚLTIPLAS PLATAFORMASPara atingir diferentes perfis de público, a comunicação será distribuída por:redes sociaisrádios comunitáriascarros de somcartazes em equipamentos públicosenvio por WhatsApp e listas de transmissãocomunicação bilíngue (português/libras) em materiais essenciais 5. GRATUIDADE COMO PRINCÍPIOTodos os conteúdos, ações formativas, eventos, produtos culturais, mentorias, oficinas, conferências e atividades comunitárias serão oferecidos gratuitamente, sem cobrança de ingresso, matrícula ou mensalidade. A venda de produtos ou serviços financiados pela Lei Rouanet está vedada, e o projeto cumpre integralmente essa norma.