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Artes

Início: 02/03/2027Término: 31/12/2027Aceite: 22/04/2026

Resumo

O Festival Viva o Vale é um evento multilinguagem gratuito realizado em quatro espaços parceiros, com dança, música, teatro, circo, artesanato e fotografia. A programação reúne 8 atrações artísticas, 4 palestras, oficina de palhaço com cortejo e exposições locais. O festival prevê até 5.000 participantes, com acessibilidade completa e documentação profissional para circulação posterior. A ação remunera mais de 40 artistas e movimenta R$ 60 mil na economia local. O modelo é replicável para outras cidades do Vale do Ribeira.

Sinopse

Apresentações Performáticas – Festival Viva O ValeAs apresentações performáticas do Festival Viva O Vale transformam o espaço público em um grande palco vivo, onde atores de teatro conduzem o público por experiências sensoriais, poéticas e profundamente humanas. Cada intervenção é criada para dialogar com o território, com as pessoas e com a memória afetiva do Vale, ativando o imaginário coletivo e convidando todos a participar da cena.1. “Corpos do Vale” – Performance de AberturaUm cortejo cênico conduzido por atores e músicos percorre o espaço do festival, celebrando a história e a diversidade do Vale. Os intérpretes utilizam movimentos coreografados, máscaras e elementos visuais para representar as forças naturais e humanas que moldaram a região. A performance funciona como um ritual de boas-vindas, abrindo caminhos para a arte ocupar o território.2. “Vozes que Caminham” – Teatro ItineranteAtores circulam entre o público interpretando personagens inspirados em moradores reais, trabalhadores, artistas e figuras históricas do Vale. Cada encontro é uma pequena cena, uma conversa poética ou um gesto simbólico que revela fragmentos de histórias locais. O público se torna parte da dramaturgia, completando a narrativa com suas próprias percepções.3. “Entre Pontes” – Intervenção DramáticaEm uma encenação que mistura teatro físico e poesia falada, os atores exploram temas como pertencimento, travessia e transformação. A performance acontece em pontos estratégicos do festival — escadarias, passarelas, áreas verdes — criando quadros vivos que surgem e desaparecem como lampejos de memória. A trilha sonora ao vivo reforça a atmosfera sensorial.4. “O Vale Sonha” – Encenação NoturnaÀ noite, o festival ganha uma camada onírica com uma performance que combina luz, sombra e movimento. Os atores utilizam lanternas, tecidos e projeções para criar imagens que parecem flutuar no espaço. A narrativa aborda sonhos coletivos, desejos de futuro e a potência da imaginação como ferramenta de transformação social.5. “Pequenas Revoluções” – Teatro-InteraçãoEm cenas curtas e bem-humoradas, os atores convidam o público a participar de pequenas ações simbólicas — plantar uma semente, escrever uma palavra de afeto, erguer uma bandeira colorida. Cada gesto representa uma “revolução cotidiana”, reforçando o propósito do festival de inspirar mudanças reais a partir da arte.

Objetivos

Objetivo GeralPromover o acesso democrático da comunidade de Registro e região a experiências artísticas de qualidade, por meio de um festival multilinguagem que valorize identidades locais, memórias coletivas e o patrimônio cultural do Vale do Ribeira, integrando dança, música, teatro, circo, artesanato, fotografia e saberes tradicionais como formas legítimas de expressão, pertencimento e fortalecimento do território.Objetivo Específico1. Ressignificar o patrimônio histórico de Registro por meio de uma exposição fotográfica com 20 obras sobre prédios e espaços simbólicos, alcançando até 1.000 visitantes com mediação especializada.2. Valorizar identidades culturais locais realizando 4 palestras com lideranças indígena, quilombola, nipo-brasileira e cultural municipal, além de exposições de artesanato que envolvam até 20 artesãos e alcancem até 500 visitantes.3. Democratizar o acesso à fruição artística do teatro e das multiplas linguages oferecendo 11 horas de programação gratuita, com 8 atrações principais, 4 palestras, 1 oficina de palhaço com cortejo, exposições e mediações, atendendo até 5.000 participantes.4. Ampliar a circulação e visibilidade de artistas locais, contratando e remunerando mais de 40 artistas, mestres e mediadores, gerando até R$ 60 mil em renda direta para profissionais da região.5. Documentar e preservar a memória cultural do festival produzindo mínimo de 200 fotos, 4 horas de vídeo, 8 registros em áudio/entrevista e um clipping audiovisual para circulação posterior em escolas e plataformas digitais.6. Garantir acessibilidade e inclusão plena com intérprete de Libras nas 4 palestras, sinalização acessível em 100% dos espaços e participação estimada de até 200 pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.7. Desenvolver modelo replicável de festival urbano, sistematizando metodologia, parcerias e resultados em um relatório final público, apresentando o modelo para até 5 cidades do Vale do Ribeira.

