Início: 26/07/2027Término: 30/09/2027Aceite: 21/04/2026
O projeto "CARAJÁS DAS ARTES: De Belém a São Luís, a ferrovia que une os ritmos da Amazônia e do Sertão Maranhense" consiste na concepção, montagem, produção e circulação do espetáculo teatral de rua "A Ferrovia que Ri" por seis municípios ao longo da Estrada de Ferro Carajás (Parauapebas, Canaã dos Carajás, Marabá, Açailândia, Santa Inês e São Luís), com 12 apresentações gratuitas que mesclam teatro, dança, bonecos e circo, tendo como alma sonora a fusão do Carimbó paraense com o Bumba Meu Boi maranhense. Paralelamente, oferece oficinas gratuitas de iniciação teatral, confecção de bonecos, dança cênica e operação de som e luz para 180 jovens, que integram o elenco ao final do processo. O projeto promove ainda rodas de conversa com mestres populares, ações de preservação ambiental (plantio de 3.000 mudas) e geração de renda por meio da economia criativa com a venda de produtos artesanais produzidos pelos participantes.
Espetáculo: “A Ferrovia que Ri”O espetáculo de rua “A Ferrovia que Ri” é uma comédia poética e musical que narra, com humor e emoção, a história da construção da Estrada de Ferro Carajás. A trama acompanha a palhaça maquinista TREM-TREM, que viaja de Belém a São Luís colecionando causos e personagens: Seu José Ferroviário, um velho trabalhador que guarda memórias do tempo da construção; Dona Maria, uma ribeirinha benzedeira que toca carimbó e protege o rio; Boi Zé, um boneco gigante de Bumba Meu Boi que quer ser o rei da festa; Carimbé, a personificação dançante do ritmo paraense; Garimpeiro Zeca, um minerador brincalhão; Inglês Tonho, um engenheiro atrapalhado; e Indiozinho Piken, um boneco de luva esperto que representa a sabedoria indígena. Ao longo da viagem, os personagens disputam, brigam, fazem as pazes e descobrem que a ferrovia não é de um nem de outro – é de todos. O espetáculo mescla teatro de atores, dança, teatro de bonecos, números de circo e música ao vivo, com a fusão inédita do Carimbó paraense e do Bumba Meu Boi maranhense. Classificação etária: livre. Duração: 50 minutos.
ObjetivosObjetivo GeralConceber, montar, produzir e circular com o espetáculo teatral de rua "A Ferrovia que Ri", de caráter educativo-cultural, com foco na valorização da cultura popular amazônica e maranhense (Carimbó e Bumba Meu Boi), na formação de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e na promoção da preservação ambiental ao longo da Estrada de Ferro Carajás, itinerando pelos municípios de Parauapebas, Canaã dos Carajás e Marabá (PA) e Açailândia, Santa Inês e São Luís (MA).Objetivos Específicos:- Realizar a circulação do espetáculo de teatro de rua "A Ferrovia que Ri" pelos seis municípios da itinerância, totalizando 12 apresentações gratuitas (2 por cidade).- Oferecer oficinas gratuitas de iniciação teatral, confecção de bonecos e adereços, operação de som e luz para crianças e adolescentes até 18 anos, totalizando 180 jovens formados (30 por cidade).- Promover o enriquecimento cultural das populações locais por meio de 12 rodas de conversa e debates com mestres populares do Carimbó e do Bumba Meu Boi, sendo 2 por município.- Gerar emprego e renda para artistas de teatro, técnicos, mestres populares e jovens participantes, priorizando a contratação de trabalhadores residentes nas cidades da circulação.- Realizar ações de preservação ambiental em cada município, incluindo plantio de mudas nativas, mutirões de limpeza e arborização de praças.
A Estrada de Ferro Carajás é uma das mais importantes infraestruturas logísticas do país, conectando a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís. Ao longo de seus 900 km, a ferrovia corta uma região de imensa riqueza natural e cultural, mas também de profundas desigualdades sociais. As cidades de Parauapebas, Canaã dos Carajás, Marabá, Açailândia, Santa Inês e São Luís compartilham não apenas a presença da ferrovia, mas também tradições culturais vibrantes, como o Carimbó paraense e o Bumba Meu Boi maranhense, ambas reconhecidas como Patrimônio Cultural do Brasil. No entanto, crianças e adolescentes dessas localidades enfrentam graves carências de acesso a bens culturais, formação artística e oportunidades de geração de renda.O projeto CARAJÁS DAS ARTES surge como resposta a esse cenário, utilizando o teatro de rua como ferramenta de inclusão social, valorização identitária e educação ambiental. Ao colocar em cena a história bem-humorada da ferrovia, o espetáculo "A Ferrovia que Ri" dialoga diretamente com a realidade das comunidades atendidas, promovendo o reconhecimento de suas próprias culturas e territórios. As oficinas de iniciação teatral, bonecos, adereços e operação técnica oferecem formação profissionalizante para jovens que, ao final, tornam-se protagonistas do espetáculo, adquirindo autoestima, pertencimento e qualificação para o mercado de trabalho criativo. As rodas de conversa com mestres populares garantem a transmissão de saberes tradicionais e o fortalecimento das expressões culturais locais. As ações ambientais, por sua vez, concretizam o compromisso do projeto com a sustentabilidade, sensibilizando as comunidades para a preservação da floresta e dos recursos hídricos. Dessa forma, o projeto garante incentivo à formação artística, fomento à produção cultural e democratização do acesso aos bens culturais.
