Início: 04/01/2027Término: 25/08/2028Aceite: 21/04/2026
(Re)Memória da Terra: retratos rurais chapadenses é uma proposta guarda-chuva de salvaguarda e mobilização do patrimônio imaterial da zona rural de Palmeiras - BA. À partir da memória coletiva, práticas culturais e de retomada, construirá uma narrativa sobre a identidade cultural dos povoados, valorizando e visibilizando sua complexidade, potência e diversidade. Através de criações performáticas e sonoras como instrumentos de interpelação, registro, sistematização e visibilização, e partindo da pergunta "o que energiza nossa terra?" mobilizaremos "corpos arquivos" - mestres(as), lideranças, agentes culturais, etc. para engajar uma população esquecida das narrativas sobre Brasil mesmo quando são fundamentais na construção de riqueza econômica e cultural do território. (Re) Memórias da Terra realizará 4 residências artística para pesquisa e criação; 2 Feiras de Cultura Rural Chapadense e 12 programas radiofônicos com criações sonoras, entrevistas e coberturas das ações realizadas.
(Re)Memória da Terra: retratos rurais chapadenses é uma proposta guarda-chuva de salvaguarda e mobilização do patrimônio imaterial da zona rural de Palmeiras - BA. À partir da memória coletiva, práticas culturais e de retomada, construirá uma narrativa sobre a identidade cultural dos povoados, valorizando e visibilizando sua complexidade, potência e diversidade. Através de criações performáticas e sonoras como instrumentos de interpelação, registro, sistematização e visibilização, e partindo da pergunta “o que energiza nossa terra?” mobilizaremos “corpos arquivos” - mestres(as), lideranças, agentes culturais, etc. para engajar uma população esquecida das narrativas sobre Brasil mesmo quando são fundamentais na construção de riqueza econômica e cultural do território. (Re) Memórias da Terra realizará 4 Residências Artísticas para pesquisa e criação; 2 Feiras de Cultura Rural Chapadense e 12 programas radiofônicos com criações sonoras, entrevistas e coberturas das ações realizadas. As Residências Artísticas são espaços de pesquisa, intercâmbio de conhecimento e criação artístico-cultural entre artistas convidados, artistas residentes da Chapada e 4 povoados anfitriões da Zona Rural de Palmeiras. Motivadas pelas pergunta “o que energiza esta terra?” servirão como espaço de inventário vivo do patrimônio imaterial, buscando uma percepção da memória e práticas culturais e de retomada locais, que ao invés de “preservar”, reativa, atualiza, reapropria, ressignifica, possibilitando uma conexão transgeracional e transdisciplinar utilizando-se das metodologias artísticas propostos pelos(as) artistas residentes. As Residências Artísticas concretizarão materialidades performáticas criadas com as comunidades para, poeticamente, visibilizar a potência imaterial desses povoados em combinação com as artes contemporâneas. As Feiras de Cultura Rural Chapadense - como culminância do programa de Residências Artísticas proposto por (Re)Memórias da Terra - serão eventos que reúnem agricultoras, artesãs, mestres, mestras, lideranças, ativistas comunitárias, trabalhadoras da terra e pessoas da comunidade ao redor da necessidade de dar visibilidade e valorizar o patrimônio imaterial produzido e mantido vivo pelas comunidades locais. O encontro pretende fortalecer a rede de apoio entre as zonas rurais da Chapada Diamantina, evitando a centralização do conhecimento e da economia nos centros urbanos da região, utilizando as tecnologias sociais da arte como ferramenta de revitalização e mobilização. Desta forma, serão Feiras que reúnem processos de intervenção artística, cultural, política e pedagógica que pretendem energizar a rede de povoados rurais dentro da Chapada Diamantina, com vistas a se tornar futuramente um evento-referência que amplie a quantidade de povoados envolvidos e a quantidade de patrimônios imateriais discutidos, visibilizados, transformados em produtos que representam o que fomos, o que somos e o que queremos ser. As Feiras de Cultura Rural Chapadense acontecem num dia inteiro de atividades onde teremos oficinas, palestras, apresentações artístico-culturais e rodas de conversa sobre em que, dentre outros assuntos importantes que tenham aparecido nas Residências Artísticas, será discutido o papel das artes na salvaguarda e ressignificação do patrimônio imaterial. Estes espaços de reflexão servirão inclusive para imaginar produtos de turismo de base comunitária e produção cultural (cênica e radiofônica) que poderiam movimentar cadeias produtivas alternativas e complementares na região da Chapada Diamantina, criadas de forma sustentável, equilibrada, democrática e de baixo impacto ambiental. As apresentações artístico-culturais serão as Materialidades Performáticas que poderão conter poesia, narrações, sonoridades, relatos, danças, cenas teatrais, que foram criados coletivamente com as comunidades locais durante as Residências Artísticas, além de apresentações da cultura popular dos povoados envolvidos (ex: Roda de Chula, Apresentação de cantorias de Reis, Leituras dos poetas da região, Mostra e Troca de Artesanatos, etc). Por último, (Re)Memórias da Terra conta com a presença transversal da Rádio Diamante FM que cumprirá o papel de sistematizador dos conteúdos das residências artísticas e das Feiras, construindo programações que visibilizam todo o Patrimônio Imaterial que estará sendo levantado e mobilizado. A Rádio Diamante FM servirá como arquivo e como ampliador de acesso às discussões, impressões, disseminação da produção cultural imaterial dos povoados. A mídia radiofônica constitui uma segunda estrutura artístico-comunicacional que permitirá atingir os objetivos principais do projeto: inventariar, visibilizar, mobilizar, difundir o que energiza estas terras.