Justificativa

Art. 1º Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Art. 3º Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1º desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023)II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante:b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais;c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura. (Redação dada pela Lei nº 9.874, de 1999)Registro, município de 60 mil habitantes no Vale do Ribeira, possui uma formação histórica singular e profundamente multicultural: território de comunidades indígenas Guarani, comunidades quilombolas, forte presença nipo-brasileira e patrimônio material relevante. Apesar dessa riqueza, a cidade permanece à margem das políticas de descentralização cultural federal, com baixa oferta de investimentos que reconheçam sua identidade e fortaleçam sua produção cultural local.O município enfrenta três desafios centrais: a invisibilidade das identidades culturais que compõem seu território; a desvalorização do patrimônio histórico e da memória urbana, que carecem de ativação simbólica e registro; e o acesso desigual à fruição artística, com poucas oportunidades de contato com múltiplas linguagens e baixa circulação de artistas locais. Sem ações estruturadas, há risco real de apagamento de memórias, práticas e saberes tradicionais.A Lei Rouanet do Interior representa oportunidade inédita para transformar esse cenário, reconhecendo Registro como território cultural vivo e produtor de sentido. O festival multilinguagem proposto integra dança, música, teatro, circo, fotografia, artesanato e saberes tradicionais em pé de igualdade, ativando espaços urbanos, valorizando comunidades indígenas, quilombolas e nipo-brasileiras, e oferecendo experiências artísticas gratuitas para toda a população.Registro reúne condições únicas para sediar o festival: patrimônio material tombado, espaços públicos simbólicos, infraestrutura cultural existente e diversidade cultural pulsante. Como maior cidade do Vale do Ribeira, tem potencial de irradiar impacto regional e fortalecer a descentralização cultural. O formato de circuito urbano amplia o acesso, promove circulação de público e cria ambiente de descoberta e pertencimento, valorizando artistas e mestres locais como protagonistas.O festival, portanto, responde diretamente às necessidades do território: ativa patrimônio, fortalece identidades, democratiza acesso, gera renda para criadores locais e preserva memória cultural por meio de documentação profissional. É uma ação estruturante, necessária e alinhada à missão do edital de descentralizar recursos e reconhecer a potência cultural do interior brasileiro.

Etapas

1. Mobilização Inicial e Formalização (Mês 1)Reunião de alinhamento entre coordenação geral, direção artística e produção.Confirmação dos 4 espaços parceiros e assinatura das cartas de parceria.Contato preliminar com artistas locais e regionais, comunidades indígena e quilombola, Associação Nipo-Brasileira e lideranças culturais municipais.Organização administrativa inicial e definição de fluxos internos de trabalho. 2. Articulação Territorial e Engajamento Comunitário (Mês 1–2)Contato intensivo com artistas, mestres de tradição, artesãos e mediadores culturais.Confirmação dos 4 palestrantes (indígena, quilombola, nipo-brasileira e cultural municipal).Definição das regras de curadoria da exposição fotográfica.Convite e pré-inscrição para a oficina de palhaço.Mapeamento de necessidades técnicas e logísticas dos espaços parceiros. 3. Curadoria Artística e Definição da Programação (Mês 2–3)Definição da visão artística do festival pela direção artística.Seleção das 8 atrações principais e definição de ordem, horários e distribuição nos 4 espaços.Seleção das 20 fotografias da exposição “Registro e Memórias”.Confirmação do artesanato indígena, quilombola, oriental e local a ser exposto.Estruturação completa da programação oficial do festival. 4. Comunicação e Divulgação (Início 60 dias antes do evento)Criação das redes sociais oficiais do festival.Campanha de divulgação nas redes dos espaços parceiros.Contato com mídia local (rádio, TV, jornais e portais).Produção de vídeo promocional, peças gráficas e conteúdo digital.Impressão e distribuição de cartazes e materiais acessíveis.Publicação contínua de conteúdos informativos e acessíveis. 5. Treinamento, Preparação e Montagem (2 semanas antes do evento)Reuniões de alinhamento com toda a equipe (produção, acolhimento, limpeza, mediadores).Treinamento em acessibilidade, acolhimento humanizado e protocolos de segurança.Montagem de sinalização acessível nos 4 espaços.Instalação de totens de programação e áreas de circulação.Preparação de camarins, áreas de acolhimento e pontos de apoio ao público.Testes técnicos e verificação de infraestrutura. 6. Execução do Festival (Dia do evento – 9h às 20h)Realização das 8 atrações artísticas, 4 palestras, 1 oficina de palhaço, cortejo, exposição fotográfica e feira de artesanato.Abertura e encerramento formal.Acompanhamento técnico e operacional em todos os espaços.Acessibilidade garantida: intérprete de Libras, monitor para audiodescrição, sinalização e equipe treinada.Cobertura profissional de fotografia, vídeo e entrevistas. 7. Documentação, Relatório Final e Prestação de Contas (30 dias pós-evento)Edição de material audiovisual (mínimo 200 fotos, 4h de vídeo, entrevistas).Organização do acervo digital e produção de clipping.Sistematização dos resultados e indicadores.Redação do Relatório Final e preparação da prestação de contas no SALIC.