1 - PRÉ-PRODUÇÃO: 03 MESES - Planejamento de implementação.- Ensaios e produção do espetáculo teatral de rua “A Ferrovia que Ri”.- Preparação de figurinos e adereços de cena com materiais recicláveis.- Planejamento pedagógico das contrapartidas sociais.- Contratação de artistas, equipe técnica e prestadores de serviços.- Locação de veículo e preparação para início da circulação.2 – PRODUÇÃO/EXECUÇÃO: 02 MESES- Início da campanha de comunicação.- Estreia do projeto em Parauapebas-PA e realização das contrapartidas sociais.- Circulação pelos municípios paraenses de Marabá e Canaã dos Carajás, com realização de contrapartidas sociais.- Circulação pelos municípios maranhenses de Açailândia, Santa Inês e São Luís, com realização de contrapartidas sociais.3 - PÓS-PRODUÇÃO: 01 MÊS- Prestação de contas, preparação de relatórios de mídias e clippings.
O projeto CARAJÁS DAS ARTES é inédito em sua proposta de fusão entre o Carimbó paraense e o Bumba Meu Boi maranhense dentro de um espetáculo teatral de rua que percorre exatamente a rota da Estrada de Ferro Carajás, criando um diálogo simbólico entre a infraestrutura logística e a identidade cultural das comunidades atendidas. Diferentemente de projetos que tratam as culturas populares de forma isolada ou meramente folclórica, este projeto promove um encontro genuíno entre mestres dos dois estados, que viajam juntos, trocam saberes e compõem coletivamente uma obra original, gerando um patrimônio imaterial inédito: a composição musical “Ferrovia da Alma”, que será registrada em partituras e em documentário audiovisual.O projeto se diferencia também por sua abordagem de formação profissionalizante, que não se limita a oficinas introdutórias, mas insere os jovens diretamente no elenco e na equipe técnica do espetáculo, garantindo experiência prática, certificação e geração de renda por meio da economia criativa. A feira de produtos artesanais, com 70% da renda revertida para os jovens, é um mecanismo concreto de autonomia financeira, distanciando-se de projetos assistencialistas.Em termos de acessibilidade e inclusão, o projeto prevê intérpretes de Libras em todas as apresentações e rodas de conversa, audiodescrição via QR code, guias-intérpretes para pessoas com deficiência visual, sinalização tátil e visual nos espaços de circulação, e materiais didáticos adaptados para as oficinas, atendendo integralmente à Lei Brasileira de Inclusão.