Objetivo Geral: Inventariar, mobilizar, incorporar e visibilizar patrimônios imateriais da zona rural do município de Palmeiras, à partir da memória coletiva e seus "arquivos vivos" (mestres, mestras, lideranças, agentes culturais, personalidades expoentes das comunidades, etc) e utilizando-se de criações performativas e sonoras para construir narrativas que façam justiça à riqueza cultural da Chapada Diamantina, sem compactuar com as narrativas exploratórias que a reduzem a um território limitado ao Turismo de Aventura e/ou Bem-estar. Objetivos Específicos:1. Ativar conhecimento técnico, metodológico e político das artes performativas e da criação sonora, especialmente em formato radiofônico, para produzir materialidades de salvaguarda, mobilização e visibilidade para o patrimônio imaterial da zona rural de Palmeiras, no intuito de disputar narrativas limitadas sobre a potência econômica e cultural da região. 2. Fortalecer e estimular a cadeia produtiva da produção cultural local através da contratação e acompanhamento de pessoas das comunidades que colaborarão com a realização de todas as etapas do projeto: criação, produção, articulação, áreas técnicas e de acolhimento de visitantes. 3. Identificar e estimular potencialidades técnicas-artístico-culturais nas comunidades e colaborar com seu reconhecimento dentro e fora do território, para explorar novas possibilidades de empreendedorismo cultural e produção de renda complementares (como produção artística ou produção de turismo de base comunitária) à partir das atividades e/ou potencialidades já existentes nos povoados. Metas: Para fins de identificação das metas concretas e quantificáveis no Plano de Distribuição, organizamos dentro do Produto Intitulado "Inventário de Patrimônio Imaterial / Festival, bienal, festa ou feira de Bem Imaterial - Registro" as seguintes atividades: 1. Realização de 2 feiras de cultura e bens imateriais do município de Palmeiras como culminância das residências artísticas, que contará com a participação de 8 povoados, eventos estes em que serão realizadas oficinas e rodas de conversa, bem como serão apresentadas as criações artísticas resultantes. Público estimado: 300 pessoas.2. Realização de 4 residências artísticas (de pesquisa e criação) de 18 dias cada, com 4 artistas residentes no município de Palmeiras e 4 artistas convidados de outras localidades brasileiras, em 4 povoados anfitriões da zona rural de Palmeiras (Cruz/Taquari e Matão simultaneamente em Setembro/Outubro e Tejuco/Barriguda e Volta da Serra simultaneamente em Janeiro/Fevereiro). Público estimado: 400 pessoas.3. Realização de oficinas, ensaios abertos, rodas de conversa e estágios focados durante o período das residências, oferecendo espaços de pesquisa cultural, experimentação artística e criação coletiva, para diferentes públicos de cada povoado anfitrião. A saber: oficinas e ensaios necessários para chegar na materialidade performativa (público idoso e adulto). Público estimado: entre 20 e 30 pessoas. 4. Criação de 4 materialidades performáticas coletivas, 1 por povoado, que responda à pergunta "o que energiza esta terra?", composta e apresentada por artistas residentes e pessoas da comunidade, com a colaboração artística dos(as) artistas convidados(as). Público estimado: 300 pessoas.5. Realização de 4 Rodas de conversa sobre acessibilidade e capacitismo (público geral) na zona Rural.Público estimado: 80 pessoas6. Produção e veiculação de 12 programas radiofônicos á partir dos conteúdos e achados das pesquisas, criações e ações realizadas sobre o patrimônio imaterial, na Rádio Diamante FM, sediada em Palmeiras. Público estimado: 600 pessoasE dentro do produto "Contrapartidas Sociais/Patrimônio Cultural/Ações de Educação Patrimonial, consideram-se as seguintes metas:1. Realização de 4 Oficinas de rádio comunitária (público infanto-juvenil) para a produzir auto-narrativas sobre o processo de salvaguarda de patrimônio imaterial das comunidades. Público estimado: 40 jovensRealização de 2 Oficinas Práticas sobre Turismos de Base de Comunitária, para estimular à idealização de Produtos Turísticos adaptados às qualidades e potencialidades dos povoados participantes das Feiras. Público estimado: 60 pessoas.2. Criação conteúdos e dinâmicas artístico-pedagógicos à partir dos achados de cada residência artística para oficinas destinadas ao público adulto e infantil, que serão oferecidos durante as Feiras: oficinas artístico-culturais e oficinas teórico-práticas sobre problemáticas levantadas em cada comunidade. Público estimado: 80 pessoas3. Montagem e facilitação de Exposição de produtos locais liderada pelos Coletivos Femininos de Artesãs e Agricultoras da Região. Público estimado: 150 pessoas
AntecedentesO instituto NAU propõe (Re)Memórias depois de 10 anos de ações no município de Palmeiras, na Chapada Diamantina. Depois de que seus integrantes vindos de outros territórios, se entranharem nesta terra trocando seus saberes, práticas e ações, para fortalecer, estimular e pertencer uma rede de colaboração entre diversos povoados da Zona Rural que resistem ao abandono político e econômico do "interior profundo" do país, que resistem ao desaparecimento de seus modos de vida e ao apagamento da diversidade cultural local, que se contrapõem à narrativa urbana como única e irrecusável. Em Palmeiras desenvolvemos projetos artístico-culturais expressivos como o EmComTato Festival, Poesia na Janela e Incubadora de Futuros os quais nos possibilitaram conhecer e trabalhar com lideranças comunitárias, mestres e mestras da cultura local, aprendendo a produzir eventos e proposições artísticas e educacionais atreladas às dinâmicas chapadenses e às demandas de suas comunidades, estabelecendo laços de afeto e trabalho. Nosso Sítio Nascente, no Povoado da Volta da Serra, tem sido o espaço físico de recepção de mais de 70 artistas em residência artística-científica nos últimos 10 anos, criando metodologias de encontro entre visitantes/migrantes e "aqueles que são da terra". Um dos resultados desse convívio é o curta audiovisual Histórias do Manoel, que exemplifica nosso propósito e orientação poética de facilitar que as narrativas destas comunidades rurais sejam expressadas e protagonizadas por seus próprios habitantes. Ainda no povoado da Volta da Serra, temos contribuído para a retomada do Terno de Reis, com a colaboração dos reisados de Barriguda e Corcovado, comunidades quilombolas em que essa tradição ainda se mantém viva e bem tecida na contemporaneidade rural. Em 2022 começamos o projeto Incubadora de Futuros, programa de formação de lideranças femininas que pretende não apenas estimular a circulação de informações e troca de conhecimento entre mulheres e jovens da zona rural, mas também