Estratégia de execução

O Festival Viva o Vale é um evento multicultural, concebido para integrar diferentes linguagens artísticas em um mesmo território: teatro, música, intervenções performáticas, ações formativas e atividades de convivência. A proposta curatorial do festival parte das artes cênicas como eixo estruturante — especialmente o teatro, que conduz a narrativa, a ocupação do espaço urbano e a interação direta com o público.Entretanto, por se tratar de um evento com múltiplas camadas de programação, nem todas as ações podem ser detalhadas individualmente na planilha do Plano de Distribuição. As performances, intervenções itinerantes, cenas curtas e interações dramatúrgicas que compõem a experiência do festival são diversas, dinâmicas e, muitas vezes, adaptadas ao fluxo do público e ao espaço. Por isso, não é possível discriminar cada uma delas de forma segmentada na planilha técnica, embora todas façam parte da entrega artística do projeto.Dessa forma, optamos por registrar no Plano de Distribuição a categoria Artes Cênicas – Teatro, que representa a atividade principal e abrange o conjunto das apresentações performáticas realizadas pelos atores. Para a Contrapartida Social, inserimos as Oficinas de Circo, que integram o eixo formativo do festival e garantem o acesso gratuito da comunidade a práticas artísticas, alinhadas aos princípios de democratização cultural e inclusão previstos na política pública.Assim, mesmo com a diversidade de ações que compõem o Festival Viva o Vale, o enquadramento apresentado no Plano de Distribuição reflete de maneira fiel e adequada as atividades centrais do projeto, respeitando a estrutura exigida pelo mecanismo de fomento e assegurando a correta classificação das entregas culturais.O Festival Viva o Vale torna-se plenamente exequível com o valor solicitado graças à forte rede de parcerias locais já estabelecida no município de Registro. Os quatro espaços de realização — todos com infraestrutura adequada e acessível — serão cedidos gratuitamente pelos parceiros institucionais, eliminando custos de locação, manutenção e operação dos locais. Além disso, as comunidades indígenas, quilombolas, nipo-brasileiras e lideranças culturais municipais já manifestaram apoio ao projeto, facilitando articulação territorial, mobilização e participação sem custos adicionais.A estrutura do festival foi planejada para otimizar recursos: programação concentrada em um único dia, equipe técnica dimensionada de forma eficiente, uso de espaços já equipados, logística simplificada e comunicação realizada em parceria com veículos locais. A curadoria, articulação comunitária e parte da produção contam com profissionais que já atuam no território e possuem histórico de colaboração com os parceiros, o que reduz custos operacionais e garante execução qualificada.Dessa forma, o orçamento de R$ 200 mil é suficiente para cobrir cachês, equipe técnica, acessibilidade, comunicação, documentação audiovisual e produção geral, mantendo a qualidade artística e o impacto sociocultural previstos. O projeto se apoia em corresponsabilidade territorial, fortalecendo a sustentabilidade e viabilidade do festival dentro do valor solicitado.

