Início: 04/03/2027Término: 19/12/2027Aceite: 15/04/2026
O projeto apresenta a produção de Francisco Faria como uma investigação contínua e inovadora da paisagem brasileira, a partir da experiência sensível e direta com o território.Por meio do desenho, o artista desenvolve linguagem própria que atualiza e reinventa a tradição histórica do gênero.A exposição propõe um panorama abrangente de sua trajetória, reunindo obras inéditas e um recorte retrospectivo de mais de 40 anos.Serão exibidos desenhos originais de grande formato (2016-2025), organizados em cinco séries, além de conjuntos de fine art prints.A mostra inclui também livros de artista e catálogo online, ampliando o acesso e a difusão da obra.Com curadoria de Marcus Lontra, o projeto prevê ações educativas e disponibilização digital integral do conteúdo, promovendo democratização de acesso. Exposição no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba e no Paço Imperial no Rio de Janeiro.
A exposição apresenta uma ampla retrospectiva da produção do artista Francisco Faria, dedicada à investigação da paisagem brasileira por meio do desenho. Ao longo de mais de quatro décadas de trajetória, o artista desenvolveu uma linguagem singular, que articula observação, memória e imaginação, propondo uma leitura contemporânea do gênero da paisagem.A mostra reúne um conjunto inédito de desenhos de grandes dimensões realizados entre 2017 e 2025, organizados em séries que exploram a paisagem como experiência sensível e poética. Essas obras dialogam com um núcleo retrospectivo composto por fine art prints e livros de artista, permitindo ao público compreender a evolução de sua pesquisa ao longo do tempo.Os livros de artista, organizados em séries, apresentam imagens acompanhadas de textos autorais, estabelecendo conexões entre arte, literatura e natureza. A exposição oferece, assim, uma experiência imersiva que evidencia o desenho como linguagem expandida e campo de experimentação contemporânea.Como desdobramento, o projeto prevê a realização de ações educativas, como visitas guiadas e oficinas, além da criação de um acervo digital e de um tour virtual, ampliando o acesso e a difusão do conteúdo para diferentes públicos
Realizar uma exposição retrospectiva da obra de Francisco Faria no PR e RJ, evidenciando sua contribuição ao desenho contemporâneo brasileiro e ampliando o acesso do público à arte, por meio da apresentação de obras originais, fine art prints e livros de artista em instituição de referência.Objetivos Específicos:Apresentar produção inédita de desenhos realizados entre 2017 e 2025, evidenciando nova fase do artista centrada na paisagem como experiência sensível e poética.Oferecer panorama retrospectivo de mais de 40 anos de atuação, integrando obras originais, fine art prints e livros de artista.Valorizar o desenho como linguagem autônoma e expandida, aproximando o público de processos criativos ligados à memória, imaginação e presença.Estabelecer conexões entre arte, literatura e natureza, a partir de séries em colaboração com poetas e textos autorais.Ampliar o acesso e a difusão por meio da criação de acervo digital da exposição, com imagens, textos e registros fotográficos.Promover ações educativas, como visitas guiadas e oficinas, incentivando a reflexão sobre o desenho contemporâneo.Desenvolver tour virtual da mostra, ampliando o alcance e a acessibilidade do projeto.
Desde 1980 Francisco Faria vem criando uma obra com foco no gênero da paisagem, que se fundamenta no estudo da tradição paisagística ocidental para chegar a uma arte original e radical da paisagem brasileira. Com estratégias visuais criadas para cada tema trabalhado, o artista vem consolidando, desde os anos 80, uma obra que hoje é referência de Desenho nas artes visuais no Brasil.Assim, a oportunidade de uma exposição reunindo seus desenhos de grandes dimensões (1,5mx3m, 1,5mx1,5m) é muito valiosa, pois não só desenhos assim são incomuns, como o tempo demandado para a minuciosa elaboração dessas obras dificultou, até hoje, uma mostra abrangente de seu trabalho das últimas décadas. Agora Francisco Faria tem em mãos um relevante conjunto de obras originais e inéditas, feitas nos últimos 8 anos, e extensas séries de fine art prints de altíssima qualidade que reproduzem obras feitas desde os anos 80. Essa confluência torna possível trazer a público uma alentada retrospectiva de sua produção, no momento em que a natureza brasileira tem sua importância reconhecida no mundo todo, situando-nos numa condição privilegiada no concerto das preocupações mundiais sobre clima e natureza. Como disse Paulo Herkenhoff ao apresentar uma exposição do artista, "Faria explora a mudança de paradigma do significante paisagístico na cultura contemporânea", e "não só reavalia a história da América, mas a história da cultura ocidental". A exposição aqui proposta marcaria, assim, um momento especial de reflexão sobre o patrimônio natural brasileiro, sua beleza, singularidade e importância, por meio de uma obra que é, acima de tudo, mobilizada pelo amor à natureza brasileira, às nossas tradições e, principalmente, aos novos horizontes que ora se abrem para o futuro. A relevância de uma exposição de arte dessa natureza, no momento histórico que vivemos, é inestimável, e poderá contribuir, ainda, para revitalizar a presença incontornável da arte do Desenho no cenário da arte brasileira.O trabalho do artista está posicionado no núcleo duro de duas matérias da mais urgente contemporaneidade: o Desenho e a paisagem natural brasileira. No que tange à natureza brasileira, o assunto foi referido na Justificativa desse projeto. Porém a questão do Desenho, como linguagem, não é menos importante. É sabido que o Desenho vem perdendo compreensão e profundidade em favor de um caráter raso, voltado cada vez mais ao seu emprego como ferramenta de agilidade instrumental e mecânica. Com isso vem perdendo entendimento de como é um dos grandes instrumentos de criação e expressão de linguagem humana, e não somente a artística. O trabalho de Francisco é um longo percurso de entendimento e apreensão do seu mundo por meio do Desenho, e uma demonstração de como o Desenho é uma ferramenta heurística capaz de reposicionar a forma como vemos nossa presença no mundo.