fortalecer a rede de colaboração e identificação política destas comunidades frente às narrativas totalizantes e exploratória que alcançam a cidade de Palmeiras, reflexos do modo de vida e valores desenvolvimentistas dos grandes centros urbanos. Através deste projeto estreitamos laços com lideranças e populações de 8 povoados rurais: Matão, Cruz, Taquari, Tejuco, Barriguda, Serra Negra, Corcovado e Lagoa dos Patos, o que nos permite servir de mediadoras(es) de uma disputa de narrativas culturais em curso, na qual a zona rural de Palmeiras reclama para si a possibilidade de se expressar enquanto chapadense, tanto para demandar melhorias do seu modo de vida, quanto para reivindicar a beleza e a força de cultivar a vida da roça. Por estes caminhos, temos nos envolvido diretamente com o senso de identidade e autoestima da população rural, ouvindo frequentemente "precisamos fazer algo no povoado, nossa gente está apagadinha, a terra está muito apagada"... e respondendo "vamos fazer sim!". O chamado da zona rural é para energizar, para reacender, para iluminar aqueles vestígios de um passado que pode ajudar o futuro possível das novas gerações. A proposta apresentada aqui condensa anos de experiência e ensaios metodológicos sociais-culturais, com uma escuta sempre ativa da realidade local, para criar um plano de ação transversal, diverso e concreto que nos engaje responsável e coletivamente na salvaguarda, visibilização e mobilização dos patrimônios imateriais da região. A PROPOSTADesta forma, o projeto (Re)Memórias da Terra: retratos rurais chapadenses ora proposto, vai ao encontro desta trajetória do INSTITUTO NAU em que artistas, pesquisadores, educadores "de fora", alguns já moradores da cidade e outros visitantes, com seus talentos e competências, apoiam o propósito de lançar luz à beleza, à força, à potência dos saberes desta população, para construir com eles e elas realizações artístico-culturais que visibilizem "quem somos, o que temos feito, qual a nossa história e desejos de futuro…". Assim, "o que energiza esta terra?" será o questionamento fundamental e atemporal (passado, presente e futuro), para que a comunidade encontre também na salvaguarda e valorização do seu patrimônio imaterial encarnado aquilo que dá sentido à existência, manutenção e investimento nestes territórios. Partimos do princípio do Corpo como Arquivo, no qual cada membro da comunidade, e neste caso as(os) artistas também, são e serão bibliotecas vivas de um conhecimento que passa pela experiência de fazer, de ouvir, falar, de estar junto, de aprender as histórias, e a partir daí manter viva uma diversidade de modos de fazer e viver que reafirmam nosso Brasil como um lugar que resistiu e resiste sempre à colonização, à invasão, à submissão. Não é segredo que o Brasil atravessa uma profunda crise de identidade, em que a vida das populações menos privilegiadas (em favelas e ruralidades) estão sendo constantemente ameaçadas pela falta de oportunidades, falta de acesso aos direitos básicos e muitas vezes concretamente expulsa dos seus territórios em benefício de grandes capitais econômicos, que pouco ou nada deixam uma vez que destruíram o sal da terra. Por que a Lei Rouanet Interior?Projetos como (Re)Memórias, fortalecem o tecido social comunitário permitindo que as comunidades se apropriem da importância do seu pertencimento territorial e encontrem formas para continuar inventando suas vidas. A Zona Rural de Palmeiras segue viva, mesmo quando parece invisível até para os próprios baianos que pensam a Chapada Diamantina apenas como destino turístico natural, onde cachoeiras e queimadas convivem com visitantes do mundo inteiro. Palmeiras é muito mais do que paisagens naturais. E, muito mais do que mão-de-obra para os empreendimentos extrativistas da agricultura extensiva e do turismo feitos com pouca ou nenhuma responsabilidade social e cultural. As comunidades rurais sabem disso, mas são expostas constantemente ao descaso e uma narrativa que as faz duvidar e abandonar. Não podemos permitir mais esse movimento. A cultura, as artes e os agentes culturais têm um papel fundamental para a construção de um Brasil democrático, diverso e sustentável, e isso é impossível sem as comunidades rurais, originárias e quilombolas. Contudo, a região da Chapada Diamantina é pouco contemplada com investimentos nestes sentido, o que torna uma oportunidade única este Edital Lei Rouanet Interior. Nós como produtores culturais experientes fizemos a escolha de morar na zona rural, mesmo sabendo que isso nos jogaria na precariedade econômica por não encontrar financiamentos para nossas iniciativas nas instâncias públicas e privadas locais. Por vezes, temos trabalhado com pequeníssimos apoios financeiros do Estado da Bahia e de fontes internacionais, mas sobretudo trabalhamos através de redes de afeto e voluntariado das comunidades e dos agentes culturais visitantes que acreditam em manter a transformação e a resistência viva. Por isso, sermos contemplados por este financiamento, dará sobrevida às nossas iniciativas coletivas, permitindo também ganhar outra visibilidade que num futuro possa atrair outros investimentos mais estáveis no tempo. O engajamento comunitário já temos, sempre faltaram os recursos financeiros. Agora pode ser um bom momento. Com referência ao ART. 1° da Lei 8.313/91, o projeto se enquadra nos incisos III _ apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV _ proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V _ salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; IV - Levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos e VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.
BLOCO 1. Residência Artísticas Cruz/Taquari e Matão + 1ª Feira de Cultura Rural Chapadense.Pré-produção:- Contratações da Equipe.- Visitas Técnicas aos Povoados.- Levantamento e organização de necessidades específicas logísticas e artísticas de cada comunidade.