Especificação técnica

PLANO PEDAGÓGICO - OFICINA DE PALHAÇO “DESCOBRINDO O RISO”PLANO PEDAGÓGICO - OFICINA DE PALHAÇO “DESCOBRINDO O RISO”1. INTRODUÇÃOEste documento estabelece as diretrizes pedagógicas, a fundamentação teórica e a intencionalidade educativa da Oficina de Palhaço. Mais do que um roteiro de atividades, este plano detalha o "porquê" de cada etapa metodológica, garantindo que a experiência artística seja acompanhada por um processo de desenvolvimento humano integral. A oficina é concebida como um espaço de experimentação segura, onde o riso e a vulnerabilidade tornam-se ferramentas de aprendizado e transformação social.2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICAA base conceitual desta oficina está ancorada em quatro pilares pedagógicos que dialogam entre si para promover uma aprendizagem significativa e inclusiva:Pedagogia do Erro (Freire e Dewey): Diferente do ensino tradicional que pune a falha, aqui o erro é celebrado como o "combustível" do palhaço. Segundo Paulo Freire, a educação deve ser um ato de liberdade. No contexto do palhaço, o erro é a porta de entrada para a humanidade do artista, permitindo que o participante se liberte da pressão pela perfeição e encontre sua potência criativa na vulnerabilidade.Teoria Socioconstrutivista (Vygotsky): A aprendizagem ocorre na interação social. A Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) é explorada através do trabalho em grupo, onde o apoio dos pares permite que o indivíduo alcance níveis de desinibição e expressão que não atingiria isoladamente. O coletivo atua como o andaime que sustenta o risco individual.Aprendizagem Vivencial (Kolb): A oficina segue o ciclo de David Kolb: Experiência Concreta (o jogo), Observação Reflexiva (o riso do outro), Conceitualização Abstrata (entendimento da técnica) e Experimentação Ativa (o improviso). O conhecimento é construído através da transformação da experiência vivida no corpo.Teatro como Ferramenta Pedagógica (Boal e Spolin): Utilizamos os "Jogos Teatrais" de Viola Spolin para focar a atenção no momento presente e o "Teatro do Oprimido" de Augusto Boal para entender o corpo como linguagem política e social, capaz de transformar a realidade através da ação dramática.3. INTENCIONALIDADE EDUCATIVACada etapa da oficina possui um propósito pedagógico específico que visa a construção gradual da confiança e da técnica:● Aquecimento: Tem a intenção de preparar o corpo e a mente, estabelecendo um "contrato de segurança" entre o grupo. É o momento de deixar as preocupações externas e focar na prontidão física.● Desinibição antes do Teatro Físico: É necessário primeiro quebrar as barreiras do julgamento interno. Sem a desinibição, o corpo permanece rígido. A intenção é "amolecer" o ego para que o corpo possa falar.● Improviso: Essencial para o desenvolvimento da agilidade mental e da escuta ativa. O improviso ensina a aceitar a proposta do outro ("Sim, e...") e a lidar com o inesperado, competência vital para a vida profissional e pessoal.Cortejo como Fechamento: O cortejo representa a transição do espaço sagrado da sala de aula para o mundo real. É a celebração coletiva do aprendizado e a validação pública da nova identidade conquistada, fortalecendo a autoestima.4. PROGRESSÃO COGNITIVA E EMOCIONALA jornada do participante é estruturada para respeitar o tempo de maturação emocional, seguindo quatro fases distintas:1. Fase 1: Desconforto inicial → Aceitação: O estranhamento com o ridículo é transformado em aceitação através de jogos de integração. O participante entende que todos estão no mesmo "barco".2. Fase 2: Exploração corporal → Confiança: O foco sai da cabeça e vai para o corpo. Ao descobrir novas formas de caminhar e olhar, o participante ganha confiança em sua presença física.3. Fase 3: Criatividade → Autenticidade: Através do improviso, o participante para de tentar "ser engraçado" e começa a ser autêntico. A comicidade surge da verdade individual.4. Fase 4: Integração coletiva → Celebração: No cortejo, o "eu" se funde ao "nós". A emoção final é de pertencimento e realização coletiva.5. DIFERENCIAÇÃO POR FAIXA ETÁRIAA oficina é desenhada para ser intergeracional, adaptando a abordagem pedagógica conforme a fase de vida do participante:● Crianças (7-12 anos): Foco na ludicidade pura. A pedagogia utiliza regras claras de jogos para canalizar a energia criativa e garantir a segurança física e emocional.● Adolescentes (13-17 anos): Foco na vulnerabilidade compartilhada. O palhaço ajuda a lidar com as pressões de identidade típicas da idade, mostrando que a autenticidade é mais poderosa que a máscara social.● Adultos (18-59 anos): Foco na ressignificação de medos e na quebra da rigidez profissional. A oficina atua como um espaço de descompressão e resgate da criatividade bloqueada pela rotina.● Idosos (60+): Foco no movimento adaptado e na valorização da memória. O palhaço aqui é o "sábio" que compartilha seu legado através do riso, respeitando os limites físicos e celebrando a história de vida.6. PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS NORTEADORESA prática pedagógica é regida pelos seguintes valores inegociáveis:● Segurança Emocional: Criação de um ambiente livre de bullying ou julgamento depreciativo.● Inclusão e Diversidade: Adaptação de exercícios para garantir que todos, independentemente de limitações físicas ou cognitivas, participem plenamente.● Aprendizagem Colaborativa: O sucesso de um é o sucesso do grupo.● Ressignificação do Erro: O erro não é falha, é oportunidade criativa.● Autonomia e Protagonismo: O participante é o autor de seu próprio palhaço.● Respeito aos Limites Individuais: Ninguém é obrigado a se expor além do que se sente confortável, incentivando o desafio pessoal sem trauma.7. CONEXÃO COM OBJETIVOS DO PROJETOA oficina integra-se organicamente ao projeto como contrapartida, ao transformar habilidades artísticas em competências socioemocionais (soft skills):● Desinibição como Empoderamento: Capacita o jovem a se expressar com clareza em entrevistas de emprego e apresentações.● Teatro Físico como Linguagem Universal: Melhora a consciência corporal e a comunicação não-verbal.