Pré Produção (4 meses)Descrição: Coordenação/Produção executiva, pesquisa curadoria, coordenação artística e técnica. Contratação de escritório de advocacia para elaboração de contratos com o Museu Oscar Niemeyer e com a Instituições que farão o empréstimo das obras. Lista final de obras e museografia da sala expositiva. Elaboração de textos críticos e institucionais para os devidos materiais gráficos e plotagens. Projeto de iluminação. Elaboração final do projeto educativo. Contratação de outros profissionais como museólogos, designer. Assessoria de imprensa, release, convite virtual, redes sociais, mailing list.Produção (4 meses)Descrição: Coleta de obras, transporte, laudos técnicos, execução de expografia, programação e comunicação visual, Iluminação, montagem ( montadores especializados), plotagens, fotografias. Projeto gráfico do catálogo, tradução, revisão de texto, impressão. Oficinas educativas, Capacitação nas escolas, visitas guiadas (disponibilização do conteúdo online)Divulgação (8 meses)Descrição: Imprensa, release, convite virtual, redes sociais, mailing list.Pós - Produção (1,5 mês)Descrição: Laudos técnicos finais. Desmontagem da mostra, reembalagem, devolução, transporte rodoviário, formatação de relatórios físico e financeiro. Prestação de contas a lei Rouanet e patrocinadores
não se aplica
Francisco Faria - ArtistaArtista plástico com graduação em Arquitetura e Planejamento Urbano – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 1982. Atua como artista visual, desenvolvendo pesquisa contínua centrada na paisagem brasileira, na relação entre natureza, território e experiência sensível. Sua produção artística investiga o desenho como campo expandido, explorando escalas, grafismos e procedimentos técnicos que renovam a tradição do gênero da paisagem na arte contemporânea. Participa de exposições, projetos culturais e mostras institucionais, integrando o circuito das artes visuais e dialogando com curadores, instituições culturais e espaços expositivos. Produção de séries recentes de desenhos voltadas à pesquisa sobre a paisagem brasileira, desenvolvidas para exposição individual. Desenvolvimento de obras inéditas para projetos expositivos e culturais, com foco no desenho contemporâneo. Currículo completo em anexo.Gabriela Koentopp - Arquiteta / ExpografiaMestre pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP), na linha de pesquisa Cidade, Arte e Cultura. É formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atua nas áreas de expografia, produção e assistencia de curadoria. É sócia fundadora do Studio Mees, um escritório de expografia e produção de exposições.Expografia. Poty 100 anos (PUC-PR, 2024 - em andamento) Expografia e Produção Local. Fusão - Gustavo Magalhães (Caixa Cultural de São Paulo, 2024 - em andamento) Expografia. Domício Pedroso - as tessitura urbana (MON, 2024 - em andamento) Expografia. Coleção BEI na SP Arte (SP Arte, 2024 ) Expografia e Produção. Laguna Plena - Rimon Guimarães (Caixa Cultural de Curitiba e Caixa Cultural de São Paulo, 2024) Expografia. O lugar do Outro - Marcelo Conrado (MuMA, 2023 - 2024) Expografia. MASP na SP-ARTE (SP-Arte. 2023) Expografia e produção. André Malinski. No céu (MAC-PR. 2023) Expografia e assistente de produção. Tela - Leila Pugnaloni (MON. 2023) Marcus de Lontra Costa - CuradorCrítico de arte e curador independente. Foi editor da revista Módulo; diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage; crítico de arte dos periódicos O Globo,Tribuna da Imprensa e Isto É e assessor do Ministério da Cultura. Dirigiu ainda os Museus de Arte Moderna, de Brasília, do Rio de Janeiro e de Recife. Foi secretário de Cultura de Nova Iguaçu (RJ), no governo de Lindberg Farias. Foi curador das mostras: "Como vai você, geração 80?" (junto com Sandra Magger e Paulo Roberto Leal); "Infância perversa", no MAM- RJ; "Onde está você geração 80?", no CCBB. Desde 1998 é diretor da Lontra Curadoria de exposições de arte brasileira moderna e contemporânea em instituições culturais, e desenvolvimento de projetos curatoriais e textos críticos para exposições institucionais. Curadoria de projetos expositivos como Arte Brasileira Hoje e Panorama da Arte Brasileira ContemporâneaRebeca Gavião Pinheiro - Produção executivaProdutora cultural com mais de 11 anos de atuação profissional, diretora executiva e proprietária da Gavião Pinheiro Produção Cultural (CNPJ 18.726.875/0001-30), empresa especializada na concepção, produção e coordenação executiva de projetos culturais, com forte atuação em exposições de artes visuais, projetos institucionais, centros de memória e publicações. Atuou anteriormente na área de produção e planejamento cultural do Museu Oscar Niemeyer, entre 2003 e 2012, participando da organização e execução de exposições e projetos institucionais de grande porteProdução cultural contínua e diversificada, com atuação em mais de duas décadas de projetos expositivos, incluindo exposições individuais, coletivas, salões, bienais, projetos editoriais, centros de memória e exposições institucionais, em museus, centros culturais e espaços públicos e privados