- Realização de Arte Gráfica- Criação e Distribuição Mídia Paga e VirtualProdução:- Residências Artísticas de 18 dias simultâneas no Povoado da Cruz/Taquari e no Povoado do Matão (Setembro/Outubro): Dias 1 à 3: Preparação no Sítio Nascente. Recepção dos 2 artistas convidados e reunião com a equipe local para etapa de 3 dias de planejamento e preparação das ações e estratégias de cada Residência. Dias 4 à 8: Pesquisa e levantamento do Patrimônio Imaterial: visitas, entrevistas, oficinas, registros em áudio; Realização de 1 Roda de Conversa com o tema “o que significa acessibilidade e capacitismo na zona rural?” e transmissão ao vivo (Rádio e/ou Internet) em cada um dos 2 povoados. Dias 9 à 13: Processo criativo performático coletivo: ensaios, apresentações em processo dentro do povoado; Realização/transmissão de 1 Programa de Rádio em parceria com a Rádio Diamantina FM em/com cada um dos 2 povoados, sobre o desenvolvimento das Residências naquela localidade; Realização da Oficina de Rádio Comunitária em parceria com a Rádio Diamantina FM. Dias 14 à 15: Preparação logística, pedagógica e artística da 1ª Feira de Cultura Rural Chapadense no âmbito deste projeto. Dia 16: 1ª Feira de Cultura Rural Chapadense: oficinas e rodas de conversa (manhã/tarde), feira e troca agroecológica de produtos da terra, apresentações culturais e mostra de resultados da residência (tarde/noite). Cobertura radiofônica pela Rádio Diamantina FM e participação de Influencers de mídia digital locais.Dia 17 à 18: Avaliações e Despedida dos artistas visitantes. Pós Produção:- Finalização de materialidades narrativas e sonoras realizadas nos povoados, com com propósito de realização de arquivo do patrimônio cultural imaterial e para serem utilizadas nos Programa Radiofônicos dedicados ao compartilhamento da experiência em cada povoado. - Criação e realização de Programa Radiofônico dedicado ao compartilhamento da experiência e resultados de cada uma das Residências Artísticas, em parceria com a Rádio Diamantina FM. - Sistematização dos conteúdos artístico-pedagógicos da Feira de Cultura Rural Chapadense realizada.- Sistematização de arquivos de imagem, som e demais materialidades de registro de processo e execução do projeto.- Publicações e mobilização de mídias digitais para visibilidade de resultados. - Elaboração de relato e relatório final destinados ao Portfólio do Instituto NAU e à Prestação de Contas de projeto.BLOCO 2. Residência Artísticas Tejuco/Barriguda e Volta da Serra + 2ª Feira de Cultura Rural Chapadense.Pré-produção:- Contratações da Equipe.- Visitas Técnicas aos Povoados.- Levantamento e organização de necessidades específicas logísticas e artísticas de cada comunidade.- Realização de Arte Gráfica- Criação e Distribuição Mídia Paga e VirtualProdução:- Residências Artísticas de 18 dias simultâneas no Povoado de Tejuco/Barriguda e no Povoado da Volta da Serra (Janeiro/Fevereiro): Dias 1 à 3: Preparação no Sítio Nascente. Recepção dos 2 artistas convidados e reunião com a equipe local para etapa de 3 dias de planejamento e preparação das ações e estratégias de cada Residência. Dias 4 à 8: Pesquisa e levantamento do Patrimônio Imaterial: visitas, entrevistas, oficinas, registros em áudio; Realização de 1 Roda de Conversa com o tema “o que significa acessibilidade e capacitismo na zona rural?” e transmissão ao vivo (Rádio e/ou Internet) em cada um dos 2 povoados. Dias 9 à 13: Processo criativo performático coletivo: ensaios, apresentações em processo dentro do povoado; Realização/transmissão de 1 Programa de Rádio em parceria com a Rádio Diamantina FM em/com cada um dos 2 povoados, sobre o desenvolvimento das Residências naquela localidade; Realização da Oficina de Rádio Comunitária em parceria com a Rádio Diamantina FM. Dias 14 à 15: Preparação logística, pedagógica e artística da 2ª Feira de Cultura Rural Chapadense no âmbito deste projeto. Dia 16: 2ª Feira de Cultura Rural Chapadense: oficinas e rodas de conversa (manhã/tarde), feira e troca agroecológica de produtos da terra, apresentações culturais e mostra de resultados da residência (tarde/noite). Cobertura radiofônica pela Rádio Diamante FM e participação de Influencers de mídia digital locais. Dia 17 à 18: Avaliações e Despedida dos artistas visitantes. Pós Produção:- Finalização de materialidades narrativas e sonoras realizadas nos povoados, com com propósito de realização de arquivo do patrimônio cultural imaterial e para serem utilizadas nos Programa Radiofônicos dedicados ao compartilhamento da experiência em cada povoado. - Criação e realização de Programa Radiofônico dedicado ao compartilhamento da experiência e resultados de cada uma das Residências Artísticas, em parceria com a Rádio Diamantina FM. - Sistematização dos conteúdos artístico-pedagógicos da Feira de Cultura Rural Chapadense realizada.- Sistematização de arquivos de imagem, som e demais materialidades de registro de processo e execução do projeto.- Publicações e mobilização de mídias digitais para visibilidade de resultados. - Elaboração de relato e relatório final destinados ao Portfólio do Instituto NAU e à Prestação de Contas de projeto.
Continuação Equipe do Projeto...Artistas Convidados(as)Gabriela Santana (Recife-PE) é artista-docente da Dança, capoerista e improvisadora. Mestre em Dança pela UFBA, Doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO. Atua como professora no Curso de Dança/Licenciatura da UFPE desde 2010, no diálogo entre educação popular e os saberes comunitários. Coordena o grupo Armação (com foco nas expressões culturais afro-diaspóricas) e o projeto Entre Poesias e Danças (voltado para adolescentes que cometeram atos infracionais da FUNASE -PE). Compõe o NEPAA – Núcleo de Estudos das Performances Afro-ameríndias e GENTE – Grupo de Estudo e Pesquisa do Negro no Teatro. Raiça Bonfim (Ibicoara-BA) é artista, pesquisadora e educadora transdisciplinar, doutora e mestre em Artes Cênicas pela UFBA. Atualmente realiza pós-doutorado na Faculdade de Artes da Universidade de Antioquia (UdeA), investigando poéticas rurais e a relevância das artes para a justiça cultural. Moradora de Ibicoara, desenvolve uma prática artística e formativa profundamente conectada com comunidades rurais. Entre 2020 e 2024, coordenou o núcleo artístico do Projeto ECLIPSE, no Baixo Sul da Bahia, onde agenciou criações protagonizadas por moradores de Orobó (Valença), Corte de Pedra (Presidente Tancredo Neves) e comunidades de Teolândia, resultando no filme Orobó e o Cinema Delas, no livro Histórias de uma terra da pedra cortada e no Guiné: Festival de Arte, Saúde e Saberes da Terra. Coordena o projeto LAVAGEM, que já reuniu cerca de 500 mulheres. Equipe Produção _ Instituto NAU (Re)Memórias da Terra é promove a mútua contaminação de saberes entre o mundo artístico, acadêmico e popular, onde o intercâmbio e a decolonialidade das relações terá um lugar central. Por isso, é importante salientar a importância de visibilizar na Ficha Técnica as lideranças e as parcerias que trabalham, a maior parte do tempo de forma voluntária, nas ações desenvolvidas pelo Instituto NAU. Produção Executiva: responsável pela logística das residências, contratações e execução financeira, em colaboração com a coordenação geral. Vilma Novais (Corcovado) é mulher, Agricultora familiar orgânica e Liderança quilombola, Tecnóloga em Gastronomia. Atua de forma integrada entre produção agroecológica, organização comunitária, com experiência prática na operacionalização do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), atendimento direto