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VIVER + MANGARATIBA

Início: 01/02/2027Término: 31/10/2027Aceite: 19/04/2026

Resumo

O VIVER+ MANGARATIBA é um programa cultural gratuito de formação, criação e difusão artística voltado a crianças, jovens e comunidades tradicionais. O projeto realizará oficinas contínuas de artes cênicas, cultura popular e patrimônio cultural imaterial, além de apresentações culturais abertas e mostras dos resultados. Prevê a formação de agentes culturais locais, a contratação de profissionais da região e a circulação das atividades em espaços públicos, ampliando o acesso à cultura e fortalecendo a identidade e a economia criativa do território. O projeto oferece curso gratuito de Turismo Cultural para formação de agentes locais e culmina em uma Feira de Integração Comunitária aberta ao público.

Sinopse

Produto Principal: Oficinas Culturais (40 oficinas)Sinopse geral do produto principal:O VIVER+ Mangaratiba é um programa de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial que realiza 40 oficinas culturais gratuitas em sistema de rodízio territorial, atendendo 30 alunos por oficina nas seguintes linguagens:OficinaConteúdoObjetivoArtesanato sustentávelTécnicas tradicionais de transformação de fibras naturais (bananeira, coco, sementes) em peças utilitárias e decorativasValorizar recursos da Mata Atlântica, gerar renda, fortalecer economia criativaGastronomia identitária caiçaraReceitas tradicionais de pescados, moquecas, farinhas, doces e bolos, ensinadas por mestras da culinária localResgatar sabores e modos de fazer ameaçados de desaparecimentoTeatro de memóriaCriação de cenas a partir de narrativas orais de famílias e comunidades (pescadores, quilombolas, parteiras, benzedeiras)Valorizar a memória oral e a identidade territorialMúsica (canto coral e percussão)Canções tradicionais caiçaras, cantigas de roda, folias de reis e toques de jongoTransmitir repertório musical tradicionalDança (jongo, ciranda, folia de reis)Coreografias tradicionais, com ênfase no jongo (patrimônio cultural negro)Fortalecer identidade e memória coletivaMetodologia: Aulas presenciais, teórico-práticas, com ênfase em aprendizado experiencial e transmissão de saberes entre gerações. Cada oficina tem carga horária de 20 horas (8 a 10 encontros semanais de 2 a 3 horas).Público-alvo: Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos das comunidades tradicionais caiçaras e quilombolas de Mangaratiba, com prioridade para população em situação de vulnerabilidade social. Produto Complementar 1: Curso de Turismo Cultural Sinopse: Curso teórico-prático de 60 horas que forma agentes locais para atuar no turismo de base comunitária, abordando: hospitalidade e acolhimento, roteirização turística e storytelling, empreendedorismo cultural, história local e patrimônio cultural, educação ambiental e sustentabilidade. Os alunos elaboram roteiros turísticos para Mangaratiba como atividade prática de conclusão. Produto Complementar 2: Feira de Integração Comunitária VIVER+ (2 dias)Sinopse: Evento gratuito e aberto ao público de 2 dias (final de semana), reunindo: apresentações dos alunos das oficinas (teatro, dança, música), exposição e venda de artesanato e gastronomia produzidos nas oficinas, participação da agricultura familiar local (hortaliças, frutas, pescado, doces, conservas), workshops ambientais (preservação da Mata Atlântica, ecossistemas costeiros, coleta seletiva), oficina aberta de dança de jongo (para toda a comunidade), troca de saberes caiçaras (mestres locais compartilham conhecimentos de pesca, ervas medicinais, construção de canoas), apresentações teatrais de grupos convidados e feira de troca de mudas e sementes crioulas. Público estimado: 3.000+ pessoas. Produto Complementar 3: Documentário de Impacto (registro e memória)Sinopse: Produto audiovisual de registro e memória do projeto, com duração de 15 a 20 minutos. O documentário acompanha todo o processo do VIVER+ Mangaratiba: as oficinas, os depoimentos de mestres e mestras da cultura local (artesanato, gastronomia, jongo, teatro de memória), a formação de jovens aprendizes, a realização do Curso de Turismo Cultural e a Feira de Integração Comunitária. O documentário tem caráter de legado documental, servindo como ferramenta de difusão do patrimônio imaterial caiçara e quilombola, e será disponibilizado gratuitamente no YouTube com recursos de acessibilidade (Libras, audiodescrição e legendagem descritiva), além de exibido em sessão comunitária aberta. O documentário não é o produto principal do projeto, mas sim um registro complementar que eterniza as ações realizadas e amplia o alcance do projeto para além do território.