Ficha técnica

1. Ana Luíza PradellaAna Luíza Pradella é empresária e produtora executiva com uma trajetória consolidada na gestão de megaeventos e infraestrutura cultural de alta complexidade. Como CEO do Festival Portas Abertas, destaca-se pela liderança técnica em projetos de grande escala, coordenando equipes multidisciplinares e operações logísticas que exigem precisão absoluta. Sua atuação é pautada pela integração entre a visão estratégica de negócios e a sensibilidade artística, permitindo que produções massivas mantenham a excelência operacional desde a concepção até a entrega final ao público. Ana Luíza é reconhecida no mercado por sua capacidade de viabilizar projetos ambiciosos através de uma gestão profissional e focada em resultados sustentáveis para o ecossistema da economia criativa.Com profunda expertise em mecanismos de fomento, ela domina a aplicação técnica de leis como Lei Rouanet, PNAB, Aldir Blanc e ProAC, garantindo conformidade rigorosa e transparência total na prestação de contas. Como cofundadora da plataforma Cult Turis e presidente do Instituto Sou 1 de Milhões, Ana Luíza utiliza a tecnologia e a inovação social para fortalecer a rede de proteção aos trabalhadores da cultura. Seu trabalho visa não apenas a execução de eventos, mas a democratização do acesso às artes e a valorização profissional de toda a cadeia produtiva, posicionando-a como uma das principais gestoras culturais da atualidade no Brasil.Ficha Técnica: Ana Luíza PradellaCargo: CEO e Produtora ExecutivaEspecialidades: Gestão de Megaeventos, Infraestrutura e Leis de IncentivoInstitucional: Presidente do Instituto Sou 1 de Milhões e Co-founder Cult TurisExpertise: Lei Rouanet, PNAB, Aldir Blanc e ProAC2. Paulo BarrosPaulo Barros é um profissional multifacetado com atuação destacada como ator, diretor, sonoplasta, produtor e jornalista. Sua carreira é marcada por uma profunda especialização no universo do circo e da comédia, linguagens que o levaram a participar de importantes encontros artísticos dentro e fora do Brasil. Em 2002, iniciou uma fase internacional significativa ao mudar-se para o Cairo, no Egito, onde desenvolveu projetos de difusão da cultura brasileira. Sua versatilidade permitiu que apresentasse trabalhos em diversos países, incluindo Argentina, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Colômbia, México, Espanha, Portugal e França, consolidando uma visão global sobre a produção artística e o intercâmbio cultural entre nações.No campo das artes clássicas, Paulo Barros realizou a direção cênica das óperas “O Garatuja” e “A Moreninha”, trabalhando sob a regência do renomado maestro alemão Ernst Mahle. Além de sua performance nos palcos e na direção, possui forte atuação técnica como parecerista de editais e profissional de publicidade, com participações em novelas e séries. Atualmente, exerce um papel institucional fundamental como Vice-presidente do Instituto Sou 1 de Milhões e sócio da Oficina Cult, além de ser cofundador da plataforma Cult Turis. Sua trajetória une a prática artística de excelência à gestão institucional, focando sempre na defesa dos direitos e na profissionalização dos trabalhadores da cultura.Ficha Técnica: Paulo BarrosCargo: Diretor, Ator e Gestor InstitucionalEspecialidades: Circo, Comédia, Direção de Ópera e SonoplastiaInstitucional: Vice-presidente do Instituto Sou 1 de Milhões e Sócio da Oficina CultExperiência Internacional: Egito, Europa e América Latina3. Tharsis FariaTharsis Faria atua como estrategista de turismo e articulador institucional, sendo uma peça-chave na conexão entre o setor cultural e o desenvolvimento regional. Sua expertise reside na criação de sinergias que transformam o potencial turístico em motores de fomento para a economia criativa. Com uma visão orientada para o planejamento territorial, Tharsis desenvolve estratégias que valorizam o patrimônio imaterial e as manifestações artísticas como diferenciais competitivos para destinos turísticos. Sua capacidade de articulação permite o diálogo fluido entre o poder público, a iniciativa privada e os coletivos de artistas, viabilizando parcerias estratégicas que garantem a sustentabilidade de projetos de longo prazo.Ao longo de sua carreira, Tharsis tem se dedicado a estruturar modelos de governança que favoreçam a circulação de bens culturais e o fortalecimento das cadeias produtivas locais. Ele compreende o turismo não apenas como uma atividade econômica, mas como uma plataforma de visibilidade para a diversidade cultural brasileira. Como articulador, ele