a agricultores e agricultoras familiares, articulação territorial e processos formativos comunitários. Possui trajetória vinculada ao fortalecimento da agricultura familiar, das políticas públicas rurais e da organização social no Estado da Bahia. Coordena o Grupo de Chula do Corcovado como cantora, dançante e mobilizadora. Produtoras Locais, responsáveis pela mediação comunitária, apoio logístico, agendamento de visitas e entrevistas, assessoria de conteúdos, etc. Elizete Paixão (Tejuco/Barriguda) é Mulher negra, agricultora familiar orgânica. Liderança quilombola e Presidente da Associação Quilombola Comunitária do Povoado do Tejuco. Atua na produção agroecológica. É certificada como Mestre de Organização Comunitária, Articulação Territorial e Processos Formativos Comunitários. Possui trajetória vinculada ao fortalecimento da agricultura familiar, das políticas públicas rurais e da organização social, com forte inserção territorial no estado da Bahia.Patrícia Scavone (Volta da Serra) é articuladora comunitária com atuação na Chapada Diamante FM, com foco nas comunidades da zona rural. Formada em Fonoaudiologia, desenvolve seu trabalho com ênfase no cuidado e acompanhamento de crianças e mulheres, integrando saúde, educação e desenvolvimento social. Atua no fortalecimento de redes locais, mobilização comunitária e valorização dos saberes tradicionais, promovendo iniciativas que ampliam o acesso a direitos e contribuem para a autonomia e a melhoria da qualidade de vida das comunidades.Soraia dos Anjos (Matão) é agricultora familiar, liderança da comunidade agricultora do Matão, Licenciada em Letras com Pós Graduação em Leitura, Produção Textual e Gramática. Trabalhou durante 9 anos no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Palmeiras como Secretária Geral. Atualmente sua roça atende à Escola Municipal de Palmeiras com mantimentos frescos alimentares. Impulsiona junto à sua família a celebração do tradicional Dia das Crianças, assim como o Arraiá de São João Setembrino, no povoado do Matão.Cíntia Anjos (Cruz/Taquari) é moradora do Povoado de Cruz há quase 30 anos, Agente comunitário de Saúde, Presidente da Associação Comunitária (Segunda gestão). Coordena os financiamentos e projetos vinculados à Cooperativa de Processamento de Licuri do Povoado da Cruz, desde 2023. Liderança comunitária envolvida nos projetos e luta coletiva em prol de melhor qualidade de vida para todos. Idealizadora da Celebração Anual pelo Dia das Infâncias nos Povoados da Cruz e Taquari. É Membra do CMDS (Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável) do município de Palmeiras.Assistente de Produção Local responsáveis pelo convite, organização e coordenação da participação das comunidades nas feiras em estreita colaboração com a produção executiva. Lúcia Silva Damascena (Corcovado) é mulher quilombola atuante na agricultura familiar, contribuindo para o sustento e desenvolvimento da comunidade quilombola do Corcovado. Além disso, exerce um papel importante como liderança nos movimentos religiosos e sagrados, sendo referência pelo seu compromisso e dedicação. Atua como tesoureira da Associação Quilombola do Corcovado, onde participa da organização comunitária e da gestão dos recursos. É membro ativo do Grupo de Chula do Corcovado como cantora e mobilizadora. Silvanete Santos de Souza Pereira (Serra Negra) é moradora da Comunidade Quilombola da Serra Negra, carregando com orgulho sua história e raízes. Atualmente, é vice-presidente da Associação Quilombola da Comunidade, onde atua buscando melhorias e oportunidades para todos. É agricultora Certificação para a Produção Orgânica, cuidando da terra e contribuindo para uma alimentação mais saudável. Em 2026 finalizará o Ensino Médio, mostrando sua perseverança e vontade de crescer constantemente. Zeliomar Moura (Lagoa dos Patos) foi agricultora até os 20 anos de idade, quando se tornou Agente Comunitária de Saúde para as Comunidades de Rio preto, Pecuária, Serrador, Lagoa Sangrada, Lagoa dos Patos, Pau d’Arco e Coité. Atualmente é feirante de Palmeiras e faz parte da Associação dos Agricultores de Lagoa dos Patos para lutar por melhorias nas suas condições de vida e trabalho. Desde 2022, colabora com as ações do Coletivo Cuidadoras da Terra e do Programa Incubadora de Futuros. ParceriasGrupo Mulheres que Brilham, responsável pela articulação da estrutura para a mostra de produtos de artesanato e orgânicos. É um grupo de lideranças femininas que realizam principalmente ações de beneficiamento à agricultura local, através da Kitanda da Laura; ações de soberania alimentar através do oferecimento de um Sopão Semanal no bairro mais desfavorecido de Palmeiras; além de Co-organizar a Feira de Orgânicos do Vale do Capão. Rádio Diamante FM, responsável pela idealização, roteirização, cobertura, edição e veiculação dos programas radiofônicos em colaboração com a equipe de artistas e a coordenação geral. Após um período de interrupção das transmissões, a emissora passa por um importante processo de retomada e reinauguração em maio de 2026, com o objetivo de se consolidar como um dos principais veículos de comunicação comunitária da Chapada Diamantina.Agência Vem Ver Viver, responsável pelas oficinas práticas sobre Turismo de Base Comunitária. É uma agência que oferece produtos de turismo de experiência junto às comunidades quilombolas como Remanso (Lençóis) e Sumidouro (Seabra), facilitando aos visitantes o acesso à produtos e serviços que beneficiam direta e coletivamente as comunidades, se tornando uma referência pioneira na área.
Para facilitar a compreensão da estratégia de ação e metodologia do (Re)Memórias da Terra, dividiremos as ações em Pacote Feiras; Pacote Residências Artísticas e Pacote Materialidade Radiofônicas. Pacote Feiras: Serão 2 (dois) encontros intitulados Feira de Cultura Rural Chapadense, que serão realizados no Povoado do Tejuco (Fevereiro) e no povoado da Cruz/Taquari (Outubro), com duração de 1 (um) dia de programação intensa de oficinas artísticas e de Turismo de Base Comunitária e apresentações artístico-culturais (resultado das residências artística e exemplos da cultura popular local: Roda de Chula, Apresentação de cantorias de Reis, Leituras dos poetas da região, Mostra e Troca de Artesanatos, etc). realizada em colaboração estreita com as lideranças comunitárias com os quais o Instituto NAU tem trabalhado nos últimos anos, especialmente no âmbito do projeto Incubadora de Futuros. As oficinas artísticas estarão à cargo da equipe de artistas residentes, enquanto às oficinas de Turismo de Base Comunitária estarão sob responsabilidade da Agência Vem, Ver e Viver, especialista em Turismos de Experiência e de Base Comunitária no Município de Lençóis. A programação