Objetivos

O presente projeto tem como objetivo geral promover a salvaguarda do patrimônio cultural imaterial das comunidades tradicionais caiçaras e quilombolas de Mangaratiba (RJ), por meio de um programa estruturante de formação artística, qualificação profissional, geração de emprego e renda, fortalecimento da economia criativa e produção de memória documental. O projeto visa garantir o pleno exercício dos direitos culturais a populações historicamente marginalizadas, contribuindo para a valorização de seus saberes ancestrais (artesanato sustentável, gastronomia identitária, dança de jongo, teatro de memória, música e festividades tradicionais), bem como para a democratização do acesso à cultura em território de alta relevância social e ambiental na Costa Verde fluminense.Objetivos Específicos 1. Formação artística e salvaguarda do patrimônio imaterial:Realizar 40 oficinas culturais gratuitas em sistema de rodízio territorial, com 30 alunos por oficina, nas seguintes linguagens: artesanato sustentável (fibra de bananeira, sementes, fibra de coco. etc..), gastronomia identitária caiçara (receitas tradicionais de pescados, farinhas, doces), teatro de memória (saberes quilombolas e narrativas orais), música (canto coral, instrumentos de percussão), dança (jongo, ciranda, folia de reis).2. Qualificação profissional e geração de emprego e renda:Oferecer Curso de Turismo Cultural com 200 vagas para jovens e adultos das comunidades tradicionais, com carga horária de 60 horas, abordando: hospitalidade, roteirização do pontos históticos e turístico, empreendedorismo cultural, história local, educação ambiental e sustentabilidade. Contratar 100% da mão de obra local via chamada pública (oficineiros, produção, apoio logístico, comunicação, audiovisual). Conceder bolsas de formação para jovens aprendizes como monitores culturais, com capacitação e remuneração.3. Realização da Feira de Integração Comunitária VIVER+:Produzir 1 grande feira de integração comunitária como evento de culminância do projeto, com duração de 2 dias (ou 1 final de semana), contendo: apresentações artísticas dos alunos das oficinas (teatro, dança, música); exposição e venda dos produtos confeccionados nas oficinas (artesanato, gastronomia); participação da agricultura familiar local (geração de renda para pequenos produtores); workshops ambientais (educação e sustentabilidade); oficinas abertas de dança de jongo (valorização da cultura negra e tradição quilombola); troca de saberes caiçaras (transmissão intergeracional de conhecimentos tradicionais); apresentações teatrais de grupos locais convidados; apresentação musicais, feira de troca de mudas e sementes crioulas. Público estimado da Feira: 3.000+ pessoas.4. Produção de memória e legado documental:Produzir 1 registro de Impacto (registro de memória), registrando todo o processo do projeto: oficinas, depoimentos de mestres e mestras da cultura local, bastidores, preparação da Feira e a Feira propriamente dita. O registro será produzido com recursos de acessibilidade de conteúdo (Libras, audiodescrição e legendagem descritiva), garantindo acesso para pessoas com deficiência auditiva e visual. O registro de memória será disponibilizado gratuitamente no YouTube e exibido em sessão comunitária aberta ao final do projeto.5. Democratização do acesso e acessibilidade:Garantir 100% de gratuidade em todas as atividades do projeto (oficinas, curso, mostras, Feira, documentário). Garantir acessibilidade física nos espaços de realização das atividades (priorizando locais com rampas, banheiros adaptados e circulação acessível). Garantir acessibilidade de conteúdo no registro audiovisual de memória (Libras, audiodescrição, legendagem). Realizar as oficinas em sistema de rodízio territorial, levando as atividades diretamente aos distritos rurais e comunidades remotas (Muriqui, Itacuruçá, Serra do Piloto, Conceição de Jacareí, Sahy, Praia Grande), superando barreiras geográficas e de transporte.6. Fortalecimento da economia criativa e continuidade:Estruturar um plano de continuidade para a Feira de Integração Comunitária, com o objetivo de que o evento se torne autogerido pela comunidade e ocorra anualmente, mesmo após o término do patrocínio. Formar agentes de turismo cultural aptos a atuar no mercado local e regional. Criar um banco de artesãos e produtores locais cadastrados para participação em edições futuras da Feira.7. Comunicação e visibilidade do patrimônio imaterial:Realizar campanha de divulgação do projeto com: 500 cartazes, 2.000 folders, 5 banners, 2 lonas, 1 backdrop, 60 posts para redes sociais, 3 vídeos teaser, 1 release de lançamento, releases mensais, release pré-Feira, release pós-Feira, 10 spots de rádio, campanhas de carro de som, campanha de WhatsApp, panfletagem presencial. Atingir abrangência local (Mangaratiba _ 45.000 pessoas), regional (Costa Verde e Sul Fluminense _ 500.000+ pessoas) e digital (nacional/internacional via internet).

