Início: 01/03/2027Término: 31/05/2027Aceite: 13/04/2026
O Samba na Feira é um projeto cultural que promove intercâmbios entre a banda Yayá Massemba (formada exclusivamente por mulheres) e grupos de cultura tradicional de Palmeiras, Lençóis e Rio de Contas, na Chapada Diamantina. Seu objetivo é realizar apresentações de música regional durante feiras populares, rodas de conversa sobre protagonismo feminino e oficinas de música para comunidades locais, fortalecendo o patrimônio cultural da Bahia e a visibilidade das mulheres nas tradições populares. A proposta inclui ainda a produção de material audiovisual profissional e acessível, documentando todo o processo de circulação e troca entre os artistas envolvidos.
As rodas de samba apresentadas no projeto Samba na feira terão abertura dos grupos locais, com duração média de 60min, os grupos vão apresentar repertório autoral, celebrando a cultura brasileira, exaltando suas raízes, sua oralidade, e elementos identitários. Durante as apresentações, a dança característica do samba de roda e a narrativa biográfica de mestres e mestras reforçam o caráter educativo e de preservação cultural do projeto. A banda Yayá Massemba por sua vez vai apresentar o show intitulado “Esse samba é da Bahia”, com duração média de 90min, reúne canções autorais, releituras do samba de roda, samba chula e clássicos do samba da Bahia. A sonoridade é baseada nas expressões da origem do samba, sobretudo, do samba do Recôncavo Baiano, manifestação afro-brasileira, que é evidenciada nos fraseados de viola interpretados pelo violão 7 e cavaco, no prato e faca (instrumento típico das sambadeiras da Bahia), no atabaque, nas palmas, no agogô, em elementos da capoeira e dos ritos de candomblé. O trabalho autoral também apresenta homenagem às Mestras do samba baiano, como Drª Dalva Damiana, Mestra Aurinda do Prato e Mestra Bete. A Yayá Massemba vai convidar mestres, mestras e integrantes dos grupos locais para participação especial durante o show.
Objetivo geral:Realizar apresentações de música regional e intercâmbios culturais entre o grupo de samba Yayá Massemba e três grupos de cultura tradicional da Chapada Diamantina, por meio de apresentações musicais durante às feiras regionais, e roda de conversa e oficinas para a comunidade de cada grupo local.Objetivos específicos:- Realizar 3 apresentações de música regional, o grupo Yayá Massemba e grupos de cultura tradicional de 3 municípios respectivamente: Palmeiras, Lençóis, Rio de Contas;- Convidar os grupos tradicionais: Chula do Corcovado da Comunidade Quilombola do Corcovado/Palmeiras; Samba Quilombola do Remanso/Lençóis; Terno de Reis/Comunidade Quilombola Barra Bananal.- Valorizar e promover o patrimônio cultural da Bahia;- Realizar 3 rodas de conversa com foco no protagonismo das mulheres nas culturas populares tradicionais;- Promover a visibilidade e o protagonismo das mulheres nas culturas populares do território;- Realizar 3 Oficinas "Mulheres na roda" para a comunidade de cada grupo local;- Reconhecer e valorizar as pessoas, especialmente as mulheres, que fazem parte das manifestações tradicionais da Chapada Diamantina;- Contribuir para a integração dos grupos de cultura popular na vida social dos municípios;- Fomentar o samba, a música tradicional das diferentes regiões da Chapada Diamantina e o intercâmbio cultural entre artistas envolvidos;- Promover eventos de valorização cultural regional e fruição para populações que frequentam as feiras locais;- Produzir material audiovisual com qualidade profissional e um teaser oficial da circulação com medidas de acessibilidade.