das Feiras será gratuita e livre destinada à população de 8 povoados anfitriões das residências e vizinhos, abrangendo diretamente cerca de 120 pessoas (uma métrica estimada, também baseada nos eventos do projeto Incubadora de Futuros realizados desde 2022 junto a estas comunidades). São eles: Lagoa dos Patos, Quilombo do Corcovado, Quilombo da Serra Negra, Cruz, Taquari, Quilombo do Tejuco/Barriguda, Volta da Serra, Fundão. Pacote Residências Artística: Serão realizadas 4 residências artísticas, em 2 blocos simultâneos (janeiro/fevereiro e setembro/outubro), contando com 4 povoados anfitriões, 2 artistas/provocadores(as) convidados(as), 2 artistas/criadores(as) cênicos(as) residentes na Chapada Diamantina e 1 artista sonoro, além da equipe de produção e comunicação. Os(as) artistas cênicos formaram duplas “um de fora e um residente” para residir no período inteiro. As Residências Artísticas terão uma duração de 18 dias que incluem: 3 dias de trabalho apenas da equipe artística; 5 dias de visitas, entrevistas, pesquisa de campo, aprendizado, levantamento e escolha do patrimônio imaterial a ser trabalhado; 5 dias de criação coletiva nos quais estão incluídos ensaios entre artistas residentes e pessoas da comunidade que tenham sido convidadas a fazer parte da materialidade performática, e a roda de conversa sobre acessibilidade na zona rural; 2 dias de preparação pedagógica e logística das feiras; 3 dias de realização da feira, finalizações e avaliações. Em cada povoado anfitrião teremos uma produtora local, considerada parte da equipe NAU, pelo histórico de colaboração previamente estabelecido. Esta produtora é peça indispensável para o projeto pois será tanto mediadora como articuladora da proposta, facilitando visitas, encontros, entrevistas, trocas entre a equipe artística e mestres, mestras e outras pessoas do povoado. Cada povoado anfitrião recebe 2 (dois) artistas cênicos para residir durante o período inteiro, os quais estarão em constante pesquisa criativa, propondo espaços de experimentação e criação coletiva com pessoas do povoado, oferecendo oficinas e ensaios abertos do processo que dão visibilidade ao que apareça das visitas, entrevistas e trocas. O artista sonoro transitará entre os dois povoados anfitriões do bloco, contribuindo à partir da captação e criação sonora, formatação e organização, enquanto arquivo, de um amplo registro em áudio de entrevistas, conversas e eventuais manifestações culturais que a equipe do projeto procurará encontrar e realizar nestes dias. Processualmente, essas sonoridades poderão tanto integrar as materialidades performáticas, quanto a construção radiofônica proposta para a Rádio Diamante FM. Assim, esta equipe de artistas levará à frente uma pesquisa que junta os retalhos da memória e práticas culturais e de retomada dos mestres, mestras e expoentes da comunidade para co-criar com elas uma performance ao vivo (aqui chamada de materialidade performática para manter aberto seu formato final) e apresentá-las nas Feiras de Cultura Rural Chapadense.Cabe destacar que estará proposto, desde o início, que do processo de residência surjam pessoas da comunidade que se afinem e desejem participar ativamente da construção da materialidade performática sobre o patrimônio imaterial de seus territórios, inclusive integrando o elenco em cena do resultado performático final. A ideia de que as materialidades performáticas são apresentadas pelos artistas residentes e por membros da comunidade justifica-se pela necessidade de que possam, posteriormente, ser apresentadas também nos tantos eventos que acontecem no território chapadense, conferindo mais reverberação às vozes, materialidades e identidade específica de cada povoado: seu modo de vida, sua geografia, suas formas de conviver com a terra, suas alegrias, seus traumas, suas demandas atuais. Os povoados anfitriões foram escolhidos à partir das suas potências culturais. No primeiro bloco de janeiro/fevereiro serão Volta da Serra e Tejuco/Barriguda; no segundo bloco de setembro/outubro serão Matão e Cruz/Taquari. Partindo de um levantamento prévio com as comunidades, e considerando nossa trajetória de realizações com elas, como ponto de partida estabelecemos que o primeiro bloco será motivado pela temática de estímulo, valorização e retomada dos Reisados enquanto festa de reafirmação e coesão comunitária e sagrada, enquanto o Segundo Bloco será motivado pela necessidade de contribuir com celebrações de dias da infância e da tradição agrícola-familiar, em que os povoados celebram sua fertilidade e sua capacidade de reprodução nas novas gerações. Contudo, o interesse das pesquisas patrimoniais poderá derivar destas temáticas inicialmente propostas, caso artistas e comunidade assim considerem necessário e oportuno, no sentido da mobilização mais ampliada do patrimônio imaterial do povoado. Cabe, ainda, deixar nítido que Tejuco e Barriguda são povoados diferentes mas contíguos territorial e culturalmente, similar à dupla Cruz/Taquari, por isso são aqui contabilizados como um mesmo povoado anfitrião. Pacote Materialidade RadiofônicaSerão realizados 12 programas para veiculação radiofônica ao longo do projeto. 4 programas sobre e durante o processo de pesquisa do patrimônio imaterial realizada nas residências artísticas; 4 transmissões ao vivo da Roda de Conversa sobre Acessibilidade na Zona Rural; 2 coberturas das Feiras de Cultura Rural Chapadense; 2 Programas de Visibilidade e Sistematização dos achados da pesquisa sobre o Patrimônio Imaterial dos povoados anfitriões, os quais serão veiculados posteriormente às Feiras, em frequência e extensão que estenderão o alcance e repercussão do projeto por pelo menos 3 meses seguintes à cada Feira. Estes programas serão alimentados com captações de áudio realizadas ao longo das residências pela equipe da Rádio Diamante FM, pelo artista sonoro, e pela própria comunidade; com trechos de entrevistas aos envolvidos (artistas, mestres, lideranças, agentes de cultura, detentores do saber, participantes das feiras, etc) e sonoridades vinculadas às temáticas e estéticas abordadas no projeto. A veiculação tem a previsão de ocorrer mensalmente, com reprises em diversos formatos, durações e temporalidades. A equipe da Rádio Diamante FM, junto à equipe do Instituto NAU, promoverão nos 4 povoados anfitriões uma Oficina de Produção Radiofônica Comunitária para jovens. Nesta Oficina, a Diamante FM oferecerá os conteúdos e práticas técnicas, enquanto o NAU será responsável pelo estímulo e reflexão sobre os conteúdos sociais, com a finalidade de estimular uma produção que atenda aos objetivos do projeto, deixando na juventude ferramentas necessárias para dar continuidade à organização e visibilização das suas demandas.