Detalhamento do EspetáculoO espetáculo “A Ferrovia que Ri” será concebido especificamente para apresentações ao ar livre, em praças, pátios de estações de trem, escolas e centros comunitários. O texto original será escrito pelo diretor Lúcio Martins, com colaboração dos atores e dos mestres populares do Carimbó e do Bumba Meu Boi, garantindo autenticidade na representação das culturas regionais.O espetáculo contará com:- 6 atores profissionais (4 fixos + 2 manipuladores do Boi Zé)- Música ao vivo com violão, tambor de curimã, matraca, pandeiro e zabumba.- Bonecos: 1 boneco gigante de Bumba Meu Boi (2 m de altura, estrutura de bambu e tecido) e 2 bonecos de luva.- Figurinos e adereços confeccionados prioritariamente com materiais recicláveis e fibras naturais.- Participação especial dos jovens formados nas oficinas em cada cidade (média de 30 por apresentação).- Interação com o público, com convite à dança e participação em cenas coletivas.Duração: 50 minutos.Classificação etária: livre. PROJETO PEDAGÓGICO DAS OFICINASAs oficinas gratuitas serão oferecidas para 30 crianças e adolescentes por cidade (total de 180), com carga horária de 20 horas distribuídas em 5 encontros de 4 horas cada.Oficina 1: Iniciação Teatral e InterpretaçãoJogos teatrais, expressão corporal, voz e dicção.Construção de personagens a partir das tradições do Carimbó e Bumba Meu Boi.Prática de cenas curtas.Oficina 2: Confecção de Bonecos e Adereços CênicosTécnicas básicas de construção de bonecos de luva e de vara.Uso de materiais recicláveis e fibras naturaisPintura e caracterizaçãoOficina 3: Dança Cênica e MovimentoPassos básicos do Carimbó (umbigada, saia rodada).Passos básicos do Bumba Meu Boi (marcha do boi, evolução)Fusão coreográfica para o espetáculo final.Oficina 4: Introdução à Operação de Som e Luz para Teatro de RuaNoções de microfonia, caixas de som portáteis e equalização.Noções de iluminação com refletores portáteis e geradores.Operação prática durante o espetáculo.METODOLOGIAAs oficinas serão ministradas por arte-educadores profissionais, com o apoio de mestres populares convidados. A abordagem será prática e participativa, com ênfase na valorização da cultura local e na autoestima dos jovens. Ao final, os alunos serão integrados ao elenco ou à equipe técnica do espetáculo, atuando como figurantes, manipuladores de bonecos, assistentes de contrarregragem ou operadores de som e luz.
TÉCNICOS - GESTÃO CULTURALCRISTIANO AGUIAR - COORDENADOR GERAL E PRODUTOR EXECUTIVO Formado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Pará - UFPA (CRC 019034/PA). Pós-graduado em Finanças, Auditoria e Controladoria pelo Instituto Nacional de Educação e Extensão INEX/ESTRATEGO.Ator em vários espetáculos teatrais, com a direção do lendário diretor paraense Cláudio Barradas. Prêmio de Melhor Ator em 2000 no II Festival de Teatro de Igreja de Belém. Foi ator do grupo teatral da Universidade da Amazônia – UNAMA, no período de 2001 a 2004, participando dos espetáculos “Auto da Barca do Inferno – Gil Vicente”, premiado na XXVII Mostra Estadual de Teatro de Belém – FESAT, 1º Festival de Teatro da Amazônia e III Mostra de Teatro do Baixo Tocantins. Foi protagonista do espetáculo UBU – Alfred Jerry, participou também das revitalizações das Pastorinhas do Grão Pará, espetáculos “As Tias” e Matinta Perera.Como produtor, trabalhou na XVI, XVII e XVIII Mostra de Teatro do Pará (2000-2003); espetáculo teatral “Foi MacumbaZé”. Também trabalhou na Associação Amazônica de Cultura e Ponto Amazônico de Cultura Viva (6 anos). Produzindo vários projetos, entre eles: Seminário de Marketing Cultural “Transformando a Cultura” (2003), o projeto de edição e lançamento do livro infantojuvenil “Um conto de fadas Amazônico” (2002), de Luis Peixoto Ramos, “Verequete: o Rei dos Tambores” (2006), que recebeu patrocínio da Companhia Vale do Rio Doce e apoio do Ministério da Cultura, e que rendeu a Honra ao Mérito Cultural ao Rei do Carimbó. Em 2010, trabalhou na empresa Damorida Produções e Eventos (3 anos), onde desenvolveu projetos “Íntimos”, “Som do Barzinho” e vários shows de bandas locais e nacionais. Já em 2011, fundou a Intera Produções e Eventos, com experiência na área de gestão cultural, a qual elaborou diversos projetos que foram viabilizados com leis de incentivo nas esferas federal, estadual e municipal.DIREÇÃO CÊNICA - LÚCIO MARTINSFormado no curso de ator pela Escola de Teatro e Dança da UFPA - ETDUFPA (2016).Possui experiência na literatura como escritor e na área do teatro.Ator e produtor cultural, trabalha como arte-educador, ministrando oficinas e cursos de teatro e de contação de histórias em escolas públicas e particulares e instituições culturais do Pará.Atua em diversas áreas: arte/teatro, literatura, educação, administração, produção cultural e filosofia. Atualmente tem se dedicado aos estudos de teatro e filosofia antiga.FIGURINOS E ADEREÇOS - GUILHERME REPILLACarnavalesco, bailarino, cenógrafo, figurinista e aderecista paraense com mais de 30 anos de experiência na criação de projetos inusitados, inclusive com uso e reaproveitamento de materiais reciclados, como garrafas PET, lonas, papel etc.