O Território de Identidade da Chapada Diamantina possui 24 municípios, sendo um dos maiores da Bahia. Apesar de características ambientais, culturais e históricas comuns que reforçam uma "identidade única", é bastante diverso, com riqueza de saberes e tradições de resistência. Comunidades quilombolas, indígenas e assentamentos preservam práticas culturais, mesmo com dificuldades. A agricultura familiar ocupa papel central, destacando-se a produção de mandioca, feijão, milho e frutas.Assim, as feiras semanais permanecem como principal espaço de comercialização e aquisição de alimentos. Organizadas principalmente nas sedes dos municípios, as feiras disponibilizam a produção agrícola proveniente das zonas rurais, e constituem espaços privilegiados de encontros entre os produtores dos diversos povoados, moradores e visitantes. Cada feira guarda seus rituais, símbolos e "personagens", sendo por si só, em alguns casos, um patrimônio cultural.Nesse sentido, o projeto selecionou feiras emblemáticas de cada território. A feira de Lençóis, é reconhecida por sua diversidade cultural; a feira de Palmeiras, município eminentemente agrícola, é realizada majoritariamente por agricultores familiares locais; e por fim, a feira de Rio de Contas é aquela onde são comercializados os produtos dos assentamentos do próprio município e dos municípios vizinhos. Além das especificidades de cada feira, existem nesses municípios grupos de cultura popular que merecem ser visibilizados e valorizados.De forma geral, as tradicionais feiras livres e mercados populares continuam resistindo ao tempo e preservando as mais diversas tradições. Nas feiras sempre houve a presença de manifestações populares, pois além de trazer aspectos lúdicos, estas manifestações estão associadas à agricultura, assim como as festas tradicionais às épocas de colheita, sendo uma forma de celebração da abundância e da vida. No entanto, podemos notar que essa presença vem diminuindo com o tempo.Os grupos de cultura popular estão cada vez mais fragilizados e sofrem com a falta de visibilidade, valorização e apoio financeiro. Estes fatores, atrelados ao contexto de globalização e da hegemonia dos meios de comunicação de massa presentes até mesmo nas zonas rurais, tornam cada vez mais difícil o interesse dos jovens pelo seu patrimônio cultural, afetando assim a sucessão e continuidade dos grupos. Nesse sentido, é importante ressaltar que o samba de roda foi declarado patrimônio imaterial da humanidade pela Unesco em 2005. Mais do que um reconhecimento, isso significa que esse patrimônio precisa ser preservado através de políticas públicas, que podem garantir sua permanência e continuidade.Portanto, o projeto Samba na Feira visa reverenciar o samba de roda e as manifestações culturais dos grupos tradicionais participantes, ocupando o espaço popular da feira com a roda de samba, realizada de forma gratuita e espontânea, atualizando a relação tradicional entre as feiras e as manifestações culturais, e contribuindo para o reconhecimento dos grupos locais.Por outro lado, o papel da mulher nas feiras e na cultura popular é rico e bastante presente, mas não teve historicamente a devida valorização, sempre ficando em segundo plano. Mesmo ocupando lugares de destaque como produtoras rurais e comerciantes dos seus produtos nas feiras, e como cantoras e instrumentistas nas manifestações tradicionais da cultura popular brasileira, as mulheres sofreram um processo de invisibilização que dificultou seu empoderamento nestes espaços materiais e simbólicos. Ao não serem vistas como protagonistas, outras mulheres não reconhecem estes espaços como possíveis de serem ocupados, e se limitam aos papéis sociais reservados a elas. A importância do projeto Samba na Feira reside justamente em dar visibilidade ao protagonismo das mulheres na cultura popular, não só como cantoras, mas como compositoras e instrumentistas, e nas feiras populares, mostrando a força das mulheres feirantes.Este projeto é uma iniciativa que busca promover a inclusão e a valorização da cultura popular, tornando-se acessível a públicos de diferentes condições sociais, culturais e econômicas. Isso acontece porque o samba é uma expressão cultural enraizada na história e na identidade de diversas comunidades, sendo uma linguagem universal que ultrapassa