Justificativa

O projeto VIVER+ Mangaratiba estabelece uma conexão direta com os territórios onde se construiu uma longa história de mobilidade, mineração, logística e desenvolvimento. Sua proposta dialoga com regiões moldadas pelos trilhos, pelos portos e pelos caminhos que impulsionaram o crescimento econômico e social da Costa Verde fluminense.Essa sinergia se manifesta em múltiplos níveis: o projeto atua em um território estratégico para a cadeia logística e mineral brasileira; valoriza o patrimônio cultural imaterial das comunidades tradicionais caiçaras e quilombolas que vivem ao longo desses caminhos históricos; promove geração de emprego e renda no território; fortalece a economia criativa local; e amplia o acesso democrático à cultura em áreas diretamente impactadas por grandes corredores de desenvolvimento.O VIVER+ Mangaratiba foi concebido para caminhar lado a lado com essa história, atendendo comunidades prioritárias, formando agentes culturais, estimulando a contratação de profissionais locais e produzindo um legado cultural e documental acessível para as próximas gerações.O presente projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet) :Inciso I _ Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais.O VIVER+ Mangaratiba democratiza o acesso à cultura ao levar oficinas gratuitas em sistema de rodízio territorial para comunidades tradicionais caiçaras e quilombolas de Mangaratiba, que historicamente enfrentam barreiras geográficas e econômicas para acessar políticas culturais. O projeto garante gratuidade total, acessibilidade física e de conteúdo, e atende prioritariamente populações em situação de vulnerabilidade social.Inciso II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, valorizando os recursos humanos e as potencialidades de cada região.O projeto é executado na Costa Verde do Rio de Janeiro, território de rica diversidade cultural, mas com escassez de investimentos em cultura. Toda a equipe é contratada localmente (100% mão de obra de Mangaratiba), valorizando os recursos humanos da região. As oficinas são ministradas por fazedores de cultura, mestres e mestras da cultura local, garantindo a transmissão de saberes tradicionais (artesanato, gastronomia, jongo, teatro de memória).Inciso III _ Apoiar, valorizar e estender a atuação dos agentes culturais, mediante a articulação dos entes federados e da sociedade civil.O projeto é proposto por empresa cultural liderada por mulher caiçara, com histórico comprovado de execução e prestação de contas em projetos aprovados pela Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio de Janeiro. O projeto articula parcerias com as Secretarias Municipais de Cultura, Educação, Turismo e Meio Ambiente de Mangaratiba, com associações quilombolas e de pescadores caiçaras, com escolas públicas, com agricultores familiares e com grupos culturais locais (jongo, teatro, música).Inciso IV _ Contribuir para a preservação e valorização do patrimônio cultural brasileiro.O projeto atua diretamente na salvaguarda do patrimônio cultural imaterial das comunidades caiçaras e quilombolas de Mangaratiba, por meio de oficinas de artesanato sustentável (técnicas tradicionais de fibra de bananeira, sementes, coco), gastronomia identitária (receitas tradicionais caiçaras), teatro de memória (narrativas orais quilombolas), dança de jongo (patrimônio cultural negro) e música tradicional. O projeto registra esses saberes em um Documentário de Impacto, garantindo memória e difusão para as futuras gerações.Inciso V _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor artístico.As 40 oficinas produzem bens culturais tangíveis (artesanato, gastronomia) e intangíveis (espetáculos de teatro, dança, música) que são apresentados ao público nas mostras culturais e na Feira de Integração Comunitária, que reúne 3.000+ pessoas. O documentário final é um bem cultural de valor artístico e documental, disponibilizado gratuitamente para toda a sociedade.Objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91 que serão alcançados:Art. 3º, I _ Contribuir para a preservação e valorização do patrimônio cultural brasileiro.O projeto salvaguarda saberes tradicionais caiçaras e quilombolas ameaçados de enfraquecimento por falta de políticas públicas continuadas, promovendo a transmissão intergeracional desses conhecimentos.Art. 3º, II _ Promover a modernização, a qualificação e a capacitação de produtores, artistas, técnicos e outros profissionais da cultura.O Curso de Turismo Cultural capacita agentes locais para atuar na cadeia produtiva do turismo de base comunitária. A contratação de 100% da mão de obra local e as bolsas para jovens aprendizes qualificam e geram emprego para profissionais da cultura do território.Art. 3º, III _ Favorecer a democratização do acesso à cultura.Todas as atividades são gratuitas. O sistema de rodízio territorial leva as oficinas às comunidades remotas. O documentário tem acessibilidade em Libras e audiodescrição. A Feira é aberta e gratuita para toda a comunidade.Art. 3º, IV _ Estimular a regionalização da produção cultural.O projeto valoriza exclusivamente a cultura caiçara e quilombola da Costa Verde fluminense, com produção local, artistas locais e público local/regional.Art. 3º, V _ Apoiar projetos que promovam a diversidade artística e cultural.O projeto abrange múltiplas linguagens (artesanato, gastronomia, teatro, dança, música, audiovisual, turismo cultural), promovendo a diversidade das expressões culturais brasileiras.Necessidade do Mecanismo de Incentivo Fiscal:O projeto VIVER+ Mangaratiba necessita do mecanismo de incentivo fiscal da Lei Rouanet porque não possui fontes alternativas de financiamento para sua execução. Mangaratiba é um município de pequeno porte (população aproximada de 45.000 habitantes), com orçamento público limitado para políticas culturais. As comunidades tradicionais atendidas (caiçaras e quilombolas) estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica e não teriam condições de arcar com os custos das atividades. O projeto depende exclusivamente de patrocínio incentivado para se viabilizar. A captação de recursos por meio da Lei Roaunet permite que empresas privadas invistam em cultura com abatimento fiscal, viabilizando um projeto de impacto social e cultural que, de outra forma, não seria realizado.