trabalha na linha de frente da plataforma Cult Turis, integrando dados e inteligência de mercado para otimizar a experiência do turista e o retorno para o trabalhador da cultura. Sua atuação é fundamental para projetos que buscam escala nacional e internacional, unindo rigor logístico a uma compreensão profunda das dinâmicas sociais e culturais de cada território.Ficha Técnica: Tharsis FariaCargo: Estrategista de Turismo e ArticuladorEspecialidades: Desenvolvimento Regional, Governança e Turismo CulturalFoco de Atuação: Articulação Institucional e Planejamento EstratégicoProjetos: Integração Cult Turis e Desenvolvimento de Destinos Criativos4. Bruna RosaBruna Rosa é uma cantora e compositora cuja identidade artística é profundamente enraizada nos temas da diversidade e ancestralidade. Natural de Registro, São Paulo, ela utiliza sua voz como um potente instrumento de resgate histórico e transformação social. Suas composições exploram a música brasileira em sua essência mais plural, trazendo à tona narrativas que celebram as raízes culturais e as vivências de grupos frequentemente invisibilizados. Através de uma lírica sensível e arranjos que dialogam com a tradição e a contemporaneidade, Bruna cria uma conexão imediata com o público, promovendo reflexões sobre inclusão, respeito e a importância da memória coletiva na construção da identidade nacional.Além de sua produção autoral, Bruna Rosa é uma articuladora ativa em projetos coletivos que visam a valorização da mulher na música e a democratização do acesso à cultura. Sua participação em iniciativas como a Confraria Pé no Palco e o projeto Vozes do Feminino demonstra seu compromisso com a criação de espaços de fala e performance para artistas independentes. Ela entende a arte como um processo de cura e educação, dedicando-se a oficinas e apresentações que levam a música para além dos palcos convencionais, atingindo comunidades e fortalecendo o tecido social. Sua presença na equipe traz a sensibilidade artística necessária para garantir que os projetos mantenham sua alma e seu propósito humano.Ficha Técnica: Bruna RosaCargo: Cantora e CompositoraEspecialidades: Música Brasileira, Ancestralidade e DiversidadeProjetos de Destaque: Vozes do Feminino e Confraria Pé no PalcoAtuação: Performance, Composição e Arte-Educação5. Kenia TognettiKenia Tognetti é uma gestora cultural e produtora executiva com vasta experiência na coordenação de projetos financiados por mecanismos de incentivo fiscal. Sua atuação é caracterizada por um rigoroso controle administrativo e uma visão estratégica que assegura a viabilidade de iniciativas culturais de diversos portes. Kenia possui um domínio técnico avançado sobre as etapas de elaboração, aprovação e execução de projetos, navegando com facilidade pelas exigências burocráticas para transformá-las em facilitadores da criação artística. Sua habilidade em gerir orçamentos complexos e cronogramas apertados a torna uma profissional indispensável para a manutenção da saúde financeira e operacional das produções.Para além da gestão administrativa, Kenia Tognetti destaca-se pela sua capacidade de planejamento estratégico, antecipando riscos e otimizando recursos para maximizar o impacto cultural de cada ação. Ela atua como um elo vital entre a equipe criativa e os patrocinadores, garantindo que as expectativas de ambas as partes sejam atendidas com transparência e profissionalismo. Seu compromisso com a economia criativa reflete-se em sua busca constante por modelos de gestão que promovam a sustentabilidade do setor, apoiando artistas e instituições na construção de trajetórias sólidas. Kenia é sinônimo de eficiência executiva, garantindo que a arte chegue ao público com a qualidade e a responsabilidade que o mercado exige.Ficha Técnica: Kenia TognettiCargo: Produtora Executiva e GestoraEspecialidades: Planejamento Estratégico, Gestão Financeira e EditaisExpertise: Leis de Incentivo (Rouanet, ProAC) e Prestação de ContasFoco: Viabilidade Operacional e Sustentabilidade de Projetos6. Victor YagyuVictor Yagyu é um especialista em tecnologia e inovação, com foco no desenvolvimento de soluções digitais para o setor cultural. Como gestor de tecnologia, ele lidera a arquitetura de sistemas que visam modernizar a interação entre trabalhadores da cultura, gestores e o público final. Victor é o arquiteto por trás da infraestrutura tecnológica da plataforma Cult Turis, onde aplica conceitos avançados de ciência de dados e desenvolvimento de software para criar um ecossistema digital seguro, escalável e