barreiras de classe, origem ou instrução. O projeto vai oferecer ações com acessibilidade, espaços acessíveis para pessoas com deficiência, e comunicação inclusiva com linguagem simples, símbolos e recursos visuais acessíveis, além de todas as atividades serem gratuitas. Dessa forma, consegue alcançar e envolver pessoas de diferentes realidades, promovendo o acesso à cultura, o fortalecimento de identidades e o fortalecimento do senso de comunidade, independentemente da condição social, cultural ou econômica.O projeto ainda, contempla ações formativas, que exaltam o samba de roda e a percussão afro-brasileira, através de narrativas femininas; promoverá trocas significativas com o público, artistas, instituições culturais e a sociedade, considerando cada território e suas especificidades. As oficinas e rodas de conversa vão cumprir o papel essencial da formação e do empoderamento, proporcionando troca de conhecimentos, experiências e vivências no campo da música e promovendo o protagonismo das mulheres ao dar-lhes a palavra para contarem suas próprias histórias.Em acordo com a Legislação, ainda, o projeto atua nas seguintes frentes do Art. 1° da Lei 8.313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;IX - priorizar o produto cultural originário do País.E nos seguintes objetivos do Art. 3:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos
Pré-ProduçãoMês 1 – Planejamento e Preparação:Confirmação dos grupos das 3 cidades.Reuniões de produção (equipe técnica, artística e administrativa).Elaboração cronograma das atividades, logísticas e fechamento orçamentário.Contato com espaços/parceiros locais (reserva dos espaços).Início do planejamento de comunicação (identidade visual, redes sociais, releases).Mês 2 – Produção Executiva e ComunicaçãoFormalização de contratos (artistas, técnicos e fornecedores).Definição de logística (traslados, hospedagens, alimentação).Aprovação de materiais de divulgação (cartaz, teaser, fotos).Início da divulgação nas redes sociais e imprensa local.Planejamento de ações educativas ou paralelasMês 3 – Ensaios e Intensificação da DivulgaçãoEnsaios geraisIntensificação da divulgação: entrevistas, agenda cultural, mídia local.Envio de materiais para imprensa das 3 cidades e regional.Criação de campanha digital segmentada por cidade.Produção:Mês 4 – Mês das Apresentações (1 por semana)Semana 1 e 2: primeira cidade montagem técnica, passagem de som e primeira apresentação.Semana 3: viagem para a segunda cidade, montagem, passagem e show.Semana 4: terceira cidade (mesmo fluxo), última apresentação.Ações de registro audiovisual e fotográfico em todas as cidades.Postagens em tempo real e cobertura digital.Pós-Produção:Mês 5 – Pós-Produção e Prestação de ContasReunião de avaliação com equipe e convidados.Organização do material de registro (vídeos, fotos, clipping de imprensa) e edição destes.Entrega de relatórios.
Registros do Samba na Feira com Yayá Massemba, realizado em 2022, com o apoio da Secult/BA:https://drive.google.com/file/d/1meEliojLeQNV4jQvneFtGDUiuhLJ2Yov/view?usp=sharing,https://drive.google.com/file/d/1AcB9WrpMawnvhAT670hxNjzg97Twrd9g/view?usp=sharinghttps://drive.google.com/file/d/1bRHxXCX46tX1XpXDyCTs-6nLinlXmYhv/view?usp=sharinghttps://drive.google.com/file/d/1EO-3anWnZBt05MnXIW60FRMQdZae7c5_/view?usp=sharinghttps://drive.google.com/file/d/18mozXsiqNok5Jqw6vqP-22fGC9aQPqW-/view?usp=sharingPortfólios dos grupos culturaishttps://drive.google.com/drive/folders/1fjmyaeJjurTYDZRhdmStTumPxzT3SY4I?usp=sharing
Oficina "Mulheres na roda": O samba de roda é uma expressão cultural de profunda importância histórica, social e simbólica no Brasil, especialmente no Recôncavo Baiano, onde nasceu e floresceu. Misturando dança, música, poesia e tradição oral, o samba de roda é um dos pilares da cultura afro-brasileira, guardando séculos de resistência e celebração coletiva.Nesta oficina, conduzida pelas integrantes da banda Yayá Massemba, vamos mergulhar no universo do samba de roda, com destaque especial para suas matriarcas e mestras que são verdadeiras guardiãs da memória, da sabedoria e da ancestralidade que mantêm essa tradição viva. Um primeiro momento de introdução e apresentação, os participantes se apresentam e trazem nomes de mulheres que são referências na música e na cultura local. Depois uma