Etapas

ETAPA 1: PRÉ-PRODUÇÃO (1 mês – fevereiro de 2027)Duração: 28 dias (4 semanas)Atividades:Articulação institucional com lideranças quilombolas e caiçaras, secretarias municipais (Cultura, Educação, Turismo, Meio Ambiente), associações comunitárias e escolas públicas.Mapeamento e vistoria dos espaços físicos nos distritos (Muriqui, Itacuruçá, Serra do Piloto, Conceição de Jacareí, Sahy, Praia Grande, sede urbana e comunidades quilombolas).Lançamento da Chamada Pública para contratação de mão de obra 100% local (edital publicado em meios oficiais e redes sociais).Seleção e contratação da equipe: oficineiros, professores do Curso de Turismo Cultural, coordenadores, produção, equipe de comunicação e audiovisual.Seleção de jovens aprendizes (monitores culturais) – divulgação, inscrições, entrevistas.Planejamento pedagógico detalhado das 40 oficinas e do Curso de Turismo Cultural (conteúdos, materiais, cronograma por comunidade).Planejamento da Feira de Integração Comunitária (datas, espaço, parceiros, atrações, logística).Criação da identidade visual do projeto e do plano de comunicação.Produção de materiais gráficos (cartazes, folders) e abertura de redes sociais.Aluguel de carro para equipe.Aluguel da sede para equipe.Confecção do Kit Uniforme (blusas) e Copo Label.Mobilização comunitária: carro de som, rádio, distribuição de materiais, reuniões com lideranças.Abertura das inscrições para as oficinas e para o Curso de Turismo Cultural. ETAPA 2: EXECUÇÃO (6 meses – março a agosto de 2027)Duração: 184 dias (aproximadamente 26 semanas)Subetapa 2.1 – Oficinas culturais em rodízio (março a agosto/2027)Realização de 40 oficinas distribuídas ao longo de 6 meses, com média de 6 a 7 oficinas por mês (2 a 4 oficinas ativas simultaneamente em diferentes comunidades).Cada oficina tem 30 alunos e carga horária total de 20 horas (encontros semanais de 2 a 3 horas, durante 8 a 10 semanas).Oficinas oferecidas: artesanato sustentável (fibra de bananeira, sementes, coco), gastronomia identitária caiçara, teatro de memória, música (canto coral e percussão), dança (jongo, ciranda, folia de reis).Rodízio territorial: a cada 1 ou 2 meses, as oficinas mudam de distrito, garantindo capilaridade.Acompanhamento pedagógico contínuo (coordenação pedagógica visita as oficinas semanalmente).Registro audiovisual contínuo (filmagem e fotografia para o documentário).Subetapa 2.2 – Curso de Turismo Cultural (março a julho/2027)Carga horária: 60 horas (encontros semanais de 4 horas, durante 15 semanas).Módulos:Hospitalidade e acolhimento (10h)Roteirização turística e storytelling (10h)Empreendedorismo cultural e formalização (10h)História local e patrimônio cultural (10h)Educação ambiental e sustentabilidade (10h)Prática: visita técnica e elaboração de roteiro (10h)Turma única de 50 alunos (jovens e adultos das comunidades tradicionais).Certificação ao final para os concluintes (200 certificados).Subetapa 2.3 – Mostras culturais itinerantes (março a agosto/2027)Realização de mostras mensais ao final de cada ciclo de oficinas em cada comunidade.Apresentações abertas ao público dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos (teatro, dança, música).Exposição e venda de produtos das oficinas de artesanato e gastronomia.Público estimado por mostra: 200 a 500 pessoas.Subetapa 2.4 – Produção da Feira de Integração Comunitária (julho a agosto/2027)Articulação com agricultores familiares para participação na Feira.Convite para grupos de jongo e grupos teatrais locais.Planejamento dos workshops ambientais (parceria com INEA, Secretaria de Meio Ambiente).Produção de materiais específicos para a Feira (banners, lonas, backdrops, sinalização).Campanha intensiva de divulgação (redes sociais, rádio, carro de som, imprensa). Subetapa 2.5 – Formação de jovens aprendizes (março a agosto/2027)13 jovens aprendizes atuam como monitores culturais nas oficinas.Capacitação mensal em monitoria, mediação cultural e produção de eventos.Bolsa-auxílio mensal.Realização da Feira de Integração Comunitária VIVER+ Montagem e logística do evento.Apresentações artísticas dos alunos (palco principal).Exposição e venda de produtos (artesanato, gastronomia, agricultura familiar).Workshops ambientais e oficina aberta de jongo.Troca de saberes caiçaras com mestres locais.Cobertura audiovisual completa (filmagem profissional para o documentário).Público estimado: 3.000+ pessoas. ETAPA 3: PÓS-PRODUÇÃO E PRESTAÇÃO DE CONTAS 30 a 60 diasPós-produção do Registro de Impacto (setembro a /2027)Edição de imagens (seleção de takes, montagem, finalização).Inserção de trilha sonora (com músicas tradicionais caiçaras e quilombolas registradas no projeto).Produção das faixas de acessibilidade: tradução para Libras (janela de intérprete), gravação de audiodescrição, legendagem descritiva (closed caption).Finalização e exportação nos formatos para YouTube, exibição comunitária e mídia física. Exibição comunitária do documentário (outubro)Sessão aberta ao público em espaço comunitário (praça, escola ou associação).Convite para participantes do projeto, lideranças locais, imprensa e patrocinadores. Sistematização e relatórios (setembro a outubro/2027)Coleta e análise de indicadores: frequência, evasão, satisfação (questionários), aprendizado (pré/pós-teste nas oficinas), geração de renda (artesãos e agricultores participantes da Feira).Elaboração do Relatório de Impacto Social e Cultural.Elaboração do Relatório de Visibilidade e Retorno de Mídia.Prestação de contas final ao Ministério da Cultura (até 60 dias após o fim da execução )