intuitivo. Sua visão é pautada pela convicção de que a tecnologia deve servir como uma ferramenta de inclusão e eficiência, eliminando barreiras geográficas e burocráticas na economia criativa.Com uma trajetória marcada pela aplicação de metodologias ágeis, Victor coordena o desenvolvimento de ferramentas que facilitam desde a gestão de dados culturais até a experiência de consumo de produtos artísticos. Ele entende as particularidades do mercado cultural e trabalha para que a transformação digital ocorra de forma humanizada e acessível. Sua atuação no Instituto Sou 1 de Milhões é estratégica para a criação de bancos de dados e plataformas de suporte ao trabalhador, garantindo que a inovação tecnológica esteja a serviço da valorização profissional. Victor Yagyu representa a ponte necessária entre o código e a cultura, assegurando que a equipe esteja sempre na vanguarda das soluções digitais contemporâneas.Ficha Técnica: Victor YagyuCargo: Gestor de Tecnologia e InovaçãoEspecialidades: Arquitetura de Sistemas, Desenvolvimento de Software e DadosInstitucional: CTO/Líder Tecnológico da Plataforma Cult TurisFoco: Transformação Digital e Infraestrutura para Economia Criativa7. Herick VilleiroHerick Villeiro é um produtor criativo e artista visual que se destaca pela sua capacidade de conceber e executar identidades visuais potentes para o setor cultural. Sua atuação transita entre a direção de arte e a produção executiva, permitindo que ele tenha uma visão holística sobre a estética e a funcionalidade de cada projeto. Herick é especialista em traduzir conceitos abstratos em linguagens visuais que comunicam de forma eficaz com o público, utilizando o design e as artes visuais como ferramentas de engajamento e valorização da obra artística. Sua busca pela inovação estética é equilibrada por um profundo entendimento das necessidades do mercado e das tendências da economia criativa.Ao longo de sua carreira, Herick Villeiro tem colaborado com diversos coletivos e instituições, trazendo uma perspectiva renovadora para a produção de conteúdo e a gestão de imagem de eventos culturais. Ele entende que a embalagem visual de um projeto é fundamental para sua recepção e sucesso, dedicando-se a criar experiências imersivas que começam muito antes do evento físico. Como produtor criativo, ele articula talentos e recursos para garantir que a entrega final possua um alto valor agregado e uma assinatura estética única. Sua presença na equipe garante que a comunicação visual e a direção de arte estejam alinhadas aos mais altos padrões de qualidade e inovação do cenário artístico atual.Ficha Técnica: Herick VilleiroCargo: Produtor Criativo e Artista VisualEspecialidades: Direção de Arte, Design Visual e Produção de ConteúdoFoco de Atuação: Identidade Visual e Inovação Estética em Projetos CulturaisImpacto: Valorização da Imagem e Engajamento de Público8. Izabelle FerreiraIzabelle Ferreira é gestora cultural e produtora, com foco na democratização do acesso e na excelência da logística operacional. Sua trajetória é marcada pela coordenação de projetos que buscam levar a arte para territórios descentralizados, garantindo que a infraestrutura cultural seja um facilitador da inclusão social. Izabelle possui uma habilidade excepcional na mediação entre as necessidades técnicas das produções e as realidades locais, assegurando que cada evento seja executado com respeito às comunidades e máxima eficiência de recursos. Sua gestão é pautada pela organização rigorosa de processos, desde a contratação de fornecedores até a supervisão das equipes de campo.Como produtora, Izabelle Ferreira destaca-se pela sua resiliência e capacidade de resolução de problemas em ambientes de alta pressão. Ela entende que o sucesso de um projeto cultural depende de uma base logística sólida e de uma comunicação clara entre todos os envolvidos. Sua atuação no Instituto Sou 1 de Milhões e em diversos festivais demonstra um compromisso inabalável com a profissionalização da gestão cultural no Brasil. Izabelle trabalha para que a produção executiva seja invisível para o público, mas sentida através da fluidez e da qualidade da experiência artística oferecida. Ela representa a força operacional que transforma grandes ideias em realidades tangíveis e acessíveis para todos.Ficha Técnica: Izabelle FerreiraCargo: Gestora Cultural e ProdutoraEspecialidades: Logística Cultural, Produção de Campo e MediaçãoFoco de Atuação: Democratização do Acesso e Gestão OperacionalImpacto: Excelência em Execução e Inclusão Social através da Arte