reflexão e diálogo sobre o papel das mulheres no samba e na cultura popular. Abordagem sobre a ancestralidade, do Recôncavo Baiano e das matriarcas do samba, a história e importância do Samba de Roda sob a perspectiva das mestras e seu legado. Na sequência serão apresentadas as variações do samba de roda com instrumentos de percussão (pandeiros, atabaque, agogô, etc), cantos e a dança tradicional, com o repertorio das mestras baianas. Vivenciaremos o Samba de Roda na prática da roda.Objetivo Geral● Proporcionar uma imersão na cultura do samba de roda, destacando sua importância histórica, social e simbólica no Brasil, especialmente no Recôncavo Baiano.● Valorizar e divulgar a tradição afro-brasileira, suas manifestações e suas matriarcas guardiãs da memória e ancestralidade.● Promover a vivência corporal e musical como formas de aprender, sentir e se conectar com essa expressão cultural.Objetivos Específicos● Explorar as células rítmicas do samba de roda por meio de jogos corporais e práticas percussivas com instrumentos como tambor, pandeiro e palmas.● Incentivar a participação ativa nas canções tradicionais de pergunta e resposta, fortalecendo a dinâmica coletiva da roda.● Fomentar a experiência prática e sensorial do samba de roda, culminando na vivência de uma roda completa, reforçando o sentimento de coletividade e resistência cultural.● A brincadeira completa : em roda, vivenciaremos as canções tradicionais e sentindo na pele o poder da coletividade e da ancestralidade que pulsa no samba de roda.MetodologiaA metodologia adotada será prática e vivencial, com momentos de escuta, demonstração, prática coletiva e individual. Serão utilizados exercícios de solfejo rítmico, estudos de coordenação rítmica corporal e práticas de execução instrumental.Público-alvoPessoas interessadas no samba, na dança e na cultura popular brasileira em geral (Musicistas, estudantes de música, educadores, artistas e pessoas interessadas). Não é necessário possuir equipamento ou conhecimento específico. Classificação: LIVRE.Duração● Carga horária total: 3 horas (adaptável conforme necessidade).● Formato sugerido: 2 turnos de 1 hora e 30 minutos com intervalo entre eles ou em turno único de 3 horas
Avoar - Coordenação de ProduçãoA Avoar Arte e Cultura (nome fantasia: Musical Produções), dirigida por Ive Farias, completa 13 anos em 2026. Atua no agenciamento de artistas e produção cultural em música, teatro, circo, cultura popular e artes visuais. Realiza turnês na Bahia, São Paulo e outros estados, além de projetos internacionais. Atua em editais, parcerias institucionais e produções independentes. Mantém programação cultural contínua no Sesc Bahia (desde 2012) e no Sesc São Paulo (desde 2019). Destacam-se projetos como Festival Sonora Bahia, Fligatu, Yayá Massemba, Cocriadoras e espetáculos musicais. Trabalha ainda com prefeituras baianas e rede hoteleira do litoral norte. Possui histórico sólido em editais estaduais e nacionais, como Funarte, Fundo de Cultura e PNAB.Ana Tomich – Proponente, assistente de produção e oficineiraMineira radicada na Bahia há 20 anos, é licenciada em Música e mestre em Educação Musical pela UFBA. Atua como produtora, compositora, cantora, violonista, percussionista e educadora. Integra a Yayá Massemba como violonista e pandeirista há mais de 20 anos. Já acompanhou artistas como Elza Soares, Armandinho, Joatan Nascimento e Grupo Botequim. Produziu projetos contemplados por editais da Funceb, Aldir Blanc e Fundo de Cultura. Foi proponente do projeto Samba na Feira (2019) e do videoclipe De umbigo a umbigo (2023). Realiza oficinas de composição, com destaque em eventos como Música Mulheres, Festival Sonora e Festival Espiral (2023–2025).Fernanda Félix – Produção ExecutivaProdutora, cofundadora da Tropos Cultura e Arte e da Baluart Projetos Culturais. Entre 2015 e 2020, geriu o Espaço Colaborativo Tropos, referência em Salvador, recebendo artistas como Luedji Luna e Roberto Mendes. Pela Baluart, realizou projetos como SSA Mapping, BA Mapping, Festival RECBEAT/SSA e Ilha da Música. Atuou em produções literárias, musicais e audiovisuais, como Sanbone Pagode Orquestra, OXE Oficinas Literárias e Acervo Batatinha. Foi coordenadora de eventos como Bienal de Artes da Bahia, Festival Cine Futuro e Brasil Nordeste 2025. Atualmente, dirige