É professor e oficineiro da Escola de Teatro e Dança da UFPA e bailarino da Companhia Contemporânea de Teatro, que explora o Teatro do Movimento na Amazônia.EVANILDO MECÊS - DIRETOR E ATORFormado no curso de ator pela Escola de Teatro e Dança da UFPA - ETDUFPA (2016).Possui experiência na literatura como escritor e na área do teatro.Ator e produtor cultural, trabalha como arte-educador, ministrando oficinas e cursos de teatro e de contação de histórias em escolas públicas e particulares e instituições culturais do Pará.Atua em diversas áreas: arte/teatro, literatura, educação, administração, produção cultural e filosofia. Atualmente tem se dedicado aos estudos de teatro e filosofia antiga.PREPARAÇÃO MUSICAL (Carimbó e Bumba Meu Boi) — A ser contratado localmente (mestre popular do Pará e do Maranhão)OFICINEIROS DE TEATRO E BONECOS - Equipe de 4 arte-educadores a serem contratados.TÉCNICO DE SOM E LUZ - A SER CONTRATADOASSESSORIA DE IMPRENSA E COMUNICAÇÃO - A SER CONTRATADACOORDENAÇÃO PEDAGÓGICA - A SER CONTRATADAPRODUÇÃO LOCAL (POR CIDADE) - 1 Produtor por Município
O projeto adotará medidas de acessibilidade compatíveis com a linguagem do teatro de rua, incluindo espetáculos, palestras, rodas de conversas e outras ações transversais, de acordo com os termos dos arts. 42, 43 e 44 da Lei n.º 13.146, de 6 de julho de 2015, do art. 46 do Decreto n.º 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto n.º 9.404, de 11 de junho de 2018, de modo a contemplar:PRODUTO 01: ESPETÁCULOS DE TEATRO DE RUAOs espaços de apresentações teatrais possuirão livre circulação para pessoas em cadeira de rodas e para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, de acordo com a capacidade de visitação/lotação, conforme o disposto no art. 44, § 1º, da Lei 13.446, de 2015 (Art. 23). As vias de locomoção serão sinalizadas, conforme os requisitos estabelecidos nas normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.As apresentações teatrais serão realizadas com a presença física de intérprete de Libras e de guias-intérpretes,com a projeção em tela da imagem do intérprete sempre que a distância não permitir sua visualização direta (§6º da Lei 13.446, de 2015).Os pontos físicos e os sites eletrônicos de divulgação do projeto serão:I - Acessíveis a pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida; eII – Dotados de informações a respeito dos recursos de acessibilidade disponíveis no projeto (NR)PRODUTO 02: CONTRAPARTIDAS SOCIAISOs espaços de palestras possuirão livre circulação para pessoas em cadeira de rodas e para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, de acordo com a capacidade de visitação/lotação, conforme o disposto no art. 44, §1º, da Lei 13.446, de 2015 (Art. 23). As vias de locomoção serão sinalizadas, conforme os requisitos estabelecidos nas normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.As palestras serão realizadas com a presença física de intérprete de Libras e de guias-intérpretes, com a projeção em tela da imagem do intérprete sempre que a distância não permitir sua visualização direta. (§ 6º, da Lei 13.446,de 2015).Os espaços de realização das palestras irão dispor de meios eletrônicos que permitirão a transmissão desubtitulação por meio de legenda oculta e de audiodescrição, além de disposições especiais para a presença físicade intérprete de Libras e de guias-intérpretes, com a projeção em tela da imagem do intérprete sempre que a distância não permitir sua visualização direta. (§ 6º, da Lei 13.446, de 2015).As palestras serão gravadas, e disponibilizadas posteriormente na internet, com legendas e tradução em libras.Os pontos físicos e os sites eletrônicos de divulgação do projeto serão:I - Acessíveis a pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida; eII – Dotados de informações a respeito dos recursos de acessibilidade disponíveis no projeto (NR).
O projeto adotará medidas de acessibilidade compatíveis com a linguagem do teatro de rua, incluindo:* Intérprete de Libras em todas as apresentações do espetáculo e nas rodas de conversa.* Guias-intérpretes para pessoas com deficiência visual.* Audiodescrição disponível via QR code durante as apresentações.* Sinalização dos espaços de circulação para pessoas com mobilidade reduzida, conforme normas da ABNT.* Materiais didáticos das oficinas adaptados para diferentes necessidades.* Transmissão ao vivo de pelo menos uma apresentação por cidade, com legendas e Libras.* Conteúdo digital (vídeos, cartilhas) disponibilizado gratuitamente na internet após o projeto.Todas as atividades serão gratuitas e realizadas em espaços públicos de fácil acesso (praças, estações de trem, escolas, centros comunitários), com divulgação prévia em escolas, rádios locais, redes sociais e carros de som.