O projeto "Francisco Faria ", a ser realizado no Paço das Artes RJ e no Museu Oscar Niemeyer (MON) Curitiba, adota uma metodologia educativa articulada às ações de democratização de acesso e contrapartida social, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. A obra de Francisco Faria promove reflexão sobre a paisagem e a natureza brasileira, estimulando consciência ambiental, valorização do território e educação sensível por meio da arte, ampliando o acesso do público a temas culturais e ambientais de forma inclusiva.A proposta compreende a exposição como um espaço de aprendizagem sensível, formação de público e inclusão cultural, integrando mediação, ações formativas e recursos de acessibilidade.Metodologia Educativa:A metodologia educativa do projeto será desenvolvida por meio de ações presenciais gratuitas, promovendo o contato direto do público com o artista, a obra e os processos de criação.Serão realizadas:2 visitas guiadas mediadas, conduzidas por educador/mediador, apresentando o percurso expositivo, os conceitos curatoriais e os procedimentos técnicos do artista;2 oficinas de desenho com o artista, voltadas à experimentação prática, ao estímulo da percepção e à reflexão sobre o desenho como linguagem artística.As ações educativas serão planejadas em diálogo com o setor educativo do Museu Oscar Niemeyer, respeitando os protocolos e diretrizes do museu.Democratização de Acesso e Acessibilidade:A exposição terá acesso gratuito, as quartas feiras quando serão feitas as atividades educativas, garantindo ampla participação do público.Como medidas concretas de acessibilidade:1 visita guiada contará com intérprete de Libras;1 oficina contará com intérprete de Libras;A sala expositiva contará com material em braile, incluindo textos institucionais do Paço e do Museu Oscar Niemeyer e texto curatorial da exposição.Essas ações asseguram o acesso de pessoas com deficiência auditiva e visual, ampliando a inclusão cultural e a fruição da exposição.Registro e Difusão das AçõesTodas as ações educativas (visitas guiadas e oficinas) serão registradas em foto e vídeo, com produção de conteúdo para:Divulgação nas redes sociais do projeto e dos parceiros;Compartilhamento com escolas públicas, ampliando o alcance educativo e formativo do projeto para além do espaço expositivo.O registro contribui para a circulação do conhecimento e a ampliação do impacto social da iniciativa.ODS 4 – Educação de QualidadeAs visitas guiadas e oficinas promovem educação artística gratuita, formação de público e acesso ao conhecimento por meio da arte.ODS 10 – Redução das DesigualdadesO acesso gratuito, o uso de Libras e materiais em braile reduzem barreiras econômicas, sociais e comunicacionais ao acesso cultural.ODS 11 – Cidades e Comunidades SustentáveisA realização no Museu Oscar Niemeyer fortalece o papel do equipamento cultural como espaço de convivência, educação e valorização da cultura na cidade.ODS 12 – Consumo e Produção ResponsáveisO projeto prioriza práticas responsáveis, com uso racional de materiais e valorização do registro digital das ações educativas.ODS 5 – Igualdade de GêneroO projeto adota princípios de diversidade e igualdade, garantindo acesso amplo e linguagem inclusiva nas ações educativas e culturais.
ODS 4 – Educação de QualidadeAs visitas guiadas e oficinas promovem educação artística gratuita, formação de público e acesso ao conhecimento por meio da arte.ODS 10 – Redução das DesigualdadesO acesso gratuito, o uso de Libras e materiais em braile reduzem barreiras econômicas, sociais e comunicacionais ao acesso cultural.ODS 11 – Cidades e Comunidades SustentáveisA realização no Museu Oscar Niemeyer fortalece o papel do equipamento cultural como espaço de convivência, educação e valorização da cultura na cidade.ODS 12 – Consumo e Produção ResponsáveisO projeto prioriza práticas responsáveis, com uso racional de materiais e valorização do registro digital das ações educativas.ODS 5 – Igualdade de GêneroO projeto adota princípios de diversidade e igualdade, garantindo acesso amplo e linguagem inclusiva nas ações educativas e culturais.