executivamente o Maracatu Ventos de Ouro e o grupo Capoeira Movimento Bahia.Yayá Massemba – Grupo ArtísticoGrupo feminino de samba autoral criado em 2018, inspirado no Samba da Bahia e Samba de Roda. É formado por Aline Silveira, Ana Tomich, Ive Farias, Edy Albuquerque, Keilla Calmon e Priscilla Oliveira, com participações de artistas e mestras convidadas. Lançou em 2024 seu primeiro EP autoral com apoio da Educadora FM. Desenvolve turnês e projetos que fortalecem o protagonismo feminino no samba. Realizou apresentações em vários estados brasileiros (RJ, SP, PR, PE) se apresentou em festivais e espaços como Sesc SP, Sesc PR, Circuito Municipal de Cultura de SP, Festival de Jazz do Capão, Virada Sustentável e Festa da Boa Morte. Foi contemplado em editais da Funarte, Secult/BA, Aldir Blanc e Paulo Gustavo.Chula do Corcovado, da Comunidade Quilombola Corcovado – Grupo Artístico Convidado em PalmeirasO Corcovado é reconhecido como uma comunidade remanescente de quilombo pela Fundação Palmares desde 2007, mas os direitos fundamentais como acesso à água e energia elétrica só foram conquistados a partir da organização da comunidade em torno da Associação, fundada no ano seguinte. Situado a 12 km de distância da sede do município de Palmeiras, o Corcovado ainda luta contra o isolamento e o abandono do poder público. A única via de acesso a serviços essenciais, como escola, posto de saúde, farmácia e mercados, é uma estrada sem pavimentação que passa pelo lixão da cidade e não dispõe de linha regular de transporte. Esta é a história que ganhou em Ancestralidade um registro histórico. A Comunidade do Corcovado possui grandes mestres do samba chula — José Alves Damacena, de 88 anos, Ergina Marques de Souza, 85, Joaquim Alves Damacena, 83, Adelita Rosa da Silva, 81, Cleonice Rosa Damacena de Souza, 75 e Salvador José da Silva, 70. Além disso, dá voz à segunda geração de músicos do quilombo, que dão continuidade à tradição, e à terceira geração que participou do processo e pretende manter viva a cultura da comunidade. Vilma Novais é vice-presidente da Associação Quilombola de Corcovado e conta que a comunidade já está na terceira geração do Samba Chula. “A gente sempre cantou, apresentou, mas nunca teve a oportunidade de registrar, era tudo pela mente, nunca teve escrito nem gravado”, contou. Ela deixa ainda um recado às outras comunidades, para que mantenham vivas as tradições culturais. “Nós somos quilombolas, e aconselhamos que as outras comunidades não deixem morrer sua cultura, por mais que tenham dificuldade, porque a gente não tem apoio das prefeituras, mas com os projetos a gente consegue manter essa tradição viva. Isso sim é cultura”, completou.Samba Quilombola do Remanso – Grupo Artístico Convidado em LençoisOriginário do Quilombo do Remanso, em Lençóis/BA, território de resistência e solidariedade. A comunidade se organizava em adjuntórios (mutirões) para construir casas e roças, sempre celebrando com samba. O samba chula é a marca do grupo, com caixas, pandeiros, zabumba e triângulo. Dança sem pares fixos, respeitando a tradição dos mais velhos. Mestres como Salvador e João Pereira de Souza mantiveram a musicalidade viva. As mulheres, lideradas por Rita (Nita), se destacam como sambadeiras e guardiãs das tradições religiosas e culturais. O samba quilombola conecta ancestralidade, religiosidade e solidariedade comunitária.Terno de Reis da Barra do Brumado – Grupo Artístico Convidado em Rio de ContasDentre as manifestações culturais da comunidade, o Terno de Reis da Barra do Brumado é formado por instrumentos musicais e adoradores do Reis: Mauricio, Miguel, Jorge, Chico, Nice, Cida, Nilza, Zé de Raquel, Mindo e Carmo. O grupo dá início às saídas nas casas dos moradores da comunidade e nas novenas da festa de São Sebastião, no dia 06 de janeiro e só termina no final do mês. Os festejos começam pela comunidade vizinha chamada Bananal no início da noite e só acaba no sol raiar. O grupo de Reis passa de porta em porta acordando as pessoas com música e ao som dos instrumentos, depois que canta a cantiga do reisado tem uma roda de samba do grupo e eles caminham para outra residência com muita energia e alegria. Para a manifestação cultural os instrumentos usados são Zabumba, triângulo, violão, cavaquinho, pandeiro, zabumba e trajes