Acessibilidade

1. Acessibilidade FísicaO festival utiliza quatro espaços parceiros escolhidos por possuírem infraestrutura física acessível, garantindo circulação segura e autônoma para todos os públicos. Ações previstas:Rampas de acesso e circulação sem degraus.Banheiros acessíveis em todos os espaços.Assentos disponíveis em todas as áreas de programação.Permissão de cães-guia, com orientação prévia aos tutores sobre condições sonoras.Pontos de água potável acessíveis.Protocolo para crianças perdidas.Espaços amplos para circulação de cadeiras de rodas e carrinhos de bebê.2. Acessibildade de ConteúdoO festival garante que informações, obras e atividades sejam compreensíveis e acessíveis para pessoas com diferentes necessidades sensoriais e cognitivas. Ações previstas:Intérprete de Libras em todas as 4 palestras.Possibilidade de Libras em atrações artísticas conforme logística.Monitor especializado para audiodescrição oral da exposição fotográfica.Totens de programação com informações claras, horários fixos e linguagem objetiva.Vídeos de divulgação com legendas.Cartazes e materiais gráficos com contraste adequado e leitura facilitada.Acesso 100% gratuito, sem exigência de documentação ou cadastro.Informações distribuídas de forma simples, direta e acessível para todos os públicos.3. Acessibilidade AtitudinalA equipe do festival é preparada para garantir acolhimento humanizado, respeito e autonomia para todas as pessoas, eliminando barreiras simbólicas e comportamentais. Ações previstas:Treinamento da equipe para atendimento inclusivo de pessoas neurodivergentes, idosos, crianças e públicos vulneráveis.Orientação sobre comunicação respeitosa e não infantilizada com pessoas com deficiência.Oficina de palhaço com idade mínima de 7 anos e sem limite máximo, promovendo inclusão intergeracional.Parceria com o sistema público de saúde municipal para protocolo de emergência médica.Equipe preparada para orientar, acompanhar e apoiar o público sempre que necessário, sem retirar autonomia.

Democratização

O Festival Viva o Vale foi concebido para garantir acesso democrático, gratuito e amplo às experiências artísticas e culturais, atendendo diretamente às diretrizes do edital Rouanet Interior. Todas as atividades — atrações artísticas, palestras, oficina, exposições e mediações — são 100% gratuitas, sem necessidade de inscrição prévia, cadastro ou apresentação de documentos, assegurando que qualquer pessoa da comunidade possa participar livremente.A programação ocorre em quatro espaços parceiros localizados em áreas centrais e de fácil circulação, permitindo que moradores de diferentes bairros acessem o festival a pé, de transporte público ou comunitário. A escolha por um circuito urbano concentrado facilita o deslocamento, reduz barreiras de mobilidade e cria fluxo contínuo de público entre as atividades.A diversidade de linguagens — dança, música, teatro, circo, fotografia, artesanato e saberes tradicionais — amplia o alcance do festival, permitindo que públicos com diferentes interesses, idades e repertórios culturais encontrem atividades significativas. A presença de artistas indígenas, quilombolas, nipo-brasileiros e locais garante representatividade e aproxima a comunidade de expressões culturais que fazem parte de sua própria identidade territorial.A programação é pensada para atender crianças, adolescentes, adultos, idosos e pessoas com deficiência, com horários claros, totens informativos, acessibilidade arquitetônica, de conteúdo e atitudinal, intérprete de Libras nas palestras, monitor para audiodescrição e equipe treinada para acolhimento humanizado. A oficina de palhaço aceita participantes a partir de 7 anos, sem limite máximo, promovendo inclusão intergeracional.A divulgação será realizada com 60 dias de antecedência, utilizando redes sociais, rádios, TV local, cartazes acessíveis e comunicação clara, garantindo que a informação chegue a toda a população, incluindo comunidades indígenas, quilombolas e bairros periféricos.Ao integrar múltiplas linguagens, garantir gratuidade total, ocupar espaços públicos acessíveis e valorizar artistas e mestres locais, o festival promove acesso real, efetivo e equitativo à cultura, fortalecendo o direito à fruição artística e contribuindo para a descentralização cultural no Vale do Ribeira.