Estratégia de execução

O projeto VIVER+ Mangaratiba estabelece uma conexão direta com os territórios onde se construiu uma longa história de mobilidade, mineração, logística e desenvolvimento. Sua proposta dialoga com regiões moldadas pelos trilhos, pelos portos e pelos caminhos que impulsionaram o crescimento econômico e social da Costa Verde fluminense.Essa sinergia se manifesta em múltiplos níveis: o projeto atua em um território estratégico para a cadeia logística e mineral brasileira; valoriza o patrimônio cultural imaterial das comunidades tradicionais caiçaras e quilombolas que vivem ao longo desses caminhos históricos; promove geração de emprego e renda no território; fortalece a economia criativa local; e amplia o acesso democrático à cultura nas áreas diretamente impactadas por grandes corredores de desenvolvimento.O VIVER+ MAngaratiba foi concebido para caminhar lado a lado com essas diretrizes, atendendo comunidades prioritárias, formando agentes culturais, estimulando a contratação de profissionais locais e produzindo um legado cultural e documental acessível para as próximas gerações. 1. JUSTIFICATIVA DA LOGÍSTICA E DO RODÍZIO TERRITORIALMangaratiba tem extensão territorial de 356 km², com distritos rurais de difícil acesso (Serra do Piloto, comunidades quilombolas, Sahy, Praia Grande entre outros) e comunidades insulares como Jaguanum, que exigem deslocamento por embarcação e automovel. O sistema de rodízio territorial, principal diferencial de democratização do acesso, leva as oficinas gratuitas diretamente às comunidades remotas e insulares, superando barreiras geográficas e de custo de transporte. Esta estratégia exige locação de veículo 4x4 para estradas de terra e embarcação para acesso às ilhas, além de combustível, manutenção, pedágios, hospedagem da equipe em comunidades de difícil acesso e alimentação em deslocamento. Estes custos são necessários e compatíveis com o mercado local, sendo imprescindíveis para a execução do projeto em sua totalidade.2. DESTINAÇÃO EXCLUSIVA DOS BENS ADQUIRIDOSTodos os materiais, equipamentos, i, kits de artesanato, utensílios de gastronomia, materiais didáticos, uniformes (blusas), copos personalizados, adquiridos com os recursos do projeto serão utilizados exclusivamente para as finalidades culturais previstas neste plano de trabalho. Após o encerramento do projeto, os bens duráveis serão doados às associações comunitárias, escolas públicas e grupos culturais locais (associação quilombola, associação de pescadores caiçaras, escolas municipais para fins culturais), garantindo a continuidade das atividades culturais no território e o legado do investimento público.3. SINERGIA COM O INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADOO projeto está alinhado com as diretrizes de investimento social, que buscam apoiar iniciativas de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial, geração de emprego e renda, fortalecimento da economia criativa e democratização do acesso à cultura em territórios de influência. O VIVER+ Mangaratiba atende plenamente a esses objetivos ao valorizar as comunidades tradicionais caiçaras e quilombolas, promover a transmissão de saberes ancestrais, gerar trabalho e renda localmente e produzir legado documental acessível.4. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS E GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDAO projeto gera emprego e renda por meio de contratação de mão de obra local. bolsas para jovens aprendizes, participação de agricultores familiares na Feira, fortalecimento da economia criativa com artesãos locais e curso gratuito de Turismo Cultural para agentes locais. Todas as atividades são 100% gratuitas e abertas à comunidade.5. ADERÊNCIA AOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS)O projeto contribui diretamente com os seguintes ODS: ODS 4 (Educação de Qualidade) – oficinas e curso; ODS 5 (Igualdade de Gênero) – liderança feminina caiçara; ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico) – geração de emprego e renda local; ODS 10 (Redução das Desigualdades) – atendimento prioritário a comunidades tradicionais; ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis) – artesanato sustentável; ODS 15 (Vida Terrestre) – educação ambiental; ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação) – articulação com múltiplos parceiros.