tradicionais.OficineirasAline Silveira – Percussionista e capoeirista radicada no Capão/BA, pesquisa ritmos afro-brasileiros. Atuou em festivais internacionais e criou o grupo Africapão. Integra a Yayá Massemba desde 2019 e acompanha a artista Tereza Raquel no show Requilomba.Edy Albuquerque – Percussionista e capoeirista de Salvador/BA. Iniciou cedo na capoeira e já tocou em bandas como A Mulherada e Samba de Pretas. Desde 2022 integra a Yayá Massemba, além de atuar no Olodum Mirim, Afoxé Filhas de Gandhi e Cortejo Afro.Ive Farias – Comunicadora e produtora cultural, fundadora da Avoar Arte e Cultura. Cantora e compositora, atua em produção executiva e agenciamento artístico há 15 anos. Realiza turnês e projetos em todo o Brasil com artistas autorais e festivais.Keilla Calmon – Percussionista e capoeirista, natural de Dias D’Ávila/BA e moradora do Capão. Atua no samba e capoeira, escreve poesias (Prêmio Ana Montenegro, 2021). Integra a Yayá Massemba e o grupo Choro que Bole.Priscilla Oliveira – Musicista e radialista, fundadora de blocos em SP e com experiência internacional em Portugal, Espanha e Alemanha. Desde 2017 vive na Bahia, onde atua como professora e integra a Yayá Massemba.
Durante o projeto, estão previstas as seguintes medidas de acessibilidade aos produtos:Apresentações ArtísticasAcessibilidade física: todas as apresentações serão realizadas em espaços públicos que tenham acessibilidade física garantia, desde ruas e vias públicas a equipamentos culturais locais.Acessibilidade de conteúdo: as apresentações contarão com intérprete de libras e audiodescrição. Acessibilidade comunicacional: todas as divulgações do projeto terão, além de imagens, legendas que transmitam todas as informações em linguagem simples e acessível.Oficinas e Rodas de ConversaAcessibilidade física: todas as ações serão realizadas em espaços públicos que tenham acessibilidade física garantia, desde ruas e vias públicas a equipamentos culturais locais.Acessibilidade de conteúdo: as ações contarão com intérprete de libras e audiodescrição mediante demanda durante as inscrições.Acessibilidade comunicacional: todas as divulgações do projeto terão, além de imagens, legendas que transmitam todas as informações em linguagem simples e acessível.
Todas as ações do projeto serão realizadas de forma gratuita ao público amplo e têm classificação indicativa livre. As ações serão realizadas em espaços públicos de livre circulação e terão divulgação aberta, em canais locais de comunicação e redes sociais dos grupos artísticos e artistas convidadas, sempre veiculando as marcas do Governo e dos Patrocinadores.Material Audiovisual OficialO projeto produzirá um teaser oficial e registros audiovisuais completos da circulação, com distribuição gratuita via plataformas digitais (YouTube e redes sociais). O material será disponibilizado sob licença Creative Commons, permitindo compartilhamento não comercial e exigindo atribuição, o que amplia o alcance sem barreiras de pagamento. Para uso institucional ou comercial por terceiros, será estabelecida parceria via termo de autorização, garantindo retorno simbólico ao projeto.Oficinas "Mulheres na Roda"As três oficinas de música serão oferecidas gratuitamente às comunidades de cada grupo local, com inscrições abertas e prioridade para mulheres jovens, idosas e integrantes de comunidades tradicionais. Metodologia adaptada a diferentes níveis de experiência musical, dispensando conhecimento técnico prévio. Material didático será disponibilizado em formato digital acessível após cada encontro.Transmissão pela InternetAs apresentações nas feiras e as rodas de conversa serão transmitidas ao vivo via redes sociais do projeto e dos grupos parceiros, com possibilidade de interação por comentários. Após o evento, os vídeos permanecem arquivados para visualização posterior. As transmissões contarão com: Legendas em português; Descrição de imagens para público com deficiência visual;Intéprete em libras durante os shows.Acessibilidade Complementar Divulgação em múltiplos formatos: áudio, texto simples e imagem; Parceria com rádios comunitárias locais para transmissão sonora das apresentações; Disponibilização de versão em áudio-descrição do teaser para deficientes visuais; Transporte compartilhado para participantes de zonas rurais nas oficinas.