O Instituto NAU Nascente de Artes e Utopia atuará como proponente e realizador do projeto, responsável pela sua gestão executiva, decisória e técnico-financeira, incluindo a contratação dos artistas e profissionais envolvidos, coordenação das residências artísticas e feiras de cultura, articulação com as comunidades e lideranças locais, realização de plano de divulgação e comunicação, execução orçamentária e prestação de contas.Equipe Artística do Instituto NAU (residentes no município)- Coordenação Geral e Artística: responsável pela gestão geral do projeto, articulação com comunidades e equipe: Nirlyn Seijas (Cidade de Palmeiras) é Presidente Diretora do Instituto NAU, é artista performer, especialista em educação popular feminista e decolonial, impulsionando projetos que cruzam práticas e teorias de intelectuais, artistas e ativistas da luta decolonial, na França, em Angola e em vários países da América Latina. Idealizadora da Residência Feminista Mulher Território e do Programa de Formação de Lideranças que em 2026 completaram 8 edições realizadas. É coordenadora pedagógica da Otratierra - Escola de Artivismos. É Licenciada em Dança (2008), possui mestrado (2014) e doutorado (2021) em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia. Hugo Leonardo (Volta da Serra) é artista, produtor cultural e praticante da poesia. Idealizador, associado fundador e Diretor Administrativo da atual gestão do INSTITUTO NAU. Sua atuação social e comunitária na Chapada Diamantina remonta ao ano de 1995. Sua trajetória artística consolidou-se profissionalmente na área da Dança no início dos anos 2000, atuando como dançarino e performer tanto em trabalhos individuais como em grupos independentes, também como produtor e docente-artista de eventos relacionados à área no Brasil, América Latina, Europa e Ásia. Licenciado em Dança (2005), Mestre em Dança (2008) e Doutor em Artes Cênicas (2013) pela UFBA, dedicando-se especialmente à reflexão e à articulação teórico-prática em torno de temas da improvisação em dança e estudos no campo da cognição.Artistas Cênicas(os) Locais: responsáveis pela imersão, pesquisa criativa, oficinas, apresentações de processos e composição da performance. Além de Nirlyn Seijas e Hugo Leonardo que também participarão como artistas.Alice Cunha (Vale do Capão)Nascida na capital baiana, mas radicada há treze anos no Vale do Capão – povoado da cidade do município Palmeiras-BA, atua no campo das artes há 21 anos. Multiartista, pesquisadora e educadora, transita entre música, dança, circo e teatro. Atualmente desenvolve pesquisa teórico-prática que dilui as fronteiras entre linguagens artísticas, com ênfase no corpo e no não sofrimento a partir da desobrigação da excelência técnica, criando relações entre o feminino, poder e a narrativa autoral de subjetividades. É Mestra em Artes Cênicas e Bacharel em Interpretação Teatral pela Universidade Federal da Bahia, e Aerealista circense pela Escola Nacional de Circo - RJ. Como ação de micropolítica, produz prioritariamente em parceria com artistas mulheres e propicia a descentralização da arte dando ênfase à cultura interiorana e seus saberes. Whebert Walace (Cidade Palmeiras)Arte-educador, artista da cena, mobilizador cultural e fotógrafo. Licenciado em Artes Visuais pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e pós-graduado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Criador e realizador do Ê Guilé, cortejo cultural de São João de Palmeiras que completou 20 anos em 2025. Foi premiado em São Paulo, em 2017, pelo Instituto Arte na Escola Cidadão pelo projeto Era uma Casa. Em 2024, idealizou, coordenou e roteirizou o documentário Jarê de João do Carmona e realizou o I Sarau Minha Terra tem Palmeiras. Participou, em 2022, da Expo Arte Educação na Galeria Cañizares (UFBA) como curador e artista expositor. Em 2019, realizou a exposição fotográfica Palmeiras dos Meus Olhos e foi curador na I FLIPA. Atuou como arte-educador e designer no projeto Pintura Rupestre da Serra Negra (2014). Artista Sonoro Local/Produtor musical: responsável pela direção, captação e finalização de materialidades sonoras GUSTAVO ROCHA (Volta da Serra) é multi-instrumentista e educador musical. Fez sua formação no Curso Groove Livre de Música, em São Paulo (2003-2009), estabelecendo-se em seguida no Povoado de Volta da Serra, Palmeiras, Bahia, onde se dedica ao ensino, criações autorais e parcerias musicais. Cavaquinista do Grupo Choro Labuta, baterista do Grupo Forró Arado, fundou e dirigiu a Escola de Música do Capão (2013-2017), bem como é fundador e diretor do sempre bastante atuante Clube de Choro do Capão (desde 2014). Produziu e participou como músico de 3 edições do Festival de Choro do Vale do Capão (2013, 2014 e 2016) e nos Festivais de Jazz (2014) e de Circo (2014, 2018 e 2019). Foi Baterista no Grupo Instrumental do Capão (2009-2010), no Grupo de Reggae Caeté-Roots (2016-2017), no Grupo de Jazz Candombá e no Grupo Forró Pé de Pimenta. Atualmente dirige o Grupo Conexão Ponte Velha, com seus filhos, de 19, 17 e 13 anos.Equipe Artística ConvidadaArtistas Cênicas(os) convidados(as), residentes em outras localidades brasileiras, responsáveis pela imersão, pesquisa criativa, construção de conteúdos para oficinas e co-direção das materialidades performativas. Paula Carneiro (Aiuruoca-MG) é artista, Licenciada em Dança pela UFBA, em 2012. Viveu em Salvador de 2006 a 2015 onde se envolveu em produções nas diversas áreas artísticas e esteve à frente dos espaços culturais Casa Baluarte e Café da Walter. Foi idealizadora e proponente do projeto de residência artística Água no Feijão em 2013, que convidou 10 artistas para viverem no bairro do centro histórico de Salvador, Bahia, para conviverem, criarem e cozinharem juntos e publicamente durante um mês. Criadora e interprete dos espetáculos “Re-montando Fawcett” (2016); “Paulada Silva Selva” (2017); “Para o herói: experimentos sem nenhum caráter” (2012); o VideoArte “Vamos à luta (2021). Desde 2018 atua como bioconstrutora em áreas rurais no Brasil, EUA e Europa. De 2023 a 2025 trabalhou na aldeia de nativos norte-americanos Maskoke no Alabama, EUA, onde fez pesquisa da forma tradicional de construção do povo. Em 2023 ensinou uma formação completa de construção com terra de 6 semanas na Carolina do Norte, EUA. Desde 2019 é fundadora e integrante da Coletiva Moçabarro de bioconstruçãoThiago Cohen (Salvador-BA) é artista da dança, mediador, arte-educador e curador. Mestre em dança pelo PRODAN-UFBA e pesquisa o cruzamento entre Dança e Poesia em uma perspectiva afro-pindorâmica. É criador dos solos: “Demolições - La Petite Mort” (2015) com direção de Asier Zabaleta (ESP), Burua Itzali (2017) em residência Artística com a CIA Ertza em Dantzagunea - País Vasco. Como diretor e dramaturgista assina os espetáculos: “Kilezuuummmm” de Edu O. e João Rafael Neto (BA - 2018) e Processo Dilatado com Ana Brandão e Bernardo Oliveira (BA - 2019). Foi curador do Corpo em Casa (2017 a 2021) e assina junto à Cristina Castro a curadoria da Mostra Baiana de Dança Contemporânea do Vivadança Festival Internacional- BA (2021 e 2022). É o criador do livro-objeto-coreográfico “Pequena Coleção de Insignificâncias", um dos finalista do Prêmio JABUTI na categoria de literatura infantil no ano de 2021 e atualmente circula o solo Árvore-ser que teve a estreia no norte da Espanha em 2022.Continuação da Equipe em “Outras Informações”