Especificação técnica

Oficinas culturais EspecificaçãoDetalhamentoCarga horária por oficina20 horas (8 a 10 encontros de 2 a 3 horas semanais)Número de alunos por oficina30 alunosTotal de beneficiários diretos1.200 alunosMetodologiaAulas presenciais, teórico-práticas, com ênfase em aprendizado experiencial e transmissão de saberes entre geraçõesMateriais didáticosApostilas ilustradas (formato A5, letra ampliada, linguagem simples), kits de materiais para as práticas (fibras, sementes, instrumentos musicais, tecidos, utensílios de cozinha, alimentos, etc...)EspaçosEscolas municipais, associações comunitárias, centros culturais, espaços cedidos por parceriasCertificaçãoCertificado de conclusão para cada aluno (1.400 certificados)AvaliaçãoFrequência mínima de 75%, participação nas mostras culturaisConteúdos programáticos por oficina:OficinaConteúdoArtesanato sustentávelColeta e preparo de fibras (bananeira, coco, sementes); técnicas de trançado, tecelagem e acabamento; design de peças (cestarias, biojoias, utilitários); precificação e comercializaçãoGastronomia identitáriaReceitas tradicionais caiçaras (moquecas, pirões, farofas, doces, bolos, conservas); técnicas de pesca e manejo sustentável; aproveitamento integral de alimentos; história da culinária caiçaraTeatro de memóriaTécnicas de expressão corporal e vocal; improvisação; construção de personagens a partir de narrativas orais; roteirização coletiva; montagem de cenas curtas; apresentação para a comunidadeMúsicaCanto coral (técnica vocal, repertório de cantigas tradicionais, canções de trabalho, folias de reis); percussão (tambores, ganzás, caixas, ritmos de jongo, ciranda e folia)DançaJongo (história, significados, toques, coreografias básicas); ciranda; folia de reis; expressão corporal; apresentação em grupoProduto Complementar 1: Curso de Turismo Cultural EspecificaçãoDetalhamentoCarga horária total60 horasNúmero de alunosaté 200 alunosDuração15 semanas (encontros semanais de 4 horas)MetodologiaAulas expositivas, estudos de caso, visitas técnicas (2 visitas), oficinas práticas de roteirização, elaboração de projeto final (roteiro turístico para Mangaratiba)Material didáticoApostila com 6 módulos, apresentações em slides, vídeos complementares, links de leituraCertificaçãoCertificado de conclusão para cada aluno (200 certificados)Professores3 professores especialistas (turismo, empreendedorismo, educação ambiental)Módulos: MóduloCarga horáriaConteúdo1. Hospitalidade e acolhimento10hAtendimento ao turista, comunicação, ética profissional, gestão de conflitos2. Roteirização turística e storytelling10hCriação de roteiros, narrativa de território, contação de histórias, experiência do visitante3. Empreendedorismo cultural10hFormalização (MEI, associação), plano de negócios, precificação, marketing digital para pequenos negócios4. História local e patrimônio cultural10hHistória de Mangaratiba, cultura caiçara e quilombola, patrimônio material e imaterial, legislação cultural5. Educação ambiental e sustentabilidade10hEcossistemas da Costa Verde (Mata Atlântica, restinga, mangue, mar), boas práticas ambientais, turismo responsável6. Prática: visita técnica e roteiro final10hVisitas a atrativos turísticos de Mangaratiba, elaboração e apresentação de roteiro turístico originalProduto Complementar 2: Feira de Integração Comunitária VIVER+ EspecificaçãoDetalhamentoDuração2 dias (final de semana)LocalEspaço público central de Mangaratiba (praça ou campo)Público estimado3.000+ pessoasEstrutura físicaPalco principal (6m x 4m) com som profissional; tendas para expositores (artesanato, gastronomia, agricultura familiar); área de workshops; área de descanso e alimentação; banheiros químicos adaptados; posto de primeiros socorrosProgramaçãoApresentações artísticas (palco); exposição e venda (tendas); workshops ambientais (área específica); oficina aberta de jongo (área externa); troca de saberes caiçaras (roda de conversa); feira de troca de mudasAcessibilidadeRampas de acesso, banheiros adaptados, espaço reservado para cadeirantes na frente do palco, intérprete de Libras (em pelo menos uma apresentação), sinalização visual de alto contrasteProduto Complementar 3: Documentário de Impacto (registro e memória) EspecificaçãoDetalhamentoNaturezaProduto complementar de registro, memória e legado do projeto (não é o produto principal)FormatoVídeo digital em alta definição (4K)Duraçãoaté 20 minutosIdiomaPortuguês (Brasil)AcessibilidadeLibras (janela de intérprete), audiodescrição (faixa de áudio adicional), legendagem descritiva (closed caption)GêneroDocumentário etnográfico / social (registro de processo)Equipe técnica mínimaDiretor, roteirista, diretor de fotografia, editor de som, editor de imagem, finalizador, tradutor/intérprete de Libras, audiodescritor, legendadorLocais de gravaçãoComunidades tradicionais de Mangaratiba (Muriqui, Itacuruçá, Serra do Piloto, Conceição de Jacareí, Sahy, Praia Grande), espaço das oficinas, Feira de Integração ComunitáriaEntrevistadosMestres e mestras da cultura local (artesanato, gastronomia, jongo, teatro de memória), jovens aprendizes, lideranças quilombolas e caiçaras, coordenadores do projetoTrilha sonoraMúsicas tradicionais caiçaras e quilombolas registradas durante as oficinas (jongo, cantigas de roda, folias) + composição original complementarDisponibilizaçãoYouTube (público, com opções de acessibilidade), sessão comunitária presencial, link para patrocinadorFunção no projetoEternizar as ações realizadas, ampliar o alcance do projeto para além do território, servir como ferramenta de difusão do patrimônio imaterial e prestação de contas ao patrocinador

Ficha técnica

A Bebel Produções é uma empresa cultural legalmente constituída com finalidade cultural expressa em seu contrato social, cadastrada no SNIIC e na ANCINE, com experiência comprovada na execução de projetos financiados pela Lei Rouanet, Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Lei Aldir Blanc, Lei Paulo Gustavo e editais públicos como LAB, PNAB. A empresa já realizou festivais culturais, eventos musicais, espetáculos teatrais, projetos formativos e oficinas culturais, todos com prestação de contas aprovada pelos órgãos de fomento.No projeto VIVER+ Mangaratiba, a Bebel Produções será responsável pelas seguintes atividades:Concepção e planejamento: Definição do conceito artístico e pedagógico do programa de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial, incluindo a estruturação das 40 oficinas (artesanato sustentável, gastronomia identitária caiçara, teatro de memória, música e dança), do Curso de Turismo Cultural (60 horas, 200 vagas), da Feira de Integração Comunitária e do registro audiovisual de memória.Captação e gestão de recursos: Captação de recursos junto ao patrocinador. Elaboração de materiais de apresentação, reuniões institucionais, relatórios de contrapartida e prestação de contas final ao Ministério da Cultura dentro do prazo regulamentar (até 60 dias após o término da execução - 31/10/2027).Contratação de equipe: Contratação de toda a equipe técnica, pedagógica, operacional e administrativa por meio de chamada pública transparente, priorizando 100% de mão de obra local de Mangaratiba e comunidades tradicionais. Serão contratados: oficineiros, professores do Curso de Turismo Cultural, coordenadores, produção, equipe de comunicação (coordenador, social media, designer), equipe de acessibilidade, equipe audiovisual, equipe técnica de eventos (técnico de som, técnico de iluminação, montadores), além dos jovens aprendizes como monitores culturais com bolsa-auxílio.Articulação institucional: Articulação com as Secretarias Municipais de Cultura, Educação, Turismo e Meio Ambiente de Mangaratiba, com lideranças quilombolas e caiçaras, associações comunitárias, escolas públicas, agricultores familiares e grupos culturais locais (jongo, teatro, música), garantindo a capilaridade territorial e a participação comunitária.Supervisão da execução: Supervisão de todas as etapas do projeto. Na pré-produção (fevereiro/2027): articulação institucional, mapeamento de espaços, lançamento da chamada pública, seleção de jovens aprendizes, planejamento pedagógico, planejamento da Feira, criação da identidade visual, produção de materiais gráficos, aluguel de veículo 4x4 e embarcação, confecção de uniformes, mobilização comunitária e abertura das inscrições. Na execução (março a agosto/2027): acompanhamento semanal das 40 oficinas em sistema de rodízio territorial pelos distritos de Muriqui, Itacuruçá, Serra do Piloto, Conceição de Jacareí, Sahy, Praia Grande, sede urbana e comunidades quilombolas; supervisão do Curso de Turismo Cultural ; produção das mostras culturais itinerantes mensais; produção da Feira de Integração Comunitária (2 dias, público estimado de 3.000+ pessoas); registro audiovisual contínuo; formação dos jovens aprendizes. Na pós-produção : edição e finalização do registro audiovisual de memória com recursos de acessibilidade (Libras, audiodescrição e legendagem descritiva); exibição comunitária aberta; sistematização de indicadores (frequência, evasão, satisfação, aprendizado, geração de renda); elaboração do Relatório de Impacto Social e Cultural, Relatório de Visibilidade e Retorno de Mídia; prestação de contas final ao MinC.Garantia de acessibilidade: Garantia da acessibilidade física e de conteúdo em todas as atividades do projeto, conforme a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e as normas da ABNT NBR 9050, incluindo rampas, banheiros adaptados, piso tátil, intérprete de Libras, audiodescrição e legendagem descritiva.Comunicação e visibilidade: Execução da campanha de divulgação do projeto com produção de 500 cartazes, 2.000 folders, 5 banners, 2 lonas, 1 backdrop, 60 posts para redes sociais, 3 vídeos teaser, 1 release de lançamento, releases mensais, release pré-Feira, release pós-Feira, 10 spots de rádio, campanhas de carro de som, campanha de WhatsApp e panfletagem presencial. Transmissão ao vivo da Feira pelo Instagram e disponibilização do registro audiovisual no YouTube.CURRÍCULO RESUMIDO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:1. Isabelle da Silva Soares (Bebel Soares)Jornalista com especialização em Gestão Cultural e Turismo. Sócia-diretora da Bebel Produções, com mais de 10 anos de experiência na área cultural e de turismo. É responsável pela concepção, coordenação geral e curadoria artística de diversos projetos aprovados e executados pela Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio d e Janeiro (ICMS/RJ), Lei Aldir Blanc, Lei Paulo Gustavo e Lei Rouanet. Tem experiência na gestão de festivais culturais, eventos musicais, espetáculos teatrais, projetos de formação artística e oficinas culturais. Atua na articulação com patrocinadores, parceiros institucionais e órgãos públicos, com conhecimento em prestação de contas de projetos culturais. No projeto VIVER+ Mangaratiba, atuará como Diretora Produção, sendo responsável pela definição do conceito artístico e pedagógico, curadoria da programação cultural (oficinas, curso, mostras e Feira), articulação com artistas, mestres da cultura local e parceiros, supervisão das etapas de pré-produção, execução e pós-produção, coordenação da equipe de produção e fornecedores, e acompanhamento das contrapartidas sociais e do plano de continuidade.2. Fernando Luis Coelho Pereira – Coordenador do ProjetoFormado em pedagogia é Gestor administrativo e estratégico com experiência em projetos culturais. Sócio da Bebel Produções, responsável pela área administrativa e financeira da empresa. Possui experiência no acompanhamento de projetos aprovados pela Lei Rouanet, Lei de Incentivo à Cultura RJ, Lei Aldir Blanc e Lei Paulo Gustavo. É responsável pela gestão orçamentária, controle financeiro, compliance fiscal, elaboração de relatórios financeiros e prestação de contas junto aos órgãos de fomento. Tem domínio dos sistemas de gestão cultural como SALIC (MinC) e SIGIC (ICMS/RJ). No projeto VIVER+ Mangaratiba, atuará como Diretor Administrativo-Financeiro, sendo responsável pela supervisão administrativa, acompanhamento da execução financeira, garantia da regularidade fiscal e documental, e pela prestação de contas final ao Ministério da Cultura