Medidas Espaciais: serão garantizadas cadeiras disponíveis para pessoas com mobilidade reduzida em todas as ações públicas, assim como prioridade em filas de inscrição e acesso. Medidas comunicacionais: uso de Linguagem Simples (acessibilidade cognitiva) nas oficinas, rodas de conversas, visitas, transmissões de rádio, etc. Será usada a descrição de locais e pessoas em todas as transmissões de rádio propostas pelo projeto e todo material audiovisual promocional/comunicacional, para contemplar PCD visuais. Medidas atitudinais: será integrada à equipe uma especialista em acessibilidade para cena que promoverá uma oficina online, prévia às residências, para equipe de artistas e técnicos do projeto, com a finalidade de dar ferramentas e referências de análise para problematizar e adaptar as práticas do projeto ao contexto rural e suas possibilidades de acessibilidade. Com isto pretendemos estimular a invenção ou o uso de medidas para a inclusão das PCDs ao longo do processo de pesquisa, criação e compartilhamento com as comunidades. Também serão promovidas 4 rodas de conversas com a pergunta: “o que significa acessibilidade e capacitismo na zona rural?”, em cada povoado anfitrião, que será transmitida através da Rádio Diamantina FM, e ficará disponível no Canal de Youtube tanto do Instituto NAU quanto da rádio.Nestas rodas de conversa projetaremos vídeos de artes cênicas em que a questão da acessibilidade é central, além de compartilhar palestras e/ou aulas sobre o assunto, que possam estimular e nutrir a discussão que teremos ao vivo. A ideia é tanto visibilizar como esta discussão está sendo abordada no mundo das artes, quanto compreender coletivamente que aplicação pode/deve ser feita na zona rural de tal discussão. Esta roda de conversa desdobrará numa listagem das PCD da comunidade, com a devida “nomeação” das suas especificidades, que será entregue à Secretaria de Assistência Social do Município para informar e colaborar com a visibilização desta população e suas necessidades. Acreditamos que será uma forma efetiva e preliminar de abordar preconceitos, limitações e potências de transformação da vida das pessoas portadoras de deficiências na zona rural.
A Chapada Diamantina foi um território de grande importância comercial e cultural durante os processos de exploração colonial extrativista no Brasil. Povoados inteiros se formaram graças às migrações forçadas e voluntárias, às vezes em harmonia, às vezes em processos extremamente violentos de desapropriação de comunidades originárias que ali habitavam. A população atual é conformada pelas descendências destas diferentes migrações, pelos povos originários que resistem e, mais recentemente, pelas migrações de uma classe média que procura a região para iniciar empreendimentos vinculados sobretudo à exploração turística. Na configuração atual, a maior parte da atividade econômica que afeta a cidade de Palmeiras, gira em torno da sede do município e de Caeté-Açu, seu principal povoado de interesse turístico e mobiliário, conhecido como o Vale do Capão, bem como o município vizinho e capital regional, Seabra. Por outro lado, quase duas dezenas de povoados esparsos num território de mais de 1.500 km², encontram-se conectados por estradas de terra, muitas vezes em condições extremamente precárias que encarecem o trânsito e limitam o acesso desta população à educação, saúde e cultura. Para ter acesso a educação básica, jovens habitantes destes núcleos rurais precisam se locomover diariamente por grandes distâncias e quase sempre por conta própria, pois é raro que haja apoio institucional para este tipo de transporte. Neste contexto é cada vez mais frequente o abandono escolar e precarização das oportunidades de trabalho e vida digna. Os jovens costumam migrar para cidades próximas ou metrópoles distantes, como São Paulo, e as mulheres sustentam a vida de suas comunidades com suas plantações de subsistência e sua criatividade, em condições adversas. Estas mulheres, muitas vezes desejam ampliar suas possibilidades de ação, de transformação e de invenção, mas essa potencialidade se vê frustrada pela falta de ferramentas, conhecimentos e estímulos concretos, assim como uma auto-estima e identidade fortalecida que exija a garantia de direitos básicos. É neste contexto que este projeto é concebido para cumprir um papel fundamental na democratização do acesso aos saberes, ferramentas e oportunidades culturais, para cujo sucesso nos valemos de estratégias de realização que vêm sido elaboradas, testadas e aperfeiçoadas pelo Instituto NAU em sua trajetória de atuação cultural, social e educacional no território. Especificamente, está articulado ao redor das seguintes estratégias de garantia de acesso: - Daremos especial atenção e prioridade à participação estratégica de lideranças mulheres e jovens que, por conta do histórico acima citado, cumprem um papel fundamental de multiplicadoras da cultura e do conhecimento, beneficiando a comunidade como um todo, apesar de serem justamente às menos beneficiadas em termos de circulação e mobilidade. - Contrataremos 8 articuladoras comunitárias que mobilizam as famílias, porta à porta, engajando-as na importância de participarem das atividades produzidas, tanto pelas residências artísticas, quanto pelas feiras, muitas vezes convencendo e encantando as comunidade para romperem com os ciclos do cotidiano que as impedem de acessar informações, experiências e contatos fundamentais para a criação de redes, soluções e valorizações. - Garantimos o transporte de aproximadamente 80 pessoas, ida e volta, de 8 povoados da região, para participarem ativamente das 2 Feiras de Cultura Rural Chapadense. - Garantimos uma alimentação saudável e abundante para todos(as) participantes das feiras, comprando a maior parte dos produtos nas mãos da agricultura familiar local, e estimulando o senso de familiaridade, cooperação e pertencimento através comunhão alimentar. - Contataremos influencers de redes sociais que têm visibilidade na região para participar das Feiras e engajar um público virtual que alargará o alcance do trabalho realizado, servindo como estímulo simbólico de outras comunidades da Chapada Diamantina e Nordeste.- As residências artísticas e feiras contarão com espaços de reflexão e compartilhamento de saberes que serão transmitidos, reprisados, desdobrados e elaborados em programas radiofônicos pela Rádio Diamante FM, de Palmeiras, de forma gratuita e universal, ampliando consideravelmente o alcance de público e repercussão para as realizações deste projeto.- Serão realizadas 4 oficinas de Rádio Comunitárias para jovens, uma em cada povoado anfitrião, para estimular a produção técnica e de conteúdo radiofônico, criando pequenas incubadoras de possíveis programas que poderão ser criados, à partir deles, na Rádio Diamante FM. - Todas as atividades do projeto são gratuitas e de Indicação Livre, permitindo o acesso universal à todas e todos os(as) interessados(as) que visitarão as atividades das Residências e Feiras.