Acessibilidade

O projeto VIVER+ Mangaratiba garantirá acessibilidade física em todas as atividades presenciais, conforme as normas da ABNT NBR 9050 e a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015). As seguintes medidas serão adotadas:Nos espaços das oficinas e do Curso de Turismo Cultural:Os locais selecionados para as atividades (escolas públicas, associações comunitárias, centros culturais) serão previamente vistoriados pela equipe do projeto para identificar e adequar: rampas de acesso para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida; portas com largura mínima de 80cm; banheiros adaptados com barras de apoio e espaço para manobra de cadeira de rodas; piso tátil direcional e de alerta para pessoas com deficiência visual; corrimãos em escadas e rampas; sinalização visual e tátil indicando rotas acessíveis.Caso algum espaço necessário não possua as condições ideais, o projeto providenciará adaptações temporárias (rampas móveis, sinalização temporária) ou substituirá o local por outro mais adequado.Na Feira de Integração Comunitária:O evento será realizado em espaço público de superfície plana (praça ou campo) com acesso facilitado para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.Serão disponibilizadas áreas de descanso com cadeiras para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.Banheiros químicos adaptados serão contratados (com barras de apoio e espaço interno para cadeira de rodas).Haverá equipe de apoio treinada para auxiliar pessoas com deficiência na circulação e participação nas atividades.A sinalização do evento será visual (letras grandes e contrastantes) e também sonora (anúncios no sistema de som).Nas mostras culturais e apresentações:Será reservado espaço preferencial para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida (próximo ao palco, com visão desobstruída).Haverá intérprete de Libras em pelo menos uma das apresentações da mostra (conforme demanda e disponibilidade).Acessibilidade de Conteúdo:Registro de memória Libras: O registro de memória contará com janela de interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) em toda a sua duração, garantindo acesso para pessoas com deficiência auditiva.Audiodescrição: terá audiodescrição (narração descritiva de cenas, expressões, figurinos, cenários e ações visuais) para pessoas com deficiência visual, disponível como faixa de áudio adicional.Legenda descritiva: O documentário terá legendagem descritiva (closed caption) para pessoas com deficiência auditiva, incluindo descrição de sons ambientes e efeitos sonoros, não apenas os diálogos.Disponibilização gratuita: O documentário acessível será disponibilizado gratuitamente no YouTube (com opções de Libras, audiodescrição e legendas) Nas oficinas e no Curso de Turismo Cultural:As aulas contarão com materiais didáticos adaptados (letras ampliadas para pessoas com baixa visão, linguagem simples e clara).Para participantes com deficiência auditiva, será oferecido apoio de profissional intérprete de Libras mediante solicitação prévia (comunicação garantida com 15 dias de antecedência).Os instrutores serão orientados a utilizar linguagem clara, falar de frente para os participantes e utilizar recursos visuais para apoiar a comunicação.Na Feira de Integração Comunitária:As oficinas abertas (como a de dança de jongo) serão ministradas com linguagem acessível e adaptações para pessoas com deficiência física e sensorial.Os palcos das apresentações terão espaço reservado para intérprete de Libras (quando disponível).Os materiais gráficos da Feira (folders, cartazes, banners) utilizarão letras em tamanho adequado (mínimo 14pt) e alto contraste (fundo escuro com letras claras ou vice-versa).Compromisso do projeto:O projeto se compromete a dialogar com as associações de pessoas com deficiência de Mangaratiba e com a Secretaria Municipal de Assistência Social para identificar demandas específicas de acessibilidade e atendê-las dentro da viabilidade técnica e orçamentária.

Democratização

Todos os produtos do projeto são 100% gratuitos, não havendo comercialização de ingressos, materiais ou serviços. O acesso é universal e sem qualquer custo para os beneficiários e público em geral.Distribuição das vagas nas oficinas e no curso:As inscrições para as 40 oficinas (1.200 vagas) e para o Curso de Turismo Cultural (200 vagas) serão abertas e divulgadas com ampla antecedência (mínimo de 30 dias) por meio dos seguintes canais: redes sociais do projeto, pagina da proponente e parceiros, rádio comunitária local, carro de som, cartazes e folders em escolas, unidades de saúde, associações comunitárias, igrejas e comércio local.O processo de inscrição será simples (presencial ou por WhatsApp), sem burocracia, priorizando a participação de comunidades tradicionais (caiçaras e quilombolas), população em situação de vulnerabilidade social, mulheres, negros, PCD e LGBTQIAPN+.As vagas serão distribuídas proporcionalmente entre os distritos e comunidades de Mangaratiba, garantindo que o rodízio territorial atenda todas as localidades.Distribuição do acesso ao Documentário de Impacto:O documentário será disponibilizado gratuitamente no YouTube (público e sem restrição).Outras medidas de ampliação de acesso:1. Rodízio territorial (ensaio aberto itinerante):O projeto realiza as oficinas em sistema de rodízio, percorrendo diferentes distritos e comunidades a cada mês: Muriqui, Itacuruçá, Serra do Piloto, Conceição de Jacareí, Sahy, Praia Grande, sede urbana e comunidades quilombolas. Essa estratégia leva a cultura até onde as pessoas estão, superando barreiras geográficas e de custo de transporte.2. Oficinas paralelas e abertas à comunidade:Durante a Feira de Integração Comunitária, serão oferecidas oficinas abertas e gratuitas para o público em geral, incluindo: oficina de dança de jongo (aberta para todos), workshop ambiental (educação sobre preservação da Mata Atlântica e ecossistemas costeiros), troca de saberes caiçaras (transmissão de conhecimentos tradicionais por mestres locais). Essas atividades paralelas ampliam o acesso para pessoas que não participaram das oficinas regulares.3. Transmissão ao vivo e conteúdo digital:A Feira de Integração Comunitária será transmitida ao vivo pelo Instagram do projeto, permitindo o acesso remoto de pessoas que não podem comparecer presencialmente (por questões de mobilidade, distância ou saúde). As gravações ficarão disponíveis no perfil do projeto e no YouTube.Os teasers do documentário e os vídeos de bastidores serão publicados semanalmente nas redes sociais, democratizando o acesso ao processo criativo do projeto.4. Mostras culturais itinerantes:Além da Feira final, serão realizadas mostras culturais ao longo do projeto em diferentes localidades, permitindo que a comunidade acompanhe o desenvolvimento dos trabalhos e não apenas o resultado final.5. Parcerias com escolas públicas:As escolas municipais de Mangaratiba serão utilizadas como espaços para as oficinas e também como pontos de divulgação e inscrição, facilitando o acesso de crianças, adolescentes e seus familiares.6. Transporte para comunidades mais distantes:Para comunidades de difícil acesso (como Serra do Piloto e áreas quilombolas mais remotas), o projeto estudará a viabilidade de oferecer transporte complementar para participantes com dificuldade de locomoção, mediante parceria com a Prefeitura e Secretaria de Educação.7. Acessibilidade universal:Como detalhado no campo anterior, o projeto garante acessibilidade física (rampas, banheiros adaptados, piso tátil) e acessibilidade de conteúdo (Libras, audiodescrição, legendas) para pessoas com deficiência.